Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

domingo, 22 de abril de 2018

A família é uma causa da desigualdade social

Um dos tristes sinais de nossa época é ver a facilidade com que certas palavras deixam de ser usadas para descrever a realidade para assumir um tom puramente acusatório a fim de limitar ou mesmo impedir o pensamento. Talvez uma das palavras mais nocivas dentro desse aspecto seja "privilégio".

Um privilégio é, em essência, uma vantagem ilegítima conferida a uma minoria, às custas da maioria. Entretanto, o termo foi expandido de forma indefinida, a ponto de ser hoje considerado um "privilégio" qualquer vantagem que uma pessoa ou grupo possa ter sobre outro, independentemente desta vantagem ser legítima ou não ou do fato de ela ser adquirida às custas de outras pessoas ou de não gerar nenhum efeito negativo em outrem além daqueles causados pela inveja e pelo ressentimento.

Nem toda vantagem constitui um privilégio, muitas delas são apenas a consequência de realizações presentes ou passadas. Se você é convidado para debates televisivos ou para palestras com mais frequência que seus colegas graças a seu conhecimento ímpar sobre um assunto, isso não constitui um privilégio, por ter sido fruto de anos de dedicação ao tema. Mas a retórica vigente, no entanto, considera um privilégio qualquer vantagem adquirida graças a realizações passadas, ou mesmo uma maior probabilidade de se alcançar determinados níveis de realizações.

Se você já estudou alguma vez em uma escola particular ou em uma faculdade de ponta, já deve ter ouvido alguma vez que o fato de poder estar ali é um "privilégio". Esse tipo de argumento, em um tom mais acusatório, é repetido ad nauseum pelos defensores de políticas redistributivas ou cotas sociais, como uma tentativa de acusar seus adversários políticos de ganância ou egoísmo. Se essas pessoas fossem sérias, e não meros oportunistas ou iludidos, deveriam ser capazes de ter uma visão de mais longo prazo e ver o que aconteceu em gerações passadas. Em muitos desses casos, tal acusação é apenas um eufemismo para dizer que você tem oportunidades graças aos esforços e realizações de seus antepassados. Gratidão, afinal, parece ser um termo meio fora de moda hoje em dia.

Digamos, por exemplo, que você tenha nascido em um bairro pobre mas tem acesso a uma boa educação porque seu pai trabalha em 2 empregos para dar um futuro digno aos filhos, isso em uma região onde a maioria dos pais são drogados ou abandonam seus filhos. Apenas em um sentido muito restrito você é um "privilegiado" por ter melhores oportunidades que seus vizinhos. Será que essas pessoas que adoram denunciar esses "privilégios" diriam que seu pai também é um privilegiado, ou que há algo de ilegítimo em ter um pai que é um herói em um local onde a maioria dos pais são negligentes, fracassados ou inconsequentes?

Darei outro exemplo pessoal para ilustrar o meu ponto. Meu pai já me contou uma vez que teve praticamente que fugir de casa para poder estudar, tendo nascido em uma família de nível mais modesto, mas aparentemente sem muita estrutura de apoio interpessoal. Tornou-se professor universitário. Na minha infância, notas baixas na escola eram inadmissíveis. Videogames apenas nos finais de semana para não atrapalhar a rotina de estudos, mesmo quando tal rotina era desnecessária.

Já na família de outra pessoa que conheço, por acaso uma empregada doméstica, as coisas já foram bem diferentes. Tendo abandonado os estudos para trabalhar ainda na adolescência, teve 3 filhos. Uma destas reprovou diversas vezes na 4ª série, o que demonstra a diferença de exigência nos estudos entre a família dela e a minha. Em outros casos, fez um de seus filhos perder quase um ano inteiro de estudos por motivos banais que não são inteiramente de meu conhecimento. Ambas as filhas engravidaram ainda na adolescência, e assim o foi com uma das netas. Com menos de 60 anos, já é bisavó.

Será que alguém em sua sã consciência acreditaria que a família dela e a minha, caso tivessem começado no mesmo nível financeiro, teriam as mesmas chances de sucesso considerando tais diferenças de valores e de atitude? Todos aqueles que não acreditam no valor da família deveriam assistir ao filme "Mãos Habilidosas" (Gifted Hands). Baseado em fatos reais, mostra a trajetória do Dr. Ben Carson. Na adolescência, tendo inclusive sido vítima de bullying, não ia bem na escola e tinha problemas de comportamento. Tudo isso mudou graças aos esforços heroicos de sua mãe que, apesar de analfabeta, criou sozinha os 2 filhos e acreditou em seu potencial. Ben Carson formou-se médico e tornou-se um neurocirurgião renomado internacionalmente.

O que realmente importa em muitos casos, mais do que a situação financeira, são as atitudes em relação ao trabalho e estudos. O escritor inglês Theodore Dalrymple, trabalhando em bairros pobres da Inglaterra, já relatou uma vez que os filhos de imigrantes indianos são com frequência mais letrados do que as crianças de outras minorias que estudam nas mesmas escolas. Em Nova Iorque, algumas escolas de elite possuem mais estudantes asiáticos do que brancos nativos, apesar dos asiáticos serem apenas 11% da população local.

Já em outra conversa informal, ouvi comentários de que em comunidades judaicas os estudos são tratados como algo tão sagrado como qualquer outra atividade religiosa, e que entre um dos deveres sagrados do homem está o trabalho a fim de aumentar a prosperidade (inclusive material) de sua família e de sua própria comunidade. Enquanto isso, outras comunidades chegam glamorizar a pobreza e a ignorância, tratando uma vida de privações como moralmente superior ou a leitura de qualquer obra além dos textos sagrados como algo pecaminosos. Quão surpresos deveríamos estar quando constatamos que os imigrantes judeus são com frequência ainda mais prósperos que a própria população local dos países para onde se mudam?

O que realmente tira as pessoas da pobreza é a liberdade de escolha aliada a uma boa estrutura de apoio familiar e valores sólidos, e não o assistencialismo governamental. Por isso boa parte da esquerda nutre um ódio mortal à família tradicional. Enquanto os valores e a cultura não mudarem (e isso não é algo que qualquer política governamental possa alcançar), quaisquer políticas ou denúncias dirigidas à suposta injustiça da "desigualdade de renda" no mundo não passarão de palavras vazias jogadas ao vento.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Aécio é Réu!

"Ain, mas e o Aécio?" Virou réu.




Avenida Paulista nesse momento lotada de pessoas protestando contra essa golpe a democracia. Acho que não...

Agora povo de Minas, façam o favor não elege-lo esse ano nem a síndico!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

NÃO SEJA BABACA

O conceito de babaca mudou um pouco, ficou mais abrangente. Babaca é aquela pessoa que inventa ou espalha mentiras e ainda tenta ridicularizar quem não acredita em suas falácias.

Pois bem.

Em momento algum alguém disse (ou acreditou) que a corrupção e a impunidade acabariam no Brasil com a prisão do Lula, ou, que o PT é o único partido corrupto no Brasil.

Nenhuma pessoa com um nível aceitável de atividade cerebral diria ou pensaria algo desse tipo, pelo menos na minha timeline, nenhum amigo publicou esse tipo de coisa.

Lula não foi para a cadeia pelo desempenho de seu governo. O Brasil teve muitos governantes péssimos e nenhum deles foi para a cadeia por ser incompetente. A maior prova disso é Dilma livre, soltinha e falando suas asneiras por aí. E Dilma foi umas das governantes mais incompetentes que o Brasil já teve, se não foi a maior.

Óbvio que os 8 anos de governo Lula trouxeram acertos, e algumas boas ideias foram implantadas. Porém, Lula foi preso por que roubou, simples assim. E a decepção do povo brasileiro é particularmente maior com o PT do que com os demais, porque o PT (e Lula) passou anos vendendo-se como diferente dos demais partidos e, quando finalmente recebeu a chance do povo brasileiro, fez tudo da mesma forma que os outros fizeram, chafurdando na lama do que há de pior na política.

E defender um criminoso, por algumas coisas corretas que fez, é como defender o marido que espanca a mulher em casa, apenas porque ele paga as contas.

Boa parte do país está feliz com a prisão de Lula, pois, numa terra de impunidade galopante, conseguir processar (com lisura), com amplo direito de defesa, provar a culpabilidade de um ex-presidente, condená-lo e prendê-lo é uma grande vitória.

Acabou? Claro que não, e todos sabemos disso.

Tem muito corrupto esperando a sua vez de ir para a cadeia, de vários partidos e defensores das mais diversas ideologias. E muitos desses corruptos, estão hoje protegidos por uma aberração, chamada foro privilegiado.

Se vocês se lembrarem bem, o próprio Lula quando se viu atolado até o pescoço em denúncias e com a justiça já em seus calcanhares, tentou conseguir um foro privilegiado, fazendo-se ministro de Dilma em seus momentos derradeiros.

A luta contra a corrupção está longe de acabar. Não minta dizendo que não sabemos disso, pois, sabemos sim. E se a sociedade quer mesmo seguir nessa luta, o próximo alvo é o fim do foro privilegiado.

Essa é a bandeira que a sociedade organizada e movimentos como MBL, Vem pra rua e outros tem de comprar.

É uma luta longa que pode levar muito tempo, mas, você pode ajudar. É só não reeleger alguns políticos que estão na mira do MPF e da PF, e que hoje se escondem atrás do foro privilegiado.
Faça a sua parte. E não seja babaca.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Aos hipócritas do Facebook sobre a Síria

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Vocês ai que estão preocupados com a situação da Síria. Deixe eu te contar umas verdades que talvez vocês não gostem de ler.

1 - A maioria dos vídeos e fotos que estão circulando na internet não são da Síria, pois Síria não é o único lugar no Oriente Médio que está em guerra;

2 - A situação da guerra melhorou muito, pois o ISIS, estado islâmico perdeu territórios importantes no pais

3 - A Síria está em guerra desde 2011, me espanta que só agora as pessoas tenham percebido isso, na verdade não me espanta e nos últimos itens irei dizer o porque;

4 - A imprensa deu destaque a situação dos refugiados nos últimos anos até com bastante ênfase.

5 - A maioria dos refugiados estão migrando para a Europa e para países como o Brasil, nunca para países árabes riquíssimos como a Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos;

  • 5.1 - apenas as pessoas nascidas nos países citados são considerados reais muçulmanos, por isso fecharam as fronteiras; 6 - A liga dos Estados árabes, a qual a Síria fazia parte (esta suspenso), não tem dado a mínima sobre isso;

7 - O Brasil possui uma das maiores comunidades de sírios no mundo e tem a maior concentração Libaneses fora do Líbano. Vários dos refugiados sírios estão aqui, vendendo comida árabe nas saídas de estações do metro de Rio e SP, compre algo deles já que vocês se importam tanto;

8 - Não me espanto com a repentina preocupação de vocês sobre os sírios, porquê realidade cruel da vida, é que vocês não se importam com a Síria, só querem fazer parecer que se importam para criticar alguma situação ou até mesmo a atenção que a mídia dá a alguém que você não gosta;

9 - Boa tarde gente engajada, procurem um filtro pra por no seu avatar e não se esqueça; #PrayforSyria

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Dossiê Ciro Gomes, ou porque não voto em Ciro Gomes

Estamos dando um descanso ao "mito de barro" e ao "9 dedos" para pegar no pé de outro oportunista e herdeiro de uma das mais antigas oligarquias políticas do Brasil, Ciro Gomes, cuja a família disputa eleições desde 1890


Oligarquia Centenária

 

A família Gomes de Sobral pode certamente ser considerada uma das oligarquias mais antigas do Brasil uma vez que disputa eleições desde o ano de 1890. Ciro e seu irmão Cid Gomes são herdeiros dessa oligarquia.

Tendo como vitrine a cidade de Sobral (CE), a oligarquia dos Gomes sempre demonstrou ter como sonho botar Ciro na Presidência da República.

Ainda em 2007 a revista Paiauí fez uma matéria escancarando essa "tradição" centenária dos Gomes na Politica, gerando até certa irritação de Ciro.

http://piaui.folha.uol.com.br/materia/oligarquia-irritada/

A revista ainda definiu:

Como oligarquia é o regime político em que o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes à mesma classe ou família, os Gomes não têm por que se irritar. Poderiam até se alegrar, já que, ao contrário de outras oligarquias nordestinas, como os Sarney, os Magalhães, os Alves e os Maia, que foram humilhados nas urnas na última eleição, eles estão por cima da carne-seca. Desbancaram o grupo capitaneado pelo senador tucano Tasso Jereissati, têm cinco da família em cargos eletivos e são os chefes políticos incontestes do Ceará.

NT do Blog:
Assim como não consideramos que um político de com 28 anos de inutilidade no congresso nacional como Bolsonaro possa representar algum tipo de mudança para o Brasil entendemos  o mesmo sobre Ciro Gomes.

Sem papas na língua


- Sem Papas na língua irmãos Cid e Ciro Gomes colecionam momentos de grosseria ou "verdade"

 http://www.huffpostbrasil.com/2015/03/19/sem-papas-na-lingua-irmaos-cid-e-ciro-gomes-colecionam-momentos_a_21681588/


Bolsonaro não é o único que coleciona polêmicas e declarações lamentáveis. Seu igual concorrente de sinal trocado, Ciro Gomes também não deixa nada a dever...

- O ex-governador do Ceará e ex ministro do governo Lula possui 80 processos por danos morais a maioria de outros políticos
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/ciro-responde-a-80-processos-por-danos-morais-so-no-ceara-informa-jornal/

 

Machismo

 

Para um candidato representante da esquerda Ciro Gomes coleciona pérolas em declarações lamentáveis sobre mulheres, a começar pela sua própri esposa Patricia Pillar quando numa entrevista em sua campanha à presidência em 2002 disse a seguinte frase quando questionado sobre a importância de sua esposa: "A minha companheira tem um papel fundamental. Ela dorme comigo". A declaração repercute até hoje.



Mais recentemente ele soltou outra declaração impertinente sobre a candidatura de Marina Silva à presidência:

https://blogdacidadania.com.br/2017/10/pelo-brasil-ciro-gomes-precisa-pensar-antes-de-falar/


Destempero

 

Em 2014, então secretário de Saúde do Ceará, Ciro Gomes, mandou o irmão de uma paciente com câncer "ir à merda". O parente de Ana Joaquina, 56 anos, questionava Gomes sobre a falta de dinheiro para comprar remédio, enquanto o estado construía estádio.

Entre pedidos de "mais saúde e menos Copa", Ciro mais uma vez detonou um paciente:

https://www.youtube.com/watch?v=pP_PVc6wOws




- O retrospecto de Ciro Gomes e o risco que ele representa



http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/o-retrospecto-de-ciro-gomes-e-o-risco-que-ele-representa/

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff se aproximando, a esquerda brasileira já vem buscar a sua reorganização desde já. A personificação dessa reorganização está na figura do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, recém-ingresso em um dos partidos mais fiéis da quase exterminada base governista, o PDT. O paulista radicado no Ceará tem reunido em torno de si praticamente toda a esquerda, da ala social-democrata até os mais ferrenhos governistas petistas com o seu discurso.

Poderia ser a esquerda brasileira procurando um novo nome para renovar o espectro, após o fracasso do governo do PT. Mas, Ciro já é uma figurinha carimbada da política brasileira. Em 1979, o então estudante de direito da Universidade Federal do Ceará, foi vice-presidente da chapa “Maioria” na eleição da União Nacional de Estudantes. Tal chapa era apoiada pelo PDS, partido que dava sustentação ao governo militar e pelo mesmo PDS, Ciro foi eleito deputado estadual no estado nordestino em 1982.

No ano de 1983, Ciro trocava pela primeira vez de partido. Deixava o PDS rumo ao PMDB, partido pelo qual se reelegeu deputado estadual em 1986 e, dois anos mais tarde, Ciro liderou junto com Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati o racha interno do PMDB, que deu origem nascer o PSDB.

Pelo partido tucano que Ciro começa a ganhar expressão nacional, sendo eleito governador em 1990 e começando a formar uma máquina eleitoral forte no estado, tornando-se o mais novo coronel da política nordestina. Ao final do seu mandato como governador, é convidado pelo presidente Itamar Franco para assumir o Ministério da Fazenda, substituindo Rubens Ricupero pelo chamado “escândalo da parabólica”, ficando na cadeira até a posse de Fernando Henrique

Em 1996, sua máquina política elege seu irmão, Cid Gomes, prefeito da cidade de Sobral, ainda pelo PSDB. Após as eleições municipais de 1996, Ciro é convidado pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire para ingressar nas fileiras do partido. Nos anos de 1998 e 2002, Gomes se lança candidato à presidência pela legenda, ficando em terceiro lugar em 1998 e em quarto em 2002.

Ciro consegue, ainda, com sua máquina política, eleger em 2002 sua ex-esposa, Patrícia Saboya ao Senado.

Com a posse de Lula, Ciro é convidado para integrar o Ministério da Integração Nacional, ocupando a pasta de 2003 até 2006, quando se lançou a deputado federal em mais uma troca partidária: Ciro deixava o PPS, que desembarcara da base governista e migrava junto com seu irmão Cid para o PSB. Neste contexto, Ciro elege-se deputado federal e o seu irmão, governador do estado. Na eleição de 2006 Ciro coloca mais um integrante da família Gomes na máquina administrativa do Ceará, com a eleição de seu irmão Ivo Gomes para o cargo de deputado estadual, enquanto ajuda na reeleição de seus irmãos para os cargos de governador e deputado estadual e articula, no segundo turno, a campanha da candidata Dilma Rousseff à presidência da república pelo PT.


Ciro, então, é nomeado por seu irmão Cid para a Secretaria Estadual de Saúde em 2013, quando realiza mais uma troca partidária. Com o desembarque do PSB da base governista ele, e boa parte dos seus aliados políticos, se mudam para o recém-criado PROS. Em 2014, a máquina da família Gomes ajuda a eleger o petista Camilo Santana ao governo do estado. Tal fidelidade ao governo Dilma fez com que o irmão de Ciro, Cid Gomes, assumisse o Ministério da Educação. Porém, após uma discussão entre Cid e o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha, envolvendo até troca de ofensas entre os dois, Cid perde o cargo de ministro.
Ciro Gomes já vinha preparando nos bastidores a sua volta ao cenário, deixando a área de articulação política e, no início desse ano, ele, seu irmão, Ivo e seus aliados deixam o PROS rumo ao PDT. Hoje, Ciro Gomes está sintonizando seu discurso com a militância acadêmica e política de esquerda, carentes de lideranças após os andamentos da Operação Lava-Jato e a queda gradual do ex-presidente Lula e da atual presidente Dilma Rousseff, para ser o candidato a presidência em 2018.

Ciro Gomes não significa a renovação do sistema político e, sim, mais um dos políticos profissionais e fisiologistas que a população brasileira se cansou de ver e ouvir. Representa em si tudo que buscamos fugir, que é a fusão entre o socialismo e o fisiologismo, fusão essa que ajudou a deteriorar o país nesses últimos treze anos de governo do PT.




"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)