Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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domingo, 12 de maio de 2013

Sobre a questão dos atos infracionais cometidos por crianças e adolescentes

Artigo de Thiago Araujo
Publicado originalmente em 24 de fev de 2010

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Isso é um problema recorrente. Existem diversos pontos que colaboram para este tipo de coisa ocorrer:

1) Segundo a Constituição Federal, em seu art. 227, bem como o art. 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069/90 - é dever DE TODOS velar pela dignidade humana das crianças. Estão incluídos, obviamente, a família o Estado (através de todas as suas instituições) e a sociedade.

Neste sentido, podemos dizer que a família fracassa frequentemente, vez que o fruto da educação que as crianças e adolescentes recebem advém da pouca ou nenhuma importância que se costuma dar aos valores ético-morais hoje em dia. De fato, vivemos em uma cultura onde os meninos são ensinados a ser machões, brigões, bêbados e mulherengos, sem medir as consequências disto. Uns dizem que a "rua" é quem cria decentemente. Ocorre que estas crianças vão crescer e se tornar pessoas sem limites, que não medirão esforços para isso.

Por outro lado, as meninas são criadas para encontrar o "homem ideal", que lhe dará conforto e segurança, mas que não necessariamente nutra algum tipo de sentimento, pois que isso não é tão importante, ou, nasce com a convivência. Ambas as circunstâncias influenciam no aumento de gravidezes indesejadas/não planejadas, por indivíduos sem o mínimo de maturidade para criar um filho.
Mesmo após terem os filhos, querem levar vidas de jovens descompromissados, deixando a cargo dos avós destas crianças o "dever" de cuidar dos rebentos. Comum ver estas cenas, que colaboram para comportamentos desenfreadamente inadequados, que transformam estas crianças em seres manipuláveis e de índole duvidosa.

2) O Estado, por sua vez, não possui programas de educação aptos a formar futuros cidadãos de bem, não se ensina mais a importância dos deveres cívicos, valores culturais não são mais cultivados. Sequer se incentiva o aluno a estudar, que seria o mínimo a se esperar de um sistema educacional. Não raro ocorrem “combinações” de alunos e “professores” para que em determinado dia “matem aula”. Quem já estudou em colégio público ou conhece alguém que já tenha estudado pode atestar isso como uma situação, se não corriqueira, certamente real.
Quando se tem crianças e adolescentes cometendo atos infracionais (tecnicamente é errado dizer que cometem crime), evidentemente se trata de um desvio social. Aí deveriam entrar os órgãos de proteção e reeducação destes jovens, para que possam ser reinseridos na vida social de forma plena e reta.
3) No entanto, é notório o fato de estes institutos, tais como DEGASE, FUNABEM, entre outros espalhados pelo Brasil. A notoriedade do aspecto degradante destes órgãos, que possuem alojamentos de má-qualidade, poucos servidores comprometidos com a atividade fim, falta de critérios para distinguir jovens segundo a natureza de seus atos infracionais, entre outros, colaboram para a progressão da ilicitude entre crianças e adolescentes, ou corrompem alguns que poderiam ser recuperados com mais facilidade.
4) A sociedade, por fim, é grande responsável por estes incidentes nada incomuns de violência praticadas por crianças e adolescentes. Não se sabe ao certo o que se busca em nossa sociedade. Querem punição aos ímpios morais, aos ilegais, desde que a regra só se aplique aos outros. Querem investigações rigorosas, um Judiciário eficiente e rigoroso, desde que tais preceitos só sirvam quando não se aplicar aos seus próprios erros. Será que temos uma identidade enquanto animais sociais? Ou tudo que vemos é fruto de uma hipocrisia sistêmica?
Sair do caminho da lei é algo que já vem desde a colonização portuguesa. Deles herdamos o “jeitinho”. Todos procuram “se dar bem” de alguma forma, e saem dos ditames da legalidade. Cometer crime nada mais é do que isso, com a diferença de merecer reprimenda mais firme do Estado. Mas, a essência dos ilícitos é a mesma: desvio de conduta. E não se faz necessário ser sociólogo para apurar a cultura da “esperteza” em que vivemos.
Em uma sociedade pobre de valores e idéias voltadas para o bem-estar geral é produto lógico a proliferação de crianças e adolescentes cometendo atos infracionais em série. É de criança que se aprende o certo e o errado.
Então, sob esta perspectiva, é possível dizer que se trata de um “financiamento” parcial do Poder Público para tantas atrocidades. Mas é bem verdade que a falta de educação colabora para a proliferação de criminosos em potencial. A ausência de valores firmes e coesos em nossa sociedade, se não determina, ajuda a formar pessoas de índole duvidosa. Não esquecendo, evidentemente, da questão do caráter de cada um, o que dificilmente poderemos discutir sob um enfoque mais objetivo, haja vista se tratar de elemento sem base concreta para discussão.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Por que ser libertário?



POR 
 · 30/06/2008 ·
DO ARQUIVOENSAIO · 

Por que ser libertário, afinal? Com isso queremos dizer: qual o propósito disso tudo? Por que assumir um compromisso profundo para o resto da vida com o princípio e o objetivo da liberdade individual?

Esse compromisso, em nosso mundo amplamente não-livre, significa inevitavelmente um desacordo radical e uma alienação do status quo, uma alienação que inevitavelmente impõe muitos sacrifícios em dinheiro e prestígio. Sendo a vida curta e o momento da vitória distante no futuro, por que passar por tudo isso?

Incrivelmente, descobrimos dentre o crescente número de libertários neste país muitas pessoas que chegam a um compromisso libertário por um ou outro ponto de vista extremamente limitado ou pessoal. Muitas são irresistivelmente atraídas pela liberdade como um sistema intelectual ou como um objetivo estético; mas a liberdade permanece para elas um puro jogo intelectual de salão, totalmente divorciado daquilo que consideram as atividades “reais” de suas vidas diárias. Outras são motivadas a permanecer libertárias somente a partir da antecipação de seus próprios lucros financeiros pessoais. Entendendo que o livre mercado proveria oportunidades muito maiores para homens capazes e independentes colherem lucros empresariais, estes se tornam e permanecem libertários somente para descobrir maiores oportunidades para lucros nos negócios.

A consequência da visão limitada e míope tanto do jogador intelectual como do potencial capitalista é que nenhum destes grupos tem o menor interesse em trabalhar para construir um movimento libertário. No entanto, é apenas através da construção de um movimento que a liberdade pode em última instância ser conquistada. Idéias, e especialmente idéias radicais, não avançam no mundo por si mesmas, como se o mundo estivesse num vácuo; elas precisam de ser promovidas pelas pessoas, e, assim, sua promoção por tais pessoas – portanto, por um “movimento” – torna-se a principal tarefa para o libertário verdadeiramente empenhado em promover seus objetivos. oportunidades para o lucro serão muito maiores e mais disseminadas em um livre mercado e em uma sociedade livre, colocar a principal ênfase nessa motivação para ser libertário só pode ser considerado grotesco. No caminho sempre tortuoso, difícil e exaustivo que deve ser trilhado antes que a liberdade possa ser conquistada, as oportunidades libertárias para lucros pessoais quase sempre serão mais negativas que abundantes.

Deixando de lado estes homens de visão limitada, devemos também ver que o utilitarianismo – o terreno comum dos economistas do livre-mercado – é insatisfatório para desenvolver um movimento libertário próspero. Conquanto seja verdadeiro e valioso saber que um livre mercado traria muito mais abundância e uma economia mais saudável para todos, ricos ou pobres, um problema crítico é se este conhecimento é suficiente para levar as pessoas a uma vida dedicada à liberdade. Em resumo, quantas pessoas irão preencheras trincheiras e suportar os muitos sacrifícios que uma devoção séria à liberdade traz apenas para que incontáveis percentuais de pessoas tenham banheiras melhores? Não seria melhor ter uma vida simples e esquecer as banheiras? Em última instância, então, a economia utilitarista, porquanto indispensável na estrutura do pensamento e ação libertários, é um terreno de trabalho quase tão insatisfatório para o movimento quanto o daqueles oportunistas que simplesmente procuram um lucro em curto prazo.

A nossa visão é que um movimento libertário, uma vida de dedicação à liberdade, apenas pode prosperar se baseado em uma paixão pela justiça. Aqui deve estar nosso verdadeiro impulso, a armadura que nos sustentará em todas as tempestades vindouras, não a procura por um dinheiro fácil, o brincar de jogos intelectuais ou o frio cálculo de ganhos econômicos em geral. E, para ter uma paixão por justiça, deve-se ter uma teoria do que seja justiça e injustiça – em resumo, um conjunto de princípios éticos de justiça e injustiça que não podem ser providos pela economia utilitarista. É porque vemos no mundo injustiças empilhadas uma sobre as outras até os céus que somos impelidos a fazer tudo que podemos para alcançar um mundo no qual estas e outras injustiças serão erradicadas. Outros objetivos radicais tradicionais – como a “abolição da pobreza” – são, em contraste com esse, verdadeiramente utópicos, pois o homem, simplesmente pelo exercício de sua vontade, não pode abolir a pobreza. A pobreza só pode ser abolida através das operações de certos fatores econômicos – notadamente, os investimentos de poupança em capital – que só podem operar pela transformação da natureza durante um longo período de tempo. Em resumo, aqui, a vontade do homem é limitada severamente pelas operações – para usar um termo antiquado, mas ainda válido – da lei natural. Mas injustiças são fatos que são infligidos por um conjunto de homens sobre outros; elas são precisamente as ações dos homens, e, assim, as injustiças e sua eliminação estão sujeitas ao instantâneo arbítrio do homem.

Vamos pegar um exemplo: A ocupação, centenária e brutal, e a opressão da Inglaterra sobre o povo da Irlanda. Se, em 1900, olhássemos o estado da Irlanda, e considerássemos a pobreza do povo da Irlanda, teríamos que dizer: a pobreza pode ser melhorada se a Inglaterra desocupar e remover seu monopólio sobre a terra, mas a eliminação última da pobreza na Irlanda, nas melhores condições, levaria tempo e estaria sujeita ao funcionamento das leis econômicas. Mas o objetivo de dar fim à opressão inglesa,este poderia ter sido feito pela ação instantânea do arbítrio dos homens: pela Inglaterra decidir simplesmente sair do país. O fato de que tais decisões claramente não produzem resultado instantâneo não importa. O que importa é que a injustiça foi decidida e posta em prática pelos seus perpetradores – neste caso, o governo inglês. No campo da justiça, a vontade do homem é tudo; os homens podem mover montanhas se quiserem. Uma paixão pela justiça instantânea – em resumo, uma paixão radical – é, portanto, não utópica, como seria um desejo pela eliminação instantânea da pobreza ou pela transformação instantânea de todos em pianistas. Ajustiça pode ser conquistada instantaneamente se gente suficiente assim desejar.

Uma verdadeira paixão por justiça, portanto, deve ser radical. Em resumo, deve pelo menos desejar atingir seus objetivos radical e instantaneamente. Leonard. E. Read, presidente-fundador da Foundation for Economic Education (FEE), expressou seu espírito radical com muita habilidade quanto escreveu o panfleto “Eu apertaria o botão”. O problema era o que fazer quanto à rede de controle de preços e salários então imposta à economia pelo Departamento de Administração de Preços. A maior parte dos economistas liberais advogavam tímida ou “realisticamente” uma ou outra forma de desregulamentação gradual ou cambaleante.Naquele momento, Read tomou uma posição em princípio radical e inequívoca: “se existisse um botão nestatribuna”, começou seu discurso, “e se apertá-lo instantaneamente liberasse todos os controles sobre salários e preços, eu colocaria meu dedo e apertaria”. O verdadeiro teste, então, para um espírito radical, é o teste do botão: se pudéssemos apertá-lo para obter a instantânea abolição de obstáculos injustas à liberdade, nós o faríamos? Se não o fizéssemos, mal poderíamos nos considerar libertários, e muitos de nós apenas fariam isso se guiados primariamente pela paixão pela justiça.

O libertário genuíno, então, é em todos os sentidos da palavra, um “abolicionista”; ele aboliria instantaneamente, se pudesse, todos os obstáculos à liberdade, fossem eles, no sentido original do termo, a escravidão, ou as outras instâncias de opressão estatal. Ele iria, nas palavras de outro libertário, “criar um calo no polegar apertando aquele botão!” O libertário deve ser forçosamente um “apertador-de-botão” e um “abolicionista”. Motivado pela justiça,ele não pode ser movido pelas alegações utilitárias amorais de que a justiça não é feita até que os criminosos sejam “compensados.” Assim, nos primórdios do século XIX, quando o grande movimento abolicionista surgiu, prontamente apareceram vozes de moderação, aconselhando que apenas seria justo abolir a escravidão se os donos pudessem ser compensados por uma generosa soma, cobrada à força das massa de contribuintes inocentes! O comentário mais hábil sobre esta proposta foi feito pelo filósofo radical inglês Benjamin Pearson, que destacou que “pensava que eram os escravos que deveriam ter sido compensados”; claramente, tal compensação apenas poderia vir dos próprios donos.

Anti-libertários e anti-radicais em geral caracteristicamente levantam a questão de que tal “abolicionismo” é “irrealista”; ao fazer tal acusação estão desesperançosamente confundindo o objetivo desejado com a estimativa estratégica do resultado provável. Em princípio, é da maior importância não misturar estimativas estratégicas como forjar dos objetivos desejados. Primeiramente, objetivos devem ser formulados, os quais, neste caso, seriam a abolição instantânea da escravidão ou qualquer outra opressão estatal que estivermos considerando. E devemos primeiramente estruturar estes objetivos sem considerar a probabilidade de atingi-los. Os objetivos libertários são realistas no sentido em que eles poderiam ser alcançados se gente suficiente concordasse sobre sua desejabilidade, e que, se conquistados, trariam um mundo muito melhor. O “realismo” do objetivo pode apenas ser desafiado por uma crítica do objetivo em si, não pelo problema de como atingi-lo. Assim, depois termos decididos o objetivo, enfrentamos a questão estratégica inteiramente separada de como atingir aquele objetivo tão rápido quando possível, de como construir um movimento para atingi-lo, etc. Por isso, William Lloyd Garrison não estava sendo “irrealista” quando, na década de 1830, levantou o glorioso estandarte da imediata emancipação dos escravos. Seu objetivo era o objetivo em si, e seu realismo estratégico estava no fato de que ele não esperava que seu objetivo fosse alcançado rapidamente. Ou, como o próprio Garrison distinguiu:

“Urge a imediata abolição (…);mas ela será gradual. Nunca dissemos que a escravidão seria derrubada por um simples sopro; que ela deva ser, é algo que devemos sempre defender.”

Aliás, no terreno das estratégias, levantar a bandeira do princípio puro e radical é geralmente o modo mais fácil de se chegar aos objetivos radicais. Pois se um objetivo puro não é trazido à frente, nunca haverá qualquer movimento desenvolvido de modo a se guiar em direção a ele. A escravidão nunca teria sido abolida se os abolicionistas não tivessem gritado trinta anos antes; e, como as coisas vieram a ser, a abolição foi em verdade mais um único sopro que algo gradual. Mas, acima e além dos requisitos da estratégia estão os comandos da justiça. No famoso editorial que lançou “The Liberator” no início de 1831, William Lloyd Garrinson arrependeu-se de sua prévia adoção da doutrina da abolição gradual:

“Aproveito esta oportunidade para fazer uma completa e inequívoca retratação, e assim publicamente pedir perdão ao meu Deus, ao meu país, e aos meus irmãos, os pobres escravos, por ter pronunciado um sentimento tão cheio de timidez, injustiça e absurdos.”

Sendo reprovado por sua habitual severidade e pelo ardor de sua linguagem, Garrison replicou: “Necessito estar todo em chamas, pois tenho montanhas de gelo ao meu redor para derreter”. É este o espírito que deve marcar o homem verdadeiramente dedicado à causa da liberdade.

  Fonte: http://www.ordemlivre.org/2008/06/por-que-ser-libertario/

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Descriminalização das drogas não passa de uma ideia patife

Originalmente postado em 29 de outubro de 2009 alguns dados podem não estar atualizados.

Eu leio muitos foruns de jornais principalmente o do jornal O Globo. E invariavelmente leio posts dos defensores da liberação das drogas, com o argumentos que confundem fatos e até invertem valores de que a descriminalizarão da maconha eliminaria (ou aliviaria) o tráfico e a violência nas grandes cidades e capitais. Além de que a produção legalizada geraria novos impostos.

Sinceramente ao pensar friamente podemos até por um segundo fraquejar na nossa capacidade de raciocinar e achar que há fundamento nessa teoria. Os defensores sempre citam: "ah mas em Amsterdã fizeram isso, e lá funciona"

Será verdade?

Primeiro vamos analisar os casos:

Até Junho de 2009 estima-se que a população de Amsterdã seja de 761,262 habitantes.

Em São Paulo a estimativa é de: 11.037.593 de habitantes. Na cidade do Rio de janeiro é de 6.186.710. Digamos que por um milagre amanhã toda nossa população tivesse a mesma taxa de escolaridade média e ganhasse a mesma média salarial do amesterdanês talvez a teoria pudesse ter fundamento.

Vale lembrar que em Amsterdã os locais onde o consumo de drogas leves é liberado é em cafés e prostibulos no centro da cidade, mas tal paraíso tem outra face.

Entre os holandeses o consumo das drogas diminuíu, mas criou problemas graves de criminalidade entre os mais pobres e os turistas.

A cidade virou um templo mundial do consumo de heroína, cocaína maconha. O número de viciados, que dependiam do apoio do governo holandês cresceu imensamente, fazendo com que os recursos de outras áreas tivessem que ser direcionados ao tratamento de viciados.

Veja nessas matérias:


O fato é que a experiencia Holandesa se tornou em um grande fracasso, pois o que conseguiram foi atrair uma legião de maconheiros de todo o mundo e legalizar o crime organizado que explora a venda de drogas e a prostiução. Culminando com a decadência do centro. Atualmente os governantes de Amsterdam estão se esforçando em diminuir essas facilidades para adquirir e consumir drogas. O mesmo acontece na Suiça.

Vejamos meus amigos eu estou falando de Amsterdã, ou Amsterdan aos que se sentirem incomodados.

Então creio que o exemplo usado pelos defensores chincheiros não iria dar certo no Brasil pelas mazelas já conhecidas de educação, saúde, segurança e emprego por aqueles que estejam minimamente sóbrios. Em poucas palavras: é algo idiota!

Estamos assistindo ao crescimento do consumo da mais mortal das drogas em nosso país: o crack, me preocupa muito esse tipo de pensamento vindo de gente supostamente esclarecida quando começam a pipocar casos de jovens mortas, pelos seus namorados viciados na dita cuja da pedrinha do mal, durante crises de abstinência. É preciso frizar que a maconha é uma porta de entrada para um vicio maior.

Se toda essa explicação não foi suficiente terei de apelar a algo visual.

Amy Whinehouse hoje e antes das drogas.
As pessoas que defendem essa ideia talvez se esqueçam do potencial destrutivo das drogas, e não venham me falar que a ideia somente se refere a maconha, pois vagabundo vai preferir comprar na mão do trafica que sai mais barato que comprar um maço de cigarro industrializado pela Souza Cruz.

Então onde se consegue uma erva, será fácil de se adquirir um papelote de pó ou de pedrinhas de crack (a nova sensação entre os doidões) se você que defende essa ideia não é cara-de-pau filho da puta de dizer que é mentira, sabe bem que essas drogas mais pesadas destroem o corpo, a sanidade e até a alma de uma pessoa que se torne dependente.

Isso é querer banalizar algo muito mais sério que a fumadinha inocente do filhinho de papai depois da escola. Até porque se esse filhinho tiver a tendência ao vício o cigarrinho será o primeiro passo que o levará a vender até sua privada ou a sua namorada a um traficante, ou o fundo do poço roubar e matar para obter mais drogas.
Não pretendo convencer uma pessoa que defenda a liberação caso ela seja usuária. Ela apenas deseja ter facilidade em satisfazer seu vicio e viver com um status de cidadão com direitos e sem a culpa de que ela é um dos pilares que sustentam a criminalidade juntamente com outros fatores que conhecemos.

O usuário é cúmplice do tráfico pois usa algo ilicito e vitima ao se tornar viciado ele não deve ser tratado como bandido e sim como um doente, mas acho que se dá liberdade demais e deveria haver alguma, mesmo que leve, punição talvez ser internado em uma clinica de reabilitação sem direito a questionar.

O bandido sempre irá existir, sempre irá achar uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil. Se o tráfico acabar ele vai procurar outro meio. Para o viciado ficará as sequelas e o sofrimento de todos ao seu redor.


Nota: Sou radicalmente contra a liberação da venda da maconha, pois eu tenho pela certeza de que ela é o caminho de entrada para as demais; mas aceito a ideia de que cada um produza a sua e consuma em casa. Assim como não aceito que se gaste dinheiro público para tratar dependentes químicos.

Atualizado em 23/07/11

Amy Winehouse foi encontrada morta na sua casa, na manhã de hoje, em Londres. Ela tinha 28 anos incompletos.

Infelizmente ela não conseguiu se reabilitar contra as drogas. Ela no começo parecia um pouco mais graciosa, mas seu estilo de vida junkie a fez terrivelmente envelhecida e feia, e a morte dela não foi surpresa alguma.

Com sua morte fica o aviso, para que o assunto seja tratado com seriedade pelos ativistas da descriminalização, da sociedade e autoridades brasileiras.

quinta-feira, 3 de março de 2011

De que lado está o Estado?

Roberto Damatta - O Estado de S.Paulo

Vale a pena ouvir a canção Which Side Are You On? (de que lado você está?). É simultaneamente música, palavra de ordem e ladainha que os mineiros de carvão do Kentucky recitavam, em 1931, quando se organizaram contra os proprietários, naquele capitalismo de tal ordem hegemônico que os trabalhadores sequer tinham o direito de organização.

A canção mostra as diferenças de um mesmo "modo de produção", mas ela assusta ainda mais pela insistência na tomada de posição, impedindo o acordo, o jeitinho e a interdependência hierárquica que constitui um elemento básico da construção do nosso mundo social. Pois no Brasil, a questão tem sido sempre a de escolher não escolher e assim não ser antipático ou "sectário" a ponto de tomar partido e ser consequente com a individualização disso decorrente.

Esse tomar partido abre uma reflexão sobre os laços entre Estado e sociedade. Afinal, o Estado veio para proteger, defender, ajudar e servir ou para atrapalhar? Sobretudo quando decide entrar com seu pesado legalismo ibero-nacional, cuja burocracia nasce intrincada a procedimentos que não visam a igualdade ou a destruição da dominação patrimonialista ou carismática, como queria Weber, mas que recria e garante privilégios e hierarquias, atiçando carismas. Produto da Contra-Reforma, esse gosto pela papelada, moldada nos séculos 16 e 17 com ajuda do Direito Romano no que veio a ser Portugal (e, depois, Brasil), inventa uma nova hierarquia. Nela, o Estado passa a ser o patrão da sociedade que, por força da lei, tem que obedecer às suas normas. Por isso, continuamos a fazer "revoluções" (como a de 1930) cujo protagonista é sempre o Estado - um "Estado Novo". A grande questão não é discutir o papel do Estado, mas de rediscutir o seu papel junto de quem o sustenta: a sociedade; ou seja, todos nós e não apenas os eleitos e seus altos funcionários sustentados pelo nosso trabalho.

Um cara sai de carro e imediatamente observa que as avenidas e ruas estão entupidas. Não se trata de engarrafamento, mas de um enfarte. Tem mais veículo do que espaço. Ato contínuo, nosso herói cai numa cratera que liquida a suspensão do seu automóvel. Mais um problema para esta semana que começa obrigando-o a pensar naquele curso de zen-budismo pela internet. Mais adiante, no confronto com um semáforo quebrado faz meses; local onde pode ser assaltado e faz com que todos tentem exercer seus velhos privilégios de família, tentando passar em primeiro lugar; ele recorda que parte do preço do seu carro foi um altíssimo imposto destinado ao aumento e à construção de vias urbanas e de rodovias. Ou seja, ele toma consciência de que o imposto enterrado no seu carro não voltou para ele na forma de uma melhoria. Muito pelo contrário, esse dinheiro tem ajudado a aparelhar o governo do momento que, sem nenhum pudor, contrata novos funcionários leais à sua ideologia, do mesmo modo que tem enriquecido e aristocratizado seus funcionários. O entupimento abre sua cabeça para esses pensamentos nada ortodoxos, já que sua educação passou pela escola, segundo a qual progresso é Estado. É obvio - ele pensa - que quanto mais eu pago ao Estado, mais ineficiente o Estado se torna. Nesse momento, chega à sua cabeça a imagem de um amigo que, partidário do governo, tem três polpudas aposentadorias e um emprego no qual não trabalha, mas despacha. O atributo mais importante deste Estado, conclui, não é servir ao cidadão, mas ser um mecanismo de aristocratização e de enriquecimento dos partidários do governo agora funcionários e administradores cujo objetivo explícito é gerenciar por gerenciar. Esse cara passa a semana nesse inferno.

No sábado, para esquecer, sai com a mulher. Seguem para um restaurante, comem e tomam umas e outras. Na volta, é parado pela blitz da Lei Seca. E nota, um tanto parvo, a eficiência prussiana do aparato estatal que o distingue com um impecável bafômetro e com agentes tão supereducados e hábeis quanto os da Gestapo, do FBI ou da KGB. Quase sorridentes, eles lhe tiram a carteira por ter tomado "dois chopes"! São tão distintos que ele não consegue sequer esboçar desculpas ou tentar o jeitinho. Fica alegre com isso e sabe que está na pátria brasileira.

De que lado você está?, pergunta aos administradores que mecanicamente gerenciam o "Estado". A resposta é simples: estamos do lado da cobrança e da perseguição. As ruas esburacadas, os assaltantes e a total indiferença para com o trânsito - ou seja, essa brutal ineficiência - contrasta veementemente com a eficiência da Lei Seca e dos impostos.

Agora ele sabe que onde está o Estado não pode estar o cidadão decente. Falta ao governo bom-senso e limites. Falta o sentido do lugar de um Estado moderno numa cidade moderna. Falta discutir o papel dessas imensas burocracias patrimonialistas, tocadas a ideologia salvacionista no Brasil. Daí essa gigantesca máquina boa para cobrar e negar, e péssima para concordar. Isso, pensa o nosso cara, só no carnaval!

Comentário: Brilhante! Nem tenho o que acrescentar.

Roberto Damatta é antropólogo e considerado um dos mais brilhantes nomes das Ciências Sociais no Brasil.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"Cada Cachorro que Lamba a sua Caceta"

A frase-síntese de Tropa 2, “cada cachorro que lamba sua caceta”, é feia, pesada e obscena. Foi dita pelo Major Rocha (Sandro Rocha) – o mesmo que explicitou, numa aparição relâmpago no primeiro Tropa, a metáfora do conchavo: “Quem quer rir tem que fazer rir”.

Mas o que significa “cada cachorro que lamba sua caceta”?

Significa o paulista que vota em quem favoreceu São Paulo; o carioca que vota em quem favorece o Rio; o nordestino que vota em quem ajuda nordestino; o professor que vota em quem deu aumento para os professores; o PM que vota em quem deu aumento à PM; o médico que vota em quem deu aumento para os médicos; o camelô que vota em quem sustenta a prática dos camelôs.

Significa o seguinte: “O deputado Paulo Pilantra é bandido, mas mandou asfaltar a minha rua, então meu voto é dele.” “O deputado Paulo Pilantra é corrupto, mas é meu irmão, é meu amigo, então meu voto é dele.”

Portanto, a frase significa que não interessa quem é a pessoa ou o que ela representa para o País a médio ou longo prazo. O que interessa é o que essa pessoa pode fazer por mim, para que eu alcance os meus interesses pessoais, de preferência o mais rápido possível!

Significa o seguinte: “Paulo Pilantra não foi bom para a saúde. Que se dane! Eu não trabalho na saúde.” “Paulo Pilantra não foi bom para a educação. Que se dane! Eu não trabalho na educação.” “Paulo Pilantra alimentou uma das maiores redes de corrupção de que se tem notícia. Que se dane! Mesmo corrupto, ele me deu aumento.”

Ou seja, “cada cachorro que lamba a sua caceta” – versão grosseira para “farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

Uso esse texto para tentar fazer enxergar que quando alguem diz: "Fulano não é santo, mas fez muito pelo Rio". De alguma forma está assumindo que votou em um corrupto; porque de alguma forma foi beneficiado.

É esse tipo de raciocínio que faz com que existam no Congresso e no Senado as "bancadas religiosas", "bancadas dos cartolas do futebol", "bancada gay", "bancada militar" e assim por diante. Aqui no Rio ainda convivemos com uma "bancada do funk".

Eu tenho preferido anular meu voto na maioria dos cargos.

Um governante, um representante da sociedade deve governar para todos, mas não é isso que acontece. Me parece que se esquece que todos pagamos imposto, todos temos os mesmos direitos e deveres. Mas, preferimos nos dividir em sub-categorias.

No fundo, estamos todos lambendo nossas próprias cacetas. Procurando beneficio próprio e imediato. E é preciso entender que quando você esta fazendo isso, possivelmente alguem está saíndo prejudicado. E amanhã ele fará o mesmo, e o prejudicado será você.


Idéia e Texto Parcialmente Retirado do blog: Lingua em Transe

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ilair e Beethoven: Uma mulher e seu cão


Naquele dia, as nuvens carregadas não traduziam a gravidade da chuva que ainda iria acontecer. Mas havia um vento incomum. Da mesma forma como incomum era o alvoroço dos pássaros, mudando freneticamente de uma árvore pra outra. Prenúncio do quê? Sei lá, pensava ela, enquanto olhava rua abaixo, pra ver se avistava o irmão no prédio ali em frente.

A casa em que morava Dona Ilair, tinha poucos cômodos. Apesar disso, ela a considerava sua fortaleza. Sem reboco nas paredes, era fruto de um longo período de trabalho. Quase uma vida inteira. O seu canto, depois da separação. Móveis simples, fogão de quatro bocas, geladeira duplex, mesa, cadeira e sofá. Tudo comprado em lojas populares, mas tudo muito limpo e arrumado.

De especial mesmo, só a companhia do viralata Beethoven. Tradução irretocável de fidelidade canina, ele não se recolhia antes de sua dona, nunca. E tinha direito a um tapete especial, ao lado da cama dela. Não era um cão desses de madame, mas tinha lá suas regalias. Os dois se completavam. Dependiam um do outro. Como a orquestra depende do maestro e este da partitura.

De repente, o céu fechado desabou. O que os homens do tempo chamam de “cabeça d’água” caiu sobre aquela região com a força de um tsunami. Água morro abaixo, em um volume nunca antes visto, levando tudo.

Ilair olhou em volta e sentiu medo. A água levando árvores, pedras, carros, destruindo casas. A fortaleza dela ameaçada. Pensou no que tinha de maior valor. A vida, concluiu. E a companhia do Beethoven. Não teve dúvidas, elegeu a lage como o local mais seguro para ela e seu cão. Subiu, a tempo de ver parte da sua fortaleza ruir.

O que se deu a seguir era o prenúncio do fim. A casa desabando, como o mundo ao redor. Ela abraçada ao Beethoven. Vizinhos desesperados lhe lançam uma corda. Ela agarra. Passa a corda em volta do corpo, dá um nó. Abraça o Beethoven e salta. Um salto desesperado de vida ou morte.

A escolha seguinte seria pior ainda. A força que lhe restava não garantiria a vida dos dois. Ilair e Beethoven se olham uma última vez. Ela agarrada a ele. A correnteza engole os dois. Por um instante nenhum deles estava a salvo. Ela ressurge e ele se vai, levado pela força d’água.

Ilair se agarra à corda como quem se agarra à vida. A força dos vizinhos e a vontade de continuar viva vencem a sinfonia trágica da natureza. Ela é salva. Entretanto, a vida nunca mais será a mesma. Naquele dia, naquela chuva, Beethoven decidiu recolher-se antes. Para sempre.

Ficção, de Maranhão Viegas, para a história real de Dona Ilair.

Esse conto escrito de forma tão profunda e suave por Maranhão Viegas deu ao cãozinho Beethoven um final épico. Que me permitiu ver essa tragédia por um ângulo mais reconfortante.

Dona Ilair tentou salvar seu cão, e poderia ter morrido junto com ele por este gesto. Quem sabe o cãozinho "percebeu" que seria melhor que ela o soltasse; para que dona Ilair pudesse salvar a si própria e a mordeu? Quem sabe no final, Beethoven ao invés de vitima inocente, que é, por não ter culpa da ação ilógica da homem. Possa ter sido tão herói quanto dona Ilair, que tentou salva-lo ou seus vizinhos que a salvaram?

Prefiro pensar desta forma.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

BRASILEIROS, SOMOS TODOS!

Excelente texto retirado do blog dos meus parceiros "Os Camaradas" que estou compartilhando com meus poucos leitores.

A Mais Pura Verdade

"Tá" reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arruda? do Sarney? do
Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos políticos
distritais de Brasília? do Jucá? do Kassab? Dos mais 300 picaretas do
Congresso? E você?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. Fala no celular enquanto dirige.

6. Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. Viola a lei do silêncio.

9. Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas impedindo a passagem de
pedestres.

12. Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. Faz "gato" de luz, de água e de TV a cabo.

14. Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes
irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar
menos imposto.

16. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de
cotas.

17. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota
fiscal de 20.

18. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco
rodado.

21. Compra produtos "pirata" com a plena consciência de que são piratas.

22. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do
ônibus, sem pagar passagem.

24. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho e na
megasena.

26. Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes,
envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

27. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das
empresas onde trabalha.

28. Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi
inventado.

29. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro
pergunta o que traz na bagagem.

30. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos? Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas? Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior!
Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós
mesmos, naquilo que for necessário! Vamos dar o bom exemplo! Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos
e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos,
dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos
exemplos..."

“A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas
atitudes”. (Danilo Faria)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Que tal um Talibã evangélico no Brasil?

O texto deste site cristão chama a atenção para a constante aproximação de religião e estado no Brasil seus motivos e possiveis consequências. Seria excelente que esse texto caísse na mão do maior número de religiosos, para que acordem.

Do Genizah Virtual

"Religião é um excelente meio de manter as pessoas comuns calmas".
Napoleão Bonaparte


Karl Marx tinha suas razões para classificar a religião como o ópio do povo. Quando a religião serve a agendas políticas, a interesses ideológicos de subjugação econômica, com o fim de domesticar e dominar as massas, então, de fato, ela se torna numa poderosa droga.

As duas bestas do Apocalipse nos revelam a dinâmica existente entre os poderes secular e religioso. A Besta que emerge do mar representa o poder do Império Romano, que busca consolidar-se perante as camadas populares através do respaldo da Besta que vem da Terra, o poder religioso. Esta Besta tinha a aparência de um cordeiro, “mas falava como dragão” (Ap.13:11b). As duas bestas se acasalam, provendo a união entre Religião e Estado, entre o que se convencionou chamar de poder temporal e poder atemporal.

A experiência vivida pelo Império Romano tem sido repetida ao longo dos séculos. Os poderosos buscam legitimar seu domínio através da Religião, e a Religião busca consolidar-se através do apoio dos poderes constituídos.

O Cristianismo ía bem, expandindo-se por todos os rincões, até que o Imperador Constantino resolveu anunciar sua conversão. A partir daí, o Cristianismo deixou as camadas populares, para habitar nos palácios. O que parecia um avanço foi, na verdade, um irreparável retrocesso. Por mais de mil anos, a Igreja, antes subversiva, marginal, andou de mãos dadas com o Estado, desviando-se tanto da doutrina, quanto da práxis apostólica.

A Reforma Protestante resgatou, pelo menos parcialmente, a autonomia da igreja. Digo parcialmente, pelo fato de hoje, algumas igrejas consideradas reformadas serem igrejas oficiais em seus respectivos países, como no caso da Igreja Presbiteriana na Escócia, a Luterana, mantida pelo Estado Alemão, e a Igreja Anglicana, que mantém sua subserviência à Coroa Inglesa.

E por aqui, do lado de cá do Equador, as coisas não estão muito diferentes. A cada dia assistimos à aproximação das igrejas evangélicas do Poder Público. Pastores e Bispos trocam seus púlpitos por uma cadeira no Parlamento.

Quem tem um pouco de conhecimento de História tem a sensação de já ter visto este filme antes. E sabe muito bem aonde isso vai parar.

Lutero dizia que Deus usa dois braços no Governo do Mundo: o braço esquerdo é a Lei, e representa o Estado; o braço direito é a Graça, e representa a Igreja. Ora, se esses dois braços se cruzarem, não poderão trabalhar livremente. Governo e Religião precisam manter a distância entre si. Diálogo, tudo bem. Comprometimento, jamais. A Igreja deve comprometer-e com a Justiça, com o bem-estar do ser humano, mas não com uma agenda política em particular.

Se o Brasil continuar neste caminho, corremos o risco de em breve termos que conviver com uma espécie de Talibã Evangélico.

A Igreja pode e deve ajudar ao Estado em seus projetos sociais. Mas não deve comprometer-se partidária ou ideologicamente. Isso seria um suicídio.

Mantendo certa distância, a Igreja preserva sua autonomia para desempenhar seu ministério profético, denunciando os erros e abusos do Estado, e trabalhando livremente nas áreas em que lhe falte competência ou eficiência.

Se cristãos sinceros e íntegros demonstrarem alguma vocação política, não vejo qualquer razão pra que eles não devam envolver-se no processo político. Mas eles devem responder por si, e não falar em nome de uma denominação religiosa.

De fato, precisamos de políticos cristãos, comprometidos com os valores do Reino de Deus. O que não precisamos é de quem represente a igreja na política. O advogado da igreja é Cristo.
Um político cristão deve lutar pela causa dos menos favorecidos, dos excluídos, da Justiça Social, da Educação, e não pelos interesses de um grupo, ou de uma denominação.

Geralmente, a chamada bancada evangélica parece muito mais preocupada com questões de cunho moral, como aborto, casamento homossexual e liberação de drogas. Infelizmente, tais pautas são usadas apenas com fins marketeiros, e para justificar perante os eleitores a sua atuação. São, de fato, bois de piranha, para desviar a atenção da opinião pública das falcatruas cometidas em suas legislaturas.

Dificilmente encontramos um político evangélico que demonstre preocupação sincera com questões sociais, como uma distribuição de renda mais justa e a reforma agrária.

Vergonhosamente, a maioria deles está lá para lutar por concessões de TV e de Rádio, por verbas de programas sociais, e principalmente, por cargos.

É por essas e outras que, na classe política, ninguém leva a sério a igreja evangélica. Ela é vista apenas como um vigoroso curral eleitoral.

Recentemente assisti a uma entrevista de um bispo-senador evangélico*, que defendia que uma determinada verba destinada à Cultura, deveria ser usada na reforma de igrejas. A igreja de Cristo jamais precisou de verba do Estado. Ela é dignamente mantida pelas contribuições de seus fiéis. Tirar verba da Cultura para investir na igreja é, no mínimo, um motivo de chacota para os incrédulos.

Não são poucos os casos de políticos, discípulos de Constantino, que ensaiam uma conversão fajuta ao Evangelho às vésperas das eleições. O povo cristão precisa deixar de ser ingênuo, e parar de acreditar nesses políticos hipócritas, que nada mais querem, senão aproveitar do seu potencial eleitoral.

Escândalos envolvendo políticos evangélicos só servem para afetar a credibilidade da mensagem do Evangelho. “Ai de onde vêm os escândalos”, advertiu Jesus.

A Igreja de Jesus não deve ser usada para se alcançar objetivos políticos. Ninguém está apto a exibir procuração pra falar em nome da igreja nos ambientes político-partidários.

Cada membro do Corpo místico de Cristo deve exercer sua cidadania com consciência, e jamais votar em alguém simplesmente por ter sido indicado por seu líder religioso.

Faz-se muito terrorismo psicológico para forçar os cristãos a votarem no candidato apoiado pela denominação. Fala-se em casamento homossexual, como se a igreja fosse obrigada a realizá-lo, caso tal lei tramitasse e fosse aprovada pelo Congresso Nacional. Se o pastor se negasse a celebrar tal boda, seria preso, enquanto a igreja teria suas portas cerradas. Quanta imaginação! Tudo para convencer os crentes a darem seu voto ao candidato comprometido com a “visão” da igreja. Que visão é essa? Expansão do Reino de Deus e de sua justiça? Não! Expansão dos negócios da denominação. Infelizmente, esta tem sido a verdade, quase que sem exceção.

Poucos políticos evangélicos têm demonstrado compromisso com a agenda do Reino de Deus. Alguns estão mais comprometidos com a ideologia partidária, do que com o Reino e a sua justiça.
Em vez de fazerem da Bíblia o seu livro de cabeceira, preferem “O Príncipe” de Maquiavel, de onde aprendem que os fins justificam os meios.

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2010/03/que-tal-um-taliba-evangelico-no-brasil.html#ixzz0vbqGu740


Para estes cristãos do Genizah eu dou crédito.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Jose Saramago, um pensador

Uma homenagem a José Saramago:

"Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro".

"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais".

José de Sousa Saramago (1922 - 2010) escritor português premiado com o Nobel da Literatura em 1988.

Saramago parte deste mundo o deixando ainda mais burro do que se encontra.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A lista do Dunga, o exagero nacional e a choradeira da imprensa paulista.

Saiu a lista do Dunga, finalmente. Divulgada ontem depois de praticamente todo mundo por imposição da FIFA, que limitou até o dia 11/05 para todas as equipes inscreverem seus jogadores. (A verdade é que se fosse pelo Dunga só saberíamos na hora de o avião decolar para a Africa do Sul).

Para começo de conversa a posição de Dunga sobre Adriano foi perfeita. Justissíma e coerente. Adriano não fez NADA na seleção nas últimas convocações. E também não vinha fazendo nada no clube recentemente para merecer ser convocado. Fora os escândalos, Adriano é craque mas não é Garrincha.

Essa comoção por Neymar e Ganso já está irritante. De resto isso é choro de imprensa paulista. Nego acha que "paulistão" e Copa do Mundo dá no mesmo. Mas não é. Fruto daquele mesmo bairrismo chato de sempre. Onde até as pesquisas divulgadas por seus jornais tem a margem de erro sempre a favor daquilo que lhe interessa a contra ao que não interessa, principalmente se for carioca.

Salvo algumas posições creio que todo mundo tem a maioria dos jogadores chamados por Dunga em sua lista pessoal. Levandos-e em conta que a safra de meio-campistas não é das melhores, Dunga fez milagre. Claro vão dizer "-ah mas e Neymar e o P.H Ganso?". Ao meu ver apenas o Ganso teria espaço neste time; por ele ter aquilo que falta: bola no chão, passe certeiro, visão e categoria para prender a bola. (só temos o Kaká com as mesmas características). Seria um excelente reserva para Kaká, bem melhor que o Júlio Baptista.

É um grande exagero todo esse negativismo com a seleção da CBF. Alias muitos falam que vão torcer contra o Brasil, devido os desmandos de Ricardo Texeira e contra as falcatruas que ocorrerão durante as obras para a Copa de 2014. Vamos com calma cara-pálida. Por que se deixar de torcer por cause de cagada de dirigente resolvesse algo, ninguem neste país teria por quem torcer. No máximo o São Paulo teria uma meia-dúzia de torcedores mais cara-de-pau (SIM os dirigentes do Tricolete do Morumba também fazem m..., não pensem que não). Não consigo torcer contra o Brasil, apenas me reservo o direito de não ter grades expectativas.

E como torcedor rubro-negro se tem algo que eu entendo é de torcer para time que tem dirigente "merdeiro". Sou PHD no assunto. Sobre as falcatruas de Ricardo Texeira e toda a politicagem isso é algo que pode ser resolvido nas urnas, tanto nas dos clubes e nas urnas do poder público, um poder direto e mais forte que apenas torcer.

Prefiro não comentar as declarações idiotas do dunga sobre o Aparthaid e ditadura. Além de todo aquele discurso no melhor estilo da ditadura militar/ufanista a-la rede Globo. Principalmente após a entrevista exclusiva concedida a mesma emissora no Jornal Nacional. Eu sei, dá uma sensação de se estar torcendo pro lado errado. Mas torcer para a Argentina? isso jamais!!!

Rumo ao Hexa? não sei, mas que talvez essa seleção do Dunga mostre mais empenho e comprometimento que a de 2006 isso eu espero.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma história que vale a pena ser contada


Não vou reproduzir o texto aqui na íntegra. Em respeito ao blogueiro que conseguiu essa história sensacional.

Peço que acessem o link e leiam. É algo que todo mundo poderia fazer independente da fé de cada um. E uma lição para aqueles que endeusam os ídolos de barro do futebol nacional.

http://www.contraditorium.com/2010/05/03/um-guri-de-sorte-com-13-anos-e-cncer-no-fgado/

Obrigado Luh pelo link.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Um pouco de "colhões" não faz mal a ninguem.

Fonte: Blog do Josias

França derruba casas e tira famílias de áreas de risco

O governador do Rio, Sérgio Cabral talvez devesse desperdiçar um naco de seu tempo para observar o que se passa na França.

Nesta quinta-feira (8), funcionários do governo francês foram incumbidos de informar a mais de mil famílias que suas casas irão abaixo.


Serão demolidas cerca de 1.400 residências. Todas assentadas em duas cidades da costa Atlântica: Vendée e Charente Maritime.


No último dia 28 fevereiro, a região foi sacudida por uma tempestade fortíssima. Terminou em tragédia: 53 mortos.


Os cadáveres moravam em áreas de risco. Submetido a uma consternação nacional, o governo francês decidiu agir. E fez o seguinte:


1. Realizou uma pesquisa cartográfica das zonas tidas por inabitáveis.

2. Identificou 16 localidades de alto risco. Chamou-as de “áreas negras”.

3. Decidiu que, nesses pedaços de terra, não se levantará mais nenhuma casa.

4. Deliberou que as casas que já estão em pé serão demolidas.

5. Convocou as famílias para dar a má notícia. Antevendo a tensão, chamou a polícia para testemunhar a conversa.

6. Em troca do teto perdido, os moradores receberão indenização do Estado. Coisa calculada pelo valor de mercado de cada imóvel. Cotação de antes da enchente.

7. Decidiu-se, de resto, abrir procedimentos para apurar responsabilidades. Constatou-se que a maioria das casas foi erigida com autorização municipal.

Recupere-se, por oportuno, uma frase de Cabral, dita 48 horas atrás:

“A demagogia levou a essa situação. Aqui no Rio isso é muito forte. Pessoas morando em áreas de risco como se fosse natural. Não é natural”.

Cabral arrematara: “Temos que tomar decisões duras”. Bingo. O drama do Rio, resultado de um descaso longevo, é maior que o da França. Porém...

Porém, a solução parece ser a mesma: cartografia, lista de áreas inabitáveis, proibição de novas casas, demolição das existentes, indenização e punição de responsáveis.


Em fevereiro, o presidente Nicolas Sarkozy visitou casas infelicitadas pelas cheias. No Brasil, Lula nem precisa imitá-lo.


Quando jovem, Lula teve a casa invadida pelas águas, em São Paulo. Sabe do que se trata. Antes de concluir o mandato, poderia encaminhar uma parceria que levasse à solução.


Em casos como o do Rio e o de São Paulo, se os administradores começarem a fazer agora o que deve ser feito, a coisa talvez se resolva em três ou quatro décadas.

Segundo o presida Lula somos um país de primeiro mundo. Logo, copiemos, pois.

domingo, 28 de março de 2010

INVICTUS: O poema

Invictus
(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Copyright © André C S Masini, 2000
Todos os direitos reservados. Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa"
Versão Original:

quarta-feira, 10 de março de 2010

O BBB e a vitória contra o politicamente correto.

Vou confessar algo aqui pela primeira vez estou de fato acompanhando o Big Brother Brasil. Por mais que muita gente até cobertas de razão insistam nos argumentos que este programa é parte da midia alienante e da politica de "Pão e Circo" a qual o povo brasileiro está acostumado desde que o Brasil é Brasil. Como publicitário e estudioso do comportamento humano, sempre me chamou a atenção sobre forma como esse programa mexe com a cabeça das pessoas e os muitos modismos (muitas vezes imbecis) criados.

O BBB querendo ou não já proporcinou alguns avanços na mentalidade da sociedade quando por exemplo teve como vencedor um participante assumidamente Gay. Talvez o Jean Willys tenha sido o vencedor com maior valor intelectual e carater. Valor este que deveria ser colocado acima de sua sexualidade.

Porém nesta edição de 2010 eu estou assistindo a um novo fenomeno que partircularmente muito me agrada. E ele se chama Marcelo Dourado pois pela primeira vez eu me sinto representado no BBB. Tem um cara que pensa e age de forma parecida como a minha. Em português claro fala as merdas que pensa na cara e não tem peninha de gente que se faz de coitadinha. Já gostava dele desde a outra edição mas nessa ele está brilhante.

Eu definitivamente detesto pessoas e grupos que se façam de coitados a fim de obterem alguma vantagem ou ajuda. Para mim só quem vive na Etiópia, Somália e Haiti podem fazer cara de choro e pedir ajuda.

"O orgulho Hetero"

Se ele (Dourado) conseguir eliminar em sequência todos os participantes gays do programa. Eu vou considerar isso uma vitória contra uma hipocrisia do politicamente correto que grupos pró homosexuais vem tentando impor na sociedade. Neste bolo eu incluo a propria rede Globo e a MTV. Houveram tentativas de se criar um modismo gay. Isso sempre me revoltou pois acho nocivo tentar dizer a jovens "que ser gay está na moda". E isso eu já assisti na MTV brasileira.

Que fique bem claro não tenho nada contra os gays inclusive sou da teoria que toda familia tem ou terá um elemento homosexual. Como tem um na minha, que tem todo o meu respeito e carinho. Mas os participantes escolhidos pela globo em nada fazem bem ao movimento GLS, eu considero os tres péssimos exemplos de pessoas pois além de terem um comportamento ao meu ver lamentável dão vida a velhos clichês como "de que todo gay é fofoqueiro e duas caras". Como disse não tenho nada contra gays, só não curto viadagem.

Falando no popular não sou obrigado a achar bonito o cara gostar de dar o rabo, e nem sou obrigado a aceitar isso. Posso no máximo tolerar a opção alheia e não querer estar perto de gente com comportamento exagerado somente com o intuito de chocar às pessoas ao redor.

Sou extremamente contra a quem agride homosexuais fisicamente ou os discrimina, ninguem tem esse direito. Mas também não aceito o rótulo de homofóbico a quem se incomoda com a viadagem alheia. Eu e o Dourado temos o direito de não precisar ouvir assuntos de pegação entre machos numa boate. Me soa igualmente agressivo como ser obrigado a ver duas gotiquinhas de bosta metidas a lésbicas se beijando na frente de todos só para chamar a atenção. Também não sou obrigado a gostar de ver travestis se prostituindo na rua em que passo com minha namorada, mãe e sobrinho pequeno.

Se eu disser que tenho orgulho de ser hetero isso me faz homofóbico?

Viva ao politicamente incorreto

Espero que as pessoas que fazem parte dos movimentos pró homosexuais não venham transformar o ópio do povo em uma campanha panfletária para defender tres individuos que não os representam dignamente.

Dizem que sinceridade sem as regras de decoro é grosseria, que seja, mas ainda prefiro isso que gente duas caras. Dourado é o cara. É disparado o melhor personagem do jogo e vejo com bons olhos sua possivel vitória. Sinal de que as pessoas estão preferindo alguem que fale o que pensa na cara de seus adversários do que alguem que faça media. Já é um começo.

Quem nunca falou merda quanto estava p... que atire a primeira pedra. Mas se prepare pra ter seu teto estilhaçado.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Um desabafo

Deixo aqui o link de um texto meu postado no blog "Brasil, um país de tolos" onde fiz um desabafo pessoal sobre meu desapontamento com o governo petista.

Texto: Nosso desencanto com o PT

Mudando de assunto. Aproveito para desejar aos amigos que visitam este blog, feliz natal a aqueles que comemoram a data ou os que como eu apenas curtem a familia, o bom rango e os presentes. Saúde e prosperidade a todos vocês e seus familiares.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)