Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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terça-feira, 17 de abril de 2018

Aécio é Réu!

"Ain, mas e o Aécio?" Virou réu.




Avenida Paulista nesse momento lotada de pessoas protestando contra essa golpe a democracia. Acho que não...

Agora povo de Minas, façam o favor não elege-lo esse ano nem a síndico!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Foi tudo uma farsa, todos ganharam, menos o povo

Venho por meio desta anunciar que fui conscientemente feito de idiota, e insisti no erro de acompanhar pela TV um teatro. Um teatro maior que o que foi armado em 1992.


Não é a foto dos milhões nas ruas pedindo o impeachment que ficará na história, mas sim esta imagem.

O senado decidiu pelo que já estava posto. Dilma Rousseff foi impedida por 61 votos a 20, mas não há motivos para se comemorar. O Senado condenou mas não puniu o réu. Se ontem eu torcia, pelo bem da perda da narrativa de golpe pelo PT que Dilma não fosse condenada, hoje eu carrego a certeza de termos acompanhado um grande jogo de cena.

O senado chamado de golpista pelos defensores de Dilma nos últimos dias a poupou do verdadeiro castigo. Só o impeachment é muito pouco.

É um deboche contra os mais de 12 milhões de desempregados que a causadora da desgraça de tantas pessoas possa ocupar cargo público e ainda se aposentar as nossas custas. Dilma que foi a vida inteira uma burocrata de carreira vai poder exercer cargos públicos, se aposentar e ser sustentada por nós.

Misericórdia ou blindagem?

Amanhã Dilma poderá receber propostas e ser nomeada para ocupar um cargo com foro e se livrar da Lava Jato e de Moro. Todos se salvam, mesmo aqueles que discursaram pedindo que Dilma fosse também inabilitada. E a foto acima descreve de quem eu falo.

Ganha o PMDB com a presidência;
Ganha Dilma com a impunidade;
Ganha o PT com a narrativa de golpe;

Quem não ganha é o povo, que segue dividido com alguns crendo que são vitimas de um golpe e outros felizes com a cabeça da rainha louca servida numa bandeja.

Cai o projeto de poder de um partido, fica uma crise, um rombo enorme para ser tampado, ficam 12 milhões de desempregados e milhares e incontáveis empresas e negócios falidos (Um milhão e oitocentas mil segundo os dados oficiais em 2015).

sábado, 5 de dezembro de 2015

Impeachment: Chegou a hora de fazer pressão.

Quem vai votar pelo impeachment de Dilma será a mesma câmara de deputados que aprovou suas contas, mesmo cientes de que havia um rombo astronômico nessas contas.

Então amiguinho, se você é a favor do impeachment é hora de lembrar em quem você votou para deputado federal e começar a perturbar sua vida através de e-mails.

Descubram onde seu deputado reside e envie bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
O seu candidato não foi eleito? Não tem problema. Você tem o direito de cobrar QUALQUER POLITICO. Fique a vontade para escolher um.

Esses caras precisam sentir o ferro em sua vida pública e particular. Senão vão continuar vendidos.

Organize ou vá a uma mega manifestação nacional, de preferência ainda este ano. Se vir um intervencionista pedindo a volta dos militares, cuspa nele e garanta que isso seja visto e filmado. Eles devem ser tratados igual ou pior a petistas, pois eles atrapalham ao servir de papel de idiota para a mídia vendida.

E vocês que estão mais próximos de Brasilia hora de se juntar e ir lá no congresso num dia de votação qualquer fazer pressão.

Não funcionando descubram onde ficam as residências oficiais de cada um. Deixem bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.

Se você ainda não entendeu, nós somos a MAIORIA.

Não há nada que um politico mais tema que perder votos e consequentemente a chance de se reeleger.

No segundo turno das eleições de 2014 10% dos eleitores votaram em BRANCO e 21% se ABSTEVE de votar. Ou seja, não compareceu para votar.

Significa dizer que 31% dos eleitores rejeitaram os DOIS candidatos (36 milhões de brasileiros).

Somados aos 51 milhões de votos que Aécio Neves teve (48% dos votos válidos), podemos dizer que dos votos apurados: 112 milhões que votaram mais os 30 milhões que se recusaram a participar da "festa da democracia", 87 milhões de brasileiros REJEITARAM Dilma como presidente por um segundo mandato.

Isso não é pouco. São 87 milhões de pessoas insatisfeitas contra 54 milhões dos que escolheram Dilma, sem mencionar aqueles que se arrependeram após este primeiro ano desastroso.

Em uma democracia em que uma minoria elege uma presidente que fraudou dados, escondeu informações de uma crise gigantesca causada por má gestão dela própria  para ser reeleita, que mentiu mais ainda dizendo não fazer coisas que fez tão logo assumiu o cargo. Vamos permitir que essa pessoa consiga concluir seu mandato a custa de crimes contra responsabilidade fiscal?



E querem nos fazer crer que devemos respeitar esse tipo de democracia?

sexta-feira, 13 de março de 2015

Impeachment? (por Bruna Luiza)

Decidi publicar este texto pois o considero um tratado definitivo, é tudo que eu gostaria de ter escrito ou já vinha escrevendo neste blog no que se refere a politica do pais e sobre o PT de uma vez só (já falei que o PT não é a raiz de todo o mal e corrupção histórica nesse pais mas sim resultado disso). E principalmente por ser o artigo mais sensato que já lí sobre o assunto nos últimos tempos, quem sabe desde sempre.


Impeachment?
(Por Bruna Luiza)

Perdemos o foco. A idéia de impeachment se popularizou de modo desnorteado, como quem dá um grito no escuro. A população está insatisfeita e a cada dia vemos mais petistas desiludidos, mas é preciso racionalizar e organizar nossas idéias e propostas. Então, digamos que no dia 15 as ruas estejam lotadas de pessoas que querem o impeachment, que o Congresso escute o povo e o pedido de impeachment receba votos favoráveis de dois terços da Casa... Nessa hipótese, o pedido seguiria para o Senado, onde outra votação ocorreria e se, novamente, o pedido receber dois terços dos votos favoráveis, o impeachment aconteceria. Dilma ficaria afastada durante o processo, que é demorado, podendo levar até um ano. Há fôlego para manter a pressão e os protestos durante todo esse período? Suponhamos que sim, e que o impeachment seja aprovado nas instâncias mencionadas, o que aconteceria? Dilma deixaria a presidência e perderia os direitos políticos por cinco anos. Ótimo, certo? Sim. Exceto pelo fato de que Michel Temer, que vem trabalhando com o PT há anos, assumiria a presidência. E depois? Bem, depois seria mais do mesmo. As políticas permaneceriam praticamente as mesmas, pouco mudaria, e é claro, sabemos que nas próximas eleições o PT faria todo tipo de compra de voto e manipulação possível para retomar o poder --- provavelmente com a volta de Lula. E essa perspectiva não me agrada em nada.

Então, qual a solução? A solução é entender a raiz do problema. Não lhes parece engraçado que em um país onde NADA que é público funciona, nosso processo eleitoral seja o "mais moderno do mundo"? E não é uma grande coincidência que as eleições tenham se tornado totalmente eletrônicas logo após a posse de Lula? Nossas eleições são realizadas de modo muito duvidoso, por equipamentos que reiteradamente se mostram não confiáveis. O processo eleitoral deve ser transparente, fiscalizável e verificável. Um sistema que requer técnicos especializados e que não é compreensível para um cidadão comum não é transparente. A transparência na administração pública é um princípio estabelecido na Constituição brasileira, no artigo 37. Há ainda a dúvida sobre a privacidade do voto, que deve ser secreto segundo a cláusula pétrea da Constituição, artigo 60, §4º, pois em experimentos realizados na urna eletrônica, já foi demonstrado que é possível identificar os votos de cada pessoa¹. Assim, o processo eleitoral brasileiro não é secreto, e não tem transparência e, sendo, portanto, inconstitucional. Enquanto tal processo estiver corrompido, toda a política brasileira estará apoiada em bases frágeis.

Além disso, há grandes indícios de que a campanha de Dilma tenha sido financiada com dinheiro público, desviado da Petrobrás. Tal crime torna sua eleição inválida (lei 9.504 artigo 30, § 3º). Essa investigação é de suma importância, pois se comprovado o crime eleitoral de financiamento de campanha com dinheiro desviado, Dilma pode deixar a presidência, juntamente de Temer, sendo a chapa toda invalidada, e assumiria Aécio Neves, o segundo colocado. É importante assinalar aqui que Aécio só assumiria graças ao pedido de cassação da candidatura de Dilma, feito pelo PSDB nas vésperas da posse de Dilma. Na época a protocolação do pedido virou piada, muita gente ignorante chamou de recalque, mas é graças ao pedido formal, feito anteriormente à posse, que Aécio tem direito, legalmente, de assumir a presidência, pois tal protesto comprova que o PSDB não reconhece a legitimidade da eleição realizada em 2015.

Nesse cenário, portanto, Aécio Neves tomaria posse. É claro, o PSDB está muito longe do ideal, mas a retirada do PT diminuiria o aparelhamento na máquina política brasileira, e mudanças sutis poderiam trazer um novo fôlego para o povo brasileiro. Nesse momento seria preciso pressionar, mais do que nunca, pela mudança no processo eleitoral, para que seja verdadeiramente transparente, pois só assim todo o esforço teria resultados concretos: eleições limpas, lisas, justas, e realmente democráticas. Corrigiríamos as bases do sistema eleitoral, e a partir daí, com estruturas sólidas e firmes, seguiríamos para os próximos passos.

Racionalmente, talvez seja tarde para pensar nisso tudo, mas há esperanças de que não seja. Com esforço para difundir essas idéias, podemos conduzir as manifestações de modo mais organizado e consciente. O foco deve ser não apenas o impeachment puro e simples, mas um processo eleitoral transparente e secreto, de acordo com a nossa constituição. Devemos pedir que Dilma e Temer saiam da presidência não somente por sua incompetência, mas por permitirem um esquema de corrupção que irrigou sua campanha. Devemos deixar claro que não somos "tucanos", não defendemos partido algum, mas sim um Brasil limpo e renovado. Não precisamos pedir intervenção militar, precisamos pedir democracia verdadeira, pois o nosso povo ainda tem, em sua essência, os valores de honestidade e batalha diária para conquistar as coisas sem precisar do governo fazendo tudo por ele. Somos guerreiros, e queremos espaço para empreender, crescer, com uma economia livre onde cada brasileiro possa lutar para melhorar de vida sem receber migalhas do governo, e sem ver seu salário sendo sugado por impostos abusivos. E é isso que deve estar nas ruas, seja no grito, nas camisetas, nas faixas, e também, é claro, nas redes sociais. Sua participação faz toda a diferença.

Não tenha medo de difundir esses fatos, não tenha vergonha de defender o que é correto. Vamos lutar para recuperar nosso país das mãos dos bandidos corruptos que agem com descaso com o povo brasileiro. As ruas estarão cheias de petistas que recebem para manifestar. Eles tentarão subverter nosso discurso, ferir nossas propostas e até mesmo nossos corpos se preciso, mas nós temos Deus, a justiça e a verdade ao nosso lado. Com prudência, fé, temperança, bom senso e amor ao Brasil, nós podemos, juntos, conduzir nosso país por esse longo e penoso caminho de recuperação, e construir um Brasil novo e melhor.


"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)