Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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sexta-feira, 13 de março de 2015

Impeachment? (por Bruna Luiza)

Decidi publicar este texto pois o considero um tratado definitivo, é tudo que eu gostaria de ter escrito ou já vinha escrevendo neste blog no que se refere a politica do pais e sobre o PT de uma vez só (já falei que o PT não é a raiz de todo o mal e corrupção histórica nesse pais mas sim resultado disso). E principalmente por ser o artigo mais sensato que já lí sobre o assunto nos últimos tempos, quem sabe desde sempre.


Impeachment?
(Por Bruna Luiza)

Perdemos o foco. A idéia de impeachment se popularizou de modo desnorteado, como quem dá um grito no escuro. A população está insatisfeita e a cada dia vemos mais petistas desiludidos, mas é preciso racionalizar e organizar nossas idéias e propostas. Então, digamos que no dia 15 as ruas estejam lotadas de pessoas que querem o impeachment, que o Congresso escute o povo e o pedido de impeachment receba votos favoráveis de dois terços da Casa... Nessa hipótese, o pedido seguiria para o Senado, onde outra votação ocorreria e se, novamente, o pedido receber dois terços dos votos favoráveis, o impeachment aconteceria. Dilma ficaria afastada durante o processo, que é demorado, podendo levar até um ano. Há fôlego para manter a pressão e os protestos durante todo esse período? Suponhamos que sim, e que o impeachment seja aprovado nas instâncias mencionadas, o que aconteceria? Dilma deixaria a presidência e perderia os direitos políticos por cinco anos. Ótimo, certo? Sim. Exceto pelo fato de que Michel Temer, que vem trabalhando com o PT há anos, assumiria a presidência. E depois? Bem, depois seria mais do mesmo. As políticas permaneceriam praticamente as mesmas, pouco mudaria, e é claro, sabemos que nas próximas eleições o PT faria todo tipo de compra de voto e manipulação possível para retomar o poder --- provavelmente com a volta de Lula. E essa perspectiva não me agrada em nada.

Então, qual a solução? A solução é entender a raiz do problema. Não lhes parece engraçado que em um país onde NADA que é público funciona, nosso processo eleitoral seja o "mais moderno do mundo"? E não é uma grande coincidência que as eleições tenham se tornado totalmente eletrônicas logo após a posse de Lula? Nossas eleições são realizadas de modo muito duvidoso, por equipamentos que reiteradamente se mostram não confiáveis. O processo eleitoral deve ser transparente, fiscalizável e verificável. Um sistema que requer técnicos especializados e que não é compreensível para um cidadão comum não é transparente. A transparência na administração pública é um princípio estabelecido na Constituição brasileira, no artigo 37. Há ainda a dúvida sobre a privacidade do voto, que deve ser secreto segundo a cláusula pétrea da Constituição, artigo 60, §4º, pois em experimentos realizados na urna eletrônica, já foi demonstrado que é possível identificar os votos de cada pessoa¹. Assim, o processo eleitoral brasileiro não é secreto, e não tem transparência e, sendo, portanto, inconstitucional. Enquanto tal processo estiver corrompido, toda a política brasileira estará apoiada em bases frágeis.

Além disso, há grandes indícios de que a campanha de Dilma tenha sido financiada com dinheiro público, desviado da Petrobrás. Tal crime torna sua eleição inválida (lei 9.504 artigo 30, § 3º). Essa investigação é de suma importância, pois se comprovado o crime eleitoral de financiamento de campanha com dinheiro desviado, Dilma pode deixar a presidência, juntamente de Temer, sendo a chapa toda invalidada, e assumiria Aécio Neves, o segundo colocado. É importante assinalar aqui que Aécio só assumiria graças ao pedido de cassação da candidatura de Dilma, feito pelo PSDB nas vésperas da posse de Dilma. Na época a protocolação do pedido virou piada, muita gente ignorante chamou de recalque, mas é graças ao pedido formal, feito anteriormente à posse, que Aécio tem direito, legalmente, de assumir a presidência, pois tal protesto comprova que o PSDB não reconhece a legitimidade da eleição realizada em 2015.

Nesse cenário, portanto, Aécio Neves tomaria posse. É claro, o PSDB está muito longe do ideal, mas a retirada do PT diminuiria o aparelhamento na máquina política brasileira, e mudanças sutis poderiam trazer um novo fôlego para o povo brasileiro. Nesse momento seria preciso pressionar, mais do que nunca, pela mudança no processo eleitoral, para que seja verdadeiramente transparente, pois só assim todo o esforço teria resultados concretos: eleições limpas, lisas, justas, e realmente democráticas. Corrigiríamos as bases do sistema eleitoral, e a partir daí, com estruturas sólidas e firmes, seguiríamos para os próximos passos.

Racionalmente, talvez seja tarde para pensar nisso tudo, mas há esperanças de que não seja. Com esforço para difundir essas idéias, podemos conduzir as manifestações de modo mais organizado e consciente. O foco deve ser não apenas o impeachment puro e simples, mas um processo eleitoral transparente e secreto, de acordo com a nossa constituição. Devemos pedir que Dilma e Temer saiam da presidência não somente por sua incompetência, mas por permitirem um esquema de corrupção que irrigou sua campanha. Devemos deixar claro que não somos "tucanos", não defendemos partido algum, mas sim um Brasil limpo e renovado. Não precisamos pedir intervenção militar, precisamos pedir democracia verdadeira, pois o nosso povo ainda tem, em sua essência, os valores de honestidade e batalha diária para conquistar as coisas sem precisar do governo fazendo tudo por ele. Somos guerreiros, e queremos espaço para empreender, crescer, com uma economia livre onde cada brasileiro possa lutar para melhorar de vida sem receber migalhas do governo, e sem ver seu salário sendo sugado por impostos abusivos. E é isso que deve estar nas ruas, seja no grito, nas camisetas, nas faixas, e também, é claro, nas redes sociais. Sua participação faz toda a diferença.

Não tenha medo de difundir esses fatos, não tenha vergonha de defender o que é correto. Vamos lutar para recuperar nosso país das mãos dos bandidos corruptos que agem com descaso com o povo brasileiro. As ruas estarão cheias de petistas que recebem para manifestar. Eles tentarão subverter nosso discurso, ferir nossas propostas e até mesmo nossos corpos se preciso, mas nós temos Deus, a justiça e a verdade ao nosso lado. Com prudência, fé, temperança, bom senso e amor ao Brasil, nós podemos, juntos, conduzir nosso país por esse longo e penoso caminho de recuperação, e construir um Brasil novo e melhor.

domingo, 20 de novembro de 2011

Bancada evangélica tenta criar brecha que pode levar o Brasil a uma teocracia


ABSURDO!!!

Não é de hoje que eu venho avisando. Mas agora abancada evangélica mostra suas garras com toda força.

Como se já não bastasse a realização de cultos em dependências de órgãos públicos como a Presidência da República e Senado Federal, Parque Gospel no Acre, obrigatoriedade de bíblias em bibliotecas públicas, ameaças ao Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação para que esta voltasse a transmitir programas religiosos na TV pública, e a concessão de passaportes diplomáticos a pastores evangélicos (Edir Macedo e R. R. Soares), a Bancada Teocrata lança uma nova ameaça ao nosso Estado Laico de mentirinha.

O deputado federal João Campos (PSDB – GO) apresentou à Câmara dos Deputados uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acrescentar associações religiosas com capacidade pra propor ações de constitucionalidade e inconstitucionalidade no STF. É uma ação aparentemente simples, porém esconde uma verdadeira agressão ao Estado Laico e aos direitos civis de minorias.

A PEC 99/2011 que “dispõe sobre a capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”.

Para entender melhor a questão, devemos ir à Constituição Federal e consultar quem são as instituições capacitadas a questionar junto ao STF a (in)constitucionalidade de algum dispositivo. Estas estão listadas no artigo 103 de nossa Carta Magna, que diz:

“Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

I – o Presidente da República;

II – a Mesa do Senado Federal;

III – a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV – a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

V – o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

VI – o Procurador-Geral da República;

VII – o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII – partido político com representação no Congresso Nacional;

IX – confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.”

Entidades de classe como a OAB e as confederações sindicais têm a prerrogativa de questionar a legitimação de uma lei. Esse status é conferido a estes grupos restritos por sua posição de importância dentro do Estado Brasileiro. Importância já bem questionável diga-se de passagem, o que não é o caso dessas associações religiosas que inquestionavelmente não deveriam ter relevância alguma para obter este tipo de poder, pois além de ferir a constituição que determina a laicidade do estado, já possuem parlamentares e até partidos inteiros trabalhando em prol de seus interesses.

Se levarmos em conta a enorme quantidade de igrejas no Brasil, levando-se em conta que a PEC 99 não cria dificuldades para a criação dessas associações, (ao contrário das confederações sindicais, que cumprem uma série de exigências) concluímos que teremos dezenas destas associações interferindo diretamente nas leis e na constituição.

Campos conseguiu que 186 deputados de diferentes partidos e Estados assinassem a sua proposta de emenda constitucional. A maioria é da Frente Parlamentar Evangélica.

Deputados que assinaram a PEC 99/2011

PMDB
André Zacharow (PR), Aníbal Gomes (CE), Antônio Andrade, Asdrubal Bentes (PA), Átila Lins (AM), Darcísio Peroni (RS), Eduardo Cunha (RJ), Fabio Trad (MS), Fátima Pelaes (AP), Francisco Escórcio (MA), Íris de Araújo (GO), João Magalhães (MG), Joaquim Beltrão (AL), José Priante (PA), Júnior Coimbra (TO), Leandro Vilela (GO), Lelo Coimbra (ES), Leonardo Quintão (MG), Marcelo Castro (PI), Natan Donadon (RO), Newton Cardoso (MG), Paulo Piau (MG), Pedro Chaves (GO), Professor Sétimo (MA), Osmar Serraglio (PR), Raul Henry (PE), Renan Filho (AL), Ronaldo Benedet (SC), Washington Reis (RJ),

PSDB
Alfredo Kaefer (PR), Andreia Zito (RJ), Antonio Carlos Mendes Thame (SP), Bonifácio de Andrada (MG), Bruno Furlan (SP), Carlaile Pedrosa (MG), Carlos Alberto Leréia (GO), Carlos Roberto (SP), Duarte Nogueira (SP), Eduardo Azeredo (MG), João Campos (GO), Jutahy Júnior (BA), Pinto Itamaraty (MA), Paulo Abi-Ackel (MG), Raimundo Gomes de Matos (CE), Rodrigo de Castro (MG), Rogério Marinho (RN), Romero Rodrigues (PB), Rui Palmeira (AL), Ruy Carneiro (PB), Otávio Leite (RJ), Sérgio Guerra (PE), Valdivino de Oliveira (GO), Vanderlei Macris (SP), William Dib (SP),

PT
Assis Carvalho (PI), Devanir Ribeiro (SP), Domingos Dutra (MA), Eudes Xavier (CE), Geraldo Simões (BA), Gilmar Machado (MG), Jesus Rodrigues (PI), João Paulo Lima (PE), Joseph Bandeira (BA), Leonardo Monteiro (MG), Miriquinho Batista (PA), Nelson Pellegrino (BA), Sibá Machado (AC), Zé Geraldo (PA).

PTB
Alex Canziani (PR), Arnon Bezerra (CE), Josué Bengtson (PA), Jovair Arantes (GO), Eros Biondini (MG), Magna Mofatto (GO), Nelson Marquezelli (SP), Nilton Capixaba (GO), Paes Landim (PI), Ronaldo Nogueira (RS), Silvio Costa (PE), Wolney Queiroz (PE).

PDT
Ademir Camilo (MG), Damião Feliciano (PB), Jorge Silva (ES), Flávia Morais (GO), João Dado (SP), Paulo Pereira da Silva (SP), Paulo Rubens Santiago (PE), Manato (ES), Salvador Zimbaldi (SP).

PRB
Acelino Popó (BA), Antonio Bulhões (SP), Cleber Verde (MA), Heleno Silva (CE), Otoniel Silva (SP), Vitor Paulo (RJ).

PP
Aline Corrêa (SP), Arthur Lira (AL), Jair Bolsonaro (RJ), João Pizzolatti (SC), Lázaro Botelho (TO), José Otávio Germano (RS), Nelson Meurer (PR), Rebecca Garcia (AM), Roberto Balestra (GO), Roberto Britto (BA), Roberto Teixeira (PE), Waldir Maranhão (MA), Simão Sessim (RJ).

PR
Anderson Ferreira (PE), Bernardo Santana de Vasconcell (MG), Davi Alves Silva Júnior (MA), Dr. Paulo César (RJ), Gorete Pereira (CE), Henrique Oliveira (AM), João Carlos Bacelar (BA), Lilian Sá (RJ), Lincoln Portela (MG), Lúcio Vale (PA), Milton Monti (SP), Neilton Mulim (RJ), Paulo Feijó (RJ), Paulo Freire (SP), Ronaldo Fonseca (DF), Sandro Mabel (GO), Wellington Fagundes (MT), Zoinho (RJ).

PSC
Andre Moura (SE), Costa Ferreira (MA), Antônia Lúcia (AC), Edmar Arruda (PR), Erivelton Santana (BA), Filipe Pereira (RJ), Lauriete (ES), Marcelo Aguiar (SP), Mário de Oliveira (MG), Pastor Marco Feliciano (SP), Ratinho Júnior (PR), Silas Câmara (AM), Takayama (PR), Zequinha Marinho (PA).

PSB
Ariosto Holanda (CE), Audifax (ES), Domingos Neto (CE), Dr. Ubiali (SP), Edson Silva (CE), Givaldo Carimbão (AL), Gonzaga Patriota (PE), Jefferson Campos (SP), Júlio Delgado (MG), Pastor Eurico (PE), Paulo Foletto (ES), Ribamar Alves (MA), Sandra Rosado (PSB), Valadares Filho (SE), Valtenir Pereira (MT).

DEM
Arolde de Oliveira (RJ), Efraim Filho (PB), Hugo Napoleão (PI), José Nunes (BA), Júlio Campos (MT), Júlio Cesar (PI), Onofre Santo Agostini (SC), Vitor Penido (MG),

PPS
Carmen Zanotto (SC), César Halum (TO), Stepan Nercessian (RJ),

PRTB
Aureio (RJ).

PCdoB
Chico Lopes (CE), Daniel Almeida (BA), Delegado Protógenes (SP),

PSL
Dr. Grilo (MG), Francisco Araújo (RR).

PTC
Edivaldo Holanda Júnior (MA),

PHSFelipe Bornier (RJ), José Humberto (MG).

PVGuilherme Muss (SP), Henrique Afonso (AC), Lindomar Garçon (RO), Paulo Wagner (RN), Roberto Lucena (SP);

PRIzalci (DF), Maurício Quintella Lessa (AL)

PRPJânio Natal,

PMNJaqueline Roriz (DF), Walter Tosta (MG)

PTBdoB
Lourival Mendes (MA)

Está rolando na internet uma petição contra a emenda e que manifesta o temor de que a Frente Evangélica esteja tentando abrir uma brecha para a implantação aos poucos de uma teocracia no Brasil.


Se aprovada, essa PEC representará um passo significativo para a implantação de uma teocracia no Brasil.


Fontes:





quinta-feira, 2 de junho de 2011

Somos todos iguais...

Art 5º da constituição: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade

I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Não precisava de mais nada. É só seguir isso.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Defensora de Sérgio Cabral comprova em comentário no blog o quanto são burros os militantes do governador

Uma comentarista fake chamada renata, (assim mesmo com letra minúscula em um nome próprio) ao tentar defender o (des)governador Sérgio Cabral em uma postagem do blog: Ao serem detidos, Integrantes da "Marcha da Maconha" se comparam a abolicionistas. Em que os manifestantes citaram Cabral como um defensor da liberação da maconha. Comprovou toda a falta de inteligência ou completa alienação dessa gente que vota ou milita em favor do governador.

Vejam o comentário:

renata disse...

Eu acho que liberdade de expressão é um direito. Agora se será legalizado ou não, é outra história. Cabral está avaliando o caso da liberação.


Talvez ela não saiba que a descriminalização, ou não, do uso recreativo da maconha NÃO É FUNÇÃO E SEQUER DEPENDE DO CRIVO DE UM GOVERNADOR DO ESTADO. Que isso é uma questão que cabe somente ao Senado e ao Congresso Nacional. Sem mencionar a completa falta de nexo do restante do comentário.

Meus ovos doeram...

Falta conhecimento sobre a Constituição do Brasil e à Legislação brasileira sobre Drogas. Seria cômico se não fosse tão trágico.

PQP, só tenho gente burra me cercando...

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)