Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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sexta-feira, 24 de março de 2017

Rafael Andreazza Daros: Por que virei à direita?

Sim, eu sei. Já existe um livro com o mesmo título deste artigo. Não quero plagiá-lo, mas me pareceu apenas o título mais apropriado para este ensaio.

Tendo já flertado no passado com algumas ideias de esquerda, talvez alguns pudessem se perguntar porque a critico tanto hoje. Alguns podem até dizer que o faço por conveniência e que não mantenho contato com esquerdistas por medo do contraditório e que busco apenas viés de confirmação para as minhas ideias.

Entretanto, digo por experiência própria que simplesmente não vale a pena debater com esquerdistas. Tivessem eles bons argumentos, talvez mantivesse alguns em meus círculos de relacionamentos para confrontar minhas ideias. Mas tudo que consegui até hoje foram apenas desapontamentos.

Podem até me chamar de radical de direita se quiserem. Não me importo. A questão é que o motivo de ter abandonado toda e qualquer simpatia pela esquerda é um só: a absoluta mediocridade intelectual da esquerda.

O esquerdista típico não debate com você, apenas despeja juízos de valor sobre a sua posição baseados na posição dele. Se o assunto é a reforma da previdência, ele não tentará provar que as análises sobre a insustentabilidade da previdência estão erradas, apenas se limitará a dizer que quem é a favor da reforma está a favor do capitalista malvadão e quer tirar o dinheiro do trabalhador. Mostre a eles este vídeo com argumentos mostrando que o boicote a países que exploram a mão-de-obra infantil apenas piora a situação dessas crianças e será acusado de ser um sociopata ou estar a serviço dos interesses dos empresários.

Até hoje, eu NUNCA vi um esquerdista capaz de fazer uma argumentação sólida e pautar seus argumentos em evidências. Você pode discutir com vários deles sobre desarmamento sem que nenhum deles traga um único dado empírico sobre algum país que tenha visto sua criminalidade despencar depois de desarmar a população. Ou sobre algum país que tenha visto o padrão de vida do trabalhador decair por ter legalizado a terceirização. Talvez o exemplo mais emblemático seja este artigo culpando o neoliberalismo por todos os males do mundo. Uma verdadeira obra-prima no que se refere ao uso da retórica em detrimento dos fatos.

Como exemplo, há 2 passagens do texto em especial que me chamaram a atenção. A primeira é quando o autor fala que a cobrança de juros é uma forma ilegítima de renda que apenas transfere renda dos pobres para os ricos. Em momento algum ele sequer pareceu ver a necessidade de se perguntar por que então as pessoas contraem dívidas se sabem que vão precisar pagar juros, ou do fato delas pegarem empréstimos porque têm urgências financeiras e não podem esperar poupar o bastante. Tampouco o autor parece levar em consideração a hipótese de que os bancos simplesmente iriam à falência ou se negariam a conceder empréstimos se fossem impossibilitados de cobrar juros. E, quando tais questões são levantadas por economistas e intelectuais "de direita", jamais os esquerdistas se focam em mostrar algum erro de análise ou fato equivocado. No máximo, pegam citações fora de contexto e interpretadas da forma mais porca possível para que possam denegrir a imagem do autor como se tratasse de um lunático ou um mau caráter cujas ideias nem merecessem resposta.

O comportamento padrão do esquerdista não é rebater o argumento, mas simplesmente desmerecer a fonte como se não fosse digna de crédito algum, ou então atacar espantalhos através de alguma ampliação indevida, extrapolando vícios individuais como se fossem vícios da sociedade (um ato racista isolado jamais é visto como um ato racista isolado, mas sim como uma prova de que "a sociedade" é racista e precisa ser "consertada" através do poder redentor do estado). Já debati com uma esquerdista que simplesmente se negou a ler um link que enviei que expunha melhor a minha posição simplesmente por se tratar de um colunista da Veja. Outros, quando apresentados a um fato novo ao qual não davam crédito, simplesmente perguntavam em tom de deboche: "leu na Veja né?". Outro, novamente ao ser apresentado a um texto que explanava melhor a minha posição, simplesmente acusou o texto de ser "burguês e comportado", seja lá o que isso queira dizer. Outras 2 simplesmente acusaram certos autores liberais de serem um fascista e um racista, mas tampouco foram capazes de justificar a alegação ou de sequer citar algum pensamento do autor em questão que pudessem levar alguém a crer que nutrem algum apreço pelo fascismo ou pelo racismo (a primeira simplesmente mencionou que "ouviu falar" que o autor era fascista e aparentemente aceitou tal alegação como fato consumado sem sequer perguntar o motivo).

Um conhecido meu disse ter percebido como a esquerda quase nunca cita fontes primárias. Há outra passagem no texto sobre o neoliberalismo que mostra isso, quando ele afirma que "O consumo e o crescimento econômico são os motores da destruição do meio ambiente". Uma rápida consulta no google é capaz de refutar isto. Se fosse verdade, então os lugares mais devastados deveriam ser aqueles onde há mais crescimento econômico e mais consumo. Entretanto, dos 10 lugares mais poluídos do mundo, nenhum deles está em países desenvolvidos. Os países mais desenvolvidos da lista são Rússia e Argentina.

Na visão da esquerda, TUDO que acontecesse de ruim no mundo é culpa de alguém que quer efetivamente promover o mal, e nada parece ser deixado ao fruto do acaso ou de forças fora de nosso controle. Por exemplo, se uma vacina mata 10 crianças e salva outras 1000, então os esquerdistas irão acusar a indústria farmacêutica de só se importar com o lucro e não ligar a mínima para as vidas humanas. Se um petroleiro naufraga causando um desastre ambiental, então a culpa é do capitalismo ou da "ganância" dos empresários, apesar do fato de que o desastre tenha causado prejuízo a todos os envolvidos e sem nenhuma consideração à mera possibilidade de existir ou não alguma tecnologia de navegação 100% à prova de acidentes, ou ao fato de que usar meios alternativos de transporte possam causar ainda mais impacto ambiental no longo prazo por dispensarem mais recursos para serem transportados. Toda a retórica esquerdista se baseia em criticar a realidade em prol de uma utopia imaginária: enquanto o capitalismo é criticado por situações lamentáveis que ainda persistem - mesmo que sejam mais acentuadas em países socialistas ou com agendas claramente anticapitalistas - o socialismo é julgado por sua retórica, jamais por fatos.

A visão de esquerda parece se basear em uma busca quase quixotesca por heróis para se admirar e vilões para se odiar. Quase sem exceção, a sociedade ocidental é a vilã, não raro como se esta fosse a fonte de todos os vícios e de toda a maldade no mundo. Um comentário que vi esses dias sobre essa questão ilustra muito bem essa visão por beirar o absurdo. Reproduzo abaixo:

Este pensamento é velho: Se não fosse este trabalho ‘escravo’ os asiáticos estariam em uma situação pior. O cara do vídeo mostra, eu até já li o livro do Krugman. Por tras (tão atrás disto que ninguém lembra) existem dois sistemas de valores que um dia estavam em conflito, agora um domina. Os asiáticos estavam muito bem (obrigado) treinando tai chi chuam e comendo peixe cru, quando chegaram os ocidentais e falaram: vcs não são civilizados, tem um padrão de vida baixo e etc. Mas pelos valores orientais não estava tão ruim. Conversa vai conversa vem, o capitalismo criou um novo mercado consumidor, mão de obra e fonte de matéria prima. Algum tempo depois temos escravos modernos, pobreza, criminalidade alta, prostituição de crianças e toda uma rede de ideologia para que ninguém faça a pergunta proibida: sem os valores ocidentais sobre os quais o capitalismo está assentado os asiáticos não estariam melhor? Pq que tenho que consumir tanto?
Parece uma historia que teve com uns povos que moravam na ‘américa’
Em outras palavras, o que o sujeito está dizendo, implicitamente, é que o oriente era praticamente uma sociedade utópica até que os selvagens ocidentais trouxeram todos os males que afligem o continente. O fato do ocidente ter sido a primeira sociedade na história a condenar e abolir a escravidão parece ser algo de uma realidade paralela, assim como o fato dos povos orientais também terem cometido diversas atrocidades, sendo a China comunista e a Coreia do Norte os exemplos mais notáveis. Será que ele acredita, como deixa transparecer, que sequer existia pobreza no Oriente antes da chegada dos "ocidentais malvadões"?

Para qualquer um que se interesse pelo mundo intelectual e preze pelo rigor e pela honestidade intelectual, e que não seja mau caráter nem tenha rabo preso com alguma visão de mundo ou partido político, a superioridade intelectual da direita é gritante. É praticamente impossível ler autores como Sowell, Mises, Hayek e Dalrymple - entre tantos outros - , e continuar sendo um esquerdista. Eu pelo menos não conheço nenhuma exceção a esta regra. Muitos dos maiores nomes de intelectuais liberais e conservadores são, eles próprios, ex-esquerdistas.

Nelson Rodrigues disse uma vez que não há ninguém mais bobo do que o esquerdista sincero porque ele não sabe nada e apenas repete o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer. Mas mesmo isto me parece uma visão condescendente demais na minha opinião. Como não tenho rabo preso com nenhuma sensibilidade politicamente correta, vou um pouco além: não suporto a esquerda porque o esquerdista padrão é um boçal.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Wilson Agostinho: Por que a esquerda chama de nazista qualquer um que se oponha a ela?



Por que os esquerdistas vivem chamando os outros de "fascistas"? Já vi esse rótulo colado nas figuras mais díspares: cristãos, liberais, conservadores, maçons, militares latino-americanos, anarquistas, social-democratas, muçulmanos - todo mundo. Nem judeus escapam: Menachem Begin e Arthur Koestler levaram essa carimbada umas dúzias de vezes.

De onde vem essa mania, essa necessidade compulsiva de dar a cada desavença, por mais mesquinha e estapafúrdia, o ar de um épico "combate antifascista"?

Detesto conjeturas psicológicas. Prefiro o método genético do velho Aristóteles. Em quase cem por cento dos casos, contar como as coisas começaram já basta para a plena elucidação de causas e motivos.

Até o princípio dos anos 30, os comunistas não ligavam muito para fascismo ou nazismo. Papai Stalin ensinava-lhes desde 1924 que esses movimentos eram apenas a "radicalização suicida da ideologia capitalista", prenunciando o "fim" do "império burguês" e a "vitória final" do socialismo. "O nazismo", dizia-se, "é o navio quebra-gelo da revolução." De repente, em 1933, partindo de Moscou sob o comando de Karl Radek, uma onda de antifascismo varreu a Europa sob a forma de livros, reportagens, congressos, passeatas, filmes, peças de teatro. Intelectuais independentes apareciam nos palanques ao lado dos poetas oficiais do Partido. Manifestos antinazistas traziam as assinaturas de estrelas do cinema.

Entre essas duas épocas, algo aconteceu. Adolf Hitler, eleito chanceler, preparava-se para grandes conquistas que requeriam o poder absoluto. Ansioso de eliminar concorrentes, e não podendo abusar do apoio recalcitrante do exército alemão, recorreu à ajuda da instituição que, no mundo, era a mais informada sobre movimentos subversivos: o serviço secreto soviético. A colaboração começou logo após a eleição de Hitler. Em troca da ajuda militar alemã, vital para o Exército Vermelho, Hitler era informado de cada passo de seus inimigos internos. O sucesso da "Noite das Longas Facas" de 1934 inspirou Stalin a fazer operação idêntica no Partido soviético: tal foi a origem do Grande Expurgo de 1936, no qual o serviço secreto alemão, já disciplinado por Hitler, retribuiu os favores soviéticos, descobrindo e forjando provas contra quem Stalin desejasse incriminar. O famoso pacto Ribentropp-Molotov foi somente a oficialização exterior de uma colaboração que já era bem ativa fazia pelo menos SEIS ANOS.

A onda mundial de histrionismo antifascista foi inventada por Karl Radek, em primeiro lugar, como vasta operação diversionista. Apenas um truque para jogar areia nos olhos dos antifascistas ocidentais, para que não percebessem a colaboração secreta, então cada vez mais intensa, entre a URSS e a Alemanha nazista, colaboração da qual o próprio Radek, no auge da campanha em carta confidencial a um amigo, confessava: "O que ali digo (contra o fascismo) é uma coisa. A realidade é bem outra. Ninguém nos daria o que a Alemanha nos dá. Quem imagina que vamos romper com a Alemanha é um idiota."(Cit. em Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54.)

De Paris a Hollywood, idiotas pululavam entre os escritores e artistas. Arregimentá-los como "companheiros de viagem", criando a cultura do comunismo chique que até hoje dá o tom nos meios pedantes em países periféricos, foi o segundo objetivo da operação. Eram pessoas importantes, formadoras de opinião, que conservavam sua identidade exterior de "independentes", ao mesmo tempo que serviam obedientemente ao comunismo porque suas vidas eram controladas através de suborno, envolvimento e chantagem. Um exemplo entre centenas: André Gide, que era homossexual, durante anos não teve um companheiro de cama que não fosse plantado ali pela espionagem soviética. Quando se recusou a colaborar, a sujeira colecionada nos arquivos despencou em cima dele. Por análogos procedimentos, a espionagem soviética colocou a seu serviço André Malraux, Ernest Hemingway, Sinclair Lewis, John dos Passos e muitos outros, como também atores e atrizes de Hollywood, que, além do glamour, garantiam para Moscou um regular fluxo de dólares, moeda indispensável nas operações internacionais. O controle dos intelectuais era feito diretamente por agentes soviéticos, em geral à margem dos partidos comunistas locais, que por isto foram pegos de surpresa pelo pacto de 1939.

A terceira finalidade do "antifascismo" foi recrutar espiões nas altas esferas intelectuais. Alguns dos mais célebres agentes soviéticos, como Kim Philby, Guy Burgess, Alger Hiss e Sir Anthony Blunt, entraram para o serviço por meio da campanha. Conforme o combinado com Hitler, nenhum dos então recrutados foi usado contra a Alemanha nazista, mas todos contra os governos antinazistas ocidentais.

Comunistas, espiões e "companheiros de viagem" carregam pesada culpa pela mais sórdida fraude já montada por uma parceria de tiranos. Em suas mais notórias expressões, toda a cultura antifascista da época, o espírito do "Front Popular", matriz do antifascismo cabotino que ainda subsiste no Brasil, foi a colaboração consciente com uma farsa, sem a qual as tiranias de Hitler e Stalin não teriam sobrevivido a suas oposições internas; sem a qual portanto não teria havido nem Longas Facas, nem Grande Expurgo, nem Holocausto. O “Front Popular” foi um antifascismo de fachada inventado por Stalin para encobrir a ajuda que a URSS estava dando ao rearmamento do Exército alemão. Serviu também para desmoralizar a direita francesa, então a única voz (com a honrosa exceção do isolado e inaudível general de Gaulle) que defendia o fortalecimento militar da nação para fazer face à iminente agressão nazista, enquanto a esquerda e o centro queriam -— e obtiveram — o desmantelamento das Forças Armadas. Graças à campanha “antifascista”, Hitler pôde assim esmagar a França sem dificuldade, precisamente aliás conforme os cálculos de Stalin, que planejava usar os nazistas como pontas-de-lança para um ataque devastador às democracias ocidentais.

Desde a abertura dos Arquivos de Moscou que todo esse episódio está bem esclarecido. Mas o esforço conjunto de intelectuais, professores, jornalistas e idiotas úteis à serviço da ideologia socialista foi muito eficiente em ocultar da população uma descoberta histórica que ameaçava neutralizar o apelo hipnótico de um adorado mito stalinista.

Neurose, dizia um velho amigo meu, é uma mentira esquecida na qual você ainda acredita. A compulsão comunista de exibir "antifascismo" xingando os outros de "fascistas" revela o clássico ritual neurótico de exorcismo projetivo, no qual o doente se desidentifica artificialmente de suas culpas jogando-as sobre um bode expiatório. Nos velhos, é hipocrisia consciente. Nos jovens, é absorção simiesca de um sintoma ancestral que acaba por neurotizá-los retroativamente, fazendo deles os guardiães inconscientes de um segredo macabro.

Por isso, amigos, quando um esquerdista chamar qualquer um de vocês de "fascista", não se rebaixe tentando explicar que não é. Ninguém neste mundo deve satisfações a um colaborador de Hitler.


Bibliografia:

Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Preparem-se para a guerra de narrativas: O PT desistiu do presente e já se prepara para o futuro.

Sinceramente acho que Dilma vai ser condenada mas, acredito que a esquerda vai ganhar a narrativa de golpe.

Explico: A estrategia de defesa de Dilma agora gira muito mais em torno de uma interpretação da lei de responsabilidade fiscal. Gerando uma dubiedade no texto da lei.

Dilma seria condenada por um julgamento politico somente, pelo conjunto da obra, pela vontade da maioria da população e por políticos com medo de contrariar esse anseio. (A narrativa de golpe foi criada para constranger esses políticos, não colou agora, mas pode colar no futuro). Não porque de fato cometeu um crime. É isso que corre o risco de acontecer.

Nessa foto podemos ver um golpe em curso

Dilma admite estar fazendo uso de um jogo de narrativa ao dizer que se for condenada pelo senado é golpe, se for inocentada todo o processo foi democrático. O que é contraditório. Mas não para Dilma nem para o PT. Há um objetivo por trás disso.

O PT já desistiu do presente e se prepara para o futuro gravando um documentário durante o julgamento no senado. O objetivo é muito simples contar a história pelo seu ponto de vista no futuro para os jovens. Basicamente seus filhos serão cooptados por professores nas escolas que exibirão esse documentário em sala de aula.

Enquanto a esquerda se prepara para cooptar novas gerações nas escolas a direita não parece ter mudado muito.

Conservadores consideram que sejam eles responsáveis pela queda de Dilma. Quando na verdade só conseguiram com a ajuda de um rato como Cunha. Não articularam politicamente para tal. Se hoje a esquerda perdeu o monopólio das ruas, da indignação e das narrativas quem lhes forneceram argumentos e provas para refutar e atacar a esquerda foram odiados e descartaveis liberais. Ao contrário do que pensam os seguidores de um filosofo metido a aiatolá messiânico. (O aiatolá era contra o impeachment e promoveu perseguição aos movimentos de rua).

A guerra politica será essencial nos tempos que se seguem e conhecimento de publicidade e propaganda será primordial para aqueles que pretendem entender o que se passará nos próximos anos.

Estudem, sigam menos gurus, mitos ou semi-divindades que irão salva-los da "ameaça comunista" e se preparem para contar às próximas gerações o que de fato aconteceu. Não houve golpe, houve um projeto de poder partidário que naufragou e levou um pais inteiro junto.

E tudo que tenho a lhes dizer.

Não há golpe:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo"


Demonizar todo um gênero parece ser a nova tática daqueles tipos que acham que o dia 31 de outubro deveria se chamar de dia do Saci. Em nome de um nacionalismo e culturalismo provinciano.



A revista on-line Medium publicou um artigo o qual deixo o link para a "apreciação" ou enjoo de quem se propor ler.

Algo que intensifica os ataques a todo um gênero musical por conta da repercussão a atitude de um ato de um de seus ídolos nos EUA. Ato devidamente execrado pelo meio, embora causando enorme polêmica e reflexão por fatores comuns à cena do Metal mundial, no que se refere a intrigas e brigas de backstage e até interpretação errônea ou equivocada da cultura e história Americana. Inclusive comentei sobre isso no meu ultimo post.

O fato é que o autor ao comentar uma entrevista passada do compositor e cantor, Seu jorge, no post começa se apresentando como um ex-roqueiro agora já amadurecido, e mais alguns jargões tendenciosos e cheios de preconceito implícito típicos de um militante esquerdista. Afinal para ele crescer e amadurecer só foi possível após deixar de ouvir metal. - Para mim o amadurecimento veio quando passei a ter que pagar minhas contas - tudo para no final fazer apologia à musica que acha que preserva a "negritude" e a cultura do negro.

É o mesmo pensamento de quem acha que filho de pobre em comunidade só deve ter curso musical que o leve a aprender a "bater lata".

Eu espero que leiam se tiverem algum estômago para que minha conclusão a seguir faça o sentido esperado.

Notem que em qualquer debate onde o esquerdista estiver ele vai querer dar as cartas, ele vai querer que sigamos pelas regras dele. Ocorre que TODO esquerdista, toda pessoa que possui ideias coletivistas se considera acima do bem do mal, se julga intelectualmente, e mesmo moralmente superior

O texto inteiro é uma enorme cagação de regras. Como não tenho a menor preocupação com a estética posso usar esse termo, pois ele é o que melhor define como a imprensa comum e a especializada vem atuando.

Voltando ao chorume em forma de texto opinativo. No ponto em que o autor questiona a proporção de negros no rock nacional, nós podemos afirmar usando a lógica que que se negros são uma minoria, então o rock está representado em número compatível com essa minoria na cena mais mainstream. Já que o Rock nacional no seu auge foi o mais puro e comercial mainstream.

Mas se olharmos pro underground, ontem e hoje, os negros e pardos estão muito mais representados no público e nas bandas. Aqueles que estão na rua e nos points e vêem isso. Então o lugar do negro é no rock sim. Ele está no lugar certo, no underground longe do mainstream, longe do politicamente correto (o novo mainstream) representando sua "negritude" fazendo o que lhe convém como bem quer e tocando um som criado por negros, e não o que alguns hipsters engajados que provavelmente só visitaram um morro pra fazer trabalho de faculdade ou para comprar baseado, acha que ele deve fazer. (agora estou me dando ao luxo de fazer os meus julgamentos com base nos meus preconceitos - e nunca disse que não os tinha).

Lamentavelmente a merda que o Phill Anselmo fez esta servindo para levantar esse tipo agenda esquerdista que quer propagar como o rock deve ser, e o lugar onde o negro deve ou não estar.

Não faltam exemplo de negros que fogem do lugar comum pretendido por intelectuais branquinhos de DCE cheios de boas intenções. essas ovelhas desgarradas são costumeiramente execrados. Cito como exemplo o jovem Fernando Holyday do MBL (Movimento Brasil Livre) que frequentemente sofre ataques da militância que supostamente diz defender os direitos de pessoas como ele. Vejam artistas como o Lobão, sempre polêmico. Sempre do "lado errado" da história.

Ninguém aqui é tolo o bastante de dizer que não há correntes racistas e nazistas dentro rock. Existem e são frequentemente rechaçados. Da mesma forma que existem correntes do rock que defendem comunismo, mesmo ignorando suas mortes contabilizadas em centenas de milhões ao longo da história; da mesma forma que o Rock e metal possui bandas nazistas, de esquerda, conservadoras, libertárias, anarquistas, satanistas, religiosas. Eu entendi depois de tantos anos que essa sempre foi a verdadeira diversidade a que o rock se propôs a difundir.

O rock e principalmente o metal por origem sempre tiveram o intuito de desagradar as convenções e verdades absolutas do mundo. Se o rock e o metal tivessem que possuir alguma ideologia politica esta deveria ser o anarquismo, mas o rock pode ser QUALQUER COISA que um musico e um ouvinte quem tocar ou ouvir. Mas ele sempre irá desagradar o mainstream social e as convenções impostas.



"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo". Só prova que os defensores da moral e dos bons costumes mudaram de vestimenta, de cara, nome e de discurso. Mas o pensamento inquisidor, desqualificador e cagador de regras continua lá.

Dizem por ai que o Diabo é o pai do Rock, outros dizem que ele é o pai da mentira. Do rock, pra mim o pai é Little Richard (negro, alias). Já se ele é o pai da mentira, a mãe com certeza é a esquerda.

Eu já sinto saudades quando eram os crentes mais fervorosos que se sentiam incomodados com minhas camisas de banda. Espero que as pessoas do meio metálico não acreditem nesse conto do vigário esquerdista.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A esquerda mundial está ruíndo

- Na Venezuela após 20 anos finalmente o governo bolivariano sofreu uma derrota histórica nas eleições do pais. Maduro não tem mais a maioria do congresso. A derrota nas urnas foi tão acachapante que Maduro teve que aceitar a derrota nas urnas, mas antes deve tentar algum golpe para governar por decretos (algo parecido ao que Dilma tentou ano passado) e com apoio militar.

- Na Argentina uma vitória quase sem precedentes. Um candidato não Kirchnerista (esquerda) e não Peronista (populismo) venceu as eleições presidenciais. Mauricio Macri é liberal e líder de um partino criado recentemente.

- Na França a direita (a quem a globo insiste em usar o termo extrema-direita para desqualificar) conseguiu uma vitória importante sobre os socialistas, muito motivado pelo fracasso da esquerda na politica com imigrantes e que culminou nos ataques a Paris cometidos por extremistas infiltrados no pais graças a essa politica.

Meus queridos, a esquerda mundial está ruindo. Não é algo local ou pontual. É uma tendencia mundial.

No Brasil existem dois processos que podem tirar o mandato de Dilma Roussef por ter cometido fraudes contra a responsabilidade fiscal e estelionato eleitoral.

A chance de nos livrarmos dessas baratas tontas bolivarianas do governo está se abrindo.

O foco é vermelho e devemos manter os olhos abertos às linhas auxiliares desse projeto: REDE, PSOL; e a esquerda água com açúcar: PSDB. Mas para derruba-los, teremos que dinamitar também as raposas velhas que deram suporte e apoio a esse projeto nefasto (Leia-se PMDB e demais aliados).

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A direita brasileira é uma zona!

A direita brasileira é uma zona.


A oficialização do Partido NOVO veio como uma boa nova (perdão pelo trocadilho) aos liberais, como eu, finalmente temos um partido para votar. Ao mesmo tempo assistimos a nova direita se esfacelando, com o movimento "libertário" se tornando um circo, com a divisão do IMB e o MBL correndo para o lado errado.

O sonho libertário durou o tempo que leva para um virjão melar as calças diante de uma mulher. Segundos

Eu confesso que entendo o pessoal do MBL. As vezes é preciso se juntar a monstros para derrubar um monstro maior. Mas quando você é apenas uma formiguinha isso pode te custar muito caro se você não tiver cancha pra derrubar o monstro que restar...

Explico. Ao babar o ovo de FHC, socialista Fabiano, que há algum tempo tem se mostrado contrário ao Impeachment de Dilma. O MBL errou feio, errou rude. O PSDB nunca fez oposição séria ao PT. Os tucanos sempre foram daquele discurso do: "Discordo mas respeito". Se você discorda de algo mas respeita, você não pode se dizer opositor, no máximo divergente -  e já aprendemos com uma famosíssima "jênia" socialista morena que discordância só existe entre os iguais. (Confesso que agora tudo faz sentido) - ou cúmplice.

Numa briga entre 'Mothra' e 'Godzilla' você não se mete, você corre e torce pro vencedor estar fodido demais pra te perseguir. Quando os monstros são quase que primos que discordam tomar partido de um deles é o mesmo que se meter em briga de casal. Se eles se separam ok, você está bem. Se eles voltam a ficar juntos adivinha quem se ferra? O MBL se condenou pelo seu pensamento 'pragmático'. No máximo terão uma boa carreira politica como outros tantos como o ex-cara-pintada, ex-une Lindenbeeergh! Mudam os personagens, mantem-se os ciclos.

Nesse contexto eu vejo pessoas a quem admiro fazendo "escolhas de Sofia" e analises, no mínimo equivocadas, para explicar suas escolhas. Esses estão sendo execradas por seguidores de uma nova seita: O 'Olavismo', seita esta que parece uma simbiose com a entidade adorada, a quem as vezes consigo dar razão e reconheço importância, mas o comportamento dos fieis é igual ao do ídolo e beira ao Rabies virus. Esse comportamento do Olavo nunca me incomodou pois eu não sou a pessoas mais ponderada do mundo, e em meio a palavrões você sempre encontra uma ideia difícil de refutar
(não a toa a esquerda prefere pegar aquele xingamento ali no meio para invalidar seus argumentos).

Por experiência própria (Como eu costumo querer resolver minhas pendengas na porrada mesmo) eu sei que as pessoas tendem a não ouvir quem berra, por mais que tenha razão. preferem ouvir mais quem tem voz mansa e lhes diga o que querem ouvir.

Só o tempo vai dizer quem realmente 'tem razão'. O que fica claro é que a 'nova direita' vai morrer sem comer ninguém.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Kleryston Negreiros: Roqueiros e músicos do Brasil desconhecem a história de sua musica




A ideia básica do movimento punk, quando surgiu em NY no início dos anos de 1970 era "do it yourself". Traduzindo: faça você mesmo. Na verdade não era algo pensado e sim uma postura de uma geração entediada e que se via distante de seus ídolos no rock. Percebiam o distanciamento com a imprensa e não conseguiam espaço no mainstream pra fazer sua arte.

Eram caras comuns, do subúrbio, que trabalhavam e na maioria das vezes não podiam pagar um curso de música na Juliard ou entrar pra Rolling Stone. Então adotaram uma postura. Começaram a produzir os próprios fanzines, os próprios shows e peças, fazer saraus e financiar os próprios livros, fazer a própria música dentro do que cada um podia ou queria. Isso revolucionou o rock em particular e a música em geral. Eles exerceram seu direito individual de vencer por seus próprios méritos. Adotaram valores que hostilizavam o Estado, o status quo e quando tentaram associá-los ao comunismo (no caso do New York Dolls), estes oportunistas eram rechaçados.

E por que falo isso? Pra essa molecada que coloca uma blusa dos Ramones na cara pra protestar no meio de black blocks. Pra moleques que usam uma camisa do Ratos de Porão e se acham os "militantes revolucionários", os "filhos da revolução, burgueses sem religião". Cantam que 'País é esse?' como hino de batalha.

Crianças, façam o dever de casa. Estudem o gênero que curtem. Aqui no Brasil, devido a época em que chegou o punk, foi associado aos conflitos de classe do ABC, punk foi associado como de esquerda, mas nessa época, quem não apoiava os militares era automaticamente de esquerda. Hoje isso não tem sentido.

Portanto, jovens, antes de pagarem pau pra idiotas como os do Dead Fish ou o Teco Seropédica, conheçam a história do punk em particular e do rock em geral e verão que a postura destes sempre foram liberais/libertárias, contra o Estado interventor, contra vitimismos e mimimis e defendendo a autonomia de criar os próprios caminhos de maneira livre e individual.

[Nota do Blog] Defensores da esquerda parecem ignorar também que na União Soviética e no Leste Europeu não havia uma proibição oficial mas o gênero era mal visto pelo estado. Bandas locais eram permitidas, mas tinham de passar por censores. Discos de bandas estrangeiras simplesmente não eram lançados, mas o mercado negro proliferava.

Na Hungria viu surgirem bandas cultuadas como Omega e Illes, enquanto a Tchecoslováquia ficou famosa pela Plastic People of the Universe que se tornou ícone na luta contra a ocupação Soviética.

Na China, o veto ao rock fez parte da Revolução Cultural (66-69). Entre os países islâmicos, a Indonésia proibiu o rock durante três décadas (60-90) e o Paquistão entre os 77 e 88. No Afeganistão sob o talibã, qualquer tipo de música, exceto seus cânticos devocionais, foi proscrito entre 94 e 2001.

Che Guevara, ícone mór dessa gente teve como a primeira de suas ordens oficiais, ao tomar a cidade de Santa Clara, banir a bebida, o jogo e os bailes de rock como "frivolidades burguesas"? O próprio neto de Che, Canek Sánchez Guevara, não escapou da perseguição. O guitarrista sofreu nas garras do regime policialesco que seu avô ajudou a criar, e preferiu fugir de Cuba. O Heavy metal, dado a extremismo, é ainda mais rechaçado em países islâmicos como o Irã; onde artistas do gênero são expulsos de seu país.

Direita e esquerda, já tiveram, ou ainda tem, problemas com o rock; por seu DNA contestador e transgressor. De fato o único sistema em que o Rock se identifica é o Anarquismo, talvez o Libertarismo também se adaptasse perfeitamente. Metade dos Ramones eram conservadores assim como hoje são Dave Mustaine e Ted Nugent. Você não os vê segregando seu público conforme a orientação politica.

Aos fãs de Rock comunistas e socialistas sugiro que façam "Rock Socialista", sem Rock. Pois rock é coisa de Yankee imperialista. Ou continuem ignorando este fato e sejam felizes com sua total incoerência.[NT]


Mais sobre: "Che Guevara não gostava de rock" - Relatos históricos sobre a proibição e Censura ao rock: PT 2
http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/che-guevara-nao-gostava-de-rock-relatos.html

Relatos históricos sobre a proibição e Censura do rock: Parte 1
 http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/rock-proibidao-relatos-historicos-sobre.html

domingo, 2 de novembro de 2014

Nelson Motta dá uma aula de capitalismo a Juca Kfouri

O jornalista e ex-militante de esquerda Nelson Motta dando uma aula de Capitalismo ao também jornalista e ainda esquerdista Juca Kfouri, em seu programa de entrevistas na ESPN Brasil.




O tiro, pelo visto, saiu pela culatra; Juca.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Flávio Morgenstern: A esquerda apoia os maiores genocidas da humanidade, mas os direitistas é que são "viúvas da ditadura"

"A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística". (Joseph Stalin)




Fonte: Página de Flávio Morgenstern do Facebook

A esquerda está defendendo o "legado" de Chávez e Maduro na Venezuela. Jura que o fato de cubano ter de usar o jornal do partido pra limpar a bunda é culpa do "embargo americano", e não de Fidel Castro (o fato de venezuelanos fazerem o mesmo agora é insuficiente para que eles notem uma conexão óbvia entre eventos IDÊNTICOS).

Partidos que tomaram as ruas no Brasil em 2013 diziam que precisavam dar armas para Saddam Hussein enfrentar o "imperialismo".

Prometiam o mesmo para o líder do Partido Socialista tanto da Sérvia quanto da Iugoslávia Slobodan Milošević, o cara que fez a maior "limpeza étnica" desde Adolf Hitler - esse tirano defendido por um Nobel como Harold Pinter.

O PCdoB, abertamente stalinista e principal aliado claro do PT (o PMDB é apenas fisiológico), declarou apoio ao ditador mais esquisito do mundo, Kim Jong-un, - da Coreia do Norte - lamentando pela morte de seu pai, Kim Jong-Il, usando o nome do PT na carta (depois o PT negou, mas o nome ficou lá).

Link: Horror na Coreia do Norte

O homofóbico que assassina mulheres que "traem" maridos mortos Mahmoud Ahmadinejad é recebido com afagos por Lula (e, segundo Idelber "não sou comunista, mas" Avelar, quem o critica é a "elite Leblon-Morumbi"). Enquanto a iraniana Sakineh corria o risco de ser apedrejada, nem um pio do movimento feminista ou de Dilma Rousseff, então no auge da campanha eleitoral.

Muammar Kadafi foi chamado de "meu amigo, irmão e líder" pelo mesmíssimo Lula.

Robert Mugabe, o socialista que fez o Zimbábue inteiro ter um PIB de pouco mais de 50 dólares, é amigo de Chavez, que copia seu método (e é a base da Escola de Frankfurt, do Direito Penal coitadista de Eugenio Zaffaroni e, claro, da economia distributivista dos nossos "mundo-melhoristas").

Bashar al-Assad é outro socialista "baath", como Saddam Hussein - apelando ao multiculturalismo e à concentração de poder do socialismo para favorecer "o social". Depois que a coisa fede, acham lindo que ele caia.

Anwar Al Sadat ganhou o Nobel da Paz por favorecer a ascensão de Hosni Mubarak ao Egito, vencendo Israel e mantendo uma espécie de "trégua" em troca do poder brutal egípcio. Quando derrubado pela Primavera Árabe, quem entrou em seu lugar foi a Irmandade Muçulmana, a organização mais anti-Ocidente que existe. Foram saudados por gente como Manuel Castells, o "maior sociólogo do mundo".

O historiador marxista Eric Hobsbawm, perguntado se valeria a pena Stalin ter matado 30 milhões de pessoas (!!!) em troca da consecução do socialismo pela BBC, respondeu apenas "Yes". Apesar de judeu, recusou-se até a fazer escala em Tel Aviv, preferindo os genocidas hoje derrubados pela Primavera Árabe.

Slavoj Žižek, além de defender Mao (70 milhões de mortos na conta), Fidel, Che e a caterva toda, é um dos poucos socialistas a admitir o óbvio: que o nacional-socialismo é uma forma de, ehrr, socialismo, e que portanto o problema de Adolf Hitler foi não ter sido "suficientemente violento": foi só contra os judeus, quando deveria ter mirado em todo o sistema capitalista. Também garante que o pior dos stalinismos é melhor do que a melhor democracia capitalista.

Mao Tsé-tung também é o ídolo de gente como Luiz Gushiken, que estava em altíssimo posto do governo Lula.

Sempre que o próprio povo tentou tirar o poder de genocidas do porte de Nicolae Ceauşescu, capaz de financiar experimentos com eletrochoque em bebês para que odiassem o capitalismo, ou Enver Hoxha, que proibiu até a comunistíssima barba, se diz que estão sofrendo golpes de "fascistas", quase sempre "financiados pelos Estados Unidos". Depois essa mesma galera fala em "criminalização dos movimentos sociais" (pergunte sobre isso para Lech Wałęsa, que com o sindicato ilegal "Solidariedade", conseguiu expulsar o comunismo da Polônia, sob o ditador Wojciech Jaruzelski).

Sob esse mesmo "argumento" construíram uma das maiores bizarrices do mundo (até para padrões do mundo antigo): o Muro de Berlim, "barreira de protecção anti-fascista", segundo Walter Ulbricht (nomes completamente desconhecidos da nossa esquerda).

Até quando Pol-Pot matou mais de 1/4 da população do Camboja de fome e no morticínio mais brutal da humanidade em menos de 8 anos, Noam Chomsky disse que ele apenas havia matado cerca de mil "traidores" nas páginas do New York Times.

MAS NÓS, DIREITISTAS, QUE SOMOS VIÚVAS DA DITADURA.

Dizer que um ditador é de "direita" não torna nenhum direitista parecido com um ditador. Já a esquerda sempre precisa se desculpar e fingir que não foi bem assim, que apoia os maiores genocidas da humanidade por amor aos seres humanos etc. Nenhum ditador brasileiro foi de direita, muito menos o que chamam de "extrema-direita" erroneamente por aí.

Entendeu?


Flavio Morgenstern
Redator, Tradutor, Analista de Midia e colunista do sites: O Implicante e Ordem Livre

(Para aqueles que não possuem capacidade cognitiva, este texto foi escrito por Flávio Morgenstern em seu perfil do Facebook, sendo este post apenas uma reprodução)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Porquê eu não sou conservador: Um silencio vergonhosamente ensurdecedor

Dedico este post aos fãs de figuras como Jair Bolsonaro e outras viúvas de 64.
Enquanto conservadores continuam dizendo que não existe homofobia e racismo, enquanto escritores de direita fazem artigos dizendo que prefeririam não ter filhos homossexuais. E enquanto a esquerda continua passando a mão na cabeça de bandido incurável chamando de abandonado social. Essa combinação mortal leva ao caso abaixo:

Créditos pela imagem: Rick Ferris

Menino teve fígado dilacerado pelo pai, que não admitia que criança gostasse de lavar louçaLeia mais sobre esse assunto


E agora José? Ou melhor, Jair?

A condução do caso da parte da mãe - que não trabalhava e vivia de mesada dos avós do menino - de entregar seu filho nas mãos de um pai - ex-presidiário, usuário de drogas, com histórico de agressões a outros parentes - se deve na origem pelo estado se intrometer de forma mais errada possível na criação dos filhos alheios.

[A legislação brasileira não permite que um pai eduque seu filho em casa. Ele é obrigado a matricular seu filho em uma escola]

Não se sabe se é este o caso, ou apenas trata-se de uma mãe preguiçosa e omissa. Mas assim mesmo o estado errou, a mãe errou, o silencio dos vizinhos, a homofobia ignorada por conservadores, a proteção que a esquerda dá a bandidos os classificando como "abandonados sociais". Todos esses erros custaram a vida de uma criança.

A esquerda ficar alardeando sobre homofobia já é esperado, mesmo que o autor do crime seja um de seus excluídos sociais, com co-autoria do estado a quem glorificam. Mas vergonhoso mesmo é o silêncio dos conservadores sobre este caso.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Porquê eu não sou conservador?

Lí a coluna do Rodrigo Constantino e fiquei pasmo diante do cinismo. Usar o caso de Vinicius Romão para insinuar que não existe racismo no Brasil é de uma idiotice tão grande que serve apenas para demonstrar o porque de a "direita" daqui não ter relevância alguma num país repleto de partidos de esquerda que malandramente tomam pra si a defesa contra o preconceito racial.

"O ator Vinicius Romão acabou sendo preso após o registro de ocorrência de um assalto nas proximidades do Hospital Pasteur, no Méier. A copeira Dalva teve sua bolsa roubada, e descreveu o bandido como um homem de camiseta e bermuda preta, negro e com cabelo no estilo “black power”. 

O que Jean Wyllys e os demais oportunistas de plantão fingem não saber é que houve um retrato falado da vítima do roubo que batia com o perfil do ator. Como alguém consegue alegar racismo em um caso desses escapa à minha compreensão.

Paulo Coelho da Direita - Constantino foi muito hábil em perceber os métodos, incoerências e melindres do que ele batizou acertadamente como "esquerda caviar", mas ele tem perdido a mão em vários outros temas, talvez para satisfazer seu público alvo de leitores dos seus livros. Este é um deles.

Basicamente meu xará, Vinicius, foi preso por estar na hora errada e no lugar errado. Fosse qualquer outro negro de cabelo black power seria preso e "reconhecido" também. Talvez se aplicando a lógica de que "negro e tudo igual", assim como muitos dizem que japonês é chinês "é tudo a mesma coisa'. Foi preciso uma campanha na internet pedindo socorro ao seu caso, divulgada por artistas globais, uma vez que Vinicius era figurante de novelas da emissora carioca, para que pudesse responder o crime em liberdade (Mesmo de ter sido inocentado pela vitima posteriormente). Fosse qualquer outro perrapado responderia pelo crime preso. Outro sintoma grave da nossa sociedade. Imaginem quantos não estão presos por aí porque a vitima se "confundiu", mas não tem apoio de estrelas globais para pedir sua soltura? Essa é a questão.

Lembremos que estamos falando da Policia Militar do Rio de Janeiro, aquela que promove a "guerra da carne". Transferindo cadáveres de um lado para outro para maquiar números das estatísticas de violência no Grande Rio. Nada impede que o reconhecimento de um suspeito seja feito 'à moda Bangu'. Só o Constantino e outros parecem não saber disso.

Uma coisa é você não querer entrar no esquema da esquerda que se aproveita desse tema com frequência para se promover às custas de conflitos de classes. Outra é querer tapar o sol com uma peneira furada e negar o óbvio ululante: Existe racismo no Brasil e ele não se estende apenas a negros, há xenofobia contra nordestinos por parte de estados do sul e sudeste e até mesmo em alguns estados do nordeste no interior os mesmos nordestinos tem preconceito contra negros. Fruto de uma completa ignorância de todo o povo desse país.

É tão evidente o racismo por aqui que até mesmo a esquerda metida a defensora dos frascos e comprimidos, se dá ao luxo de ser racista quando um negro ousa sair de sua tutela e pensar por si só. Aí surgem as ofensas de "Macaco", "Capitão do mato" como foram feitas a Joaquim Barbosa quando este condenou os heróis petistas no caso do mensalão.

Eis um dos motivos pelos quais eu não sou conservador. Além da proximidade com religiões sedentas por imporem sua própria teocracia os conservadores, para não entrar na conversa chorosa e oportunista da esquerda; fingem que homofobia, racismo e preconceito social não existem no Brasil. Se no caso do menor preso ao poste eu afirmo que não se tratava de racismo e sim de um problema de segurança pública e acertei em cheio onde admito, errei apenas ao imaginar que se tratava de uma reação da população, quando na verdade era apenas bandido x bandido.

Pode até ser que no caso de Vinicius também não se trate de racismo e que a policia tenha agido com extrema eficiência; eu por conhecer de perto o modus-operandi de nossas "otoridades" me dou ao direito de desconfiar. Sem dúvidas houve "vontade excessiva" da PM em resolver logo um caso de qualquer jeito. Pegaram o primeiro elemento que viram pela frente.

Sensato nisso tudo apenas o pai de Vinicius, Jair Romão, ao dizer "Não ficou mágoa em relação a ela  (Dalva). Qualquer um pode se confundir, ela foi assaltada, estava sob forte estresse emocional. Sinceramente, não considero preconceito"

Agora se ficar provado que Vinicius Romão praticou mesmo o crime, volto apenas para me desculpar com a policia e parabeniza-la. Nunca e esses conservas míopes.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nova linha editorial do Shogunidades para 2014. Menos politica, mais humor e sarcasmo



Nova linha editorial do Shogunidades.

Eu tomei uma decisão para 2014. Falar menos sobre a questão direita x esquerda, falarei bem menos sobre politica. Na verdade deixarei de fazer analises mais profundas como na trilogia de artigos "Dividir e conquistar" e me limitarei a comentar alguns fatos de forma mais humorística e sarcástica.

O motivo? O motivo é que eu me cansei, eu deixei de acreditar, tendo em vista que as mentes mais brilhantes ou mais dotadas de informação não passam de uma massa uniforme de bosta de cavalo. Eles se tornaram uma turba de imbecis onde temos como exemplo libertários de esquerda; anarco-capitalistas testemunhas de Rothbart; socialistas admiradores de assassinos que consideram fuzilamento de ricos um meio de diminuir a desigualdade social; temos jornalistas que parecem desconhecer como funcionam os direitos trabalhistas; temos os mais diversos tipos de idiotas úteis que vivem pedindo mais estado para resolver os problemas que normalmente eles já não conseguem resolver e artistas que dizem "li Marx, não sou marxista mas defendo suas ideias e gostaria que o estado interferisse mais nas coisas"; filhinhos de papai que nunca souberam de fato o que é a vida de pobre e o mais próximo que tiveram de realidade de um pobre foi uma conversa de cinco minutos na copa da cozinha com a empregada da família, que só andam de transporte coletivo "de onda", que curtem filosofar sobre a pobreza bebendo burbons, fumando um "cachimbo da paz" com vista pro mar da sua varanda; e, principalmente, enquanto o brasileiro achar que o estado é um Deus que vai resolver todos os problemas dele.

Eu cansei. Agora eu apenas irei rir da minha desgraça de viver no mesmo lugar que vocês.

Essa é a minha promessa para 2014, bem melhor que fazer uma dieta.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Página do PT no Facebook abusa da desonestidade intelectual em imagem que "explica" o que é "Esquerda" e "Direita"





Após ver essa atrocidade não aguentei e tive que ir postar lá:

Pessoas que usam desonestidade intelectual não servem para discussão.

Com esse tipo de gente só um verbo se aplica: desmascarar. O que o PT chama de inclusão social: gato net na favela? Uniformes escolares bonitos? Transporte irregular sem fiscalização? Obras faraônicas em alguns hospitais sem médicos? Gente morrendo nas filas? Milícia organizada e mantida por agentes do Estado? Bolsas esmola que vem do bolso da classe média, que trabalha quase 5 meses para pagar todas as contas, e que no fim mantém os beneficiados como bois eleitores? Carga tributária maior que nos tempos do PSDB ( a quem vocês demonstrando completa estupidez chamam de "direita"), mesmo com essa fajuta política de IPI zero e outras patifarias? Esgoto a céu aberto? Transporte público atuando mediante cartel e 24 horas apenas nas áreas nobres? Gastos elevadíssimos com publicidade? Falência do pouco que ainda temos (PETROBRÁS)? Elevação do analfabetismo?

Se isso for inclusão social, alguém me diga o que é segregação e precariedade.

Vou parar por aqui até porque o que eu já escrevi é pouco perto das cagadas cometidas.

Uma pena que eu não me lembrei de falar sobre o "Minha casa, minha desgraça". Prédios feitos com material de segunda em locais de risco, sem assoreamento. Sem planejamento de transporte, esgoto, lixo, transito.

É muita cara-de-pau. Dá ódio!!


Mas se é pra explicar. Eu acho que esse aqui combina mais com o PT


domingo, 15 de setembro de 2013

Blog sobre politica e cultura faz confusão sobre Libertários.

Nossa, que confusão!

O Blog Mingau de Aço parece não compreender bem o que é a filosofia do Libertarianismo, ou Libertários.

Escrevi o seguinte:

Estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária). E não, definitivamente não usamos o termo "diversidade".

Há uma confusão do nobre blogueiro sobre o liberalismo e libertarianismo que é até justificável. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião. Mas há entre nós que pense dessa forma.

De uma maneira geral ser libertário é exigir a diminuição do estado, defender o livre mercado e a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Qualquer outra coisa diferente disso não é libertarianismo.

Eu até tentei escrever isso nos comentários do post mas parece que é bloqueado.

sábado, 2 de março de 2013

Censurado! - Relatos históricos sobre a proibição e Censura do rock: Parte 1 - PMRC


Postado originalmente em: 29 de agosto de 2011


Ao longo da história o Rock já sofreu tentativas de proibições ou censura prévia em vários países, inclusive, em seu país de origem. O caso mais famoso e notório de tentativas de censura ocorreu nos Estados Unidos.

A história da Parents Music Resource Center (PMRC): Quando a direita americana tentou proibir o Rock.


Na metade dos anos Oitenta, surgiu uma guerra contra o Rock e Heavy Metal, o pivô disso tudo foi uma organização chamada PMRC. Formada por esposas de influentes políticos de Washington, esse grupo causou uma verdadeira polêmica no mundo da música.

Seriedade e responsabilidade ou apenas uma ideia sem fundamentos criada por mulheres sem muito conteúdo e sem ter nada melhor para fazer e de políticos emergentes em busca de um trampolim nas suas carreiras?

Vamos à história:


Em uma manhã de Dezembro de 1984, Tipper Gore, esposa do, então senador Al Gore ouvia junto com sua filha a trilha sonora do filme “Purple Rain”. Uma das músicas contida nesta compilação era “Darling Nikki”, do músico Prince e ao ouvir a canção, Gore ficou chocada com as referências a masturbação que esta continha. Ela então começou a assistir diversos vídeos de rock com sua filha, incluindo “Hot for Teacher” do Van Halen, “Rock You Like a Hurricane” do SCORPIONS e “Looks that Kill” do Motley Crüe.

Ela falou com várias de suas amigas para alertá-las sobre o fato, destacando-se Susan Baker, Pan Howar e Sally Nevius, esposas, respectivamente, do Secretário do Tesouro, James Baker, do Corretor Imobiliário de Washington, Raymond Howar e do presidente do Conselho Civil de Washington, John Nevius. Juntas elas formaram a PMRC (Parents Music Resource Center), cujo objetivo era alertar o público sobre “a crescente tendência na música a respeito das letras que são sexualmente explícitas, excessivamente violentas, ou glorificam o uso de drogas e álcool”.

Resumindo: A moçoila, hoje uma tia, não tinha nada mais pra fazer além de ver clipes do Prince e pensar em masturbação. Safada!

A PMRC atribuía ao Rock o aumento das taxas de estupro e suicídio. Argumentavam que há uma estreita ligação entre o conteúdo das músicas e o suicídio de jovens. Para provar isso, usaram as músicas “Suicide Solution”, de Ozzy Osbourne, “Don’t fear the reaper”, do Blue Oster Cult e “Shoot to Thrill”, do AC/DC.

“Suicide Solution” foi composta em homenagem a Bon Scott, que morreu devido ao excesso de bebida, “solução”, na música, se refere à solução líquida, no caso, a bebida alcoólica. “Don’t Fear the Reaper” aparentemente apenas fala sobre não temer a morte. “Shoot to Thrill” demonstra ser uma música sobre mulheres e sexo; atirar é usado apenas como metáfora. Essas interpretações errôneas demonstram a ”seriedade” da PMRC.

A ofensiva das "Desperate housewives" da direita.

A primeira ação da PMRC foi mandar uma carta oficial à RIAA (Recording Industry Association of America), assinada por 20 esposas de influentes políticos e homens de negócio de Washington. A carta sugeria que a indústria musical adotasse medidas voluntárias para desenvolver diretrizes e/ou um sistema de avaliação similar àqueles do sistema de classificação de filmes da MPAA. Obviamente ouve resistência da RIAA, e, com o intento de pressioná-los, era necessário que a PMRC buscasse destaque na mídia. Para isso o grupo publicou na Washington Post uma lista com seis exigências de Tipper Gore e Susan Baker.

1 – Imprimir Letras nas capas dos álbuns.

2 – Manter capas explícitas embaixo das prateleiras.

3 – Estabelecer um sistema de classificação similar àquele dos filmes.

4 – Estabelecer um sistema de classificação para vídeos.

5 – Reavaliar o contrato de músicos que empregam violência e conteúdo sexual explícito nos palcos.

6 – Estabelecer uma vigilância da mídia por cidadãos e gravadoras, que pressionaria meios radiodifusores a não levar ao ar “talentos-questionáveis”.

Esses fatos levaram à remoção de músicas e revistas de Rock de lojas americanas, incluindo o Wal-mart, J.C. Penney, Sears e Fred Meyer.

Em agosto de 1985, 19 gravadoras aceitaram colocar a etiqueta “Parental Advisory: Explicity Lyrics” (Aviso aos pais, letras explícitas) nos álbuns para alertar sobre o conteúdo das letras. Porém antes que os rótulos pudessem ser colocados, o senado concordou em realizar uma audiência do então chamado “porn-rock”. Isto começou no dia 19 de setembro, quando representante da PMRC, três músicos, e os senadores Paula Hawkins e Al Gore testemunharam ante o Comitê do Senado sobre Comércio, Ciência e Transporte sobre “o assunto relacionado ao conteúdo de certas gravações sonoras e sugestões que embalagens de gravações sejam rotuladas para fornecer um aviso a potenciais consumidores de sexualidade explícita ou outro conteúdo potencialmente ofensivo”.

A defesa

Os músicos Frank Zappa, John Denver e Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, depuseram contra a PMRC. A bancada da PMRC esperava que Denver, músico de Folk Rock, ficasse do lado deles, mas ele testemunhou contra a censura, dizendo ser “fortemente contra a censura de qualquer tipo em nossa sociedade ou em qualquer lugar do mundo”, isso lhe deu destaque na audição.

Frank Zappa e Dee Snider defenderam suas músicas e criticaram fortemente a PMRC. Segue um trecho das criticas de Zappa.

Frank Zappa

“A proposta da PMRC é uma peça de estupidez concebida de forma doente que falha em fornecer reais benefícios às crianças, infringe as liberdades civis das pessoas que não são crianças, e promete manter a corte ocupada por anos, lidando com os problemas de interpretação e de execução ao molde da proposta.”

“O estabelecimento de um sistema de classificação, voluntário ou de outra forma, abre a porta para uma exibição sem fim de controles de qualidade morais baseadas em ‘Coisas que certos Cristãos não gostam’. O que acontece se a próxima leva de esposas de Washington exige um grande ‘J’ amarelo em todo material escrito e interpretado por judeus, a fim de salvar crianças indefesas da exposição à ‘oculta doutrina Sionista’?”

“A PMRC forjou uma besta mítica, e forma uma tramóia por exigir ‘normas de procedimento do consumidor’ para impedi-lo de convidar suas crianças para dentro de suas paredes de açúcar (N.T.: Música de Sheena Easton, que ficou na lista das “Quinze Imundas”; paredes de açúcar seria uma referência às bordas da vagina). O próximo passo é a adoção de uma ‘idade legal, de acordo com a PMRC, para compreensão da excitação vaginal?’ Muitas pessoas nessa sala iriam orgulhosamente apoiar tal legislação, mas, antes de eles começarem a traçar suas idéias, eu os incito a considerar estes fatos:”
(1) Não há evidência científica conclusiva para apoiar a idéia que a exposição a qualquer tipo de música ira causar o ouvinte a cometer um crime ou condenar sua alma ao inferno.

(2) Masturbação não é ilegal. Se não é ilegal fazê-lo, porque seria ilegal cantar sobre isso?

(3) Nenhuma evidência médica de palmas cabeludas, verrugas ou cegueira têm sido ligada à masturbação ou excitação vaginal, nem tem sido provado que ouvir referências a qualquer um dos assuntos transforma o ouvinte em uma deficiência social.

(4) A execução de uma legislação antimasturbação poderia se provar custosa e consumidora de tempo.

(5) Não há espaço o suficiente em prisões para prender todas as crianças que o fazem.

“A proposta da PMRC é mais ofensiva em seu ‘tom moral’. Ela parece forçar um conjunto de valores religiosos implícitos em suas vítimas. O Irã tem um governo religioso. Bom para eles. Eu gosto de ter a capital dos Estados Unidos em Washington, D.C., apesar dos recentes esforços para movê-la para Lynchburg, VA.”

Dee Snider: A respeito da acusação da música “Under the Blade” fazer referência ao sadomasoquismo, servidão e estupro.

“A Sra. Gore disse que uma de minhas músicas, ‘Under the Blade’, encoraja ao sadomasoquismo, servidão e estupro. As letras que ela citou não têm absolutamente nada relacionado com estes assuntos. Ao contrário, as letras em questão são sobre cirurgia e o medo que ela causa nas pessoas. Como o criador de ‘Under the Blade’, eu posso dizer categoricamente que... o único sadomasoquismo, servidão e estupro nesta música estão na cabeça da Sra. Gore.” - Comentario do blog: Tomou heim papuda? sua safadenha... -

A respeito da música “We’re Not Gonna Take it” ser classificado como incitante de violência e ser incluída na lista das “Quinze Imundas”

“Você notará nas letras na sua frente que não há absolutamente violência de qualquer tipo cantada sobre ou implícita em qualquer lugar na canção. Agora, me ocorre que a PMRC pode haver confundido nosso vídeo para a música com o significado das letras.”

“Não é segredo que os vídeos freqüentemente descrevem histórias completamente não relacionadas com as letras da música que eles acompanham. O vídeo para ‘We’re not gonna take it’ foi simplesmente feito para ser um desenho com atores humanos representando variações dos desenhos de ‘Papa-léguas e Coiote’, cada acrobacia foi selecionado de minha extensa coleção de desenhos.”


A respeito da acusação de garotos usarem camisetas do Twisted Sister com desenhos de mulheres algemadas e em posições de sadomasoquismo. 

“Isso é uma mentira completa. Nós não apenas nunca vendemos uma camiseta desse tipo; nós temos sempre levados grandes dores para nos mantermos limpos de sexismo em nosso merchandising, álbuns, palcos, show e vida pessoal. Além disso, nós temos sempre promovido a crença de que o rock ‘n’ roll não deveria ser sexista, mas deveria satisfazer a homens e mulher igualmente.”


“Eu sinto que uma acusação desse tipo é irresponsável, danosa à nossa reputação, e caluniosa. Eu desafio a Sra. Gore a produzir tal camiseta para dar razão à sua crítica. Eu estou cansado de encontrar garotos na rua que me dizem que não podem tocar nossos álbuns mais por causa das informações enganosas têm sido fornecidas a seus pais pela PMRC na TV e nos jornais.”

“A beleza da literatura, poesia, e música é que eles deixam espaço para sua audiência colocar sua própria imaginação, experiências, e sonhos em palavras. Os exemplos que eu citei antes mostraram clara evidência da música do Twisted Sister sendo mal-interpretada e injustamente julgada por adultos supostamente bem informados.”

No dia 1º de Novembro, de 1985, antes de a audiência acabar a RIAA aceitou colocar o adesivo “Parental Advisory: Explicit Lyrics” nos álbuns. Os rótulos eram genéricos, diferentemente da idéia original de se colocar um rótulo para cada tipo de letra explícita.

- Um fato curioso foi o de que o álbum “Jazz from Hell”, de Frank Zappa, mesmo sendo um álbum completamente instrumental, recebeu o adesivo.

- Houve várias reações a essa etiqueta, que ficou conhecida como “Tipper Sticker”, que traduzido ficaria aproximadamente como “Adesivo Tipper”, em referência a Tipper Gore, algumas lojas evitavam vender álbuns e outras limitavam a venda.

- Em 1987 foi fundado "Pais a Favor do Rock e o Rap", um grupo de direitos civis para protestar contra o PMRC.

Muitos políticos fazem suas carreiras criando verdadeiras cruzadas contra algum inimigo da sociedade geralmente oculto ou quem sabe um "inimigo da família", "da moral e dos bons costumes".

Nessa cruzada, Al Gore e sua esposa perderam , mas anos depois ele criou outro monstro para usar de trampolim e obteve grande sucesso. Mas isso é outra história...


"Proibido para menores"

Filme baseado nos fatos ocorridos no ano de 1986, quando três músicos que não tinham nada em comum: Frank Zappa (Griffin Dunne), John Denver (Tim Guinnee) e Dee Snider (Twisted Sister) resolveram enfrentar os tribunais para salvar o rock da censura. Contra eles estava o Centro Musical dos Pais, uma associação de esposas de senadores lideradas por Tipper Gore (Mariel Hemingway), que queriam censurar certas canções para proteger os filhos do que elas consideravam letras explícitas demais para a juventude americana. O filme mostra o modo utilizado para proibir o rock nos EUA

Dee Snider interpretou a sí mesmo no filme.


Encerro este post com uma frase do próprio Dee Snider: "O verdadeiro propósito do Heavy Metal é libertar os jovens do poder opressivo dos pais, dos políticos e dos religiosos".

Wikipedia

sábado, 29 de outubro de 2011

O Câncer de Lula e a pobreza de espírito militante

Shogunidades adverte: Ser babaca também pode causar câncer.

Segundo boletim médico divulgado na manhã deste sábado (29) pelo Hospital Sírio-Libanês, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tumor na laringe. Lula terá de fazer tratamento com sessões de quimioterapia. A doença foi constatada após avaliação multidisciplinar, e tem como principais causas o cigarro e a bebida. De acordo com relatos médicos, as chances de cura são “excelentes”.

Fonte: Folha


Câncer é sempre uma doença lamentável, para qualquer pessoa. Mas me intriga o bate-boca que ocorreu o dia todo (e ainda ocorre) no twitter; a respeito do diagnóstico do ex-presidente.

Temos a seguinte situação: Militantes, ou defensores assumidos da direita, literalmente comemorando a doença de Lula. E os militantes de esquerda (mais os do governo) indignados e furiosos com as provocações e piadas.

Alguns 'twiteiros' conhecidos de orientação direitista (oposição). Afirmam que militantes do PT, especificamente, agrediram o ex-governador Mário Covas quando este passava por um doloroso tratamento de câncer. Pelo qual veio a falecer em 2001.

Basicamente a justificativa direitista baseia-se em um "Tu quoque". O que para mim, não justifica, apenas agrava essa guerra suja para ver quem é o mais pobre de espírito, esquerda ou direita.

A oposição está passando dos limites e perdendo a noção.

QUAL É O PROBLEMA DE VOCÊS?

Não tenho como comprovar a afirmação oposicionista. E mesmo que tivesse não justifica o escarnio. Então tenho de dar razão aos esquerdistas. Mas eu gostaria muito de ver como seria o comportamento deles caso a situação fosse inversa. Me resta aguardar um futuro onde um cacique tucano também seja diagnosticado com câncer, para ver a grandeza de espírito militante do PT.

Conhecendo a hipocrisia petista. Eu não duvido que veria um comportamento igual. Só o tempo dirá.

Já sobre Lula, desejo que tenha boa recuperação. E é bem possível que consiga se curar, já que ele, tem todos os recursos para isso. e é logico que os use. Enquanto os brasileiros na sua maioria dependem do SUS, que em uma certa vez Lula disse ser quase perfeito.

Eu defendo a tese de que Lula poderia provar sua afirmação tratando-se em um dos hospitais do SUS. (Teria mais dois mandatos facilmente com isso). Não só ele mas todos os nossos políticos, tratados igual a qualquer brasileiro; sem distinção, sem tratamento especial. Afinal nós já pagamos a esses senhores assistência médica bem diferenciada. Seria justo uso do SUS. Mas é só uma tese.

É óbvio que no caso de Lula isso não se aplica, uma vez que não é mais mandatário. Eu se pudesse não faria. Afinal, ninguém é louco de ir para um açougue tratar de uma doença tão agressiva como é o câncer.

(Nota: embora o tratamento de câncer em hospitais como o INCA no RJ seja muito elogiado).

Que Lula tenha tempo para refletir sobre suas palavras a respeito do SUS, quando sentir as dores de seu tumor. E que antes de se curar, pelo menos ele possa se arrepender pela bravata, pela chacota com milhões de pessoas que dependem do SUS para tentar viver.

E na sua volta a politica, que trabalhe de verdade para que o SUS seja mesmo tão próximo da perfeição.

Sei que meu avô, falecido no Ceará em 2008. Minha tia falecida este ano. E outros tantos entes queridos que ainda lutam contra o cancer não terão a mesma sorte de Lula. Eles não terão um tratamento no Hospital Sírio-Libanês.


"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)