Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O BOSQUE DAS ILUSÕES PERDIDAS E A BUSCA DO ÉDEN



Por Kleryston Negreiros

Quem frequenta redes sociais e aprecia discussões políticas deve ter percebido uma postura mais aguerrida em todos os lados do espectro ideológico. São aqueles que defendem – com certo saudosismo ufanista – alguma intervenção militar, alguns que enaltecem um ideal de esquerda anacrônico e fracassado historicamente e há, ainda, os que tentam manter um pouco de sanidade (em ambos os lados, a que admitir) nesse embate. Todos buscando um Éden para chamar de seu e mostrar que é o conhecedor da verdadeira felicidade para os demais. E foi nesses extremos ideológicos que fiquei pensando durante e ao término da leitura do livro O Bosque das Ilusões Perdidas, de Alain Fournier.

O livro é a obra única desse escritor, que morreu no campo de batalha durante a Primeira Grande Guerra – curiosamente num bosque e cercado de mistério, haja vista que seu corpo nunca foi encontrado – e conta a história de Augustin Meaulnes. Narrada por seu amigo, François Seuriel, a trama narra a aventura vivida por Augustin ainda em sua adolescência e que provocou uma busca por toda a sua vida, levando-o a uma existência aflitiva e angústia aos que o cercava.

Durante uma fuga da escola (para buscar os avós de François, filho dos donos da escola local), Meaulnes se perde e vai parar numa misteriosa mansão no meio de um bosque e participa de uma estranha fresta. Nesse lugar é também onde o jovem se apaixona pela bela Yvone deGalais, moça misteriosa que cruza seu caminho durante a mágica aventura. Ao regressar, passa então a buscar obstinadamente o caminho de volta ao bosque e a mansão onde viveu o momento mais feliz de sua vida. Essa busca passa a nortear seus anos fazendo com que se torne mais sombrio. O rapaz acredita que só poderá ser feliz novamente quando encontrar a velha casa e a bela moça por que se apaixonara naquela noite de mistério e magia.

Não pretendo me alongar mais sobre o livro para não estragar a leitura de vocês, mas sim da impressão que essa obra me causou e a que reflexão me levou. A história trata de um jovem que tem como único objetivo retornar a um lugar mágico e idílico onde acredita está sua felicidade. Ele passa a alimentar uma fantasia a partir de suas impressões, formadas, aliás, de poucas informações sobre o lugar, a festa e tudo mais a respeito do ocorrido. É um jovem que se recusa a aceitar o fato de que a vida segue e que a felicidade está em como encaramos a realidade, Meaulnes passa os anos seguintes preso a uma puerilidade, a uma rejeição a um amadurecimento natural por viver obcecado por um sonho.

Por estar preso a uma busca onírica, por querer viver preso a um sonho, quando a realidade o assalta e se depara com o que buscava ao seu alcance, porém, sem a magia de outrora, Augustin acaba por não vivenciar aquilo que acreditava ser sua fonte para ser feliz e foge daquilo que tanto desejava. Ao fugir, leva aos que lhe apreiam também dor e aflição por não entenderem o que poderia ainda faltar ao jovem sonhador.

Foi essa busca por um passado idílico, pelo desejo de retorno a uma possível época mais feliz e mágica do livro que me levou a refletir sobre os atuais embates ideológicos. Em ambos os lados, vejo pessoas que idealizam o passado, buscam o retorno a uma época que consideram melhor e mais feliz, uma época onde tudo era mais perfeito e todos os sonhos eram possíveis. São pessoas que olham para trás com o mesmo sentimento do protagonista do livro. Acreditam que a festa no bosque (tempos passados) foi o ápice de sua felicidade e dedicam suas vidas a retornar a essa mansão onírica onde, acreditam, repousa todo o fim dos infortúnios.

Da mesma forma que ainda há (mesmo com a ascensão da new left) de saudosos de uma época de luta, quando ainda vivíamos o calor da Guerra Fria, quando a esquerda ainda possuía certo charme e a burguesia flertava com ditadores sem abrir mão do conforto capitalista, que ainda tentam implantar uma ditadura do proletariado e ainda tentam levantar discursos de lutas de classe, há também o seu antagonismo mais direto, seu nêmesis, a outra face. São as viúvas da ditadura. Aqueles que clamam por uma intervenção militar, defendem a ideia de que nessa época – uma época mágica, onde o país era grande e tudo beirava a perfeição – o país vivia uma espécie de época áurea, acreditam na sua mansão mágica, no seu bosque perdido.

Ambos ignoram os males de suas ideias, ambos negam as mortes, a supressão das liberdades individuais, ignoram o Estado grande, o atraso em relação às grandes nações, ignoram que, independentemente de quem defenda, uma ditadura é sempre algo abjeto. Em defesa dos seus sonhos, de suas ilusões perdidas, não olham de forma racional, clamam algo a partir de emoções distorcidas por uma busca de felicidade perdida, olham para trás como Meaulnes olhava para a Mansão, para o bosque e para a bela Yvone: como um sonho mágico, alheio ao mundo real.

Foram eles que me vieram ao pensamento. Essas pessoas que clamam por uma ditadura para chamar de sua, que querem – em detrimento de todo avanço (apesar de tudo) que tivemos – viver um passado que não cabe mais, querem viver uma ilusão por acreditarem nessa busca pelo Éden perdido nos anos 1960. É lá que buscam sua felicidade. É lá que acreditam que tudo se perdeu e que deve se voltar para resgatar algo que, acreditam, foi destruído. Ignoram que não é a busca pelo passado mágico que se atinge a plenitude e sim vivendo a realidade como ela é e trabalhando para que um mundo cada vez mais livre venha a tornar-se um mundo real e não apenas mais um Éden. Até a próxima.

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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 
Também é membro do grupo Biblioteca Liberal-Conservadora

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CÂNTICO – O HINO DE LOUVOR AO INDIVÍDUO




Por Kleryston Negreiros

Fui presenteado pelos pais de um aluno essa semana com uma pequena joia da Ayn Rand. Devorei o livro em um dia e aqui estou para falar dessa obra que me impactou bastante e é a primeira que a autora idealizou, ainda em sua adolescência nos primeiros anos do regime socialista na Rússia, e que é um prefácio para o que ela iria defender no decorrer de sua vida e em seus romances mais conhecidos – A Nascente e A Revolta de Atlas.

E o texto é uma joia não pela qualidade da escrita ou rebuscamento do texto, mas pela sua atualidade quase profética acerca de como as pessoas escolhem cada vez mais abrir mão de suas liberdades ou de suas identidades como indivíduos para se tornarem parte de “algo maior”, para vivarem apenas mais uma célula de algum coletivo ou outro termo abstrato da moda.

A narrativa, por ter sido pensada por uma então adolescente, é bem simples e até pueril. Com uma estrutura que (para mim) está mais para um conto do que propriamente um romance, o livro trata de um indivíduo que luta por sua individualidade e a percepção de si mesmo numa sociedade distópica onde o que prevalece é o desejo comum, a vontade da maioria, o mais importante é o todo coletivo e não o desejo individual. Esse jovem luta para ser apenas ele mesmo.

Ambientada num futuro não identificado, a sociedade elimina todos os traços de individualidade, as palavras que carregam esse sentido, por exemplo, foram extintas, não existe EU ou TU, apenas NÓS e ELES. Até mesmo nomes próprios deixam de existir, como pode ser visto desde o início da trama pelos nomes das personagens: o protagonista se chama Igualdade 7-2521.

Igualdade 7-2521 carrega desde cedo o estigma de ser diferente e se perceber diferente numa sociedade que busca igualar a todos. Mais alto que os demais e também mais inteligente, é designado a trabalhar com varredor de rua em detrimento de sua inteligência pois alegam, é assim que ele será mais útil para todos. Só que não é isso que ele quer e por ter uma vontade que é relevante só a ele, Igualdade passa a achar que é amaldiçoado. A trama se desenrola rapidamente desde sua infância até o momento que se torna um proscrito e escolhe viver longe dessa sociedade com a mulher que ama (relacionamentos são proibidos por acarretarem escolhas individuais) e descobre a palavra EU.

Como disse, o texto é bem simplório, mas é um assunto pertinente e que, por trás da simplicidade da escrita, revela algo assustador em nossa sociedade que já era exposto por Rand ainda nos anos 1930 que é a escolha de indivíduos livres preferirem abrir mão de sua liberdade plena, de sua identidade para abraçar ideias ou bandeiras que os anulam como ser e faz com que desejem ser apenas um rosto compondo uma face abstrata ideológica.

Sua atualidade aparece ao percebermos como pessoas passam a lidar com outras através de slogans e reducionismos de características. Quando pessoas, que sarcasticamente chamo de “pessoas do bem” forçam uma conduta coletiva de todos a comerem comida orgânica ou ajudar uma criança faminta na África, quando pessoas te forçam a aceitar aquilo que você (por princípios ou quaisquer que sejam suas razões) acha errado e você passa a ser tido como algum tipo de pária por não seguir o coro dos contentes. São pessoas que passam a medir seus atos não por seus próprios padrões ou juízo de valor, mas porque a sociedade ou a maioria ou o coletivo assim o quer.

E isso é muito perigoso. Perigoso porque a espontaneidade, as escolhas individuais e tudo que é relacionado a uma vontade de apenas um indivíduo passa a ser condenado porque não condiz com o que se espera dele, já que ele faz parte de uma sociedade. É perigoso ao percebermos que tudo, até mesmo a profissão, deve ser pensada e escolhido(a) não porque lhe apetece ou, sei lá, por que você está pensando no próprio lucro e sim pelo bem comum.

É uma sociedade que cobra de cada um a responsabilidade de fazer pelo outro e nunca para si próprio. É um ambiente onde aquele que defende algo é logo interpelado que isso é errado porque não privilegia a todos. É a anulação do esforço, do mérito, do merecimento, o fato de existir já corrobora o direito de ter tudo igual a todos. E se tudo pertence a todos, nada é de ninguém.

Como todos os livros de Ayn Rand, esse também é um alerta. Claro que, sendo distopia, há o exagero típico da ficção, mas a mensagem é clara: não há liberdade ou felicidade dentro de coletivos. Não há prazer ou vida plena quando a vontade individual é anulada para privilegiar a todos, ao grupo, ao coletivo. Tudo parte do indivíduo e sua vontade de ser melhor e proporcionar o melhor para si e assim todos acabam ajudando-se mutuamente por vontade própria. Tudo parte do indivíduo, mesmo essas abstrações que tentam se tornar entidades independentes tendo o homem como célula. O indivíduo é concreto. Sociedade, coletivo, células, grupos, são abstrações que dependem antes de tudo do ser concreto para existir. Até a próxima.

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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 

Também é membro do grupo Biblioteca Liberal-Conservadora

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O QUE NOS ENSINA KUNDERA OU O LEGADO DE ÉDIPO

Apesar de ignorada por muitos, a Literatura, assim mesmo, com "L" maiúsculo, é uma grande fonte de conhecimento da alma humana e do comportamento das pessoas em qualquer sociedade ou época. Sim, é verdade, o Homem, esse ser prepotente, no topo da cadeia alimentar, é absurdamente previsível.

Digo isso porque ao acompanhar os últimos acontecimentos ligados ao partido do governo e ao governo em si e declarações do seu líder perpétuo, o Molusco, não canso de lembrar do romance A Insustentável Leveza do Ser.

A trama acontece durante a Primavera de Praga e se desenrola em torno desse incidente e no desenrolar dos anos. O protagonista cai em desgraça (o país é comunista) por não assinar um documento exigido pelo Estado. Em dado momento ele faz uma metáfora comparando Édipo com os políticos locais.

Nela, ele usa a alegoria edipiana pra criticar os seus governantes. A personagem mostra como a mutilação do herói grego o redime de seus crimes ao se dar conta de sua culpa, Édipo se automutila por reconhecer seu erro.

Diferente de Édipo, os políticos a que o médico se refere não enxergam sua culpa, não querem vê-la, negam sua existência e, com isso, não faz a simbólica automutilação pra aplacar seus pecados.

Da mesma forma age o PT, assim como age o Molusco. Negam sua culpa, não se automutilam e assim continuam a nos assolar com as pragas enviadas pelos deuses do bom senso e honestidade pra punir o povo que os escolheu.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Bonded By Books: Ficção, Suspense e Terror com Lovecraft.

Saudações, amigos!

No texto de hoje, decidi falar do livro de um escritor de ficção/terror/suspense que não é muito conhecido, porém muito valorizado pelos que já tiveram a chance de conhecê-lo. Trata-se de Howard Phillips Lovecraft, referido habitualmente como H.P. Lovecraft.

Infelizmente, Lovecraft viveu pouco (1890 – 1937) e deixou poucas obras. Entre seus escritos temos contos, romances e muitas cartas destinadas aos seus amigos (vale a pena citar aqui Robert E. Howard – criador de Conan, O Bárbaro – como um de seus correspondentes).

A mitologia lovecraftiana também influenciou muito o meio musical, onde diversas bandas escreveram canções a respeito de seus contos; como, em um dos casos mais famosos, a música do Metallica, “The Call of Cthulhu”, que se refere ao conto “O chamado de Cthulhu”, de Lovecraft. Outras bandas que fizeram referências à obra do Lovecraft são: Black Sabbath, Celtic Frost, Blue Oyster Cult, Deicide, Entombed, Mercyful Fate, Morbid Angel, e muitas outras.

“Off-topic”: Não sei como falar sobre esse conto citado acima, sem indagar: Como se pronuncia “Cthulhu”? Pois então, para os curiosos, aqui segue um link para um vídeo do Youtube, onde o escritor de terror americano C. J. Henderson explica a pronúncia correta do nome. É um segredo oculto, transmitido entre gerações, e pouquíssimas pessoas tem conhecimento. Infelizmente o vídeo está em inglês, mas da pra notar a pronúncia diferenciada perto do final do vídeo.

Mas, voltando ao assunto, o livro que quero citar é o “A Sombra Vinda do Tempo”.

(Nas palavras que se seguem, cito vagamente algumas informações do livro, porém nada que possa ser considerado como SPOILER. Tenho essas palavras mais como uma sinopse, visto que não digo nada além do que existe nas sinopses do livro espalhadas pela rede).

Quando pego algo do Lovecraft hoje em dia para ler, já sei que vou gostar devido ao meu histórico de leituras de obras dele, histórico esse que não é grande.

Não tinha nem ideia de que esse livro falava de viagens no tempo quando o comprei para ler. Me surpreendeu, como um tema "batido" como esse (apesar de na época do Lovecraft não ter sido assim um tema tão freqüente assim) consegue ser tão rico e vasto.

Sou da geração, que quando se fala em viagens no tempo, a primeira coisa que se vem na mente é o filme "De Volta para o Futuro".
Não pretendo desmerecer o filme, é claro, pois se trata de um grande clássico do qual gosto muito; mas, a história de Lovecraft vai além, mergulha fundo em mundos grotescos e hediondos para nós, humanos, sem muitas perspectivas do conhecimento de vidas extraterrestres.

A transferência de mentes entre corpos de diferentes raças, através do tempo, foi algo com o qual não lembro nunca de ter imaginado, mas agora, após a ciência dessa "possibilidade", não soa tão insólito no âmbito literário, mais especificamente na fantasia e ficção científica.

A maneira de escrever, de manter o suspense, o terror, até a última palavra da última frase de seus contos e romances é sempre genial e dispensa comentários. E, o prisma de visão que se abre após a leitura de uma obra dessas, é ilimitado.

Paro pra pensar em quantas coisas desconhecidas que existem no universo, tanto em outras galáxias quanto na nossa e em nosso próprio planeta. O que nós sabemos até hoje talvez seja uma ínfima e ridícula parcela do conhecimento universal praticamente infinito. Quantas raças e criaturas que viveram aqui, cujos fósseis até hoje não foram encontrados? Quantos registros históricos poderão existir nas profundezas dos mares ou das areias dos desertos? Quantos desastres naturais que já ocorreram aqui e que destruíram ou omitiram informações sobre nossas origens ou sobre origens e existências de criaturas diferentes, talvez de mentes pensantes e racionais?

Temos muito ainda o que descobrir e investigar e provavelmente morreremos antes de termos ciência de toda a magnitude de toda a história universal, se é que isso seja um patamar possível de se alcançar. Não há limites. Crio que talvez nossa sociedade não esteja totalmente preparada para lidar com isso.

Recomendo muito a leitura dessa, e de qualquer outra, obra do Lovecraft, para os que gostam de ficção e terror.


Até mais!


Fontes:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Bonded By Books: Estimulando a Leitura com Troca de Livros.

Saudações, meus caros!

Estou aqui, com esse texto, iniciando as atividades na coluna Bonded By Books, do Shogunidades, esse grande blog que tem como algumas vertentes, a liberdade de expressão e o incentivo a tomarmos iniciativa em prol da melhoria de nossa qualidade de vida geral, em sociedade. Então, por que não começarmos agregando novos valores ao camarote dos conhecimentos literários?

Uma vez li uma frase que dizia algo como “Os melhores livros são aqueles que levam o leitor para outros livros, e para muito além”. Concordo com essa frase, pois vejo todos os homens como seres curiosos por natureza, e, como tais, ao ler um livro interessante, procuram outros livros dos quais vários ramos de conhecimento são derivados. Claro que me refiro a parcela da população que lê e gosta disso.

Favorecendo esse sentimento e a possibilidade de renovar nossa estante, trago aqui uma indicação de um site que favorece muito essa renovação. Trata-se do site Livralivro.

Esse site se resume, simplesmente, a um site de troca de livros. Mas como funciona?

Todos temos em casa livros que não queremos ler mais, seja por que não gostamos ou por que já lemos, e não temos vontade de ler novamente ou guardar. Para que deixarmos esses livros alimentando as traças, largados em algum canto esquecido? Pois então, esses mesmos livros, podem agradar e servir de maneira útil para outras pessoas que os querem ler. Em contrapartida, também conseguimos adquirir novos livros para expandirmos nosso conhecimento.

Funciona da seguinte forma:

Primeiramente, você precisa fazer o cadastro no site, que funciona, de certa forma, semelhante a uma rede social. O site, inclusive, aceita o login e senha do Facebook.

Após o cadastro ter sido efetuado, o usuário deverá fazer duas listas: a referente aos livros procurados e a referente aos livros disponíveis.

Basta procurar no site os livros que você tem, e que deseja trocar, e selecionar a opção “Tenho para trocar”. Esses livros farão parte da sua lista de livros disponíveis e outras pessoas poderão requisitá-lo. Quanto mais livros você tiver disponíveis, maiores serão as chances de alguém requisitar. Podem ser incluídos livros didáticos e importados também.

Quando alguém faz a requisição de um livro seu, você deverá enviar o livro para o endereço cadastrado pela pessoa, arcando somente com os custos do frete. Após o livro chegar ao seu destino, o site disponibilizará 1 (um) ponto em sua conta. E com esse ponto, você poderá pedir um livro disponível de qualquer pessoa do site. Depois é só aguardar o livro chegar em sua casa.

A idéia é simples e inteligente, fomentando o hábito de leitura em nosso povo, que é tão carente dele, por vários motivos.

Sou membro da rede Livralivro há uns dois meses e já fiz umas 4 ou 5 trocas. O processo, às vezes pode se mostrar um pouco demorado, isso por que o site estipula datas limites pra pessoa aceitar a troca e enviar o livro, de maneira a dar uma certa flexibilidade de tempo para todos.

Enfim, acho ideal para quem tem muitos livros parados e deseja novos livros pra ler, sem ter que gastar muito dinheiro em livrarias.

Recomendo muito a leitura das normas e regulamento do site, pois ele é bem rigoroso com relação ao estado físico dos livros, o que deve ser muito bem esclarecido para todos os usuários, pois não são permitidos livros muito velhos, rasgados, rabiscados, etc. Claro que pequenas intempéries, que não prejudiquem a leitura, são aceitas; contanto que elas sejam comunicadas a quem irá receber o livro.

Segue aqui um vídeo que explica os primeiros passos para trocar seus livros.


Qualquer dúvida, estamos aí!


Fontes e perfis do Livralivro nas redes sociais:

Site Livralivro
Blog Livralivro
Página do Facebook
Perfil do Twitter

Crédito da primeira imagem do post: TipThePlanet 

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)