Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Uma imagem que vale mais que mil palavras


Eu sempre disse que detestava esse povo da UNE....


Mais posts sobre a UNE:

  • A nova e vendida juventude politizada do Brasil
    UNE, que recebeu quase R$ 1 milhão do governo, defende Petrobras em passeata.
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  • Estatais patrocinam congresso da UNE: R$ 4 milhões

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  • O uso das aspas para desabonar manifestação legitima escancara a cara-de-pau governista...

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  • Sobre o discurso apartidário

http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/12/sobre-o-discurso-apartidario.html

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A hora do Rancor: Slayer - Uma video-aula de história sobre Holocausto para coleguinhas de Ahmadinejad na UNE

Em tempos em que o extremismo vem crescendo na Europa, principalmente em países em crise como a Grécia, é preocupante que até mesmo aqui no Brasil movimentos estudantis venham tendo comportamento de torcidas organizadas. Chegando ao cúmulo de irem babar o ovo de um dos líderes mundiais mais infames do planeta; É sempre bom relembrar o passado. Para evitarmos repetir certos erros.

Um alerta este vídeo contém imagens fortes.


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E ainda tem até hoje quem seja idiota de achar que esta musica é uma apologia ao nazismo; se fosse assim o Slayer não iria se preocupar em relatar com detalhes os horrores do holocausto. Eles negariam, assim como fez um certo presidente iraniano.

Essas imagens deviam ser exibidas para os vagabundos da UNE que foram lamber as botas do Mahmoud Ahmadinejad na Rio +20, pois possivelmente andaram faltando às aulas de história.

Lembrando que o comunismo soviético, defendido por muitos deles, também matou e em escala até maior que o Holocausto).

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Uma análise sobre o Movimento Estudantil e as manifestações da USP, por Luciana Bonfim

Por Luciana Bonfim: Estudante do 2º ano e presidente do C.A. de Letras da Unioeste - campus de MCR-PR.


ACADÊMICOS DE LETRAS! Em vista do acontecido na USP (para alguns, ocupação, para outros, invasão da reitoria) e das eleições para o DCE da Unioeste de MCR, acho importante que pensemos sobre o movimento estudantil (ME) no nosso curso de LETRAS.

Tenho visto uma enorme quantidade de pessoas se pronunciando a respeito do que aconteceu na USP essas duas últimas semanas. Em sua maioria, acham um absurdo que “maconheiros filhinhos de papai tenham invadido e depredado a reitoria”. Um momento: SOMOS ESTUDANTES DE LETRAS! Temos noções de Semântica e de Linguística. Conhecemos Análise do Discurso. Temos condições de olhar para esse falatório geral e, como estudantes de LETRAS, refletir a respeito desse assunto.

Em primeiro lugar, impressiona a maneira como o discurso da mídia é imediatamente aceito pela maioria das pessoas, muitas das quais nunca pisaram num DCE ou participaram de alguma forma do ME. Temos visto ano após ano, JELL após JELL, acadêmicos apresentarem artigos em relação ao discurso de meios de comunicação pertencentes a grupos dominantes na sociedade. É, no mínimo, ingenuidade que aceitemos de imediato o que estes meios de comunicação repassam como sendo a versão verdadeira dos fatos.

Também impressiona a forma como temos a tendência a aceitar que a instituição da Polícia aja de maneira violenta em relação aos cidadãos civis – contanto que nossa posição seja contrária a de quem está apanhando. Que não sejamos ingênuos a ponto de não considerar a Polícia como um dos aparelhos reguladores do Estado. Entretanto, o que o cidadão civil espera da Polícia é, basicamente, segurança e proteção de seu patrimônio e de sua vida.

Chegamos, então, a um ponto crítico. Alguns de vocês argumentarão que a Polícia estava protegendo o patrimônio público. Outros defenderão que os estudantes exerciam seu direito de manifestação contra o que consideraram abuso de autoridade, além do mais, o patrimônio público também pertence aos estudantes e era um problema interno da universidade. Então, outros contra-argumentarão dizendo que os estudantes estavam depredando um patrimônio que também é nosso... num ping-pong infinito de argumentações. Entre vários desses argumentos, se destaca aquele que diz que os estudantes que ocuparam/invadiram a reitoria não representavam a maioria dos estudantes da USP.

ATENÇÃO, ACADÊMICOS DE LETRAS! Este é um dos argumentos mais utilizados pelas pessoas não-favoráveis à ocupação/invasão! A decisão dos estudantes, tomada em assembléia na presença de 600 acadêmicos, é soberana! A Assembléia Geral dos Estudantes se constitui na mais importante instância de decisões do ME. Com onze campi e um total aproximado de 80.000 acadêmicos, é óbvio que 600 alunos não representam a maioria dos estudantes da USP, nem a maioria dos estudantes do campus da capital. A minha pergunta é: ONDE É QUE ESTÃO OS OUTROS ESTUDANTES daquele campus que não concordam com a decisão dos 600 colegas? Eu respondo onde é que estão: estão em suas casas, “xingando muito” no Twitter e no Facebook (!!!), apoiando a violência da Polícia Militar e argumentando que não são representados pelos ocupantes/invasores da reitoria. Se estes estudantes se fizessem representar em assembléias dos seus cursos ou do DCE, então saberíamos, verdadeiramente, se a maioria dos acadêmicos era a favor ou contra a ocupação/invasão. Não precisaríamos depender de informações ideologicamente deturpadas dos meios de comunicação dominantes que são repetidas como bastiões da verdade.

O QUE ESTA HISTÓRIA DA USP NOS ENSINA, pelo menos em termos de participação acadêmica no movimento estudantil? Que precisamos nos fazer representar. Que precisamos estar presentes nas discussões que envolvem a política do nosso curso de LETRAS e da nossa universidade. Que precisamos conhecer em quem votamos e por que votamos. Chega desse nhé nhé nhé de que os líderes do ME das universidades não representam os estudantes. Os estudantes PRECISAM SE FAZER representados! Chega de chover no molhado e ficar falando o óbvio: os presidentes dos diretórios e centro acadêmicos não representam MESMO os acadêmicos, são os acadêmicos que precisam encher as reuniões, as assembléias e acabar, de uma vez por todas, com essa história de um grupo de 20 alunos falar em nome de 1.500 acadêmicos. De 600 ou 3.000 pessoas decidirem por 80.000.

Dia 10/11/2011 tem eleição para o DCE da Unioeste MCR. Discuta com a sua turma e grupo de amigos. Procure saber as propostas. E não deixe de cobrar dos que forem eleitos. Afinal, eles estão lá para representar os estudantes! Em 2012, compareça às reuniões e às assembléias dirigidas pelos C.A. e DCE! Perguntem! Palpitem! Discordem! Argumentem! Sugiram! Cobrem! FAÇAM ALGUMA COISA!

Luciana Alves Bonfim.
08/11/2011.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Estatais patrocinam congresso da UNE: R$ 4 milhões

"Ô Grobo"
GOIÂNIA - Com expectativa de receber cerca de 10 mil universitários, e ao custo estimado de R$ 4 milhões, começa nesta quarta-feira em Goiânia o 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), que será o maior encontro realizado pela entidade até hoje. Entre os patrocinadores estão empresas estatais, como a Petrobras.

Antiga aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá comparecer ao evento, a UNE também apoiou a eleição de Dilma Rousseff no segundo turno da disputa presidencial de 2010. Para a realização do encontro, a entidade conta ainda com o apoio do governo de Goiás (PSDB) e da Prefeitura de Goiânia (PT), além da arrecadação com as taxas de inscrição dos estudantes.

No encerramento do congresso, domingo, cerca de seis mil delegados escolherão o sucessor do presidente da UNE, Augusto Chagas, que não concorrerá à reeleição. Na programação do evento, a UNE anunciou a presença de Lula ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, na quinta-feira, no encontro com alunos beneficiados pelo ProUni, criado em 2004.

Segundo Chagas, a entidade aproveitou a proximidade com Lula para encaminhar reivindicações históricas. É o caso do ProUni e da alteração no crédito educativo, que foi flexibilizado e acabou com a exigência do fiador para a concessão do financiamento.
- A oportunidade do diálogo com Lula permitiu apresentar nossas propostas, atendidas pelo presidente - disse Chagas.

Chagas afirmou que o congresso tem o apoio de várias estatais, mas que somente após a abertura do evento terá a noção de quantas dessas empresas são patrocinadoras, e o montante destinada por cada uma:
- Tem estatais apoiando. Alguns desses apoios ainda estão se concretizando. Vamos publicizar essas informações quando estiver tudo fechado.

Para alojar os estudantes, o governo estadual cedeu 12 ginásios e escolas. A prefeitura contribuiu com banheiros químicos, além de ambulâncias do Samu para emergências.

O congresso inclui temas como a "o impacto dos agrotóxicos", além de atos em defesa da Comissão da Verdade, sobre violações na ditadura, e pela destinação de 10% do PIB para a educação. Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) são esperados no evento.

Comentário: Sempre desconfiei do porque nego na faculdade brigava tanto pra fazer parte de DCE, até tinha uma desconfiança. Agora eu tenho certeza. Além de trampolim pra futuras carreiras politicas também pode ser algo muito rentável.

Eu deveria comentar que os atualíssimos temas: "o impacto dos agrotóxicos", "Comissão da Verdade", "violações na ditadura mimimi"; escolhidos para debate não passam de mera "punheta/pseudo-intelectual/socialista/revolucionaria/de esquerda" ou posso economizar meu latim?


"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)