Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

31/03 - O dia que nunca acaba.

Ontem dia 31/03 foi aniversário do golpe, ou revolução de 64 - chame como lhe convier - imposta pelos militares.

Não vou me estender na questão histórica aqui, já disse neste blog algumas vezes que a situação do Brasil era a de dois grupos brigando entre sí para impor uma ditadura.

Venceram os militares.

Não viramos uma Cuba graças a eles, mas não nos livramos da ameaça das ideias mofadas vermelhas também pela inabilidade deles em lidar ideologicamente e intelectualmente com a esquerda.

- Permitiram a infiltração do marxismo e gramscismo nos centros acadêmicos, num projeto que já havia começado anos entes do contra-golpe.

- Inábeis em lidar com os centros acadêmicos impuseram censura ao pais e deram argumentação mais que suficiente para que qualquer um possa critica-los.

- Ampliaram a atuação do estado aprovando algumas das reformas de base pretendida por João Goulard e deixaram o pais um campo próspero para o estatismo de esquerda que viria após a "abertura".

- Foram inábeis com a economia deixando o pais num buraco econômico sem precedentes até então, antes do atual causado por Dilma.

- E o pior, torturaram, mataram e criaram falsos mártires. Mártires que não cansam de bradar sobre a liberdade que temos em critica-los graças a sua luta. Liberdade esta que nunca pretenderam nos dar.

O que nos leva aos fatos ocorridos ontem, dia 31/03/2016.

Ontem ao invés das comemorações dos militares pela lembrança da data o que vimos foi uma manifestação nacional organizada pelas centrais sindicais e partidos de esquerda a favor do mandato do Dilma Roussef e e de Lula. Artistas, políticos e militantes famosos discursaram "a favor da democracia", mas é preciso frisar que esse democracia a que eles defendem não é a democracia onde a maioria decide o que quer no pais. A "democracia" defendida por essas siglas é a democracia onde eles decidem o que é melhor para o pais sobre a visão deles. É a democracia que só vale quando eles estão no poder.

Ontem o que ocorreu no pais foi a manifestação daqueles favoráveis ao execrável decreto 8.243 que ressuscitava os "soviets" da antiga União Soviética. Decreto esse que foi derrubado pelo congresso num raro momento de lucidez da classe parlamentar prostituída.

A "democracia" defendida por essa gente é a democracia onde o voto popular só tem validade quando elege um dos seus. E seu mandato passa vigorar como decisão divina, qualquer tentativa de retirar do poder um governante aleito por apenas 38% da população apta para votar é classificado como golpe, mesmo que seja a vontade da maioria da população - eleitores dessa candidatura arrependidos, inclusive. Quando a "democracia" elege um mandato não pertencente a essa 'nata ungida' o mandato pode e deve ser derrubado, pois é impopular. Não a toa, o partido dos trabalhadores ao longo de toda a sua história fez 50 (CINQUENTA) pedidos de impeachment a outros governantes.

O Partido dos Trabalhadores escolheu como data de sua manifestação contra aquilo que chamam de golpe, o 31/03. Se a intenção era de usar o simbolismo da data para dizer que "não vai ter golpe", devo dizer que se há algum simbolismo é de que a manutenção de um governo sem moral, que assume publicamente via twitter oficial do palácio do planalto que cometeu o mesmo crime cometido por outros governo, os quais o partido não hesitou em pedir cassação em 50 oportunidades fica claro quem é o golpista.

Os militares podem ter vencido em 64, mas nos 21 anos que estiveram no poder não foram capazes de deixar o Brasil livre daqueles que ainda querem dar o seu golpe. Gente que insiste em esfregar na nossa cara a sua "luta" por democracia. A democracia deles, onde a 'voz do povo' só vale quando o eleito é um deles.

É só mais um motivo para eu odiar o governo militar, não bastasse todo o estrago que fizeram a economia do pais, ao estrangular a liberdade econômica e inchar o estado. Criaram esses mártires sujos que não cansam de esfregar na nossa cara a suposta divida que dizem termos com eles.

E eu sempre tive vontade de cuspir na cara de quem faz isso, pois eu nunca pedi pra esses caras lutarem, não por liberdade - eles nunca quiseram isso; o que eles queriam é nos transformar numa Cuba, nas palavras deles "vamos fazer Cuba" - nunca pedi para assaltar bancos, explodir bombas e enfrentar um governo, militar que só foi posto no poder por um golpe porque do outro lado também haviam golpistas.

Estamos vivenciando um golpe, do golpe sobre o golpe.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Contar para não esquecer: Golpe Militar x Guerrilha Armada


Os 50 anos do golpe militar de 64 tem sido relembrado à exaustão pela imprensa, movimentos sociais, políticos e pela sociedade civil.

Eu concordo que esse fato, possivelmente nosso maior fato histórico mereça a lembrança (principalmente depois do AI 5); a critica e principalmente uma análise isenta para evitarmos que se faça manipulação de ideias com fins políticos desse marco histórico.

Hoje a esquerda chora seus mortos e conclama a verdade sobre os desaparecidos, nada mais justo se não fosse o uso politico e a forma revanchista que os governistas tem usado nas "comissões da verdade". O uso politico fica evidente quando é lembrado da Lei da Anistia, um acordo politico que se sobrepõe a qualquer tentativa de punir torturadores e militantes. Outra mostra do uso politico foi a presença apenas 400 pessoas comparecem a um ato que lembrava 50 anos do golpe militar e pedia punição a torturadores da ditadura. Onde estavam as organizações e movimentos sociais?(http://folha.com/no1433549).

O tendencialismo acontece de todos os lados. - Até quando o Bolsonaro vai ao congresso fazer suas picuinhas de sempre - Interpreta-se a coisa como se fosse uma luta da bandidos x mocinhos e nunca foi isso. Era uma luta para ver quem implantava uma ditadura primeiro; Se seria militar aos moldes do Chile, Argentina etc... ou aos moldes de Cuba. Ou seja, democracia NÃO ERA UMA OPÇÃO. Credita-se que o golpe foi feito devido a politica reformista de João Goulart. Mas não se enganem.

Do meu ponto de vista liberal, tudo não passou uma guerra de Estatistas x Estatistas.

Na economia isso pode ser percebido pela semelhança do que o atual governo petista faz para o que foi feito pelos militares.

No lado politico sugiro que procurem pelos manifestos da esquerda da época e vejam se havia alguma menção da devolver o mandato a "Jango". Não, o interesse era fazer no Brasil uma revolução aos moldes de Cuba ou da União Soviética.

A esquerda como um todo hoje nega até a morte isso, para evitar ser vinculada ao regime genocida de Stalin. Mas a verdade é essa.

Ainda em 61, após a renuncia de Jânio; Raul Pilla, líder do Partido Libertador na época, já antevendo que um golpe poderia vir de um dos lados tentou propor uma emenda parlamentarista para retirar o poder do executivo e diminuir os incentivos para qualquer tipo de golpe.

Em seu discurso disse: "... Ninguém se iluda, Sr. Presidente. Ou conseguiremos, graças ao bom funcionamento deste admirável instrumento que é o sistema parlamentar, transpor a caótica situação em que se encontra o país, evitando os salvadores de várias categorias, que já andam a espreitar a presa, ou nada nos salvará da ruína, num mundo em que a democracia do poder parece ir levando à catástrofe final”."

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/discursos/escrevendohistoria/emenda-parlamentarista

Obviamente essa emenda não foi aprovada.

Enquanto se relembram os quase 400 mortos e desaparecidos do "nosso" regime militar. Nossos governantes mantém relações estreitas com o regime cubano.

De acordo com O Livro Negro do Comunismo - escrito por estudiosos franceses de esquerda (ou seja, dificilmente uma mera publicação "direitista" ou de "fanáticos anticastristas de Miami") - ocorreram 14.000 execuções por fuzilamento em Cuba até o final de década de 1960. (Slobodan Milosevic, não custa lembrar, foi a julgamento por ter ordenado 8.000 execuções.

Tenta-se transformar o Golpe Militar em algo semelhante ao Holocausto Nazista. Deveriam lembrar que em Cuba, modelo pretendido pelos guerrilheiros se matou muito mais que a ditadura militar brasileira.

A luta armada pouco ou nada tem de melhor em relação ao regime militar. Não havia nada de democrático nela. E se nos dias de hoje os ex-guerrilheiros através de seu partido (PT) conseguiram chegar ao poder pelo voto direto, é mérito deles. Eu mesmo votei no Lula em 2002. Já os meios pelos quais eles tem conseguido se manter no poder ou aprovar as medidas que lhe interessam (como compra de votos) além do apoio a outros regimes nada democráticos da América latina são tão condenáveis quanto os métodos usados pelos militares (Tortura, Censura). Em termos práticos, as experiências de governos socialistas/comunistas estão muito mais próximas do que foi visto no regime militar.

Já sobre o regime militar não preciso tecer criticas, pois é consenso que de que foi um desastre econômico e social completo.





Mais:

Liberalismo e Governo Militar - Nada a ver 
http://www.libertarianismo.org/index.php/blog/liberalismo-ditadura-militar-nada/

Gabeira diz que nem ele nem Dilma queriam a democracia pela luta armada

O Verdadeiro Che Guevara
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260

Um empresário que ninguem quer lembrar
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/7952_UM+EMPRESARIO+QUE+NINGUEM+QUER+LEMBRAR

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Coluna do Vargas - BRASIL: CORREMOS UM RISCO!!!

por Antonio Vargas




Como sabem, não sou formado em ciências políticas e nem tenho a pretensão de fazê-lo para não desautorizar aos que são competentes e especialistas na área. Porém, gostaria de trazer mais algumas reflexões sobre os que se passa no nosso cenário político atual.

Na quarta feira, eu escrevi o seguinte: "Tomara que os R$ 0,20 não seja uma esmola dada por eles para tentar calar o povo. Se essa era a primeira batalha, vencemos mas, ainda não podemos comemorar nada. Há muito a ser feito. Lembrem-se que ainda não acabou. Ainda não vencemos a verdadeira guerra." Mal eu sabia o que estava por vir. Para minha surpresa, a população brasileira começou a combater meu ceticismo. O povo continua indo as ruas para manifestar-se.

O grande problema é que as governanças viram que não eram somente os R$ 0,20 e, aí começaram a agir de forma covarde. O que aconteceu ontem no Rio de Janeiro foi um crime contra liberdade de expressão. Ontem, o dia 20 de junho de 2013 foi provado para todos nós o vício pelo poder, ganância, crime administrativo por má gestão, omissão com a população por interesses políticos partidários, enriquecimento ilícito, nepotismo e atentado contra os direitos humanos por parte de quem nos governa. Foi uma das retaliações políticas mais sórdidas que vi na vida por parte das governanças. Por parte do militarismo, foi um crime de guerra, uso desproporcional da força, arbitrariedade e autoritarismo no sentido mais radical da palavra. Tanto é verdade, que na primeira manifestação pacífica que fizeram após o retorno aos preços anteriores dos transportes, vieram agindo de covardia contra a população.


Claro que houve incidentes provocados por uma minoria na Praça XI e em demais locais foi ridículo, deplorável e não corresponde ao que a maioria da população pensa e age. Esta “ala radical” precisa ser punida sim para não sabotar e manchar esse momento histórico que estamos fazendo e vivendo. Essa ala radical precisa entender que se eles continuarem agindo assim dará mais motivo aos que estão no poder querer usar da força para manter a ordem e zelar pelo patrimônio público.

Contudo o despreparo militar é tão grande e evidente que os caras estavam ali quebrando tudo a menos de 1,5 km do Palácio Duque de Caxias que é o Quartel-General do Comando Militar do Leste (CML), do prédio da atual Prefeitura do Município do Rio de Janeiro e praticamente atrás do Primeiro Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Por que não cercaram os caras e começaram a brincar de “gato x rato” com ele pelas ruas que levam até a Lapa. Dainte dessa falta de estratégia e despreparo, os policiais começaram a agir de forma descontrolada contra pessoas inocentes que estavam ali somente manifestando o seu direito de se expressar. Pior ainda foi o que fizeram com cidadãos brasileiros e turistas que estavam nos bares nos arredores da Lapa onde começaram a jogar bombas nas pessoas que nem estavam participando dos ocorridos na Avenida Presidente Vargas. Pior foi ter jogado bombas no entorno do Circo Voador, com quase 800 pessoas lá dentro e o gás pimenta entrar no local. Prejudicou atodos os cidadãos que estavam ali num objetivo de se divertir somente. Pessoas que moram nos bairros que ficam nos arredores da Lapa (Glória, Catete, Flamengo e afins) tiveram que fechar as janelas para o gás não entrar em seus respectivos lares.

A imprensa diz ter imparcialidade porém isso não é verdade. A imprensa não está cumprindo o seu papel de divulgar a realidade dos fatos pois é comprada para divulgar o que as governaças querem. O espaço que ela dá para a parte pacífica e positiva da manifestação é infinitamente menor. Ela enfatiza cada vez mais a violência provocada por uma minoria que não representa esse movimento legítimo do povo. Ela faz isso justamente para criar uma tensão dentro do povo, tentar minar as forças das pessoas e induzindo de forma “sutil” a desistência de alguns.



Corremos algum risco amigos? Sim, corremos um risco de um Golpe Militar. Se isso acontecer, na verdade não estaremos perdendo a democracia porque nunca a tivemos, tendo em vista que somos obrigados a votar. O que perderemos na verdade será a obrigação de votar e a liberdade de expressão. Uma das análises sobre a Proclamação da “República” Federativa do Brasil é de que foi uma ação ordenada pelos militares em 1889. Um dos motivos foi  eles não terem recebido os investimentos para as melhorias do Exército e da Marinha por parte do Império e, vendo o mesmo fazer gastos astronômicos com supérfluos; propuseram a queda do monarca. O famoso baile de Ilha Fiscal foi o estopim da virada. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Baile_da_Ilha_Fiscal). O nosso cenário político atual é bem similar, onde sabemos que as instituições militares estão quase falidas e o governo tem feito mal uso das verbas públicas, descaso e falta de investimento na educação e saúde, superfaturamento de obras por conta dos megaeventos esportivos (Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016) e  decisões arbitrárias no que se refere a tudo que tange ao estado e município. Temos como principal exemplo os questionamentos sobre a continuidade da PMERJ.

Se houver um Golpe Militar, não será um movimento provocado e articulado pelos milicos mas, eles podem se aproveitar da situação para voltarem ao poder, ter o controle econômico do país para se reestruturarem economicamente as forças e, com isso, a população brasileira continuaria na mesma situação, ou seja, a verba pública não seria revertida para o povo. Se os militares assumirem o poder será por culpa dos civis.

Contudo, as corporações militares e os sistemas ditatoriais contam hoje com alguns inimigos que outrora não existiam que são as redes sociais, internet e as tecnologias que geram informação estando à disposição da população (Ipad, Ipod, celulares, tablets e etc). Eles não teriam como lutar contra isso e sabemos que em alguns países, manifestações populares foram feitas desta forma. As ditaduras antes ganhavam do povo pois detinham as informações com eles e agora, as informações verdadeiras estão disponíveis para todos.

A saída para o Brasil é a reforma política. Conforme escrevi em nota anterior http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/06/coluna-do-vargas-brasil-o-pais-dos.html, o Brasil precisa acabar com a obrigatoriedade do voto, imunidade parlamentar, estabilidade do funcionalismo publico e acabar com o Direito Militar porque eles são cidadãos assim como todos nós e não podem ter direito diferenciado. Se não houver a reforma, creio que podemos até evoluir no que pleiteamos mas, não mudaremos da fato o nosso país do jeito que precisamos e queremos.










Antonio Vargas é psicólogo, músico e pajé



Em tempo: O TRE de Goiás oficializou ontem o PMB (Partido Militar Brasileiro) - (grifos nossos)
http://www.jusbrasil.com.br/diarios/55758312/tre-go-20-06-2013-pg-29

Art. 137 da CF de 1988: "O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de: I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa". (Grifos nossos)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Ditadura militar x Ditadura Cubana. Qual a diferença? Perguntem aos mais velhos...

Não pretendia manifestar opinião sobre este assunto por considerar extremamente enfadonho, mas é mais forte que eu.

A chegada da ativista e blogueira Yoani Sanchez ao Brasil reacendeu uma questão tão chata quanto a copa união de 87: Cuba.

Ao desembarcar a moça foi recebida com protesto por alguns manifestantes que portavam faixas uma delas por exemplo dizia: "Milhares de crianças dormem nas ruas em todo mundo, nenhuma delas é cubana".

Eu poderia ser babaca e dizer também que "Milhares de crianças em todo mundo irão jogar vídeo game antes de dormir, nenhuma delas é cubana". Mas não é esse o ponto. Eu prefiro que nenhuma criança durma nas ruas e se possível possam jogar vídeo game.

Essa imagem para mim conta mais:

Centenas de cubanos preferiram se arriscar em mar aberto e revolto para tentar fugir do "paraíso"

O fato de Cuba ter alguma qualidade não invalida seus defeitos, que são graves. Direito de ir e vir e liberdade de expressão são direitos inegáveis, não importa qual seja o tipo de governo.

A maior critica dos militantes de esquerda no Brasil durante o período da ditadura foi a censura imposta pelo governo (fora os crimes de tortura). Então no mínimo é incoerência que hoje façam defesa de um governo que imponha censura - e que matou muito mais que o governo militar do Brasil- . Ou então a lógica esquerdista é de que "Liberdade de expressão e direito de ir e vir são desnecessários desde que o governo seja socialista".

Se o raciocínio é esse então podemos dizer que  "Milhares de crianças dormem nas ruas em todo mundo, nenhuma delas é cubana, porém quando se tornarem adultos não poderão escolher seu presidente e poderão ser presos caso protestem contra o governo". Ainda que o governo cubano assuma que há um deficit de 700 mil moradias (dados oficiais de Havana). O que nos leva a tese de que pelo menos 700 mil crianças cubanas dormem sim na rua.

O que comprova a ideia de que não importa quem assumisse o poder, militares ou marxistas, o Brasil viveria em uma ditadura de qualquer jeito. Com o agravante de que se fosse um ditadura socialista esta é mais difícil de derrubar, seríamos governados por aqueles que são os atuais mensaleiros, além de nos tornarmos alvo dos Yankees.



Gorki Aguila com a camiseta que "homenageia" a Revolução Cubana de 1959; o ano do erro, diz a estampa

Yoani Sanchez e Gorki Áquilla que o digam.

Não vejo muita diferença do governo militar brasileiro. Perguntem aos mais velhos, não marxistas, como era a vida no Brasil durante a ditadura militar. De preferência perguntem as pessoas comuns. Muitos dirão que era melhor, não a toa ainda existe gente saudosista dessa época. Não porque sejam velhos reacionários, mas talvez porque a vida era realmente melhor.

Mas havia tortura, havia medo de ser preso, o povo não podia escolher um presidente e não havia liberdade de expressão. Qual a diferença então com Cuba? Ha uma. Cuba matou o triplo.

O governo - e seus simpatizantes - adoram Fidel, dão dinheiro a Cuba (BNDES está investindo milhões na ilha, assim fica fácil fazer socialismo - com o dinheiro dos outros); são amigos de Chávez e apoiam e recebem com festa Armadinejad.

Pelo visto a esquerda brasileira preza tanto pela nossa democracia, nossa liberdade de expressão mas despreza o direito à liberdade dos cubanos e ignora que aquela ilha é governada por ditadores apenas por conveniência politica e ideológica.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)