Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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domingo, 3 de junho de 2012

Vejam o tratamento que Sérgio Cabral dá a quem protesta contra seu desgoverno

Espero que todos se lembrem da tragédia de Santa Teresa onde 5 pessoas foram mortas e 27 feridas. Em que o governo ao invés de assumir a culpa por má gestão e por manter em funcionamento Bondinhos em péssimo estado de conservação e manutenção, preferiu por a culpa na vitima. 

Ou seja culpou o condutor do Bondinho Nelson Correa da Silva e outros funcionários.

Desde então a associação de moradores de Santa Teresa (AMAST) vem protestando contra o governo Cabral, contra a má qualidade e falta de investimentos no serviço dos bondinhos. e tem documentos que comprovam que o maior culpado pela tragédia é o Secretário de transportes Júlio Lopes.

Pois bem vejam na imagem abaixo a forma como este governo trata aqueles que ousam enfrenta-lo:


Disso a Rede Globo não vai falar. Dizem que na marcha da maconha houve confusão com a policia. Que na Marcha das Vadias também houve. 

Na greve dos bombeiros houve confusão e enfrentamento entre militares. Nas manifestações de professores houve nova truculência de policiais. 

 E agora em Santa Teresa este foi o tratamento dado pelo governador aos moradores do bairro. Um treinamento da Tropa de Choque da Policia contra protestos. Um recado claro a aqueles que ousam enfrenta-lo e chama-lo daquilo que ele e seu secretário de transportes são: ASSASSINOS. 

Então eu pergunto. quem está errado aqueles que saem às ruas para reivindicar seus direitos (por mais inúteis que possam ser para muitos de nós). Será que todo mundo que protesta é baderneiro? Ou o estado que vivemos é que é FASCISTA?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Associação de Moradores Denúncia Sérgio Cabral e Júlio Lopes por não cumprimento de Processo


Reproduzo na íntegra denúncia publicada no site da AMAST: Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa



A VERDADE SOBRE OS BONDES, PROVADA COM DOCUMENTOS



PROCESSO 0364100-05.2008.8.19.0001 NA 3ª VARA DE FAZENDA PÚBLICA:

Liminar em 17/11/2008: ordenou a recuperação completa do sistema, conforme Plano Estadual de Transportes, incluindo a devolução dos 14 bondes tradicionais, recuperação das estações, cabos aéreos, via permanente de trilhos e gradil sobre os arcos da Lapa. Multa diária de R$ 50.000,00 por descumprimento.

Sentença em 24/08/2009: confirmou a liminar, fixou prazos para cumprimento, proibiu que fossem feitas intervenções irregulares no sistema de bondes e condenou o Estado e a Companhia Estadual de Transportes e Logística (CENTRAL) por danos coletivos.
Acórdão na Apelação em 10/11/2010: confirmou a liminar e a sentença, que foram mantidas.

Todas as decisões acima comportavam cumprimento imediato, por força do art. 520, VII do Código de Processo Civil. RESPONSABILIZAMOS PUBLICAMENTE PELA DESOBEDIÊNCIA ÀS ORDENS DA JUSTIÇA: O Governador Sérgio Cabral e o Secretário Júlio Lopes (nunca cumpriram a ordem judicial); Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (nunca pediu à justiça a execução da multa ou as providências necessárias para que a decisão fosse cumprida).


PROCESSO TCE-RJ nº 109.637-5/2005:

Sessão de Julgamento em 18/08/2009: Conselheiros do TCE-RJ julgaram ilegal o contrato firmado entre a CENTRAL (Cia. Estadual de Transportes e Logística) e a T’TRANS – Trans Sistemas de Transportes e Logística, por irregularidades nos valores praticados e falta de transparência nas justificativas dos preços.
Foram declarados ilegais tanto o contrato principal quanto seus aditivos (Contrato 006/ASJUR/2005 tendo como objeto o fornecimento de bens e a modernização de 14 bondes, firmado em 14/07/2005, no valor de R$ 14.096.913,99).
Foi aplicada multa ao Presidente da Central à época, Albuíno Cunha de Azeredo, e ao Diretor de Administração de Finanças da CENTRAL à época;
Determinou-se a expedição de ofício ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para apuração de eventuais crimes ou atos de improbidade;

APESAR DESSE JULGAMENTO, NÃO SE TEM NOTÍCIA DE RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL OU CRIMINAL DOS ENVOLVIDOS PELOS DANOS AO ERÁRIO. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que tomou conhecimento dessa decisão e, na qualidade de representante dos interesses da coletividade, nada fez, seja contra os agentes públicos envolvidos, seja contra a empresa T’ TRANS, que foi a maior beneficiada nessa transação questionável.

ANÁLISE E CONCLUSÃO DO CREA-RJ (CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO RJ) SOBRE O ACIDENTE DE 16/08/2009:
Relatório da CAPA – Comissão de Avaliação e Prevenção de Acidentes, em 21/02/2010: após o acidente que matou a Profa. Andréa de Jesus Rezende, em 16/08/2009, foram realizadas audiências públicas no CREA e na ALERJ, nas quais os referidos órgãos ficaram cientes das denúncias apresentadas pela AMAST, notadamente quanto aos repetidos acidentes e incidentes ocorridos após a implementação dos bondes submetidos à modificação tecnológica pela empresa T’TRANS, com anuência do Governo do Estado e cumplicidade da Secretaria de Transportes.
O CREA avaliou os aspectos éticos e técnicos do ocorrido, concluindo pela existência de Grave erro no projeto elaborado pela T’TRANS, omissão da Prefeitura do RJ quanto à ordenação do trânsito em Santa Teresa, recomendando a retirada de circulação dos novos bondes, submetidos à transformação tecnológica denunciada exaustivamente pela AMAST quanto ao custo, ao caráter experimental, ao fracasso e à insegurança dos veículos.

REQUERIMENTOS DA AMAST E DA POPULAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO DE JANEIRO:
Pedido de providências, em 25/08/2009, no sentido de cobrar do Governo do Estado, a manutenção dos dois bondes tradicionais (não submetidos à alteração tecnológica), que estavam em situação de penúria e ofereciam riscos à população.
Mutirão Virtual, em 29/06/2011, para cobrar explicações do Ministério Público sobre a omissão em pedir à justiça a execução, isto é, o cumprimento das decisões judiciais, a imposição da multa determinada pela justiça e outras providências cabíveis. O MP-RJ recebeu centenas de mensagens por meio de sua Ouvidoria. Só no Facebook, um dos muitos canais de divulgação da mobilização, 104 pessoas confirmaram ter enviado mensagem ao MP. NENHUMA SATISFAÇÃO FOI DADA AOS MORADORES QUE MANDARAM MENSAGENS PARA O REFERIDO ÓRGÃO. NENHUMA PROVIDÊNCIA FOI TOMADA, NO SENTIDO DE EXECUTAR AS DECISÕES DA JUSTIÇA.

Além dessas providências, foram feitas reuniões presenciais com o Promotor responsável pelo caso, e tudo o que ouvimos foram promessas e teses jurídicas.
Em 24/08/2011 o Conselho Nacional do Ministério Público abriu processo, a pedido de uma moradora de Santa Teresa, para investigar a omissão do MP-RJ em pedir o cumprimento da sentença. Os andamentos do processo podem ser consultados no site do CNMP, pelo número 0.00.000.000906/2011-95.


Atualizado 30/08 às 00:30

Marcelo Delfino disse...
Não seria o caso de impeachment do governador, por prevaricação? Mas é claro que isso não vai dar em nada. Quanto aos mortos, infelizmente vale aquela frase cruel: morreu, fedeu.


Comentário: É bem por ai Marcelo, nada deve acontecer, principalmente enquanto as organizações Globo, com a conivência de "bandeirantes", "Record" e "O Dia", continuarem blindando Cabral.

Tragédia do Bondinho: Associação de moradores de Santa Teresa critica o poder público em carta

Acidente com bonde superlotado era "tragédia anunciada", segundo documento.

O acidente com um bonde que matou cinco pessoas e feriu 57 na tarde de sábado (27), “não é uma fatalidade, mas uma tragédia anunciada”, afirma a Amast (Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa), em carta aberta divulgada no próprio site neste domingo (28). Com palavras de indignação, a diretoria da Amast defende que o desastre é resultado de negligência na manutenção dos bondes e ataca representantes do poder público.
"Mais do que o abandono de um bem tombado, que, quando convém, tem a imagem utilizada para ilustrar interesses politiqueiros de divulgação da cidade, estamos diante de uma situação criminosa, na medida em que pessoas morrem ou sofrem lesões corporais de natureza grave, que certamente poderiam ser evitadas se o governador e o secretário [de Transporte, Júlio Lopes] cumprissem a decisão judicial que, há mais de dois anos ordenou a recuperação integral do sistema de bondes, com a devolução dos 14 bondes tradicionais em perfeitas condições de operação".

De acordo com a associação, os problemas dos bondes como manutenção e superlotação foram denunciados diversas vezes ao poder público.

"O Crea [Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia], em relatório da Capa (Comissão de Prevenção de Acidentes) divulgado publicamente, recomendou que os bondes modificados não fossem colocados em circulação devido à falha grave na localização do sistema de freios. A recomendação foi solenemente ignorada pelo governo do Estado, Secretaria de Transportes e Central Logística (empresa que administra o sistema de bondes)".

Ainda segundo a associação, no dia do aniversário do bonde, na próxima quinta-feira (1º de setembro), a comemoração já seria substituída por protesto em forma de luto, para lembrar as mortes da professora Andréa de Jesus e, recentemente, do turista Francês Charles Damien.

A Amast conclui a carta culpando o governador Sérgio Cabral, o secretário Júlio Lopes e o Ministério Público.

"Pelas razões acima e por todos os outros motivos que até as pedras centenárias das ladeiras de Santa Teresa conhecem, reputamos como principais culpados as autoridades aqui mencionadas, com especial destaque para:

1. O governador Sérgio Cabral, que com sua habitual desfaçatez, suscitou à época do acidente que vitimou a professora Andréa de Jesus Rezende, uma possível municipalização dos bondes, com o único propósito de desviar o foco da imprensa quanto à raiz do problema, haja vista que nenhuma palavra voltou a ser dita sobre o assunto nos últimos dois anos.

2. O secretário Júlio Lopes, pela malversação da verba pública que deveria ter sido aplicada na recuperação dos 14 bondinhos tradicionais, e que foi aplicada na aventura tecnológica fracassada empreendida pela empresa T’TRANS, que resultou na criação de aberrações com aparência de bonde porém repletas de problemas de projeto que até hoje não foram superados.

3. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, pela omissão em requerer à Justiça a execução provisória das decisões que ordenaram a recuperação integral do sistema de bondes de Santa Teresa, mesmo após o esgotamento dos principais recursos em que o Estado saiu-se perdedor".

O governo do Estado e o Ministério Público não haviam se manifestado oficialmente sobre a carta da associação até a publicação desta reportagem.

sábado, 27 de agosto de 2011

Bonde de Santa Teresa tomba, mata cinco e fere 27 passageiros, segundo bombeiros

Fonte: R7

Um dos bondinhos de Santa Teresa, no centro do Rio, tombou na tarde deste sábado (27) próximo ao Largo do Curvelo, matando pelo menos cinco passageiros e ferindo outros 27, segundo informações dos bombeiros e da Polícia Militar.

A secretaria municipal de Saúde confirmou que 27 pessoas deram entrada no hospital Souza Aguiar, no centro, alguns em estado grave e que passam por cirurgia.

De acordo com os bombeiros, dos cinco mortos, três são homens e dois são mulheres. Quatro morreram ainda no local e um morreu no hospital, que seria o condutor do bondinho.

O acidente aconteceu por volta das 16h na rua Joaquim Murtinho, próximo à esquina com a rua Francisco Muratori.

De acordo com testemunhas, o bonde desceu desgovernado pela rua Almirante Alexandrino no sentido dos Arcos da Lapa quando descarrilou, bateu em um poste e atingiu um segundo poste. Com o impacto do choque, vários passageiros ficaram presos entre o veículo e o poste.

Comentário: Vamos aguardar mais informações. Mas afirmo que o acidente é fruto da politica de transportes do governo do Rio.

(Atualizado às 20:00) Após o acidente soube que o secretário de Transportes Júlio Lopes esteve no local. Após insinuar que a tragédia teria ocorrido por má educação da população (como sempre a turma do Lalau tirando o seu da reta) recebeu o tratamento mais que merecido dos moradores: Vaias e gritos de "assassino". É justo.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)