Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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domingo, 27 de maio de 2012

Um novo vocalista para o Angra

Com a saída anunciada de Edu Falaschi do Angra, nós do 'Shogunidades' apoiamos uma nova escolha de vocalista para banda brasileira.


Wesley safadão no Angra, nós apoiamos... rs

Vejam como poderia ficar:

terça-feira, 1 de maio de 2012

A volta do Dorsal Atlântica: Novo CD, Livro e MOA

Se em abril uma bomba de Hiroshima caiu sobre as cabeças dos amentes de Heavy metal no Brasil com todo o fiasco e a mídia negativa criada pelo Festival/estelionato Metal Open Air. Maio começa com uma nova bomba esta porém muito mais agradável.

A volta do Dorsal Atlântica com sua formação original. Por tudo que aconteceu no mês passado para a história do metal no Brasil eu vejo essa noticia como um sinal de que é possível nos reerguermos.


O burburinho começou após a divulgação deste vídeo:


Não demorou muito para que se comemorassem a noticia ou a criticassem.

Há quem diga que Carlos Lopes falou mal do metal e saiu fora. Criou-se todo um escândalo por ele ter acabado com o Dorsal para fundar o Usina Leblond, uma banda funk/Soul.

Engraçado porque o Rob Halford (Judas Priest/Halfor/Fight) também falou mal, chagando a anunciar o fim do Heavy Metal, fundou um grupo chamado Two foi tocar Techno. Após o fracasso desse projeto voltou com o rabinho entre as pernas com uma carreira solo chamada Halford, (Gravou dois discos solos maravilhosos) e ninguém meteu o malho nele por isso.

Hoje, Carlos Lopes publicou na página onde está veiculado o vídeo algumas explicações sobre o retorno do Dorsal e até revelou um convite dos "organizadores" do MOA ao Dorsal. Pelo nível da proposta pode-se ter uma ideia da picaretasse desses caras.

Leiam as explicações:

O ORÇAMENTO

O orçamento de 40 mil está subfaturado, por menos não há como fazer o disco. Se quiserem pesquisem no site da Receita Federal: o imposto sob o valor arrecadado é de 27%. Em um dos nossos cálculos anteriores, arrecadávamos 40 mil e mesmo assim, ainda devíamos 15 mil. Depois concluímos que a única solução seria permitir o livre acesso a valores mais baixos e limitar os mais altos. Todos os itens como estúdio de gravação, ensaio e prensagem (mil cópias) estão com descontos. 

O valor de 40 mil cobre todos os custos, inclusive de correio, arte gráfica, transporte, alimentação e pagamento de músicos e técnicos. Estamos falando da DORSAL e a DORSAL merece o melhor, os fãs merecem o melhor, e por fim: a DORSAL não é moda, a DORSAL é…F&#@

SOBRE O CD

 O projeto nunca foi pensado para ter shows, antes ou depois. Os shows serão consequência, se recebermos propostas profissionais. Particularmente, não me interessa cair na estrada, o que me interessa, e o que ainda me estimula, é gravar. Gosto de compor e registrar o que escrevo, e se o fizer com meu irmão e com o baterista Hardcore, melhor ainda. Gosto de estar cercado por irmãos. Disco bem feito é produzido com talento, alma e verba, pois sem verba a gente gravaria em casa, mas esse não é o objetivo, essa não é a meta. 

Nosso objetivo é perguntar ao público, aqui e agora, que nos pedem há 12 anos para que a banda volte, se todos estão dispostos a investir nesse sonho: na volta da DORSAL, mesmo que em disco. Se não há mil pessoas, amigos, fãs, bandas que queiram ver esse sonho se tornar realidade, os insistentes pedidos de retorno, não eram verdadeiros. Agora é a hora da porca torcer o rabo, da onça beber água. 

Se mil pessoas comprarem o novo CD da DORSAL, ele será também um item de colecionador para esses APOIADORES, pois ele não será mais reprensado. Tendo o CD, haverá o livro GUERRILHA! com capa dura. Se não houver um, não haverá o outro. Nenhum desses produtos será feito para ser vendido depois.


Livro GUERRILHA!

Há anos, nos pedem o livro de 1998, que está esgotado. Nesse ano, começamos a alinhavar o relançamento revisado por uma editora. O negócio ainda não prosperou, mas me incentivou a incluir uma versão “de arte” do livro no projeto. 


Recebi vários orçamentos de várias editoras e o custo é basicamente o mesmo: 100 reais. Se vendermos poucos livros, o custo aumenta. A produção será sob demanda, só imprimiremos o que for comprado.


 Ao invés de refazer o livro como era, pequeno, optamos em dar aos fãs um produto de alta qualidade, em formato maior, com fotos de página inteira, papel couchê 150, capa dura envolta em courvin negro – para parecer couro – e o título em letras prateadas. Esse processo das letras prateadas se chama hot stamping e para ser feito é preciso que uma matriz seja gerada.


 O custo dessa matriz é o mesmo para 10 mil ou 1 cópia, ou seja, o livro poderia ter ficado mais barato, mas não seria o LIVRO que queremos e que vocês merecem. Um livro que todos os fãs tenham orgulho de possuir.

Metal Open Air
Nos convidaram para sermos headliners do Metal Open Air no Maranhão, tendo como abertura para a DORSAL ATLANTICA, as bandas EXODUS e doANTHRAX. Muitos diriam sim, eu disse não porque não havia cachê. Muitas bandas pagam para abrir shows internacionais, pagam para tocar, eu nunca fiz isso, a DORSAL nunca se sujeitou a empresários e produtores.

Coisa toda é muito clara. A proposta de Carlos Lopes pode criar uma revolução para as bandas de médio pequeno porte no Brasil: Imagine seu CD ser gravado já custeado pelo consumidor final. Imagine um CD sair da prensagem já vendido para você?

É preciso que as pessoas aprendam a pensar fora da caixinha de obviedades esqueçam seu orgulho, mágoas e vaidades.

Que o "pai do metal brasileiro" seja bem-vindo de volta, que o Dorsal Atlantica tenha finalmente o reconhecimento e sucesso merecido.


Morte aos Falsos!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Coluna do Vargas: Aonde foi parar a grana do M.O.A?



Antonio Vargas é musico guitarrista da Banda Savant do RJ e colunista nesse blog:
Depois de tudo que ocorreu ficaram perguntas na minha mente e que não calaram e, venho por meio deste artigo, compartilhar com vocês questionamentos.

            Há um pensamento de Maquiavel que diz algo assim: " Se não gostas de política o problema é seu pois os que te governam gostam. "
            Partindo desta premissa e, conversando com alguns raros produtores honestos do meio underground, faço um texto de perguntas e não de acusações ou respostas. Espero que este sirva de reflexão para todos.

            Eis as questões primordiais:
a) Por que um prejuízo deste tamanho num evento que tinha tudo para dar certo?
b) Por que a Rede Globo chegou ao local tão rápido para divulgar o problema?

          As personagens envolvidas na maior catástrofe do metal nacional: Negri Concerts  (SP), Lamparina Produções (MA) e a CK Concerts.


            Eis a pergunta: Quem saiu com os bolsos cheios  desta situação?

    A produtora paulista nega que recebeu, a maranhense Lamparina  foi malhada ao extremo e a CK ninguém sabia que existia. Esta última, além de não ser citada nas entrevistas, está envolvida com a política do seu estado vide este link. Http://robertoquirino.blogspot.com.br/2010/08/celiton-giordano-grava-seus-programas.html

            Sendo assim meus caros fazer um evento no Maranhão não é demérito para ninguém. Poderia ser feito até no inferno desde que desse certo. Entendo que há de se louvar a coragem e tentativa de fazer algo grande mas, não é só de coragem que um evento é feito. Entristece-me a carência e inconformidade do público e que desejava que bandas não deveriam ter cancelado os shows. Muitas vezes os fãs no calor da paixão não conseguem compreender e aceitar o porque dos seus ídolos cancelarem datas de shows.

            Por um outro lado, entendo que os músicos tem o direito de fazer valer os contratos. Quem vive de música, depende do cachê para pagar suas contas mensais (luz, aluguel e afins) ainda mais num país como o nosso cheio de tributações que não paga-se imposto somente para consumo de oxigênio. Enquanto houver banda pagando para tocar e se calando diante das merdas que as produções fazem com bandas e músicos com medo de retaliações, as coisas ficarão assim.

            Headbangers o que há de se discutir agora não é "qual a  merda que deu" ou "qual será a próxima que está por acontecer".

           O que precisa-se pensar é: de onde viria a grana e aonde ela foi parar?
            Vejamos os fatos. Para quem está acostumado a trabalhar com eventos sabe que para alugar um local com tamanho gigantesco como este nas regiões Sudeste e Sul é caríssimo, ok? Perfeito, sendo assim foram para o Maranhão.

Pergunto: de quem é 80% da extensão territorial deste estado? De qual família?
            Se estamos num ano de eleições para prefeito e vereadores e, estes precisam de votos para se reelegerem e de grana para custear as suas campanhas eleitorais, para que fazer rum megaevento deste num estado que não tem a tradição de fazê-lo?

            O público do nordeste merece shows de excelência? Sim e muito! Contudo temo dizer que todos os envolvidos, bandas e público, fomos envolvidos numa possível lavagem de dinheiro para campanha eleitoral. Sabem por que? Para que uma produtora como a C.K Concerts que não tem tradição de eventos de música e, que está envolvida com a política num ano de eleição, se meteria com esse tipo de evento? Gostaria de ressaltar que tive o trabalho de consultar alguns produtores com a finalidade de averiguar a procedência desta produtora.

            Segundo ponto, geralmente, as prefeituras e as suas respectivas secretarias municipais de cultura e lazer, para eventos como estes liberam verbas públicas para a realização dos mesmos visando o retorno com o incentivo de turismo no local. Várias cidades do Brasil vivem e crescem assim como por exemplo:

a) Cabo Frio-RJ - cresceu muito realizando carnavais fora de época pois aquecia o comércio local com turismo que acontece para este evento.
b) Blumenau- SC - Se reconstruiu da enchente de 1984 da seguinte forma: isenção de IPTU por 15 anos (se não me engano), para os que reconstruiriam as suas casas no estilo alemão e, hoje, sediam a maior bier fest  do mundo (Oktoberfest), isto dito por alguns alemães nativos.

            Sendo assim, levanto a hipótese de que o M.O.A, além de ser a maior catástrofe do metal nacional, pode ter sido um evento onde houve lavagem de grana. Até aonde estou informado, a C.K é especializada em produção de comerciais para políticos e declara apoio e parece estar vinculada ao Partido Progressista (P.P) da bancada evangélica, que está em fusão com D.E.M e P.S.D.B, conforme publicado em matérias da televisão.

            Não estou defendendo ou acusando, mas vejo que o problema é muito maior do que estamos vendo e pensando. Há possibilidades de estarmos sendo envolvidos em mais um escândalo de lavagem de grana. Portanto headbangers, a hora agora não é de brigarmos entre nós e sim nos unirmos contra o que está de fato errado. Se a Negri Concerts e Lamparina Produções alegam não estarem com a grana destinada a custear o evento, com quem está? Eis a pergunta que não quer calar!!!

sábado, 21 de abril de 2012

Metal Open Air - Uma pá de cal nos sonhos dos bangers brasileiros



Não teve jeito a "Inês é morta"!

Como se especulava devido ao grande número de confusões e desistência de artistas, o festival Metal Open Air acaba de ser cancelado. O motivo alegado é a falta de pagamento para a empresa responsável pela sonorização.

De acordo com alguns sites, dos 47 grupos que se apresentariam nos três dias do MOA, 30 já teriam oficializado sua desistência do festival e que este já estaria cancelado. Os produtores, porém nada falam e nada confirmam.

Pelas informações a policia está no local para garantir que o evento não continue. Vamos torcer para que os milhares que saíram de suas casas até São Luiz voltem em segurança e sem maiores transtornos.

Por tudo que está sendo descrito pelos artistas (ainda irei conseguir outros depoimentos) fica claro que houve, sim, uma má fé da parte dos produtores do evento.

O comportamento de desaparecer sem dar nenhum respaldo e manterem-se incomunicáveis foi o mesmo adotado com o grupo de Gene Simmons "Rock'roll All Stars".

A justificativa de que realizar o evento no Maranhão reduziria custos poderia até ser justificavel. Mas começam a vir outras póssibilidades. Vou mais além amigos:

- Os organizadores estão pondo grande parte da culpa no governo do estado do Maranhão. O que deixa claro que alguem embolçou o dinheiro. (Possivelmente até os próprios organizadores).

O que tem que ficar claro é a respeito das acusações de que o festival não deu certo por ser realizado no Maranhão é que da forma como foi organizado seria um fracasso mesmo em São Paulo. O povo maranhense não deve se envergonhar de si e de seu estado, mas fica dada a mensagem que enquanto a família Sarney continuar tendo poder, nada irá florescer neste estado.

Sinceramente o que mais me revolta é saber que muitos irão aplaudir esses produtores apenas pelo fato de o festival estar ocorrendo aos trancos e barrancos. Ontem tinha gente me criticando por estar reclamando e fazendo criticas ao evento. Atitude típica de um povo acostumado com qualquer porcaria que lhes ofereçam.

A Negri e Lamparina produções tem que ser responsabilizados. Estou falando é de ação criminal. E de cadeia!!! Ministério Público deve entrar em cena e investigar se teve dinheiro público no meio.

Os lideres das bandas Almah e Shaman, que endorsaram esse festival, e agiram como se tudo fossem flores, (inclusive dizendo estar tocando de graça indo contra a toda aquela choradeira de profissionalismo que mantinham) tem que ser extirpados do cenário musical no Brasil.


De agora em diante aqueles que pagarem um centavo para assistir show desses picaretas merecem levar uma surra!

Pois bem eu AFIRMO isso vai nos fazer regredir 10 ou 20 anos em termos de realização de eventos deste gênero.

As bandas internacionais irão pensar duas vezes antes de fechar um contrato para vir ao Brasil.

Poderemos ter sanções diversas das mais variadas que dificultem ações de outros produtores no futuro.

Uma nova empreitada dessas, mesmo que feita com o preparo necessário, será inviável devido a desconfiança que irá gerar no mercado nacional e mundial.

Poderemos regredir anos até voltar ao estágio que estamos com maior frequência de shows internacionais.

Se ontem pode ser considerado como o nosso 11 de setembro. O dia de hoje pode ter efeitos de uma Tsunami do Japão.

Bem que você disse Carlos...

Metal Open Air: A versão dos artistas: Com a palavra a banda Unearthly (RJ)

A banda carioca Unearthly  é uma das 12 que cancelaram suas participações no Metal Open Air.  A banda se apresentaria no palco El Diablo.

Veja o depoimento oficial da banda:

“O Unearthly está cancelando oficialmente a sua participação no festival “Metal Open Air”, devido ao total descaso e descumprimento do acordo por parte da produção do evento.
Quando o Unearthly foi convidado para o cast do festival, nos disseram que nos apresentaríamos no palco principal e num bom horário, que levaríamos toda nossa equipe técnica e que acertariam o cachê antes da apresentação, até hoje nenhum contrato foi enviado.


Com o passar dos meses o contato com a produção foi ficando cada vez mais escasso, não atendiam as nossas ligações, não respondiam nossos e-mails, e todas as informações que chegavam até nós era no boca a boca. A cerca de um mês eles entraram em contato dizendo que não pagariam mais por nossa equipe técnica e nem nosso cachê, resolvemos cancelar, mas como já havia sido feito toda uma divulgação com o nome da banda, e muitos de nossos fãs do Norte e Nordeste nos escrevendo, resolvemos manter a apresentação em respeito aos fãs. Alguns dias atrás nos mandaram o line-up com os horários das apresentações de cada banda, nos colocaram no palco que seria a boate do evento, no horário da manhã, mais uma vez não concordamos, tentamos argumentar, ligamos, mandamos e-mails, e nada, nenhuma resposta, desde então ficamos aguardando o contato de alguém da produção que soubesse o que fazer, e como acertar toda essa “zona” que ficou nossa apresentação.


NINGUÉM, absolutamente NINGUÉM da produção entrou em contato conosco durante essa semana que transcorreria o evento, ouvimos através de amigos que mandariam as passagens na quinta, depois ficou para sexta, mas infelizmente hoje, sexta feira, dia 20 de abril de 2012, às 15h e até agora sem nenhuma informação, sem nenhuma resposta, sem passagem, sem cachê e sem nenhum contato, estamos cancelando nossa apresentação.


Pedimos desculpas aos fãs e amigos que nos acompanharam nessa luta, mas infelizmente o DESRESPEITO com as bandas brasileiras MAIS UMA VEZ, foi maior, e em nome do METAL BRASILEIRO não vamos aceitar, e nem ficar calados, já estamos movendo uma ação contra a Negri Produções e a Lamparina Produções.

Seguem confirmados os nossos shows no dia 11/05 em Maceió & 12/05 em Recife estão confirmados e agradecemos ao Alcides Burn (The Burn Prods.) que já agilizou nossas passagens, estada todo o translado no Nordeste”. – Felipe Eregion - Unearthly


Por tudo que está sendo descrito pelos artistas (ainda irei conseguir outros depoimentos) fica claro que houve, sim, uma má fé da parte dos produtores do evento.

O comportamento de desaparecer sem dar nenhum respaldo e manterem-se incomunicáveis foi o mesmo adotado com o grupo de Gene Simmons "Rock'roll All Stars".

Sinceramente o que mais me revolta é saber que muitos irão aplaudir esses produtores apenas pelo fato de o festival estar ocorrendo aos trancos e barrancos.

Atitude típica de um povo acostumado com qualquer porcaria que lhes ofereçam.


Não tenho dúvidas que esse festival irá ecoar negativamente por anos.

As bandas internacionais irão pensar duas vezes antes de fechar um contrato para vir ao Brasil.

Poderemos ter sanções diversas das mais variadas que dificultem ações de outros produtores no futuro.

Uma nova empreitada dessas, mesmo que feita com o preparo necessário, será inviável devido a desconfiança que irá gerar no mercado nacional e mundial.

Poderemos regredir anos até voltar ao estágio que estamos com maior frequência de shows internacionais.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Antonio Vargas: Metal Open Air "Produtores não satisfeitos com o destrato que fazem com os músicos brasileiros, passam a fazer com os do exterior"

O problemas no metal open air Antonio Vargas.

















Como se não bastasse à falta de respeito impar que estão fazendo com os headbangers e tudo o que fazem de errado no cenário underground brasileiro com as bandas nativas; estamos sujeitos a ter menos bandas de o exterior vir fazer shows no Brasil.


As pessoas que gerenciam eventos no nosso país precisam entender uma coisa: a merda que é feita por um respingará em todo mundo, público, cena e neles mesmos no futuro. O pior de tudo é que, depois, os mesmos virão a público dizer que os eventos de metal no Brasil não dão certo, alegando que o público não comparece aos shows das bandas nacionais. É uma verdade? Sim de fato o é e, este é o argumento que os produtores nacionais se utilizam para justificar a falta de receita e sustentabilidade dos eventos, o que não deixa de ter um fundamento.

Contudo, isto ocorre por um problema cultural e comportamental. O público brasileiro condicionou-se a valorizar somente ao que há no exterior ao passo que tem muita banda brasileira fazendo trabalho de excelência. A própria carreira do Sepultura só ganhou maior notoriedade quando assinaram com a Roadrunner. Por valorizar somente o que vêm de fora das terras tupiniquins; produtores/organizadores tentam fazer um evento com atrações internacionais a cobrando das bandas nacionais “jabá” para abrirem os shows. Agora tentaram fazer um evento grandioso num país e que não tem a educação e tradição no que se refere a organização de eventos de qualquer seguimento.

Agora, não satisfeitos com o destrato que fazem com os músicos brasileiros, passam a fazer isso com do exterior, ou seja, a merda está expandindo horizontes chegando ao cenário internacional. Basta lembrar a merda que deu no último show do Iron Maiden aqui no Rio de Janeiro vide nota que publicada aqui no meu perfil.

Só que há um problema: lá fora os caras não tem a cultura do deixa para lá o que acontece de errado e trocam informações. Músico e o público são respeitados.

Até o presente momento, o que tenho de conhecimento é: Anthrax está no aeroporto de Guarulhos sem serem recepcionados pela produção (Nota do Blog: O Anthrax desembarcou às 11 da manhã no aeroporto de Guarulhos e não havia ninguém da produção do Metal Open Air esperando o grupo, como havia sido previamente combinado. O quinteto ficou no aeroporto até às duas da tarde, mas, aparentemente, conseguiu embarcar para São Luís e fará o seu show.); Saxon, Venon, Angra, Headhunter D.C, Hangar cancelaram apresentação. Korzus e Shaman (a principio) confirmaram presença. 

Fica a pergunta: a grana dos pagantes será devolvida tendo em vista que algumas bandas não irão mais tocar? Headbangers, façam valer o seu direito de consumidor. É um direito e dever de todos fazer a lei ser cumprida. Sejam fiscais e aprendam a  combater o que está errado com a lei escrita e não   somente com palavras de baixo calão proferidas ao vento e nas redes sociais.

HAIL!!

Nota: Após 5 horas de atraso e 11 bandas canceladas - a saber: Venom, Saxon, Atomica, Expose Your Hate, Ânsia de Vômito, Hangar, Headhunter DC, Obskure, Stress, Terra Prima e Unearthly -, o Metal Open Air finalmente começou com os canadenses do Exciter no palco.

Bagunça e avacalhação no MOA pode custar caro




As noticias e informações que vem sendo veiculadas sobre o Metal Open Air não no mínimo embaraçosas para não dizer vergonhosas...

Vejam algumas informações colhidas no blog do Ricardo Seelig:


  • Algumas  bandas participantes receberam o cronograma com a programação do festival dois dias antes do evento.
  • A produção do festival não pagou o cachê e nem as passagens das bandas nacionais, o que fez com que Hangar, Headhunter D.C., Terra Prima e Stress cancelassem as suas apresentações.
  • O que se fala nos bastidores é que mais bandas cancelarão os seus shows ainda hoje os seguranças contratados não receberam nenhum tostão, e, por isso, as empresas terceirizadas que iriam fazer a segurança do MOA mandaram os seus funcionários se retirarem do local o Corpo de Bombeiros de São Luís fez uma vistoria e não aprovou as condições do Parque Independência, local onde o festival será realizado. Nem extintor de incêndio o local tem.
  • Ou seja, é um caos anunciado as pessoas que chegaram para o camping ontem, dia 19/04, não puderam entrar porque, segundo a assessoria de imprensa, as pulseiras não estavam prontas. Essa é uma desculpa meio sem sentido. Em um evento deste porte, as pulseiras, ingressos, crachás e afins precisam ficar prontos com muita antecedência. Se isso for verdade, quem está promovendo o evento só atesta a sua total falta de capacidade no local do camping, que foi vendido como um dos diferenciais em pacotes de ingressos, não há luz, banheiros e nem alimentação. A infra-estrutura é precária. As empresas que fariam isso se retiraram do local por falta de pagamento da produção.

Ao contrário daqueles que irão ficar em casa rindo eu fico muito triste por isso.

Falo isso pois o que não falta é babaca torcendo contra, pelo simples fato de que não tem dinheiro para ir ou despeito por julgar sua cidade/estado um lugar melhor. Alias tem que ser muito espírito de porco para alguém achar graça dessa situação.

Era uma chance imperdível de mudar algo no cenário nacional referente a shows de metal no Brasil e criar um novo polo cultural e econômico longe do eixo Rio São Paulo em um dos estados mais miseráveis do pais.

Se desse certo garanto que ano que vem o governo Maranhense, enxergando as possibilidades, iria injetar mais dinheiro no evento.

Quando eu digo que os produtores da cena underground deste país são os maiores responsáveis pela b... de cena eu não estou sendo injusto. Ou alguém espera que as bandas toquem de graça e sem estrutura?

Uma pena... mas a coisa pode ser pior. Esse fiasco pode gerar uma péssima imagem do Brasil com as bandas internacionais. Tudo que aconteceu de positivo com a vinda de shows internacionais mais frequentes ao pais pode ir para o ralo.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)