Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Iron Maiden: The Book of Souls faz a espera valer a pena

Uma coisa já é praticamente consenso: The Book of Souls é o melhor trabalho do Maiden desde Brave New World (2000).

O fato é que os anos passam e as bandas antigas ficam cada vez mais tempo sem lançar álbuns novos de estúdio – a indústria fonográfica mudou radicalmente nos últimos 20 anos e o fato de shows terem passado a ser a maior fonte de renda de uma banda ajudou nisso -, e os fãs do Iron Maiden aguardam ansiosos há cinco anos, desde The Final Frontier, por um novo trabalho do sexteto britânico.

O recente diagnóstico de câncer na língua do vocalista Bruce Dickinson assustou a todos, que temeram não só pela saúde do baixinho, mas como por um atraso longo na gravação e lançamento. Porém, a doença foi descoberta após as gravações – o que faz admirarmos ainda mais a performance vocal de Bruce no disco.

Mas eis que após a recuperação do vocalista, o Iron Maiden lançou finalmente The Book of Souls, com produção do “sétimo membro” Kevin Shirley, e gravado em Paris, no mesmo estúdio onde fizeram o já clássico e citado Brave New World.

A capa com o Eddie simples e um fundo preto chamou atenção dos fãs.


If Eternity Should Fail, composição de Bruce, é a abertura. Diferente do que se espera do Iron Maiden, uma introdução climática, com Bruce cantando sozinho, até que depois de um minuto e meio a velha Donzela surge com seus riffs cavalgados e guitarras “gêmeas”. Um refrão que com certeza será cantado por estádios lotados pelo mundo todo. Destaco também Nicko McBrain, um dos bateristas mais reconhecíveis da história. Ele tem o som dele, o tom dele e você sabe exatamente que é ele tocando com no máximo duas batidas. Trabalha para a canção e ao mesmo tempo se destaca.

Speed of Light foi escolhida para primeiro single e não é de se estranhar, uma das faixas mais curtas e diretas do disco; tem boas influências do hard rock setentista nos riffs (um quêzinho de Blackmore aqui e ali). Típica canção que vai entrar para o hall dos clássicos compostos em parceria do vocalista com Adrian Smith, um dos três donos das seis cordas do grupo.

The Great Unknown é a primeira faixa que o baixista – e CEO da banda - Steve Harris assina a aparecer. Parceria com Smith e lembra os tempos de A Matter of Life and Death (2006). Outro refrão que vai soar bem ao vivo e belos solos. É de praxe em todo disco do Maiden ter o grande épico do baixista – e aqui ele vem logo na quarta faixa, com The Red and the Black, que já inicia com acordes de baixo (que se repetem no final) e não há dúvidas que será uma das que marcarão presença no novo set list da banda. Tem tudo para levantar a plateia com seu ôoo-ôoo-ôoo. A sequência de solos é arrebatadora e uma das guitarras seguindo o vocal de Bruce pela canção deu um algo a mais na faixa.

When the River Runs Deep parece ter saído direto da fase Somewhere in Time (1986) e Seventh Son of a Seventh Son (1988), mais uma composição de Adrian Smith – aliás, já deu para perceber que o cara é um dos destaques aqui. Direta, rápida, pesada e com mais riffs setentistas no meio. Tem cara daquelas canções que Steve Harris colocará no show logo depois de algum grande épico para dar aquela agitada no público. O primeiro CD termina com a faixa-título com seus mais de dez minutos de duração. Dramática, tensa, é praticamente dividida em duas partes: a primeira mais teatral e enternecedora, enquanto a segunda parte é o típico Maiden de solos e bases rápidas com Bruce cantando até a alma no final. Ponto para Janick Gers, parte do trio de guitarristas, que assina a canção com Harris.

O segundo CD vem com outra típica composição de Smith/Dickinson: Death or Glory. Uma paulada de respeito, com esse título Manowarzístico e um refrão onde Bruce me faz ter a certeza de que ele é o maior vocalista de heavy metal de todos os tempos. Não é a canção onde ele alcança os maiores tons nem nada disso, é apenas pelo simples encaixe de melodias e performance vocal, aliados a idade do vocalista (é só parar para pensar em como estavam as vozes de outros grandes nomes do heavy metal aos 57 anos). Agora é a vez de Janick Gers aparecer novamente em parceria com Harris para Shadows of the Valley; impossível não lembrar de “Wasted Years” na introdução. Curiosamente, apesar dessa lembrança dos “Golden years”, a faixa como um todo me lembrou o álbum Dance of Death (2003). É boa.

Tears of a Clown é aquela que homenageia Robin Willians (comediante americano que se matou devido à depressão) que não é bem uma homenagem a Robin Williams. A situação de um comediante ter depressão e acabar cometendo suicídio por isso inspirou a composição de Smith e Harris (que dupla!). Musicalmente é uma das canções mais interessantes de toda a discografia do Iron Maiden por explorar um território de tempos mais quebrados e um ritmo lento. O Maiden vem constantemente sendo classificado como uma banda mais progressiva nos últimos 20 anos devido às canções mais longas com longas introduções, que já viraram características da banda. Mas foi com essa canção, a mais curta aqui, que o Iron Maiden realmente abraçou o prog. O refrão dramático com mais uma performance matadora de Bruce – ao mesmo tempo que lembra “Coming Home”, de The Final Frontier (2010), lembra também algo da carreira solo de Bruce – coroa a faixa.

Vamos chegando ao fim dessa grande obra dramática que é The Book of Souls. É como se fosse a trilha sonora de um filme. Eu até agora não consegui escutar as faixas aleatoriamente. Quando começo escutar a primeira vou até a última e uma hora e meia passam como num piscar de olhos. The Man of Sorrows é uma parceria de Dave Murray, mais um dos guitarristas, que raramente assina alguma música nos discos da banda, com Steve Harris. É uma pseudo-balada, que evolui de belas melodias de guitarra e vocal no início para uma levada trágica (no sentido dramático da coisa) que vai até o fim.

E por fim, talvez a mais aguardada, Empire of the Clouds. O álbum começa e termina com composições de Bruce Dickinson sozinho. Com mais de 18 minutos de duração era a mais esperada pelos fãs a ser ouvida, justamente pelo seu tamanho, que já é a maior faixa gravada pelo Iron Maiden. Há quem esperasse algo na linha de “Rime of the Ancient Mariner” (de Powerslave, 1984), mas o que veio surpreendeu a muitos: pianos tocados pelo próprio Bruce dominam a faixa até cerca dos 4 minutos, quando o resto da banda entra de vez. As melodias vocais são incríveis e daquelas que já ficam na cabeça de primeira. A letra é tocante e a interpretação magnânima. O instrumental não deixa a peteca cair em momento nenhum. Seja nas partes lentas, rápidas, nas partes mais progressivas ou épicas. Seria um deleite assistir essa canção ao vivo, mas duvido muito que seja incluída no set list. Encerramento digno de um trabalho sem igual na história da banda.

A capa com o Eddie original foi criado por Mark Wilkinson e chamou atenção pela simplicidade. Nada de grandes desenhos. Apenas Eddie e um fundo preto. Um belo contraste com o disco que é uma verdadeira viagem de grandes emoções.

Nota 9.


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Equipe do Shogunidades elege os 5 Melhores álbuns de Tributo do Heavy Metal


Como todos devem saber, neste ano de 2014 foi lançado pela revista Rock Hard "This is your life" um dos discos mais aguardados do ano, por se tratar de uma homenagem póstuma a Ronnie James Dio, falecido em 2010. Aproveitando a boa repercussão do disco, nós que adoramos uma lista, decidimos pegar uma lista dos lançamentos mais proeminentes do gênero para dela eleger os 5 maiores tributos a artistas ou bandas de Metal de todos os tempos.


Confira abaixo o resultado da votação:



5º Lugar: Holy Dio: Tribute to Ronnie James Dio  



Lançado também pela revista Rock Hard em Parceira da Century Media Records, em 2000, este tributo conta com uma versão dupla. Algumas faixas deste tributo também estão na nova homenagem lançada neste ano.

Track list
Disc one:
"Don't Talk to Strangers" - Blind Guardian
"Kill the King" - Primal Fear
"Egypt (The Chains Are On)" - Doro
"Children of the Sea" - Jag Panzer
"Sign of the Southern Cross" - Fates Warning
"Rainbow Eyes" - Catch the Rainbow
"Long Live Rock 'n' Roll" - Gamma Ray
"Country Girl" - Dan Swanö/Peter Tägtgren
"Gates of Babylon" - Yngwie Malmsteen

Disc two:

"We Rock" - Grave Digger
"Man on the Silver Mountain" - HammerFall
"Holy Diver" - Holy Mother
"Kill the King" - Stratovarius
"Still I'm Sad" - Axel Rudi Pell
"Heaven and Hell" - Enola Gay
"Neon Knights" - Steel Prophet
"Shame on the Night" - Solitude Aeturnus
"The Last in Line" - Tenacious D
"The Temple of the King" - Angel Dust






4º Lugar: A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal



A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal Vol.I. II são dois albuns. lançados também em um volume único (CD duplo), ambos lançados em 1997. Nele inclui-se várias bandas que definitivamente são legendarias no metal, como Helloween , Overkill , Saxon , Kreator, Blind Guardian , Mercyful Fate e Testament.

Algumas faixas do tributo já tinham sido lançadas anteriormente pelas bandas.

Track list (Volume 1)

"The Hellion/Electric Eye" (Helloween)
"Saints in Hell" (Fates Warning)
"Victim of Changes" (Gamma Ray)
"Sinner" (Devin Townsend)
"The Ripper" (Mercyful Fate)
"Jawbreaker" (Rage)
"Night Crawler" (Radakka)
"Burnin' Up" (Doom Squad)
"A Touch of Evil" (Lion's Share)
"Rapid Fire" (Testament)
"Metal Gods" (U.D.O.)
"You've Got Another Thing Comin'" (Saxon)

Track list (Volume 2)

"The Ripper" (Iced Earth)
"Beyond the Realms of Death" (Blind Guardian)
"The Sentinel" (Heavens Gate)
"Love Bites" (Nevermore)
"Exciter" (Gamma Ray)
"Dissident Aggressor" (Forbidden)
"Painkiller" (Angra)
"Tyrant" (Overkill)
"Grinder" (Kreator)
"Dreamer Deceiver" (Skyclad)
"Bloodstone" (Stratovarius)
"Screaming for Vengeance" (Virgin Steele)
"Night Comes Down" (Leviathan)








3º Lugar: Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy



Lançado pela Eagle Records em 2000, "Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy" contava por diversos nomes do cenário heavy metal mundial, que formaram verdadeiros 'Dream Teams do metal' em tributo a Ozzy Osbourne.  Ou vai dizer que uma formação que conte com Tim "Ripper" Owens; Yngwie Malmsteen; Tim Bogert; Tommy Aldridge e Derek Sherinian, isso só pra citar a primeira faixa do disco, não é uma seleção do metal? 


Track list:

1 "Mr. Crowley" 
(Tim "Ripper" Owens / Yngwie Malmsteen / Tim Bogert / Tommy Aldridge / Derek Sherinian)
2 "Over The Mountain"
(Mark Slaughter / Brad Gillis / Gary Moon / Eric Singer / Paul Taylor)
3 "Desire"
(Lemmy Kilmister / Richie Kotzen / Tony Franklin / Vinnie Colaiuta)
4 "Crazy Train" (5'15")
(Dee Snider / Doug Aldrich / Tony Levin / Jason Bonham)
5 "Goodbye To Romance" (5'39")
(Lisa Loeb / Dweezil Zappa / Michael Porcaro / Stephen Ferrone / Michael Sherwood)
6 "Hellraiser"
(Joe Lynn Turner / Steve Lukather / Billy Sherwood / Jay Schellen / Paul Taylor)
7 "Shot In The Dark"
(Jeff Scott Soto / Bruce Kulick / Ricky Phillips / Pat Torpey / Derek Sherinian)
8 "Children Of The Grave"
(Jeff Martin / Paul Gilbert / John Alderete / Scott Travis)
9 "Paranoid"
(Vince Neil / George Lynch / Stu Hamm / Gregg Bissonette)
10 "Suicide Solution"
(Adam Paskowitz / Peter Perdichizzi / James Book / Nick Lucero)
11 "I Don't Know"
(Jack Blades / Reb Beach / Jeff Pilson / Bobby Blotzer / Paul Taylor)







2º Lugar: A Call to Irons - Tribute to Iron Maiden




Lançado em 1998, pela Dwell Records este é sem dúvidas o mais surpreendente de todos os tributos já feitos. "A Call to Irons" reúne bandas de Power Metal como o Steel Prophet, progressivo com o Opheth (com uma linda versão de "Remenber Tomorrow"), Doom metal com o Solitute Aeturns e até ícones do Death/black metal como: Vital Remains ("The Trooper" a minha favorita do disco), Absu.

A Call to Irons teve um segundo volume em 1999 mas sem o mesmo brilho do primeiro volume. Posteriormente A Call to Irons foi lançado como CD duplo reunindo os dois volumes.

Vol 1 - Track list

"Ides of March/Purgatory" (Steel Prophet) - 5:27
"Powerslave" (Ancient Wisdom) - 5:54
"The Trooper" (Vital Remains) - 4:06
"Genghis Khan" (Angel Corpse) - 3:27
"Hallowed Be Thy Name" (Solitude Aeturnus) - 7:34
"Phantom of the Opera" (New Eden) - 6:35
"Remember Tomorrow" (Opeth) - 5:01
"To Tame a Land" (Morgion) - 10:06
"Strange World" (Evoken) - 7:00
"Rime of the Ancient Mariner" (Opera IX) - 13:03
"Transylvania" (Absu) - 3:42






1º Lugar: Nativity in Black: A Tribute to Black Sabbath (1994)




Nativity in black - Tribute to Black Sabbath não é só o melhor tributo já feito aos pais do heavy metal. Também é o melhor tributo de todos os tempos.

Imagine a coisa. Estamos em 1994, numa época em que as coisas não iam muito bem no cenário do heavy metal mundial aí alguém resolve reunir algumas das bandas mais famosas da época para gravar um tributo ao Black Sabbath... Foda!


Um segundo volume foi lançado em 2000 seguindo a mesma fórmula de convocar as bandas mais conhecidas da época. Onde temos pérolas como o Pantera executando "Eletric Funeral" e o vacilo de por Busta Rhymes executando, no mal sentido, "Iron Man". Tem quem goste mas eu achei uma m...

Track list

1 "After Forever" — Biohazard
2 "Children of the Grave" — White Zombie
3 "Paranoid" — Megadeth
4 "Supernaut" — 1000 Homo DJs & Al Jourgensen
5 "Iron Man" — Ozzy Osbourne & Therapy?
6 "Lord of This World" — Corrosion of Conformity
7 "Symptom of the Universe" — Sepultura
8 "The Wizard" — Bullring Brummies
10 "Sabbath Bloody Sabbath" — Bruce Dickinson & Godspeed
11 "N.I.B." — Ugly Kid Joe
12 "War Pigs (Live)" — Faith No More
13 "Black Sabbath" — Type O Negative
14 "Solitude" — Cathedral (Somente na Versão Européia)




Curiosidades sobre o álbum de 1994: 

- O nome Nativity in black vem do suposto significado da música "N.I.B.".

- A banda Bullring Brummies que faz o cover da música The Wizard no 1º Disco, é composta por ninguem menos que Geezer Butler e Bill Ward, Rob Halford (vocalista) do Judas Priest, Scott "Wino" Weinrich (guitarrista) do Obsessed, Brian Tilse (guitarrista) do Fight e Jimmy Wood (guitarrista) do Harmônica.


Menções honrosas:

Sepultural feast - Tribute to Sepultura
We're a Happy Family: A Tribute to Ramones
Numbers of the Beast - Tribute to Iron Maiden (Feito nos mesmos moldes de "Bat Head Soup")

segunda-feira, 28 de março de 2011

Site comprova informação do Shogunidades sobre incidente em show do Iron Maiden


O Site especializado em Rock Whiplash publicou uma foto que comprova nossa denûncia que além de os organizadores resolverem mudar o desenho das barricadas, isso faltando 30 minutos para a abertura dos portões, também as grades de proteção estarem unidas por prendedores de plástico ao invés de ganchos de metal.

A empresa organizadora do show do Iron Maiden a Time For Fun, é a mesma que organizou um show do Guns and Roses no qual o palco desabou antes do show começar.

É dessa forma que um público que paga caro por um pouco de entretenimento e atrações de boa qualidade é tratado. Enquanto isso certos seguimentos da imprensa preferem fazer sensacionalismo colocando a culpa nos fãs no incidente que gerou o tumulto, este sim protagonizado por alguns poucos presentes. Sem que ninguém saísse ferido.

Desorganização, amadorismo e tumulto provocam adiamento do show do Iron Maiden no Rio

Arena HSBC, totalmente lotada.


Por: Antônio Vargas

Em todos estes anos que eu acompanho e milito no cenário heavy metal, nunca vi tanta bagunça em um show como neste. Esse show serve de prova cabal da total falta de respeito para com o público, que beirou às 25000 pessoas. A produção e organização deste evento mostraram que são subdesenvolvidas.

Vamos aos fatos: abrindo os portões do show com quase uma hora em meia de atraso. Além das filas quilométricas que provocou nas imediações do HSBC Arena, e do tumulto provocado na hora em que abriram os portões; privou o público de assistir um bom show de abertura da banda Shadows Side.

Depois de 40 minutos começa toda a empolgação do público. Iron Maiden começa a sua entrada no palco com o vídeo que faz menção a idéia do Fim do Mundo. Ao iniciar o show com a música título do último cd “The Final Frontier”, a grade que colocaram para separar o público do palco não agüentou e cedeu e quase provocou uma catástrofe. Não sei se houve feridos. A banda continuou executando a música. Bruce Dickinson parou de cantar demonstrando preocupação com que via acontecer com o seu público. Ao finalizarem a parte instrumental, Bruce acalmou o público anunciando que a banda se retiraria do palco e que esperaria que a produção resolvesse o problema em 10 minutos. Passaram-se 30 minutos até que ele volta ao palco falando que a banda que o show estava cancelado e que se apresentaria na segunda feira por conta dos problemas de falta de segurança e estrutura oferecida.

Diante disso senhoras e senhores é que falo com propriedade: infelizmente há muito amadorismo em shows do cenário heavy metal de pequeno, médio e grande porte no Rio de Janeiro. É uma vergonha, uma total alta de respeito que tiveram com o público. Como irão reembolsar a grana dos irmãos headbangers que vieram de outros estados? Vão pagar o transporte destes prejudicados? Vão dar a chance da banda de abertura se reapresentar?
São perguntas que não querem calar!!

(Antonio Vargas é psicólogo e musico atuando no meio underground carioca)

Comentário do Blog: Não é a primeira vez que se cancela no Rio um show por falta de segurança, e isso no que eu considero um curto espaço de tempo (No show do Guns 'n Roses ocorreu o mesmo a estrutura que sustentava o palco poderia ceder e o show foi cancelado). A culpa é da banda que zelou pela segurança de todos; do público carioca, que pagou pelo ingresso mais barato mais de 200 R$?

Acho que não.

Mesmo que alguns (headbangers de verdade ou público modista) tenham se excedido tinham plena razão em protestar.

Vale lembrar que no Rio já houveram vários shows dessa banda sendo um com mais de 200 mil pessoas sem nenhum registro de problemas. Garanto que se fosse em um show de qualquer ídolo brega-popularesco nacional, contaríamos mortos.

Colhi informações preciosas com gente que esteve lá de que os organizadores resolveram mudar o desenho das barricadas faltando 30 minutos para a abertura dos portões além de as grades estarem unidas por prendedores de plástico ao invés de ganchos de metal.

Com a palavra os organizadores do evento, que até o momento se mantém calados.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)