Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Wikileaks: governo americano está influenciando mídia brasileira contra religião islâmica


(…) Um esforço para difundir a consciência sobre os danos que podem advir de se proibir a difamação das religiões pode render bons dividendos. Grandes veículos de imprensa, como O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja, podem dedicar-se a informar sobre os riscos que podem advir de punir-se quem difame religiões, sobretudo entre a elite do país.

Essa embaixada tem obtido significativo sucesso em implantar entrevistas encomendadas a jornalistas, com altos funcionários do governo dos EUA e intelectuais respeitados. Visitas ao Brasil, de altos funcionários do governo dos EUA seriam excelente oportunidade para pautar a questão para a imprensa brasileira. Outra vez, especialistas e funcionários de outros governos e países que apóiem nossa posição a favor de não se punir quem difame religiões garantiriam importante ímpeto aos nossos esforços. (…)

Saiba mais
O trecho acima faz parte de um documento confidencial da embaixada americana no Brasil vazado pelo Wikileaks.

Se não ficou ficado claro, o documento trata de uma tentativa - onde é descrito como bem sucedida - do Tio Sam de incentivar uma linha de não recriminação contra "difamação de religião", especialmente contra a religião islâmica e a muçulmanos, dentro da imprensa brasileira.

Entre os veículos citados encontramos: Estadão, O Globo e a Revista Veja

Chama a atenção a declaração da embaixada americana de que está obtendo “significativo sucesso” ao influenciar os maiores veículos midiáticos brasileiros.

Em certo trecho do documento é dito que “Ao abordar os mais altos níveis do Ministério de Relações Exteriores, é essencial persuadir o Brasil a mudar seu voto e a trabalhar conosco a favor da “Difamação de Religiões”, até chegarmos a uma solução de conciliação”.

Fato nº 1 - este telegrama secreto é uma prova de que o governo dos EUA consegue publicar o que quiser na imprensa brasileira

Fato nº 2: a Veja tinha acabado de publicar uma matéria sobre "células terroristas" em Foz do Iguaçu, antes do acontecimento no Rio de Janeiro.

É muita coincidência.

Fica o aviso: Filtrem bem as informações quando lerem coisas relacionadas ao Islamismo, tipo as insinuações recentes de vários sites e jornais brasileiro tentando ligar o assassino de Realengo com a religião islâmica e com grupos terroristas.

Exemplos abaixo:


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Wikileaks - Americanos culpam Brasil por fracasso da Alca

A Wikileaks, sempre ela, vazou mais uma. Agora sobre a frustração americana em relação ao Brasil não ter aceitado participar da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). O que praticamente a invalidou. A Alca não era nada mais do que uma tentativa de "anexar" o Brasil aos interesses do governo americano.

Fonte - Globo

Rio - O fracasso na criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e os entraves que engasgaram as negociações (até hoje não concluídas) da Rodada de Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC), foram atribuídos pelos EUA ao Brasil - responsabilizando mais especificamente o Itamaraty, sob o argumento genérico de que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro suspeitava de que os EUA planejavam dominar o hemisfério através da Alca.

Essa constatação está num novo pacote de documentos do governo americano divulgados pelo WikiLeaks. Os papéis estão recheados de intrigas palacianas, revelando discórdias entre ministérios brasileiros sobre a questão. Além disso, eles identificam dois altos funcionários do Brasil que, ao longo do processo, trabalharam em favor dos EUA sugerindo estratégias que ajudariam a Casa Branca a vencer resistências do governo brasileiro.

Os registros oficiais mostram que os EUA começaram a se preocupar com a questão logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter assumido o governo, no início de 2003. "Novos elementos de firme oposição à Alca fixaram residência dentro do governo do Brasil, em vez de permanecer nos partidos de oposição e ONGs. Isso é particularmente evidente no Itamaraty".

Para o governo americano, o Brasil não se empenhava pela Alca devido às suas próprias metas políticas "que incluem um papel de liderança na América do Sul com um enfoque vigoroso no desenvolvimento e na agenda social, que às vezes colidem em sua busca de certos interesses econômicos nacionais". Um dos fatores principais, segundo os EUA, seria o de que além de querer ser líder regional o Brasil deseja "ser a força motor por trás da revigoração do Mercosul".

A suspeita do Brasil não era infundada, definitivamente a Alca iria causar uma crise enorme na indústria nacional. Gerando desemprego maciço. Motivo o qual mantém até hoje o México em crise. Mesmo o Canadá, com uma economia melhor, sofreu impactos.

FHC enrolou os Americanos o quanto pôde, deixando a bola para seu sucessor. Prova de que a suposta "paranóia" do Itamaraty tinha lá suas razões.

Possivelmente a não assinatura deste documento foi a melhor coisa destes 8 anos do governo Lula.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)