Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Alexandre Borges: "nunca se coloque entre um esquerdista e o dinheiro dos impostos"




Entenda o caso da morte de Eric Garner, ocorrida em 17 de julho:

Eric Garner, 44 anos, 1,91m e 160kg, tinha asma e problemas cardíacos. Ele foi abordado por policiais sob a acusação de vender cigarros no "varejo", ou seja, por unidade, o que é proibido.

- Nova York foi administrada por Michael Bloomberg, um radical que mandou a polícia, explicitamente, reforçar o combate a esse tipo de comércio. Uma cidade do tamanho de Nova York, com os problemas que têm, elegeu como prioridade o combate à venda de cigarros no varejo, o que é a tara de gente como Bloomberg.

- Ao ser abordado pelo policial, Eric Garner, que estava desarmado, disse que estava cansado de ser assediado pela polícia, que não estava vendendo nada e repetiu "me deixem em paz". Ele não demonstrou sinais de que iria reagir violentamente, o que faz o caso dele completamente diferente ao do assaltante Michael Brown, em Ferguson, explicado aqui: http://on.fb.me/1rsLuwk

- O policial pede para Garner colocar as mãos para trás para ser algemado e depois dá uma gravata nele, um procedimento proibido pela polícia de NY. Garner cai no chão dizendo "eu não consigo respirar" ("I can't breathe"), tem um ataque cardíaco e morre. Tudo filmado.

- O crime alegado foi apenas uma inofensiva venda de cigarros. Como disse a escritora e analista Ann Coulter sobre o caso, "nunca se coloque entre um esquerdista e o dinheiro dos impostos". Nesse caso, uma suposição de não pagamento de impostos causou uma morte estúpida de um homem de 44 anos.

- Os policiais foram mandados para o júri e dispensados do julgamento, foram considerados inocentes, assim como aconteceu com Darren Wilson em Ferguson. Mesmo assim, repito, são casos totalmente diferentes.

- Os policiais e paramédicos, pelas imagens, parecem ter sido negligentes no atendimento médico a Eric Garner. Como gravata normalmente não mata ninguém, é possível que tenham achado que Garner estava simulando a asfixia. Isso não é desculpa para a negligência no seu atendimento.

- Os policiais fizeram uso excessivo de força neste caso? É possível que sim, tudo leva a crer que sim. A justiça falhou? É possível também. O caso deve ser reaberto? Na minha opinião, deve.

Dito isso, é importante lembrar que não podemos reagir automaticamente nesses casos que inflamam à esquerda, que normalmente está errada, falseando dados e construindo narrativas para avançar a agenda ideológica.

É bem possível que, neste caso específico, a polícia e a justiça tenham falhado, mas qual país no mundo exerce a auto-crítica com tanta ênfase quanto os EUA? É bem possível que o caso seja reaberto e os culpados pela morte de Eric Garner, responsabilizados.

Mesmo que os policiais e os paramédicos sejam condenados, nada justifica a absurda narrativa repetida diariamente na imprensa mundial de que há uma perseguição aos negros pela polícia americana. É simplesmente mentira. A própria filha de Eric, entrevistada na CNN, disse: "a morte do meu pai não tem nada a ver com racismo, tem a ver com o erro do policial e com ele ter 160kg."

Os EUA registram mais de 1.100 casos de chamados policiais por roubo todos os dias. Se houvesse uma crise de assassinato de negros, por que casos como os de Michael Brown não aparecem todos os dias? Simplesmente porque são raríssimos.

Em 2010, como mostram os dados do vídeo "The Real Race War", foram registrados 62 mil agressões ou atos violentos de brancos contra negros nos EUA. No mesmo ano, 320 mil brancos foram vítimas de atos violentos perpetrados por negros, 5 vezes mais. Como nos EUA há 38 milhões de negros e 200 milhões de brancos, a proporção de crimes cometidos por negros contra brancos é 25 vezes maior do que o contrário. Quando se leva em conta apenas as estatísticas de crimes com violência física, a proporção dispara a de 25 para 200 vezes mais. A proporção em relação a estupros nem pode ser feita porque o número de brancos estuprando negros é próximo de zero no país.

Você não verá esses números na grande imprensa, assim como dados do FBI que mostram que mais de 90% das mortes de negros nos EUA são causadas por outros negros.

A esquerda não está preocupada com a verdade dos fatos e com a vida dos negros, que estão sendo dizimadas principalmente nas grandes cidades administradas pelo Partido Democrata. A criação de uma narrativa falsa, diversionista e embusteira servirá apenas para que as verdadeiras causas da violência não sejam combatidas e que pobres e negros continuem sendo assassinados, ao menos aqueles que o lobby abortista da esquerda não consegue matar no útero das mães.

"The Real Race War" Bill Whittle http://youtu.be/iGTUcS-yQtQ

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Humorista do Portas dos Fundos faz criticas ao Liberalismo ao "NOVO" e sugere Eike como exemplo de administração privada

O humorista Gregório Duvivier em uma coluna na (Reaça) Folha de São Paulo escreveu fazendo criticas ao Liberalismo/Libertarianismo e ao Partido NOVO (Do qual nem sou muito alinhado ideologicamente).

Entre várias tentativas de fazer ironia engraçadinhas temos algumas pérolas que são dignas de um "Control V" neste Blog:

"Bom mesmo era entregar o país nas mãos de um puta empresário. Tipo o Eike. Ou o presidente da Gol. Esse daí é um gênio. "Acabou essa festa de todo mundo ganhar barrinha de cereal. Agora você tem que pagar por ela. E caro." É disso que o Brasil precisa: de um bom CEO, com MBA no exterior, que manje de marketing, "people management" e Excel. Vou ligar para o Eike. Vai que ele topa. Acho que hoje em dia ele topa".

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2013/12/1379227-partido-novo-do-estado-minimo.shtml

Já já comento isso. Agora vamos com a cereja do bolo, uma publicação em sua página:

https://www.facebook.com/gregorioduvivier/posts/614250648636898?comment_id=5375094&notif_t=like

Esse post consegue ser ainda pior. faço questão de citar alguns pontos:

A coluna de hoje tem suscitado a revolta dos que não entenderam, a revolta dos que entenderam e se sentiram ofendidos, e muitas perguntas sobre minha real opinião sobre o assunto. Aí vai: acho nobre o surgimento de um partido sem "caciques políticos", isto é, que surja unicamente da vontade popular, como é o caso do Partido Novo. No entanto, não concordo com os ideais utilizados, nem com os padrinhos adotados. Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo - e acho que nesse aspecto o partido novo é velho. Sou a favor de um estado presente, não só na saúde e na educação, mas na cultura e no mercado. Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista. Significa simplesmente que ainda acredito na necessidade do Estado fomentar, proteger, intervir. Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo, mais escolas, mais teatros e hospitais públicos, e de melhor qualidade, mesmo que isso signifique mais impostos. Talvez o velho seja eu, já que o liberalismo e o libertarianismo estão "super em voga". A vantagem é que eles pregam a liberdade de expressão e nisso a gente concorda. Então, pelo menos, discordem educadamente, senão fica contraditório.

Vamos lá: Já começa mal dizendo que é a favor do partido, o qual faz questão de lembrar que não possui caciques, mas mas está fazendo um artigo que deixa claro é contra ao mesmo ao fazer mal uso de ironia dando resultados altamente questionáveis.

"Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista". Não, significa apenas que está seguindo a regra número 1 do Manual do idiota útil:  1ª Lição: Nunca assuma em público que é um comunista socialista, negue até a alma sempre.

"Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo" 

Depois consegue igualar Rodrigo Constantino com Ludwig Von Misses. Logo o Constantino que não é unanimidade nem entre os Liberais. Não vou nem comentar mais, pois é óbvio que o "humorista" não faz ideia do que está falando. O que é engraçado, até.

"Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo"


 Tá resumida a real intenção: Bolsa Rouanet "mesmo que isso signifique mais impostos". Imposto no rabo dos outros para seu beneficio próprio é refresco, não é? É nisso que dá quando o Estado subsidia as artes, Bastiat tinha razão. No final não passa de mais um celebridade advogando em causa própria.

De resto sobre o artigo na folha me preocupa muito um humorista que não saiba fazer bom uso de ironia. Mas me preocupa muito mais o cara citar o Eike que é 100% financiado pelo BNDES como exemplo de administração privada.

Quando foi que o Brasil teve liberalismo?

Faço ao Gregório a segunte pergunta levantada por um dos comentaristas, chamado Túlio Valverde: "Que tal o Porta dos Fundos passar a ser estatal e vocês funcionários públicos? Estaria disposto a aceitar receber muito menos, estar atrelado a diretrizes e regulamentações e perder a pluralidade de idéias e o dinamismo que tornou o PF tão famoso na internet?" O deputado Feliciano ia adorar cortar as asinhas de vocês.

No mais Gregório, Libertários/Liberais atuam para que manés como você, possam emitir sua opinião mesmo que seja completamente idiota e sem embasamento. Defendemos também liberdade econômica, para que outros humoristas como você possam empreender em canais da internet e lucrar com seu trabalho para exatamente não dependerem de projetos incentivados pelo governo.

Ainda estou rindo da ideia do Eike como exemplo de administrador privado. Quem sabe você não leve mesmo jeito pro humor...

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)