Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Encerramento de Atividades



Prezados amigos e leitores.

Estamos encerrando nossas atividades. O entendimento é de que este espaço não mais tem utilidade para difundir as ideias que sempre defendemos, optando por nos espalharmos em outros meios. Na verdade protelei com seu fim que deveria ter ocorrido em 2017, mas ainda tínhamos algo a dizer. Meteremos a página no ar para preservar os artigos aqui escritos. Ainda falta um artigo derradeiro a ser publicado, que será nosso "canto do cisne".

Agradecemos a todos os colaboradores e a todos que ajudaram a manter este blog desde 2009, que iniciou como um blog pessoal com ideias e sentimentos pessoais, cresceu; ganhando outros fins e ideias.

Mas é hora de partir e deixar um meio morrer para outros nascerem.

Até a vista!

M.V Shogun, editor e criador do blog Shogunidades

A Demagogia Triunfa Porque os Políticos Mentem Impunemente

Normalmente, não escreveria um texto falando sobre algo isolado visto nas redes sociais. Entretanto, este caso merece alguma atenção não apenas pelo fato em si, mas pelo padrão de comportamento que podemos extrair dele. Segue a imagem:


Esta imagem alcançou um rápido alcance, estando no momento com mais de 140.000 compartilhamentos. Suspeitei imediatamente da informação sobre os EUA, uma vez que vai contra todos os fundamentos básicos de economia que já aprendi. Qual não foi a minha surpresa quando não encontrei uma única fonte confirmando tal informação, e várias fontes desmentindo-a?

Naturalmente que as pessoas não tem tempo ou disposição para checar cada informação que encontram na internet, e nem há necessidade para tanto. Mas checar as informações algumas vezes pode ser bastante instrutivo, nem que seja, no mínimo, para aprender a ser mais céticos diante de narrativas como esta. Com um mundo de informações ao alcance de um clique, não há desculpas para não fazê-lo.

Se há um motivo para o aumento de preços durante períodos de escassez, é porque isso incentiva fornecedores externos a fornecer tais produtos, e também a população a usar o que está disponível mais sabiamente. Melhor ter poucos produtos a preços altos do que ter prateleiras vazias e filas de espera gigantescas, apenas para descobrir que não há mais do que se procura quando se chega ao fim da fila (como o que está ocorrendo na Venezuela). Não que os nossos políticos e a esquerda estejam interessados nesse tipo de debate ou informação. Eles já tem o diagnóstico e a solução: a culpa é da ganância dos comerciantes inescrupulosos e da política de preços "neoliberal". À população resta apenas papagaiar o discurso de mocinhos e bandidos, mesmo com uma refutação disponível a alguns cliques de distância.

A demagogia e o populismo vencem porque o povo permite que os políticos mintam impunemente, enquanto poucos parecem ter a sensatez de pelo menos desconfiar das mentiras.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Vai gastar o seu dinheiro, vagabundo!

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Não me surpreende algo tão escroto e preconceituoso. Faz tempo, ainda na juventude, que eu entendi bem a mentalidade do esquerdista de classe media de apartamento. Aquele que acha que pular catraca é ato revolucionário mas não doa um minuto do seu tempo útil, na pratica; fazendo algo por alguém.

Isso exemplifica bem a mentalidade tacanha, arrogante e autoritária do esquerdista médio. A defesa do pobre e do trabalhador é só uma desculpa para se colocarem num pedestal moral contra quem quer seja contrario às suas ideias. Mas na prática isso aqui é a verdadeira face deles.

Tem vários filhinhos de papai assim no foicebook e nas outras redes sociais, bravos guerreiros atrás da tela do computador, ma suma nulidade humana no mundo real. Não trabalham, não estudam (e se estudam é pra passar num concurso e virar parasita), vivem cagando regra com o dinheiro dos outros ou querendo que o estado cuide do NOSSO dinheiro. Pois agora irei cagar regra sobre vocês também..

 Querem ajudar os pobres e os trabalhadores? Tenham uma atividade realmente produtiva, TRABALHEM, criem empresas e principalmente GASTEM O SEU DINHEIRO!! Essa é a única obrigação moral que o rico ou o cidadão de classe média alta tem: GASTE A PORRA DO SEU DINHEIRO, viaje, saia com os amigos, vá jantar, transe, pague um motel e dê boas gorjetas, gere empregos filha da puta!

Ficar no facebook defendendo político ou partido que FUDEU O PAIS não ajuda ninguém, seu merda!

domingo, 22 de abril de 2018

A família é uma causa da desigualdade social

Um dos tristes sinais de nossa época é ver a facilidade com que certas palavras deixam de ser usadas para descrever a realidade para assumir um tom puramente acusatório a fim de limitar ou mesmo impedir o pensamento. Talvez uma das palavras mais nocivas dentro desse aspecto seja "privilégio".

Um privilégio é, em essência, uma vantagem ilegítima conferida a uma minoria, às custas da maioria. Entretanto, o termo foi expandido de forma indefinida, a ponto de ser hoje considerado um "privilégio" qualquer vantagem que uma pessoa ou grupo possa ter sobre outro, independentemente desta vantagem ser legítima ou não ou do fato de ela ser adquirida às custas de outras pessoas ou de não gerar nenhum efeito negativo em outrem além daqueles causados pela inveja e pelo ressentimento.

Nem toda vantagem constitui um privilégio, muitas delas são apenas a consequência de realizações presentes ou passadas. Se você é convidado para debates televisivos ou para palestras com mais frequência que seus colegas graças a seu conhecimento ímpar sobre um assunto, isso não constitui um privilégio, por ter sido fruto de anos de dedicação ao tema. Mas a retórica vigente, no entanto, considera um privilégio qualquer vantagem adquirida graças a realizações passadas, ou mesmo uma maior probabilidade de se alcançar determinados níveis de realizações.

Se você já estudou alguma vez em uma escola particular ou em uma faculdade de ponta, já deve ter ouvido alguma vez que o fato de poder estar ali é um "privilégio". Esse tipo de argumento, em um tom mais acusatório, é repetido ad nauseum pelos defensores de políticas redistributivas ou cotas sociais, como uma tentativa de acusar seus adversários políticos de ganância ou egoísmo. Se essas pessoas fossem sérias, e não meros oportunistas ou iludidos, deveriam ser capazes de ter uma visão de mais longo prazo e ver o que aconteceu em gerações passadas. Em muitos desses casos, tal acusação é apenas um eufemismo para dizer que você tem oportunidades graças aos esforços e realizações de seus antepassados. Gratidão, afinal, parece ser um termo meio fora de moda hoje em dia.

Digamos, por exemplo, que você tenha nascido em um bairro pobre mas tem acesso a uma boa educação porque seu pai trabalha em 2 empregos para dar um futuro digno aos filhos, isso em uma região onde a maioria dos pais são drogados ou abandonam seus filhos. Apenas em um sentido muito restrito você é um "privilegiado" por ter melhores oportunidades que seus vizinhos. Será que essas pessoas que adoram denunciar esses "privilégios" diriam que seu pai também é um privilegiado, ou que há algo de ilegítimo em ter um pai que é um herói em um local onde a maioria dos pais são negligentes, fracassados ou inconsequentes?

Darei outro exemplo pessoal para ilustrar o meu ponto. Meu pai já me contou uma vez que teve praticamente que fugir de casa para poder estudar, tendo nascido em uma família de nível mais modesto, mas aparentemente sem muita estrutura de apoio interpessoal. Tornou-se professor universitário. Na minha infância, notas baixas na escola eram inadmissíveis. Videogames apenas nos finais de semana para não atrapalhar a rotina de estudos, mesmo quando tal rotina era desnecessária.

Já na família de outra pessoa que conheço, por acaso uma empregada doméstica, as coisas já foram bem diferentes. Tendo abandonado os estudos para trabalhar ainda na adolescência, teve 3 filhos. Uma destas reprovou diversas vezes na 4ª série, o que demonstra a diferença de exigência nos estudos entre a família dela e a minha. Em outros casos, fez um de seus filhos perder quase um ano inteiro de estudos por motivos banais que não são inteiramente de meu conhecimento. Ambas as filhas engravidaram ainda na adolescência, e assim o foi com uma das netas. Com menos de 60 anos, já é bisavó.

Será que alguém em sua sã consciência acreditaria que a família dela e a minha, caso tivessem começado no mesmo nível financeiro, teriam as mesmas chances de sucesso considerando tais diferenças de valores e de atitude? Todos aqueles que não acreditam no valor da família deveriam assistir ao filme "Mãos Habilidosas" (Gifted Hands). Baseado em fatos reais, mostra a trajetória do Dr. Ben Carson. Na adolescência, tendo inclusive sido vítima de bullying, não ia bem na escola e tinha problemas de comportamento. Tudo isso mudou graças aos esforços heroicos de sua mãe que, apesar de analfabeta, criou sozinha os 2 filhos e acreditou em seu potencial. Ben Carson formou-se médico e tornou-se um neurocirurgião renomado internacionalmente.

O que realmente importa em muitos casos, mais do que a situação financeira, são as atitudes em relação ao trabalho e estudos. O escritor inglês Theodore Dalrymple, trabalhando em bairros pobres da Inglaterra, já relatou uma vez que os filhos de imigrantes indianos são com frequência mais letrados do que as crianças de outras minorias que estudam nas mesmas escolas. Em Nova Iorque, algumas escolas de elite possuem mais estudantes asiáticos do que brancos nativos, apesar dos asiáticos serem apenas 11% da população local.

Já em outra conversa informal, ouvi comentários de que em comunidades judaicas os estudos são tratados como algo tão sagrado como qualquer outra atividade religiosa, e que entre um dos deveres sagrados do homem está o trabalho a fim de aumentar a prosperidade (inclusive material) de sua família e de sua própria comunidade. Enquanto isso, outras comunidades chegam glamorizar a pobreza e a ignorância, tratando uma vida de privações como moralmente superior ou a leitura de qualquer obra além dos textos sagrados como algo pecaminosos. Quão surpresos deveríamos estar quando constatamos que os imigrantes judeus são com frequência ainda mais prósperos que a própria população local dos países para onde se mudam?

O que realmente tira as pessoas da pobreza é a liberdade de escolha aliada a uma boa estrutura de apoio familiar e valores sólidos, e não o assistencialismo governamental. Por isso boa parte da esquerda nutre um ódio mortal à família tradicional. Enquanto os valores e a cultura não mudarem (e isso não é algo que qualquer política governamental possa alcançar), quaisquer políticas ou denúncias dirigidas à suposta injustiça da "desigualdade de renda" no mundo não passarão de palavras vazias jogadas ao vento.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Aécio é Réu!

"Ain, mas e o Aécio?" Virou réu.




Avenida Paulista nesse momento lotada de pessoas protestando contra essa golpe a democracia. Acho que não...

Agora povo de Minas, façam o favor não elege-lo esse ano nem a síndico!

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)