Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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segunda-feira, 15 de março de 2021

O genocida que ceifou 250 mil brasileiros



Sabe aquele mantra bolsonarista de que o "STF impediu Bolsonaro de agir durante a Pandemia"?

Ė hora de parar de continuar repetindo isso. Eu lamento muito ouvir isso de uma geração que com o a minha teve aulas de OSPB (Organização Sócio Política Brasileira) e Moral e Cívica. Matérias ainda do período militar.

Uma das principais peças de estudo dessas matérias é a nossa constituição. E se as pessoas tivessem uma em casa ao lado da bíblia não repetiram tanta besteira sobre tudo nesse país.
 
O STF não impediu Bolsonaro de fazer absolutamente nada, apenas confirmou que conforme manda a constituição, Somos uma república federativa de Estados. Não cabe ao governo federal tentar impedir lockdown como Bolsonaro queria. Isso é atribuição exclusiva dos Estados e municípios.

Ao governo federal caberia enviar recursos e prover logísticas de acordo com a necessidade se cada município e principalmente COMPRAR AS VACINAS. Não ficar sentado em cima do cheque, como ele próprio disse, enquanto recusava oferta da Pfizer de 70 milhões de doses, que o psicopata e mentiroso compulsivo disse que não recebeu.

Bolsonaro boicotou o lockdown ao negar a gravidade da doença, ao promover desinformação, ao desestimular as medidas de distanciamento, ao promover curas milagrosas com medicações que hoje comprovadamente não funcionam como tratamento precoce, inclusive demitindo 2 ministros da saúde que não lhe foram submissos, não tomou medidas restritivas nas entradas do País, fronteiras e aeroportos e fez campanha descarada contra a única coisa que realmente poderia acabar com a pandemia.
Bolsonaro é um assassino em massa e o principal responsável por esse desastre. E isso é que vai ficar para a história.

Cada brasileiro que tenha perdido um ente querido ou um amigo para o COVID-19, saiba desde já que seu ente foi vitima de homicídio pelo estado. Esse crime teve vários cúmplices, passando pela corrupção de governadores e secretários de saúde, pela omissão de poucos profissionais de saúde que desonram a sua categoria e a maus gestores de hospitais. Mas esse crime tem um mandante, um mentor e ele se chama Jair Messias Bolsonaro, o genocida que ceifou 250 mil brasileiros; por omissão, por descaso, por vaidade, por poder, por loucura e quem sabe por diversão.

Da parte deste blogueiro não faltaram avisos do desastre que o governo desse completo desqualificado causaria ao pais, mas nunca imaginamos que ele pudesse ser capaz de promover um genocídio desse tamanho.

No link a seguir você pode ver tudo que já foi dito ou avisado sobre Bolsonaro neste blog:

https://shogunidades.blogspot.com/search/label/Jair%20Bolsonaro

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo"


Demonizar todo um gênero parece ser a nova tática daqueles tipos que acham que o dia 31 de outubro deveria se chamar de dia do Saci. Em nome de um nacionalismo e culturalismo provinciano.



A revista on-line Medium publicou um artigo o qual deixo o link para a "apreciação" ou enjoo de quem se propor ler.

Algo que intensifica os ataques a todo um gênero musical por conta da repercussão a atitude de um ato de um de seus ídolos nos EUA. Ato devidamente execrado pelo meio, embora causando enorme polêmica e reflexão por fatores comuns à cena do Metal mundial, no que se refere a intrigas e brigas de backstage e até interpretação errônea ou equivocada da cultura e história Americana. Inclusive comentei sobre isso no meu ultimo post.

O fato é que o autor ao comentar uma entrevista passada do compositor e cantor, Seu jorge, no post começa se apresentando como um ex-roqueiro agora já amadurecido, e mais alguns jargões tendenciosos e cheios de preconceito implícito típicos de um militante esquerdista. Afinal para ele crescer e amadurecer só foi possível após deixar de ouvir metal. - Para mim o amadurecimento veio quando passei a ter que pagar minhas contas - tudo para no final fazer apologia à musica que acha que preserva a "negritude" e a cultura do negro.

É o mesmo pensamento de quem acha que filho de pobre em comunidade só deve ter curso musical que o leve a aprender a "bater lata".

Eu espero que leiam se tiverem algum estômago para que minha conclusão a seguir faça o sentido esperado.

Notem que em qualquer debate onde o esquerdista estiver ele vai querer dar as cartas, ele vai querer que sigamos pelas regras dele. Ocorre que TODO esquerdista, toda pessoa que possui ideias coletivistas se considera acima do bem do mal, se julga intelectualmente, e mesmo moralmente superior

O texto inteiro é uma enorme cagação de regras. Como não tenho a menor preocupação com a estética posso usar esse termo, pois ele é o que melhor define como a imprensa comum e a especializada vem atuando.

Voltando ao chorume em forma de texto opinativo. No ponto em que o autor questiona a proporção de negros no rock nacional, nós podemos afirmar usando a lógica que que se negros são uma minoria, então o rock está representado em número compatível com essa minoria na cena mais mainstream. Já que o Rock nacional no seu auge foi o mais puro e comercial mainstream.

Mas se olharmos pro underground, ontem e hoje, os negros e pardos estão muito mais representados no público e nas bandas. Aqueles que estão na rua e nos points e vêem isso. Então o lugar do negro é no rock sim. Ele está no lugar certo, no underground longe do mainstream, longe do politicamente correto (o novo mainstream) representando sua "negritude" fazendo o que lhe convém como bem quer e tocando um som criado por negros, e não o que alguns hipsters engajados que provavelmente só visitaram um morro pra fazer trabalho de faculdade ou para comprar baseado, acha que ele deve fazer. (agora estou me dando ao luxo de fazer os meus julgamentos com base nos meus preconceitos - e nunca disse que não os tinha).

Lamentavelmente a merda que o Phill Anselmo fez esta servindo para levantar esse tipo agenda esquerdista que quer propagar como o rock deve ser, e o lugar onde o negro deve ou não estar.

Não faltam exemplo de negros que fogem do lugar comum pretendido por intelectuais branquinhos de DCE cheios de boas intenções. essas ovelhas desgarradas são costumeiramente execrados. Cito como exemplo o jovem Fernando Holyday do MBL (Movimento Brasil Livre) que frequentemente sofre ataques da militância que supostamente diz defender os direitos de pessoas como ele. Vejam artistas como o Lobão, sempre polêmico. Sempre do "lado errado" da história.

Ninguém aqui é tolo o bastante de dizer que não há correntes racistas e nazistas dentro rock. Existem e são frequentemente rechaçados. Da mesma forma que existem correntes do rock que defendem comunismo, mesmo ignorando suas mortes contabilizadas em centenas de milhões ao longo da história; da mesma forma que o Rock e metal possui bandas nazistas, de esquerda, conservadoras, libertárias, anarquistas, satanistas, religiosas. Eu entendi depois de tantos anos que essa sempre foi a verdadeira diversidade a que o rock se propôs a difundir.

O rock e principalmente o metal por origem sempre tiveram o intuito de desagradar as convenções e verdades absolutas do mundo. Se o rock e o metal tivessem que possuir alguma ideologia politica esta deveria ser o anarquismo, mas o rock pode ser QUALQUER COISA que um musico e um ouvinte quem tocar ou ouvir. Mas ele sempre irá desagradar o mainstream social e as convenções impostas.



"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo". Só prova que os defensores da moral e dos bons costumes mudaram de vestimenta, de cara, nome e de discurso. Mas o pensamento inquisidor, desqualificador e cagador de regras continua lá.

Dizem por ai que o Diabo é o pai do Rock, outros dizem que ele é o pai da mentira. Do rock, pra mim o pai é Little Richard (negro, alias). Já se ele é o pai da mentira, a mãe com certeza é a esquerda.

Eu já sinto saudades quando eram os crentes mais fervorosos que se sentiam incomodados com minhas camisas de banda. Espero que as pessoas do meio metálico não acreditem nesse conto do vigário esquerdista.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A direita brasileira é uma zona!

A direita brasileira é uma zona.


A oficialização do Partido NOVO veio como uma boa nova (perdão pelo trocadilho) aos liberais, como eu, finalmente temos um partido para votar. Ao mesmo tempo assistimos a nova direita se esfacelando, com o movimento "libertário" se tornando um circo, com a divisão do IMB e o MBL correndo para o lado errado.

O sonho libertário durou o tempo que leva para um virjão melar as calças diante de uma mulher. Segundos

Eu confesso que entendo o pessoal do MBL. As vezes é preciso se juntar a monstros para derrubar um monstro maior. Mas quando você é apenas uma formiguinha isso pode te custar muito caro se você não tiver cancha pra derrubar o monstro que restar...

Explico. Ao babar o ovo de FHC, socialista Fabiano, que há algum tempo tem se mostrado contrário ao Impeachment de Dilma. O MBL errou feio, errou rude. O PSDB nunca fez oposição séria ao PT. Os tucanos sempre foram daquele discurso do: "Discordo mas respeito". Se você discorda de algo mas respeita, você não pode se dizer opositor, no máximo divergente -  e já aprendemos com uma famosíssima "jênia" socialista morena que discordância só existe entre os iguais. (Confesso que agora tudo faz sentido) - ou cúmplice.

Numa briga entre 'Mothra' e 'Godzilla' você não se mete, você corre e torce pro vencedor estar fodido demais pra te perseguir. Quando os monstros são quase que primos que discordam tomar partido de um deles é o mesmo que se meter em briga de casal. Se eles se separam ok, você está bem. Se eles voltam a ficar juntos adivinha quem se ferra? O MBL se condenou pelo seu pensamento 'pragmático'. No máximo terão uma boa carreira politica como outros tantos como o ex-cara-pintada, ex-une Lindenbeeergh! Mudam os personagens, mantem-se os ciclos.

Nesse contexto eu vejo pessoas a quem admiro fazendo "escolhas de Sofia" e analises, no mínimo equivocadas, para explicar suas escolhas. Esses estão sendo execradas por seguidores de uma nova seita: O 'Olavismo', seita esta que parece uma simbiose com a entidade adorada, a quem as vezes consigo dar razão e reconheço importância, mas o comportamento dos fieis é igual ao do ídolo e beira ao Rabies virus. Esse comportamento do Olavo nunca me incomodou pois eu não sou a pessoas mais ponderada do mundo, e em meio a palavrões você sempre encontra uma ideia difícil de refutar
(não a toa a esquerda prefere pegar aquele xingamento ali no meio para invalidar seus argumentos).

Por experiência própria (Como eu costumo querer resolver minhas pendengas na porrada mesmo) eu sei que as pessoas tendem a não ouvir quem berra, por mais que tenha razão. preferem ouvir mais quem tem voz mansa e lhes diga o que querem ouvir.

Só o tempo vai dizer quem realmente 'tem razão'. O que fica claro é que a 'nova direita' vai morrer sem comer ninguém.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Liberland: O primeiro estado, sem "estado"



BELGRADO - Numa “terra de ninguém”, entre a Sérvia e a Croácia, foi anunciado o menor "estado soberano e independente" dos Balcãs, com território de sete quilômetros quadrados.

O novo estado chama-se "Liberland". Seu "presidente", o checo Vit Jedlicka, convida a todos os que respeitam o princípio do "viva e deixe viver", desde que não sejam extremistas.

Liberland situa-se às margens do Rio Danúbio, entre Backi Monostor e Zmajevac. Jedlicka afirma que o "estado" foi criado inteiramente em conformidade com o direito internacional, pois está localizado numa terra de ninguém, a qual não é reivindicada pela Sérvia nem pela Croácia.


"O objetivo do fundador do novo estado é criar uma sociedade em que pessoas honestas possam prosperar sem ter o estado dificultando suas vidas com restrições desnecessárias e impostos. Uma das razões para o estabelecimento de Liberland é a crescente influência dos grupos de interesse sobre o funcionamento de estados mundo afora e a consequente piora das condições de vida de seus cidadãos. Os fundadores são inspirados por Mônaco, Liechtenstein e Hong Kong", diz o site oficial do novo “estado”.

Vit Jedlicka, ligado à direita e próximo do ex-primeiro-ministro e presidente da República Checa, Vaclav Klaus, expressou sua esperança num comunicado onde diz que "a independente e soberana Liberland" será primeiramente reconhecida pela Sérvia e pela Croácia; ele já está preparando uma nota diplomática sobre o assunto. O próximo passo será o reconhecimento do novo estado pelos demais países do globo.

A moeda corrente do "país" será em Bitcoin mas outros tipos serão aceitos e os "pliticos" do pais serão constitucionalmente proibidos de endividar o pais. A constituição terá inspiração no modelo suíço.

Liberland tem bandeira, brasão, constituição e leis; e já está distribuindo cidadanias e convidando a todos, desde que não sejam extremistas, neo-nazistas, comunistas ou criminosos punidos por infrações graves.


Tradução: As Contradições da Esquerda.

Link da matéria original em inglês: http://inserbia.info/today/2015/04/czech-proclaims-new-sovereign-state-between-serbia-and-croatia-liberland/

Verbete na Wikepedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Liberland

Site oficial do "governo": http://liberland.org/en/about/

domingo, 8 de março de 2015

Três Biografias para celebrar o dia Internacional da Mulher

Post de 08/03/2013
Muito além do Feminismo, conheça três biografias para celebrar o dia internacional da mulher.

Fonte: Ordem Livre.org

Mary Wollstonecraft

Wollstonecraft inspirava as pessoas porque falava com o coração. Embora fosse razoavelmente bem educada, fazia uso primordialmente da sua própria experiência de vida tumultuada. Ela dizia que “há um defeito original na minha mente, pois as mais cruéis das experiências não foram suficientes para erradicar essa minha tendência boba em valorizar – e esperar encontrar – ternura romântica”.

Ela ousou fazer o que nenhuma mulher em seu tempo fizera: seguir uma carreira como escritora profissional em tempo integral, tratando de assuntos sérios, sem o patrocínio de nenhum aristocrata. “Serei a primeira de um novo tipo”, ela afirmou. Foi uma luta dura, pois as mulheres tradicionalmente eram louvadas por suas habilidades domésticas, e não por sua inteligência. Wollstonecraft desenvolveu seus talentos enquanto vivia com uma renda minguada. Vestia-se com simplicidade, raramente comia carne e, quando tomava vinho, era em uma um xícara de chá, pois não podia pagar por um copo inteiro.

Seus contemporâneos observavam sua presença provocante – magra, de altura média, olhos encantadores, cabelos castanhos, e voz suave. “Mary não chegava a ser de uma beleza estonteante, mas era encantadoramente graciosa”, disse um admirador germânico. “Seu rosto, tão expressivo, tinha um tipo de beleza que ia além das características mais comuns. Havia algo de encantador em seu olhar, em sua voz, em seus gestos”.

Mais sobre >> http://www.ordemlivre.org/2008/10/biografia-mary-wollstonecraft/


Rose Wilder Lane

Lane era uma estrangeira que veio de um território que não era ainda parte dos Estados Unidos e iniciou uma carreira antes de muitas mulheres terem direitos iguais. Tornou-se uma das escritoras freelance de maior sucesso em sua época. Viajou a trabalho pela Europa Oriental e aos 78 anos se tornou correspondente de guerra no Vietnã.

Publicou textos em American Mercury, Cosmopolitan, Country Gentleman, Good Housekeeping, Harper’s, Ladies’ Home Journal, McCall’s,Redbook, Saturday Evening Post, Sunset, Woman’s Day, e outras revistas. Produziu roteiros para o apresentador de rádio Lowell Thomas, cuja especialidade eram aventuras de viagens exóticas, e escreveu biografias de Charles Chaplin, Henry Ford e Jack London. Seu romance Let the Hurricane Roar [“Deixe o furacão rugir”] (1933) foi um best-seller que permaneceu em catálogo por quatro décadas e foi adaptado para a televisão como Young Pioneers [“Jovens pioneiros”]. Seu livro The Discovery of Freedom [“A descoberta da liberdade”](1943), ainda disponível, ajudou a inspirar o moderno movimento libertário. Ela atingiu seu maior impacto quando transformou as histórias contadas por sua mãe na adorada série de livros Little House [“Casinha”], tratando temas como responsabilidade individual, auto-confiança, cortesia, coragem e amor. Muitas pessoas consideram-na a melhor série de livros infantis já escrita.

Referindo-se a Lane e suas compatriotas, a jornalista Isabel Paterson e a romancista Ayn Rand, John Chamberlain, editor da Fortune, escreveu admiradamente que “com um olhar desdenhoso para a comunidade empresarial masculina, elas decidiram reacender a fé em uma filosofia americana mais antiga. Não havia nenhuma economista dentre elas. E nenhuma delas era uma Ph.D”. Albert Jay Nock declarou que “elas fazem com que nós escritores homens nos pareçamos com dinheiro Confederado [N.T.: sem valor]. Elas não se descuidam nem perdem tempo – cada tiro vai direto ao ponto”.

O biógrafo William Holtz notou que a filosofia política foi “o principal interesse de Lane durante metade de sua vida adulta. Ela era uma figura importante na transmissão do persistente fio de pensamento libertário em nosso país, e muitos daqueles que respeitam e amavam-na formavam na verdade um tipo de camaradagem entre guerreiros contra o Estado. (…) Altamente autodidata, sempre uma leitora voraz e variada e, por temperamento, uma pensadora independente, ela acreditava em poucas coisas simplesmente por fé, testado idéias instintivamente contra sua própria experiência”.

Mais sobre >> http://www.ordemlivre.org/2009/07/biografia-rose-wilder-lane/


Ayn Rand


Rand explicava as coisas com uma clareza fora do comum. Escreveu, por exemplo: “Qual é o princípio básico, essencial, ela discordava dos defensores da liberdade que esperavam ganhar influência apenas com a economia de mercado: “A maioria das pessoas sabe, de uma forma vaga e incômoda, que há algo de errado com a teoria econômica marxista… A raiz da tragédia moderna é filosófica e moral. As pessoas não estão aderindo ao coletivismo porque aceitaram a má teoria econômica, elas estão aceitando a má teoria econômica porque aderiram ao coletivismo.” crucial, que diferencia a liberdade da escravidão? É o princípio da ação voluntária versus a coerção física ou por ameaças… A questão não é a escravidão por uma ‘boa’ causa versus a escravidão por uma causa ‘ruim’; a questão não é a ditadura de uma gangue ‘boa’ contra a ditadura de uma gangue ‘má’. A questão é liberdade versus ditadura… Se defendemos a liberdade, devemos defender os direitos individuais do homem; se defendemos os direitos individuais do homem, devemos defender seu direito à sua própria vida, à sua própria liberdade, e à busca de sua própria felicidade… Sem direitos de propriedade, nenhum outro direito é possível. Uma vez que o homem precisa sustentar sua vida através de seu próprio trabalho, o homem que não tem direito ao produto de seu trabalho não tem meios de sustentar sua vida.”

É verdade que Rand perdia a paciência com aqueles que não conseguiam compreendê-la, e com compatriotas que se desviavam de suas opiniões. Talvez isso se devesse em parte ao fato de que ela havia passado muitos anos lutando para escapar da Rússia, estabelecer-se em Hollywood, superar rejeições de editoras e suportar críticas duras.

A biógrafa Barbara Branden descreveu Rand na época de sua chegada aos EUA, aos vinte e um anos: “Enquadrado por cabelo curto e liso, seu rosto quadrado tinha a forma enfatizada pela mandíbula firme, uma boca grande e sensual sempre tensa, e olhos enormes, negros e intensos. Parecia o rosto de uma mártir, uma inquisidora ou uma santa. Seus olhos tinham uma paixão simultaneamente emocional e intelectual – como se pudessem queimar quem os olhasse”. Ao longo da vida de Rand, o tabagismo e os hábitos sedentários tiveram suas consequências, mas ela ainda era inesquecível.

Mais sobre >> http://www.ordemlivre.org/2009/02/biografia-ayn-rand-2/

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O Letreiro Digital: Hayek e o "Caminho da Servidão – Quando o povo escolhe a escravidão

Por: K.J Negreiros, direto do blog Visto Livre



Deixei para escrever essa coluna depois das Eleições 2014 e de passar por uma ressaca moral com o seu resultado. Não gostei do que aconteceu, não acho que tenha havido clareza, mas oficialmente a escolha da maioria foi essa. Algo que me chamou a atenção nesse pleito foi a mobilização das pessoas em discutir política, mas será que esse debate foi construtivo, ou pautado por paixões exacerbadas? E esses debatedores já leram ou estudaram as ideologias que defendem? Bem, como educador levo meus alunos a isso e como cidadão procuro fazer o dever de casa, e o livro da semana é para aqueles que querem conhecer a fundo propostas diferentes do que fomos levados a acreditar no nosso país. Vamos a ele.

Escrito em 1944 por Friedrich Hayek, economista austríaco ganhador do Nobel de economia em 1974 e que foi nome de grande importância na educação, política, psicologia e Direito, é uma das principais obras do liberalismo. Nele, o autor mostra os caminhos adotados pelos governos coletivistas e de discurso progressista e socialista para o controle do Estado e total domínio sobre a sociedade. Através de uma comparação do livre mercado adotado na Inglaterra e as políticas socialistas adotadas na Itália e Alemanha no fim do século XIX até a ascensão do Nazi-Fascismo, Hayek faz uma linha temporal e concordante, mostrando como essas ideias de cunho social tendem, inevitavelmente, a um regime totalitário e ditatorial.

Com uma linguagem de fácil compreensão, a obra pode ser lida tanto por alguém ligado a Economia quanto ao leitor comum interessado em saber todos os pontos de vista sobre o assunto. Obra relevante para mostrar como agem os governos através de suas reais intenções e como as nações devem agir para garantir o crescimento do país e enriquecimento do seu povo, O Caminho da Servidão deve ser leitura obrigatória em todas as esferas sociais.

Infelizmente o livro é pouco conhecido fora dos meios acadêmicos e mesmo nos cursos de formação dos principais formadores de opinião, os professores, é completamente ignorado. E a razão disso tudo é o fato de que ser de esquerda no Brasil sempre foi glamourizado, outorgava sempre um ar de intelectualidade e ainda é comum ver, apesar de todos os desastres causados por essa variante política nos últimos noventa anos, pessoas ditas cultas ostentando seus Manifestos Comunistas e obras afins.

Mas, acredito eu, que a única maneira de se conhecer e discutir política e impedir que coisas como o que ocorre na Argentina e Venezuela aconteçam aqui é disseminar cada vez mais livros com ideias novas e relevantes e todos fazerem o dever de casa que é conhecer as reais intenções dos que estão e não querem largar o poder. Então esta é a dica (mais um desabafo) da semana, O Caminho da Servidão, até a próxima e que venham os próximos quatro anos. Que Deus nos proteja.


Kajotha Negreiros, é professor, blogueiro e um apaixonado por livros

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A pergunta que não quer calar, afinal, Quem é John Galt?

Cedido gentilmente por Kajotha Negreiros.
Do blog Letreiro Digital - Visto livre



QUEM É JOHN GALT?


Quem é o motor do mundo? Quem sustenta a economia? Faz o mundo progredir, cria oportunidades? Que é John Galt? São essas perguntas que a filosofa russa Ayn Rand, radicada nos EUA, tenta desvendar com esse que é um dos livros mais influentes e vendidos (depois da Bíblia) na literatura norte-americana e uma das principais inspirações de liberais e defensores do livre mercado: A Revolta de Atlas.

Confesso que não conhecia a obra quando me indicaram há alguns anos e relutei a começar a ler mesmo sendo uma distopia com características típicas desse tipo de texto e que me agrada muito. Outro fator é que é uma trilogia e minhas prioridades de leitura me fizeram adiar. Como me arrependo. Apesar de pouco conhecida (sua repercussão começou recentemente com o grupo Tea Party e fãs da autora nas redes sociais) a indiscutível sua atualidade e relevância principalmente por levar a uma reflexão do papel dos governos de um modo geral e como esse ano é de eleições por essas bandas nada mais oportuno que tratar desta joia escondida.

A trama gira em torno da luta de Dagny Taggart, vice-presidente da principal ferrovia americana e de Hank Rearden, empresário do ramo metalúrgico e criador de um metal mais leve, barato e resistente que o aço e que leva seu nome. Numa época não identificada, mas que pelos costumes e utensílios cotidianos se passa logo após a Segunda Guerra, ambos tentam manter suas empresas numa luta inglória contra o governo que vai impondo medidas para privilegiar um grupo de empresários ao mesmo tempo que toma medidas populistas em nome do bem comum que em médio prazo se mostram desastrosas e que levam o país a falência.

Nesse cenário, muito industriais com valores e posturas similares aos protagonistas começam a desaparecer ou a se aposentar não deixando paradeiro. Com a economia entrando em colapso, resta aos dois manterem-se firmes na tentativa de não serem engolidos pela máquina estatal e tentarem reerguer a nação. Conforme os mais incapazes e improdutivos vão ocupando o lugar dos que produzem – que também somem a exemplo dos industriais – a situação vai ficando crítica até o colapso total.

Obra máxima de Rand, o livro traz todo o cerne de sua filosofia e visão econômica. Ao mostrar o que acontece com um país quando o governo começa a centralizar tudo em suas mãos, começa a explorar aqueles que produzem para garantir o sustento dos que não tem qualquer interesse em crescer e acha que é obrigação do outro mantê-lo vivo, pinta-se aí o retrato de muitas políticas que aconteceram e vem acontecendo ao redor do mundo.

Em seu texto ela deixa evidente quem realmente carrega em seus ombros a economia e por tabela o progresso de uma nação. Mostra como a imposição de distribuição igualitária é nociva a uma determinada região, haja vista que aqueles que trabalham são obrigados a entregar o fruto do seu esforço aos que nada produzem.

No clímax do livro, toda a filosofia da autora é explicada por John Galt, herói e responsável pela greve dos industriais. Com a frieza da objetividade vai mostrando o que acontece de errado e que leva os EUA a penúria. Nessa explicação de seu intento no fundo temos a voz de Ayn Rand explicando o princípio do individualismo, sua linha filosófica, e mostra como o altruísmo e o discurso de luta de massas e minorias é vazio e propício apenas a privilegiar alguns. Comunicando-se com obras como 1984 e Revolução dos Bichos de Orwell, mostra as artimanhas e articulações de quem está no poder no afã de controlar as massas, manter-se no comando e sugado ao máximo o cidadão comum.

Leitura contundente e relevante, deveria ser leitura obrigatória nas universidades em todas as áreas, principalmente nas que formam empreendedores ou formadores de opinião. Ajudará a clarear a visão de muitos que não veem os absurdos que são cometidos em nome do povo, além de tirar a pele de cordeiro de muitos lobos que temos por aí. Um livro político, atual, que se mostra profético em muitas sociedades é a minha dica dessa semana. Leiam, reflitam e votem conscientes, usem a obra como um guia para não se deixarem levar com discursos bonitos mas que favorecem apenas a algum jogando a grande maioria num abismo de pobreza.

Até a próxima.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Como transformar um jovem em bandido?

(Ou se preferirem: Como um governo pode f... sua vida desde jovem)

 

 Para ficar mais claro a quem ainda não compreendeu tudo aquilo que eu venho dizendo:

1 - O menino se vê em necessidade e recorre a algum meio de trabalho.

2 - procura emprego e não consegue por ser descriminado por ser de comunidade.

3 - Sem desistir ele corre atrás de uma bicicleta de carga e com uma merreca que tinha, compra alguns produtos (lícitos) para vender nas ruas.

4 - Aparato opressor do governo prende as mercadorias do menino pois ele estava atrapalhando nas vendas da lanchonete onde ele tinha procurado emprego e haviam negado.

5 - O menino, em uma idade de conflitos emocionais, sem nenhum tipo de assistência do estado, passa então a vender drogas.

6 - Morre em troca de tiros com a policia.

Fim da história.

Quem é o verdadeiro culpado? Ao pobre, normalmente sem estudo, só resta tentar empreender e trabalhar na informalidade. Mas o estado não deixa quem não lhe dá a sua "fatia do bolo", mesmo que o estado não tenha lhe ajudado em nada, trabalhar em paz. (Veio a mente de vocês os camelôs correndo pelas ruas fugindo da guarda municipal?)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Humorista do Portas dos Fundos faz criticas ao Liberalismo ao "NOVO" e sugere Eike como exemplo de administração privada

O humorista Gregório Duvivier em uma coluna na (Reaça) Folha de São Paulo escreveu fazendo criticas ao Liberalismo/Libertarianismo e ao Partido NOVO (Do qual nem sou muito alinhado ideologicamente).

Entre várias tentativas de fazer ironia engraçadinhas temos algumas pérolas que são dignas de um "Control V" neste Blog:

"Bom mesmo era entregar o país nas mãos de um puta empresário. Tipo o Eike. Ou o presidente da Gol. Esse daí é um gênio. "Acabou essa festa de todo mundo ganhar barrinha de cereal. Agora você tem que pagar por ela. E caro." É disso que o Brasil precisa: de um bom CEO, com MBA no exterior, que manje de marketing, "people management" e Excel. Vou ligar para o Eike. Vai que ele topa. Acho que hoje em dia ele topa".

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2013/12/1379227-partido-novo-do-estado-minimo.shtml

Já já comento isso. Agora vamos com a cereja do bolo, uma publicação em sua página:

https://www.facebook.com/gregorioduvivier/posts/614250648636898?comment_id=5375094&notif_t=like

Esse post consegue ser ainda pior. faço questão de citar alguns pontos:

A coluna de hoje tem suscitado a revolta dos que não entenderam, a revolta dos que entenderam e se sentiram ofendidos, e muitas perguntas sobre minha real opinião sobre o assunto. Aí vai: acho nobre o surgimento de um partido sem "caciques políticos", isto é, que surja unicamente da vontade popular, como é o caso do Partido Novo. No entanto, não concordo com os ideais utilizados, nem com os padrinhos adotados. Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo - e acho que nesse aspecto o partido novo é velho. Sou a favor de um estado presente, não só na saúde e na educação, mas na cultura e no mercado. Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista. Significa simplesmente que ainda acredito na necessidade do Estado fomentar, proteger, intervir. Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo, mais escolas, mais teatros e hospitais públicos, e de melhor qualidade, mesmo que isso signifique mais impostos. Talvez o velho seja eu, já que o liberalismo e o libertarianismo estão "super em voga". A vantagem é que eles pregam a liberdade de expressão e nisso a gente concorda. Então, pelo menos, discordem educadamente, senão fica contraditório.

Vamos lá: Já começa mal dizendo que é a favor do partido, o qual faz questão de lembrar que não possui caciques, mas mas está fazendo um artigo que deixa claro é contra ao mesmo ao fazer mal uso de ironia dando resultados altamente questionáveis.

"Isso não significa que eu seja marxista, stalinista, petista ou lulista". Não, significa apenas que está seguindo a regra número 1 do Manual do idiota útil:  1ª Lição: Nunca assuma em público que é um comunista socialista, negue até a alma sempre.

"Não concordo com o Constantino, com o Von Mises, não concordo com o conceito de Estado Mínimo" 

Depois consegue igualar Rodrigo Constantino com Ludwig Von Misses. Logo o Constantino que não é unanimidade nem entre os Liberais. Não vou nem comentar mais, pois é óbvio que o "humorista" não faz ideia do que está falando. O que é engraçado, até.

"Sonho com mais projetos culturais incentivados pelo governo"


 Tá resumida a real intenção: Bolsa Rouanet "mesmo que isso signifique mais impostos". Imposto no rabo dos outros para seu beneficio próprio é refresco, não é? É nisso que dá quando o Estado subsidia as artes, Bastiat tinha razão. No final não passa de mais um celebridade advogando em causa própria.

De resto sobre o artigo na folha me preocupa muito um humorista que não saiba fazer bom uso de ironia. Mas me preocupa muito mais o cara citar o Eike que é 100% financiado pelo BNDES como exemplo de administração privada.

Quando foi que o Brasil teve liberalismo?

Faço ao Gregório a segunte pergunta levantada por um dos comentaristas, chamado Túlio Valverde: "Que tal o Porta dos Fundos passar a ser estatal e vocês funcionários públicos? Estaria disposto a aceitar receber muito menos, estar atrelado a diretrizes e regulamentações e perder a pluralidade de idéias e o dinamismo que tornou o PF tão famoso na internet?" O deputado Feliciano ia adorar cortar as asinhas de vocês.

No mais Gregório, Libertários/Liberais atuam para que manés como você, possam emitir sua opinião mesmo que seja completamente idiota e sem embasamento. Defendemos também liberdade econômica, para que outros humoristas como você possam empreender em canais da internet e lucrar com seu trabalho para exatamente não dependerem de projetos incentivados pelo governo.

Ainda estou rindo da ideia do Eike como exemplo de administrador privado. Quem sabe você não leve mesmo jeito pro humor...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Opinião: Porquê não sou (mais) Libertário



(Por: Thiago Queiroz)

Basta uma maçã podre para estragar uma cesta inteira, já dizia o velho ditado. Há alguns anos graças a alguns amigos conheci os portais IMB, Libertarianismo, e afins. Os textos de Von Mises, Hayek e Bastiat vieram a ser fundamentais para que eu saísse da TI onde eu andava e fosse estudar Economia. Aqueles textos traduzidos pareciam de início não se encaixar perfeitamente em nossa realidade brasileira, porém a mensagem Liberal começava a ecoar e aquele pequeno grupo de pessoas com idéias liberais começou a trocar idéias, se espalhar e diversificar, e tão logo se expandiu.

Há alguns meses o professor e pesquisador do IPEA Adolfo Sachsida publicou um texto chamado " Um Conselho aos Seguidores de Von Mises: Não Se Tornem Seguidores de Karl Marx" que dizia "Von Mises é certamente um dos grandes pensadores de economia. Infelizmente para ele, alguns de seus seguidores abandonaram seu brilhantismo e passaram a defender uma espécie de seita. Para esses seguidores - muito ao estilo da galinha de A Revolução dos Bichos que declarava "duas patas mau, quatro patas bom" -, ou você concorda com TODAS as ideias liberais até sua extensão máxima ou então você é um canalha (novamente se aproximam dos marxistas nos insultos)."

Vieram os radicalismos, apareceram figuras como os "Testemunhas de Rothbard" que usavam o argumento da liberdade de mercado para justificar qualquer coisa ou os "Randroids", que encaravam qualquer dose de compaixão ou altruísmo para com o próximo uma fraqueza a ser exterminada. Até aí tudo parecia bem, mas havia algo de podre no reino da Dinamarca. Alguns dos ditos libertários passaram a se tornar utopistas, se separando dos liberais que fundaram a Escola de pensamento Econômico de Viena, que seguia a visão clássica, escocesa, para tomar ares revolucionários à Francesa.

Com a troca da paternidade liberal, esses libertários passaram a ter um plano, assim como um socialista utópico, ele muda conceitos, cria todo um sistema para a sociedade e sacrifica toda experiência acumulada até então em nome de algo que nem ele sabe o que é, e nem mesmo sabe onde quer chegar. E ele não quer isso para o indivíduo, e sim para toda uma sociedade. Ele pode não perceber, mas é um tipinho coletivista e autoritário. Alguns já começaram a forjar raízes jacobinas para tentar se aliar com todo e qualquer tipo de esquerda e a defender minorias se esquecendo a menor minoria do mundo que é o indivíduo.

"Estar seguros de que tudo a nosso respeito e à nossa volta irá definhar gradualmente, até que, no final, nossos objetivos serão encolhidos à insignificante dimensão de nossas mentes."(Edmund Burke)

Comentário: Esse texto do Thiago foi bem compartilhado nas redes sociais; inclusive por um dos nossos novos pensadores de maior sucesso recente: Flavio Morgenstern. Logo em seguida vieram os ataques.

Preciso citar um em especial pois se trata de algo bem preocupante:

Não vou citar nomes mas, dado o tipo de ideia defendida além da incapacidade de compreender um texto que ataca alguma de suas influências politicas e econômicas, penso eu, trata-se de um futuro torcedor do "Boi Garantido", se é que me entendem, que possivelmente irá querer ganhar um troco a mais com a divulgação não autorizada do seu nome.

"Acho divertido quando chamam libertários de 'esquerda' ou 'marxistas' - apenas ilustra que não entenderam bulhufas. E pelo que entendi deste texto esquisitão o Rothbard e seus seguidores são considerados burros pois defendem que monopólios estatais são contraproducentes e caros - tá certo. Parabéns pela profundidade e erudição. (...)você não compreende pois ele ataca um espantalho que o libertarianismo e a EA não são. A aflição do autor é óbvia - ele não pode admitir que o estado tal qual ele preza seja questionado ('o mercado não pode dar conta') . Por isso, bate nos 'moleques utópicos' que o questionam. Toda a verborragia pretende apenas ocultar a crença cega no monopólio estatal, que para ele assegurará a ordem, a justiça, a virtude, o bem. Se para isso ele tem que desacreditar Mises, Rothbard, a EA, os reconhecidos especialistas libertários, pouco importa. Ele precisa dormir em paz".

Eis o porque da minha preocupação nesse comentário. É preocupante quando o presidente do instituto que deveria ser a maior voz do libertarianismo consegue enxergar no texto do Thiago "crença cega no monopólio estatal".

Essa intolerância a uma ideia a ponto de distorcer TODO o conteúdo de um texto vinda de um marxista eu até compreendo. Mas de Anarco-capitalistas... Sendo muito justo  Conheço marxistas mais sensatos e abertos ao debate que a maioria dos anarco-capitalistas que já vi. Não é a toa que no Brasil um astrólogo se tornou o maior filosofo da direita.



Eu já começava a desistir e pensar numa forma de conseguir uma cota ou uma bolsa-qualquer para sobreviver num pais tomado por uma cegueira ideológica completa. - Socialistas podem ter vários defeitos, mas nunca diga que são desunidos, motivo pelo qual eles são os detentores da hegemonia politica, cultural e ideológica do Brasil - Eis que em seguida surge a luz nas trevas e alguém mata a charada:

"Se você tentar estabelecer um diálogo com um marxista, tendo a economia como pauta, e disser que um simples lampejo de livre mercado pode ser benéfico e necessário, o cara vai cair matando em cima de você como um cão raivoso, e vai demonizar tudo o que possa ser liberdade de mercado. Do mesmo modo, só que de forma oposta (por isso eu disse que os anarco-capitalistas são marxistas com o sinal invertido), se você tenta, em um debate econômico com um anarco, dizer para ele que um vestígio de regulação pode ser benéfico e imprescindível para a economia, ele também cai matando em cima de você como um cão raivoso, demonizando toda e qualquer simples regulação, assim como o marxista vai demonizar toda e qualquer simples desregulação. Ambos vivem no mundo da lua, no mundo das teorizações excessivas e absurdas, onde a realidade é um detalhe que precisa ser solenemente ignorado em favor da ideologia".

Que bom que ainda há esperança, não muita, mas há.

Ainda bem Thiago, que você não falou do lamentável episódio em que alguns "liberotários" tentaram ficar amigos da Lola...

Por isso que eu, ainda, não deixei de ser um Libertário, mas o Thiago é livre para pensar como quiser.

Nunca confie em alguém que acha que tem a formula magica pra resolver o mundo inteiro. Quando alguém fala isso obviamente esta superestimando sua formula e os resultados não serão os melhores.

domingo, 15 de setembro de 2013

Blog sobre politica e cultura faz confusão sobre Libertários.

Nossa, que confusão!

O Blog Mingau de Aço parece não compreender bem o que é a filosofia do Libertarianismo, ou Libertários.

Escrevi o seguinte:

Estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária). E não, definitivamente não usamos o termo "diversidade".

Há uma confusão do nobre blogueiro sobre o liberalismo e libertarianismo que é até justificável. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião. Mas há entre nós que pense dessa forma.

De uma maneira geral ser libertário é exigir a diminuição do estado, defender o livre mercado e a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Qualquer outra coisa diferente disso não é libertarianismo.

Eu até tentei escrever isso nos comentários do post mas parece que é bloqueado.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O manual do Idiota Útil (expandido)

Fonte: Blog do Delfino



Autor: Clecio Pereira Mendonça. (Com algumas alterações incluídas por este blogueiro).

1ª Lição: Nunca assuma em público que é um comunista socialista escroto, negue até a alma sempre;

2ª Lição: Quando for questionado sobre os massacres da China, URSS, Coréia do Norte, Cuba etc, diga que nenhuma dessas ditaduras são comunistas;

3ª Quando o bicho pegar e você ficar sem argumentos, grite FASCISTA! NAZISTA! RACISTA! XENOFÓBICO!;

4ª Quando alguém esfregar na sua cara que o fascismo tem origens marxistas, finja que está dando gargalhadas, se estiver na internet é mais fácil, use algumas linhas com a letra ''K" maiúscula;

5ª Não importa quanta lógica o reacionário use, sempre diga e repita que ele não tem argumentos, e escreva a palavra argumentos entre aspas, assim por exemplo: seus ''argumentos'' são ridículos;

6ª Na discussão diga que o reacionário não tem conhecimento suficiente, que precisa estudar mais e se informar melhor e, se possível, gabe-se de sua formação acadêmica.

sábado, 7 de setembro de 2013

Todo o meu ódio e rancor para a Sky, parte II

Isto já está começando a se tornar uma trilogia, o que é uma pena.

Eis o porque eu não acredito que o anarco-capitalismo funcione no Brasil: A Black friday brasileira e o serviço de atendimento da Sky. O empresário brasileiro tem uma visão de merda, igualzinho o povo daqui. Em estado infelizmente é necessário, mas é preciso que seja um estado mínimo.

Abaixo o texto de minha reclamação feita no site Reclame aqui (um bom exemplo de iniciativa privada sendo mais competente que o órgão do estado: PROCON).

Todo o meu ódio e rancor para a Sky, parte II

Possuo duas matriculas com a Sky e estou tentando fazer uma reclamação sobre uma delas no 10611. Fiz contato quatro vezes. Por três vezes os atendentes desligaram na minha cara alegando que não podem atender minhas solicitações, porque a outra matricula estaria em atraso, não está.

1 - Além da argumentação ser completamente bisonha, pois seguindo esse mesmo critério uma companhia de Energia poderia a revelia do assinante cortar a luz de duas residências de um mesmo CPF, mesmo que não estejam no mesmo terreno.

2 - Estou querendo enviar o comprovante de pagamento da matricula que vocês afirmam estar em aberto por e-mail (Não sou obrigado a possuir fax) seus atendentes se recusam a me fornecer um endereço de e-mails para envia-la, se recusam a transferir a ligação a um supervisor e me recusam qualquer solicitação para a outra que está em dia.

Em outras tentativas de contato, sequer completa a ligação. O que me leva a crer que vocês possuem algum mecanismo que bloqueia o número de alguém. Pois bem estou anotando os protocolos de cada ligação. Ou vocês me atendem ou vou ser obrigado mover mais um processo contra vocês. Pois já temos um processo correndo contra a sky. Não tenho problema algum em faze-lo novamente.

Em tempo: Depois de ter que fazer reclamações no site da Sky e no Reclame Aqui, recebi uma ligação de uma supervisora da Sky que finalmente atendeu minha solicitação.

Se tivesse que esperar pela Anatel, eles teriam uns 3 a 5 dias úteis para me atender. Lembrando que a alegação da Sky de que não poderiam atender minhas solicitações, por uma matricula estar em atraso.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

13º Salário - Vocês acham que dinheiro de benefícios trabalhistas vem de mágica?

A mais nova chacota da galera do toddynho.


Já passamos dessa fase. Queremos mesmo é que todos, incluindo vocês, tenham dinheiro de sobra para comprar Nike e Adidas. O mercado agradecerá imensamente. O que queremos mesmo é coerência nos argumentos.

Já por outro lado. Não tenho conhecimento de como posso abrir mão de receber o 13º. Até porque ele já é descontado todo mês do meu contra-cheque. E é apenas devolvido em dezembro para que que possa gastar com Nike e Adidas.

Ou vocês acham que o dinheiro deste tipo de beneficio vem de algum tipo de mágica?

Pra ficar mais claro:

12 meses + 13º de um salário fictício de 1mil = 13 mil se o sujeito recebe-se por semana: 1000/4 = 250; um ano tem 52 semanas, então 52x250 = 13000.

Pra que "emperrar" um salário que o cara produziu pra ganhar como "bonificação" no final do ano?
Resposta: Pro governo pagar de legal para vocês manés no final do ano.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Mais meritocracia menos igualitarismo demagógico


Imagem publicada pela página Anonymous Rio do Facebook -  (socialistas disfarçados de hackers anarquistas) onde travei um debate sobre Meritocracia e Igualitarismo. Mais uma dessas imagens com demagogias que a "esquerda Iphone" delira de tesão.

Engraçado porque eu filho de uma mãe divorciada, retirante, faxineira vivendo em um morro da baixada fluminense. Graças ao esforço e luta dessa mãe que nunca quis depender do governo, trabalhou em duas ou três casas pra me proporcionar o melhor ensino possível. Hoje sou formado. Trabalho no meio privado e, posso não ser rico e ainda nem ter vencido na vida mas, estou bem longe do esterótipo que a sociedade espera de um filho de uma retirante pobre, semi-analfabeta e divorciada.

Assim como todos de minha família, que podem não ser ricos, mas são todos trabalhadores e honestos. Nunca precisaram roubar ninguém por um par de tênis. Pagam suas contas vivem bem na medida do possível. Não vivem as custas de esmolas do estado. Eu já os considero vencedores. Para a esquerda Iphone, ser vencedor é definido por ter dinheiro e poder viajar para vários países. (Acessem o link e vocês verão tais comentários)

As estatísticas dizem o contrário, os números frios de pesquisas quantitativas dizem o contrário. Talvez para cada pobre que vença na vida, 10 filhos de classe média não precisaram se esforçar para ter algo na vida. Será? Falemos dos números sim. Mas falemos também das pessoas acomodadas de ambos os lados. Já fizeram números sobre elas?

É natural que alguém que tenha nascido em bom berço tenha que se esforçar menos que alguém de origem pobre. Querer mudar ou impedir isso é inverter a lógica, é tirar um direito natural de um individuo herdar o que seus pais construíram. É punir o filho pela competência, ou sorte, do pai. Mas nem todo berço de ouro pode garantir o futuro se o mesmo individuo for um completo incompetente.

Não sinto raiva de quem tem berço de ouro, pelo contrário. To lutando para que os meus nasçam em um. E se não cheguei onde quero, deve-se unica e exclusivamente aos meus erros.

Esperar que alguém dê algo para sociedade em troca apenas por já ter nascido com as portas abertas para o sucesso é ingenuidade. Isso é uma atitude que cabe a cada um, e depende exclusivamente de sua consciência.

Infelizmente os filhos de classe média que poderiam ser grandes empreendedores, gerar emprego e contribuir verdadeiramente á sociedade gostam mesmo é de se acomodar em um emprego publico pois, puderam estudar sem se preocupar em trabalhar. Já maior parte das pessoas vencedoras e geradoras de emprego que eu conheço eram de origem simples.

Empreender é para poucos, mas uma necessidade pra quem é pobre. Restando empreender na informalidade.

Sobre o bebê real inglês, vocês antes de reclamar devem questionar o povo inglês sobre o assunto. Pois eles não aparentam se importar em sustentar a Família Real. Enquanto nós sustentamos várias "famílias reais" a contra gosto.

Sustentamos inclusive alguns filhos da "Esquerda Caviar" que posa de boazinha na internet, mas basta um filho de pobre bater de frente com eles, e recusar a piedade dessa gente escrota que eles mostram a verdadeira cara.

Então, se querem vir falar de meritocracia, estou a disposição. Tenho muita história e muitos exemplos pra contar.

Atualização

Já lá no Facebook. Os socialistas de Iphone estão perdendo a linha e mostrando a verdadeira cara. Vejam o que um escreveu:

"Primeiro que esse Marcos fala como se hoje ele fosse rico, tivesse viajado o mundo, tivesse carros e casas em seu nome" 

Eis minha resposta: Maravilhoso ver as máscaras de Guy Fawkes caindo.

Não preciso de nada disso para me orgulhar do que minha mãe, meu exemplo máximo de meritocracia, e de outros tantos exemplo que conheço na vida.

O melhor que as agressões e o desdém de alguns dos comentaristas aqui depõem muito mais a favor de mim do que da demagogia de vocês. Agradeço me forneceram material suficiente pra comprovar o que eu penso.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"A culpa é do capitalismo!"

Publicado em 24 de Out de 2012.

Pessoas que dizem que os problemas no Brasil são "culpa do capitalismo" são como papagaios que repetem frases prontas ouvidas em cursinhos de pré-vestibular e DCE's.

Para o Brasil ser um pais capitalista será preciso comer muito feijão com arroz. Somos um falso-capitalismo.

O Brasil é, no máximo, uma republica plutocrática, midiática. semi-socialista corporativista. Ou como prefere dizer um amigo socialista "um socialismo as avessas" - Não concordo muito visto que a minha visão de socialismo é diferente da dele, comento mais a frente - Mas aceito também essa nomenclatura. Não falo isso pelo fato de termos o PT no governo. O PT é um resultado final de um processo que começou no império, passando pelo estado novo, institucionalizado com a ditadura militar, refinado pela social democracia tucana e hoje aperfeiçoada pelo Partido dos Trabalhadores, onde nos dias de hoje até movimentos sociais são financiados pelo governo e estatais.

Corporativismo

Não existe capitalismo. O que existe é um financiamento a grandes capitais estatais e privados com empréstimos milionários a bilionários. Não existe oportunidade e estimulo ao empreendedorismo de pequenos capitais pois eles são afogados em taxas, impostos e obrigações trabalhistas que dificultam o acesso do cidadão ao emprego.

As administrações do governador Sérgio Cabral e do Prefeito Eduardo Paes no Rio de Janeiro são repletas de exemplos de financiamento a capitais privados e corporativismo em favor dos doadores de suas campanhas.

Políticos estão interessados em satisfazer apenas os desejos dos grupos de interesses e artistas que os apoiam e financiam sua eleição, e que por isso conseguem vários privilégios protecionistas do estado. Usando como exemplo o financiamento à cultura. O mesmo modelo pode ser encontrado no exemplo a seguir:

- No que se refere a músicos,  um exemplo mais apropriado é a forma como os recursos da lei Rouanet são usados. Vejam que é muito mais fácil um artista já famoso conseguir receber ajuda do governo para divulgação, gravação de documentários e até de CD.

Vejam bem: Um artista já consagrado e rico, que já costuma ter boa vendagem receber dinheiro estatal para produzir, vender e lucrar. Isso não é capitalismo meus caros socialistas de DCE, principalmente quando muitos desses artistas tem ligações estreitas com o... governo. Oras que conveniente! - Alguém aí já leu sobre propaganda? sabiam que os soviéticos e os alemães/nazistas fizeram bom uso desta arte? Pra mim é uma arte. Me crucifiquem - A farra é tanta que até um famoso bispo evangélico/deputado já quis usar os recursos que seriam para a cultura para financiar reformas em igrejas (Igrejas já possuem isenção fiscal).

Qual a chance de um artista independente conseguir acesso a tais recursos?

Um governo que subvenciona grandes capitais, dá isenções de impostos aos mais ricos, permite monopólios estatais e privados, dificulta a entrada de novas pequenas empresas no mercado, não é capitalista. Capitalismo é o estimulo ao livre comércio. É oportunidade igual para novos investimentos, abrir espaço para criar lucro.

Afirmo: Somos, com muita boa vontade, uma plutocracia; uma midiocracia; um feudo ainda dividido em capitânias hereditárias.

Livre comércio é um exemplo fácil para constatar que Capitalismo no Brasil é tão distante quanto a laicidade dos estado. Non ecxiste! Não existe livre comércio, porque o Brasil é apenas um vendedor de matérias primas e não de produtos finais. Sobre-taxamos produtos internacionais para proteger os nossos, pelo simples fato que os nossos são de má qualidade (existem suas exceções). Porque o governo não investe o suficiente para sermos vendedores de produtos finais. Nossa referência ainda é o que plantamos, não o que construímos.

Um exemplo: Porque comprar um computador positivo, se posso ter um Dell ou Apple. Basta eu ter recursos para escolher. Se não tenho, sou obrigado a comprar o nacional de pior qualidade. Porque o governo não investe em tecnologia para produzirmos um produto competitivo internacionalmente  ponto de não precisarmos protege-lo. Estimular deve custar caro...

Não sou e nunca serei acostumado com as ideias socialistas, pois tenta-se forçar uma igualdade que é de papel, pelo simples fato de o poder ser centralizado pelo governo. O ser humano é um ser emotivo, invejoso, egoista e preguiçoso. Da mesma forma que também possui caracteristicas contrárias e portanto mais positivas. É impossivel igualar uma sociedade economicamente.

Nunca tinha precisado ler Marx para pensar dessa forma. Quando lí apenas confirmei o que pensava.

Igualdade se obtém atraves de liberdade e oportunidades iguais; Vejam bem que quando eu digo oportunidades, eu não estou falando de ter mais direitos, ou oficializar um direito que em tese eu já tenho, mas que não é cumprido porque o governo tem outros interesses. Criam uma lei que não passa de mero enxuga gelo para agradar minorias, para justificar politicas e gastos em outros fins que não aquele em que deveria ser aplicado os recursos.

Quando falo em liberdade falo do direito de não querer ir votar, de não querer se alistar no excercito, de querer viver como um hippie, viver apenas do que produzir, e se tiver que receber alguma ajuda governamental que seja para proporcionar esse auto sustento, e não viver como um cliente do governo que paga alguns impostos e recebe uma ajudinha de custo para comprar feijão, que custa impostos que você paga! Precisamos ter liberdade de escolha em sermos o que quereremos ser, oportunidade (insisto oportunidade, não direito forçado para limpar um erro histórico de anos de escravidão e de desinteresse governamental) para conseguirmos ser e ARCAR com as consequências dessa decisão.

Então, antes de caírem no conto do vigário pseudo-socialista de DCE, analisem bem que desde a abertura da democracia neste pais, esses ex-militantes de esquerda assumiram o poder e permitiram que uma falsa ideia circulasse: "É culpa do Capitalismo!" E enquanto você dá murros em um inimigo invisivel que nem chegou a este país o governo financia multi-nacionais e bancos. Dá isenção fiscal a eles. Enquanto você os sustenta. Os ricos continuam muito mais ricos. Enquanto o pequeno empreendedor, que poderia ser você, está afundado em impostos e obrigações.

Não somos um pais capitalista. Podemos até ser explorados por alguns países capitalistas; culpe por isso os seus governantes, eleitos por você. Pior ainda se não elegeu, mas também não fez oposição a eles.


ADENDO: Para que fique bem claro, não estou fazendo uma defesa do capitalismo em detrimento ao socialismo, já está mais que provado que o socialismo puro não funciona. Motivo pelo qual o governo que se intitula socialista inseriu a seu programa métodos neo-liberais para sustentar seu projeto socialista.

O que quero deixar claro aqui é que para fazer uma critica ao Capitalismo como fonte de todos os males o Brasil antes deveria ser um pais totalmente capitalista para saber o que é capitalismo.


 

domingo, 30 de junho de 2013

Receitas para o fim da corrupção

Não chega a ser uma grande novidade a afirmação de que a corrupção é uma das grandes chagas que ainda insistem em impedir o desenvolvimento do Brasil e a resolução de diversos problemas que ainda nos prendem ao subdesenvolvimento. Estima-se que percamos anualmente cerca de R$82 bilhões para a corrupção, dos quais apenas uma ínfima parcela (0,7%) é efetivamente recuperada.

Também não é novidade o fato de que, entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, os casos de corrupção no Brasil parecem somente crescer em frequência e magnitude.

O que a opinião pública parece ignorar solenemente, entretanto, é a estreita ligação entre a corrupção no Brasil e a excessiva abrangência do estado em nossa sociedade.

O gráfico abaixo é composto por dados de 25 países de distintas realidades políticas, geográficas e econômicas. Nele percebemos a forte correlação entre corrupção e liberdade econômica por meio da análise de dois rankings internacionalmente reconhecidos: o Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional, e o Índice de Liberdade Econômica, da Heritage Foundation.

A correlação entre as duas variáveis é visível. É claro que nem toda correlação implica em uma relação de causalidade, mas temos bons motivos para crer que um mercado mais livre afeta, sim, o nível de corrupção encontrado em um país. Isto deve-se fundamentalmente ao fato de que quanto maior a participação do estado na economia e a autoridade conferida a seus agentes para interferirem no processo de mercado, maiores são as oportunidades de corrupção.

Dadas as dificuldades no cumprimento de tarefas tão prosaicas e, ao mesmo tempo, tão vitais ao crescimento e desenvolvimento do país, como a abertura de um negócio, a obtenção de uma licença ou o pagamento de tributos, é natural, e até instintivo, que se busque maneiras de contornar tais obstáculos. Some-se a isso a falta de uma cultura de transparência e prestação de contas por parte dos poderes públicos e um sistema penal permissivo e ineficiente (onde a probabilidade de punição é baixíssima) e temos um ambiente perfeito para o florescimento da corrupção em suas diversas formas.

Parafraseando Nelson Rodrigues, o subdesenvolvimento institucional brasileiro não é fruto de improviso, mas sim uma obra de séculos. Neste contexto de apatia da sociedade civil e hipertrofia de um estado com vocação patrimonialista, não se pode falar em diminuição da corrupção sem antes colocarmos o estado em seu devido lugar. O escritor e satirista político P.J. O’Rourke resume bem a questão: “Quando a compra e venda são controladas por legislação, as primeiras coisas a serem compradas e vendidas são os próprios legisladores”. Ao delegarmos a agentes políticos a autoridade de definir de maneira tão arbitrária, e cada vez mais abrangente, quais bens e serviços serão negociados, e em que termos o serão, estamos não só abdicando da nossa liberdade de escolher, mas também oferecendo um prato cheio para que interesses específicos “adotem” determinadas causas e políticos que as defendam.

“Se os homens fossem anjos”, escreveu James Madison no número 51 d’O Federalista, “nenhum governo seria necessário”. A tragédia é que o processo político estabelece incentivos que parecem garantir que justamente aqueles dotados das características menos “angelicais” cheguem ao poder. Diante deste cenário, é absolutamente necessário que o governo seja tão enxuto quanto possível.

Quanto maior o escopo de atuação do estado e da “sociedade política, menos sobra para o indivíduo e para a sociedade civil. Em síntese: se queremos diminuir a corrupção que permeia e contamina as instituições políticas brasileiras, é preciso reduzir os poderes nas mãos dos políticos. Uma sociedade de homens livres deve reclamar para si o direito de escolher o que fazer com sua vida, liberdade e propriedade sem ter que delegar parte fundamental de sua autonomia a uma autoridade política.
Fábio Ostermann para o Ordem Livre

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Pela garantia do direito de protesto pacífico, despartidarizado e pelo fim do estado!



Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;



Todo estado é opressor. Estado Opressor = Policia Violenta.

Fossem Libertários quem estivessem protestando pelo fim do estado e pela desestatização dos transportes. Receberiam o mesmo tratamento da PM, talvez até com mais violência. Os governos, em especial as prefeituras, proíbem qualquer tipo de iniciativa inovadora no transporte coletivo, inviabilizando a concorrência, favorecendo e subsidiando grupos fechados de empresas. Vans, perueiros e redes colaborativas de caronas são perseguidos e encarados como criminosos.

Portanto não posso compactuar com isso.

Em benefício dos usuários, a solução para o transporte público é a desestatização. Sem reservas de mercado, sem planejamento central, sem perseguições as iniciativas empreendedoras, sem controle de preços, sem carteis e monopólios públicos, sem subsídios.


O dia que os intelectuais de araque pararem de ler Marx e o povo entender que o estado é prisão, os governantes terão motivos para tremer.

O Grupo Passe Livre é formado em sua maioria, por militantes do Psol, PSTU,PCO, PCR e PCdoB. Organizou os protestos contra o aumento das passagens em São Paulo. Não permitam que os protestos sejam usados politicamente em prol de uma causa mofada e fracassada como o socialismo. Não sejam massa de manobra!

Taquem fogo nas bandeiras de partidos. Expulsem todos os partidários independente da sigla e da ideologia, são todos iguais!!!




Mais: Quem disse que não é possível Trasporte coletivo e privado?http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1365

terça-feira, 11 de junho de 2013

Estado e Religião são monstros que se equivalem.




Em resposta ao artigo do Instituto Misses Brasil: Religião e Libertarianismo

Walter Block, é muita ingenuidade da sua parte este pensamento de que "O inimigo do meu meu inimigo é meu amigo". O inimigo do meu inimigo fatalmente será meu único inimigo ao final.

Ayn Rand tinha total razão ao propor uma agressiva rejeição a Deus.

Estado e religião são dois monstros que se equivalem. Igualmente inimigos da liberdade civil e da iniciativa econômica.  Ao destruir um você terá que lidar com o outro fortalecido pela ausência do primeiro. O ideal seria estimular que ambos se destruíssem ou se enfraquecessem ao ponto de serem abatidos politicamente.

Desde a Revolução Francesa, o estado vem querendo tomar o lugar da igreja e da religião na tarefa de arbitrador do que é certo e do que é errado na vida privada do cidadão. Por mais que o estado se esforce, o fato é que, no final, a população ainda reconhece a igreja, a religião e várias outras entidades privadas como as genuínas merecedoras de atenção enquanto que a classe politica é vista como salafrários e esbanjadores.

O fato de o estado comunista de Lênin e Stalin ter matado mais que a religião não compensa os séculos de opressão religiosa, seja qual fosse a doutrina religiosa vigente. E se o estado Soviético matou mais, se deve unicamente a conclusão que ambos tiveram de que a religião é uma concorrente do estado comunista na obtenção do controle máximo do povo.

O cristianismo, como todas as religiões, possui regras que não podem simplesmente ser descartadas para satisfazer o pensamento cultural da época. Eis ai o problema no que tange a liberdade civil.

São vários os exemplos que comprovam que um estado totalitário nada difere de um Teocrático. Os Talibãs são prova disso. Mas não é preciso ir até o exemplo dos Talibãs. Aqui mesmo no Brasil podemos encontrar exemplos contra a religião: Basta ver as leis e propostas que tem sido colocadas em votação aqui no Brasil pelas bancadas Teocráticas. Todas sem exceção ferem liberdades civis e se intrometem em debates puramente científicos e médicos.

Aqui alias no Brasil as distorções são tantas que corremos o risco de no fim das contas sermos devorados pela maior e mais temível das Quimeras: Um estado "Social Teocrata".



"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)