Porque, entre os vários culpados pela crise econômica e sanitária que vivemos; Bolsonaro é, disparado o maior culpado:
1- A luta permanente contra as medidas restritivas sob a desculpa de não prejudicar a economia. Lembramos que hoje o governo está lutando no supremo para liberar aglomeração em templos religiosos.
2 - A negação e relutância pública de seguir os protocolos básicos de proteção de contato. Inclusive saindo do Palácio Do Planalto para cumprimentar e abraçar eleitores.
Bolsonaro foi eleito com 57 milhões de votos. A população brasileira hoje é de cerca de 220 milhões de habitantes. 1/4 da população.
Qualquer pessoa que conheça história, entenda de estatística e que não tenha faltado às aulas de Biologia básica sabe estatisticamente o que representa 1/4 da população ignorar medidas restritivas durante uma epidemia.
Digamos que todos os eleitores do presidente sigam seus maus exemplos.
3 - A aposta infundada na Cloroquina como salvação da pátria contra a pandemia e consequente demissão de ministros da saúde que não lhe eram submissos além da defesa de tratamentos precoces paliativos que não passam de placebo.
4 - Bolsonaro foi o ÚNICO governante do mundo que criou a regra de só comprar vacinas após serem aprovadas pelo órgão de saúde, todo infiltrado com gente ideologicamente alinhada com suas ideias. Ocasionando que recusasse oferta de compra de 70 milhões de doses da melhor vacina disponivel no mercado.
5 - A compra e investimento bilionário de uma vacina ineficaz como a CoronaVac única e exclusivamente por interesse político em não perder popularidade para João Doria que apostou alto na vacina produzida na China como marketing político antecipado.
Lembramos que a taxa de eficácia da CoronaVac comprovadamente é de 43 a 47%. Ou seja, é uma roleta russa.
6 - Bolsonaro passou meses fazendo pouco caso da doença, dando declarações mais que infelizes, criou dezenas de polêmicas e crises desnecessárias que só serviram para manchar a imagem do país no exterior, corremos sérios riscos de sofrer as mais variadas sanções econômicas do mundo e de ficarmos isolados. Além de já sermos considerados párias no combate à pandemia, onde repetimos. O governo luta para impedir medidas restritivas até hoje e age em prol do interesse de grandes líderes religiosos.
Quando a maior autoridade do País passa todo o tempo negando gravidade da doença, dando maus exemplos e pondo em dúvida a única ferramenta capaz de eliminar uma epidemia.
Nenhuma vacina, irá resolver nosso problema enquanto o Brasil continuar brincando de criar novas variantes.
Por tudo isso, talvez continue sendo necessário impor medidas de distanciamento. Mais comércios irão fechar a despeito da corrupção de prefeitos e governadores cuja a maior consequência é a insuficiência de leitos e respiradores para tratar os doentes, Bolsonaro é o maior responsável pela tragédia anunciada e sem data para ter fim.
Millor Fernandes:
Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.
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sábado, 10 de abril de 2021
Bolsonaro é o maior culpado disso tudo
sexta-feira, 25 de maio de 2018
Vai gastar o seu dinheiro, vagabundo!

Isso exemplifica bem a mentalidade tacanha, arrogante e autoritária do esquerdista médio. A defesa do pobre e do trabalhador é só uma desculpa para se colocarem num pedestal moral contra quem quer seja contrario às suas ideias. Mas na prática isso aqui é a verdadeira face deles.
Tem vários filhinhos de papai assim no foicebook e nas outras redes sociais, bravos guerreiros atrás da tela do computador, ma suma nulidade humana no mundo real. Não trabalham, não estudam (e se estudam é pra passar num concurso e virar parasita), vivem cagando regra com o dinheiro dos outros ou querendo que o estado cuide do NOSSO dinheiro. Pois agora irei cagar regra sobre vocês também..
Querem ajudar os pobres e os trabalhadores? Tenham uma atividade realmente produtiva, TRABALHEM, criem empresas e principalmente GASTEM O SEU DINHEIRO!! Essa é a única obrigação moral que o rico ou o cidadão de classe média alta tem: GASTE A PORRA DO SEU DINHEIRO, viaje, saia com os amigos, vá jantar, transe, pague um motel e dê boas gorjetas, gere empregos filha da puta!
Ficar no facebook defendendo político ou partido que FUDEU O PAIS não ajuda ninguém, seu merda!
sábado, 20 de janeiro de 2018
SOBRE MITOS, ELEIÇÕES E DEJA VÚ
Em 2002, Lula era vendido como o paladino da ética e tinha uma militância que beirava o messianismo. O tempo passou e hoje sabemos o crápula que ele é.
Em 2017/18, Bolsonaro é vendido como o paladino da moral e retidão e tem uma militância que beira o messianismo (com trocadilho, por favor). Seus defensores o tomam por honesto por não ter seu nome envolvido na Lava Jato (apesar de ter sido do PP à época e o partido ter sido o que recebeu mais dinheiro de propina), mas vejamos algumas coisas:
Para alguém apontado como reto e moralmente impoluto, é no mínimo incoerente que use auxílio-moradia mesmo tendo residência fixa em Brasília e assumidamente diga que usava o dinheiro (palavras suas) pra comer gente (algo duplamente amoral, mas defendido por seu séquito como algo aceitável, mesmo que feito com dinheiro público).
Alguém tão ético não poderia também manter funcionários fantasmas em seu gabinete enquanto os mesmos residem em outra cidade e exercem funções particulares em sua propriedade particular... não é o caso de Jair, que mantém em seu gabinete em Brasília o pagamento de seu caseiro e esposa.
O fato dele não aparecer em 70% das sessões, mesmo nas que preside, diz mais sobre sua nulidade como deputado do que um possível boicote defendido por seus fiéis.
Como disse antes, ele não passa de um político comum alçado à condição de Dom Sebastião da vez por um séquito de estatólatras que querem um ditador pra chamar de seu e não diferem em nada de petistas e demais comunistas.
O tempo, no caso deste, também passará.
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sexta-feira, 24 de março de 2017
Rafael Andreazza Daros: Por que virei à direita?
Sim, eu sei. Já existe um livro com o mesmo título deste artigo. Não quero plagiá-lo, mas me pareceu apenas o título mais apropriado para este ensaio.
Tendo já flertado no passado com algumas ideias de esquerda, talvez alguns pudessem se perguntar porque a critico tanto hoje. Alguns podem até dizer que o faço por conveniência e que não mantenho contato com esquerdistas por medo do contraditório e que busco apenas viés de confirmação para as minhas ideias.
Entretanto, digo por experiência própria que simplesmente não vale a pena debater com esquerdistas. Tivessem eles bons argumentos, talvez mantivesse alguns em meus círculos de relacionamentos para confrontar minhas ideias. Mas tudo que consegui até hoje foram apenas desapontamentos.
Podem até me chamar de radical de direita se quiserem. Não me importo. A questão é que o motivo de ter abandonado toda e qualquer simpatia pela esquerda é um só: a absoluta mediocridade intelectual da esquerda.
O esquerdista típico não debate com você, apenas despeja juízos de valor sobre a sua posição baseados na posição dele. Se o assunto é a reforma da previdência, ele não tentará provar que as análises sobre a insustentabilidade da previdência estão erradas, apenas se limitará a dizer que quem é a favor da reforma está a favor do capitalista malvadão e quer tirar o dinheiro do trabalhador. Mostre a eles este vídeo com argumentos mostrando que o boicote a países que exploram a mão-de-obra infantil apenas piora a situação dessas crianças e será acusado de ser um sociopata ou estar a serviço dos interesses dos empresários.
Até hoje, eu NUNCA vi um esquerdista capaz de fazer uma argumentação sólida e pautar seus argumentos em evidências. Você pode discutir com vários deles sobre desarmamento sem que nenhum deles traga um único dado empírico sobre algum país que tenha visto sua criminalidade despencar depois de desarmar a população. Ou sobre algum país que tenha visto o padrão de vida do trabalhador decair por ter legalizado a terceirização. Talvez o exemplo mais emblemático seja este artigo culpando o neoliberalismo por todos os males do mundo. Uma verdadeira obra-prima no que se refere ao uso da retórica em detrimento dos fatos.
Como exemplo, há 2 passagens do texto em especial que me chamaram a atenção. A primeira é quando o autor fala que a cobrança de juros é uma forma ilegítima de renda que apenas transfere renda dos pobres para os ricos. Em momento algum ele sequer pareceu ver a necessidade de se perguntar por que então as pessoas contraem dívidas se sabem que vão precisar pagar juros, ou do fato delas pegarem empréstimos porque têm urgências financeiras e não podem esperar poupar o bastante. Tampouco o autor parece levar em consideração a hipótese de que os bancos simplesmente iriam à falência ou se negariam a conceder empréstimos se fossem impossibilitados de cobrar juros. E, quando tais questões são levantadas por economistas e intelectuais "de direita", jamais os esquerdistas se focam em mostrar algum erro de análise ou fato equivocado. No máximo, pegam citações fora de contexto e interpretadas da forma mais porca possível para que possam denegrir a imagem do autor como se tratasse de um lunático ou um mau caráter cujas ideias nem merecessem resposta.
O comportamento padrão do esquerdista não é rebater o argumento, mas simplesmente desmerecer a fonte como se não fosse digna de crédito algum, ou então atacar espantalhos através de alguma ampliação indevida, extrapolando vícios individuais como se fossem vícios da sociedade (um ato racista isolado jamais é visto como um ato racista isolado, mas sim como uma prova de que "a sociedade" é racista e precisa ser "consertada" através do poder redentor do estado). Já debati com uma esquerdista que simplesmente se negou a ler um link que enviei que expunha melhor a minha posição simplesmente por se tratar de um colunista da Veja. Outros, quando apresentados a um fato novo ao qual não davam crédito, simplesmente perguntavam em tom de deboche: "leu na Veja né?". Outro, novamente ao ser apresentado a um texto que explanava melhor a minha posição, simplesmente acusou o texto de ser "burguês e comportado", seja lá o que isso queira dizer. Outras 2 simplesmente acusaram certos autores liberais de serem um fascista e um racista, mas tampouco foram capazes de justificar a alegação ou de sequer citar algum pensamento do autor em questão que pudessem levar alguém a crer que nutrem algum apreço pelo fascismo ou pelo racismo (a primeira simplesmente mencionou que "ouviu falar" que o autor era fascista e aparentemente aceitou tal alegação como fato consumado sem sequer perguntar o motivo).
Um conhecido meu disse ter percebido como a esquerda quase nunca cita fontes primárias. Há outra passagem no texto sobre o neoliberalismo que mostra isso, quando ele afirma que "O consumo e o crescimento econômico são os motores da destruição do meio ambiente". Uma rápida consulta no google é capaz de refutar isto. Se fosse verdade, então os lugares mais devastados deveriam ser aqueles onde há mais crescimento econômico e mais consumo. Entretanto, dos 10 lugares mais poluídos do mundo, nenhum deles está em países desenvolvidos. Os países mais desenvolvidos da lista são Rússia e Argentina.
Na visão da esquerda, TUDO que acontecesse de ruim no mundo é culpa de alguém que quer efetivamente promover o mal, e nada parece ser deixado ao fruto do acaso ou de forças fora de nosso controle. Por exemplo, se uma vacina mata 10 crianças e salva outras 1000, então os esquerdistas irão acusar a indústria farmacêutica de só se importar com o lucro e não ligar a mínima para as vidas humanas. Se um petroleiro naufraga causando um desastre ambiental, então a culpa é do capitalismo ou da "ganância" dos empresários, apesar do fato de que o desastre tenha causado prejuízo a todos os envolvidos e sem nenhuma consideração à mera possibilidade de existir ou não alguma tecnologia de navegação 100% à prova de acidentes, ou ao fato de que usar meios alternativos de transporte possam causar ainda mais impacto ambiental no longo prazo por dispensarem mais recursos para serem transportados. Toda a retórica esquerdista se baseia em criticar a realidade em prol de uma utopia imaginária: enquanto o capitalismo é criticado por situações lamentáveis que ainda persistem - mesmo que sejam mais acentuadas em países socialistas ou com agendas claramente anticapitalistas - o socialismo é julgado por sua retórica, jamais por fatos.
A visão de esquerda parece se basear em uma busca quase quixotesca por heróis para se admirar e vilões para se odiar. Quase sem exceção, a sociedade ocidental é a vilã, não raro como se esta fosse a fonte de todos os vícios e de toda a maldade no mundo. Um comentário que vi esses dias sobre essa questão ilustra muito bem essa visão por beirar o absurdo. Reproduzo abaixo:
Para qualquer um que se interesse pelo mundo intelectual e preze pelo rigor e pela honestidade intelectual, e que não seja mau caráter nem tenha rabo preso com alguma visão de mundo ou partido político, a superioridade intelectual da direita é gritante. É praticamente impossível ler autores como Sowell, Mises, Hayek e Dalrymple - entre tantos outros - , e continuar sendo um esquerdista. Eu pelo menos não conheço nenhuma exceção a esta regra. Muitos dos maiores nomes de intelectuais liberais e conservadores são, eles próprios, ex-esquerdistas.
Nelson Rodrigues disse uma vez que não há ninguém mais bobo do que o esquerdista sincero porque ele não sabe nada e apenas repete o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer. Mas mesmo isto me parece uma visão condescendente demais na minha opinião. Como não tenho rabo preso com nenhuma sensibilidade politicamente correta, vou um pouco além: não suporto a esquerda porque o esquerdista padrão é um boçal.
Tendo já flertado no passado com algumas ideias de esquerda, talvez alguns pudessem se perguntar porque a critico tanto hoje. Alguns podem até dizer que o faço por conveniência e que não mantenho contato com esquerdistas por medo do contraditório e que busco apenas viés de confirmação para as minhas ideias.
Entretanto, digo por experiência própria que simplesmente não vale a pena debater com esquerdistas. Tivessem eles bons argumentos, talvez mantivesse alguns em meus círculos de relacionamentos para confrontar minhas ideias. Mas tudo que consegui até hoje foram apenas desapontamentos.
Podem até me chamar de radical de direita se quiserem. Não me importo. A questão é que o motivo de ter abandonado toda e qualquer simpatia pela esquerda é um só: a absoluta mediocridade intelectual da esquerda.
O esquerdista típico não debate com você, apenas despeja juízos de valor sobre a sua posição baseados na posição dele. Se o assunto é a reforma da previdência, ele não tentará provar que as análises sobre a insustentabilidade da previdência estão erradas, apenas se limitará a dizer que quem é a favor da reforma está a favor do capitalista malvadão e quer tirar o dinheiro do trabalhador. Mostre a eles este vídeo com argumentos mostrando que o boicote a países que exploram a mão-de-obra infantil apenas piora a situação dessas crianças e será acusado de ser um sociopata ou estar a serviço dos interesses dos empresários.
Até hoje, eu NUNCA vi um esquerdista capaz de fazer uma argumentação sólida e pautar seus argumentos em evidências. Você pode discutir com vários deles sobre desarmamento sem que nenhum deles traga um único dado empírico sobre algum país que tenha visto sua criminalidade despencar depois de desarmar a população. Ou sobre algum país que tenha visto o padrão de vida do trabalhador decair por ter legalizado a terceirização. Talvez o exemplo mais emblemático seja este artigo culpando o neoliberalismo por todos os males do mundo. Uma verdadeira obra-prima no que se refere ao uso da retórica em detrimento dos fatos.
Como exemplo, há 2 passagens do texto em especial que me chamaram a atenção. A primeira é quando o autor fala que a cobrança de juros é uma forma ilegítima de renda que apenas transfere renda dos pobres para os ricos. Em momento algum ele sequer pareceu ver a necessidade de se perguntar por que então as pessoas contraem dívidas se sabem que vão precisar pagar juros, ou do fato delas pegarem empréstimos porque têm urgências financeiras e não podem esperar poupar o bastante. Tampouco o autor parece levar em consideração a hipótese de que os bancos simplesmente iriam à falência ou se negariam a conceder empréstimos se fossem impossibilitados de cobrar juros. E, quando tais questões são levantadas por economistas e intelectuais "de direita", jamais os esquerdistas se focam em mostrar algum erro de análise ou fato equivocado. No máximo, pegam citações fora de contexto e interpretadas da forma mais porca possível para que possam denegrir a imagem do autor como se tratasse de um lunático ou um mau caráter cujas ideias nem merecessem resposta.
O comportamento padrão do esquerdista não é rebater o argumento, mas simplesmente desmerecer a fonte como se não fosse digna de crédito algum, ou então atacar espantalhos através de alguma ampliação indevida, extrapolando vícios individuais como se fossem vícios da sociedade (um ato racista isolado jamais é visto como um ato racista isolado, mas sim como uma prova de que "a sociedade" é racista e precisa ser "consertada" através do poder redentor do estado). Já debati com uma esquerdista que simplesmente se negou a ler um link que enviei que expunha melhor a minha posição simplesmente por se tratar de um colunista da Veja. Outros, quando apresentados a um fato novo ao qual não davam crédito, simplesmente perguntavam em tom de deboche: "leu na Veja né?". Outro, novamente ao ser apresentado a um texto que explanava melhor a minha posição, simplesmente acusou o texto de ser "burguês e comportado", seja lá o que isso queira dizer. Outras 2 simplesmente acusaram certos autores liberais de serem um fascista e um racista, mas tampouco foram capazes de justificar a alegação ou de sequer citar algum pensamento do autor em questão que pudessem levar alguém a crer que nutrem algum apreço pelo fascismo ou pelo racismo (a primeira simplesmente mencionou que "ouviu falar" que o autor era fascista e aparentemente aceitou tal alegação como fato consumado sem sequer perguntar o motivo).
Um conhecido meu disse ter percebido como a esquerda quase nunca cita fontes primárias. Há outra passagem no texto sobre o neoliberalismo que mostra isso, quando ele afirma que "O consumo e o crescimento econômico são os motores da destruição do meio ambiente". Uma rápida consulta no google é capaz de refutar isto. Se fosse verdade, então os lugares mais devastados deveriam ser aqueles onde há mais crescimento econômico e mais consumo. Entretanto, dos 10 lugares mais poluídos do mundo, nenhum deles está em países desenvolvidos. Os países mais desenvolvidos da lista são Rússia e Argentina.
Na visão da esquerda, TUDO que acontecesse de ruim no mundo é culpa de alguém que quer efetivamente promover o mal, e nada parece ser deixado ao fruto do acaso ou de forças fora de nosso controle. Por exemplo, se uma vacina mata 10 crianças e salva outras 1000, então os esquerdistas irão acusar a indústria farmacêutica de só se importar com o lucro e não ligar a mínima para as vidas humanas. Se um petroleiro naufraga causando um desastre ambiental, então a culpa é do capitalismo ou da "ganância" dos empresários, apesar do fato de que o desastre tenha causado prejuízo a todos os envolvidos e sem nenhuma consideração à mera possibilidade de existir ou não alguma tecnologia de navegação 100% à prova de acidentes, ou ao fato de que usar meios alternativos de transporte possam causar ainda mais impacto ambiental no longo prazo por dispensarem mais recursos para serem transportados. Toda a retórica esquerdista se baseia em criticar a realidade em prol de uma utopia imaginária: enquanto o capitalismo é criticado por situações lamentáveis que ainda persistem - mesmo que sejam mais acentuadas em países socialistas ou com agendas claramente anticapitalistas - o socialismo é julgado por sua retórica, jamais por fatos.
A visão de esquerda parece se basear em uma busca quase quixotesca por heróis para se admirar e vilões para se odiar. Quase sem exceção, a sociedade ocidental é a vilã, não raro como se esta fosse a fonte de todos os vícios e de toda a maldade no mundo. Um comentário que vi esses dias sobre essa questão ilustra muito bem essa visão por beirar o absurdo. Reproduzo abaixo:
Este pensamento é velho: Se não fosse este trabalho ‘escravo’ os asiáticos estariam em uma situação pior. O cara do vídeo mostra, eu até já li o livro do Krugman. Por tras (tão atrás disto que ninguém lembra) existem dois sistemas de valores que um dia estavam em conflito, agora um domina. Os asiáticos estavam muito bem (obrigado) treinando tai chi chuam e comendo peixe cru, quando chegaram os ocidentais e falaram: vcs não são civilizados, tem um padrão de vida baixo e etc. Mas pelos valores orientais não estava tão ruim. Conversa vai conversa vem, o capitalismo criou um novo mercado consumidor, mão de obra e fonte de matéria prima. Algum tempo depois temos escravos modernos, pobreza, criminalidade alta, prostituição de crianças e toda uma rede de ideologia para que ninguém faça a pergunta proibida: sem os valores ocidentais sobre os quais o capitalismo está assentado os asiáticos não estariam melhor? Pq que tenho que consumir tanto?Em outras palavras, o que o sujeito está dizendo, implicitamente, é que o oriente era praticamente uma sociedade utópica até que os selvagens ocidentais trouxeram todos os males que afligem o continente. O fato do ocidente ter sido a primeira sociedade na história a condenar e abolir a escravidão parece ser algo de uma realidade paralela, assim como o fato dos povos orientais também terem cometido diversas atrocidades, sendo a China comunista e a Coreia do Norte os exemplos mais notáveis. Será que ele acredita, como deixa transparecer, que sequer existia pobreza no Oriente antes da chegada dos "ocidentais malvadões"?
Parece uma historia que teve com uns povos que moravam na ‘américa’
Para qualquer um que se interesse pelo mundo intelectual e preze pelo rigor e pela honestidade intelectual, e que não seja mau caráter nem tenha rabo preso com alguma visão de mundo ou partido político, a superioridade intelectual da direita é gritante. É praticamente impossível ler autores como Sowell, Mises, Hayek e Dalrymple - entre tantos outros - , e continuar sendo um esquerdista. Eu pelo menos não conheço nenhuma exceção a esta regra. Muitos dos maiores nomes de intelectuais liberais e conservadores são, eles próprios, ex-esquerdistas.
Nelson Rodrigues disse uma vez que não há ninguém mais bobo do que o esquerdista sincero porque ele não sabe nada e apenas repete o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer. Mas mesmo isto me parece uma visão condescendente demais na minha opinião. Como não tenho rabo preso com nenhuma sensibilidade politicamente correta, vou um pouco além: não suporto a esquerda porque o esquerdista padrão é um boçal.
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
ARROGANTE IGNORÂNCIA OU O FIASCO DO ENSINO BRASILEIRO EM 3 ATOS
ATO I
Um dia desses, compartilhei uma postagem que ironizava o ateísmo ao mostrar como o Cristianismo moldou o mundo Ocidental a partir da Idade Média. Como sou católico (menos praticante do que gostaria, confesso) achei interessante, descontraído e repliquei a imagem. Eis que, no decorrer do dia, vi-me, eu e mais alguns da minha lista de contatos da rede social onde postei, envolvido num debate teológico sobre a religião católica e seus benefícios ou malefícios para o mundo medieval e por tabela o atual.
Até aí, nada demais. Muitas postagens minhas rendem discussões, haja vista que minhas posições ideológicas são públicas e procuro ter na minha relação de amigos pessoas de várias tendências ou opiniões, procuro manter uma relação amistosa com todos e ouvir todos os argumentos, mesmo que discorde. Acontece, que o autor da polêmica, que tentou legitimar um discurso ateísta e digladiou com umas quatro pessoas, foi um rapazinho recém-saído do ensino médio, na verdade dois rapazes, que não passam dos vinte anos (um ex-aluno meu, formado no médio ano passado) e um outro também imberbe, amigo de um outro ex-aluno, mas que desconheço.
E isso foi curioso para mim porque esses dois meninos, com pouca ou nenhuma base de conhecimento – tanto por não ter muita idade para empreender um estudo mais aprofundado e amplo sobre o tema, quanto por não terem o hábito de ler – resolveram defender uma ideia cheia de chavões, lugares-comuns de livros escolares do MEC, repleto de achismos e tentavam refutar ou desmerecer argumentos e fontes de: um medievalista, um professor de Literatura (eu), um publicitário e um engenheiro, estes últimos estudiosos de temas conservadores e liberais nas horas vagas.
ATO II
Após a ocupação do Colégio Pedro II, uma aluna minha, contraria a isso, tenta legitimar o ato como forma de protesto e os professores que estimularam os alunos, mesmo que ela própria estivesse sendo prejudicada, já que ela fará o ENEM na próxima semana e as aulas foram interrompidas.
Ao perguntar a ela sobre a razão, se ela (e os demais alunos) tinha lido os projetos de lei que motivaram os protestos e apelar para a falta de sentido disso tudo, quando mostrei a ela que esses mesmos professores que dizem lutar por eles, na verdade, estão apenas atrapalhando as suas vidas, ela teve o gesto mais típico de adolescentes que se deparam com a lógica, racionalidade e a realidade da vida... pediu que me calasse, não queria me ouvir. Nesse caso, sua verdade, seu mundo de protestos e sonhos de mudar o mundo no pátio ocupado da escola – mesmo que as salas estejam vazias e sem aulas, o que é um contrassenso – é mais desejável que o mundo real.
ATO III
Hoje ainda, depois de comentar uma publicação de um amigo católico – sobre a declaração da Arquidiocese do Rio de Janeiro acerca das eleições municipais – um outro ex-aluno, este egresso do Pedro II (o mesmo das saias para meninos e ocupação de alunos sob às bênçãos dos professores e pais prafrentex) e hoje aluno da UFRJ, no alto dos seus 20 anos e quase nenhuma (ou nenhuma) leitura relevante, questionou minha colocação sobre a incoerência de cristãos seguirem discursos de esquerda. Exigiu fontes, apresentou argumentos baseados na Wikipédia, usou um tom irônico para menosprezar dois adultos formados – um deles seu ex-professor e amigo pessoal de sua mãe – e desprezando indicações bibliográficas de autores relevantes sobre o tema.
Pois bem. Três situações muito parecidas com jovens estudantes saídos ou ainda no ensino médio, oriundos de escolas tanto públicas quanto privadas e de diferentes meios socioeconômicos. Todos, entretanto, apresentaram um ponto comum, uma postura arrogante diante de pessoas que haviam estudado mais e por mais tempo que eles, pessoas que já estavam no mundo batalhando, aprendendo, procurando entender o que está ao redor e que possuem mais experiência de vida e de saber.
E esse é o retrato do jovem brasileiro. Uma pessoa que começa a dar os primeiros passos na vida adulta sem qualquer conhecimento, bagagem de leitura, grau mínimo de instrução ou capacidade de compreensão, que acumula meia dúzia de clichês de internet e confronta a todos com sua estupidez arrogante de quem não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe. Um jovem que é fruto de um sistema de ensino que infla seu ego e esvazia seu cérebro, um sistema que desde cedo diz para ele que é capaz de formar o seu saber a hora que quiser, um sistema que o ensina que é quem detém o poder de mudar o mundo, pois é jovem e são os jovens que possuem o monopólio da mudança.
E, ao inflar o ego desses pequenos ditadores, faz com que se sintam os donos do mundo e da verdade, tornam-nos iconoclastas sem critério e entopem as ruas com pequenos bárbaros que riem da beleza, da erudição, debocham do que é tradicional e se regalam, no alto de sua autossuficiência frágil e insegura, da feiura, vulgaridade e estupidez.
Temos um sistema educacional que, infelizmente, está criando uma não só, mas, pelo menos, umas três gerações de mentecaptos – que desconhecem até o significado dessa palavra – de ignorantes arrogantes que desconhecem a diferença entre um substantivo e um verbo, não sabem o que é a fórmula de Báskara, ignoram o que aconteceu na Europa entre 1938 e 1945 e nem ao menos sabem como o ser humano se reproduz, mas que são senhores de suas ideias, que resumem tudo a uma opinião (eles têm várias e sobre tudo) e se arvoram o direito de até mesmo desmerecerem especialistas, porque no fim, tudo é uma questão de opinião e ponto de vista.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Eleições municipais do Rio: O resultado que temíamos (por Carmem Migueles)
O RESULTADO QUE TEMÍAMOS E O NOSSO DESAFIO COMO SOCIEDADE
Crivella e Freixo no segundo turno. Não era isso que todos os que optaram pelo voto útil temiam? Perdemos nas urnas? Ou perdemos outra coisa em outro lugar?
Os votos do Crivella com os do Freixo somados correspondem a 46,02% do total de votos validos. Se ambos fossem um só, ainda assim não se elegeriam no primeiro turno. Então, vamos aos números: O eleitorado carioca é de 4.898.044 pessoas. 1.189.187 (24,28%) dessas simplesmente não foram votar, pelas mais diferentes razões. Mas 3.708.857 (75,72%) foram. E desses, 2.313.232 não queriam nem Freixo, nem Crivella. Venceu a minoria. O voto dos dois somam 1.395.625. A maioria perdeu.
Mas por quê? Como é possível, em uma democracia, a maioria perder? Perder para quem?
Só há uma resposta: perder para si mesma! A maioria dos eleitores cariocas perderam para si mesmos.
Vamos as causas possíveis para esse fato? Só parando para refletir sobre os erros podemos corrigi-los. E já está na hora. Não são já 29 anos do mesmo resultado, desde o fim da ditadura? Há aqui uma lei cármica: há uma relação de causa e consequência que se não alterarmos, não alteraremos os resultados.
Falhamos por que nos omitimos em refletir sobre aos valores que nos unem. Falhamos porque nos omitimos em pensar juntos sobre o projeto de sociedade que queremos.
Falhamos por que aceitamos o fatalismo: “sempre foi assim, não há nada a fazer”, “o povo brasileiro vota mal, carioca vota mal”! E no isolamento de cada um nos condenamos a omissão. Ao fazer isso, perdemos todas as oportunidades de mudança!
Mas nos omitimos como? O que poderíamos ter feito? Poderíamos ter, todos, trabalhado mais diretamente na educação uns dos outros.
Poderíamos ter trabalhando mais fortemente na influência em todos os lugares onde convivemos. Poderíamos ter participado mais, nos engajado mais. Não estou criticando os outros, mas pensando também sobre mim mesma. Entrei para o Novo em abril. Até então eu também só olhava de longe. Mas quando falo em engajamento, não é só em um projeto partidário. Mas em um debate sobre valores.
Porque rejeitamos Crivella e Freixo? Porque, para nós, Crivella corresponde ao retorno ao populismo, à dispersão de recursos sem estratégia, ao assistencialismo, que tanto mal já fez ao Rio. E ao Freixo? Porque é um discurso que infelizmente não tem foco. Um discurso vago e remoto em defesa de minorias que não teriam os problemas que ele aponta se a sociedade simplesmente se organizasse para que a lei valesse. Alguém é a favor do machismo que mata? Da homofobia? Da morte dos pobres pela violência? A enorme, esmagadora maioria, não é! Há leis contra isso. Mas não há capacidade de investigação, não há mecanismos de punição adequados. O seu discurso tenta criar o sentimento de perseguição desses grupos pela maioria da sociedade. Mas esse discurso é falso. Divide para atrair para si o papel de salvador desses oprimidos. Mas esses não são os oprimidos de fato e o discurso de divisão não encaminha para a solução. Afasta dela. Porque é vazio e não traz em si analises que permitam resolver os problemas que aponta.
Enquanto isso, na vida real, fora das universidades e dos jovens buscando causas, a grande maioria das mães pobres pagam uma quantidade indecente de impostos sobre o consumo. Dividem com o estado inchado, ineficiente, o pouco que tem para colocar comida na mesa de suas crianças. E não recebem nada em troca. Sem suporte para trabalhar e sobrecarregadas por impostos e tarefas, não conseguem cuidar de suas crianças. Que acabam vítimas de todos os tipos de violência: física, sexual, psicológica. Sem alternativas e revoltadas, algumas entram para o crime. Passam a vender drogas, vendem crack.... e transformam outras pessoas com história similar em vítimas da dependência. Somos uma sociedade cruel, que vira às costas para essas pessoas. Que não foram representadas na campanha nem pelo discurso da populista nem pelo discurso da esquerda das minorias aborrecidas.
Nos omitimos, e perderemos a chance de apoiar o empreendedorismo que nos ajudaria a retomar a rota da prosperidade, por um lado, e da solidariedade com quem realmente precisa, por outro.
Solidariedade essa que demanda muita competência e foco em gestão para que os problemas de fato sejam resolvidos. Mas não precisamos perder a lição: ou participamos com mais vontade, ou continuaremos perdendo para nós mesmos. Um amigo brinca falando do Rio.... diz: o problema é muito malandro para pouco otário.... é malandro dando volta em malandro. A malandragem aqui dá pouco resultado!
Pois é: o grande caminho não é o da malandragem. O do jeitinho. Mas sim o do Jeitão: que é parar, refletir e se engajar em fazer a coisa certa e do jeito certo. Vamos fazer isso?
Vamos começar hoje? Quatro anos não é muito para mudar tantos anos de hábito de pensamento e ação que nos trouxeram até aqui!
Vamos juntos? Hoje volto para o trabalho. Dou adeus às eleições. Acho que abri um espaço para outros cidadãos comuns, que nunca foram políticos, tentarem fazer a diferença. Eu vou ajudar de fora: na tarefa educativa de expansão das consciências. Vamos criar as precondições para eleger quem nos represente em 2020? Eu, daqui, vou fazer a minha parte!
Carmem Migueles é funcionária e gestora pública e foi candidata à prefeitura do Rio pelo partido NOVO
(Nota do Blog) Nas eleições de 2014 o resultado final do segundo turno mostrava que a maioria dos eleitores rejeitavam os dois candidatos. Se pegássemos os 30% de abstenções e somássemos aos votos do candidato rival os dois perderiam.
Nas eleições municipais de 2016 o resultado final mostra que 46% do eleitorado rejeitou todos os candidatos a prefeito.
Significa dizer que as abstenções foram maiores que a maior votação qualificada para o segundo turno. Se eu dizia que em 2014 a maioria do pais rejeitou Dilma e Aécio. Em 2016 posso dizer com segurança que o Rio rejeitou todos os candidatos, e que esse segundo turno entre Crivella e Freixo é uma ANOMALIA, UMA FRAUDE rejeitada por 46% da população carioca em um pais onde o voto não é opcional, é OBRIGATÓRIO.
Nossa democracia de barro nos brinda com esse direito compulsório de escolher o método de abate. Se queremos uma morte lenta na cruz do populismo, ou uma morte fulminante na foice da ideologia cega.
"O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior." Platão
Crivella e Freixo no segundo turno. Não era isso que todos os que optaram pelo voto útil temiam? Perdemos nas urnas? Ou perdemos outra coisa em outro lugar?
Os votos do Crivella com os do Freixo somados correspondem a 46,02% do total de votos validos. Se ambos fossem um só, ainda assim não se elegeriam no primeiro turno. Então, vamos aos números: O eleitorado carioca é de 4.898.044 pessoas. 1.189.187 (24,28%) dessas simplesmente não foram votar, pelas mais diferentes razões. Mas 3.708.857 (75,72%) foram. E desses, 2.313.232 não queriam nem Freixo, nem Crivella. Venceu a minoria. O voto dos dois somam 1.395.625. A maioria perdeu.
Mas por quê? Como é possível, em uma democracia, a maioria perder? Perder para quem?
Só há uma resposta: perder para si mesma! A maioria dos eleitores cariocas perderam para si mesmos.
Vamos as causas possíveis para esse fato? Só parando para refletir sobre os erros podemos corrigi-los. E já está na hora. Não são já 29 anos do mesmo resultado, desde o fim da ditadura? Há aqui uma lei cármica: há uma relação de causa e consequência que se não alterarmos, não alteraremos os resultados.
Falhamos por que nos omitimos em refletir sobre aos valores que nos unem. Falhamos porque nos omitimos em pensar juntos sobre o projeto de sociedade que queremos.
Falhamos por que aceitamos o fatalismo: “sempre foi assim, não há nada a fazer”, “o povo brasileiro vota mal, carioca vota mal”! E no isolamento de cada um nos condenamos a omissão. Ao fazer isso, perdemos todas as oportunidades de mudança!
Mas nos omitimos como? O que poderíamos ter feito? Poderíamos ter, todos, trabalhado mais diretamente na educação uns dos outros.
Poderíamos ter trabalhando mais fortemente na influência em todos os lugares onde convivemos. Poderíamos ter participado mais, nos engajado mais. Não estou criticando os outros, mas pensando também sobre mim mesma. Entrei para o Novo em abril. Até então eu também só olhava de longe. Mas quando falo em engajamento, não é só em um projeto partidário. Mas em um debate sobre valores.
Porque rejeitamos Crivella e Freixo? Porque, para nós, Crivella corresponde ao retorno ao populismo, à dispersão de recursos sem estratégia, ao assistencialismo, que tanto mal já fez ao Rio. E ao Freixo? Porque é um discurso que infelizmente não tem foco. Um discurso vago e remoto em defesa de minorias que não teriam os problemas que ele aponta se a sociedade simplesmente se organizasse para que a lei valesse. Alguém é a favor do machismo que mata? Da homofobia? Da morte dos pobres pela violência? A enorme, esmagadora maioria, não é! Há leis contra isso. Mas não há capacidade de investigação, não há mecanismos de punição adequados. O seu discurso tenta criar o sentimento de perseguição desses grupos pela maioria da sociedade. Mas esse discurso é falso. Divide para atrair para si o papel de salvador desses oprimidos. Mas esses não são os oprimidos de fato e o discurso de divisão não encaminha para a solução. Afasta dela. Porque é vazio e não traz em si analises que permitam resolver os problemas que aponta.
Enquanto isso, na vida real, fora das universidades e dos jovens buscando causas, a grande maioria das mães pobres pagam uma quantidade indecente de impostos sobre o consumo. Dividem com o estado inchado, ineficiente, o pouco que tem para colocar comida na mesa de suas crianças. E não recebem nada em troca. Sem suporte para trabalhar e sobrecarregadas por impostos e tarefas, não conseguem cuidar de suas crianças. Que acabam vítimas de todos os tipos de violência: física, sexual, psicológica. Sem alternativas e revoltadas, algumas entram para o crime. Passam a vender drogas, vendem crack.... e transformam outras pessoas com história similar em vítimas da dependência. Somos uma sociedade cruel, que vira às costas para essas pessoas. Que não foram representadas na campanha nem pelo discurso da populista nem pelo discurso da esquerda das minorias aborrecidas.
Nos omitimos, e perderemos a chance de apoiar o empreendedorismo que nos ajudaria a retomar a rota da prosperidade, por um lado, e da solidariedade com quem realmente precisa, por outro.
Solidariedade essa que demanda muita competência e foco em gestão para que os problemas de fato sejam resolvidos. Mas não precisamos perder a lição: ou participamos com mais vontade, ou continuaremos perdendo para nós mesmos. Um amigo brinca falando do Rio.... diz: o problema é muito malandro para pouco otário.... é malandro dando volta em malandro. A malandragem aqui dá pouco resultado!
Pois é: o grande caminho não é o da malandragem. O do jeitinho. Mas sim o do Jeitão: que é parar, refletir e se engajar em fazer a coisa certa e do jeito certo. Vamos fazer isso?
Vamos começar hoje? Quatro anos não é muito para mudar tantos anos de hábito de pensamento e ação que nos trouxeram até aqui!
Vamos juntos? Hoje volto para o trabalho. Dou adeus às eleições. Acho que abri um espaço para outros cidadãos comuns, que nunca foram políticos, tentarem fazer a diferença. Eu vou ajudar de fora: na tarefa educativa de expansão das consciências. Vamos criar as precondições para eleger quem nos represente em 2020? Eu, daqui, vou fazer a minha parte!
Carmem Migueles é funcionária e gestora pública e foi candidata à prefeitura do Rio pelo partido NOVO
(Nota do Blog) Nas eleições de 2014 o resultado final do segundo turno mostrava que a maioria dos eleitores rejeitavam os dois candidatos. Se pegássemos os 30% de abstenções e somássemos aos votos do candidato rival os dois perderiam.
Nas eleições municipais de 2016 o resultado final mostra que 46% do eleitorado rejeitou todos os candidatos a prefeito.
Significa dizer que as abstenções foram maiores que a maior votação qualificada para o segundo turno. Se eu dizia que em 2014 a maioria do pais rejeitou Dilma e Aécio. Em 2016 posso dizer com segurança que o Rio rejeitou todos os candidatos, e que esse segundo turno entre Crivella e Freixo é uma ANOMALIA, UMA FRAUDE rejeitada por 46% da população carioca em um pais onde o voto não é opcional, é OBRIGATÓRIO.
Nossa democracia de barro nos brinda com esse direito compulsório de escolher o método de abate. Se queremos uma morte lenta na cruz do populismo, ou uma morte fulminante na foice da ideologia cega.
"O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior." Platão
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Opinião: Diga não à politização da vida
Este blog acompanhou desde a sua criação em 2009 um processo de transformação politico-ideológico da minha parte até este ponto atual. Militei contra o PT nos últimos 6 anos após ter ajudado a eleger o Lula em 2002, pois um dia me conscientizei que ajudei a eleger um projeto de poder partidário populista. Algo completamente avesso do que defendo hoje.
No último dia 31 eu recebi minha carta de alforria. O PT saiu do poder mas deixou a metástase do fisiologismo do qual fez uso para se manter no poder por 14 anos. Essa metástase existe no Brasil desde o dia 15 de novembro de 1889 (entendedores entenderão). Portanto, a merda que está aí não foi eu quem elegeu. Nem por irei torcer contra. É o cumulo da burrice torcer contra seu governo. Com isso, me sinto livre e isento.
Já cantei a pedra para todos. Quem quiser entender tudo que acontecerá no Brasil nos próximos anos terá que estudar um pouco de marketing e compreender o conceito de narrativa. A publicidade foi criada com intuitos políticos e governamentais, depois é que perceberam que ela também servia para vender outros tipos de produtos inúteis os quais não precisamos.
Discutir politica por discutir só gerará debates vazios. Estudar história não adianta. Existe a história oficial e a oficiosa. E a narrativa de ambas dependem de quem está no poder e de quem está na oposição. A esquerda voltou a ser oposição, portanto a história oficiosa voltará a ser aquela que eu aprendi nos anos 90.
Uma verdade é que o lulo-petismo desencadeou um processo irreversível de politização da vida. Hoje todo mundo se considera apto para debater politica, principalmente aqueles que mais tem rabo preso ou que mais estão defendendo o próprio lado. As pessoas desfarão amizades em função de politica; parentes brigarão por politica; e até mesmo a contratação e manutenção em cargos de emprego dependerão da sua posição politica. É imparável esse processo.
Se Darwin falava que a seleção natural é a sobrevivência do mais apto. Sobreviver nessa época vai exigir conhecimento sobre narrativas, aprender a viver como a Suíça.
Nessa última semana presenciei uma discussão de irmãos num post no meu perfil pessoal do facebook por causa de politica, eu gosto de treta, mas treta só é bom quando diverte, quando causa esse tipo de situação é desagradável. E não serei eu mais quem irá causar esse tipo de rixa.
Continuo não tendo estômago para as postagens de muitos amigos e parentes meus a respeito de politica. Mas opto por não mais sentir amargura por eles. Pois é isso que irá acontecer com todos vocês, vocês sentirão amargura contra amigos e parentes.
Não digo que não mais farei posts sobre politica, pois eu discuto politica desde os meus 12 anos de idade - muitas vezes esculhambando gente mais velha - mas eu não vou mais me indispor com amigos e familiares por causa disso.
Se defender um politico é financeiramente compensador para você, ok. Você só está defendendo o seu lado. Hipocrisia e egoísmo é um traço comum da humanidade, exatamente por isso que governos socialistas ou qualquer outra ideia feita em prol de todos jamais funcionará. Já o maniqueísmo é opcional.
Não seja escroto, não seja maniqueísta. Pois você pode estar dando uma de moralista, pode estar pregando um "nós contra eles", ou posando de bom samaritano para alguém que conhece um podre seu, que você jamais imagina. Eu sei de tantos e me calo... Cuidado.
Eu tive um sonho, um sonho onde todos brigarão entre si, se fecharão em seus clubes de concordâncias onde somente o 'joínha' do facebook lhe é compensador. No final, pessoas continuarão brigando por políticos, serão feridos ou mesmo causarão mortes por causa de políticos. Enquanto isso, lá em Brasilia fora das câmeras eles estarão rindo entre si no melhor dos climas. O de todos deles está garantido, e se você não recebe nada deles, me desculpe. Você é um tolo e está se indispondo por nada e talvez não sobreviva a tudo isso.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
MEA CULPA: Errei, não 'fecho' nunca mais com Freixo
Repensando alguns pontos e opiniões me vi na obrigação de fazer esse "Mea Culpa" pela declaração de voto que fiz em 2012 a favor de Marcelo Freixo.
http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/09/opiniao-declaracao-de-voto-prefeito-em.html
Sob hipótese alguma isso significa que eu aprove o governo de Eduardo Paes. Mas se da audiência que tive naquele post eu tenha conseguido um voto para o Freixo, eu peço desculpas pela má sugestão, fruto de um completo desespero ao ver no que minha cidade estava se tornando.
Lamentavelmente Freixo era e ainda é o mais próximo de oposição que temos ao atual governo Cabral/Paes. Todos os demais candidatos quando não são ligados a Igreja Universal tem o mesmo DNA politico de Cezar Maia e; ou fizeram parte de seus mandatos. E em ultima e pior escala são o Anthony Garotinho.
Eu já havia dito naquela declaração que não gosto do PSOL, devido às suas propostas e ideias que não compartilho. Sempre disse que não acredito em partidos e sim em pessoas. Mas meu erro foi acreditar em em uma pessoa que tem a mente coletivista, característica de todo esquerdista socialista, portanto acaba pensando como o partido.
Eu já deveria ter ouvido meus instintos desde quando Freixo se envolveu no movimento que tornou o Funk "cultura". Mas não o fiz e então agora irei me desculpar listando os motivos que me levam a fazer esse Mea Culpa. São esses:
1 - O PSOL de Marcelo Freixo se uniu a deputados do PT (que tanto criticam) para censurar a jornalista Rachel Sheherazade. Enquanto se calam quando um de seus filosofos foi a público desejar que a mesma fosse estuprada.
2 - Quando este partido de arvora de ser um defensor de direitos humanos mas defende declaradamente os absurdos cometidos por Maduro na Venezuela.
3 - Quando esse partido que tem a ousadia de usar no seu nome as palavras "Socialismo" e "Liberdade" juntas é frontalmente contra o armamento civil, mas um de seus deputados quer liberar a venda de drogas e fornecer anistia automática a todos os presos pelo crime de tráfico
4 - Quando este partido vota contra a redução da maioridade penal.
5 - Quando este partido é a favor do Marco Civil da Internet e de ideias como "Socialização de mídias".
6 - Quando em São Paulo por via do Grupo Movimento Passe Livre (Movimento em sua maioria formado por militantes do Psol, PSTU, PCO, PCR e PCdoB) que organizou os protestos contra o aumento das passagens nas ruas de São Paulo foi responsável pelo inicio das manifestações desordenadas com faixas obstruindo ruas e avenidas no meio do horário do rush, mesmo não havendo controle sobre quem entra ou não na marcha o que levam às depredações e atos de vandalismos amplamente divulgados na TV. Tão logo conseguindo o que queriam pularam fora quando viram que as manifestações estavam ganhando um caráter anti-partidário.
7 - Quando o PSOL e Freixo apoiam os Black Blocs no Rio...
- No início de 2014, durante protestos feitos pelos depredadores black blocs no Rio de Janeiro, um jornalista da TV Bandeirantes foi atingido por rojões lançados por alguns jovens inconsequentes. Santiago Andrade chegou a ser levado para o hospital, mas veio a óbito dias depois sofrendo morte cerebral. O caso, na época, com a investigação da polícia, levou ao óbvio: havia conexão direta entre os black blocs e o deputado Freixo, inclusive em ligações telefônicas que comprovaram a proximidade dele com os baderneiros. A ativista Elisa Quadros, a Sininho, ligou para o deputado tão logo os responsáveis diretos pelo rojão foram presos, e o mesmo teria oferecido assistência jurídica aos criminosos.
https://www.youtube.com/watch?v=CMoP6PhiB08
- Há evidências de que Marcelo Freixo, outros integrantes do PSOL e até mesmo de outros partidos de esquerda financiavam diretamente o "movimento" dos mascarados. O rapaz que disparou o rojão contra o cinegrafista Santiago Andrade alegou ter reuniões frequentes no gabinete do deputado. O PSOL, bem como Freixo, no entanto, não apenas negaram estes fatos, também negaram o apoio que comprovadamente deram ao movimento, chegando até mesmo a deletar de seu site o texto escrito meses antes por Edilson da Silva.
Mau-caráter - E quando o PSOL remove de seu site um texto defendendo a tática black bloc logo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade : http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Versão em Cache
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129787/Patroc%C3%ADnio-do-PSOL-aos-Black-Blocs-afunda-Freixo.htm
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/a-moral-black-bloc-do-psol-marcelo-freixo-e-seus-partidarios-antes-e-depois-da-morte-de-santiago/
Covardes!
8 - Quando Freixo, junto de outro boboca como Bebeto cria um projeto de lei para fazer populismo em cima dos torcedores de futebol e por mais intervenção do estado em algo totalmente futil: http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/11/marcelo-freixo-e-bebeto-criam-bolsa.html
9 - Por Freixo aparecer somente para fazer ataques a erros da policia e denunciar somente milicianos, livrando a cara de traficantes, ou pouco se importando com eles. O que reforça o motivo número 3.
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/05/favela-da-coreia-presenca-de-muitos-se.html
10 - Desde que deixamos de ser a capital do pais, nunca tanto dinheiro entrou nesta cidade, isso graças a copa e olimpíadas mas estes recursos estão sendo usados, primordialmente para pagar o investimento de campanha de algumas empresas na dupla Paes/Cabral. Estamos pagando caro por serviços porcos com material de terceira linha a preço de primeiro mundo.
Antevendo o crescimento das ideias de livre mercado e liberalismo contra o poder estatal Freixo se aproveita da estupidez - ou completa cara-de-pau de Paes - para comparar o governo caótico e completamente Capitalista de Estado de Eduardo Paes para fazer ataques totalmente falaciosos contra o livre mercado, usando como desculpa o fato de "Paespalho" ter falado o termo "Deus Mercado" - Termo rejeitado por verdadeiros defensores do livre mercado, que em nada se aparenta com o modelo de favorecimento dos amigos e doadores de campanha do prefeito. Mercado não é um deus, muito menos religião. http://artigosdemarcelofreixo.blogspot.com.br/2014/03/o-deus-mercado.html
Ao contrário do Estado a quem você defende e quer que seja mais interventor na vida dos pessoas, o mercado é um ser individual feito por todas as pessoas que querem fazer negócios, desde o camelô a um grande empresário (que, gostem ou não, gera empregos).
Meu grande erro foi enxergar que estávamos desperdiçando uma chance ímpar de decidir se o Rio de Janeiro vai ser apenas um resort para Eikes e alguns poucos fazerem seus negócios ou uma metrópole com oportunidade para todos. E não perceber que você é apenas um coletivista. Que se oporia a um livre mercado e é ainda pior quando seu partido compactua com protestos violentos que resultaram em uma morte. quando você critica a brutalidade da PM no Rio ao reprimir manifestações mas apoia o governo/ditadura de Maduro na Venezuela.
O PSOL nasceu do PT, e com o PT se parece. E muito! E Freixo hoje pode não representar grande ameaça às ideias de liberalismo mas é um simbolo que deve ser combatido com ideias e não exaltado.
Por todos esses motivos eu peço desculpas pela declaração e pedidos de voto a Marcelo Freixo em 2012. Errei mas nunca mais 'fecho' com Freixo nem ninguém do PSOL.
11 - Motivo. O PSOL e seus militantes (a esquerda como um todo) apoiam o Hamas contra Israel, mas se calam sobre as atrocidades do ISIS e o genocídio de cristãos em teocracias muçulmanas.
https://www.youtube.com/watch?v=Ev_tTOL1QPM&feature=share
Atualizado em 04/2016
12 - O Caos na primeira administração do PSOL em uma prefeitura (Itaocara RJ)http://veja.abril.com.br/brasil/o-caos-da-primeira-experiencia-do-psol-no-governo/
13 - A apresentação de bens de Freixo
Freixo: Um caso raro de alguém que ganha milhões em 4 anos e fica mais pobre do que era.
O Rio de Janeiro com a realidade de suas finanças em dúvida com a conta de uma olimpíada para pagar, e advinha quem a esquerda ungida dos proletários de zona Sul e intelectuais maconheiros da praça São Salvador escolhem para concorrer o segundo turno?!
Um cidadão que mal consegue administrar as contas pessoais... e seus eleitores ainda dizem que ele é o melhor preparado.
O candidato do Partido “Socialismo e Liberdade” (PSOL) à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Ribeiro Freixo, aparentemente realmente possui um sério problema de memória – ou não consegue gerenciar bem sequer o próprio dinheiro.
Em sua declaração de patrimônio na primeira vez em que foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro, em 2012, Marcelo Freixo declarou que possuía R$ 49.267,46 de patrimônio, sendo R$ 2.654,80 numa conta poupança da Caixa Econômica Federal, R$ 18.052,66 numa conta corrente do Itaú e R$ 28.560,00 num carro modelo Fiat Fire ano 2003.
http://www.ilisp.org/noticias/ganhando-r-20-milmes-candidato-prefeito-do-psolrj-perdeu-90-de-patrimonio-em-4-anos/
OBS: Peço desculpas também pelo texto, feito de improviso e corrido. Ainda no calor da irritação.
Fico no aguardo da reação intolerante da militância fascistoide do partido que coloca juntos duas palavras que nunca coexistiram: socialismo e liberdade.
Atualizado em: 31/03/2017
14 - A covardia inequívoca do PSOL
Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade o site do Psol apagou o post defendendo a "tática Black Bloc" http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Agora novamente o PSOL para encobrir de forma covarde seu desalinho com qualquer noção de liberdade; inequívoca eu friso, e em desacordo com a sociedade apaga de seu site o artigo onde defendem a DITADURA de Nicolas Maduro.
http://www.psol50.org.br/blog/2013/04/11/psol-apoia-nicolas-maduro-e-vai-a-venezuela-acompanhar-eleicao-presidencial/
E a lista só aumenta...
http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/09/opiniao-declaracao-de-voto-prefeito-em.html
Sob hipótese alguma isso significa que eu aprove o governo de Eduardo Paes. Mas se da audiência que tive naquele post eu tenha conseguido um voto para o Freixo, eu peço desculpas pela má sugestão, fruto de um completo desespero ao ver no que minha cidade estava se tornando.
Lamentavelmente Freixo era e ainda é o mais próximo de oposição que temos ao atual governo Cabral/Paes. Todos os demais candidatos quando não são ligados a Igreja Universal tem o mesmo DNA politico de Cezar Maia e; ou fizeram parte de seus mandatos. E em ultima e pior escala são o Anthony Garotinho.
Eu já deveria ter ouvido meus instintos desde quando Freixo se envolveu no movimento que tornou o Funk "cultura". Mas não o fiz e então agora irei me desculpar listando os motivos que me levam a fazer esse Mea Culpa. São esses:
1 - O PSOL de Marcelo Freixo se uniu a deputados do PT (que tanto criticam) para censurar a jornalista Rachel Sheherazade. Enquanto se calam quando um de seus filosofos foi a público desejar que a mesma fosse estuprada.
2 - Quando este partido de arvora de ser um defensor de direitos humanos mas defende declaradamente os absurdos cometidos por Maduro na Venezuela.
3 - Quando esse partido que tem a ousadia de usar no seu nome as palavras "Socialismo" e "Liberdade" juntas é frontalmente contra o armamento civil, mas um de seus deputados quer liberar a venda de drogas e fornecer anistia automática a todos os presos pelo crime de tráfico
4 - Quando este partido vota contra a redução da maioridade penal.
5 - Quando este partido é a favor do Marco Civil da Internet e de ideias como "Socialização de mídias".
6 - Quando em São Paulo por via do Grupo Movimento Passe Livre (Movimento em sua maioria formado por militantes do Psol, PSTU, PCO, PCR e PCdoB) que organizou os protestos contra o aumento das passagens nas ruas de São Paulo foi responsável pelo inicio das manifestações desordenadas com faixas obstruindo ruas e avenidas no meio do horário do rush, mesmo não havendo controle sobre quem entra ou não na marcha o que levam às depredações e atos de vandalismos amplamente divulgados na TV. Tão logo conseguindo o que queriam pularam fora quando viram que as manifestações estavam ganhando um caráter anti-partidário.
7 - Quando o PSOL e Freixo apoiam os Black Blocs no Rio...
- No início de 2014, durante protestos feitos pelos depredadores black blocs no Rio de Janeiro, um jornalista da TV Bandeirantes foi atingido por rojões lançados por alguns jovens inconsequentes. Santiago Andrade chegou a ser levado para o hospital, mas veio a óbito dias depois sofrendo morte cerebral. O caso, na época, com a investigação da polícia, levou ao óbvio: havia conexão direta entre os black blocs e o deputado Freixo, inclusive em ligações telefônicas que comprovaram a proximidade dele com os baderneiros. A ativista Elisa Quadros, a Sininho, ligou para o deputado tão logo os responsáveis diretos pelo rojão foram presos, e o mesmo teria oferecido assistência jurídica aos criminosos.
https://www.youtube.com/watch?v=CMoP6PhiB08
- Há evidências de que Marcelo Freixo, outros integrantes do PSOL e até mesmo de outros partidos de esquerda financiavam diretamente o "movimento" dos mascarados. O rapaz que disparou o rojão contra o cinegrafista Santiago Andrade alegou ter reuniões frequentes no gabinete do deputado. O PSOL, bem como Freixo, no entanto, não apenas negaram estes fatos, também negaram o apoio que comprovadamente deram ao movimento, chegando até mesmo a deletar de seu site o texto escrito meses antes por Edilson da Silva.
Mau-caráter - E quando o PSOL remove de seu site um texto defendendo a tática black bloc logo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade : http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Versão em Cache
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129787/Patroc%C3%ADnio-do-PSOL-aos-Black-Blocs-afunda-Freixo.htm
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/a-moral-black-bloc-do-psol-marcelo-freixo-e-seus-partidarios-antes-e-depois-da-morte-de-santiago/
Covardes!
8 - Quando Freixo, junto de outro boboca como Bebeto cria um projeto de lei para fazer populismo em cima dos torcedores de futebol e por mais intervenção do estado em algo totalmente futil: http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/11/marcelo-freixo-e-bebeto-criam-bolsa.html
9 - Por Freixo aparecer somente para fazer ataques a erros da policia e denunciar somente milicianos, livrando a cara de traficantes, ou pouco se importando com eles. O que reforça o motivo número 3.
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/05/favela-da-coreia-presenca-de-muitos-se.html
10 - Desde que deixamos de ser a capital do pais, nunca tanto dinheiro entrou nesta cidade, isso graças a copa e olimpíadas mas estes recursos estão sendo usados, primordialmente para pagar o investimento de campanha de algumas empresas na dupla Paes/Cabral. Estamos pagando caro por serviços porcos com material de terceira linha a preço de primeiro mundo.
Antevendo o crescimento das ideias de livre mercado e liberalismo contra o poder estatal Freixo se aproveita da estupidez - ou completa cara-de-pau de Paes - para comparar o governo caótico e completamente Capitalista de Estado de Eduardo Paes para fazer ataques totalmente falaciosos contra o livre mercado, usando como desculpa o fato de "Paespalho" ter falado o termo "Deus Mercado" - Termo rejeitado por verdadeiros defensores do livre mercado, que em nada se aparenta com o modelo de favorecimento dos amigos e doadores de campanha do prefeito. Mercado não é um deus, muito menos religião. http://artigosdemarcelofreixo.blogspot.com.br/2014/03/o-deus-mercado.html
Ao contrário do Estado a quem você defende e quer que seja mais interventor na vida dos pessoas, o mercado é um ser individual feito por todas as pessoas que querem fazer negócios, desde o camelô a um grande empresário (que, gostem ou não, gera empregos).
Meu grande erro foi enxergar que estávamos desperdiçando uma chance ímpar de decidir se o Rio de Janeiro vai ser apenas um resort para Eikes e alguns poucos fazerem seus negócios ou uma metrópole com oportunidade para todos. E não perceber que você é apenas um coletivista. Que se oporia a um livre mercado e é ainda pior quando seu partido compactua com protestos violentos que resultaram em uma morte. quando você critica a brutalidade da PM no Rio ao reprimir manifestações mas apoia o governo/ditadura de Maduro na Venezuela.
Por todos esses motivos eu peço desculpas pela declaração e pedidos de voto a Marcelo Freixo em 2012. Errei mas nunca mais 'fecho' com Freixo nem ninguém do PSOL.
11 - Motivo. O PSOL e seus militantes (a esquerda como um todo) apoiam o Hamas contra Israel, mas se calam sobre as atrocidades do ISIS e o genocídio de cristãos em teocracias muçulmanas.
https://www.youtube.com/watch?v=Ev_tTOL1QPM&feature=share
Atualizado em 04/2016
12 - O Caos na primeira administração do PSOL em uma prefeitura (Itaocara RJ)http://veja.abril.com.br/brasil/o-caos-da-primeira-experiencia-do-psol-no-governo/
13 - A apresentação de bens de Freixo
Freixo: Um caso raro de alguém que ganha milhões em 4 anos e fica mais pobre do que era.
O Rio de Janeiro com a realidade de suas finanças em dúvida com a conta de uma olimpíada para pagar, e advinha quem a esquerda ungida dos proletários de zona Sul e intelectuais maconheiros da praça São Salvador escolhem para concorrer o segundo turno?!
Um cidadão que mal consegue administrar as contas pessoais... e seus eleitores ainda dizem que ele é o melhor preparado.
O candidato do Partido “Socialismo e Liberdade” (PSOL) à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Ribeiro Freixo, aparentemente realmente possui um sério problema de memória – ou não consegue gerenciar bem sequer o próprio dinheiro.
Em sua declaração de patrimônio na primeira vez em que foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro, em 2012, Marcelo Freixo declarou que possuía R$ 49.267,46 de patrimônio, sendo R$ 2.654,80 numa conta poupança da Caixa Econômica Federal, R$ 18.052,66 numa conta corrente do Itaú e R$ 28.560,00 num carro modelo Fiat Fire ano 2003.
http://www.ilisp.org/noticias/ganhando-r-20-milmes-candidato-prefeito-do-psolrj-perdeu-90-de-patrimonio-em-4-anos/
OBS: Peço desculpas também pelo texto, feito de improviso e corrido. Ainda no calor da irritação.
Fico no aguardo da reação intolerante da militância fascistoide do partido que coloca juntos duas palavras que nunca coexistiram: socialismo e liberdade.
Atualizado em: 31/03/2017
14 - A covardia inequívoca do PSOL
Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade o site do Psol apagou o post defendendo a "tática Black Bloc" http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Agora novamente o PSOL para encobrir de forma covarde seu desalinho com qualquer noção de liberdade; inequívoca eu friso, e em desacordo com a sociedade apaga de seu site o artigo onde defendem a DITADURA de Nicolas Maduro.
http://www.psol50.org.br/blog/2013/04/11/psol-apoia-nicolas-maduro-e-vai-a-venezuela-acompanhar-eleicao-presidencial/
E a lista só aumenta...
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quarta-feira, 16 de março de 2016
O bote da "Jararaca" e o riso dos palhaços.
Se o dia de hoje fosse o capitulo de uma história poderíamos chama- lo de: "O bote da Jararaca"
“Acuse seus inimigos daquilo que você faz; xingue-os daquilo que você é.”
Os petistas, que sempre chamaram os outros de “golpistas”, deram eles próprios o golpe.
Agora aonde ficam aqueles que faziam ironia sobre "onde estava o risco de uma ditadura comunista"?
Bom, a realidade é uma vadia e ela sempre da um jeito de ferrar a todos nós.
Tá ai o golpe bolivariano. Lula chefe da Casa Civil e em breve, terá poderes de primeiro ministro com o golpe parlamentar que vai ser imposto pra mudar o sistema politico de presidencialista para um parlamentarismo a la PT.
A essa altura nem podemos mais classificar o PT como único responsável, pois esse partido nada teria feito sem a ajuda, proteção, cumplicidade ou a omissão das demais legendas.
5 milhões de pessoas foram às ruas em todo o pais pedir pelo impeachment da presidente Dilma. Como o governo reagiu a isso? Preparando um verdadeiro golpe de estado orquestrado com a atuação dos três poderes do pais. Nunca esse governo demonstrou com tanta clareza o seu caráter totalitário.
Onde estão os falsos isentos debochados a essa hora? Larguem o seu riso cínico e venham por junto com todos nós a sua máscara de palhaço. Vocês inclusive, merecem muito mais que nós.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Wilson Agostinho: Hélio Bicudo é a verdadeira bandeira do Impeachment de Dilma.
Por Wilson Agostinho
Como bem definido, mas de certa forma mascarado, o portador da bandeira do impeachment é o jurista Hélio Bicudo. Não é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sob mira da metralhadora midiática, bombástica e avassaladora para enfumaçar e desviar o foco dos malfeitos — muitos, insuportáveis e repulsivos — do governo da “presidenta” Dilma Roussef.
A bipolaridade marcante das duas autoridades, ao ponto de Eduardo Cunha declarar a ruptura com o governo, mesmo sendo do PMDB/bengala-PT, mantinha ultimamente um viés de salvação da própria pele, momentos de atração, momentos de repulsão. Em que pesem as acusações sobre o atual presidente da Câmara, cabe ao detentor desse cargo, enquanto o for, acatar ou não as acusações sobre o presidente da República em exercício. Em perfeita consonância com os ditames da Constituição Federal. Chamar de "golpe" é infantilidade, rótulo simplista, e falta de argumento, como “(A) xingar a mãe de (B)”. As imputações de crimes e/ou condutas reprováveis estão circunscritas à instituição legal para apreciá-las. Ponto.
Desqualificar Eduardo Cunha é mera jogada de marqueteiro para amaciar a opinião pública, nítida e gradativamente se acostumando com o fedor que exala do Planalto, governo do PT, com expoentes do partido condenados ou presos. Do mensalão, com José Dirceu (era ministro-chefe da Casa Civil do gov. Lula), José Genoíno, Paulo Cunha, Delúbio Soares (foi tesoureiro), ao petrolão — limpeza lava a jato — com João Vaccari Neto (foi tesoureiro) e mais recente, o senador Delcídio Amaral, líder do governo Dilma. E mais, elevado número de ministros afastados por vários motivos, não virtuosos.
Ao contrário de Eduardo Cunha, destaque diário nos telejornais por contas no exterior e outros valores para anestesiar a nação, no polo oposto ao governo Dilma está Hélio Bicudo, mentor das denúncias, que assina com outros, o pedido de impeachment. Como é um jurista de nomeada e de reputação ilibada, convém às patrulhas ideológicas mantê-lo na sombra e a iluminar o presidente da Câmara, pendurado na Comissão de Ética, que no processo de impeachment, simplesmente aceita o pedido e o submete aos pares para condenar ou absolver a “presidenta”. Taxar Hélio Bicudo de "golpista" não conseguem fazer diretamente, por isso o escondem, e repetem como palavra de ordem generalizada, prática do petismo. E no caso Bicudo pertenceu aos quadros do PT desde os primórdios, onde exerceu funções de relevo, e o renegou exatamente no advento do mensalão do PT que assombrou o Brasil e transformou o ministro do STF, Joaquim Barbosa em baluarte contra a quadrilha que assaltou o tesouro, infiltrada no governo central e Congresso Nacional.
Links: Época - O que diz o pedido de Hélio Bicudo para o impeachment de Dilma.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/o-que-diz-o-pedido-de-helio-bicudo-para-o-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff.html
As razões técnicas estão expostas no pedido, ao que consta bem fundamentadas no alegado descumprimento da Lei de diretrizes Orçamentárias e Lei de Responsabilidade Fiscal, malfeito apelidado de “pedaladas fiscais”. Sendo o único aceito dentre 34 pedidos neste ano; ao todo 48 desde 2011, maior registro com início no governo Collor de Melo. Ora, cabe assim a decisão aos 513 deputados após os trâmites legais, ampla defesa e conclusão nessa Casa legislativa. A depender de 2/3, voto de 342 deputados, o impeachment é aceito no patamar considerado. Em termos percentuais, 66,66...%.
Se a Câmara "representa a sociedade", grosso modo se pode observar o que esta pensa a respeito da presente condução do país. Na pesquisa de 30/11/15 – Datafolha, a rejeição ao governo Dilma atinge 67% e, 65% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment. Nota ínfima de 3,2 entre zero e dez.
Incumbe ao Senado fazer o prosseguimento do impeachment aprovando-o por 2/3 dos seus membros, 54, se for o caso.
Como bem definido, mas de certa forma mascarado, o portador da bandeira do impeachment é o jurista Hélio Bicudo. Não é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, sob mira da metralhadora midiática, bombástica e avassaladora para enfumaçar e desviar o foco dos malfeitos — muitos, insuportáveis e repulsivos — do governo da “presidenta” Dilma Roussef.
A bipolaridade marcante das duas autoridades, ao ponto de Eduardo Cunha declarar a ruptura com o governo, mesmo sendo do PMDB/bengala-PT, mantinha ultimamente um viés de salvação da própria pele, momentos de atração, momentos de repulsão. Em que pesem as acusações sobre o atual presidente da Câmara, cabe ao detentor desse cargo, enquanto o for, acatar ou não as acusações sobre o presidente da República em exercício. Em perfeita consonância com os ditames da Constituição Federal. Chamar de "golpe" é infantilidade, rótulo simplista, e falta de argumento, como “(A) xingar a mãe de (B)”. As imputações de crimes e/ou condutas reprováveis estão circunscritas à instituição legal para apreciá-las. Ponto.
Desqualificar Eduardo Cunha é mera jogada de marqueteiro para amaciar a opinião pública, nítida e gradativamente se acostumando com o fedor que exala do Planalto, governo do PT, com expoentes do partido condenados ou presos. Do mensalão, com José Dirceu (era ministro-chefe da Casa Civil do gov. Lula), José Genoíno, Paulo Cunha, Delúbio Soares (foi tesoureiro), ao petrolão — limpeza lava a jato — com João Vaccari Neto (foi tesoureiro) e mais recente, o senador Delcídio Amaral, líder do governo Dilma. E mais, elevado número de ministros afastados por vários motivos, não virtuosos.
Ao contrário de Eduardo Cunha, destaque diário nos telejornais por contas no exterior e outros valores para anestesiar a nação, no polo oposto ao governo Dilma está Hélio Bicudo, mentor das denúncias, que assina com outros, o pedido de impeachment. Como é um jurista de nomeada e de reputação ilibada, convém às patrulhas ideológicas mantê-lo na sombra e a iluminar o presidente da Câmara, pendurado na Comissão de Ética, que no processo de impeachment, simplesmente aceita o pedido e o submete aos pares para condenar ou absolver a “presidenta”. Taxar Hélio Bicudo de "golpista" não conseguem fazer diretamente, por isso o escondem, e repetem como palavra de ordem generalizada, prática do petismo. E no caso Bicudo pertenceu aos quadros do PT desde os primórdios, onde exerceu funções de relevo, e o renegou exatamente no advento do mensalão do PT que assombrou o Brasil e transformou o ministro do STF, Joaquim Barbosa em baluarte contra a quadrilha que assaltou o tesouro, infiltrada no governo central e Congresso Nacional.
Links: Época - O que diz o pedido de Hélio Bicudo para o impeachment de Dilma.
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/12/o-que-diz-o-pedido-de-helio-bicudo-para-o-impeachment-da-presidente-dilma-rousseff.html
As razões técnicas estão expostas no pedido, ao que consta bem fundamentadas no alegado descumprimento da Lei de diretrizes Orçamentárias e Lei de Responsabilidade Fiscal, malfeito apelidado de “pedaladas fiscais”. Sendo o único aceito dentre 34 pedidos neste ano; ao todo 48 desde 2011, maior registro com início no governo Collor de Melo. Ora, cabe assim a decisão aos 513 deputados após os trâmites legais, ampla defesa e conclusão nessa Casa legislativa. A depender de 2/3, voto de 342 deputados, o impeachment é aceito no patamar considerado. Em termos percentuais, 66,66...%.
Se a Câmara "representa a sociedade", grosso modo se pode observar o que esta pensa a respeito da presente condução do país. Na pesquisa de 30/11/15 – Datafolha, a rejeição ao governo Dilma atinge 67% e, 65% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment. Nota ínfima de 3,2 entre zero e dez.
Incumbe ao Senado fazer o prosseguimento do impeachment aprovando-o por 2/3 dos seus membros, 54, se for o caso.
Impeachment: Chegou a hora de fazer pressão.
Quem vai votar pelo impeachment de Dilma será a mesma câmara de deputados que aprovou suas contas, mesmo cientes de que havia um rombo astronômico nessas contas.
Então amiguinho, se você é a favor do impeachment é hora de lembrar em quem você votou para deputado federal e começar a perturbar sua vida através de e-mails.
Descubram onde seu deputado reside e envie bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
O seu candidato não foi eleito? Não tem problema. Você tem o direito de cobrar QUALQUER POLITICO. Fique a vontade para escolher um.
Esses caras precisam sentir o ferro em sua vida pública e particular. Senão vão continuar vendidos.
Organize ou vá a uma mega manifestação nacional, de preferência ainda este ano. Se vir um intervencionista pedindo a volta dos militares, cuspa nele e garanta que isso seja visto e filmado. Eles devem ser tratados igual ou pior a petistas, pois eles atrapalham ao servir de papel de idiota para a mídia vendida.
E vocês que estão mais próximos de Brasilia hora de se juntar e ir lá no congresso num dia de votação qualquer fazer pressão.
Não funcionando descubram onde ficam as residências oficiais de cada um. Deixem bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
Se você ainda não entendeu, nós somos a MAIORIA.
Não há nada que um politico mais tema que perder votos e consequentemente a chance de se reeleger.
No segundo turno das eleições de 2014 10% dos eleitores votaram em BRANCO e 21% se ABSTEVE de votar. Ou seja, não compareceu para votar.
Significa dizer que 31% dos eleitores rejeitaram os DOIS candidatos (36 milhões de brasileiros).
Somados aos 51 milhões de votos que Aécio Neves teve (48% dos votos válidos), podemos dizer que dos votos apurados: 112 milhões que votaram mais os 30 milhões que se recusaram a participar da "festa da democracia", 87 milhões de brasileiros REJEITARAM Dilma como presidente por um segundo mandato.
Isso não é pouco. São 87 milhões de pessoas insatisfeitas contra 54 milhões dos que escolheram Dilma, sem mencionar aqueles que se arrependeram após este primeiro ano desastroso.
Em uma democracia em que uma minoria elege uma presidente que fraudou dados, escondeu informações de uma crise gigantesca causada por má gestão dela própria para ser reeleita, que mentiu mais ainda dizendo não fazer coisas que fez tão logo assumiu o cargo. Vamos permitir que essa pessoa consiga concluir seu mandato a custa de crimes contra responsabilidade fiscal?
E querem nos fazer crer que devemos respeitar esse tipo de democracia?
Então amiguinho, se você é a favor do impeachment é hora de lembrar em quem você votou para deputado federal e começar a perturbar sua vida através de e-mails.
Descubram onde seu deputado reside e envie bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
O seu candidato não foi eleito? Não tem problema. Você tem o direito de cobrar QUALQUER POLITICO. Fique a vontade para escolher um.
Esses caras precisam sentir o ferro em sua vida pública e particular. Senão vão continuar vendidos.
Organize ou vá a uma mega manifestação nacional, de preferência ainda este ano. Se vir um intervencionista pedindo a volta dos militares, cuspa nele e garanta que isso seja visto e filmado. Eles devem ser tratados igual ou pior a petistas, pois eles atrapalham ao servir de papel de idiota para a mídia vendida.
E vocês que estão mais próximos de Brasilia hora de se juntar e ir lá no congresso num dia de votação qualquer fazer pressão.
Não funcionando descubram onde ficam as residências oficiais de cada um. Deixem bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
Se você ainda não entendeu, nós somos a MAIORIA.
Não há nada que um politico mais tema que perder votos e consequentemente a chance de se reeleger.
No segundo turno das eleições de 2014 10% dos eleitores votaram em BRANCO e 21% se ABSTEVE de votar. Ou seja, não compareceu para votar.
Significa dizer que 31% dos eleitores rejeitaram os DOIS candidatos (36 milhões de brasileiros).
Somados aos 51 milhões de votos que Aécio Neves teve (48% dos votos válidos), podemos dizer que dos votos apurados: 112 milhões que votaram mais os 30 milhões que se recusaram a participar da "festa da democracia", 87 milhões de brasileiros REJEITARAM Dilma como presidente por um segundo mandato.
Isso não é pouco. São 87 milhões de pessoas insatisfeitas contra 54 milhões dos que escolheram Dilma, sem mencionar aqueles que se arrependeram após este primeiro ano desastroso.
Em uma democracia em que uma minoria elege uma presidente que fraudou dados, escondeu informações de uma crise gigantesca causada por má gestão dela própria para ser reeleita, que mentiu mais ainda dizendo não fazer coisas que fez tão logo assumiu o cargo. Vamos permitir que essa pessoa consiga concluir seu mandato a custa de crimes contra responsabilidade fiscal?
E querem nos fazer crer que devemos respeitar esse tipo de democracia?
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Editorial: Estamos há anos dando nomes aos bois.
Por M. V. Mesquita " Shogun", editor do Blog
Sabe porque o governo está cortando programas como a "Farmácia Popular", "Minha casa, minha vida", FIES? Ajuste?
Não amigo, não há ajuste. Pelo menos não para eles e nem para os seus "Patrocinados". Dilma não economiza um centavo de seus gastos. Ela não vai até a esquina mais próxima de Brasília sem fazer uso de um helicóptero.
Seus 247 ministérios não foram reduzidos, apenas estão sendo absorvidos por outros sem redução alguma de funcionários comissionados.
Dilma não tem coragem de vetar gastos do Senado e do Congresso pois sabe que se mexer na mordomia dos abutres eles votam o seu impeachment.
"O mandato de Dilma está por um fio. Ao ponto de muitos considerarem uma nova grande derrota como a gota d’água para sua queda. Desde o primeiro semestre, no entanto, discute-se o que a imprensa chama de “pauta-bomba”: um punhado de reivindicações que, se aprovadas, quebram as contas públicas, se negadas, queimam o filme de quem se indispor com a população. O que o Congresso fez? Empurrou a bomba acesa para o colo de Dilma, que a vetou. Com isso, a bola voltou para o Congresso, que pode acatar os vetos, salvando a economia, ou derrubá-los, mandando Dilma para o inevitável impeachment".
http://www.implicante.org/blog/entenda-o-jogo-de-chantagens-entre-camara-e-planalto-acerca-do-impeachment-de-dilma/
Mesmo assim o governo gasta aos tubos para manter comprada toda a imprensa e sustentar vários artistas que defendem o governo. Os artistas intocáveis que vocês amam, estão tomando cappuccino na Champs Elysees. Ou fazendo peças de teatro com ingresso custando 280 R$ as custas de um dinheiro que deveria servir para incentivar a cultura. Não sei vocês mas quem tem 280 R$ para ir a uma peça não precisa de incentivo.
Governo petista já deu R$ 15 bilhões através da Lei Rouanet
http://reaconaria.org/blog/reacablog/ajuste-pra-quem-parte-6-governo-petista-ja-deu-r-15-bilhoes-atraves-da-lei-rouanet/
15 BILHÕES!!!! "As campeãs são fundações vinculadas a grandes empresas Itaú Cultural e Fundação Roberto Marinho, ligada às Organizações Globo. (...) Até a Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, teve R$ 1,2 milhão aprovado para organizar seu Carnaval."
Agora estamos em crise, mas antes o governo criou uma série de leis que minavam propagandas de cerveja, cigarro e até de produtos infantis. Quem cresceu nos anos 80 e 90, tem na memória dezenas de propagandas desse tipo de industria. Eram elas quem agitavam o mercado publicitário no passado. Hoje a maioria dos canais de TV aberta e fechada sobrevivem de propaganda governamental.
Presidência lidera gastos com publicidade em 2015
"O governo federal já gastou R$ 276,2 milhões com publicidade em 2015. Desde o ano passado, a Presidência da República ocupa o topo desse tipo de despesa na administração federal. No primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, os desembolsos em campanhas chegaram a R$ 75,2 milhões. A maior parcela dos gastos da Presidência foi destinada à publicidade institucional, que tem como meta a divulgação de informações sobre atos, obras e programas governamentais. Essa categoria da despesa somou R$ 70,3 milhões da verba utilizada pela Presidência".
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/11791
Apenas assista a uma hora da programação da ESPN Brasil (onde todos os baluartes da emissora Juca Kfouri e José Trajano) são defensores ferrenhos do governo petista) e constate isso.
Enquanto o governo do PT brinca de fazer socialismo o pais está indo pro buraco. Enquanto eles desviam dinheiro para beneficiar ditadores amigos quem está pagando a conta dessa farra é você. Sua vida vai ficar uma merda, enquanto eles vivem confortavelmente.
Enquanto eles estão com a vida ganha a sua aposentadoria corre risco:
"A equipe econômica estima que o país deve fechar o ano com um rombo de R$ 82,181 bilhões, mesmo com as medidas aprovadas recentemente para estabelecer regras mais rígidas para o acesso à pensão por morte".
http://www.valor.com.br/brasil/4247772/deficit-da-previdencia-social-cresce-e-passa-de-r-44-bi-ate-agosto
Se a equipe econômica admite esse rombo, imagine o quão pior esse número não deve ser na verdade.
Estamos há anos dando o nome de todos os bois nesse blog, queimando filme, perdendo 'amigos' e até oportunidades de trabalho.
Da minha parte fui pobre a vida inteira e só por alguns anos tive um período de conforto, mas ainda lembro bem como é. Eu vou me virar, eu tenho formação, capacidade e em último caso; família pra me ajudar.
E vocês? Vocês que passaram anos dependentes da bondade do governo vão se virar? Acordem antes que seja tarde.
Atualizado: 08/10/2015.
"A equipe econômica estima que o país deve fechar o ano com um rombo de R$ 82,181 bilhões, mesmo com as medidas aprovadas recentemente para estabelecer regras mais rígidas para o acesso à pensão por morte".
Se a equipe econômica admite esse rombo, imagine o quão pior esse número não deve ser na verdade.
Ontem, após a decisão do TCU que vetou as contas do governo do ano de 2014 soubemos a verdade. 2,3 TRILHÕES de dinheiros.
Sabe porque o governo está cortando programas como a "Farmácia Popular", "Minha casa, minha vida", FIES? Ajuste?
Não amigo, não há ajuste. Pelo menos não para eles e nem para os seus "Patrocinados". Dilma não economiza um centavo de seus gastos. Ela não vai até a esquina mais próxima de Brasília sem fazer uso de um helicóptero.
Seus 247 ministérios não foram reduzidos, apenas estão sendo absorvidos por outros sem redução alguma de funcionários comissionados.
Dilma não tem coragem de vetar gastos do Senado e do Congresso pois sabe que se mexer na mordomia dos abutres eles votam o seu impeachment.
"O mandato de Dilma está por um fio. Ao ponto de muitos considerarem uma nova grande derrota como a gota d’água para sua queda. Desde o primeiro semestre, no entanto, discute-se o que a imprensa chama de “pauta-bomba”: um punhado de reivindicações que, se aprovadas, quebram as contas públicas, se negadas, queimam o filme de quem se indispor com a população. O que o Congresso fez? Empurrou a bomba acesa para o colo de Dilma, que a vetou. Com isso, a bola voltou para o Congresso, que pode acatar os vetos, salvando a economia, ou derrubá-los, mandando Dilma para o inevitável impeachment".
http://www.implicante.org/blog/entenda-o-jogo-de-chantagens-entre-camara-e-planalto-acerca-do-impeachment-de-dilma/
Mesmo assim o governo gasta aos tubos para manter comprada toda a imprensa e sustentar vários artistas que defendem o governo. Os artistas intocáveis que vocês amam, estão tomando cappuccino na Champs Elysees. Ou fazendo peças de teatro com ingresso custando 280 R$ as custas de um dinheiro que deveria servir para incentivar a cultura. Não sei vocês mas quem tem 280 R$ para ir a uma peça não precisa de incentivo.
Governo petista já deu R$ 15 bilhões através da Lei Rouanet
http://reaconaria.org/blog/reacablog/ajuste-pra-quem-parte-6-governo-petista-ja-deu-r-15-bilhoes-atraves-da-lei-rouanet/
15 BILHÕES!!!! "As campeãs são fundações vinculadas a grandes empresas Itaú Cultural e Fundação Roberto Marinho, ligada às Organizações Globo. (...) Até a Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras, teve R$ 1,2 milhão aprovado para organizar seu Carnaval."
Agora estamos em crise, mas antes o governo criou uma série de leis que minavam propagandas de cerveja, cigarro e até de produtos infantis. Quem cresceu nos anos 80 e 90, tem na memória dezenas de propagandas desse tipo de industria. Eram elas quem agitavam o mercado publicitário no passado. Hoje a maioria dos canais de TV aberta e fechada sobrevivem de propaganda governamental.
Presidência lidera gastos com publicidade em 2015
"O governo federal já gastou R$ 276,2 milhões com publicidade em 2015. Desde o ano passado, a Presidência da República ocupa o topo desse tipo de despesa na administração federal. No primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, os desembolsos em campanhas chegaram a R$ 75,2 milhões. A maior parcela dos gastos da Presidência foi destinada à publicidade institucional, que tem como meta a divulgação de informações sobre atos, obras e programas governamentais. Essa categoria da despesa somou R$ 70,3 milhões da verba utilizada pela Presidência".
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/11791
Apenas assista a uma hora da programação da ESPN Brasil (onde todos os baluartes da emissora Juca Kfouri e José Trajano) são defensores ferrenhos do governo petista) e constate isso.
Enquanto o governo do PT brinca de fazer socialismo o pais está indo pro buraco. Enquanto eles desviam dinheiro para beneficiar ditadores amigos quem está pagando a conta dessa farra é você. Sua vida vai ficar uma merda, enquanto eles vivem confortavelmente.
Enquanto eles estão com a vida ganha a sua aposentadoria corre risco:
"A equipe econômica estima que o país deve fechar o ano com um rombo de R$ 82,181 bilhões, mesmo com as medidas aprovadas recentemente para estabelecer regras mais rígidas para o acesso à pensão por morte".
http://www.valor.com.br/brasil/4247772/deficit-da-previdencia-social-cresce-e-passa-de-r-44-bi-ate-agosto
Se a equipe econômica admite esse rombo, imagine o quão pior esse número não deve ser na verdade.
Estamos há anos dando o nome de todos os bois nesse blog, queimando filme, perdendo 'amigos' e até oportunidades de trabalho.
Da minha parte fui pobre a vida inteira e só por alguns anos tive um período de conforto, mas ainda lembro bem como é. Eu vou me virar, eu tenho formação, capacidade e em último caso; família pra me ajudar.
E vocês? Vocês que passaram anos dependentes da bondade do governo vão se virar? Acordem antes que seja tarde.
Atualizado: 08/10/2015.
"A equipe econômica estima que o país deve fechar o ano com um rombo de R$ 82,181 bilhões, mesmo com as medidas aprovadas recentemente para estabelecer regras mais rígidas para o acesso à pensão por morte".
Se a equipe econômica admite esse rombo, imagine o quão pior esse número não deve ser na verdade.
Ontem, após a decisão do TCU que vetou as contas do governo do ano de 2014 soubemos a verdade. 2,3 TRILHÕES de dinheiros.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Impeachment? (por Bruna Luiza)
Decidi publicar este texto pois o considero um tratado definitivo, é tudo que eu gostaria de ter escrito ou já vinha escrevendo neste blog no que se refere a politica do pais e sobre o PT de uma vez só (já falei que o PT não é a raiz de todo o mal e corrupção histórica nesse pais mas sim resultado disso). E principalmente por ser o artigo mais sensato que já lí sobre o assunto nos últimos tempos, quem sabe desde sempre.
Impeachment?
(Por Bruna Luiza)
Perdemos o foco. A idéia de impeachment se popularizou de modo desnorteado, como quem dá um grito no escuro. A população está insatisfeita e a cada dia vemos mais petistas desiludidos, mas é preciso racionalizar e organizar nossas idéias e propostas. Então, digamos que no dia 15 as ruas estejam lotadas de pessoas que querem o impeachment, que o Congresso escute o povo e o pedido de impeachment receba votos favoráveis de dois terços da Casa... Nessa hipótese, o pedido seguiria para o Senado, onde outra votação ocorreria e se, novamente, o pedido receber dois terços dos votos favoráveis, o impeachment aconteceria. Dilma ficaria afastada durante o processo, que é demorado, podendo levar até um ano. Há fôlego para manter a pressão e os protestos durante todo esse período? Suponhamos que sim, e que o impeachment seja aprovado nas instâncias mencionadas, o que aconteceria? Dilma deixaria a presidência e perderia os direitos políticos por cinco anos. Ótimo, certo? Sim. Exceto pelo fato de que Michel Temer, que vem trabalhando com o PT há anos, assumiria a presidência. E depois? Bem, depois seria mais do mesmo. As políticas permaneceriam praticamente as mesmas, pouco mudaria, e é claro, sabemos que nas próximas eleições o PT faria todo tipo de compra de voto e manipulação possível para retomar o poder --- provavelmente com a volta de Lula. E essa perspectiva não me agrada em nada.
Então, qual a solução? A solução é entender a raiz do problema. Não lhes parece engraçado que em um país onde NADA que é público funciona, nosso processo eleitoral seja o "mais moderno do mundo"? E não é uma grande coincidência que as eleições tenham se tornado totalmente eletrônicas logo após a posse de Lula? Nossas eleições são realizadas de modo muito duvidoso, por equipamentos que reiteradamente se mostram não confiáveis. O processo eleitoral deve ser transparente, fiscalizável e verificável. Um sistema que requer técnicos especializados e que não é compreensível para um cidadão comum não é transparente. A transparência na administração pública é um princípio estabelecido na Constituição brasileira, no artigo 37. Há ainda a dúvida sobre a privacidade do voto, que deve ser secreto segundo a cláusula pétrea da Constituição, artigo 60, §4º, pois em experimentos realizados na urna eletrônica, já foi demonstrado que é possível identificar os votos de cada pessoa¹. Assim, o processo eleitoral brasileiro não é secreto, e não tem transparência e, sendo, portanto, inconstitucional. Enquanto tal processo estiver corrompido, toda a política brasileira estará apoiada em bases frágeis.
Além disso, há grandes indícios de que a campanha de Dilma tenha sido financiada com dinheiro público, desviado da Petrobrás. Tal crime torna sua eleição inválida (lei 9.504 artigo 30, § 3º). Essa investigação é de suma importância, pois se comprovado o crime eleitoral de financiamento de campanha com dinheiro desviado, Dilma pode deixar a presidência, juntamente de Temer, sendo a chapa toda invalidada, e assumiria Aécio Neves, o segundo colocado. É importante assinalar aqui que Aécio só assumiria graças ao pedido de cassação da candidatura de Dilma, feito pelo PSDB nas vésperas da posse de Dilma. Na época a protocolação do pedido virou piada, muita gente ignorante chamou de recalque, mas é graças ao pedido formal, feito anteriormente à posse, que Aécio tem direito, legalmente, de assumir a presidência, pois tal protesto comprova que o PSDB não reconhece a legitimidade da eleição realizada em 2015.
Nesse cenário, portanto, Aécio Neves tomaria posse. É claro, o PSDB está muito longe do ideal, mas a retirada do PT diminuiria o aparelhamento na máquina política brasileira, e mudanças sutis poderiam trazer um novo fôlego para o povo brasileiro. Nesse momento seria preciso pressionar, mais do que nunca, pela mudança no processo eleitoral, para que seja verdadeiramente transparente, pois só assim todo o esforço teria resultados concretos: eleições limpas, lisas, justas, e realmente democráticas. Corrigiríamos as bases do sistema eleitoral, e a partir daí, com estruturas sólidas e firmes, seguiríamos para os próximos passos.
Racionalmente, talvez seja tarde para pensar nisso tudo, mas há esperanças de que não seja. Com esforço para difundir essas idéias, podemos conduzir as manifestações de modo mais organizado e consciente. O foco deve ser não apenas o impeachment puro e simples, mas um processo eleitoral transparente e secreto, de acordo com a nossa constituição. Devemos pedir que Dilma e Temer saiam da presidência não somente por sua incompetência, mas por permitirem um esquema de corrupção que irrigou sua campanha. Devemos deixar claro que não somos "tucanos", não defendemos partido algum, mas sim um Brasil limpo e renovado. Não precisamos pedir intervenção militar, precisamos pedir democracia verdadeira, pois o nosso povo ainda tem, em sua essência, os valores de honestidade e batalha diária para conquistar as coisas sem precisar do governo fazendo tudo por ele. Somos guerreiros, e queremos espaço para empreender, crescer, com uma economia livre onde cada brasileiro possa lutar para melhorar de vida sem receber migalhas do governo, e sem ver seu salário sendo sugado por impostos abusivos. E é isso que deve estar nas ruas, seja no grito, nas camisetas, nas faixas, e também, é claro, nas redes sociais. Sua participação faz toda a diferença.
Não tenha medo de difundir esses fatos, não tenha vergonha de defender o que é correto. Vamos lutar para recuperar nosso país das mãos dos bandidos corruptos que agem com descaso com o povo brasileiro. As ruas estarão cheias de petistas que recebem para manifestar. Eles tentarão subverter nosso discurso, ferir nossas propostas e até mesmo nossos corpos se preciso, mas nós temos Deus, a justiça e a verdade ao nosso lado. Com prudência, fé, temperança, bom senso e amor ao Brasil, nós podemos, juntos, conduzir nosso país por esse longo e penoso caminho de recuperação, e construir um Brasil novo e melhor.
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quinta-feira, 29 de maio de 2014
Editorial: A receita Bolivariana
por: Wilson Agostinho.
A imprensa noticiou que o primeiro mandatário do Equador, Sr. Rafael Corrêa, enviou mensagem ao Legislativo com o seguinte conteúdo: “Eu decidi pedir para o nosso bloco na Assembleia que a Constituição seja alterada para estabelecer a reeleição por tempo indefinido em todas as posições de eleição popular para que o povo possa escolher quem continua e quem alterna". Ele já foi eleito duas vezes, inclusive usando um artifício de encurtar o primeiro mandato, para, após alteração da Constituição, poder ser candidato novamente, o que não era permitido. Como possui maioria no Legislativo, o desejo dele deverá ser aprovado e teremos um novo “presidente perpétuo”, a exemplo do falecido Hugo Chávez. Somente sairá do poder morto e, possivelmente, nomeando seu sucessor, a exemplo de outros países bolivarianos. Na Argentina, a dinastia Kirchner. Na Nicarágua, Daniel Ortega. Na Bolívia, Evo Morales e por ai vai.
O receituário é o mesmo. Utilizando-se das fragilidades da democracia, um candidato bolivariano é eleito e ao tomar as rédeas do poder, altera a Constituição, para perpetuação no poder ou pessoalmente ou através de uma marionete escolhida por ele.
No antigo Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, sob a direção do seu então chefe Luiz Gushiken, um dos cenários prospectivos traçados partia da premissa de que Lula seria o presidente da República em 2022, ano de comemoração do bicentenário da independência do Brasil. Ora, isto só seria possível de acontecer nas seguintes hipóteses: na primeira, Lula conseguiria obter via plebiscitária o direito de concorrer “ad aeternum” à presidência, a semelhança do conseguido por Chávez e outros. Na segunda, caso não conseguisse seu intento, elegeria um títere em 2010, retornando ao poder em 2014, sendo reeleito em 2018 e permanecendo no poder até 2022. A primeira hipótese não ocorreu.
Como a presidente Dilma não abriu mão da reeleição, caso ela ganhe, ele adiará seu projeto para 2018. Caso ela perca, o vencedor viverá um verdadeiro inferno, pois a situação econômica do país exigirá medidas drásticas e impopulares, após as eleições, além da sabotagem previsível a ser implementada pelos milhares de petistas enquistados em cargos de relevância na máquina governamental, em aliança com os ditos "movimentos sociais", sob o comando dos recursos oriundos dos atuais detentores do poder político, facilitando seu retorno "triunfal".
Desta forma, o PT permaneceria no poder para sempre, pois após 16 anos de administração petista (incluindo-se o período 2014/2018 ou 2018/2022, é evidente o quase completo domínio de todas as fontes de poder por ele. Mais da metade dos componentes das mais altas cortes de Justiça do Brasil foi nomeada por Lula ou Dilma. Já possuem a maioria formal no STF. Com mais uma nomeação, obterão o controle total. O Legislativo é inteiramente submisso aos seus caprichos. Inexiste uma oposição digna deste qualificativo. Os sindicatos foram cooptados. Até as lideranças estudantis foram anuladas. A mídia, com raras exceções, depende das verbas de publicidade da União e das estatais. Quem diverge e verbaliza sua crítica é silenciado. A exposição "positiva" de Lula/Dilma é digna de um plano de Goebbels. Atualmente, ela aparece todos os dias em praticamente todos os principais veículos de comunicação, em especial na televisão, mais vista pelas classes C, D e E, segmentos mais importantes em uma eleição, a exemplo de Lula, seguindo o modelo: "pai dos pobres" e "mãe dos ricos", aliança imbatível.
Com a insegurança propiciada pela adoção das urnas eletrônicas de primeira geração e com o mote “O bicho vai pegar”, o pleito de outubro promete ser um dos mais agressivos da história pátria. Após a realização da Copa, o país vivenciará dias muito difíceis. A posição da Sra. Marina merece ser estudada com calma. Oriunda do PT e defensora de teses "agradáveis" aos interesses da "oligarquia anglo-saxônica" ela vai, pouco a pouco, dinamitando a estrada de cooperação construída por Aécio/Campos, tornando este último seu refém e sinalizando que partirá no segundo turno para a neutralidade ou mesmo para o apoio aos petistas.
Estaria consolidada, de maneira irreversível, uma ditadura constitucional brasileira, sem perspectiva de reversão. E o quadro de 2014 é assustador. Qualquer um dos principais candidatos apresentados até agora (Dilma. Aécio, Campos) representa a continuação da mesma política de submissão aos interesses da banca internacional. Caso o PT vença, será imposta uma reforma política bolivariana, a censura velada aos meios de comunicação e outras medidas ditatoriais previstas no PNDH-3.
Será que os outros partidos políticos aliados dos petistas, bem como a classe empresarial ainda não perceberam o perigo real existente? A consequência natural da concretização deste plano sinistro será a redução a pó de qualquer vestígio de importância de ambos os segmentos e a implantação de uma ditadura branca baseada no binômio ilusionismo/cleptocracia.
Comentário: As previsões de Wilson, são bem realistas. Ainda mais se observamos a recente proposta de Dilma em modificar o sistema brasileiro de governo com o Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil", representada pelos movimentos sociais, participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo segundo o decreto, tem como objetivo de "consolidar a participação social como método de governo".
O que parece ser uma abertura para a participação do povo nas grandes mudanças do pais é uma grande armadilha. 'sociedade civil' ao contrário do que aparenta não somos eu e você - O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem como efeito a antidemocrática. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao dar a alguns determinados cidadãos "iluminados" (aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia) sejam mais ouvidos - A menos que você faça parte de algum movimento social subvencionado pelo governo (MST, Sindicatos, CUT, UNE, ONG's e todo aquele pessoal que costuma fazer da sua vida um inferno na volta do trabalho para casa por exemplo...) seu voto passará a valer menos.
De nova essa proposta não tem nada. Caso não esteja claro eu sugiro que estudem mais sobre como é o governo na Venezuela e como eram os Sovietes na antiga URSS.
Enquanto isso o PT permanece na dúvida de eufemismo irá usar para batizar sua proposta de controlar tudo aquilo que for dito sobre seu governo pela imprensa. A principio permanece "Democratização da mídia" mas pode ser "Regulação", já os militares preferiram usar uma sigla chamada "AI-5".
A imprensa noticiou que o primeiro mandatário do Equador, Sr. Rafael Corrêa, enviou mensagem ao Legislativo com o seguinte conteúdo: “Eu decidi pedir para o nosso bloco na Assembleia que a Constituição seja alterada para estabelecer a reeleição por tempo indefinido em todas as posições de eleição popular para que o povo possa escolher quem continua e quem alterna". Ele já foi eleito duas vezes, inclusive usando um artifício de encurtar o primeiro mandato, para, após alteração da Constituição, poder ser candidato novamente, o que não era permitido. Como possui maioria no Legislativo, o desejo dele deverá ser aprovado e teremos um novo “presidente perpétuo”, a exemplo do falecido Hugo Chávez. Somente sairá do poder morto e, possivelmente, nomeando seu sucessor, a exemplo de outros países bolivarianos. Na Argentina, a dinastia Kirchner. Na Nicarágua, Daniel Ortega. Na Bolívia, Evo Morales e por ai vai.
O receituário é o mesmo. Utilizando-se das fragilidades da democracia, um candidato bolivariano é eleito e ao tomar as rédeas do poder, altera a Constituição, para perpetuação no poder ou pessoalmente ou através de uma marionete escolhida por ele.
No antigo Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, sob a direção do seu então chefe Luiz Gushiken, um dos cenários prospectivos traçados partia da premissa de que Lula seria o presidente da República em 2022, ano de comemoração do bicentenário da independência do Brasil. Ora, isto só seria possível de acontecer nas seguintes hipóteses: na primeira, Lula conseguiria obter via plebiscitária o direito de concorrer “ad aeternum” à presidência, a semelhança do conseguido por Chávez e outros. Na segunda, caso não conseguisse seu intento, elegeria um títere em 2010, retornando ao poder em 2014, sendo reeleito em 2018 e permanecendo no poder até 2022. A primeira hipótese não ocorreu.
Como a presidente Dilma não abriu mão da reeleição, caso ela ganhe, ele adiará seu projeto para 2018. Caso ela perca, o vencedor viverá um verdadeiro inferno, pois a situação econômica do país exigirá medidas drásticas e impopulares, após as eleições, além da sabotagem previsível a ser implementada pelos milhares de petistas enquistados em cargos de relevância na máquina governamental, em aliança com os ditos "movimentos sociais", sob o comando dos recursos oriundos dos atuais detentores do poder político, facilitando seu retorno "triunfal".
Desta forma, o PT permaneceria no poder para sempre, pois após 16 anos de administração petista (incluindo-se o período 2014/2018 ou 2018/2022, é evidente o quase completo domínio de todas as fontes de poder por ele. Mais da metade dos componentes das mais altas cortes de Justiça do Brasil foi nomeada por Lula ou Dilma. Já possuem a maioria formal no STF. Com mais uma nomeação, obterão o controle total. O Legislativo é inteiramente submisso aos seus caprichos. Inexiste uma oposição digna deste qualificativo. Os sindicatos foram cooptados. Até as lideranças estudantis foram anuladas. A mídia, com raras exceções, depende das verbas de publicidade da União e das estatais. Quem diverge e verbaliza sua crítica é silenciado. A exposição "positiva" de Lula/Dilma é digna de um plano de Goebbels. Atualmente, ela aparece todos os dias em praticamente todos os principais veículos de comunicação, em especial na televisão, mais vista pelas classes C, D e E, segmentos mais importantes em uma eleição, a exemplo de Lula, seguindo o modelo: "pai dos pobres" e "mãe dos ricos", aliança imbatível.
Com a insegurança propiciada pela adoção das urnas eletrônicas de primeira geração e com o mote “O bicho vai pegar”, o pleito de outubro promete ser um dos mais agressivos da história pátria. Após a realização da Copa, o país vivenciará dias muito difíceis. A posição da Sra. Marina merece ser estudada com calma. Oriunda do PT e defensora de teses "agradáveis" aos interesses da "oligarquia anglo-saxônica" ela vai, pouco a pouco, dinamitando a estrada de cooperação construída por Aécio/Campos, tornando este último seu refém e sinalizando que partirá no segundo turno para a neutralidade ou mesmo para o apoio aos petistas.
Estaria consolidada, de maneira irreversível, uma ditadura constitucional brasileira, sem perspectiva de reversão. E o quadro de 2014 é assustador. Qualquer um dos principais candidatos apresentados até agora (Dilma. Aécio, Campos) representa a continuação da mesma política de submissão aos interesses da banca internacional. Caso o PT vença, será imposta uma reforma política bolivariana, a censura velada aos meios de comunicação e outras medidas ditatoriais previstas no PNDH-3.
Será que os outros partidos políticos aliados dos petistas, bem como a classe empresarial ainda não perceberam o perigo real existente? A consequência natural da concretização deste plano sinistro será a redução a pó de qualquer vestígio de importância de ambos os segmentos e a implantação de uma ditadura branca baseada no binômio ilusionismo/cleptocracia.
Comentário: As previsões de Wilson, são bem realistas. Ainda mais se observamos a recente proposta de Dilma em modificar o sistema brasileiro de governo com o Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil", representada pelos movimentos sociais, participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo segundo o decreto, tem como objetivo de "consolidar a participação social como método de governo".
O que parece ser uma abertura para a participação do povo nas grandes mudanças do pais é uma grande armadilha. 'sociedade civil' ao contrário do que aparenta não somos eu e você - O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem como efeito a antidemocrática. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao dar a alguns determinados cidadãos "iluminados" (aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia) sejam mais ouvidos - A menos que você faça parte de algum movimento social subvencionado pelo governo (MST, Sindicatos, CUT, UNE, ONG's e todo aquele pessoal que costuma fazer da sua vida um inferno na volta do trabalho para casa por exemplo...) seu voto passará a valer menos.
De nova essa proposta não tem nada. Caso não esteja claro eu sugiro que estudem mais sobre como é o governo na Venezuela e como eram os Sovietes na antiga URSS.
Enquanto isso o PT permanece na dúvida de eufemismo irá usar para batizar sua proposta de controlar tudo aquilo que for dito sobre seu governo pela imprensa. A principio permanece "Democratização da mídia" mas pode ser "Regulação", já os militares preferiram usar uma sigla chamada "AI-5".
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domingo, 25 de maio de 2014
Opinião: A RUA PETISTA, por Wilson Agostinho
O País está vivendo uma explosão de manifestações de rua, que diferem fortemente daquelas que caracterizaram as Jornadas de Junho. As atuais nada têm de "autônomas", "independentes", voltadas para uma noção do bem comum, embora esta fosse tomada de forma vaga. Ao contrário, elas se caracterizam pelo controle, são todas oriundas daquilo que se pode considerar como "movimentos sociais organizados". O brilho da autonomia está sendo suplantado pela heteronomia. Logo, qualquer termo de comparação tende a ofuscar o que está realmente em causa. Em comum, têm só a bandeira contra a Copa, pela simples razão de ser uma bandeira que havia sido encampada pelas ruas brasileiras. Cessa aí o que têm em comum.....
Note-se que as manifestações de São Paulo foram conduzidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que nada mais é do que um braço do MST. Historicamente, esse dito "movimento social" está umbilicalmente ligado ao PT. Foi, inclusive, acolhido pela presidente da República quando da invasão de uma área urbana próxima ao Itaquerão, um dos palcos da Copa do Mundo. Não faltaram, certamente, intermediários.
A invasão, ao contrário do que vinha sendo a regra do atual governo, deu lugar a um encontro com a presidente, que acabou por adotar um comportamento propriamente lulista. O jogo é perigoso, pois o acolhimento pode dar lugar ao transbordamento.
Ainda em São Paulo, há os protestos de professores municipais, tradicionalmente ligados ao PT, apesar de seu movimento estar dirigido contra uma administração municipal petista. Processo análogo ocorre com os rodoviários do Rio de Janeiro, infernizando a vida dos cariocas, que têm o seu direito de ir e vir simplesmente negado. Em Pernambuco, são policiais militares que entram em greve, desobedecendo flagrante e acintosamente a uma decisão da Justiça do Trabalho que considerou a greve ilegal.
Observe-se, nesses casos, que são ações corporativas, fortemente organizadas, oriundas de demandas sindicais, que foram tradicionalmente veiculadas pelo PT e, atualmente, por grupos mais à esquerda que não mais se reconhecem no atual governo. Estão fazendo um jogo de cena, aproveitando-se da oportunidade da Copa para terem as suas reivindicações atendidas. Ocorre que esta rua NÃO É MAIS A MESMA do ano passado!
Consequentemente, devemos fazer a distinção entre esses diferentes tipos de manifestações e as Jornadas de Junho, na medida em que as atuais são o resultado de ações de grupos organizados, os ditos "movimentos sociais", em boa parte controlados pelo PT e, também, por grupos mais à esquerda do espectro político. São manifestações instrumentalizadas, inserindo-se num contexto propriamente eleitoral.
Mais especificamente, algumas correspondem a conflitos internos ao próprio PT ou a pressões de grupos esquerdistas de conquistarem mais espaço por meio de lutas setoriais. Em todo caso, há todo um clima de radicalização que começa a se esboçar. Poder-se-ia mesmo aventar a hipótese de que essa radicalização é fruto da tendência eleitoral de queda da presidente Dilma, abrindo espaço para que conflitos internos em seu partido e na militância se potencializem.
Neste contexto, não deixa de ser curiosa a reação dos grupos mais afinados com a ideologia tradicional petista, de corte socialista e anticapitalista. Para eles, a "mudança" significaria voltar a essa mesma doutrina tradicional do partido, abandonando as acomodações "capitalistas" dos governos Lula e Dilma. Pressionando deste lado, eles procuram ao menos conquistar uma maior fatia do aparelho do Estado, notoriamente menor no governo atual do que no anterior. Pretendem ser mais ouvidos e consultados. Vendem mesmo a ideia - duvidosa - de que eventual empenho eleitoral seu poderia se traduzir pela vitória da candidata petista.
Peguemos o exemplo do MTST. Trata-se, como assinalado, de um braço do MST, que está procurando exercer um papel de protagonismo político nas cidades. Ou seja, estamos diante de uma única organização que comporta vários braços, como o Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), a Via Campesina, Movimentos dos Pequenos Agricultores, Movimento das Mulheres Campesinas e assim por diante. A tática consiste em mostrar várias cabeças, como se não fizessem parte do mesmo corpo. Essa tática de luta procura expor amplas ramificações como se fossem "independentes", com o intuito de capturar a atenção da mídia e, dessa maneira, favorecer a formação da opinião pública.
Ora, o MST e suas ramificações constituem uma única organização de tipo leninista, fortemente centralizada, organizada em departamentos que seguem hierarquicamente um único comando. Não têm nada de espontâneo. Os seus participantes são militantes que se dedicam totalmente à causa revolucionária. A sua ideologia é nitidamente anticapitalista, advogando por uma sociedade socialista. São, no contexto atual, fervorosos defensores da ditadura cubana e do "socialismo bolivariano do século 21". Em seus discursos, usam para o setor urbano as mesmas bandeiras do rural, como a "reforma agrária", a desapropriação das grandes propriedades, o desrespeito à propriedade privada, a luta contra o lucro e assim por diante. Ocorre que, durante o governo Dilma, eles foram marginalizados, relegados a uma posição de segundo plano.
Note-se, em particular, que, no campo, a política da atual presidente foi a de qualificar os assentamentos e apoiar a agricultura familiar, em vez de privilegiar as desapropriações, que seriam formas de criação de mais favelas rurais. Há, pois, uma inflexão em curso. Ela obedece certamente a razões de ordem eleitoral. Fica, porém, a questão de qual tipo de estratégia política se trata. Não estará a presidente vestindo um figurino de Lula que foi, para ele, eleitoralmente válido quando da primeira eleição e mesmo para a segunda? Será que essa roupa serve para os dois da mesma maneira? Não estará o número errado?
Wilson Agostinho
sábado, 5 de outubro de 2013
Os progressistas do atraso: Como PT e PSDB se uniram contra o voto livre
Por Nelson Mota.
A história confirma: voto obrigatório é coisa de ditaduras, de esquerda ou de direita, como forma de legitimar o ilegítimo e dar uma aparência de democracia ao regime. Em democracias de verdade, os cidadãos interessados em participar do processo eleitoral se inscrevem, fazem campanha, doam dinheiro para seus candidatos e votam. Quem não vota não pode reclamar dos resultados das eleições e de suas consequências.
Enquanto isso, no Senado, num arremedo de reforma política, a proposta de tornar o voto facultativo foi derrotada por 16 x 6 na Comissão de Constituição e Justiça. Petistas e tucanos se uniram na defesa do atraso: “O voto obrigatório tem sido um instrumento importante para incorporar as massas ao processo democrático. A supressão do voto popular contribuirá para a elitização da política brasileira”, disse um deles.
Obrigar as massas a votar não é incorporá-las, é usá-las como massa de manobra no processo eleitoral. Que elitização é essa de abrir o processo eleitoral a qualquer um que queira participar? É óbvio que alguém que não quer votar em ninguém, mas é obrigado, vai votar nos piores candidatos. Se ele tiver algum escolhido, não é preciso obrigá-lo. Até na Venezuela o voto é facultativo.
Mas o Estado-babá obriga o cidadão a participar com seu voto inconsciente, irresponsável e aleatório, que tem como consequência um Congresso cada vez pior. Hoje cem milhões de brasileiros têm internet, temos mais celulares do que habitantes, todo mundo pode se informar sobre o que quiser, quando quiser, onde quiser. Mas, se não quiser votar, é um direito, é menos um voto em branco, nulo ou num picareta.
Dos políticos e suas propostas é que vem a motivação para os cidadãos se inscreverem e votarem. É disso que eles têm medo. Uns, que a classe média tenha preguiça de sair de casa para votar, outros, que os grotões não votem sem algum estímulo, ou ameaça. É como eles veem o povo brasileiro, e ninguém quer pagar para ver o que ele quer.
Quarenta anos depois, parafraseando Pelé, nossos progressistas e conservadores dizem em coro: “O brasileiro ainda não está preparado para não votar.
Comentário: Eu as vezes me pergunto quem é mais boçal, os petistas de demais 'çocialistas' que afirmam que o PSDB é de direita. Ou os "reaças" que se vêem representados pelos tucanos.
Nessas horas é fácil perceber que no Brasil além de a direita não existir, a maioria das pessoas ditas inteligentes sequer sabem o que é direita.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Video: Como funciona o Brasil - A síntese de tudo que já dissemos neste blog
"A penalização por não participares na política, é acabares a ser governado pelos teus inferiores"- (Platão)
Manifestações ajudam e servem como um termômetro popular, quando há participação do povo nas ruas. Salvo raras exceções o que se tem visto são manifestações de grupos políticos com interesses exclusivos, ou classes trabalhadoras com reivindicações específicas.
Sempre foi e sempre será pelo voto que as mudanças irão acontecer.
Não adianta protestar e continuar elegendo as mesmas pessoas os mesmos partidos. Em 2002 o Brasil optou por uma mudança que não veio. Tudo continua igual. Está na hora de mudarmos novamente.
Não adianta se revoltar com o mensalão e re-eleger os mensaleiros. Se você não se sentir representado por algum candidato, não vote. Mas pesquise antes.
Pesquise a vida do seu candidato. Acompanhe seu mandato.
http://www.politicos.org.br/
Conheça as leis que estão sendo propostas
http://www.votenaweb.com.br/
Informe-se, pesquise, raciocine!
Manifestações ajudam e servem como um termômetro popular, quando há participação do povo nas ruas. Salvo raras exceções o que se tem visto são manifestações de grupos políticos com interesses exclusivos, ou classes trabalhadoras com reivindicações específicas.
Sempre foi e sempre será pelo voto que as mudanças irão acontecer.
Não adianta se revoltar com o mensalão e re-eleger os mensaleiros. Se você não se sentir representado por algum candidato, não vote. Mas pesquise antes.
Pesquise a vida do seu candidato. Acompanhe seu mandato.
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Conheça as leis que estão sendo propostas
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Informe-se, pesquise, raciocine!
terça-feira, 18 de junho de 2013
Coluna do Vargas - Brasil: O país dos falsos heróis
Este artigo em hipótese alguma tem a pretensão de ser conclusivo. Meu objetivo é apenas mostrar minha descrença nas manifestações populares brasileiras, no sistema democrático em vigor e problemas correlacionados ao despreparo das instituições militares.
a) Sistema democrático
Prezados, usando a sapiência com serenidade digam-me: quando vivemos numa democracia? Se contarmos que o Brasil Império veio até 1889; que na Republica Velha que veio até 1930 aplicava-se o voto do cabresto; que Getúlio de um Golpe de Estado influenciados pelos ideias Nacionalistas que tinham como pilares o higienismo e eugenismo; que em 1964 houve o golpe militar que veio "terminar" em 1985, vejo que os brasileiros só tiveram o prazer de falarem o que pensam somente por 40 décadas não sequenciais.
Poder-se-ia chamar de país democrático, um povo que é obrigado a votar? A prova cabal de que nunca vivemos numa democracia é justamente este ponto meus amigos. Sim, pois se não votarmos, temos como punições previstas: pagamos uma multa, ou estar sujeitos a não conseguir tirar passaporte ou estarmos sob a possibilidade de trabalharmos nos dias eleitorais. Isso quer dizer que se não acreditarmos em nenhum dos "cidadãos" que aspiram nos gerir; nós, os pagadores de impostos, é que pagamos a conta de um jeito ou de outro.
Democracia no Brasil é uma alcunha de muito mal gosto. Para estarmos num estado democrático e laico, não podem haver três coisas básicas: imunidade parlamentar, estabilidade de emprego público e Direito Militar . Por que digo isso?
A imunidade parlamentar é um ferramenta importante para sistemas de ditaduras militares, onde os que estão no poder precisam de ter liberdade e autonomia de ação para agir contra toda e qualquer oposição ao estado, sem fazer qualquer prestação de contas a população. São punidos caso algum dos membros do governo cometam excessos aí sim faz-se as CPIs para definir o futuro do político intimado. Fica a pergunta: por que a imunidade parlamentar não caiu junto com a ditadura militar? Para eles continuarem no poder fazendo os mandos e desmandos para atenderem única e exclusivamente os interesses individuais e corporativistas dos políticos eleitos por nós.
A estabilidade do funcionalismo público foi criada para justamente aprovarem os cidadãos civis que estariam aptos a trabalharem junto ao órgãos do Governo Federal, Estadual e Municipal. Para trabalharem nesses locais, precisam estar aprovados em concursos públicos. Se é assim, por que constatamos que há nepotismo nos órgãos públicos? Será que são aprovados os melhores colocados ou os que possuem parentes nos órgãos públicos? Em última análise, a estabilidade de cargos públicos foram criadas para empregar as famílias dos militares que estavam no poder com a finalidade de não ter oposição de pensamento na máquina pública. O pensamento em vigor é: "aos amigos tudo, aos inimigos a lei".
Direito Militar fica a pergunta: quais são os direitos e deveres dos militares? Tenho certeza que muitos militares, que cometeram crimes e atentados contra a vida de cidadãos que se manifestavam contra ao que estava em vigor, não foram punidos e os que foram julgados estava sobre a tutela do Direito Militar. Por que eles continuam com poderes diferenciados dos civis? Eles são uma raça superior?

b) Despreparo Militar
Meus caros, essa segunda parte visa trazer mais dados históricos que são relevantes para entendermos a base do despreparo militar.
Hoje, enaltece-se um herói que é Duque de Caxias. Herói? Há artigos que falam que o Brasil na Guerra do Paraguay estava sendo derrotado. Tendo em vista que o Brasil tinha 42 anos como país independente, um país em construção e insalubre, onde o trabalho escravo estava no auge e a extensão territorial imensa; as instituições militares não receberam investimentos para sua melhoria. O nosso despreparo militar era tão evidente que para alguns historiadores o Brasil só venceu esta guerra por terem jogado corpos de milhares de soldados brasileiros mortos nas águas pluviais e, os soldados paraguaios ao consumirem a água contaminada começaram a morrer por conta de epidemia de Tifo e não das batalhas propriamente narradas. 19 anos depois o Brasil tornou-se uma república por ação dos militares.
Em 1910, com o apoio do Barão do Rio Branco, um grupo de militares brasileiros foram enviados a Alemanha para receberem instruções a serem implementadas no Exército Brasileiro. Esses militares receberam o apelido de os jovens turcos. Em função dos resultados da Primeira Guerra Mundial, esse grupo acabou não implementando a doutrina germânica aprendida. Daí veio a Missão Militar Francesa de 1920 onde começou o processo de modernização do Exército Brasileiro.
Como a população brasileira era insalubre, fraca, incapacitada para o mercado de trabalho da sociedade industrial e quase semi analfabeta; os militares foram os primeiros "cidadãos modelo" a serem produzidos pelo sistema.
Ainda sobre esta perspectiva, em 1930 Getúlio Vargas deu o golpe e assumiu o poder. Embora ele não assumisse isso publicamente com medo das sanções internacionais que poderia receber, era claro que comungava dos pensamentos nacionalistas que estavam sendo empregados na Itália, Portugal, Espanha e Alemanha.
Chegando a uma história mais perto da geração atual, veio a Ditadura Militar de1964 onde ainda sofremos consequências disto. Sendo assim as instituições militares nunca deixaram de estar no poder, nunca deixaram de ser autoritárias, nunca deixaram de confrontar com os civis brasileiros e nunca estiveram prontas para dialogar com o povo.
c) Descrença nas manifestações do povo brasileiro
Diante dos fatos apresentados nos tópicos anteriores digam-me: qual é o histórico que temos de manifestações populares?
As únicas manifestações populares que tem aceitação são as culturais como Carnaval, Festas Juninas (que estão ficando escassas) e esportiva no caso o futebol.
A primeira manifestação popular em que o povo não sofreu tanta retaliação foram os falsos heróis "caras pintadas". Muitos nem sabiam o que estavam fazendo lá e os reais motivos do pedido de impeachment. Por que será que não houve retaliações? Porque o principal motivo foi o Plano Collor ter mexido na grana da classe média que estava aplicada nas Cadernetas de Poupanças. Para os que não se recordam, diante a desvalorização da moeda, esse era o único fundo de aplicação onde perdia-se menos. Para os que não sabem, o Plano Collor foi inspirado no programa alemão pós guerra, que teve como objetivo, reestruturar a economia do país que estava devastada depois da guerra. Curiosamente, 65 anos depois do fim da Segunda Guerra, já era a terceira maior economia do mundo e a maior economia da comunidade européia antes do recente anúncio da Crise do Euro.
Quando vejo as atuais e recentes imagens da TV , vejo as mesmas cara de jovens que não sabem porque estão lutando assim como as de 1991. Jovens usando a camisa do "CHE" e se nomeando revolucionários. Consequentemente estes novos cidadãos perante a lei não dimensionam os seus atos. Nota-se no discurso deles, que alguém está os regendo. Esses pós-adolescentes não tem a bagagem histórica para entender o que estão fazendo. Está tudo muito orquestrado demais. Invadir os palácios governamentais ao mesmo tempo, em sincronia nas 4 maiores metrópolis do país justamente quando a imprensa internacional está voltada para cá, por conta de um mega-evento esportivo? Certamente, os revolucionários dos vinte centavos não pensariam nisso e estão sendo regidos por alguém que ainda não teve a coragem de se identificar.
Está claro e nítido que o discurso deles são enlatados e em harmonia com vários locais do Brasil. Só não vê quem não quer ver. Na minha opinião se eles fossem politizados de fato, teriam feito isso não por conta dos R$ 0,20 de aumento das passagens. Por que não fizeram nada para protestar pelo descaso saúde pública? Garanto que muitos não fizeram nada pois pagam uma bi tributação ao ter um plano de saúde e estão pouco se lixando para os muitos brasileiros que morrem nos hospitais públicos todos os dias. Por que não fizeram nada por conta do mal ensino no país? Garanto que muitos destes que estão a protestar nas ruas que fazem um abaixo assinado contra um professor que é exigente. Usando uma causa local do Rio de Janeiro, por que não fizeram isso quando foi colocado ao conhecimento público que o Governo do Estado e a Prefeitura do Município agiram de forma ilegal e arbitrária ao passarem por cima das determinações do IPHAN quanto ao tombamento do entorno do Maracanã e de outros locais históricos com o objetivo de favorecer as empresas do senhor Eike Batista? Eles se revoltam quando aumentam R$ 1,00 quando aumentam a cerveja que bebem?
Eu teria muitos outros porquês a fazer que justificam a minha dúvida da autenticidade desse movimento, no que se refere a sua ideologia.
Contudo, o direito de manifestar-se é legítimo, previsto em lei na nossa Constituição e acho isso bonito. Há muita coisa errada acontecendo e que de fato precisa ser argumentada e criticada. Sendo assim isso não dá o direito da Polícia Militar agredir preventivamente para calar o povo. Essa instrução militar de tratar o povo como fizeram na ditadura não é adequada, não pode ser legítima e precisa ser revista. A polícia não tem o mínimo preparo para lidar com o povo mas o nosso povo é muito mal educado em muitos quesitos pois não consegue respeitar as leis de boa convivência nos dias normais.
O mais interessante e curioso de tudo é que a atual Presidenta da República Federativa do Brasil e os Governadores e Prefeitos, que sem sempre utilizaram nos discursos das campanhas eleitorais de terem sido contra ou sofrido a Ditadura de 1964, hoje tentam aplicar uma em 2013.
Infelizmente, algumas verdades hão de ser ditas. O povo brasileiro não tem a educação, tradição e cultura para saber manifestar, sustentar e perseverar atrás dos seus ideais. O povo brasileiro não tem o espírito de coletividade. O povo brasileiro não tem o conhecimento da própria história para embasar o que pleiteia e por isso não conhece a sua força.
Esses jovens que estão nas ruas lutando nunca viveram numa ditadura como eu vivi. Nunca tiveram que ser subversivos porque ouviram uma música que estava proibida pela censura. Nasceram num mundo das relações digitais; da informação livre, rápida e imediatista. Eles clamam pelo direito de se manifestar mas não sabem o que é estar privado de falar o que pensa.
Conforme pontuei, creio que nunca fomos democráticos na prática e na essência. Pergunto: pelo que estamos lutando? Enquanto não mudarmos a nossa legislação no que se refere a imunidade parlamentar, estabilidade de cargos públicos, voto não obrigatório e direito militar, nada do que pleitearmos dará certo pois quem nos gere não tem sanções. Isto é a base da impunidade no Brasil que nos revolta tanto.
Há um ensinamento que tive de uma grande mestra: "Se queres ter a razão nunca use o argumento de força e sim a força do argumento". Portanto, nos ocorridos em questão, o povo tem o direito de manifestar e lutar pelos ideiais porém, perde a razão ao quebrar e incendiar o locais públicos. Se não mudarem a estratégia, vão continuar dando motivo aos policiais militares agirem sob a tutela da força e autoritarismo em nome de preservar a ordem e o patrimônio público.
Sendo assim, tenho poucas esperanças que esses últimos ocorridos surtem em algum resultado. Somos o país que produzimos falsos heróis porque os nossos supostos heróis nem sabem por qual história e causa lutam.
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"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)











