Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Chester Bennigton e o sexto fosso de malebolge

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Chester Bennigton, mais uma alma torturada que não aguentou essa agonia que é viver. 

Há exatos um mês da chocante morte de Cris Cornell (Soundgarden, Audioslave) após suicidar-se por enformamento após consumir uma alta dosagem de antidepressivos e tranquilizantes o rock mundial precisa novamente passar por um trauma com o trágico fim de Chertes Bennigton, vocalista do Linkin Park. A banda que no inicio dos anos 2000 foi um sucesso estrondoso mundial e, à sua maneira, mantiveram a chama acesa numa época em que o Rock havia sido declarado morto.

Você tem todo o direito de não admirar ou torcer o nariz para o trabalho de Chester ou de sua banda. Assim como eu não gosto e sempre fiz piadas os chamando de "metal nutella". Mas é inegável que o Linkin Park foi a porta de entrada para o rock de muitos jovens que hoje estão curtindo os mesmos artistas que você.

E se você há exatos um mês atras estava lamentando a morte de Cris Cornell, porque a morte de Chester, que sou o mesmo método que Cornell para por um fim a sua vida agora lhe parece engraçado e digno de piadas?

Pessoas que lamentaram a morte de Chris Cornell fazendo piadas ou atacando a morte de Chester Bennigton. O inferno imaginado por Dante Alighieri tem um lugar especial dedicado a vocês: O sexto fosso de Malebolge:


"Os hipócritas estão vestidos com roupas brilhantes, atraentes, porém pesadas como o chumbo. Este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. No inferno, sentem o peso de seu falso brilho" 

Lá estarão vocês, os justiceiros sociais e todos os outros falsos moralistas.

Mas então você riu da morte de ambos. Deixe eu te dizer que isso não melhora em nada a situação e papel de idiota que está fazendo. É triste a postura dos próprios bangers ou rockeiros. Ninguém começa a ouvir rock/metal pra ser popular na escola, pra ser 'cool'. O rock é desde sua origem a música dos rejeitados, dos renegados, dos problemáticos dos que se sentem excluídos ou dos que veem algo errado no mundo ao seu redor. Abençoados sejam aqueles que entraram nesse meio de vida por uma herança que se passa de pai ou mãe pra filho, mas esses são à exceção da regra.

Nós somos 'Nietzscherianos', para nós todos "Deus está morto" e não há esperança. Não é a toa que tantos de nós se foram de forma precoce porque não souberam lidar com seus demônios. O Rock é a musica que nos apaziguá, nos desconecta do mundo e as vezes da vida de merda que vivemos. Só nos resta a irmandade. Ou deveria restar.

O "rock morreu", sentenciaram muitos anos atrás. Sim ele morreu, suicidou-se. Se entupiu de antidepressivos, teve uma overdose de heroína, cheirou cocaína até cair, se enforcou, morreu afogado no próprio vômito, deu um tiro na própria cara. Se matou após ver tantos de seus seguidores se tornando exatamente a imagem daquilo que ele nunca quis ser e nem se adaptar.

Ver "nossa gente" sacaneando a morte de "um dos nossos". É extremamente deprimente e repugnante.

Suicídio é uma tragédia que faz com que os familiares se sintam assassinos de seu ente. Você se considera insignificante, dispensável um estorvo aos seus familiares e acredita piamente que por fim a sua vida vai ser melhor para todos eles.

Mas talvez eu entenda vocês. É uma característica muito comum nas pessoas que vi fazendo piadas sobre a morte de Chester e de tantos outros, é que são todas pessoas sabidamente rancorosas, amargas tidas pelo seu meio como frustradas exatamente como eu era. Talvez vocês também precisem de ajuda.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Nordic Union - hard rock melódico de alta qualidade!

O Nordic Union é a junção dos músicos Ronnie Atkins (vocal, Pretty Maids), Erik Martensson (guitarra, baixo, teclado, membro do W.E.T. e Eclipse) e Magnus Ulfstedt (bateria, também do Eclipse) para formarem uma banda de "melodic hard rock", mais conhecido como AOR.

O resultado está no debut lançado recentemente, intitulado apenas Nordic Union. O nome provavelmente vem do fato dos músicos serem divididos entre suecos e dinamarqueses.

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A faixa de abertura, The War Has Begun, é uma das melhores; extremamente empolgante e no segundo refrão você já está cantando junto. A pegada se mantem em Hypocrisy e Wide Awake.

A bela balada Every Heartbeat dá uma acalmada nos ânimos. 21 Guns é ótima e é mais rockão, direta. Falling tem melodias açucaradas, prato cheio para os fãs do gênero, assim como Point of No Return, que apesar de tudo tem um riff mais heavy metal.

A principal característica deste disco é que ele não perde o ritmo em momento algum. Não tem uma sequência de faixas ruins e fracas que quebram o andamento. Se você for fã do gênero pode ouvir do começo ao fim. Prova disso é a última faixa, Go, que é uma das melhores de todo o trabalho.

Ótimo.

8.0

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Bruno Sutter impressiona em primeiro disco "sério"

Não que o Massacration e Detonator não sejam sérios. O são. São sérios na arte de fazer zueira. Agora Bruno Sutter, alter ego de Detonator, lança seu primeiro trabalho como cantor solo, intitulado apenas como Bruno Sutter.

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O próprio cantor brinca que o "disco é uma mistura de Cannibal Corpse, Roupa Nova, Iron Maiden e Death" e que, tirando o Roupa Nova, a gente ouve de tudo um pouco realmente.

Antes de mais nada é preciso dizer que muita gente torce o nariz para o Sutter pelo fato de ele ser humorista e ter satirizado o próprio heavy metal com o Massacration e o personagem Detonator; porém, Bruno não é só realmente um grande fã como também é um excelente vocalista.
Bruno inclusive brinca com o lance de sempre vencer as enquetes do Whiplash! como melhor vocalista e compôs a sensacional The Best Singer in the World, uma das melhores do disco com um refrão memorável e belas frases de guitarra.

Falando nisso, o cara cantou, tocou guitarra (exceto a maioria dos solos que ficaram a cargo de diversos convidados como o conceituado Michel Leme) e baixo; a bateria ficou por conta de Bruno Valverde (Angra).

Esse disco mostra como o vocalista é um excelente compositor; a maioria das canções tem melodias memoráveis e estrofes e refrãos marcantes; pegue por exemplo My Boss Is a Corpse, GrAttitude, Troll e Stalker.

Na faixa Haters Gonna Hate é onde ouvimos mais claramente como até o metal extremo influenciou na composição do álbum; a faixa é uma porrada e tem direito até a guturais.

Outras porradas merecem destaque como Facing Temptation, Rebuilding Destruction, Provoke Yourself e a genial versão de Galopeira para encerrar.

A única coisa que senti falta foi de uma banda de suporte; se por um lado é admirável ouvir aquilo e saber que o cara gravou a maioria dos instrumentos, por outro torna-se algo mais dinâmico e fica mais com cara de banda.

Mas o disco foi feito graças a um crowdfunding (onde os fãs contribuem com um valor estipulado para ajudar o artista a realizar sua obra) e montar uma banda custaria muito mais grana.

A produção ficou a cargo do próprio Bruno, além de Renato Tribuzy e Wagner Bernardes.

Muita gente vai ter que dar o braço a torcer: o cara realmente lançou um puta disco e canta muito.

8.0

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo"


Demonizar todo um gênero parece ser a nova tática daqueles tipos que acham que o dia 31 de outubro deveria se chamar de dia do Saci. Em nome de um nacionalismo e culturalismo provinciano.



A revista on-line Medium publicou um artigo o qual deixo o link para a "apreciação" ou enjoo de quem se propor ler.

Algo que intensifica os ataques a todo um gênero musical por conta da repercussão a atitude de um ato de um de seus ídolos nos EUA. Ato devidamente execrado pelo meio, embora causando enorme polêmica e reflexão por fatores comuns à cena do Metal mundial, no que se refere a intrigas e brigas de backstage e até interpretação errônea ou equivocada da cultura e história Americana. Inclusive comentei sobre isso no meu ultimo post.

O fato é que o autor ao comentar uma entrevista passada do compositor e cantor, Seu jorge, no post começa se apresentando como um ex-roqueiro agora já amadurecido, e mais alguns jargões tendenciosos e cheios de preconceito implícito típicos de um militante esquerdista. Afinal para ele crescer e amadurecer só foi possível após deixar de ouvir metal. - Para mim o amadurecimento veio quando passei a ter que pagar minhas contas - tudo para no final fazer apologia à musica que acha que preserva a "negritude" e a cultura do negro.

É o mesmo pensamento de quem acha que filho de pobre em comunidade só deve ter curso musical que o leve a aprender a "bater lata".

Eu espero que leiam se tiverem algum estômago para que minha conclusão a seguir faça o sentido esperado.

Notem que em qualquer debate onde o esquerdista estiver ele vai querer dar as cartas, ele vai querer que sigamos pelas regras dele. Ocorre que TODO esquerdista, toda pessoa que possui ideias coletivistas se considera acima do bem do mal, se julga intelectualmente, e mesmo moralmente superior

O texto inteiro é uma enorme cagação de regras. Como não tenho a menor preocupação com a estética posso usar esse termo, pois ele é o que melhor define como a imprensa comum e a especializada vem atuando.

Voltando ao chorume em forma de texto opinativo. No ponto em que o autor questiona a proporção de negros no rock nacional, nós podemos afirmar usando a lógica que que se negros são uma minoria, então o rock está representado em número compatível com essa minoria na cena mais mainstream. Já que o Rock nacional no seu auge foi o mais puro e comercial mainstream.

Mas se olharmos pro underground, ontem e hoje, os negros e pardos estão muito mais representados no público e nas bandas. Aqueles que estão na rua e nos points e vêem isso. Então o lugar do negro é no rock sim. Ele está no lugar certo, no underground longe do mainstream, longe do politicamente correto (o novo mainstream) representando sua "negritude" fazendo o que lhe convém como bem quer e tocando um som criado por negros, e não o que alguns hipsters engajados que provavelmente só visitaram um morro pra fazer trabalho de faculdade ou para comprar baseado, acha que ele deve fazer. (agora estou me dando ao luxo de fazer os meus julgamentos com base nos meus preconceitos - e nunca disse que não os tinha).

Lamentavelmente a merda que o Phill Anselmo fez esta servindo para levantar esse tipo agenda esquerdista que quer propagar como o rock deve ser, e o lugar onde o negro deve ou não estar.

Não faltam exemplo de negros que fogem do lugar comum pretendido por intelectuais branquinhos de DCE cheios de boas intenções. essas ovelhas desgarradas são costumeiramente execrados. Cito como exemplo o jovem Fernando Holyday do MBL (Movimento Brasil Livre) que frequentemente sofre ataques da militância que supostamente diz defender os direitos de pessoas como ele. Vejam artistas como o Lobão, sempre polêmico. Sempre do "lado errado" da história.

Ninguém aqui é tolo o bastante de dizer que não há correntes racistas e nazistas dentro rock. Existem e são frequentemente rechaçados. Da mesma forma que existem correntes do rock que defendem comunismo, mesmo ignorando suas mortes contabilizadas em centenas de milhões ao longo da história; da mesma forma que o Rock e metal possui bandas nazistas, de esquerda, conservadoras, libertárias, anarquistas, satanistas, religiosas. Eu entendi depois de tantos anos que essa sempre foi a verdadeira diversidade a que o rock se propôs a difundir.

O rock e principalmente o metal por origem sempre tiveram o intuito de desagradar as convenções e verdades absolutas do mundo. Se o rock e o metal tivessem que possuir alguma ideologia politica esta deveria ser o anarquismo, mas o rock pode ser QUALQUER COISA que um musico e um ouvinte quem tocar ou ouvir. Mas ele sempre irá desagradar o mainstream social e as convenções impostas.



"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo". Só prova que os defensores da moral e dos bons costumes mudaram de vestimenta, de cara, nome e de discurso. Mas o pensamento inquisidor, desqualificador e cagador de regras continua lá.

Dizem por ai que o Diabo é o pai do Rock, outros dizem que ele é o pai da mentira. Do rock, pra mim o pai é Little Richard (negro, alias). Já se ele é o pai da mentira, a mãe com certeza é a esquerda.

Eu já sinto saudades quando eram os crentes mais fervorosos que se sentiam incomodados com minhas camisas de banda. Espero que as pessoas do meio metálico não acreditem nesse conto do vigário esquerdista.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Dream Theater ousa com disco duplo e distópico

Resenha de fã é complicada... como diz o professor Regis Tadeu, todo fã é um idiota. Eu sou fã do Dream Theater, logo sou idiota? Tentarei não ser... 

Eis que o quinteto de metal progressivo lança seu novo álbum, The Astonishing, o terceiro consecutivo com a atual formação (James LaBrie no vocal, John Petrucci na guitarra, John Myung no baixo, Jordan Rudess nos teclados e Mike Mangini na bateria) e que foi mais uma vez produzido por John Petrucci, que desta vez além da produção cuidou das letras do trabalho, que é o primeiro disco conceitual do Dream Theater em quase quinze anos. The Astonishing é duplo e possui uma quantidade enorme de faixas, são 20 no primeiro cd e mais 14 no segundo. Fica impossível fazer uma resenha do tipo "faixa a faixa" até mesmo porque um disco dessa magnitude merece algumas boas e focadas audições antes de qualquer coisa. 



A história é interessante - apesar de um pouco clichê -, trata-se de uma distopia que se passa em 2285 onde a música não é mais praticada por seres humanos e somente por máquinas, e um grupo de rebeldes tenta derrubar o Grande Império do Norte, que controla o lugar. Ao longo das 34 faixas em pouco mais de 2 horas você escuta as aventuras de personagens como Gabriel, Evangeline, Arhys, Imperador Nafaryus, Faythe, entre outros.
Quando a lista de canções do álbum foi totalmente divulgada eu imaginei que ao menos umas 15 dessas 34 faixas seriam aqueles prelúdios e interlúdios que duram menos ou pouco mais de 1 minuto e que geralmente são passagens instrumentais climáticas ou diálogos, mas para a minha absoluta surpresa, das 34 faixas apenas umas 5 tem essas características. O restante são canções completas mesmo; nada de grandes suítes desta vez. A canção mais longa tem 7 minutos e 40 segundos. 
Musicalmente tem a melhor sonoridade dos discos com Mike Mangini, o bumbo está mais nítido aqui e a timbragem dos demais instrumentos está melhor também. Ficou claro ao ouvir o disco de cabo a rabo que Jordan Rudess teve um papel importante na composição e falar da execução é chover no molhado, Rudess é de fato um dos grandes tecladistas da história; John Myung dispensa maiores comentários, o cara é um monstro; o já citado Mike mangini teve uma performance absurda e está muito mais solto dentro da banda e eu já o imagino fazendo aquelas caretas engraçadas tocando alguns temas desse disco ao vivo; deixo para o final os dois destaques individuais: James LaBrie fez um disco perfeito. Além de interpretar todos os personagens (é bom lembrar que isso aqui é uma ópera rock, com diversos personagens, teoricamente parecido com o que faz o Avantasia com 10 vocalistas diferentes, por exemplo), LaBrie não exagerou nas notas altas como tem costume e gravou um disco absolutamente correto. E John Petrucci... o grande idealizador da história, do conceito, o produtor e líder. Um monstro sagrado do instrumento (calma, fã! calma!) fez em The Astonishing alguns dos seus riffs e solos mais marcantes da carreira.
Como eu já escrevi, impossível aqui comentar faixa a faixa, o que digo é: se você gosta da banda, gosta de rock e metal progressivo, tire um tempo e escute o disco do início ao fim. 
A minha favorita? Our New World. Um hard rock melódico com um riff delicioso, as linhas de bateria são excelentes (old school, estilo Portnoy) e um refrão marcante. 
Outros destaques: a instrumental Dystopian Overture é um show à parte, com seus altos e baixos e clima circense. The Gift Of Music foi uma ótima escolha para primeiro single e The Answer é tão linda que dá até pena que ela não tenha nem 2 minutos. Eu gostei dessa abordagem mais circense também em Lord Nafaryus. As melodias iniciais the A Savior in the Square são emocionantes. A New Beginning também é um dos destaques do disco 1.
No disco 2 tem a já citada Our New World, a faixa que dá nome ao álbum, o segundo single Moment of Betrayal, a pesada The Walking Shadow e a emocionante Losing Faythe.
Meu lado fã daria uma nota 9 porque, como nem tudo é perfeito, 34 faixas é MUITA coisa e uma ou outra canção sempre acaba não sendo tão empolgante assim; nada que tire os méritos da história, dos músicos ou que arruine o andamento do disco. Meu lado blogueiro dá nota 9 também, pelos mesmos motivos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Som da semana: estreia solo de Abbath, tributo ao Metallica e despedida de David Bowie

FotorCreateda

O  ex-vocalista e guitarrista do Immortal, Abbath Doom Occulta (me amarro nesses nomes) se aventura em seu primeiro disco solo, autointitulado, após deixar a banda; mas não espere nada diferente de sua ex-banda. É o mesmo tipo de black metal e, sinceramente, é muito foda. Particularmente não sou um apreciador do gênero, mas o Immortal é uma banda que sempre gostei. O grande destaque do disco é Root of the Mountain, que alterna momentos mais lentos com outros mais rápidos, mas completamente cadenciada. To War é excelente e tem alguns riffs mais thrash e death metal por aqui e ali; Winter Bane e Fenrir Hunts são outras que merecem uma boa ouvida a todo volume.




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Tributo ao Metallica
Eu tenho um cansaço natural com discos tributo talvez porque uma minoria me agradou de verdade; acho que já vi muito mais discos bons de uma banda que decide gravar um disco de covers do que várias bandas interpretando o som de uma em um disco só. Aqui é meio diferente, em A Tribute to Metallica - Master of Puppets são 8 bandas interpretando somente um disco do Metallica, o clássico Master of Puppets. Destaques: Ensiferum em Battery, Tankard em Damage Inc., Bullet For My Valentine em Welcome Home (Sanitarium) e o Trivium em uma estupenda versão da faixa que dá nome ao disco. Já as outras 4 bandas não me agradaram e infelizmente o Mastodon está entre elas; sua versão de Orion me pareceu muito despretensiosa e deveras mal produzida. O Afflicted assassinou Leper Messiah com um timbre de guitarra horrível. John Garcia em That Thing That Should Not Me e Chimaira com Disposable Heroes não foram um total decepção mas também não fizeram nada demais.


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David Bowie

Agora que já passaram-se alguns dias de sua morte já posso postar algo relacionado a isso sem que as pessoas pensem que é "coisa do momento" ou "oportunismo"; eu já havia me manifestado que não gostei nem um pouco de Blackstar, o último disco do cantor lançado dois dias antes de sua morte. Reescutei o álbum para traçar essas linhas com o pensamento de que o cara já sabia que iria morrer e que, como disse seu produtor Tony Visconti, queria fazer um álbum de despedida. Consegui compreender toda a melancolia que envolve as 6 faixas, mas continuei não gostando do disco como um todo. Faço exceção à faixa Lazarus, que ao ouvir a letra e assistir ao vídeo fica perceptível a mensagem que Bowie quis passar para quem gosta de sua música e é um troço simplesmente emocionante a partir do momento em que você se toca sobre todas as mensagens - já não tão - subliminares da letra, uma verdadeira carta de despedida. O resto do álbum definitivamente não me agradou.
(não sei por qual motivo o link para o clipe original não podia ser postado)




quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Lost Society - a porradaria em "Braindead"

O Lost Society vem da Finlândia, foi formada em 2010 e chega a 2016 já lançando o terceiro disco completo, Braindead. A banda aposta no thrash metal com influências fortes das bandas dos anos 90 como Machine Head.

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Formada por Samy Elbana (vocal e guitarra), Mirko Lehtinen (baixo), Ossi Paananen (bateria) e Arttu Lesonen (guitarra), os caras acertaram em cheio na porradaria e algo que eu achei bastante legal foi terem colocado uma faixa mais cadenciada na abertura: I Am The Antidote, que mantem a pegada por mais de 6 minutos. Riot é dessas mais influenciada pelo thrash moderno, já Mad Torture volta à velha escola com aqueles riffs cavalgados e aquela bateria rápida de bumbo e caixa que todo thrasheiro se amarra. Uma das coisas interessantes desse disco é que os caras resolveram fazer uma homenagem ao Pantera e saíram completamente do lugar-comum: gravaram P.S.T. '88, do álbum Power Metal, de 1988, um dos discos que o Pantera fazia questão de não lembrar que existia. E a canção é ótima, sempre foi uma das minhas favoritas do Pantera.

Se algo próximo do que podemos chamar de balada neste disco é a faixa Only (My) Death is Certain, que de balada mesmo não tem nada, mas são 8 minutos de tensão e emoção em meio a momentos de calmaria e nervosismo.

O disco ainda tem Terror Hungry, uma versão meio feita para a rádio; não é ruim mas definitivamente não está dentre as melhores do disco. Sai completamente do clima e encerra de forma ruim.

Nota 8.0

domingo, 10 de janeiro de 2016

Primal Fear: resenha de "Rulebreaker"

Uma das banda mais constantes do heavy metal, o Primal Fear chega ao seu 11° disco em 18 anos. Uma marca importante considerando que os intervalos entre lançamentos estão cada vez maiores desde os anos 90 em todos os gêneros do rock, incluindo o heavy metal. 


O nome do álbum é Rulebreaker, e tem o lançamento previsto para fins de janeiro. A banda liderada por Mat Sinner (baixista e produtor do disco) e Ralf Scheepers (vocal) continua praticando aquele power/speed metal característico, cheio de riffs pesados, grooves empolgantes e melodias interessantes, tanto do ponto de vista melódico quanto do aspecto técnico. As duas faixas que abrem o álbum são o perfeito exemplo de tudo isso: Angels of Mercy e The End is Near.

Bullet & Tears tem riffs pesadíssimos; a faixa-título tem um refrão memorável e belos fraseados de guitarra, já dá para arriscar que nasce um novo clássico da banda; In Metal We Trust tem todas as características para se tornar um dos pontos altos do show: tem a parte da galera cantar junto, tem solos de guitarra dobrados, tem o solo de bateria antecedendo o último grande refrão e tudo o mais.
Um dos maiores destaques do trabalho é  We Walk Without Fear, um épico de pouco mais de 11 minutos com bela performance de todos os músicos em uma canção que passeia por uma verdadeira montanha russa de emoções: tem as partes pesadas, rápidas, lentas, dedilhadas, trechos com teclados e o final com belas melodias de guitarra.

The Sky Is Burning é a balada do álbum, tem uma pegada diferente do usual da banda e tem um excelente refrão.

A banda conta ainda com o baterista Francesco Jovino (que substituiu o brasileiro Aquiles Priester) e os guitarristas Tom Naumann e Magnus Karlsson.

Excelente trabalho.

Nota 8.5


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Full Metal Jacket: Anthrax - "For All Kings" é o melhor em muito tempo

Cinco anos após o excelente Worship Music, que trouxe o vocalista Joey Belladonna de volta à banda, o Anthrax reaparece no mercado fonográfico com For All Kings, seu melhor trabalho em muitos, muitos anos.

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Repaginado com uma nova formação, agora com o guitarrista solo Jon Donais no lugar de Rob Caggiano, acompanhando o guitarrista Scott Ian, o baixista Frank Bello e o baterista Charlie Benante, a banda apresenta um trabalho sólido e constante, sendo bom por inteiro e não alternando bons momentos com outros "nem tanto" como os discos lançados no meio dos anos 90 e na primeira década de 2000. Por outro lado, chega a ser estranho pensar que este é apenas o quarto disco do Anthrax lançado de 1998 até hoje. Já são quase 20 anos!

Se Worship Music serviu para mostrar que a banda "estava de volta" no sentido de lançar um grande disco, For All Kings veio para consolidar isso.

Riffs, bases e grooves animais, cozinha matadora e um vocalista que sabe colocar sua voz nos tons e momentos certos fazem desse disco um trabalho fácil de ser apreciado do início ao fim.

'You Gotta Believe' abre o trabalho com seus mais de 7 minutos de bateção de cabeça. Monster at the End dá uma desacelerada e prepara o caminho para a grooveada faixa-título.

Suzerain é pesada e melódica, Belladonna conseguiu colocar boas melodias vocais; 'This Battle Chose Us' soa mais tradicional enquanto 'Zero Tolerance' fecha o disco com uma porrada no ouvido.
A excelente 'Evil Twin', com riffs certeiros, teve sua letra inspirada nos ataques à sede da revista Charlie Hebdo, na França.

Valeu a espera, o Anthrax soltou um grande disco que consolida de vez a nova "velha" formação de um dos grandes do thrash metal mundial.

Nota 8.0



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Full Metal Jacket - Axel Rudi Pell: 2016 começou, "Game of Sins" é bom

O primeiro disco vazado de 2016, ainda no final de 2015, foi o do guitar hero alemão Axel Rudi Pell que chega ao seu 16° álbum solo, Game of Sins.

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Desnecessário pontuar a qualidade do cara como guitarrista, que neste disco é acompanhado pelo vocalista Johnny Gioeli, tecladista Ferdy Doernberg, baixista Volker Krawczac e pelo já lendário baterista Bobby Rondinelli (que já passou por Black Sabbath e Rainbow).

Após a intro Lenta Fortuna, segue a excelente Fire, uma perfeita e explosiva faixa de abertura, cheia de riffs pesados e um refrão de arena. Perfeito o caminho aberto para a ótima e old school Sons in the Night com sua letra à lá "Sons of Anarchy". Essa dobradinha na abertura caiu muito bem e pavimentou para a épica faixa-título, quase 9 minutos muito bem trabalhados e empolgantes.

Um disco do Axel Rudi Pell sem baladas não soa bem. Por isso não existe... e aqui elas estão representadas com a bela 'Lost in Love', além de 'Till the World Says Goodbye' e 'Forever Free', que se não chegam a ser baladas propriamente ditas, possuem aquele elemento obscuro, pesado e lento.

'Falling Star, The King of Fools' e 'Breaking the Rules' são três excelentes porradas, com ótimos riffs e que se destacam também pela performance do vocalista Johnny Gioeli.

O disco termina com um ótimo cover de 'All Along the Watchtower', clássico de Bob Dylan/Jimi Hendrix.

Axel vem mantendo um bom nível em seus discos e Game of Sins é um ótimo sucessor para Into the Storm, outro bom trabalho lançado há 2 anos.

Nota 7.5

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Bonded By Books: Metallica: All That Matters - Uma biografia jornalística

Tenho que admitir que não sou grande leitor de biografias e autobiografias. No meu histórico posso colocar menos de cinco lidas. Digo isso pra deixar claro que minha opinião não é a opinião de um especialista na área, mas, mesmo assim, tive vontade de falar sobre essa biografia em especial.

Terminei de ler esses dias e tenho que dizer que fiquei bem satisfeito. O livro é de leitura simples e direta. Achei uma biografia bem jornalística, digamos, por que o formato de escrita lembra bem textos e notícias de jornais.


All That Matters foi escrita pelo pesquisador e especialista em entrevistas Paul Stenning. Paul já escreveu mais de 20 livros, incluindo a biografia do Robert Pattinson, o que não é uma referência que considero muito louvável, mas vamos lá... Ele já escreveu diversas outras biografias, incluindo do Guns N’ Roses, AC\DC e Iron Maiden.

O livro é bem interessante. Eu nunca havia lido nada sobre o Metallica e achei rica a quantidade de informações fornecidas no livro, porém senti que careceu um pouco de pessoalidade, mas isso pode ser comum em biografias escritas por pessoas “de fora”. A preferência seria que fosse uma autobiografia. Mas mesmo assim recomendo a leitura.

O livro começa retratando de maneira sucinta e clara a infância e adolescência de James e Lars, cada um em sua realidade (que eram radicalmente diferentes); e, depois, conforme os outros membros foram brotando na história da banda, também é feita a breve descrição sobre a infância e adolescência dos mesmos.

Bem complicada a origem da banda. Os caras enfrentaram uma barra, grandes dificuldades no início da carreira. É muito admirável que eles tenham conseguido passar por tudo que passaram, das dificuldades financeiras à trágica morte de Cliff Burton, que foi um dos momentos mais tristes do livro, para mim.

A abordagem a respeito da criação de cada álbum da banda também é bem interessante. Paul ressalta a importância e o jeito de agir de cada produtor como um dos fatores da mudança de estilo que a banda tomou, diversas vezes, ao longo de sua carreira e também no amadurecimento musical e pessoal de cada um.

Outra coisa que tenho pra criticar nessa biografia foi um certo comedimento e, por que não, uma certa censura sobre determinados aspectos da vida da banda. Paul é um tanto reticente e deixa bem nas entrelinhas o envolvimento da banda com drogas, apenas comentando eventualmente e deixando subentendido. Talvez isso tenha acontecido justamente por que o livro foi escrito por uma pessoa “de fora” e não por uma pessoa que realmente estava dentro da banda.

O que aproxima os relatos do livro da intimidade da banda são os depoimentos de ex-membros, membros atuais da banda, ex-namoradas, produtores, amigos próximos, etc.

Vale a pena a leitura. É uma boa fonte de informação sobre a origem da banda, o movimento musical da época e um pouco sobre o estilo, mas não esperem nada muito denso ou profundo.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Equipe do Shogunidades elege os 5 Melhores álbuns de Tributo do Heavy Metal


Como todos devem saber, neste ano de 2014 foi lançado pela revista Rock Hard "This is your life" um dos discos mais aguardados do ano, por se tratar de uma homenagem póstuma a Ronnie James Dio, falecido em 2010. Aproveitando a boa repercussão do disco, nós que adoramos uma lista, decidimos pegar uma lista dos lançamentos mais proeminentes do gênero para dela eleger os 5 maiores tributos a artistas ou bandas de Metal de todos os tempos.


Confira abaixo o resultado da votação:



5º Lugar: Holy Dio: Tribute to Ronnie James Dio  



Lançado também pela revista Rock Hard em Parceira da Century Media Records, em 2000, este tributo conta com uma versão dupla. Algumas faixas deste tributo também estão na nova homenagem lançada neste ano.

Track list
Disc one:
"Don't Talk to Strangers" - Blind Guardian
"Kill the King" - Primal Fear
"Egypt (The Chains Are On)" - Doro
"Children of the Sea" - Jag Panzer
"Sign of the Southern Cross" - Fates Warning
"Rainbow Eyes" - Catch the Rainbow
"Long Live Rock 'n' Roll" - Gamma Ray
"Country Girl" - Dan Swanö/Peter Tägtgren
"Gates of Babylon" - Yngwie Malmsteen

Disc two:

"We Rock" - Grave Digger
"Man on the Silver Mountain" - HammerFall
"Holy Diver" - Holy Mother
"Kill the King" - Stratovarius
"Still I'm Sad" - Axel Rudi Pell
"Heaven and Hell" - Enola Gay
"Neon Knights" - Steel Prophet
"Shame on the Night" - Solitude Aeturnus
"The Last in Line" - Tenacious D
"The Temple of the King" - Angel Dust






4º Lugar: A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal



A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal Vol.I. II são dois albuns. lançados também em um volume único (CD duplo), ambos lançados em 1997. Nele inclui-se várias bandas que definitivamente são legendarias no metal, como Helloween , Overkill , Saxon , Kreator, Blind Guardian , Mercyful Fate e Testament.

Algumas faixas do tributo já tinham sido lançadas anteriormente pelas bandas.

Track list (Volume 1)

"The Hellion/Electric Eye" (Helloween)
"Saints in Hell" (Fates Warning)
"Victim of Changes" (Gamma Ray)
"Sinner" (Devin Townsend)
"The Ripper" (Mercyful Fate)
"Jawbreaker" (Rage)
"Night Crawler" (Radakka)
"Burnin' Up" (Doom Squad)
"A Touch of Evil" (Lion's Share)
"Rapid Fire" (Testament)
"Metal Gods" (U.D.O.)
"You've Got Another Thing Comin'" (Saxon)

Track list (Volume 2)

"The Ripper" (Iced Earth)
"Beyond the Realms of Death" (Blind Guardian)
"The Sentinel" (Heavens Gate)
"Love Bites" (Nevermore)
"Exciter" (Gamma Ray)
"Dissident Aggressor" (Forbidden)
"Painkiller" (Angra)
"Tyrant" (Overkill)
"Grinder" (Kreator)
"Dreamer Deceiver" (Skyclad)
"Bloodstone" (Stratovarius)
"Screaming for Vengeance" (Virgin Steele)
"Night Comes Down" (Leviathan)








3º Lugar: Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy



Lançado pela Eagle Records em 2000, "Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy" contava por diversos nomes do cenário heavy metal mundial, que formaram verdadeiros 'Dream Teams do metal' em tributo a Ozzy Osbourne.  Ou vai dizer que uma formação que conte com Tim "Ripper" Owens; Yngwie Malmsteen; Tim Bogert; Tommy Aldridge e Derek Sherinian, isso só pra citar a primeira faixa do disco, não é uma seleção do metal? 


Track list:

1 "Mr. Crowley" 
(Tim "Ripper" Owens / Yngwie Malmsteen / Tim Bogert / Tommy Aldridge / Derek Sherinian)
2 "Over The Mountain"
(Mark Slaughter / Brad Gillis / Gary Moon / Eric Singer / Paul Taylor)
3 "Desire"
(Lemmy Kilmister / Richie Kotzen / Tony Franklin / Vinnie Colaiuta)
4 "Crazy Train" (5'15")
(Dee Snider / Doug Aldrich / Tony Levin / Jason Bonham)
5 "Goodbye To Romance" (5'39")
(Lisa Loeb / Dweezil Zappa / Michael Porcaro / Stephen Ferrone / Michael Sherwood)
6 "Hellraiser"
(Joe Lynn Turner / Steve Lukather / Billy Sherwood / Jay Schellen / Paul Taylor)
7 "Shot In The Dark"
(Jeff Scott Soto / Bruce Kulick / Ricky Phillips / Pat Torpey / Derek Sherinian)
8 "Children Of The Grave"
(Jeff Martin / Paul Gilbert / John Alderete / Scott Travis)
9 "Paranoid"
(Vince Neil / George Lynch / Stu Hamm / Gregg Bissonette)
10 "Suicide Solution"
(Adam Paskowitz / Peter Perdichizzi / James Book / Nick Lucero)
11 "I Don't Know"
(Jack Blades / Reb Beach / Jeff Pilson / Bobby Blotzer / Paul Taylor)







2º Lugar: A Call to Irons - Tribute to Iron Maiden




Lançado em 1998, pela Dwell Records este é sem dúvidas o mais surpreendente de todos os tributos já feitos. "A Call to Irons" reúne bandas de Power Metal como o Steel Prophet, progressivo com o Opheth (com uma linda versão de "Remenber Tomorrow"), Doom metal com o Solitute Aeturns e até ícones do Death/black metal como: Vital Remains ("The Trooper" a minha favorita do disco), Absu.

A Call to Irons teve um segundo volume em 1999 mas sem o mesmo brilho do primeiro volume. Posteriormente A Call to Irons foi lançado como CD duplo reunindo os dois volumes.

Vol 1 - Track list

"Ides of March/Purgatory" (Steel Prophet) - 5:27
"Powerslave" (Ancient Wisdom) - 5:54
"The Trooper" (Vital Remains) - 4:06
"Genghis Khan" (Angel Corpse) - 3:27
"Hallowed Be Thy Name" (Solitude Aeturnus) - 7:34
"Phantom of the Opera" (New Eden) - 6:35
"Remember Tomorrow" (Opeth) - 5:01
"To Tame a Land" (Morgion) - 10:06
"Strange World" (Evoken) - 7:00
"Rime of the Ancient Mariner" (Opera IX) - 13:03
"Transylvania" (Absu) - 3:42






1º Lugar: Nativity in Black: A Tribute to Black Sabbath (1994)




Nativity in black - Tribute to Black Sabbath não é só o melhor tributo já feito aos pais do heavy metal. Também é o melhor tributo de todos os tempos.

Imagine a coisa. Estamos em 1994, numa época em que as coisas não iam muito bem no cenário do heavy metal mundial aí alguém resolve reunir algumas das bandas mais famosas da época para gravar um tributo ao Black Sabbath... Foda!


Um segundo volume foi lançado em 2000 seguindo a mesma fórmula de convocar as bandas mais conhecidas da época. Onde temos pérolas como o Pantera executando "Eletric Funeral" e o vacilo de por Busta Rhymes executando, no mal sentido, "Iron Man". Tem quem goste mas eu achei uma m...

Track list

1 "After Forever" — Biohazard
2 "Children of the Grave" — White Zombie
3 "Paranoid" — Megadeth
4 "Supernaut" — 1000 Homo DJs & Al Jourgensen
5 "Iron Man" — Ozzy Osbourne & Therapy?
6 "Lord of This World" — Corrosion of Conformity
7 "Symptom of the Universe" — Sepultura
8 "The Wizard" — Bullring Brummies
10 "Sabbath Bloody Sabbath" — Bruce Dickinson & Godspeed
11 "N.I.B." — Ugly Kid Joe
12 "War Pigs (Live)" — Faith No More
13 "Black Sabbath" — Type O Negative
14 "Solitude" — Cathedral (Somente na Versão Européia)




Curiosidades sobre o álbum de 1994: 

- O nome Nativity in black vem do suposto significado da música "N.I.B.".

- A banda Bullring Brummies que faz o cover da música The Wizard no 1º Disco, é composta por ninguem menos que Geezer Butler e Bill Ward, Rob Halford (vocalista) do Judas Priest, Scott "Wino" Weinrich (guitarrista) do Obsessed, Brian Tilse (guitarrista) do Fight e Jimmy Wood (guitarrista) do Harmônica.


Menções honrosas:

Sepultural feast - Tribute to Sepultura
We're a Happy Family: A Tribute to Ramones
Numbers of the Beast - Tribute to Iron Maiden (Feito nos mesmos moldes de "Bat Head Soup")

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Full Metal Jacket: A resenha de The Satanist do Behemoth (2014)

Como prometido 2014 é o ano em que o 'Shogunidades' dará ainda mais espaço para a musica. Estreia hoje mais uma coluna esta, dedicada e resenha dos principais lançamentos do ano.

Nada melhor que começar com o até aqui, principal lançamento de metal.

 'Full Metal Jacket' por Carlos Henrique.

Behemoth -The Satanist (2014)



No calendário do metal extremo, 2014 é o ano do Behemoth

Bom, amigos, antes de qualquer coisa, é um prazer estrear esta coluna aqui no Shogunidades onde o foco é trocar uma ideia sobre música, especificamente na área mais pesada do rock; o nome “Full Metal Jacket” é uma homenagem a um dos meus filmes favoritos (Nascido Para Matar, de Stanley Kubrick).

Para iniciar os trabalhos, quis escrever um pouco sobre o trabalho novo do Behemoth.

O metal extremo tem um público grande e fiel e um número tão grande quanto de bandas que são aguardadas com discos novos ano após ano. Do mainstream (se é que podemos usar este termo em um gênero como esse) ao underground, 2014 promete mais uma vez uma chuva de grandes lançamentos em todos os subgêneros da música extrema.

Ainda estamos em fevereiro e com mais 10 meses pela frente um nome surge como um dos fortes candidatos às já famosas – e a essa altura clássicas – listas de melhores do ano:

Trata-se de “The Satanist” dos poloneses do Behemoth.

O trio liderado por Adam ‘Nergal’ Darski (vocal e guitarra), que é acompanhado por Tomasz ‘Orion’ Wróblewski (baixo e voz) e Zbigniew Robert ‘Inferno’ Prominski (bateria), retorna com um trabalho inédito cerca de cinco anos após “Evangelion”, de 2009; durante esse tempo a banda foi pega de guarda baixa com um diagnóstico de leucemia no líder Nergal, que o fez passar por um forte tratamento até a sua cura, o que serviu de grande inspiração para a composição deste álbum.

Extremamente bem composto e com uma produção excelente, “The Satanist” dá uma aula de brutalidade sem precisar se render à clichês para soar extremo e impactante; já na abertura com ‘Blow Your Trumpets Gabriel’ podemos notar os ótimos timbres dos instrumentos nessa canção que prima pela morbidez e riffs lentos e instigantes, culminando em um final rápido e sensacional. ‘Furor Divinus’ tem três minutos de duração e é uma paulada do início ao fim, destaque para os vocais de Nergal que soam mais fortes que nunca. A destruição continua com ‘Messe Noire’, a minha favorita, que começa cadenciada e surge com um crescendo épico no final, digno de encerramento de show. Ótimo trabalho também do baterista Inferno – que assim como o baixista Orion, fez um grande trabalho no álbum todo.

‘Ora Pro Nobis Lucifer’ é daquelas canções que já nascem clássicas. Não vai demorar para se tornar mais um dos hinos do Behemoth – se é que já não se tornou. Riffs insanos, instrumental forte, grooves empolgantes com mudanças de tempo que faz com que os quase 6 minutos passem muito rapidamente.


Destaco também a faixa-título que tem um quê grande de Gojira, tanto no vocal como no instrumental, assim como ‘O Father O Satan O Sun!’; a faixa ‘Amen’ é um soco no estômago que vai saciar a parcela de fãs do metal extremo que gosta das bandas mais velozes do gênero. Restam ainda ‘Ben Sahar’ e ‘In The Abscence ov Light’ neste disco que já nasceu como um dos melhores trabalhos do Behemoth.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Headbanger - O que você está disposto a fazer para mudar algo no seu mundo? (Prepare-se para a guerra de verdade II)



Diego Frazão Torquato tocando violino no funeral do seu professor. O professor foi responsável por tirar crianças da violência por meio da música no Rio de Janeiro.


Diego Frazão Torquato, conhecido como Diego do Violino morreu em 2010. Desde muito pequeno, Diego conviveu com doenças, como a meningite. Segundo aqueles que conviveram com o menino, apesar da saúde fraca e da dura vida convivendo com a violência cotidiana disso, não perdeu o entusiasmo para a música. Diego ficou internacionalmente conhecido por esta foto em que chorou ao tocar no funeral de seu professor. Diego participou das oficinas do grupo em Parada de Lucas e se tornou a estrela da orquestra de cordas do Afroreggae. Sem dúvidas a musica teve um papel importante na vida desse menino e, não fosse sua saúde fraca, quem sabe até onde ele poderia chegar?

Esse professor se pudesse de alguma forma ter acesso a um video do compacto dos melhores momentos de sua pós vida, certamente ficaria feliz ao ver essa imagem. Ao ver a diferença que fez na vida de alguém.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. Mas para tudo na vida é preciso de um inicio. Ninguem vira fã do Cannibal Corpse por si só. É preciso que alguém apresente o artista. Eu não tenho dúvida que muitos de nós compartilhamos com outras pessoas nossa musica e temos prazer em ceder material para aqueles que nada tem para ouvir em casa ou simplesmente pouco conhece sobre Metal/Rock. Posso afirmar que eu já "converti" muita gente "pro nosso lado" e já salvei muita criança do mal gosto musical dos pais.

Entre os bangers eu sempre vejo muita reclamação, até fundamentada, sobre o tipo de musica e cultura absorvida entre os mais pobres. Até quem vive nessas comunidades se sente incomodado. Já vi até figura do underground carioca reclamando não só do mal gosto comportamental, mas defendendo até um "clareamento étnico" dentro do underground carioca. Isso num estado em que a imensa maioria da população é mestiça (Como essa declaração deplorável tem alguns anos eu torço que para essa ideia tenha mudado).
O ponto que eu quero chegar é que eu gostaria muito de ver músicos de nossos gênero agindo mais com as mãos na massa ensinando musica, do que reclamando e digitando nas redes sociais sobre o mal gosto alheio. Seria muito interessante se pessoas que saibam tocar, cedessem um pouquinho do seu tempo indo ensinar musica para crianças sem acesso a boa musica, que, por questões culturais e imposição midiática - Eu afirmo que o Funk, o Pagode, o Brega e toda musica de qualidade duvidosa é imposta ao pobre e favelado. Faz alguns anos o "funk" tornou-se a camisa-de-força do povo pobre usando um termo que li pela internet e achei muito apropriado. O povo carioca virou refém do "funk" carioca. E falo isso com propriedade por experiência própria. Até o samba, virou de certa forma, refém dos funqueiros e dos trejeitos do R&B americano - Já o favelado, este não está na favela porque quer. É porque ele não consegue comprar um apartamento (dizem que hoje ele consegue). Da mesma forma a "musica brega" e todos os seus derivados - inclusive o "funk" carioca - escravizam o povo, num semi-fascismo cultural, comandado por empresários do entretenimento dos mais diversos, desde os do interior do país até os das grandes corporações de mídia do Sudeste.

Eu tenho profundo ódio de projetos culturais que se limitem a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas tenho mais raiva ainda de quem tem conhecimento e se nega a ensinar, ou compartilhar.

Sempre se reclama da falta de espaços para tocar, da ausência de publico nos eventos. Sempre reclama do mal gosto alheio, da falta de educação alheia. Eu te pergunto, você estaria disposto a dar um pouco do seu tempo (in)útil indo dar aulas de musica? A melhor forma de mudar toda uma cultura é passando cultura. A melhor forma de aumentar o público interessado é aumentando pessoas interessadas em consumir cultural e economicamente dessa cultura. Por que não subir um morro pra dar aula de Heavy Metal para filho de favelado? Por que não ensinar nossa musica, nossa cultura e nossos valores?

Eu já disse uma vez que o Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. (De novo, não estou convocando ninguém a se filiar ao PCO, nunca, Jamais ever!). Heavy metal é por essência, som dos excluídos. Mas será que estamos fazendo jus às nossas raízes?

Talvez usar um pouco do seu tempo (in)útil passando conhecimento e arte faça mais a diferença que apoiar idiotas (in)uteis que vestem uma máscara e saem por ai quebrando o que vê pela frente.


O que você está disposto a fazer para mudar algo, nem que seja a vida de um único menino? Eu infelizmente não sei tocar, nem tenho muito conhecimento técnico para passar, mas no pouco que sei; e no muito material que tenho, se um dia na minha cremação (já deixo avisado que quero ser cremado) se existir uma criança chorando por mim, por tudo de positivo que eu pude passar pra ele. Minha vida inútil, teria valido a pena. Pelo menos eu "socializo minha empada cultural".


Então que tal levantar seu traseiro sujo e ir passar cultura a alguma criança? Que tal melhorar o mundo ajudando a formar pessoas melhores pra ele?


Faça como Jack Black, porra!





Também publicado no site Whiplash http://whiplash.net/materias/opinioes/192616.html



domingo, 28 de julho de 2013

Site especializado em Metal lista os lançamentos programados para o mês de agosto de 2013

O site Metal Storm compilou uma lista dos lançamentos programados para o mês de agosto. Confira abaixo o que vem por aí.

Debauchery - Kings Of Carnage
Shaman - Nocturnal
Trivium - Vengeance Falls 01.08
Ulver - Messe I.X-VI.X 01.08
Condor - Condor 02.08
The Defiled - Daggers 02.08
Exhumed - Necrocracy 02.08
ASP - Maskenhaft 02.08
Parasite Inc. - Time Tears Down 06.08
Last Chance To Reason - Level 3 06.08
Newsted - Heavy Metal Music 06.08
iwrestledabearonce - Late For Nothing 06.08
Revocation - Revocation 06.08
Asking Alexandria - From Death To Destiny 08.08
Grave - Morbid Ascent [EP] 08.08
Rosetta - The Anaesthete 09.08
We Butter The Bread With Butter - Goldkinder 09.08
Metallica - Metallica Through The Never [DVD] 10.08
WarCry - Inmortal 13.08
Eminence - The Stalker 16.08
Manowar - The Lord Of Steel Live [Live] 16.08
Fleshgod Apocalypse - Labyrinth 16.08
Saltatio Mortis - Das schwarze Einmaleins 16.08
End Of Green - The Painsidetream 16.08
Horseback - A Plague Of Knowing [Compilation] 16.08
Equilibrium - Waldschrein [EP] 19.08
Watain - The Wild Hunt 19.08
Evocation - Excised And Anatomised [EP] 20.08
Vasaeleth - All Uproarious Darkness [EP] 20.08
Soil - Whole 20.08
Born Of Osiris - Tomorrow We Die ∆live 20.08
Diamond Plate - Pulse 20.08
A.M.S.G. - Anti-Cosmic Tyranny 22.08
ReinXeed - A New World 23.08
Annihilator - Feast 23.08
Thränenkind - The Elk 23.08
ReVamp - Wild Card 23.08
Michael Monroe - Horns And Halos 23.08
Turisas - Turisas2013 23.08
Degradead - The Monster Within 23.08
Unshine - Dark Half Rising 26.08
Blackfield - Blackfield IV 27.08
Avenged Sevenfold - Hail To The King 27.08
Infernaeon - The Cancer Within 27.08
Hollow Haze - Countdown To Revenge 27.08
DevilDriver - Winter Kills 30.08
Gorguts - Colored Sands 30.08
Empyrium - Into The Pantheon [Live] 30.08
Empyrium - Into The Pantheon [DVD] 30.08
Kreator - Dying Alive [DVD] 30.08
Tarja - Colours In The Dark 30.08

Agosto promete! Aguardamos em especial pelos lançamentos do Fleshgod Apocalipse, Trivium, Annihilator, Soil e Exumed

sábado, 13 de julho de 2013

Dia mundial do rock: Colaboradores do blog elegem as melhores musicas de 2013 lançadas até aqui

Em comemoração ao dia internacional do Rock propus aos colaborados de blog que criassem uma lista com as 10 melhores musicas lançadas este ano de Rock/Metal.

Segue a lista com as mas citadas e ao final a lista de cada um:

Amon Amarth - Deceiver of the Gods




Black Sabbath - God is Dead? 


Alice in Chains - Stone


Evile - Underworld 
http://www.youtube.com/watch?v=gckfqefea_0 


The Winery Dogs - "Elevate"

Black Sabbath – Loner 

Orphaned Land - All Is One

Hatriot - And Your Children To Be Damned 

A lamentar o fato de nenhum artista nacional estar nessa lista. Culpa nossa? Acho que não. Talvez estejamos esperando pela ascensão do rock brasileiro.

A lista de cada um:

Marcos Vinicius Mesquita - Editor do Blog.

Amon Amarth - Deceiver of the Gods
Black Sabbath - God is Dead?
Circle II Circle - End of Emotion
Crisix - One by One
Evile - Underworld
Hatriot - And Your Children To Be Damned
Hypocrisy - Tales Of Thy Spineless
Saxon - Guardian of the Tomb
Soilwork - This Momentary Bliss
W.E.T - Rise Up


Léo Spellman - Colaborador do Blog

Saxon – Warriors Of The Road
Ghost – Secular Haze
Volbeat - Lola Montez
Volbeat - Lonesome Rider
Black Sabbath – Loner
Hatriot - And Your Children To Be Damned
Amon Amarth - Deceiver of the Gods
Enforcer - Run for Your Life
Alice in Chains – Stone
Fidlar - Cheap Bear

Pablo Rodrigo - Colaborador do Blog

Evile - Underworld
Hypocrisy - Soldier of Fortune
Hatchet - Fall From Grace
Suffocation - My Demise
Immolation - Keep the silence
Hate - Solarflesh
Amon Amarth - Deceiver of the Gods
Orphaned Land - All Is One

Daniel Duarte - Colaborador do Blog
(Elegeu apenas 5)


Amon amarth - Wolf
Autopsy - Mangled Far Below
Black Sabbath - Loner
Black Sabbath - God is Dead?
Orphaned Land - All is One

Carlos H Silva - Colaborador e colunistas do blog: That Rock music blog.

Volbeat - "Dead But Rising"
Ghost - "Monstrance Clock"
The Winery Dogs - "Elevate"
Darkthrone - "Leave no Cross Unturned"
Alice in Chains - "Stone"
Stone Sour - "Black John"
Black Sabbath - "God is Dead?"
Helloween - "Nabataea"
Tesseract - "Of Matter - Retrospect"
Steven Wilson - "Luminol"

Thiago de Queiroz - Colaborador (e fã de Alice In Chains...)

Alice in Chains - Stone
Alice in Chains - Phantom Limb
Alice in Chains - Hollow
Alice in Chains - Hung On A Hook
Queens of the Stone Age - My God is the Sun
Queens of the Stone Age - Fairweather Friends
Queens of the Stone Age - I Apper Missing
The Winery Dogs - Elevate
The Winery Dogs - Desire
The Winery Dogs - I'm No Angel




Você aí que passa o ano inteiro ouvindo pagode, funk, axé, sertanejo e está comemorando o dia rock. Eu quero mais é que você se foda, tá entendido?

sábado, 6 de julho de 2013

Recomendação Musical: Orphaned Land (Israel)


Eu particularmente sou apaixonado quando alguma banda faz uso de escala árabe ou qualquer outro típo de escala exótica em composições de Heavy Metal. Melhor ainda quando a banda em questão o faz com tanta maestria que inverte os papeís: Incorpora o metal à musica árabe.

O Orphaned Land (Terra Orfanada) é uma banda israelense de Folk metal com fortes infuências da música tradicional do Oriente Médio.

Orphaned Land foi criado em 1991 com o nome "Resurrection". Em 1992, depois de algum tempo passando "á procura de um som próprio", a banda focou-se na cultura do Oriente Médio. Adotaram o nome de Orphaned Land e o seu estilo foi-se aproximando do chamado "oriental metal". A sua música combina Death metal e metal progressivo a elementos da música folclórica do Oriente Médio e filosofias.

Discografia:


Judeus, muçulmanos e cristãos juntos. Utópico...

Uma curiosidade: Em suas fotos promocionais a banda vem tentando retratar as tres religiões que "dividem" Israel (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) unidas.

Preste atenção nas mãos do vocalista na foto. Essa posição de dois dedos da mão direita apontando pra cima e dois dedos da esquerda apontando pra baixo representa a ligação do Céu com a Terra. A imagem tenta mostrar que as três religiões fazem isso.





quarta-feira, 17 de abril de 2013

Petição pede substituição do Hino Nacional Brasileiro por "And Justice for all" do Metallica


Uma petição, na verdade um protesto bem humorado, pede que o hino nacional brasileiro seja substituído pela musica "And Justice For All" do Metallica no site de petições on line Avaaz.org.

O protesto se deve aos recentes casos de impunidade de políticos já condenados que continuam exercendo seu mandato.

A petição/protesto foi criada por Edgar C. com intuito de ser entregue à presidente Dilma.

Abaixo o texto que propõe a mudança:

"Todos sabemos pelo momento crítico que nosso país vem passando. A injustiça impera num país onde a impunidade, a corrupção e a Lei de Gerson são a regra e não a exceção. A Justiça só age quando tem interesses próprios motivando sua atitude, ou quando a comoção popular é muito grande. Chega de Justiça para poucos, queremos justiça para todos!"

O Hino Nacional Brasileiro, apesar de sua música linda, tem uma letra que raros brasileiros entendem. Seu vocabulário arcaico e rebuscado faz com que os brasileiros simplesmente cantem o hino por cantar, sem entender o que estão falando.

And Justice for All, do Metallica, é escrito em bom inglês, a língua universal dos dias de hoje, e trás uma letra marcante que clama por justiça.


Abaixo a tradução mostra como o povo deve clamar por justiça.
JUSTIÇA PARA TODOS!

Corredores da justiça pintados de verde
Dinheiro manda
Lobos poderosos cercam sua porta
Ouça-os rastejando
Em breve você irá satisfazer a fome deles
Eles devoram
O martelo da justiça te esmaga
Abuso de poder

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que você paga
Nada pode te salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

A apatia é o que os sustenta
Tão insensíveis
Hostilidade escondida no interior
Tão enganador
Através de seus olhos suas luzes queimam
Esperando encontrar
Inquisição te afundando
Com mentes curiosas

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que você paga
Nada pode te salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

A senhora justiça foi violentada
Assassino da verdade
Rolos de fita vermelha fecham sua boca
Agora você já era
O dinheiro deles controla a balança novamente
Faça seu negócio
O que é verdade? Não consigo dizer
Não consigo sentir

O máximo da vaidade
Explorando sua supremacia
Não consigo acreditar nas coisas que você diz
Não consigo acreditar
Não consigo acreditar no preço que nós pagamos
E nada pode nos salvar

A justiça está perdida
A justiça está violentada
A justiça se foi
Puxando suas cordas
Justiça é feita
Não buscando a verdade
Vitória é tudo
Parece tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

Sem procurar a verdade
Vitória é tudo
Acha isso tão cruel
Tão verdadeiro
Tão real

Se você também concorda com essa substituição de hinos, assine a petição: http://www.avaaz.org/po/petition/Peticao_para_substituir_o_Hino_Nacional_Brasileiro_por_And_Justice_For_All_do_Metallica/?ciSeCeb



"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)