Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

Mostrando postagens com marcador Meritocracia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meritocracia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Meritocracia: "O porteiro do puteiro"

Fonte: Facebook

Não há indicações de que a história seja totalmente verídica mas merece ser contada.

Porteiro do Puteiro: Uma história que traz lição para todos!

 Não havia no povoado pior emprego do que ‘porteiro da zona’. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem?

O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem escrever, não tinha nenhuma outra atividade ou ofício. Um dia, entrou como gerente do puteiro um jovem cheio de ideias, criativo e empreendedor, que decidiu modernizar o estabelecimento.

Fez mudanças e chamou os funcionários para as novas instruções.

Ao porteiro disse:

 - A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários e reclamações sobre os serviços.
 - Eu adoraria fazer isso, senhor, balbuciou
 - Mas eu não sei ler nem escrever.
 - Ah! Quanto eu sinto! Mas se é assim, já não poderá seguir trabalhando aqui.
 - Mas senhor, não pode me despedir, eu trabalhei nisto a minha vida inteira, não sei fazer outra coisa. - Olhe, eu compreendo, mas não posso fazer nada pelo senhor. Vamos dar-lhe uma boa indenização e espero que encontre algo que fazer. Eu sinto muito e que tenha sorte.

Dito isso, deu meia volta e foi embora. O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. Que fazer?

Lembrou que no prostíbulo, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava, com cuidado e carinho.

Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um emprego.

Mas só contava com alguns pregos enferrujados e um alicate mal conservado.

Usaria o dinheiro da indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa.

Como o povoado não tinha casa de ferragens, deveria viajar dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra. E assim fez.

No seu regresso, um vizinho bateu à sua porta:

 - Venho perguntar se você tem um martelo para me emprestar.
 - Sim, acabo de comprá-lo, mas eu preciso dele para trabalhar, já que…
 - Bom, mas eu o devolverei amanhã bem cedo.
 - Se é assim, está bem.
 Na manhã seguinte, como havia prometido, o vizinho bateu à porta e disse:

- Olha, eu ainda preciso do martelo. Porque você não o vende para mim?
 - Não, eu preciso dele para trabalhar e além do mais, a casa de ferragens mais próxima está a dois dias de viagem, de mula.
 - Façamos um trato – disse o vizinho.

Eu pagarei os dias de ida e volta, mais o preço do martelo, já que você está sem trabalho no momento. Que lhe parece?

Realmente, isto lhe daria trabalho por mais dois dias. Aceitou.

Voltou a montar na sua mula e viajou.
No seu regresso, outro vizinho o esperava na porta de sua casa.

- Olá, vizinho. Você vendeu um martelo a nosso amigo.
- Eu necessito de algumas ferramentas, estou disposto a pagar-lhe seus dias de viagem, mais um pequeno lucro para que você as compre para mim, pois não disponho de tempo para viajar para fazer compras.
- Que lhe parece?

O ex-porteiro abriu sua caixa de ferramentas e seu vizinho escolheu um alicate, uma chave de fenda, um martelo e uma talhadeira. Pagou e foi embora. E nosso amigo guardou as palavras que escutara: ‘não disponho de tempo para viajar para fazer compras’.

Se isto fosse certo, muita gente poderia necessitar que ele viajasse para trazer as ferramentas.

Na viagem seguinte, arriscou um pouco mais de dinheiro, trazendo mais ferramentas do que as que já havia vendido.

De fato, poderia economizar algum tempo em viagens.

A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam encomendas.

Agora, como vendedor de ferramentas, uma vez por semana viajava e trazia o que precisavam seus clientes.

Com o tempo, alugou um galpão para estocar as ferramentas e alguns meses depois, comprou uma vitrine e um balcão e transformou o galpão na primeira loja de ferragens do povoado. Todos estavam contentes e compravam dele.

Já não viajava, os fabricantes lhe enviavam os pedidos. Ele era um bom cliente. Com o tempo, as pessoas dos povoados vizinhos preferiam comprar na sua loja de ferragens, a ter de gastar dias em viagens.

Um dia ele lembrou de um amigo seu que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos.

E logo, por que não, as chaves de fendas, os alicates, as talhadeiras, etc …

E após foram os pregos e os parafusos…

Em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.

Um dia decidiu doar uma escola ao povoado.

Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam algum ofício.

No dia da inauguração da escola, o prefeito lhe entregou as chaves da cidade, o abraçou e disse:

- É com grande orgulho e gratidão que lhe pedimos que nos conceda a honra de colocar a sua assinatura na primeira página do livro de atas desta nova escola.
 - A honra seria minha, disse o homem. Seria a coisa que mais me daria prazer, assinar o livro, mas eu não sei ler nem escrever, sou analfabeto.
 - O Senhor? disse incrédulo o prefeito. O senhor construiu um império industrial sem saber ler nem escrever? Estou abismado.
Eu pergunto: - O que teria sido do senhor se soubesse ler e escrever?
 - Isso eu posso responder, disse o homem com toda a calma: – Se eu soubesse ler e escrever… ainda seria o PORTEIRO DO PUTEIRO.
Então diga seu nome para que possamos escrever ao menos na ata.
- Meu nome é Valentin Tramontina, respondeu ele.




Essa história e refere-se ao grande industrial Valentin Tramontina, fundador das Indústrias Tramontina, que hoje tem 10 fábricas, 5.500 empregados, produz 24 milhões de unidades variadas por mês e exporta com marca própria para mais de 120 países – é a única empresa genuinamente brasileira nessa condição. A cidadezinha citada é Carlos Barbosa, e fica no interior do Rio Grande do Sul.

http://www.tramontina.com.br/institucional/historia
Geralmente as mudanças são vistas como adversidades.

As crises estão cheias de oportunidades.

Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Mais meritocracia menos igualitarismo demagógico


Imagem publicada pela página Anonymous Rio do Facebook -  (socialistas disfarçados de hackers anarquistas) onde travei um debate sobre Meritocracia e Igualitarismo. Mais uma dessas imagens com demagogias que a "esquerda Iphone" delira de tesão.

Engraçado porque eu filho de uma mãe divorciada, retirante, faxineira vivendo em um morro da baixada fluminense. Graças ao esforço e luta dessa mãe que nunca quis depender do governo, trabalhou em duas ou três casas pra me proporcionar o melhor ensino possível. Hoje sou formado. Trabalho no meio privado e, posso não ser rico e ainda nem ter vencido na vida mas, estou bem longe do esterótipo que a sociedade espera de um filho de uma retirante pobre, semi-analfabeta e divorciada.

Assim como todos de minha família, que podem não ser ricos, mas são todos trabalhadores e honestos. Nunca precisaram roubar ninguém por um par de tênis. Pagam suas contas vivem bem na medida do possível. Não vivem as custas de esmolas do estado. Eu já os considero vencedores. Para a esquerda Iphone, ser vencedor é definido por ter dinheiro e poder viajar para vários países. (Acessem o link e vocês verão tais comentários)

As estatísticas dizem o contrário, os números frios de pesquisas quantitativas dizem o contrário. Talvez para cada pobre que vença na vida, 10 filhos de classe média não precisaram se esforçar para ter algo na vida. Será? Falemos dos números sim. Mas falemos também das pessoas acomodadas de ambos os lados. Já fizeram números sobre elas?

É natural que alguém que tenha nascido em bom berço tenha que se esforçar menos que alguém de origem pobre. Querer mudar ou impedir isso é inverter a lógica, é tirar um direito natural de um individuo herdar o que seus pais construíram. É punir o filho pela competência, ou sorte, do pai. Mas nem todo berço de ouro pode garantir o futuro se o mesmo individuo for um completo incompetente.

Não sinto raiva de quem tem berço de ouro, pelo contrário. To lutando para que os meus nasçam em um. E se não cheguei onde quero, deve-se unica e exclusivamente aos meus erros.

Esperar que alguém dê algo para sociedade em troca apenas por já ter nascido com as portas abertas para o sucesso é ingenuidade. Isso é uma atitude que cabe a cada um, e depende exclusivamente de sua consciência.

Infelizmente os filhos de classe média que poderiam ser grandes empreendedores, gerar emprego e contribuir verdadeiramente á sociedade gostam mesmo é de se acomodar em um emprego publico pois, puderam estudar sem se preocupar em trabalhar. Já maior parte das pessoas vencedoras e geradoras de emprego que eu conheço eram de origem simples.

Empreender é para poucos, mas uma necessidade pra quem é pobre. Restando empreender na informalidade.

Sobre o bebê real inglês, vocês antes de reclamar devem questionar o povo inglês sobre o assunto. Pois eles não aparentam se importar em sustentar a Família Real. Enquanto nós sustentamos várias "famílias reais" a contra gosto.

Sustentamos inclusive alguns filhos da "Esquerda Caviar" que posa de boazinha na internet, mas basta um filho de pobre bater de frente com eles, e recusar a piedade dessa gente escrota que eles mostram a verdadeira cara.

Então, se querem vir falar de meritocracia, estou a disposição. Tenho muita história e muitos exemplos pra contar.

Atualização

Já lá no Facebook. Os socialistas de Iphone estão perdendo a linha e mostrando a verdadeira cara. Vejam o que um escreveu:

"Primeiro que esse Marcos fala como se hoje ele fosse rico, tivesse viajado o mundo, tivesse carros e casas em seu nome" 

Eis minha resposta: Maravilhoso ver as máscaras de Guy Fawkes caindo.

Não preciso de nada disso para me orgulhar do que minha mãe, meu exemplo máximo de meritocracia, e de outros tantos exemplo que conheço na vida.

O melhor que as agressões e o desdém de alguns dos comentaristas aqui depõem muito mais a favor de mim do que da demagogia de vocês. Agradeço me forneceram material suficiente pra comprovar o que eu penso.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)