Millor Fernandes:
Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Porque eu não voto em Bolsonaro para presidente
Bolsonaro é visto como a única opção da direita no pleito de 2018, que promete ser um verdadeiro show de horrores em 50 tons de vermelho se verificarmos quem são os demais possíveis presidenciáveis: O já mencionado Lula; os tucanos Aécio Neves, José Serra ou Geral Alckmin - cujo os dois últimos cogita-se nas internas a troca de partido para o PMDB, muito mais provavelmente Serra; temos a "garota melancia" Marina Silva; e o rei dos sofismas Ciro Gomes. Isto os com mais intenções voto nas pesquisas. Dá vontade de beber ao ver esses nomes, certo? Porém, irei me ater ao nome da "única opção da direita", que é o que me interessa aqui.
Já mencionei outras vezes como eu não acredito no discurso liberal que Bolsonaro e seu partido, PSC, vem utilizando desde as eleições de 2014 pra cá quando lançaram o lamentável Pastor Everaldo como candidato à presidência. Bolsonaro em toda a sua vida pública sempre se demonstrou estatista e pouco afeito às ideias liberais sempre se opondo a privatizações e sendo árduo defensor dos governos militares do Brasil todos altamente positivistas e estatistas.
Tenho vários motivos para não jogar meu voto fora com Bolsonaro em 2018 e vou enumerar aqui alguns dos principais deles
Militância virulenta
A militância de Bolsonaro, no caso seus eleitores, não me parecem muito diferentes dos eleitores petistas. Sempre que veem seu mito ser atacado, ou minimamente criticado respondem às criticas com ataques ou argumentos falaciosos (isso não resumem sua retórica a memes). Você consegue imaginar eleitores do Bolsonaro assumindo algum tipo de culpa ou erro cometido pelo candidato? Alias já viram isso acontecendo em episódios onde claramente o deputado se saiu mal no jogo politico como no caso da cusparada de Jean Wyllys?
Não viu e não verá. Eleitores de Bolsonaro nada mais são que petistas de sinal trocado, e jamais admitirão erros ou falhas de seu "mito" e relativizarão seus atos da forma mais vergonhosa que um petista faria para proteger Lula.
Falta de traquejo para articulação e guerra politica
Há uma pergunta que tenho feito a eleitores do Bolsonaro ou apenas pessoas que o considerem uma opção viável anti PT e cujo as respostas tem variado entre o pífio à patética crença que força o item anterior, que é a seguinte:
Bolsonaro tem vários projetos realmente úteis para a defesa do cidadão e para coibir crimes hediondos como estupro. Mas porque esses projetos do deputado nunca passam, ou sequer são votados? Será que é somente porque o congresso é composto de comunistas e ladrões ou porque o deputado possui um poder nulo de articulação politica? Como um candidato que demonstra não ter nenhum traquejo para articulação, negociação poderia ser um bom presidente?
Pensem, os Bolsonaros estão acostumados a fazer quizumba, ataques e criticas mesmo a aqueles que não são seus opositores apenas por receberem alguma critica, como o MBL por exemplo. Que tipo de dialogo Bolsonaro teria para conseguir aprovar seus projetos num congresso, onde tudo indica, ele não terá a maioria, mas sim forte oposição?
E por favor não respondam: Bolsonaro irá indicar alguém para fazer esse trabalho. Não sugeriam que você está defendendo voto num avatar que não irá pessoalmente cuidar dessas negociações que são difíceis e complexas. Foi exatamente isso que fez Dilma cair (pra nossa sorte).
Caso contrário espero que tenham bons nomes para a próxima legislatura e que estejam alinhados quase que subservientemente a Bolsonaro, para votar os projetos que ele irá demandar ao congresso, que não emitam criticas já que o mesmo (principalmente seus filhos) não lidam bem com a menor critica que se faça (O pai curiosamente talvez lide melhor).
Não preciso mencionar a atuação pífia de Bolsonaro no episódio da cusparada que sofreu de Jean Wyllys em pleno congresso e de como ridiculamente caiu num "conto da Rosário" e conseguiu virar réu num processo absurdo apenas por não pensar antes de falar. Só isso demonstra como Bolsonaro é pouco hábil para travar uma guerra politica.
Gestão
Em tempos de João Dória em alta, fica a pergunta: qual a experiência de Bolsonaro como gestor? O que ele já geriu na vida? Ele está apto para o cargo de presidente? Ok que o Brasil elegeu uma mulher que faliu loja de R$ 1,99 e todos vimos a catástrofe que isso nos causou. Não seria o caso de Bolsonaro tentar um vôo mais baixo? Lembrando que com toda a minha pouca afinidade e simpatia ao deputado, acho que sua ausência na câmara federal será um prejuízo ao equilíbrio politico devido o contraponto que ele faz a politicos como Jean e Maria do Rosário.
"Fenômeno Trump"
Temos caído na ideia comum de comparar Donald Trump com Bolsonaro. A própria imprensa brasileira tem feito isso - e o deputado vem se utilizando de alguns artifícios de campanha usado pelo presidente eleito para associar sua imagem a esse fenômeno.
Considero um erro, visto que o "presidente laranja" nunca foi politico e Bolsonaro tem seguidos mandatos. Hoja há um sentimento de insatisfação com políticos em geral e foi isso que levou Trump à vitória dentro de seu partido que o rejeitava até a campanha presidencial contra Hillary. Até hoje a imprensa não anotou a placa do caminhão que os atropelou, e considero um erro cair numa comparação feita por esta mesma imprensa que não entendeu absolutamente nada do que aconteceu.
De igual mesmo os dois só tem a língua.
O fenômeno pode ser parecido, mas Trump não é politico, ele é ao menos empresario e gestor. Ele sabe pelo menos delegar as pessoas certas para assumir pastas e cargos estratégicos. e principalmente ele entende a guerra politica. Ele sabe ao menos atacar frames usados por adversários. Bolsonaro se limita a "mitar na internet" (o que seria uma lacração invertida) criando picuinhas.
E por último e não menos importante...
Este vídeo
Preciso desenhar e explicar o tamanho da gravidade desse discurso?
Bolsonaro se apresentou como liberal e eu o ataquei como sendo apenas um "liberal de ocasião". Discurso ensaiado por modismo politico. Nós liberais ainda teremos que lidar muito com estatólatras, teocratas populistas e todo tipo de escória politica querendo tirar uma casquinha.
Os liberais sempre defenderão a menor minoria de todas, o indivíduo, e sempre farão oposição a discursos que defendam a imposição da vontade da "maioria" (na verdade, do estado) sobre os demais, como esse de Jair Bolsonaro.
Eu não posso apoiar que uma minoria se imponha para a maioria, da mesma forma que não posso apoiar que uma maioria se imponha para uma minoria para que elas "se adaptem ou desapareçam". Aqui neste vídeo Bolsonaro comprovou o quanto é anti-liberal e acaba por dar argumento à esquerda que o chama de fascista, autoritário e homofóbico. Não tem como defende-lo disso.
Eu não pretendo jogar meu voto no lixo.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Eleições municipais do Rio: O resultado que temíamos (por Carmem Migueles)
Crivella e Freixo no segundo turno. Não era isso que todos os que optaram pelo voto útil temiam? Perdemos nas urnas? Ou perdemos outra coisa em outro lugar?
Os votos do Crivella com os do Freixo somados correspondem a 46,02% do total de votos validos. Se ambos fossem um só, ainda assim não se elegeriam no primeiro turno. Então, vamos aos números: O eleitorado carioca é de 4.898.044 pessoas. 1.189.187 (24,28%) dessas simplesmente não foram votar, pelas mais diferentes razões. Mas 3.708.857 (75,72%) foram. E desses, 2.313.232 não queriam nem Freixo, nem Crivella. Venceu a minoria. O voto dos dois somam 1.395.625. A maioria perdeu.
Mas por quê? Como é possível, em uma democracia, a maioria perder? Perder para quem?
Só há uma resposta: perder para si mesma! A maioria dos eleitores cariocas perderam para si mesmos.
Vamos as causas possíveis para esse fato? Só parando para refletir sobre os erros podemos corrigi-los. E já está na hora. Não são já 29 anos do mesmo resultado, desde o fim da ditadura? Há aqui uma lei cármica: há uma relação de causa e consequência que se não alterarmos, não alteraremos os resultados.
Falhamos por que nos omitimos em refletir sobre aos valores que nos unem. Falhamos porque nos omitimos em pensar juntos sobre o projeto de sociedade que queremos.
Falhamos por que aceitamos o fatalismo: “sempre foi assim, não há nada a fazer”, “o povo brasileiro vota mal, carioca vota mal”! E no isolamento de cada um nos condenamos a omissão. Ao fazer isso, perdemos todas as oportunidades de mudança!
Mas nos omitimos como? O que poderíamos ter feito? Poderíamos ter, todos, trabalhado mais diretamente na educação uns dos outros.
Poderíamos ter trabalhando mais fortemente na influência em todos os lugares onde convivemos. Poderíamos ter participado mais, nos engajado mais. Não estou criticando os outros, mas pensando também sobre mim mesma. Entrei para o Novo em abril. Até então eu também só olhava de longe. Mas quando falo em engajamento, não é só em um projeto partidário. Mas em um debate sobre valores.
Porque rejeitamos Crivella e Freixo? Porque, para nós, Crivella corresponde ao retorno ao populismo, à dispersão de recursos sem estratégia, ao assistencialismo, que tanto mal já fez ao Rio. E ao Freixo? Porque é um discurso que infelizmente não tem foco. Um discurso vago e remoto em defesa de minorias que não teriam os problemas que ele aponta se a sociedade simplesmente se organizasse para que a lei valesse. Alguém é a favor do machismo que mata? Da homofobia? Da morte dos pobres pela violência? A enorme, esmagadora maioria, não é! Há leis contra isso. Mas não há capacidade de investigação, não há mecanismos de punição adequados. O seu discurso tenta criar o sentimento de perseguição desses grupos pela maioria da sociedade. Mas esse discurso é falso. Divide para atrair para si o papel de salvador desses oprimidos. Mas esses não são os oprimidos de fato e o discurso de divisão não encaminha para a solução. Afasta dela. Porque é vazio e não traz em si analises que permitam resolver os problemas que aponta.
Enquanto isso, na vida real, fora das universidades e dos jovens buscando causas, a grande maioria das mães pobres pagam uma quantidade indecente de impostos sobre o consumo. Dividem com o estado inchado, ineficiente, o pouco que tem para colocar comida na mesa de suas crianças. E não recebem nada em troca. Sem suporte para trabalhar e sobrecarregadas por impostos e tarefas, não conseguem cuidar de suas crianças. Que acabam vítimas de todos os tipos de violência: física, sexual, psicológica. Sem alternativas e revoltadas, algumas entram para o crime. Passam a vender drogas, vendem crack.... e transformam outras pessoas com história similar em vítimas da dependência. Somos uma sociedade cruel, que vira às costas para essas pessoas. Que não foram representadas na campanha nem pelo discurso da populista nem pelo discurso da esquerda das minorias aborrecidas.
Nos omitimos, e perderemos a chance de apoiar o empreendedorismo que nos ajudaria a retomar a rota da prosperidade, por um lado, e da solidariedade com quem realmente precisa, por outro.
Solidariedade essa que demanda muita competência e foco em gestão para que os problemas de fato sejam resolvidos. Mas não precisamos perder a lição: ou participamos com mais vontade, ou continuaremos perdendo para nós mesmos. Um amigo brinca falando do Rio.... diz: o problema é muito malandro para pouco otário.... é malandro dando volta em malandro. A malandragem aqui dá pouco resultado!
Pois é: o grande caminho não é o da malandragem. O do jeitinho. Mas sim o do Jeitão: que é parar, refletir e se engajar em fazer a coisa certa e do jeito certo. Vamos fazer isso?
Vamos começar hoje? Quatro anos não é muito para mudar tantos anos de hábito de pensamento e ação que nos trouxeram até aqui!
Vamos juntos? Hoje volto para o trabalho. Dou adeus às eleições. Acho que abri um espaço para outros cidadãos comuns, que nunca foram políticos, tentarem fazer a diferença. Eu vou ajudar de fora: na tarefa educativa de expansão das consciências. Vamos criar as precondições para eleger quem nos represente em 2020? Eu, daqui, vou fazer a minha parte!
Carmem Migueles é funcionária e gestora pública e foi candidata à prefeitura do Rio pelo partido NOVO
(Nota do Blog) Nas eleições de 2014 o resultado final do segundo turno mostrava que a maioria dos eleitores rejeitavam os dois candidatos. Se pegássemos os 30% de abstenções e somássemos aos votos do candidato rival os dois perderiam.
Nas eleições municipais de 2016 o resultado final mostra que 46% do eleitorado rejeitou todos os candidatos a prefeito.
Significa dizer que as abstenções foram maiores que a maior votação qualificada para o segundo turno. Se eu dizia que em 2014 a maioria do pais rejeitou Dilma e Aécio. Em 2016 posso dizer com segurança que o Rio rejeitou todos os candidatos, e que esse segundo turno entre Crivella e Freixo é uma ANOMALIA, UMA FRAUDE rejeitada por 46% da população carioca em um pais onde o voto não é opcional, é OBRIGATÓRIO.
Nossa democracia de barro nos brinda com esse direito compulsório de escolher o método de abate. Se queremos uma morte lenta na cruz do populismo, ou uma morte fulminante na foice da ideologia cega.
"O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado por quem é inferior." Platão
domingo, 25 de setembro de 2016
quinta-feira, 7 de abril de 2016
MEA CULPA: Errei, não 'fecho' nunca mais com Freixo
http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/09/opiniao-declaracao-de-voto-prefeito-em.html
Sob hipótese alguma isso significa que eu aprove o governo de Eduardo Paes. Mas se da audiência que tive naquele post eu tenha conseguido um voto para o Freixo, eu peço desculpas pela má sugestão, fruto de um completo desespero ao ver no que minha cidade estava se tornando.
Lamentavelmente Freixo era e ainda é o mais próximo de oposição que temos ao atual governo Cabral/Paes. Todos os demais candidatos quando não são ligados a Igreja Universal tem o mesmo DNA politico de Cezar Maia e; ou fizeram parte de seus mandatos. E em ultima e pior escala são o Anthony Garotinho.
Eu já deveria ter ouvido meus instintos desde quando Freixo se envolveu no movimento que tornou o Funk "cultura". Mas não o fiz e então agora irei me desculpar listando os motivos que me levam a fazer esse Mea Culpa. São esses:
1 - O PSOL de Marcelo Freixo se uniu a deputados do PT (que tanto criticam) para censurar a jornalista Rachel Sheherazade. Enquanto se calam quando um de seus filosofos foi a público desejar que a mesma fosse estuprada.
2 - Quando este partido de arvora de ser um defensor de direitos humanos mas defende declaradamente os absurdos cometidos por Maduro na Venezuela.
3 - Quando esse partido que tem a ousadia de usar no seu nome as palavras "Socialismo" e "Liberdade" juntas é frontalmente contra o armamento civil, mas um de seus deputados quer liberar a venda de drogas e fornecer anistia automática a todos os presos pelo crime de tráfico
4 - Quando este partido vota contra a redução da maioridade penal.
5 - Quando este partido é a favor do Marco Civil da Internet e de ideias como "Socialização de mídias".
6 - Quando em São Paulo por via do Grupo Movimento Passe Livre (Movimento em sua maioria formado por militantes do Psol, PSTU, PCO, PCR e PCdoB) que organizou os protestos contra o aumento das passagens nas ruas de São Paulo foi responsável pelo inicio das manifestações desordenadas com faixas obstruindo ruas e avenidas no meio do horário do rush, mesmo não havendo controle sobre quem entra ou não na marcha o que levam às depredações e atos de vandalismos amplamente divulgados na TV. Tão logo conseguindo o que queriam pularam fora quando viram que as manifestações estavam ganhando um caráter anti-partidário.
7 - Quando o PSOL e Freixo apoiam os Black Blocs no Rio...
- No início de 2014, durante protestos feitos pelos depredadores black blocs no Rio de Janeiro, um jornalista da TV Bandeirantes foi atingido por rojões lançados por alguns jovens inconsequentes. Santiago Andrade chegou a ser levado para o hospital, mas veio a óbito dias depois sofrendo morte cerebral. O caso, na época, com a investigação da polícia, levou ao óbvio: havia conexão direta entre os black blocs e o deputado Freixo, inclusive em ligações telefônicas que comprovaram a proximidade dele com os baderneiros. A ativista Elisa Quadros, a Sininho, ligou para o deputado tão logo os responsáveis diretos pelo rojão foram presos, e o mesmo teria oferecido assistência jurídica aos criminosos.
https://www.youtube.com/watch?v=CMoP6PhiB08
- Há evidências de que Marcelo Freixo, outros integrantes do PSOL e até mesmo de outros partidos de esquerda financiavam diretamente o "movimento" dos mascarados. O rapaz que disparou o rojão contra o cinegrafista Santiago Andrade alegou ter reuniões frequentes no gabinete do deputado. O PSOL, bem como Freixo, no entanto, não apenas negaram estes fatos, também negaram o apoio que comprovadamente deram ao movimento, chegando até mesmo a deletar de seu site o texto escrito meses antes por Edilson da Silva.
Mau-caráter - E quando o PSOL remove de seu site um texto defendendo a tática black bloc logo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade : http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Versão em Cache
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/129787/Patroc%C3%ADnio-do-PSOL-aos-Black-Blocs-afunda-Freixo.htm
http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/a-moral-black-bloc-do-psol-marcelo-freixo-e-seus-partidarios-antes-e-depois-da-morte-de-santiago/
Covardes!
8 - Quando Freixo, junto de outro boboca como Bebeto cria um projeto de lei para fazer populismo em cima dos torcedores de futebol e por mais intervenção do estado em algo totalmente futil: http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/11/marcelo-freixo-e-bebeto-criam-bolsa.html
9 - Por Freixo aparecer somente para fazer ataques a erros da policia e denunciar somente milicianos, livrando a cara de traficantes, ou pouco se importando com eles. O que reforça o motivo número 3.
http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/05/favela-da-coreia-presenca-de-muitos-se.html
10 - Desde que deixamos de ser a capital do pais, nunca tanto dinheiro entrou nesta cidade, isso graças a copa e olimpíadas mas estes recursos estão sendo usados, primordialmente para pagar o investimento de campanha de algumas empresas na dupla Paes/Cabral. Estamos pagando caro por serviços porcos com material de terceira linha a preço de primeiro mundo.
Antevendo o crescimento das ideias de livre mercado e liberalismo contra o poder estatal Freixo se aproveita da estupidez - ou completa cara-de-pau de Paes - para comparar o governo caótico e completamente Capitalista de Estado de Eduardo Paes para fazer ataques totalmente falaciosos contra o livre mercado, usando como desculpa o fato de "Paespalho" ter falado o termo "Deus Mercado" - Termo rejeitado por verdadeiros defensores do livre mercado, que em nada se aparenta com o modelo de favorecimento dos amigos e doadores de campanha do prefeito. Mercado não é um deus, muito menos religião. http://artigosdemarcelofreixo.blogspot.com.br/2014/03/o-deus-mercado.html
Ao contrário do Estado a quem você defende e quer que seja mais interventor na vida dos pessoas, o mercado é um ser individual feito por todas as pessoas que querem fazer negócios, desde o camelô a um grande empresário (que, gostem ou não, gera empregos).
Meu grande erro foi enxergar que estávamos desperdiçando uma chance ímpar de decidir se o Rio de Janeiro vai ser apenas um resort para Eikes e alguns poucos fazerem seus negócios ou uma metrópole com oportunidade para todos. E não perceber que você é apenas um coletivista. Que se oporia a um livre mercado e é ainda pior quando seu partido compactua com protestos violentos que resultaram em uma morte. quando você critica a brutalidade da PM no Rio ao reprimir manifestações mas apoia o governo/ditadura de Maduro na Venezuela.
Por todos esses motivos eu peço desculpas pela declaração e pedidos de voto a Marcelo Freixo em 2012. Errei mas nunca mais 'fecho' com Freixo nem ninguém do PSOL.
11 - Motivo. O PSOL e seus militantes (a esquerda como um todo) apoiam o Hamas contra Israel, mas se calam sobre as atrocidades do ISIS e o genocídio de cristãos em teocracias muçulmanas.
https://www.youtube.com/watch?v=Ev_tTOL1QPM&feature=share
Atualizado em 04/2016
12 - O Caos na primeira administração do PSOL em uma prefeitura (Itaocara RJ)http://veja.abril.com.br/brasil/o-caos-da-primeira-experiencia-do-psol-no-governo/
13 - A apresentação de bens de Freixo
Freixo: Um caso raro de alguém que ganha milhões em 4 anos e fica mais pobre do que era.
O Rio de Janeiro com a realidade de suas finanças em dúvida com a conta de uma olimpíada para pagar, e advinha quem a esquerda ungida dos proletários de zona Sul e intelectuais maconheiros da praça São Salvador escolhem para concorrer o segundo turno?!
Um cidadão que mal consegue administrar as contas pessoais... e seus eleitores ainda dizem que ele é o melhor preparado.
O candidato do Partido “Socialismo e Liberdade” (PSOL) à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Ribeiro Freixo, aparentemente realmente possui um sério problema de memória – ou não consegue gerenciar bem sequer o próprio dinheiro.
Em sua declaração de patrimônio na primeira vez em que foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro, em 2012, Marcelo Freixo declarou que possuía R$ 49.267,46 de patrimônio, sendo R$ 2.654,80 numa conta poupança da Caixa Econômica Federal, R$ 18.052,66 numa conta corrente do Itaú e R$ 28.560,00 num carro modelo Fiat Fire ano 2003.
http://www.ilisp.org/noticias/ganhando-r-20-milmes-candidato-prefeito-do-psolrj-perdeu-90-de-patrimonio-em-4-anos/
OBS: Peço desculpas também pelo texto, feito de improviso e corrido. Ainda no calor da irritação.
Fico no aguardo da reação intolerante da militância fascistoide do partido que coloca juntos duas palavras que nunca coexistiram: socialismo e liberdade.
Atualizado em: 31/03/2017
14 - A covardia inequívoca do PSOL
Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade o site do Psol apagou o post defendendo a "tática Black Bloc" http://psol50.org.br/site/artigos-e-entrevistas/583/tatica-black-bloc-condenar-conviver-ou-se-aliar
Agora novamente o PSOL para encobrir de forma covarde seu desalinho com qualquer noção de liberdade; inequívoca eu friso, e em desacordo com a sociedade apaga de seu site o artigo onde defendem a DITADURA de Nicolas Maduro.
http://www.psol50.org.br/blog/2013/04/11/psol-apoia-nicolas-maduro-e-vai-a-venezuela-acompanhar-eleicao-presidencial/
E a lista só aumenta...
terça-feira, 1 de março de 2016
Opinião: Bolsonaro e os liberais de ocasião
- Bolsonaro, viúva de 64, SEMPRE FOI ESTATISTA. Sempre defendeu os militares.
- Bolsonaro sempre se posicionou contra a privatizações;
- Bolsonaro já chegou a indicar Aldo Rebelo para ministro da defesa em 2002; O que é uma mudança de postura bem radical, principalmente de alguém que conhecia o passado de Rebelo como comunista.
- Sua imagem e sua atuação no mínimo, desastrada, na maioria dos embates que se envolve é depreciativa aos liberais, principalmente pela divulgação gratuita que dá a políticos ainda mais caricatos e nocivos como Maria do Rosário e Jean Wyllys.
- Bolsonaro não é liberal. Ele é conservador estatista que está adotando um discurso liberal de ocasião.
Do mesmo jeito que o tal pastor Everaldo, que se orgulhava de ter criado o "cheque cidadão" nas eleições de 2014, de liberal só tinha o texto do site e programa de governo; este escrito por um liberal de verdade. Já o pastor nada sabe de liberalismo.
Vários políticos que nunca foram liberais e nada entendem de liberalismo percebendo essa nova demanda da população por menos estado e mais liberdade econômica vão aparecer.
Michel Temer e o PMDB ao que parece que já querem embarcar nessa.
Entendo que muitos considerem o voto no Bolsonaro por pura falta de opções, já que votar nulo não adianta nada como provou as eleições de 2014 onde o voto de apenas 38% da população elegeu a presidAntA, mas que saibam bem no que estão votando para não reclamar depois.
Posso até acabar votando em Bolsonaro, mas eu é que não ponho minha mão no fogo por ele.
sexta-feira, 13 de março de 2015
Impeachment? (por Bruna Luiza)
Impeachment?
(Por Bruna Luiza)
Perdemos o foco. A idéia de impeachment se popularizou de modo desnorteado, como quem dá um grito no escuro. A população está insatisfeita e a cada dia vemos mais petistas desiludidos, mas é preciso racionalizar e organizar nossas idéias e propostas. Então, digamos que no dia 15 as ruas estejam lotadas de pessoas que querem o impeachment, que o Congresso escute o povo e o pedido de impeachment receba votos favoráveis de dois terços da Casa... Nessa hipótese, o pedido seguiria para o Senado, onde outra votação ocorreria e se, novamente, o pedido receber dois terços dos votos favoráveis, o impeachment aconteceria. Dilma ficaria afastada durante o processo, que é demorado, podendo levar até um ano. Há fôlego para manter a pressão e os protestos durante todo esse período? Suponhamos que sim, e que o impeachment seja aprovado nas instâncias mencionadas, o que aconteceria? Dilma deixaria a presidência e perderia os direitos políticos por cinco anos. Ótimo, certo? Sim. Exceto pelo fato de que Michel Temer, que vem trabalhando com o PT há anos, assumiria a presidência. E depois? Bem, depois seria mais do mesmo. As políticas permaneceriam praticamente as mesmas, pouco mudaria, e é claro, sabemos que nas próximas eleições o PT faria todo tipo de compra de voto e manipulação possível para retomar o poder --- provavelmente com a volta de Lula. E essa perspectiva não me agrada em nada.
Então, qual a solução? A solução é entender a raiz do problema. Não lhes parece engraçado que em um país onde NADA que é público funciona, nosso processo eleitoral seja o "mais moderno do mundo"? E não é uma grande coincidência que as eleições tenham se tornado totalmente eletrônicas logo após a posse de Lula? Nossas eleições são realizadas de modo muito duvidoso, por equipamentos que reiteradamente se mostram não confiáveis. O processo eleitoral deve ser transparente, fiscalizável e verificável. Um sistema que requer técnicos especializados e que não é compreensível para um cidadão comum não é transparente. A transparência na administração pública é um princípio estabelecido na Constituição brasileira, no artigo 37. Há ainda a dúvida sobre a privacidade do voto, que deve ser secreto segundo a cláusula pétrea da Constituição, artigo 60, §4º, pois em experimentos realizados na urna eletrônica, já foi demonstrado que é possível identificar os votos de cada pessoa¹. Assim, o processo eleitoral brasileiro não é secreto, e não tem transparência e, sendo, portanto, inconstitucional. Enquanto tal processo estiver corrompido, toda a política brasileira estará apoiada em bases frágeis.
Além disso, há grandes indícios de que a campanha de Dilma tenha sido financiada com dinheiro público, desviado da Petrobrás. Tal crime torna sua eleição inválida (lei 9.504 artigo 30, § 3º). Essa investigação é de suma importância, pois se comprovado o crime eleitoral de financiamento de campanha com dinheiro desviado, Dilma pode deixar a presidência, juntamente de Temer, sendo a chapa toda invalidada, e assumiria Aécio Neves, o segundo colocado. É importante assinalar aqui que Aécio só assumiria graças ao pedido de cassação da candidatura de Dilma, feito pelo PSDB nas vésperas da posse de Dilma. Na época a protocolação do pedido virou piada, muita gente ignorante chamou de recalque, mas é graças ao pedido formal, feito anteriormente à posse, que Aécio tem direito, legalmente, de assumir a presidência, pois tal protesto comprova que o PSDB não reconhece a legitimidade da eleição realizada em 2015.
Nesse cenário, portanto, Aécio Neves tomaria posse. É claro, o PSDB está muito longe do ideal, mas a retirada do PT diminuiria o aparelhamento na máquina política brasileira, e mudanças sutis poderiam trazer um novo fôlego para o povo brasileiro. Nesse momento seria preciso pressionar, mais do que nunca, pela mudança no processo eleitoral, para que seja verdadeiramente transparente, pois só assim todo o esforço teria resultados concretos: eleições limpas, lisas, justas, e realmente democráticas. Corrigiríamos as bases do sistema eleitoral, e a partir daí, com estruturas sólidas e firmes, seguiríamos para os próximos passos.
Racionalmente, talvez seja tarde para pensar nisso tudo, mas há esperanças de que não seja. Com esforço para difundir essas idéias, podemos conduzir as manifestações de modo mais organizado e consciente. O foco deve ser não apenas o impeachment puro e simples, mas um processo eleitoral transparente e secreto, de acordo com a nossa constituição. Devemos pedir que Dilma e Temer saiam da presidência não somente por sua incompetência, mas por permitirem um esquema de corrupção que irrigou sua campanha. Devemos deixar claro que não somos "tucanos", não defendemos partido algum, mas sim um Brasil limpo e renovado. Não precisamos pedir intervenção militar, precisamos pedir democracia verdadeira, pois o nosso povo ainda tem, em sua essência, os valores de honestidade e batalha diária para conquistar as coisas sem precisar do governo fazendo tudo por ele. Somos guerreiros, e queremos espaço para empreender, crescer, com uma economia livre onde cada brasileiro possa lutar para melhorar de vida sem receber migalhas do governo, e sem ver seu salário sendo sugado por impostos abusivos. E é isso que deve estar nas ruas, seja no grito, nas camisetas, nas faixas, e também, é claro, nas redes sociais. Sua participação faz toda a diferença.
Não tenha medo de difundir esses fatos, não tenha vergonha de defender o que é correto. Vamos lutar para recuperar nosso país das mãos dos bandidos corruptos que agem com descaso com o povo brasileiro. As ruas estarão cheias de petistas que recebem para manifestar. Eles tentarão subverter nosso discurso, ferir nossas propostas e até mesmo nossos corpos se preciso, mas nós temos Deus, a justiça e a verdade ao nosso lado. Com prudência, fé, temperança, bom senso e amor ao Brasil, nós podemos, juntos, conduzir nosso país por esse longo e penoso caminho de recuperação, e construir um Brasil novo e melhor.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
A cumplicidade dos comparsas
Não faltaram denúncias e comprovações de corrupção em seu governo. Assim mesmo cerca de 53% dos eleitores que votaram acharam que ela deveria continuar governando.
Afinal se vocês deram seu aval pra toda a roubalheira institucionalizada - de um partido que jurou a vida inteira que seria diferente - continuar, porque iriam fazer críticas agora a uma mudança completa das promessas nas atitudes de presidenta releita?
Faz sentido, besta é quem espera posição diferente de vocês. Até porque merda cágada não volta pra bunda. E vocês já a cometeram em outubro. Melhor ficar em silêncio mesmo.
E mesmo que falassem. Vocês não me enganariam, sei que o fariam de novo.
sábado, 9 de agosto de 2014
Sugestão de Voto para 2014: Não não reeleja ninguem.
Imagine uma eleição em que ninguem, vota em ninguem? Não seja cúmplice, não se sinta culpado quando seu candidato for eleito e não fizer nada do que prometeu.
Não venda seu voto!
Não vote no menos pior!
Não vote em um safado, para tirar outro safado!
Não vote por votar!
Vote em NINGUÉM e faça os políticos começarem a trabalhar e suar pelo seu voto!
A charge acima, sugere que o eleitor não vote em ninguém, que já possua mandato eletivo, como forma de moralizar o congresso nacional brasileiro. Já seria um grande avanço, mas o que propomos aqui é algo ainda maior. Não vote em ninguém, se pretende ir votar vote nulo; se não deseja sair de casa para votar, melhor ainda. É o maior recado que se pode dar aos governantes do pais.
Meus amigos a solução não é politica. Não é partidária. Não existe solução a curto prazo. O que existe é a eterna cobrança. A eterna insatisfação e necessidade de alternância no poder. A importância de não mantermos sempre as mesmas pessoas no poder.
Não votar é um protesto seguro, você não precisa enfrentar a policia subserviente aos governantes. Você não precisa se misturar aos irresponsáveis black blocs. Nem ouvir conversa fiada de militante de partido politico. O maior castigo que eles poderão dar é aumentar o preço da multa por não comparecimento, que hoje custa em torno de 3,00 R$
Vejam as opções que temos para votar, por exemplo no Rio de Janeiro: Garotinho, 'Lindenbeeeergh!', Pezão e Crivella. Estão ou não estão nos chamando de idiotas com direito a eco?
Acho que a melhor resposta que o povo do Rio pode dar aos políticos é termos um lindo domingo de sol e todos irmos pra praia ao invés de votar. Até eu que não gosto de praia vou tomar um mate com limão e comer biscoito globo.
O Voto Nulo não cancela a eleição, favorece apenas ao candidato que já está ganhando mas é uma forma democrática de protesto, já que votando Nulo ou em Branco, o cidadão afirma que não está satisfeito com as opções que lhe foram dadas.
O Voto Nulo ou em Branco também representa aqueles que acham que o Voto deveria ser FACULTATIVO (Não Obrigatório) Continuar votando no Menos Pior, naquele que lhe compra com algum favor ou promessa ou em um para tirar um péssimo candidato, só faz é alimentar a atual corrupção e impunidade!
terça-feira, 24 de junho de 2014
Um verdadeiro bacanal politico no Rio
Garotinho traiu Brizolla, foi para o PSB (♫quarenta, quarenta...♫) e depois para o PMDB.
Eduardo Paes foi secretário de Cesar Maia (DEM ex-PFL). Eles brigaram e Paes se aliou a Sérgio Cabral que foi aliado de Garotinho quando este foi presidente regional do PMDB. Romperam e após a saída de Garotinho Sérgio Cabral, junto de Paes, viraram aliados do PT.
E assim viveram pelos últimos 8 anos.Tudo junto e misturado
Em 2012 os filhos de Cesar Maia e Garotinho, que eram rivais em 1999, se uniram para concorrer com Eduardo Paes (aquele que era secretário de Cesar Maia).
Chega 2014 o PMDB de Sergio Cabral racha com o PT. Pois o PT de "lindinho" (aquele que pintou a cara pra derrubar Collor, mas hoje são "parça") quer o governo do estado. Acabou o amor...
Romário que tinha surgido como uma novidade, metendo malho em tudo e em todos, se filia ao PSB para concorrer ao senado e seu partido se alia ao PT de Lindenbergh para formar chapa para concorrer ao Governo do estado/Senado. Mesmo que o partido de Romário seja concorrente ao governo federal contra o PT, que é aliado do PMDB. Cujo o partido de Cezar Maia é parceiro do maior rival do PT na presidência o PSDB.
Marcelo Crivella aliado do PT e ministro de seu governo, quer concorrer ao governo do Rio e vai rachar com os petistas podendo até ter Garotinho como seu aliado formando chapa para Governo do Estado e Senado.
Agora Cesar Maia se torna aliado de Sérgio Cabral e Eduardo Paes na campanha de Pezão (E afinal de contas quem é Pezão?) concorrendo ao governo do estado do Rio contra o PT de Lindenbergh e Romário... queles caras que se odiavam viviam trocando farpas se uniram num "bonde 'boladão', 'nervosão' estilo Afeganistão".
E por último e não menos patético:
É nesses momentos que você percebe que a politica do Rio é um grande bacanal onde o único buraco que é socado é o seu.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Editorial: A receita Bolivariana
A imprensa noticiou que o primeiro mandatário do Equador, Sr. Rafael Corrêa, enviou mensagem ao Legislativo com o seguinte conteúdo: “Eu decidi pedir para o nosso bloco na Assembleia que a Constituição seja alterada para estabelecer a reeleição por tempo indefinido em todas as posições de eleição popular para que o povo possa escolher quem continua e quem alterna". Ele já foi eleito duas vezes, inclusive usando um artifício de encurtar o primeiro mandato, para, após alteração da Constituição, poder ser candidato novamente, o que não era permitido. Como possui maioria no Legislativo, o desejo dele deverá ser aprovado e teremos um novo “presidente perpétuo”, a exemplo do falecido Hugo Chávez. Somente sairá do poder morto e, possivelmente, nomeando seu sucessor, a exemplo de outros países bolivarianos. Na Argentina, a dinastia Kirchner. Na Nicarágua, Daniel Ortega. Na Bolívia, Evo Morales e por ai vai.
O receituário é o mesmo. Utilizando-se das fragilidades da democracia, um candidato bolivariano é eleito e ao tomar as rédeas do poder, altera a Constituição, para perpetuação no poder ou pessoalmente ou através de uma marionete escolhida por ele.
No antigo Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, sob a direção do seu então chefe Luiz Gushiken, um dos cenários prospectivos traçados partia da premissa de que Lula seria o presidente da República em 2022, ano de comemoração do bicentenário da independência do Brasil. Ora, isto só seria possível de acontecer nas seguintes hipóteses: na primeira, Lula conseguiria obter via plebiscitária o direito de concorrer “ad aeternum” à presidência, a semelhança do conseguido por Chávez e outros. Na segunda, caso não conseguisse seu intento, elegeria um títere em 2010, retornando ao poder em 2014, sendo reeleito em 2018 e permanecendo no poder até 2022. A primeira hipótese não ocorreu.
Como a presidente Dilma não abriu mão da reeleição, caso ela ganhe, ele adiará seu projeto para 2018. Caso ela perca, o vencedor viverá um verdadeiro inferno, pois a situação econômica do país exigirá medidas drásticas e impopulares, após as eleições, além da sabotagem previsível a ser implementada pelos milhares de petistas enquistados em cargos de relevância na máquina governamental, em aliança com os ditos "movimentos sociais", sob o comando dos recursos oriundos dos atuais detentores do poder político, facilitando seu retorno "triunfal".
Desta forma, o PT permaneceria no poder para sempre, pois após 16 anos de administração petista (incluindo-se o período 2014/2018 ou 2018/2022, é evidente o quase completo domínio de todas as fontes de poder por ele. Mais da metade dos componentes das mais altas cortes de Justiça do Brasil foi nomeada por Lula ou Dilma. Já possuem a maioria formal no STF. Com mais uma nomeação, obterão o controle total. O Legislativo é inteiramente submisso aos seus caprichos. Inexiste uma oposição digna deste qualificativo. Os sindicatos foram cooptados. Até as lideranças estudantis foram anuladas. A mídia, com raras exceções, depende das verbas de publicidade da União e das estatais. Quem diverge e verbaliza sua crítica é silenciado. A exposição "positiva" de Lula/Dilma é digna de um plano de Goebbels. Atualmente, ela aparece todos os dias em praticamente todos os principais veículos de comunicação, em especial na televisão, mais vista pelas classes C, D e E, segmentos mais importantes em uma eleição, a exemplo de Lula, seguindo o modelo: "pai dos pobres" e "mãe dos ricos", aliança imbatível.
Com a insegurança propiciada pela adoção das urnas eletrônicas de primeira geração e com o mote “O bicho vai pegar”, o pleito de outubro promete ser um dos mais agressivos da história pátria. Após a realização da Copa, o país vivenciará dias muito difíceis. A posição da Sra. Marina merece ser estudada com calma. Oriunda do PT e defensora de teses "agradáveis" aos interesses da "oligarquia anglo-saxônica" ela vai, pouco a pouco, dinamitando a estrada de cooperação construída por Aécio/Campos, tornando este último seu refém e sinalizando que partirá no segundo turno para a neutralidade ou mesmo para o apoio aos petistas.
Estaria consolidada, de maneira irreversível, uma ditadura constitucional brasileira, sem perspectiva de reversão. E o quadro de 2014 é assustador. Qualquer um dos principais candidatos apresentados até agora (Dilma. Aécio, Campos) representa a continuação da mesma política de submissão aos interesses da banca internacional. Caso o PT vença, será imposta uma reforma política bolivariana, a censura velada aos meios de comunicação e outras medidas ditatoriais previstas no PNDH-3.
Será que os outros partidos políticos aliados dos petistas, bem como a classe empresarial ainda não perceberam o perigo real existente? A consequência natural da concretização deste plano sinistro será a redução a pó de qualquer vestígio de importância de ambos os segmentos e a implantação de uma ditadura branca baseada no binômio ilusionismo/cleptocracia.
Comentário: As previsões de Wilson, são bem realistas. Ainda mais se observamos a recente proposta de Dilma em modificar o sistema brasileiro de governo com o Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil", representada pelos movimentos sociais, participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo segundo o decreto, tem como objetivo de "consolidar a participação social como método de governo".
O que parece ser uma abertura para a participação do povo nas grandes mudanças do pais é uma grande armadilha. 'sociedade civil' ao contrário do que aparenta não somos eu e você - O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem como efeito a antidemocrática. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao dar a alguns determinados cidadãos "iluminados" (aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia) sejam mais ouvidos - A menos que você faça parte de algum movimento social subvencionado pelo governo (MST, Sindicatos, CUT, UNE, ONG's e todo aquele pessoal que costuma fazer da sua vida um inferno na volta do trabalho para casa por exemplo...) seu voto passará a valer menos.
De nova essa proposta não tem nada. Caso não esteja claro eu sugiro que estudem mais sobre como é o governo na Venezuela e como eram os Sovietes na antiga URSS.
Enquanto isso o PT permanece na dúvida de eufemismo irá usar para batizar sua proposta de controlar tudo aquilo que for dito sobre seu governo pela imprensa. A principio permanece "Democratização da mídia" mas pode ser "Regulação", já os militares preferiram usar uma sigla chamada "AI-5".
domingo, 25 de maio de 2014
Opinião: A RUA PETISTA, por Wilson Agostinho
O País está vivendo uma explosão de manifestações de rua, que diferem fortemente daquelas que caracterizaram as Jornadas de Junho. As atuais nada têm de "autônomas", "independentes", voltadas para uma noção do bem comum, embora esta fosse tomada de forma vaga. Ao contrário, elas se caracterizam pelo controle, são todas oriundas daquilo que se pode considerar como "movimentos sociais organizados". O brilho da autonomia está sendo suplantado pela heteronomia. Logo, qualquer termo de comparação tende a ofuscar o que está realmente em causa. Em comum, têm só a bandeira contra a Copa, pela simples razão de ser uma bandeira que havia sido encampada pelas ruas brasileiras. Cessa aí o que têm em comum.....
Note-se que as manifestações de São Paulo foram conduzidas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que nada mais é do que um braço do MST. Historicamente, esse dito "movimento social" está umbilicalmente ligado ao PT. Foi, inclusive, acolhido pela presidente da República quando da invasão de uma área urbana próxima ao Itaquerão, um dos palcos da Copa do Mundo. Não faltaram, certamente, intermediários.
A invasão, ao contrário do que vinha sendo a regra do atual governo, deu lugar a um encontro com a presidente, que acabou por adotar um comportamento propriamente lulista. O jogo é perigoso, pois o acolhimento pode dar lugar ao transbordamento.
Ainda em São Paulo, há os protestos de professores municipais, tradicionalmente ligados ao PT, apesar de seu movimento estar dirigido contra uma administração municipal petista. Processo análogo ocorre com os rodoviários do Rio de Janeiro, infernizando a vida dos cariocas, que têm o seu direito de ir e vir simplesmente negado. Em Pernambuco, são policiais militares que entram em greve, desobedecendo flagrante e acintosamente a uma decisão da Justiça do Trabalho que considerou a greve ilegal.
Observe-se, nesses casos, que são ações corporativas, fortemente organizadas, oriundas de demandas sindicais, que foram tradicionalmente veiculadas pelo PT e, atualmente, por grupos mais à esquerda que não mais se reconhecem no atual governo. Estão fazendo um jogo de cena, aproveitando-se da oportunidade da Copa para terem as suas reivindicações atendidas. Ocorre que esta rua NÃO É MAIS A MESMA do ano passado!
Consequentemente, devemos fazer a distinção entre esses diferentes tipos de manifestações e as Jornadas de Junho, na medida em que as atuais são o resultado de ações de grupos organizados, os ditos "movimentos sociais", em boa parte controlados pelo PT e, também, por grupos mais à esquerda do espectro político. São manifestações instrumentalizadas, inserindo-se num contexto propriamente eleitoral.
Mais especificamente, algumas correspondem a conflitos internos ao próprio PT ou a pressões de grupos esquerdistas de conquistarem mais espaço por meio de lutas setoriais. Em todo caso, há todo um clima de radicalização que começa a se esboçar. Poder-se-ia mesmo aventar a hipótese de que essa radicalização é fruto da tendência eleitoral de queda da presidente Dilma, abrindo espaço para que conflitos internos em seu partido e na militância se potencializem.
Neste contexto, não deixa de ser curiosa a reação dos grupos mais afinados com a ideologia tradicional petista, de corte socialista e anticapitalista. Para eles, a "mudança" significaria voltar a essa mesma doutrina tradicional do partido, abandonando as acomodações "capitalistas" dos governos Lula e Dilma. Pressionando deste lado, eles procuram ao menos conquistar uma maior fatia do aparelho do Estado, notoriamente menor no governo atual do que no anterior. Pretendem ser mais ouvidos e consultados. Vendem mesmo a ideia - duvidosa - de que eventual empenho eleitoral seu poderia se traduzir pela vitória da candidata petista.
Peguemos o exemplo do MTST. Trata-se, como assinalado, de um braço do MST, que está procurando exercer um papel de protagonismo político nas cidades. Ou seja, estamos diante de uma única organização que comporta vários braços, como o Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), a Via Campesina, Movimentos dos Pequenos Agricultores, Movimento das Mulheres Campesinas e assim por diante. A tática consiste em mostrar várias cabeças, como se não fizessem parte do mesmo corpo. Essa tática de luta procura expor amplas ramificações como se fossem "independentes", com o intuito de capturar a atenção da mídia e, dessa maneira, favorecer a formação da opinião pública.
Ora, o MST e suas ramificações constituem uma única organização de tipo leninista, fortemente centralizada, organizada em departamentos que seguem hierarquicamente um único comando. Não têm nada de espontâneo. Os seus participantes são militantes que se dedicam totalmente à causa revolucionária. A sua ideologia é nitidamente anticapitalista, advogando por uma sociedade socialista. São, no contexto atual, fervorosos defensores da ditadura cubana e do "socialismo bolivariano do século 21". Em seus discursos, usam para o setor urbano as mesmas bandeiras do rural, como a "reforma agrária", a desapropriação das grandes propriedades, o desrespeito à propriedade privada, a luta contra o lucro e assim por diante. Ocorre que, durante o governo Dilma, eles foram marginalizados, relegados a uma posição de segundo plano.
Note-se, em particular, que, no campo, a política da atual presidente foi a de qualificar os assentamentos e apoiar a agricultura familiar, em vez de privilegiar as desapropriações, que seriam formas de criação de mais favelas rurais. Há, pois, uma inflexão em curso. Ela obedece certamente a razões de ordem eleitoral. Fica, porém, a questão de qual tipo de estratégia política se trata. Não estará a presidente vestindo um figurino de Lula que foi, para ele, eleitoralmente válido quando da primeira eleição e mesmo para a segunda? Será que essa roupa serve para os dois da mesma maneira? Não estará o número errado?
Wilson Agostinho
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Marcelo Freixo e Bebeto criam Ingressos populares a 30%. Quando o cão raivoso do estado morde a mão nada invisível do futebol.
O mesmo estado que privatizou o maracanã após termos pago mais de 1 bilhão nele, sem que esse dinheiro retornasse aos cofres, e ainda causou o encarecimento dos custos de uso do estádio.
O projeto é de 2011, mas honestamente essa quizumba toda há 11 meses de uma eleição fica muito difícil de não chamar de oportunismo
PROJETO DE LEI Nº 1165/2011
"Art. 1° – Os gestores, administradores e concessionários de estádios de futebol, arenas e outros equipamentos esportivos que, em sua construção ou reforma, tenham recebido isenções ou outras modalidades de benefício fiscal, outorgados pela União, Estado do Rio de Janeiro ou Prefeituras, deverão reservar, em cada evento desportivo que sediarem, 30% dos ingressos para serem comercializados a preços populares."
Art. 2º – Os ingressos a preços populares serão destinados as pessoas relacionadas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, regulamentado pelo Decreto Nº 6.135, de 26 de junho de 2007, ou beneficiadas pelo Programa Renda Melhor, instituído pela Lei Estadual N° 6.088, de 25 de novembro de 2011.
Art. 3° – Para aquisição de ingressos a preços populares o beneficiado deverá apresentar, nos postos de venda indicados pelo promotor do evento esportivo, documento de identificação com foto e comprovante de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal ou no Programa Renda Melhor do Governo Estadual.
Art. 4° – O valor cobrado pelos ingressos comercializados a preços populares não poderá exceder a 30% do valor do ingresso mais barato disponível ao público em geral.
Art. 5° – Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação. .
Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 15 de Dezembro de 2011.
MARCELO FREIXO DEPUTADO ESTADUAL
BEBETO DEPUTADO ESTADUAL
JUSTIFICATIVA
O objetivo da presente proposição é preservar o caráter popular do futebol, fazendo-lhe inclusive de modelo para outras modalidades esportivas. Por isso, a defesa de cota de 30% de ingressos a preços populares não apenas para estádios e arenas, mas para o conjunto de equipamentos esportivos. Com inspiração em propostas da Associação Nacional de Torcedores e Torcedoras (ANT), esse projeto de lei versa sobre a democratização do esporte no país, atentando-se ao exemplo do futebol, que é um patrimônio cultural do povo brasileiro, responsável pela criação de um estilo único e inigualável de jogar e também de torcer reconhecidos mundialmente. A exclusão do povo dos estádios impede os inventores deste patrimônio de usufruírem do mesmo e põe em risco a reprodução da relação especial existente entre o povo brasileiro e o futebol. A maior parte dos atletas que participam do espetáculo é proveniente das classes populares: elas fornecem a mão-de-obra principal e portanto devem ter acesso aos estádios. Um jogo de futebol não é uma peça de teatro, no futebol o público também participa, influi e compõe o espetáculo; estádios vazios ou frequentados somente por espectadores passivos empobrecem e põem em risco a cultura do futebol.
Se o estádio, arena ou ginásio foi construído com recursos provenientes de impostos e taxas pagos pelo povo brasileiro é apenas uma questão de justiça que ele possa entrar nos equipamentos que ele financiou.
Querem saber de uma coisa? Isso é um tapa na cara dos dirigentes do futebol carioca para aprenderem a não ficar passando pires pro estado pedindo arrego das merdas que fazem. Querem Timemania, querem ajuda da prefeitura para equipar centro de treinamento pra receber delegação de olimpíada, querem isenção fiscal, perdão das dividas trabalhistas.
BEM FEITO estado não passa de um cão raivoso que te morde a mão na primeira chance que tiver.
Políticos não deveriam se meter em futebol. Geralmente onde eles pisam não nasce grama. Assim como dirigentes de futebol deveriam fugir de qualquer proximidade com o estado. Muito menos interferirem no mercado, sim futebol é mercado.
Isso deveria ser um raciocínio lógico. Mas em um país onde as pessoas não estão acostumadas a exercer seu poder de consumidor, infelizmente a lógica vai para as cucuias. Não é a toa que todo parlamentar brasileiro se acha no direito de legislar como quiser.
Há gratuidades, meia entrada e sócio torcedor. Então na prática quase ninguem irá pagar 250,00. Mas se tem quem pague 500 na mão de um cambista por ingresso falso não vejo porque de o flamengo não poder cobrar 250.
Eu que não sou idoso, não sou estudante, nem estou em dia com meu titulo de sócio optei por nunca mais ir em um jogo enquanto eu não puder voltar a ser sócio.
Como sócio eu nunca mais irei ter que ficar 6 horas numa fila pra comprar ingresso e ainda ficar de fora do estádio como aconteceu em 2009. - Acho justo que o clube procure formas de forçar a adesão ao seu programa de sócio.
Se você acha que um ingresso de um jogo, show, se um videogame está muito caro. NAO COMPRE, NAO CONSUMA, BOICOTE!
Enquanto existir quem pague 600 por um show, 500 na mão de um cambista, 4 mil por um videogame e 30 mil num carro popular. Não há porque de o mercado baixar seus preços.
PS: O MP só entrou na jogada contra os preços pedidos pelo Flamengo na final da Copa do Brasil através do pedido do Capitão Léo. Parabéns bando de iludido.
Adendo: O Art. 1° Não age apenas em cima de concessionárias de estádios privatizados. Ela cria uma situação curiosa para os clubes:
Qualquer clube que administre ou tenha tido isenção fiscal para reformar ou construir um estádio terá que ceder 30% da capacidade para atender esta lei.
Portanto se o Botafogo mantiver seu contrato com o Engenhão terá que ceder 30% da capacidade. Se São Januário no passado tiver contado com ajuda pública para reforma ou construção de São Januário, terá que ceder 30%. Se Flamengo ou Fluminense decidirem construir seus estádios, fatalmente contarão com isenções fiscais para tal.
Ou seja, essa lei morde a mão de qualquer clube que já tenha ou terá um estádio. A menos que ele consiga reformar ou construir com 100% de seus recursos.
sábado, 5 de outubro de 2013
Os progressistas do atraso: Como PT e PSDB se uniram contra o voto livre
Por Nelson Mota.
A história confirma: voto obrigatório é coisa de ditaduras, de esquerda ou de direita, como forma de legitimar o ilegítimo e dar uma aparência de democracia ao regime. Em democracias de verdade, os cidadãos interessados em participar do processo eleitoral se inscrevem, fazem campanha, doam dinheiro para seus candidatos e votam. Quem não vota não pode reclamar dos resultados das eleições e de suas consequências.
Enquanto isso, no Senado, num arremedo de reforma política, a proposta de tornar o voto facultativo foi derrotada por 16 x 6 na Comissão de Constituição e Justiça. Petistas e tucanos se uniram na defesa do atraso: “O voto obrigatório tem sido um instrumento importante para incorporar as massas ao processo democrático. A supressão do voto popular contribuirá para a elitização da política brasileira”, disse um deles.
Obrigar as massas a votar não é incorporá-las, é usá-las como massa de manobra no processo eleitoral. Que elitização é essa de abrir o processo eleitoral a qualquer um que queira participar? É óbvio que alguém que não quer votar em ninguém, mas é obrigado, vai votar nos piores candidatos. Se ele tiver algum escolhido, não é preciso obrigá-lo. Até na Venezuela o voto é facultativo.
Mas o Estado-babá obriga o cidadão a participar com seu voto inconsciente, irresponsável e aleatório, que tem como consequência um Congresso cada vez pior. Hoje cem milhões de brasileiros têm internet, temos mais celulares do que habitantes, todo mundo pode se informar sobre o que quiser, quando quiser, onde quiser. Mas, se não quiser votar, é um direito, é menos um voto em branco, nulo ou num picareta.
Dos políticos e suas propostas é que vem a motivação para os cidadãos se inscreverem e votarem. É disso que eles têm medo. Uns, que a classe média tenha preguiça de sair de casa para votar, outros, que os grotões não votem sem algum estímulo, ou ameaça. É como eles veem o povo brasileiro, e ninguém quer pagar para ver o que ele quer.
Quarenta anos depois, parafraseando Pelé, nossos progressistas e conservadores dizem em coro: “O brasileiro ainda não está preparado para não votar.
Comentário: Eu as vezes me pergunto quem é mais boçal, os petistas de demais 'çocialistas' que afirmam que o PSDB é de direita. Ou os "reaças" que se vêem representados pelos tucanos.
Nessas horas é fácil perceber que no Brasil além de a direita não existir, a maioria das pessoas ditas inteligentes sequer sabem o que é direita.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Página do PT no Facebook abusa da desonestidade intelectual em imagem que "explica" o que é "Esquerda" e "Direita"
Após ver essa atrocidade não aguentei e tive que ir postar lá:
Pessoas que usam desonestidade intelectual não servem para discussão.
Com esse tipo de gente só um verbo se aplica: desmascarar. O que o PT chama de inclusão social: gato net na favela? Uniformes escolares bonitos? Transporte irregular sem fiscalização? Obras faraônicas em alguns hospitais sem médicos? Gente morrendo nas filas? Milícia organizada e mantida por agentes do Estado? Bolsas esmola que vem do bolso da classe média, que trabalha quase 5 meses para pagar todas as contas, e que no fim mantém os beneficiados como bois eleitores? Carga tributária maior que nos tempos do PSDB ( a quem vocês demonstrando completa estupidez chamam de "direita"), mesmo com essa fajuta política de IPI zero e outras patifarias? Esgoto a céu aberto? Transporte público atuando mediante cartel e 24 horas apenas nas áreas nobres? Gastos elevadíssimos com publicidade? Falência do pouco que ainda temos (PETROBRÁS)? Elevação do analfabetismo?
Se isso for inclusão social, alguém me diga o que é segregação e precariedade.
Vou parar por aqui até porque o que eu já escrevi é pouco perto das cagadas cometidas.
Uma pena que eu não me lembrei de falar sobre o "Minha casa, minha desgraça". Prédios feitos com material de segunda em locais de risco, sem assoreamento. Sem planejamento de transporte, esgoto, lixo, transito.
É muita cara-de-pau. Dá ódio!!
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Garotinho sai na frente em pesquisa sobre novo governador: O que é ruim pode ficar pior
Fonte: Sidney Resende
A última pesquisa Vox Populi, realizada a pedido do PT para saber o posicionamento da população sobre os pré-candidatos ao governo do Rio de Janeiro, revelou que a maioria prefere, no momento, Anthony Garotinho para assumir o cargo, atualmente de Sérgio Cabral.
Garotinho aparece na frente, com 24% de votos favoráveis. Lindbergh Farias (PT), em segundo, tem 21,2% e Cesar Maia (DEM), 11,4%. O atual vice-governador do Rio, Pezão (PMDB), aparece com 8,8% dos votos.
De acordo com o presidente do diretório do PT-RJ, Jorge Florêncio, a liderança de Garotinho é natural, já que foi governador e é muito popular. Sobre a vice-liderança de Lindbergh, Florêncio disse que o partido está confiante e o número é positivo, já que o candidato ainda nem entrou em campanha.
Comentário: Toda manifestação contra Cabral é válida, mas cuidado. Cabral só tem mais um ano de governo. Esse ai se eleito terá 4 anos, fora a possibilidade de reeleição. E os danos podem ser irreversíveis. Basta lembrar de como ele e sua esposa deixaram esse estado quase falido.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Senador quer criar brecha na Lei "Ficha Limpa" que pode beneficiar pessoas condenadas pelo TCU
Segundo o projeto, um candidato político só será proibido de disputar as eleições após a condenação do TCU for confirmada por uma sentença judicial de última instância, que dependendo da lentidão da Justiça pode levar anos.
PLP 14-2011 - Permitirá gestores públicos condenados pelo Tribunal de Contas da União a disputar eleições. Proposto pelo senador Silvio Costa do PTB
Diz o texto do projeto: Este projeto de lei exigirá decisão judicial, sem chances de recursos, para que um político seja considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, de forma que a decisão dos Tribunais de Contas sobre suas contas não seja suficiente.
O projeto fará com que as decisões de Tribunais de Contas sobre as contas apresentadas por políticos não impeçam mais que o político se eleja. Com as alterações, a inelegibilidade do político por contas barradas só poderá ser feita depois de decisão judicial transitada em julgado, ou seja, que não caibam mais recursos.
De acordo com o autor do projeto, as casas legislativas e os tribunais de contas não são órgãos do poder judiciário, portanto não podem ter o direito de impedir um ocupante de cargo público de exercer suas funções.
Comentário: Há muita gente boa que é contra a lei da "Ficha Limpa" por ser inconstitucional, já que ela impediria alguém de se candidatar a um cargo politico sem ter sido condenada em última instância.
Eu sou a favor dessa lei, por se tratar de uma rara tentativa de parte da sociedade de mudar algo e impedir que a maioria incapaz de pensar duas vezes, acabe elegendo um bandido.
Sobre ser inconstitucional, nossos políticos não pensam duas vezes antes de rasgar a constituição na nossa cara quando interessa a eles. Um exemplo disso é o laicismo do estado solenemente ignorado, onde religiões impõem seus dogmas à sociedade civil e se beneficiam até de ajuda pública ($$$) para realizar seus eventos e continuar sua lavagem cerebral.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Já que me perguntaram - Opinião: Sobre o Bolsa Familia
Esse blog sempre foi um reflexo de mim mesmo, claro; com o tempo fui ganhando colaboradores, algumas opiniões as quais eu não concordo 100% foram publicadas pois refletem a visão daquele colaborador. E há textos como esse, em que mudei completamente de opinião sobre, mas acho ético manter, pois faz parte desde blog e da minha transformação pessoal. Após conhecer e estudar o liberalismo eu entendi o conceito de voucher, criado por Milton Friedman e hoje entendo políticas como o bolsa família como muito importantes, e necessárias para um pais com desigualdades tão evidentes quanto o Brasil
31/05/2013
Já que levantaram o assunto em um post no facebook.
Sobre o bolsa família é bom deixar bem claro: Sou critico ferrenho de políticas como bolsa família mas admito que ele é necessário de fato para algumas famílias.
As pessoas confundem muito e generalizam na hora de criticar.
Nunca, em hipótese nenhuma, os problemas de fome e desemprego de um país podem ser resolvidos com o pagamento de esmolas aos necessitados de forma permanente, porque essa forma de dependência cômoda cria cada vez mais cidadãos desocupados e indolentes, com isso aumentando os gastos públicos (dinheiro arrecadado dos contribuintes que trabalham), sem que haja algum retorno de produtividade ao país.
É fato que existem famílias miseráveis que ainda passam fome, e neste ponto a ajuda é muito bem vinda. Por outro lado, essa benevolência governamental passa a garantir um curral eleitoral de grandes proporções, provocando assim um alto índice de "aprovação" do eleitorado.
Basicamente os miseráveis que dependem do Bolsa-Família votam em Dilma, com medo de perder o beneficio, assim transformando esse golpe baixo paternalista em solução para a desigualdade social do País e mantendo o projeto de poder petista.
O desespero das pessoas após os boatos do fim da assistência só fortalecem e dão razão às criticas.
Uma hora o poço seca.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Opinião: Declaração de voto à prefeito em 2012
Eu não gosto do Psol, devido às suas propostas e ideias que não compartilho, Isso é de conhecimento quase geral. Mas como eu não acredito em partidos e sim em pessoas. Freixo até o momento se apresentou como alternativa de oposição ao modelo de governar que vemos.
Todos os demais candidatos tem o mesmo DNA politico de Cezar Maia e; ou fizeram parte de seus mandatos ou são cria do mesmo (um deles tem até mesmo material genético também, além de sua vice ser filha do asqueroso Garotinho).
Paes é ainda pior, pois além de ser cria politica de Cezar Maia tem genes tucanos e esta do lado de Cabral, das milícias da sujeira e populismo barato petista.
Desde que deixamos de ser a capital do pais, nunca tanto dinheiro entrou nesta cidade, isso graças a copa e olimpíadas (também assumo) mas estes recursos estão sendo usados, primordialmente para pagar o investimento de campanha de algumas empresas na dupla Paes/Cabral. Estamos pagando caro por serviços porcos com material de terceira linha a preço de primeiro mundo.
Eu estou cansado de ver gente boa e de talento indo embora do Rio porque aqui não há espaço e condições de se desenvolverem com um custo de vida alto x qualidade de vida baixa. Não gostaria também de ter que tomar a mesma decisão e ir embora da minha cidade e do meu estado.
Estamos desperdiçando uma chance ímpar de decidir se o Rio de Janeiro vai ser apenas um resort para Eikes e alguns poucos fazerem seus negócios ou uma metrópole com oportunidade para todos.
Não pretendo votar em alguém para vereança, motivo? Considero o cargo inútil demais para a remuneração que se paga. Tendo em vista o show de horrores que tenho visto nesta campanha este eu anularei com gosto.
"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)



















.jpg)











