Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

A torcida única no futebol carioca demonstra a preguiça e o descompromisso de nossas autoridades em combater a violência

Nossas autoridades não fazem a menor questão de disfarçar sua incompetência e principalmente sua PREGUIÇA em resolver qualquer tipo de problema que surja, ou seja criado peles próprios.

Tudo se resolve com uma canetada. Ou pior, se joga a culpa na falta de educação e põe a solução num futuro muito distante. Lembrando que a educação é provida e regulada pelo estado.

Torcida única não é sequer uma solução paliativa. É uma decisão tão frágil quanto tratar uma fratura exposta com um band aid.

 - Nada impede que torcedores de um time adversário apareçam nos arredores do estádio.

 - Nada impede que torcedores rivais comprem ingressos e vão para o estádio descaracterizados.

 O que essa liminar estúpida pretende é impor um absurdo toque de recolher às torcidas rivais.

 E lembrando somente: quem quer cometer crimes ou violência geralmente não se importa em descumprir leis e canetadas.

Quem é penalizado é o cidadão pacífico.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O dia após a comoção


Ontem assistimos a uma série de iniciativas generosas dos clubes brasileiros em relação à Chapecoense. Hoje ainda restando velar os corpos das vitimas do desastre a emoção começa a dar lugar à razão, ao bom senso e infelizmente a desconfiança.

Bom senso do Atlético Mineiro que pede para não jogar o último jogo contra a Chapecoense por óbvia inviabilidade emocional e técnica.

A razão da Comenbol que irá decidir no dia 21 de dezembro se acata ao pedido do Atletico Nacional de dar o título da Sulamericana à Chape. Essa decisão por mais bela que seja tem consequências. Como campeã a Chape estaria classificada para a fase de grupos da Libertadores e disputaria a Recopa contra o próprio Atletico Nacional.

A desconfiança após a proposta dos clubes brasileiros de isentar a Chapecoense de rebaixamento que precisa ser analisada pela CBF e leva a algumas questões. Será que se a Chapecoense terminar entre os quatro últimos o clube que terminar em 16º lugar aceitará ser rebaixado no lugar da equipe catarinense e não tentará entrar na justiça?

Lembrando que historicamente clubes e dirigentes sempre tiveram o mal habito de descumprir acordos, vide Eurico Miranda em 87 que traiu o clube dos 13 e aceitou a mudança de regras da Copa União no meio da competição pela CBF, o Sport Recife que entrou no mesmo ano na justiça para ter reconhecido um titulo que, moralmente, não é seu de direito.

O Gama que entrou na justiça para evitar um rebaixamento e criou toda a zona que resultou na Copa João Havelange. E todas as viradas de mesa que ocorreram.

E se o galo se recusa a jogar e algum esperto resolve usar regulamento pra tirar pontos dele? Alguém confia em dirigentes? A desconfiança e a cautela são justificáveis.

A prioridade em principio é em ajudar financeiramente o clube e as famílias das vitimas que precisarão ser minimamente indenizadas. É hora de cuidar de quem ficou.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Laicismo ou Perseguição Religiosa?

Provavelmente uma das ideias mais repetidas e defendidas, porém mal compreendidas, é a do estado laico. Frequentemente, a justificativa de que "O Estado é Laico" é usado com interesses muito mais escusos em jogo.

Recentemente, o jogador Neymar recebeu uma carta de reclamação do COI por usar uma faixa escrita "100% Jesus". Um vereador de São Paulo aproveitou a situação para criticar a ação do jogador nas redes sociais, partindo do princípio de que isso de alguma forma possui qualquer relação com o estado laico, e não com um regulamento privado feito pelo comitê organizador do evento.



É difícil pensar, entretanto, que princípio do laicismo demanda que manter a religião "na vida privada" significa suprimir qualquer manifestação de fé religiosa em lugares que não sejam a igreja e a própria casa. A intenção, aqui, parece ser a de simplesmente banir da vida pública qualquer manifestação de fé religiosa.

O que frequentemente parece escapar às discussões sobre o assunto é que laicismo não é sinônimo de ausência de fé religiosa e muito menos de supressão ou neutralidade. O Estado Laico é simplesmente uma forma de garantir a liberdade religiosa e, consequentemente, a liberdade de crença e de consciência.

Como diz Thomas Sowell, até mesmo o famoso "muro de separação entre igreja e estado" sequer existe na constituição americana. Tampouco se referia a qualquer princípio arcano, mas sim a uma situação com a qual os pais fundadores estavam bastante familiarizados. Acontece que a Inglaterra tinha uma igreja oficial, financiada com dinheiro dos impostos, e cujos membros e afiliados gozavam de certos privilégios legais. O que a primeira ementa fez foi simplesmente proibir o congresso americano de fazer o mesmo.

O laicismo é antes de tudo uma limitação ao estado, não ao indivíduo. É um poder de veto que impede a concessão de poder e de privilégios políticos a grupos ou seitas religiosas e que impede que o estado tenha uma religião oficial. Mas a imposição de neutralidade religiosa é uma conclusão que não deriva desta premissa. Seria como dizer que posso obrigar o meu vizinho a pintar sua casa de preto apenas porque a prefeitura não pode obrigá-lo a pintá-la de branco. Ou afirmar que o indivíduo não pode ostentar a bandeira de nenhuma ideologia ou partido político dentro de sua propriedade apenas porque a suástica nazista é proibida.

Da mesma forma, é inconsistente - se não desonesto - dizer que a constituição brasileira impõe a neutralidade religiosa a menos que a constituição assim o especifique. Mesmo sem conhecê-la, é difícil crer que assim o seja quando até mesmo nossas cédulas de real levam a inscrição "Deus seja louvado".

Alguns poderão dizer que isso fere o princípio do estado laico, assim como o fato de haver imagens religiosas em tribunais ou no congresso. Mas, novamente, o laicismo não impõe a neutralidade ou a supressão de fé religiosa, apenas proíbe a imposição de uma crença e de privilégios para grupos religiosos. Não é incomum, por exemplo, que nos EUA o Congresso e até mesmo a Suprema Corte comecem suas atividades com uma oração. Pesquisas de opinião também mostram que parte considerável da população norte americana já admitiu que não votaria em um presidente ateu. No entanto, nada disso muda o fato de que os EUA continuam sendo um dos países que mais respeitam a liberdade religiosa.

Outra ideia consiste em afirmar que, em um estado laico, a crença religiosa não deve interferir na política. Mesmo assim, é questionável se isso é realmente desejável, ou sequer possível. Boa parte da atmosfera moral da sociedade se baseia na religião predominante. Em muitos países islâmicos, por exemplo, as autoridades ainda fazem vista grossa a assassinatos por honra por considerá-los justificados.

É inegável de que, ao longo dos últimos séculos, diversos avanços civilizacionais importantíssimos foram alcançados, mas que, no entanto, não são universalmente aceitos. Dentre esses podemos citar a condenação da escravidão (o Estado Islâmico e outras seitas similares ainda permitem que se tenha escravas sexuais), da conquista militar, da pedofilia, dos assassinatos por honra, do racismo, da violência e da intolerância. Não é de todo improvável que tais avanços sejam defendidos baseados em preceitos religiosos. Nesses casos, a religião pode muito bem ser uma importante forma de defesa contra a tirania. Se, em um país altamente repressor e intolerante, alguém se dispuser a defender a liberdade e a tolerância baseando-se em princípios ou em uma moral religiosa, será que algum secularista ousaria se opor apenas porque sua defesa é de cunho religioso?

Leis devem ser defendidas ou atacadas por suas consequências, independente das motivações que levaram as pessoas a fazê-las. Se a lei é boa e a motivação é de cunho religioso, por que se opor? O que é difícil de entender é que tipo de princípio ou justificativa faz com que seja legítimo defender ou propor uma política ou uma legislação se motivada por razões ideológicas, mas ilegítimo se motivado por razões religiosas. Se tal princípio ou justificativa não existe, então é inconsistente dizer que há algo de ilegítimo em se propor uma política tendo-se por base alguma crença religiosa. 

Um exemplo para tornar mais claro. Se as pessoas que votaram contra a legalização do aborto o fizeram por considerá-lo imoral, e se elas o consideram imoral primariamente por influência da religião, seria de fato factível esperar que as convicções religiosas não interfiram no resultado da votação? Ou: por que o fato de terem votado desta forma haveria de ser incompatível com um estado laico?

Voltando um pouco no tempo, antes que escravidão pudesse ser legalmente abolida, foi necessário que a população aceitasse um código moral que considere a escravidão uma atitude abominável. E a religião é frequentemente o principal alicerce ao qual as pessoas se apegam quando há necessidade de se defender algum valor ou algum código de moralidade. Impedir que se faça isso no âmbito político não é laicismo, mas sim perseguição religiosa, pois é a exata antítese da liberdade de crença e de consciência. Impedir a manifestação de crença religiosa na arena política não fará com que as pessoas não as levem em consideração na hora de votar ou de apoiar suas causas ou bandeiras políticas. Muito pelo contrário: a manifestação aberta de crença religiosa não está em conflito com o estado laico, mas o confirma, uma vez que é exatamente o tipo de coisa que o indivíduo não pode fazer em um estado que não respeite a liberdade religiosa.

A polêmica causada durante a votação do Impeachment ilustra isso. Fez-se muita "polêmica" por causa de senadores que votaram em nome de Deus e da família, ainda que outros tenham dedicado seus votos a terroristas como Marighella e Che Guevara. Que princípio definidor do estado laico, exatamente, faz com que seja legítimo votar em nome de revolucionários assassinos e ideologias sanguinárias, mas ilegítimo votar em nome de Deus, da família ou de convicções religiosas?

terça-feira, 8 de julho de 2014

O que um Brasil 1 x 7 Alemanha, em Copa do Mundo em Nossa Casa Pode Ensinar

Uma derrota como essa pode inspirar uma revisão de valores. Tudo aquilo que aconteceu é um reflexo do país e de nosso povo.

Somos um povo acostumado a acreditar em aparências, coisas efêmeras. Somos imediatistas, e acreditamos no que funciona agora, mesmo que daqui a um tempo não funcione mais.

Não conhecemos o valor do planejamento. Não sabemos dar um passo para trás pensando em dar dois a frente em um futuro. Tudo tem que ser agora. O depois não nos interessa.

Somos coletivamente megalomaníacos. Temos anseios que sabemos serem irreais e mania de grandeza e ainda assim nos iludimos. Acreditamos em coisas como nome e tradição. Não valorizamos o trabalho árduo. Desmerecemos o que o outro faz para que pareçamos maiores. Gostamos da zona de conforto.

Temos prioridades distorcidas. Culpamos o acaso e diversos outros fatores por nossos erros. Julgamo-nos merecedores por puro capricho. Queremos sucesso sem pagar o preço. Não assumimos responsabilidades quando precisamos. Não sabemos ouvir.

Tudo isso hoje ficou claro na seleção brasileira com uma derrota acachapante. Só não esqueçamos que noventa minutos de jogo resumiram todos esses defeitos que possuímos enquanto povo.

Então, aproveitemos para pensar nesta derrota, pois podemos repensar nossos valores sem a necessidade de perder Guerras Mundiais, sofrer ataques atômicos ou desaparecermos em um holocausto. Ainda bem que temos a chance de repensar com uma derrota em uma partida de futebol.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Mercado consegue ser mais justo ao punir idiotas do que qualquer governo

Nessa última semana dois casos de racismo dentro do meio esportivo; Um deles na NBA outro no campeonato Espanhol envolvendo um brasileiro chamaram a atenção do mundo novamente ao tema gerando uma série de manifestações e reações. Duas delas exemplares, e que motivam este meu post de hoje; Já as demais completamente bizonhas, óbvio, praticadas por celebridades do Brasil. Que comento logo ao final deste texto.



Donald Sterling - O advogado que enriqueceu no setor imobiliário de Los Angeles e comanda a franquia com pior retrospecto histórico das ligas americanas (ainda que viva um ótimo momento) tem um longo currículo de problemas envolvendo racismo. Como ficou mais evidente na conversa com sua namorada (vazada, em um áudio recebido pelo site de fofoca TMZ e que motivou sua punição pela NBA) ao lhe dizer que não gostaria de ver negros no ginásio em jogos de seu time.

Em 2005, ele concordou em pagar US$ 2,73 milhões para resolver reclamações apresentadas ao Departamento de Justiça americano sobre práticas discriminatórias para alugar apartamentos. Ele se recusava a alugar seus imóveis para hispânicos, negros e famílias com crianças.

O dono dos Clippers também foi processado em 2009 pelo Departamento de Justiça por não alugar imóveis para não coreanos na vizinhança coreana de Los Angeles e por se recusar a alugar imóveis para negros em Beverly Hills. Outro processo que Sterling encara desde 2009 é a acusação do ex-diretor dos Clippers Elgin Baylor de demissão injusta, baseada em discriminação de raça e idade.

Punição justa e exemplar

Mas dessa vez a punição foi exemplar e definitiva: O comissário da NBA, Adam Silver, anunciou na tarde desta terça-feira que Donald Sterling, proprietário do Los Angeles Clippers, está suspenso por racismo pelo resto de sua vida e terá de pagar uma multa de US$ 2,5 milhões(cerca de R$ 5,5 mi), valor máximo para uma punição permitido pela constituição da Liga Americana de Basquete. O dinheiro será doado para organizações que lutam contra o racismo.

O comissário da NBA deixou claro que não decidiu a punição para Sterling sozinho. Ele escutou jogadores e técnicos, especialmente os dos Clippers.

Adam Silver já conversou com as autoridades para que Sterling seja obrigado a colocar à venda o time do Los Angeles Clippers.

Cerca de 15 patrocinadores já romperam contratos com o Clippers após a divulgação da conversa, entre eles a seguradora State Farm e a fabricante de carros Kia. Sobre isso, o comissário da NBA acredita que as marcas voltem ao time de Los Angeles.

Daniel Alves e a banana - No último domingo Daniel Alves foi o protagonista da partida entre Villarreal e Barcelona não por um lance bonito, mas por uma atitude curiosa. Um torcedor do Submarino Amarelo atirou uma banana no jogador, que se posicionava para cobrar o escanteio. O lateral do Barça, então, se aproximou da banana, a pegou e comeu. Numa atitude sensacional e debochada que deve ter deixado o torcedor idiota com cara de pateta.

A punição: Por meio de seu site oficial, o Villarreal informou que identificou o torcedor que atirou a banana e avisa, inclusive, que já tomou providências para que isto nunca mais se repita. "Graças às forças de segurança e à inestimável colaboração da exemplar torcida amarela, o clube já idenfiticou o autor (do ato racista) e decidiu retirar seu carnê de sócio, além de proibir seu acesso ao estádio El Madrigal pelo resto da vida", escreveu o Villarreal.

Perfeita a atitude do clube. E lamenta-se que entidades como a FIFA, UEFA, CONMEBOL e CBF, muito mais parecidas com órgãos estatais do que federações esportivas privadas (embora a CBF receba verbas públicas) não façam o mesmo que a NBA fez no caso de Sterling e no do torcedor do Villareal, banido pelo clube.

Nos dois casos fica evidente que a iniciativa privada consegue ser mais justa e eficiente ao punir imbecis do que qualquer medida governamental. Ao contrário dos ativistas de direitos humanos do Brasil eu não sou a favor de processos penais que envolvam prisão ou cárcere.

Se uma pessoa quer ser idiota e babaca que seja e aguente as consequências dos seus atos. O mercado pode se dar ao luxo de rejeitar clientes e sócios quando estes são prejudiciais ao crescimento do próprio mercado. A sociedade pode rejeitar esse comportamento o repudiando de forma mais educativa do que punir criminalmente alguém. Se ele pode querer não se relacionar com pessoas alvo de seu preconceito, a sociedade pode não querer se relacionar com ele.

O racismo além de um pensamento reprovável em todos os sentidos é um sentimento coletivista que impede o desenvolvimento do mercado,  da sociedade e do indivíduo alvo desse preconceito. E como já foi dito aqui inúmeras vezes o individuo é a menor minoria que existe no mundo, e a que merece a maior proteção de mentalidades coletivistas.

"O racismo: é a forma mais baixa e mais cruelmente primitiva de coletivismo. É a noção de atribuir significado moral, social ou político à linhagem genética de um homem - é a noção de que os traços caracterizadores e intelectuais de um homem são produzidos e transmitidos por sua química corporal interna. O que quer dizer, na prática, que um homem deve ser julgado, não por sua índole ou ações, mas pelas índoles e ações de um coletivo de antepassados." Ayn Rand


#somostodosmacacos? Pobre do macaco...



Agora falando dos selfies de celebridades brasileiras comendo banaca e criando a patética hashtag #somostodosmacacos.

Os macacos não merecem ser ofendidos dessa forma ao serem igualados a nós, raça humana.

Olha só. Vamos combinar uma coisa? Toda vez que artistas fizerem um gesto como tirar fotos com cartazes dizendo que não merecem determinada coisa ou comendo frutas, por exemplo. Nós, reles mortais não iremos repetir tais gestos por quê são RIDÍCULOS e no final só servem para atender a interesses pessoais desses mesmos artistas, que irão encher o rabo de dinheiro as custas de babacas como você. Que vai ficar com cara de trouxa quando descobrir o por que de tudo.

Combinado?

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Futebol: Hipocrisias e incoerências.


A mesma frase não causou tanto alvoroço em 2002. Outros tempos...


Não preciso explicar sobre a que fato estou me referindo. Foram vários iguais no último domingo que justificam o comentário abaixo:

Eu queria muito que o brasileiro tivesse essa gana toda por justiça quando é explorado e roubado descaradamente pelos governantes, seus amigos do setor privado, do que quando se sentem roubados no futebol.

Parabéns pela prioridade.

Já sobre o fato ocorrido no Maracanã ontem. Uma pena que o gol do titulo do Flamengo foi em claro impedimento - Entraria na história e seria épico exatamente como foi o gol de falta de Petkovic em 2001. O que não muda que ocorreram vários outros erros da arbitragem favorecendo o outro lado reclamante, embora eles finjam que não veem - e só consagra o fato de que este campeonato estadual foi um fiasco em campo e de público. Portanto, merecia ter o Vasco como vencedor ou o Fluminense, outro que adora ganhar no grito mas vive se fazendo de defensor da legalidade.

Já sobre os reclamantes, esse mesmo pessoal que ontem clamava por moralidade e justiça, costumam ser os mesmos que pedem a volta do nefasto Eurico Miranda. Devem estar saudosos de quando venciam com ajuda do apito, W.Os e das mutretas da época de Caixa D'água.

Ganhar roubado só é ruim quando não me favorece. A lei de Gerson serve para todos: Vencedores e vencidos.

Já sobre os demônios internos. Que cada um exorcize os seus


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Caso Portuguesa: O problema é a CBF e o conflito de interesses

No último domingo, a ESPN noticiou com exclusividade que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) condicionou um adiantamento de R$ 4 milhões à Portuguesa para que a equipe desistisse de tentar reverter a decisão do STJD que a rebaixou para a Série B no ano passado. O vice-presidente jurídico da equipe do Canindé, Orlando Cordeiro de Barros, afirmou nesta segunda-feira que irá entregar ao MP-SP (Ministério Público de São Paulo) os documentos que registram a proposta da entidade máxima do futebol brasileiro.

Link da matéria: http://www.espn.com.br/noticia/383084_exclusiva-cbf-propoe-adiantamento-financeiro-para-portuguesa-aceitar-serie-b 

Logo iniciou-se mais uma batalha de comentários e acusações entre torcedores. Cada um querendo defender seu clube em detrimento da causa principal que é a responsável pela zona que a que nos acostumamos a conviver: O mal que a CBF faz ao futebol brasileiro e aos clubes.

Em resposta aos torcedores que estão se digladiando nos fóruns de comentários dos portais de noticia esportiva e nas redes sociais:

1 - Não vejo o porque de o Fluminense ser citado neste caso. O que deve ser questionado é o fato de a unimed ser patrocinadora de do clube e da confederação, num claro conflito de interesses.

2 - A Globo é parceira da CBF e detém o MONOPÓLIO da transmissão do futebol Brasileiro e dos jogos da Seleção. não a toa se apressou em noticiar de que foi a portuguesa quem solicitou o adiantamento porém...

3 - Apesar de a portuguesa realmente ter solicitado o adiantamento, o documento enviado pela CBF deixa claro que o adiantamento será feito MEDIANTE a aceitação da portuguesa em desistir de seguir com qualquer processo na justiça e ficando responsável por fazer seus torcedores desistirem dos processos. Para muitos isso é considerado: Chantagem mas pode ser considerado aliciamento.

4 - Não consigo entender a lógica de alguns torcedores ao afirmar o seguinte argumento: "O Flamengo comprou a portuguesa, todo mundo sabe". Vejamos, se o erro cometido foi o mesmo, portanto o Flamengo está atrelado à portuguesa no que lhe acontecer. - Tanto é que foi igualmente condenado - Não há uma prova sequer de que o clube esteja envolvido diretamente nos processos da justiça comum, e e mesmo que fosse não estaria errado uma vez que a portuguesa está indo justiça e ele pode agir como parte interessada. Exatamente como o fluminense, que não tinha nada a ver com o julgamento do STJD, o fez e atuou como parte interessada.


OBS: - Na minha opinião Flamengo e Portuguesa estão equivocados em ir a justiça comum, porque erraram de forma bizonha e amadora. E mereciam alguma punição, mas não uma punição que alterasse o resultado obtido em campo. Mas assim é a "justiça" que nem sempre é moral. Já o Fluminense nunca esteve lutando por justiça ou pelo cumprimento das regras. Ele só está lutando pelo interesse próprio seguindo na contra-mão da história.

Não é nada diferente de movimentos sociais que pegam carona em rolezinhos e manifestações para favorecer seu interesse.

5 - Fulano que entrou na justiça contra decisão da justiça desportiva e federação y é ligado a sicrano torcedor de clube A, que está sendo prejudicado pelo clube b que foi beneficiado por federação y cujo o fulano presta serviço, e que é patrocinada pelo mesmo patrocinador do clube b. O procurador da justiça esportiva é torcedor do clube b.

Se vocês forem capazes de notar todo o imbróglio tem uma variante em comum: Conflito de interesses; um querendo valer de seus direitos mais do que o outro e todos esses conflitos envolvem a CBF.

O problema aqui é a CBF, então eu sugiro cordialmente que abandonem seu clubismo e foquem no real problema, a CBF, e todo o conflito de interesses em torno da questão. Um dia pode ser seu clube o prejudicado.

"Mentes grandes discutem ideias; Mentes medianas discutem acontecimentos; Mentes pequenas discutem pessoas." A pequenice da mente também vale pra quem discute de forma clubística.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Por mais absurda que seja a lei, deve ser cumprida, mas isto não significa que seja moral.

"Quando a lei e a moral estão em contradição, o cidadão se acha na cruel alternativa de perder a noção de moral ou de perder o respeito à lei." (Bastiat)

Torcedor do Fluminense ironiza rivais após decisão do STJD
É o retrato do que qualquer brasileiro faria, se pudesse.


"Dura lex, sede lex" - A expressão em latim diz que a lei é dura, mas deve ser cumprida. E eu concordo.

Não vou entrar no assunto explicando o código e os argumentos de Flamengo e Portuguesa, informação tem por ai e o código pode ser facilmente baixado na internet. Nem criticar a atitude de um HUMORISTA que é, coincidentemente, torcedor do Fluminense. O fato meus caros, é que a Portuguesa cometeu um erro crasso digno da incompetência dos dirigentes e políticos brasileiros. O Flamengo também errou, mas por erro de interpretação do código de justiça desportiva. Ao meu ver o clube passa por uma situação desnecessária pois o assunto já vinha sendo discutido na Gávea. E não custaria nada ter consultado alguém do STJD antes de escalar o atleta André Santos, que não é nenhum Messi, para uma partida que não valia mais nada a não ser a entrega das faixas entre Flamengo e Cruzeiro.

Questionar a lei como o Flamengo está fazendo nos tribunais é sempre válido, visto que o código do STJD é tão cheio de brechas e lacunas que permitem várias interpretações. Mas acho que ele infelizmente deve ser cumprido, por mais estúpido e mal feito que seja. Uma vez que os clubes em algum momento Flamengo e Portuguesa assinaram sua concordância com os termos de cumprimento. E se você concorda com algo tem que cumprir, ou então que fizessem como 87, em que em, momento algum os clubes disseram que cumpririam o regulamento imposto pela CBF.

O Flamengo errou e deve buscar a justiça para se defender, mas caso perca que cumpra a lei.



O fato do Fluminense estar sendo beneficiado só comprova o quanto o tal código é estúpido e mal feito, por eliminar aquilo que deveria ser seu maior comprometimento num torneio esportivo: MERITOCRACIA. Um clube que teve um péssimo desempenho na competição, que não fez nada certo durante todo o campeonato, que merecia ser rebaixado será beneficiado por um erro de um clube que fez tudo certo até antes da última rodada. Isto é extremamente anti ético, mas é a norma.

"Dura lex, sede lex", você pode questionar que se fosse o inverso o tribunal não seria tão rigoroso, pode criar várias teorias conspiratórias, questionar tudo e todos, o céu e o inferno e o mundo de todas as formas que eu irei concordar contigo. Sabemos bem que no nosso mundo a justiça não é cega e que para muitos a lei segue o principio de "Dura lex, sede latex" (Fernando Sabino) - A lei é dura, mas pode ceder dependendo da sua conta bancária ou poder politico. Questionar é sempre válido e lutar para mudar uma lei que se considera injusta é muito importante. Mas a decisão da justiça deve ser acatada.

Agora é preciso dar o nome aos bois. O Fluminense não entrou com o processo, não fez a denuncia, mas está se beneficiando da lei. E seu presidente não pode vir a público dizer que o "Fluminense não tem nada a ver com isso" se está participando ativamente do processo tendo um advogado seu atuando como parte interessada para garantir que o regulamento seja cumprido. Assumam pelo menos isso, que eu irei respeita-los.

Não é nada diferente de nossos parlamentares que ganham salários altíssimos e ainda gozam do direito de diversos tipos de auxílio: Terno, Residencial, Combustível. E ainda podem aumentar seu próprio salário anualmente. 


Pergunte quantos deles abrem mão destes benefícios. Que eu não saberia contar mais que cinco (que abrem mão apenas um ou dois destes benefícios - apenas um, declara, abrir mão de quase todos). Mas é a lei, está no papel e deve ser cumprida se a parte interessada achar que cabe.

Quantos brasileiros abririam mão desse direito se lhe fosse dado este direito? Eu te diria que bem poucos. Então, será que os protestos dos demais torcedores que bradam contra o Fluminense tem alguma moral? Seus clubes abririam mão deste beneficio se fossem eles os rebaixados? Eu duvido muito. Mas eu permito que os senhores mintam a vontade para mim e para si mesmos.

Só não me venham querer descontar sua frustração e falsa moral, por não serem beneficiados ou por terem a opinião contrariada pelo tribunal em cima os torcedores tricolores. Pois um dia os senhores terão a sua chance de provar sua honestidade e ética. E duvido muito que passarão no teste, assim como não abririam mão de terem benefícios como nossos políticos. Seu teto é de vidro. Agredir qualquer pessoa somente porque pensa diferente de você é estúpido, imoral e é crime!

Só não me venham então, tricolores posar de moralizadores, e de arautos do cumprimento das leis e da justiça. Vocês sabem que não tem mérito algum em gozarem da permanência na primeira divisão. E isso será lembrado em todos os jogos que seu time disputar. Mas gozar dessa lei que é dura e ao mesmo tempo anti ética e anti meritocrática é seu direito.  Se pudessem não hesitariam a não cumprir, fossem vocês os prejudicados. Façam uso deste direito. Só espero viver para ver o contrário acontecer e ver muitos dos que estão posando de legalistas pedirem um relaxamento nos rigores da lei.

Nem tudo que é direito é moral.

Como eu queria que os senhores, dos dois lados, virassem essa indignação e essa moralidade para o lado de quem realmente está se beneficiando às suas custas desde sempre.



"A ausência da ética deixa um vácuo onde se propaga a onda da corrupçao" - (Antonio Gomes Lacerda)


Para encerrar compartilho essa palavras do meu amigo, quase irmão João Claudio Villa Gomes que é tricolor de coração:

"Fico realmente triste em ver pessoas que acham normal esse papo de tricolor entrar na porrada por vestir a camisa do seu clube, ou achar natural que o Fluminense seja responsavel por todos os podres de um futebol Brasileiro que a historia nos mostra que é muito corrupto. Mas o que me deixa mais triste é ver pessoas achando um processo natural e ate ficar incentivando que tricolores entrem na porrada. Umas das coisas que mais gosto de fazer é usar cada uma das minhas centenas camisas do Flu e vou continuar usando, e ah daquele que se acharem no direito de colocar a mão em mim, vou fazer valer o direito que tenho de me defender de um animal desses!!!" 

E faço um adendo, ele e outros tantos amigos que, assim como minha própria mãe são tricolores. Ai de quem ousar relar um dedo neles.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Torcidas Organizadas - Pra que Bom Senso?

Briga mancha última rodada do Brasileirão


Membros das organizadas de Atlético-PR e Vasco se enfrentaram na arquibancada da Arena Joinville

A partida do último domingo entre Atlético-PR e Vasco ficou marcada pelas cenas de selvageria vistas nas arquibancadas da Arena Joinville.

Em seu site oficial, torcida Os Fanáticos avisou que a excursão para a cidade catarinense não teria mulheres nem crianças devido ao “alto risco de confrontos”.

A briga envolvendo vascaínos e corintianos, dia 25 de agosto, em Brasília, não foi o suficiente para o clube de São Januário rever a relação com as organizadas. A diretoria manteve o subsídio aos torcedores e trabalhou com o desconto de 50% nos ingressos em Santa Catarina.

Fonte: http://zip.net/bjlKYx



Comentário: Esse ano às organizadas deram um show: Uma organizada do Corinthians ASSASSINOU um garoto na Bolívia com sinalizador. As organizadas do cruzeiro brigaram entre si e estragaram a própria festa do título. As do flamengo brigaram entre si pela milésima vez; a do Vasco protagonizou duas brigas em rede nacional, uma em Brasilia, com pais e filhos no meio e em Joinville com a organizada do Atlético paranaense que na final da Copa do Brasil em Curitiba atacou o torcedor povão (torcedor não organizado), apanharam em rede nacional de uns vinte gatos pingados do Vasco. Saldo: dois fu... pra cada lado.

Tem quem evoque que o policiamento nos estádios deve ser particular. Deveria sim, mas como isso num pais em que o porte de armas é restrito?

Futebol, como outros esportes no Brasil, é um evento público, patrocinado por entidade privada, neste caso a CBF. Não interessa se o estádio foi alugado ou não, o jogo era do campeonato brasileiro, organizado pela CBF.

E ano que vem tem a mancha verde de volta. Viva a 2014, na Copa do Mundo nossas autoridades pintarão o mundo perfeito. Mas nos estádios e nos campeonatos fora do "Padrão Fifa" nada mudará.

"Mas a torcida faz parte do espetáculo"

E ainda há quem defenda a festa das organizadas. Então, viva a os defensores "românticos" da festa das organizadas, viva ao voyerismo doentio de quem considera um plus ao seu ingresso de jogo de futebol assistir a pancadaria das organizadas.

Uma pena que quem defenda isso muitas vezes não participe, talvez por mera frouxidão moral, quem sabe um traumatismo craniano não pudesse acertar o parafuso solto desse tipo de "torcedor".

Se bem que num mundo em que o GTA é um dos jogos líderes de venda. Pra que bom senso?

Bonito mesmo é a pancadaria. Os dirigentes do futebol-BR parecem pensar igual, ou seja. Não pensam...

Já eu, ontem, torci muito que alguém morresse pra servir de exemplo. Os caras não dão valor a própria vida, porque eu vou dar?

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Marcelo Freixo e Bebeto criam Ingressos populares a 30%. Quando o cão raivoso do estado morde a mão nada invisível do futebol.

Em nenhum lugar decente do mundo futebol é tratado como politica pública. Justiça social se faz com acesso a educação e saúde de qualidade. Não com acesso fácil a jogo de futebol em detrimento de uma parcela que vai arcar com o custo, pesado, dessa benevolência estatal.

O mesmo estado que privatizou o maracanã após termos pago mais de 1 bilhão nele, sem que esse dinheiro retornasse aos cofres, e ainda causou o encarecimento dos custos de uso do estádio.

O projeto é de 2011, mas honestamente essa quizumba toda há 11 meses de uma eleição fica muito difícil de não chamar de oportunismo

PROJETO DE LEI Nº 1165/2011

"Art. 1° – Os gestores, administradores e concessionários de estádios de futebol, arenas e outros equipamentos esportivos que, em sua construção ou reforma, tenham recebido isenções ou outras modalidades de benefício fiscal, outorgados pela União, Estado do Rio de Janeiro ou Prefeituras, deverão reservar, em cada evento desportivo que sediarem, 30% dos ingressos para serem comercializados a preços populares."

Art. 2º – Os ingressos a preços populares serão destinados as pessoas relacionadas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, regulamentado pelo Decreto Nº 6.135, de 26 de junho de 2007, ou beneficiadas pelo Programa Renda Melhor, instituído pela Lei Estadual N° 6.088, de 25 de novembro de 2011.

Art. 3° – Para aquisição de ingressos a preços populares o beneficiado deverá apresentar, nos postos de venda indicados pelo promotor do evento esportivo, documento de identificação com foto e comprovante de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal ou no Programa Renda Melhor do Governo Estadual.

Art. 4° – O valor cobrado pelos ingressos comercializados a preços populares não poderá exceder a 30% do valor do ingresso mais barato disponível ao público em geral.

Art. 5° – Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação. .

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 15 de Dezembro de 2011.

MARCELO FREIXO DEPUTADO ESTADUAL

BEBETO DEPUTADO ESTADUAL

JUSTIFICATIVA

O objetivo da presente proposição é preservar o caráter popular do futebol, fazendo-lhe inclusive de modelo para outras modalidades esportivas. Por isso, a defesa de cota de 30% de ingressos a preços populares não apenas para estádios e arenas, mas para o conjunto de equipamentos esportivos. Com inspiração em propostas da Associação Nacional de Torcedores e Torcedoras (ANT), esse projeto de lei versa sobre a democratização do esporte no país, atentando-se ao exemplo do futebol, que é um patrimônio cultural do povo brasileiro, responsável pela criação de um estilo único e inigualável de jogar e também de torcer reconhecidos mundialmente. A exclusão do povo dos estádios impede os inventores deste patrimônio de usufruírem do mesmo e põe em risco a reprodução da relação especial existente entre o povo brasileiro e o futebol. A maior parte dos atletas que participam do espetáculo é proveniente das classes populares: elas fornecem a mão-de-obra principal e portanto devem ter acesso aos estádios. Um jogo de futebol não é uma peça de teatro, no futebol o público também participa, influi e compõe o espetáculo; estádios vazios ou frequentados somente por espectadores passivos empobrecem e põem em risco a cultura do futebol.

Se o estádio, arena ou ginásio foi construído com recursos provenientes de impostos e taxas pagos pelo povo brasileiro é apenas uma questão de justiça que ele possa entrar nos equipamentos que ele financiou.


Querem saber de uma coisa? Isso é um tapa na cara dos dirigentes do futebol carioca para aprenderem a não ficar passando pires pro estado pedindo arrego das merdas que fazem. Querem Timemania, querem ajuda da prefeitura para equipar centro de treinamento pra receber delegação de olimpíada, querem isenção fiscal, perdão das dividas trabalhistas.

BEM FEITO estado não passa de um cão raivoso que te morde a mão na primeira chance que tiver.

Políticos não deveriam se meter em futebol. Geralmente onde eles pisam não nasce grama. Assim como dirigentes de futebol deveriam fugir de qualquer proximidade com o estado. Muito menos interferirem no mercado, sim futebol é mercado.

Isso deveria ser um raciocínio lógico. Mas em um país onde as pessoas não estão acostumadas a exercer seu poder de consumidor, infelizmente a lógica vai para as cucuias. Não é a toa que todo parlamentar brasileiro se acha no direito de legislar como quiser.

Há gratuidades, meia entrada e sócio torcedor. Então na prática quase ninguem irá pagar 250,00. Mas se tem quem pague 500 na mão de um cambista por ingresso falso não vejo porque de o flamengo não poder cobrar 250.

Eu que não sou idoso, não sou estudante, nem estou em dia com meu titulo de sócio optei por nunca mais ir em um jogo enquanto eu não puder voltar a ser sócio.

Como sócio eu nunca mais irei ter que ficar 6 horas numa fila pra comprar ingresso e ainda ficar de fora do estádio como aconteceu em 2009. - Acho justo que o clube procure formas de forçar a adesão ao seu programa de sócio.

Se você acha que um ingresso de um jogo, show, se um videogame está muito caro. NAO COMPRE, NAO CONSUMA, BOICOTE!

Enquanto existir quem pague 600 por um show, 500 na mão de um cambista, 4 mil por um videogame e 30 mil num carro popular. Não há porque de o mercado baixar seus preços.

PS: O MP só entrou na jogada contra os preços pedidos pelo Flamengo na final da Copa do Brasil através do pedido do Capitão Léo. Parabéns bando de iludido.

Adendo: O Art. 1° Não age apenas em cima de concessionárias de estádios privatizados. Ela cria uma situação curiosa para os clubes:

Qualquer clube que administre ou tenha tido isenção fiscal para reformar ou construir um estádio terá que ceder 30% da capacidade para atender esta lei.

Portanto se o Botafogo mantiver seu contrato com o Engenhão terá que ceder 30% da capacidade. Se São Januário no passado tiver contado com ajuda pública para reforma ou construção de São Januário, terá que ceder 30%. Se Flamengo ou Fluminense decidirem construir seus estádios, fatalmente contarão com isenções fiscais para tal.

Ou seja, essa lei morde a mão de qualquer clube que já tenha ou terá um estádio. A menos que ele consiga reformar ou construir com 100% de seus recursos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O erro de se misturar futebol com politica II: Seleção não tem nada a ver com os gastos da copa

Já disse algumas vezes. Não gosto de misturar esporte com religião ou politica. Nunca dá certo, sempre leva a discussões inúteis.

Nas redes sociais tenho lido opiniões divergentes, onde todos os pontos de vista até são válidos de alguma forma, porém se equivocam ao culpar o futebol por problemas que são criados exclusivamente por dirigentes de governantes.

Já disse e repito: Eu enxergo as coisas da seguinte forma, sou um amante do futebol quero ver o melhor time vencer. De preferência se for o meu time ou a minha seleção. Para mim merece vencer o melhor, não me importa se o pais da seleção ou time vencedor está afundada na lama ou se são super potências econômicas.

Ontem eu assisti a uma atuação épica da seleção brasileira. Há anos que não via uma seleção jogar daquele jeito. Marcação e aplicação total. Dizer que o jogo foi comprado é mais que injustiça é maldade, é rancor demais.

Quanto custa uma humilhação como a sofrida, ontem, pela seleção espanhola? Há dinheiro que pague o desmoronamento do estilo jogar que pretendeu, e conseguiu por certo tempo, revolucionar o futebol?

O brasileiro é aquele povo que se vende por pouco (Bolsas assistenciais ; vende voto por cesta básica, jogo de camisa etc...) e poe em dúvidas a vitória alheia. Acha que todo aquele que conquista algo é sortudo, o adversário facilitou, ou a conquista foi comprada com base em alguma teoria conspiratória digna de mentes de 15 anos. Vou adicionar uma palavrinha ao dicionário de vocês: Meritocracia. Os JOGADORES MERECERAM. Não foi uma vitória da Dilma não foi o Cabral, do Blatter nem do Marin.

É preciso separar; futebol é lazer, não passa de um esporte, um hobbie.  Se há quem use o esporte para ter poder, esse não tem meu voto e nem minha atenção. Futebol e politica não se misturam é assim que deve ser.


A vitória da seleção não vai fazer a vida de ninguém melhor ou pior. Futebol é lazer, não passa disso, cada um que torça por quem quiser. E o Brasil de ontem tá jogando muito!!!

Se isso por acaso faz de mim um alienado, lamento. Mas ao contrário da maioria eu venho protestando contra a realização da copa do Brasil desde 2007. O Brasil acordou, mas acordou tarde. Os gastos já foram feitos e outros gastos ainda ocorrerão. Construímos estádios de primeiro mundo tendo em volta um pais em crise financeira, politica e moral.

Eu lamento profundamente as cenas de violência e até mortes que ocorreram fora dos estádios durante a competição. Os protestos são necessários, desnecessários e criminosa é a atuação das autoridades que rechaçam as manifestações com extrema violência e ignorância. Usam nosso dinheiro para nos agredir com bombas e balas de borracha. (No caso do Rio sem licitação de compra desses itens). Fosse o Brasil um pais sério a atuação da PM do Rio fariam com que o governador perdesse seu mandato.

Já a seleção, eles não tem nada a ver com isso.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Comentários curtos: Classe merdia, Cura Gay, carteiradas e Balotelli

- Vejam só isso: O governo chama de classe média uma família com renda per capita (por pessoa) a partir de R$ 291 - ou seja, 47% do salário mínimo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/para-governo-rico-no-brasil-se-acha-da-classe-media

Se você tem renda total de mais de 2 mil R$, pro governo você é classe A. Agora me digam se o objetivo dessa gente não é de nos manter pobres e dependentes. É uma classe 'mérdia' que eles querem.

- Projeto de tucano sobre ‘cura gay’ avança em comissão de Feliciano. Projeto de João Campos, pastor da Assembleia de Deus, que é alvo do Conselho Federal de Psicologia, está na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em março, o presidente da comissão, Marco Feliciano (PSC-SP), também pastor, indicou o deputado Anderson Ferreira (PR-PE), outro pastor, para relatar o texto.

E o Willys nem pode espernear, pois ao invés de ter continuado na CDH para peitar essas caras ele e o Chico Alencar preferiram fugir da briga deixando a corja do PSC livre e sem resistência para aprovar e vetar o que quiserem. (A esquerda como sempre fazendo beicinho gritando "-não quero mais brincar") Tá aí o resultado.

- Cantora de Axé Alinne Rosa dirige há dez anos sem carteira de motorista. A cantora é muito querida pela Polícia Militar da Bahia. Ela foi protagonista até de campanhas institucionais veiculadas na TV baiana. E ela não cobrou nenhum centavo para fazer os comerciais. Alinne, inclusive, já recebeu medalha de mérito da polícia por participar das campanhas.

No Brasil é assim; os "amigos do rei", "das otoridades" podem tudo. Vai você fazer uma graça dessas...

 - Balotelli duvida que Real Madrid se classifique na Liga e aposta a noiva "Deixarei que minha noiva durma com todos os jogadores", disse o atacante italiano ao duvidar da virada do time espanhol vire sobre o Borussia Dortmund
http://esporte.ig.com.br/futebol/2013-04-29/balotelli-duvida-que-real-madrid-se-classifique-na-liga-e-aposta-a-noiva.html

Hoje é o grande dia! Mais que a decisão de quem vai para a final há o interesse de saber se Balotelli irá cumprir (e como irá cumprir) a aposta caso o Real se classifique. Já o meu interesse é saber se a moça ainda continua noiva do cara depois dessa. Mas eu não duvidaria, desse mundo eu espero tudo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O outro lado da Eurocopa que a UEFA finge não ver

Extermínio de animais de rua, manifestações, descontentamento e racismo são alguns dos lados obscuros da festa do futebol europeu.

Boa parte dos cidadãos da Polónia e Ucrânia manifestam-se contra a realização do Campeonato. Além de não estarem interessados na competição, acham que o enorme investimento em estádios é uma despesa leviana. (Qualquer semelhança com um certo pais sul-americano que sediará a copa de 2014 não é mera coincidência).

Truculência e abuso de poder da policia secreta Ucraniana contra ativistas do Femen sequestradas por dois dias; assim como as manifestações de racismo de torcedores Russos, Croatas e Ucranianos; além das cenas de agressões entre torcedores na Polônia mostram os reflexos ainda existentes do atraso de décadas de "Cortina de Ferro". Mas, algo muito pior esta acontecendo, com o silêncio da mídia mundial e da UEFA. EXTERMÍNIO de animais de rua.


Este cão será inserido vivo em um crematório. Ao lado de sacos empilhados cheias de cães e gatos que têm o mesmo final agonia. Esta é a "limpeza" que está sendo realizado em Lysychansk (Ucrânia) por ocasião da realização da Eurocopa onde a Ucrânia é um dos paises que sediam o torneio.

Antes que digam que a foto é falsa, uma montagem eis a prova: http://www.youtube.com/watch?v=4O-KYBa2Ya8 (O vídeo contém imagens que podem ser fortes).

Opinião:UEFA não é muito diferente de uma grande empresa ou de uma fábrica. Propor um boicote aos "produtos" da UEFA com o devido apoio de mídia geraria um barulho o bastante para o Sr Platini botar um freio no governo Ucrâniano.

Vale lembrar que muitos chefes de estado europeus estão aqui na cidade. E em época de Rio +20 gostaria de ver os manifestantes da "Marcha da Maconha" saindo às ruas para protestar por algo mais útil. Este seria um bom motivo para protesto.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A "Democracia Corinthiana" um exemplo de autogestão anarquista

Presto minha homenagem a Sócrates falando de seu maior feito no futebol. Maior que qualquer título que poderia ter vencido com o corinthians ou maior até que o futebol e a magia da seleção de 82.

Falo da intitulada "Democracia Corinthiana" que nada mais era que um sistema de autogestão anarquista.

Autogestão
é quando um organismo é administrado pelos seus participantes em regime de democracia direta. Em autogestão, não há a figura do patrão, mas todos os empregados participam das decisões administrativas em igualdade de condições. Em geral, os trabalhadores são os proprietários da empresa autogestionada.

Os conceitos de autogestão costumam variar de acordo com a posição política ou social de determinado grupo. O conceito anarquista de autogestão se caracteriza por eliminar a hierarquia e os mecanismos capitalistas de organização envolvidos.

E foi exatamente isso que os corintianos fizeram. Jogadores, comissão técnica e diretoria decidiam tudo no voto. As pautas eram as mais variadas: contratações, demissões, escalação, local da concentração, entre outras. Todos os votos tinham peso igual, dos jogadores, dos funcionários, do presidente.

Historico

O movimento existiu graças ao encontro das pessoas certas no momento propício. A campanha de 1981 foi uma das piores da história. O time terminou na 26ª posição no Brasileiro e, no Paulista, amargou um oitavo lugar que o rebaixou para a segunda divisão do Brasileiro de 1982 - na época, os estaduais determinavam a classificação para o campeonato nacional. Em abril, o clube elegeu Waldemar Pires como presidente, encerrando o reinado de Vicente Matheus

Pires escolheu como diretor de futebol do clube um sociólogo, Adílson Monteiro Alves que primava por ouvir os jogadores. Somando isso a jogadores politizados, como Sócrates e Wladimir, começou uma revolução dentro do Corinthians.

O Corinthians já tinha experimentado uma primeira revolução democrática com o surgimento da Gaviões da Fiel em 1969, que nasceu como forma de combater Waldih Helu, presidente do time e um dos comandantes da Arena o partido da ditadura. Com os métodos do regime perseguiu torcedores com repressão aberta e cacetetes policial. Alguns membros fundadores da Gaviões foram vítimas do regime militar.

Sócrates, Vladimir, Zenon, e o jovem Casagrande, eram os maiores expoentes da Democracia Corinthiana, fruto das célebres greves do ABC, movimento pela anistia, o país começava a respirar novos ares pelas liberdades e um dos maiores times de massa, no estado mais rico do país entra em plena sintonia com este momento, as célebres mensagens nas camisas, ou faixas carregadas na entrada ao gramado pedindo, por exemplo, Diretas já ou Eu quero votar para Presidente, ou ainda o lema do time: “Ganhar ou perder, mas sempre com Democracia” foi revolucionário demais.

O Corinthians foi o primeiro clube a utilizar a camisa com dizeres publicitários. Por iniciativa do publicitário Washington Olivetto (criador do termo 'Democracia Corintiana') o time estampava em suas camisas frases de cunho político, como "diretas-já", "eu quero votar para presidente". Isso no período da ditadura militar, quando os movimentos sociais começavam a se rearticular para a instituição de uma democracia.

- Havia entre os próprios jogadores quem não aprovasse o sistema como o goleiro Leão -

O resultado desse sistema revolucionário foi próspero. O time chegou nas semifinais do campeonato brasileiro daquele ano, e conquistou o campeonato paulista em 1982 e em 1983. Além disso, durante o período de autogestão, o Corinthians quitou todas as suas dívidas, e ainda deixou para o próximo período uma reserva no caixa de US$3.000.000. Um caso raro, já que a maioria dos grandes clubes do Brasil possuem dívidas gigantescas em sua maioria iniciadas ou aumentadas nesse período.

Criação do Clube dos 13 leva Democracia Corinthiana ao fim

A partir de 1984 começa a articulação para criar o Clube dos 13, onde a figura do presidente e sua cadeira no clube eram essenciais para o ingresso. Aliado a isso, o time amargou resultados ruins nas temporadas de 1984 e 85, e principalmente vendo clubes como Flamengo com gestão clássica se destacaram no cenário nacional (o que sabemos que foi um desastre para o clube que soma dívidas colossais até hoje).

A ida de Sócrates para a Fiorentina em 84 também colaborou muito com seu fim.

Logo depois, se consolidaria ainda o futebol moderno vindo da Europa e trazendo meios privados e gerenciais de gestão de clubes. Houve articulação para voltar ao movimento no final dos anos 80, mas agora sem força, face a "nova ordem do futebol mundial" que despontava com a FIFA, UEFA e a Copa do Mundo de 1990.


Esta liderança de Sócrates o levou a ser capitão da maior seleção brasileira de todos os tempos, o time comandado por Telê em 1982, jogava por música, eram craques do 1 ao 11, e tinha pelo menos três gênios no meio de campo: Falcão, Zico (o maior deles) e Sócrates. Os deuses do futebol não permitiram o título mundial, mas jamais esqueceremos os seus feitos.

Sócrates ainda hoje é o 8º maior artilheiro da história do Corinthians com 172 gols, mesmo jogando como ponta de lança. Ele foi o único jogador eleito unânime como um dos 11 de todos os tempos do timão. Foi eleito pela FIFA um dos 100 maiores de todos os tempos.

É quase impossível dissociar a Democracia Corinthiana da imagem de Sócrates, a figura que foi um dos seus mais lúcidos e vibrantes porta-vozes, jamais aceitou as visões autoritárias de técnicos e esquemas do futebol.

Há quem diga que a seleção de 70 de certa forma tinha alguma autogestão. Mas ela se aplicava somente nas decisões táticas em campo onde Zagallo se limitava a convocar os jogadores.

Hoje vemos um Corinthians bem diferente do dos tempos de Sócrates. Vemos um clube aliado da CBF, do poder e de gente como Ricardo Teixeira. Uma pena.

Fontes:
Socrates e a Democracia
Wikipedia: Democracia Corinthiana, Autogestão, Anarquismo

terça-feira, 29 de novembro de 2011

"O Maraca é nosso!" Protesto contra a privatização do Maracanã

O governador Sérgio Cabral anunciou que o Maracanã será entregue à iniciativa privada em 2013, antes mesmo da realização da Copa das Confederações. Depois de destruir um patrimônio histórico e cultural desrespeitando totalmente o projeto original do Maraca, depois de gastar um bilhão de reais do nosso dinheiro, o governador pretende dá-lo de mão beijada à iniciativa privada. Ele afirmou que o modelo será o mesmo do Engenhão, que não é um estádio e sim um studio de televisão e onde o Botafogo paga um aluguel que demoraria 88 anos para cobrir as despesas com a sua construção. A Secretária de Esportes e Lazer, Márcia Lins, afirmou ao jornal O Globo (edição de 22/11/2011) que o Maracanã tem que ser privatizado porque vai quadruplicar a sua receita. Ou seja: os contribuintes pagam o prejuízo e a iniciativa privada fica com o lucro.

Contra mais este descalabro, o Comitê Popular da Copa e da Olimpíada está convocando todos a participarem de um abraço em defesa do Maracanã contra a privatização:

Campanha O Maraca é Nosso

Sábado, 3 de dezembro, 10 horas

Pontos de encontro:

- No Bellini: americanos, rubro-negros e tricolores

- Na entrada da UERJ: botafoguenses e vascaínos


um grande abraço a todos e até sábado,

Marcos Alvito (Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

"Ninguém pode tudo" diz Renê Simões, sobre jogador problema.

O técnico do Bahia, René Simões, deu a primeira entrevista depois da dispensa do atacante Jobson por indisciplina. E, após quase 20 minutos de papo no início da noite desta terça-feira, disse que a decisão foi um "somatório de coisas", chegou a falar em "país de maus exemplos" ao comentar o comportamento do jogador que parece ainda não ter se conscientizado da chance que recebeu do clube baiano.

Jobson será julgado em setembro e poderá ser expulso do esporte por consumo de drogas.

"Vinha acontecendo em pequenas proporções [os episódios de indisciplina], mas acho que o fato de ele se tornar o jogador mais importante da equipe deu a sensação de que ele podia tudo, e ninguém pode tudo. Não importa a cadeira que você senta, o espaço que você ocupe, essa é uma mensagem que tem que ser deixada clara. Principalmente no nosso país".

"Esse país é um país de maus exemplos. Nós temos um país em que as pessoas riem na frente das câmeras desmentindo as barbaridades que fazem principalmente com o povo, na educação, na saúde, em tantas coisas que fazem. E riem. Então, a gente tem que começar dando exemplo nisso aí, porque as pessoas não podem tudo, não. E a gente tem que se revoltar quando imaginam que podem tudo. Não podem, não! Senão, você deixa de ter uma sociedade equilibrada, harmônica, justa, igualitária. Vira anarquia".

Comentário: Aplaudi o técnico quando fez criticas a Neymar e o faço novamente. Coerente e lúcido.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Comentários Curtos - Futebol: Julho

Futebol Feminino

1 Seria épico a seleção do Japão vencer a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Por dois motivos: Um alento pós-terremoto e pelo histórico tratamento secundário da mulher no Japão.

2 Marta deu muito azar. Ela deveria ter nascido alemã ou americana. Essa seleção brasileira só chegou onde chegou graças a ela.

Aos críticos de Júlio Cesar

Engraçado que só no Brasil, e em alguns estados, Júlio Cear é questionado. Só quero lembrar-los que no passado Taffarel, que teve muitos mais falhas, sofreu criticas ainda piores. Assim mesmo ele jogou 3 copas. E ganhou uma.

A memória é muito curta, pois se o Brasil conseguiu se classificar para última Copa de 2010, podem agradecer a ele. Se a Inter de Milão conseguiu ano passado para o poderoso Barcelona, podem dar a maioria dos créditos a Júlio Cezar.

Tenham um mínimo de paciência, Júlio Cesar está em final de temporada. Enquanto os outros goleiros da seleção, que jogam no Brasil, estão no meio.

Se desejam pedir a aposentadoria de algum goleiro, sugiro dois nomes: Marcos e Rogério Ceni. Excelentes goleiros, mas que podem se queimar pela teimosia em não saber parar na hora certa

Maicon

Só agora agora pude ver o VT do segundo tempo de Brasil x Equador. Na boa o cara joga muito. O que o Maicon estava fazendo na reserva do Daniel Alves? Alias outro que deveria ter se naturalizado Espanhol, (junto com o Messi).

Gunner da Depressão

O Arsenal promete nesta temporada mais um ano de vexames...

Fluminense da Depressão

Primeiro contratam o Sheik, depois tentam contratar o Ibson. E agora querem o Wagner Love. É o Fluminense tentando ser Flamengo a qualquer custo.

Depois não reclamem quando um de seus jogadores cantar musicas do Flamengo no ônibus.

Patricia 'Factoíde' Amorim

A politiqueira e NADAdora continua sua série de fracassos em negociações. Até a de Airton que deveria ser facílima, quase virou uma novela. Perderam um tempo precioso tentando a contratação do Kleber, falharam miseravelmente nas contratações de André e Love.

Agora falam em Tevez. Como se o Flamengo tivesse 90 milhões sobrando de troco. Sem mencionar que o feioso argentino vem acompanhado de uma 'mala' sem alça chamado Kia Joorabichian.

Já temos o Capitão Leo na diretoria. Chega de mafiosos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Na Alemanha, torcedores cantam e apoiam time mesmo após ser rebaixado e perder por 8 a 1

Torcedores levaram faixas com mensagens de agradecimento ao técnico que irá deixar o St Pauli


Os torcedores do St Pauli assistiram seu time tomar uma goleada de 8 a 1 para o Bayer de Munique, viram seu técnico após 19 anos no comando deixar o clube. E pior esse jogo marcava a última partida do St Pauli na primeira divisão alemã, já que foi rebaixado para a segunda divisão.

Tinha todos os ingredientes para uma enorme tragédia ou no mínimo protestos, mas não no St Pauli. Nada disso parecia entristecer os seus torcedores, que ao final do jogo agradeceram seu técnico que vai embora do clube, para dirigir o Hoffenhein na primeira divisão, e ainda cantaram e apoiaram seu time e seus jogadores.



Um belo exemplo para todas as torcidas do mundo. Eu já falei a respeito deste clube em outro post. E prova que o St Pauli é mesmo um clube diferente

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Copa de 2014 na Alemanha?


Fonte: Brasil um pais de Tolos

A informação é meio nebulosa, mas vejamos:

Por Martin Behrend


Esta informação recebi de dois empresários com relações nos Conselhos Deliberativos de Grêmio e Inter: a Fifa teria notificado a Alemanha para ficar de sobreaviso. Se as obras no Brasil seguirem no ritmo atual, a Copa de 2014 não ocorrerá aqui. A Fifa não titubeará em levar o torneio para a Alemanha. Estes empresários gaúchos estiveram na Europa e também verificaram que algumas redes hoteleiras estão com quartos bloqueados para maio a julho de 2014.


A diferença entre o atraso nas obras do Brasil e da África do Sul é simples: as distâncias gigantescas em nosso país. Enquanto, na África, o voo mais longo entre uma sede e outra era, no máximo, de duas horas e meia, no Brasil os voos entre as sedes podem durar 4, 5 ou 6 horas. Fazer uma Copa com estas condições é muito mais delicado.


A Fifa está muito preocupada com a logística que envolve esta Copa de 2014. Os desafios são cinco ou dez vezes maiores que na África do Sul.


A Alemanha, diga-se de passagem, está tão preparada que nos próximos meses abrigará a Copa do Mundo de 2011 – das mulheres. É possível imaginar a pressão que patrocinadores começam a fazer para que um eventual fracasso no Brasil seja substituído por exemplar competição na Alemanha.


Este quadro preocupa quando liderança nacional como o senador paranaense Álvaro Dias declara o seguinte, após relatórios confirmando o completo atraso nas obras dos aeroportos: “Vamos ligar para a Fifa, agradecer o convite e a lembrança, e devolver o direito de ser sede do Mundial…” Acorda, Brasil!


PS: Em 1986, a Copa era pra ser na Colômbia, mas a Fifa levou pro México.


Ainda acredito mais, no caso de a FIFA decidir retirar a Copa de 2014 do Brasil, que a escolha será pela Inglaterra.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)