Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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segunda-feira, 15 de março de 2021

O genocida que ceifou 250 mil brasileiros



Sabe aquele mantra bolsonarista de que o "STF impediu Bolsonaro de agir durante a Pandemia"?

Ė hora de parar de continuar repetindo isso. Eu lamento muito ouvir isso de uma geração que com o a minha teve aulas de OSPB (Organização Sócio Política Brasileira) e Moral e Cívica. Matérias ainda do período militar.

Uma das principais peças de estudo dessas matérias é a nossa constituição. E se as pessoas tivessem uma em casa ao lado da bíblia não repetiram tanta besteira sobre tudo nesse país.
 
O STF não impediu Bolsonaro de fazer absolutamente nada, apenas confirmou que conforme manda a constituição, Somos uma república federativa de Estados. Não cabe ao governo federal tentar impedir lockdown como Bolsonaro queria. Isso é atribuição exclusiva dos Estados e municípios.

Ao governo federal caberia enviar recursos e prover logísticas de acordo com a necessidade se cada município e principalmente COMPRAR AS VACINAS. Não ficar sentado em cima do cheque, como ele próprio disse, enquanto recusava oferta da Pfizer de 70 milhões de doses, que o psicopata e mentiroso compulsivo disse que não recebeu.

Bolsonaro boicotou o lockdown ao negar a gravidade da doença, ao promover desinformação, ao desestimular as medidas de distanciamento, ao promover curas milagrosas com medicações que hoje comprovadamente não funcionam como tratamento precoce, inclusive demitindo 2 ministros da saúde que não lhe foram submissos, não tomou medidas restritivas nas entradas do País, fronteiras e aeroportos e fez campanha descarada contra a única coisa que realmente poderia acabar com a pandemia.
Bolsonaro é um assassino em massa e o principal responsável por esse desastre. E isso é que vai ficar para a história.

Cada brasileiro que tenha perdido um ente querido ou um amigo para o COVID-19, saiba desde já que seu ente foi vitima de homicídio pelo estado. Esse crime teve vários cúmplices, passando pela corrupção de governadores e secretários de saúde, pela omissão de poucos profissionais de saúde que desonram a sua categoria e a maus gestores de hospitais. Mas esse crime tem um mandante, um mentor e ele se chama Jair Messias Bolsonaro, o genocida que ceifou 250 mil brasileiros; por omissão, por descaso, por vaidade, por poder, por loucura e quem sabe por diversão.

Da parte deste blogueiro não faltaram avisos do desastre que o governo desse completo desqualificado causaria ao pais, mas nunca imaginamos que ele pudesse ser capaz de promover um genocídio desse tamanho.

No link a seguir você pode ver tudo que já foi dito ou avisado sobre Bolsonaro neste blog:

https://shogunidades.blogspot.com/search/label/Jair%20Bolsonaro

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Vai gastar o seu dinheiro, vagabundo!

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Não me surpreende algo tão escroto e preconceituoso. Faz tempo, ainda na juventude, que eu entendi bem a mentalidade do esquerdista de classe media de apartamento. Aquele que acha que pular catraca é ato revolucionário mas não doa um minuto do seu tempo útil, na pratica; fazendo algo por alguém.

Isso exemplifica bem a mentalidade tacanha, arrogante e autoritária do esquerdista médio. A defesa do pobre e do trabalhador é só uma desculpa para se colocarem num pedestal moral contra quem quer seja contrario às suas ideias. Mas na prática isso aqui é a verdadeira face deles.

Tem vários filhinhos de papai assim no foicebook e nas outras redes sociais, bravos guerreiros atrás da tela do computador, ma suma nulidade humana no mundo real. Não trabalham, não estudam (e se estudam é pra passar num concurso e virar parasita), vivem cagando regra com o dinheiro dos outros ou querendo que o estado cuide do NOSSO dinheiro. Pois agora irei cagar regra sobre vocês também..

 Querem ajudar os pobres e os trabalhadores? Tenham uma atividade realmente produtiva, TRABALHEM, criem empresas e principalmente GASTEM O SEU DINHEIRO!! Essa é a única obrigação moral que o rico ou o cidadão de classe média alta tem: GASTE A PORRA DO SEU DINHEIRO, viaje, saia com os amigos, vá jantar, transe, pague um motel e dê boas gorjetas, gere empregos filha da puta!

Ficar no facebook defendendo político ou partido que FUDEU O PAIS não ajuda ninguém, seu merda!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Chester Bennigton e o sexto fosso de malebolge

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Chester Bennigton, mais uma alma torturada que não aguentou essa agonia que é viver. 

Há exatos um mês da chocante morte de Cris Cornell (Soundgarden, Audioslave) após suicidar-se por enformamento após consumir uma alta dosagem de antidepressivos e tranquilizantes o rock mundial precisa novamente passar por um trauma com o trágico fim de Chertes Bennigton, vocalista do Linkin Park. A banda que no inicio dos anos 2000 foi um sucesso estrondoso mundial e, à sua maneira, mantiveram a chama acesa numa época em que o Rock havia sido declarado morto.

Você tem todo o direito de não admirar ou torcer o nariz para o trabalho de Chester ou de sua banda. Assim como eu não gosto e sempre fiz piadas os chamando de "metal nutella". Mas é inegável que o Linkin Park foi a porta de entrada para o rock de muitos jovens que hoje estão curtindo os mesmos artistas que você.

E se você há exatos um mês atras estava lamentando a morte de Cris Cornell, porque a morte de Chester, que sou o mesmo método que Cornell para por um fim a sua vida agora lhe parece engraçado e digno de piadas?

Pessoas que lamentaram a morte de Chris Cornell fazendo piadas ou atacando a morte de Chester Bennigton. O inferno imaginado por Dante Alighieri tem um lugar especial dedicado a vocês: O sexto fosso de Malebolge:


"Os hipócritas estão vestidos com roupas brilhantes, atraentes, porém pesadas como o chumbo. Este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. No inferno, sentem o peso de seu falso brilho" 

Lá estarão vocês, os justiceiros sociais e todos os outros falsos moralistas.

Mas então você riu da morte de ambos. Deixe eu te dizer que isso não melhora em nada a situação e papel de idiota que está fazendo. É triste a postura dos próprios bangers ou rockeiros. Ninguém começa a ouvir rock/metal pra ser popular na escola, pra ser 'cool'. O rock é desde sua origem a música dos rejeitados, dos renegados, dos problemáticos dos que se sentem excluídos ou dos que veem algo errado no mundo ao seu redor. Abençoados sejam aqueles que entraram nesse meio de vida por uma herança que se passa de pai ou mãe pra filho, mas esses são à exceção da regra.

Nós somos 'Nietzscherianos', para nós todos "Deus está morto" e não há esperança. Não é a toa que tantos de nós se foram de forma precoce porque não souberam lidar com seus demônios. O Rock é a musica que nos apaziguá, nos desconecta do mundo e as vezes da vida de merda que vivemos. Só nos resta a irmandade. Ou deveria restar.

O "rock morreu", sentenciaram muitos anos atrás. Sim ele morreu, suicidou-se. Se entupiu de antidepressivos, teve uma overdose de heroína, cheirou cocaína até cair, se enforcou, morreu afogado no próprio vômito, deu um tiro na própria cara. Se matou após ver tantos de seus seguidores se tornando exatamente a imagem daquilo que ele nunca quis ser e nem se adaptar.

Ver "nossa gente" sacaneando a morte de "um dos nossos". É extremamente deprimente e repugnante.

Suicídio é uma tragédia que faz com que os familiares se sintam assassinos de seu ente. Você se considera insignificante, dispensável um estorvo aos seus familiares e acredita piamente que por fim a sua vida vai ser melhor para todos eles.

Mas talvez eu entenda vocês. É uma característica muito comum nas pessoas que vi fazendo piadas sobre a morte de Chester e de tantos outros, é que são todas pessoas sabidamente rancorosas, amargas tidas pelo seu meio como frustradas exatamente como eu era. Talvez vocês também precisem de ajuda.

domingo, 19 de março de 2017

Destruindo clichês: "Violência só gera mais violência."

Um dos maiores vícios do debate moderno talvez seja o uso desmedido de clichês e slogans como substitutos para uma argumentação sólida. Isto é, frases ou provérbios de efeito que são tratados como axiomas ou verdades auto-evidentes, mas que no fundo são apenas fruto de pura preguiça intelectual e acabam apenas transformando debates sérios em discussões de pré-primário.

Nesta série, "destruindo clichês", que espero tenha vários outros textos para a frente (embora não possa prometer nada), me disponho a analisar e derrubar alguns dos mais comuns, expondo a fragilidade da sua lógica (ou falta dela) interna.

O primeiro destes é o clichê que abre o título deste artigo: "violência só gera mais violência", usado frequentemente por aqueles que defendem que o uso da força não é adequado para a resolução de absolutamente nenhum problema (principalmente desarmamentistas), sem levar em consideração as condições específicas do conflito em questão.

É possível que este clichê tenha sua utilidade para evitar brigas de crianças, como uma forma de ensiná-las a resolver suas diferenças de forma civilizado mostrando a elas que o uso da violência só tende a criar mais problemas do que solucioná-los. Mas sua utilidade - ou veracidade - termina aí.

Para explicar o problema desta lógica, é possível separar a violência em dois tipos, de acordo com sua motivação e propósito: a violência ativa, usada para demonstrar ou adquirir dominância, e a reativa, usada para auto-defesa.

O primeiro tipo é usado primordialmente para intimidar e gerar medo e expressar poder, tal como a violência praticada por gangues ou pais e cônjuges abusivos. A mensagem que esse tipo de violência tenta passar é bem clara: "eu mando neste lugar, e quem ousar se opor a mim sofrerá as consequências". O segundo tipo é essencialmente uma tentativa de resistência a esse tipo de violência, uma recusa à submissão.

Normalmente, quem se utiliza deste tipo de violência intimidatória só reconhece a linguagem da força. Isso significa que, uma vez que tudo que eles reconhecem é a força, a única coisa que eles respeitam é uma força superior. Mostrar ter mais força - e não ter medo de usá-la - passa a essas pessoas a seguinte mensagem: "usar a força para conseguir o que quer não será tolerado, e se você tentar fazer isso, não apenas não vai conseguir o que quer, como quem vai sair ferido é você".

Note que, uma vez que esse segundo tipo de violência é usado apenas como uma reação à primeira, é impossível haver violência reativa onde inexiste violência ativa. Mas é possível haver violência ativa onde inexiste a reativa, e é justamente nesses locais onde há mais vítimas inocentes, principalmente pela sensação de impunidade aos que praticam este tipo de violência. A mensagem que se passa para eles é "se eu posso conseguir o que quero praticando violência, por que parar?". O episódio recente da greve da polícia no Espírito Santo foi um exemplo muito claro disto.

Sendo assim, se for possível reduzir a violência ativa (aquela usada com o propósito de dominar) aumentando a violência reativa - isto é, aquela usada apenas para autodefesa - então o resultado será MENOS violência, e não mais. Ou seja: aplica-se certa quantidade de violência para impedir que uma quantidade ainda maior de violência seja iniciada. Aqueles que são contra a ação punitiva podem não vê-la em uma comunidade pacífica. O que eles podem não ver é que a garantia de punição pode ser o suficiente para impedir que a força física sequer seja usada em primeiro lugar. Se a força física não é iniciada, nenhuma reação violenta a ela é necessária.

Um clichê parecido, mas que caminha lado a lado com este, é aquele que diz que "quando um não quer, dois não brigam". Mas isto é apenas uma meia verdade. Para isto ser verdadeiro, aquele que não quer brigar deve ser capaz de se defender. Caso contrário, vira apenas saco de pancadas. Qualquer um que já tenha sofrido bullying na escola sabe que os valentões não estão procurando uma "luta justa", querem apenas mostrar quem é que manda. Valentões normalmente não brigam com outros valentões, apenas infernizam as vidas daquelas crianças mais fracas e incapazes de reagir ou resistir. Este ditado parece simplesmente não levar em consideração a hipótese de que quem quer brigar não passa de um covarde.

Já está na hora de começar a elevar o nível destes debates e começar a discutir estas questões como adultos, e não como se estivéssemos na pré-escola ou criando apenas um bando de crianças birrentas.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O SENHOR DAS MOSCAS – O QUE HÁ DE MAIS VIL NA CONDIÇÃO HUMANA



Em aulas de Literatura, eu costumo falar de uma linha filosófica iluminista, idealizada por Rousseau, chamada "mito do bom-selvagem". Segundo o filósofo, o homem é naturalmente bom e o que o corrompe é a sociedade, ou seja, em seu estado primitivo ele é puro e livre dos males morais que nos aflige desde que saímos da caverna. Esse pensamento é muito utilizado, por exemplo, por progressistas em geral quando defendem que criminosos agem barbaramente por serem vítimas de uma sociedade opressora e que não lhes dão oportunidades.

Mas, será que realmente somos bons se optarmos por uma vida autóctone e fora da civilização? Será que, sem regras ou freios morais, somos realmente bons, puros e cordiais? Hoje, por acaso, deparei-me com uma notícia que faz essa teoria cair por terra. Quatro meninas, entre 13 e 16 anos, torturam uma outra de 14 anos somente porque esta convidou o ex-namorado de uma delas para sua festa de 15 anos. Foi algo hediondo, dentre as “delicadezas” que fizeram, as meninas arrancaram o aparelho dentário da vítima com uma faca. Foi algo brutal e me levou a pensar até que ponto somos vis, até onde o ser humano é capaz de descer, de perder sua humanidade. E esse questionamento me levou ao livro O Senhor das Moscas, de William Golding.

Escrito em 1954, narra a história de um grupo de crianças entre 6 e 12 anos que naufragam numa ilha (não especificada) e precisam se organizar até chegar algum socorro. Com uma narrativa ágil e sem muitos rodeios, o romance mostra o embate entre a necessidade de manter um traço de civilidade e organização - através da liderança de Ralph - e a formação de uma sociedade livre e nova, mas também violenta - através da liderança de Jack, líder dos caçadores - tendo como mediador e com um pensamento maduro, porém inseguro, Porquinho.

É na dicotomia entre os dois antagonistas, Ralph e Jack, que pode ser percebido o questionamento dessa forma de pensar. O grupo está longe de qualquer civilização, porém tentam, num primeiro instante, um tipo de organização coletiva simbolizada pela concha. Cada um tem a palavra ao segurar o artefato, ele exerce a figura simbólica do poder da palavra. Quando a liderança é dada a Ralph, Jack, tomado de vaidade, se coloca como caçador e começa a questionar até mesmo a autoridade da concha.

Com o avança da narrativa, o caçador e seu comandados começam, cada vez mais, a se afastar de seus traços civilizatórios - no início são apresentados como um coral. A medida que Jack percebe sua liderança crescendo por conta da carne que ele passa a trazer através da caça e a tentativa de Ralph de liderá-los num comportamento disciplinado que, acredita ele, os farão ser resgatados, percebemos como, num meio hostil e sem amarras morais e/ou legais o ser humano pode se tornar tão cruel ou mais cruel que qualquer animal selvagem.

Esse comportamento bestializado dos caçadores pode ser percebido na postura dessas meninas - "No nosso pensamento, nós ia bater nela e ela ia morrer e nós ia enterrar ela” (palavras delas). Numa sociedade cada vez mais complacente com delitos de menores e com um código penal cada vez mais acolhedor a quem comete crimes, pessoas com pouco ou nenhum valor moral sente-se impelido a fazer o que lhe der prazer e se matar for isso, se houver a certeza de que sairá impune, não pensará duas vezes e cometerá os atos mais vis, basta lembrar do caso Champinha.

E quando me refiro a valores morais, refiro no caso dos adolescentes a permissividade legal, mas também a familiar. Cada vez mais mimados e com a ideia de que o mundo gira em torno de seus umbigos, esses proto-delinquentes agem como pequenos tiranos e são capazes de mentir, ferir, agredir e até matar se suas vontades não forem atendidas ou caso sintam-se preteridos. São jovens que não reconhecem qualquer voz de comando e não reconhecem qualquer regra como uma regra de convivência social, agem como Jack, que se vê livre, sem qualquer adulto e passa a fazer o que lhe vem à mente e mata a ser contrariado.

Não estragarei o final, mas vale ressaltar que, diferente do que acreditava Rousseau, o homem não é naturalmente bom. É possível perceber que, quando os caçadores se deixam levar por seus instintos mais íntimos e renegam qualquer traço que um dia os ligou ao mundo convencional, tornam-se assassinos cruéis, capazes de matar sem qualquer remorso ou piedade e chegam ao extremo de incendiar toda uma parte da ilha para matar um dos garotos. Da mesma forma que o sentimento de impunidade faz com que pessoas, independentemente da idade, sejam capazes das atitudes mais cruéis. Bem, essa é a dica de leitura da semana, O Senhor das Moscas, que leva a reflexão do que nos torna humano e o que pode nos desumanizar. Até a próxima.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Opinião: Diga não à politização da vida

Este blog acompanhou desde a sua criação em 2009 um processo de transformação politico-ideológico da minha parte até este ponto atual. Militei contra o PT nos últimos 6 anos após ter ajudado a eleger o Lula em 2002, pois um dia me conscientizei que ajudei a eleger um projeto de poder partidário populista. Algo completamente avesso do que defendo hoje.

No último dia 31 eu recebi minha carta de alforria. O PT saiu do poder mas deixou a metástase do fisiologismo do qual fez uso para se manter no poder por 14 anos. Essa metástase existe no Brasil desde o dia 15 de novembro de 1889 (entendedores entenderão). Portanto, a merda que está aí não foi eu quem elegeu. Nem por irei torcer contra. É o cumulo da burrice torcer contra seu governo. Com isso, me sinto livre e isento.

Já cantei a pedra para todos. Quem quiser entender tudo que acontecerá no Brasil nos próximos anos terá que estudar um pouco de marketing e compreender o conceito de narrativa. A publicidade foi criada com intuitos políticos e governamentais, depois é que perceberam que ela também servia para vender outros tipos de produtos inúteis os quais não precisamos.

Discutir politica por discutir só gerará debates vazios. Estudar história não adianta. Existe a história oficial e a oficiosa. E a narrativa de ambas dependem de quem está no poder e de quem está na oposição. A esquerda voltou a ser oposição, portanto a história oficiosa voltará a ser aquela que eu aprendi nos anos 90.

Uma verdade é que o lulo-petismo desencadeou um processo irreversível de politização da vida. Hoje todo mundo se considera apto para debater politica, principalmente aqueles que mais tem rabo preso ou que mais estão defendendo o próprio lado. As pessoas desfarão amizades em função de politica; parentes brigarão por politica; e até mesmo a contratação e manutenção em cargos de emprego dependerão da sua posição politica. É imparável esse processo.

Se Darwin falava que a seleção natural é a sobrevivência do mais apto. Sobreviver nessa época vai exigir conhecimento sobre narrativas, aprender a viver como a Suíça.

Nessa última semana presenciei uma discussão de irmãos num post no meu perfil pessoal do facebook por causa de politica, eu gosto de treta, mas treta só é bom quando diverte, quando causa esse tipo de situação é desagradável. E não serei eu mais quem irá causar esse tipo de rixa.

Continuo não tendo estômago para as postagens de muitos amigos e parentes meus a respeito de politica. Mas opto por não mais sentir amargura por eles. Pois é isso que irá acontecer com todos vocês, vocês sentirão amargura contra amigos e parentes.

Não digo que não mais farei posts sobre politica, pois eu discuto politica desde os meus 12 anos de idade - muitas vezes esculhambando gente mais velha - mas eu não vou mais me indispor com amigos e familiares por causa disso.

Se defender um politico é financeiramente compensador para você, ok. Você só está defendendo o seu lado. Hipocrisia e egoísmo é um traço comum da humanidade, exatamente por isso que governos socialistas ou qualquer outra ideia feita em prol de todos jamais funcionará. Já o maniqueísmo é opcional.

Não seja escroto, não seja maniqueísta. Pois você pode estar dando uma de moralista, pode estar pregando um "nós contra eles", ou posando de bom samaritano para alguém que conhece um podre seu, que você jamais imagina. Eu sei de tantos e me calo... Cuidado.

A última semana de agosto me abriu os olhos para uma série de coisas pessoalmente, emocionalmente e politicamente. Mesmo sendo agnóstico posso dizer que tive uma visão, um verdadeiro "insight nostradâmico".

Eu tive um sonho, um sonho onde todos brigarão entre si, se fecharão em seus clubes de concordâncias onde somente o 'joínha' do facebook lhe é compensador. No final, pessoas continuarão brigando por políticos, serão feridos ou mesmo causarão mortes por causa de políticos. Enquanto isso, lá em Brasilia fora das câmeras eles estarão rindo entre si no melhor dos climas. O de todos deles está garantido, e se você não recebe nada deles, me desculpe. Você é um tolo e está se indispondo por nada e talvez não sobreviva a tudo isso.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo"


Demonizar todo um gênero parece ser a nova tática daqueles tipos que acham que o dia 31 de outubro deveria se chamar de dia do Saci. Em nome de um nacionalismo e culturalismo provinciano.



A revista on-line Medium publicou um artigo o qual deixo o link para a "apreciação" ou enjoo de quem se propor ler.

Algo que intensifica os ataques a todo um gênero musical por conta da repercussão a atitude de um ato de um de seus ídolos nos EUA. Ato devidamente execrado pelo meio, embora causando enorme polêmica e reflexão por fatores comuns à cena do Metal mundial, no que se refere a intrigas e brigas de backstage e até interpretação errônea ou equivocada da cultura e história Americana. Inclusive comentei sobre isso no meu ultimo post.

O fato é que o autor ao comentar uma entrevista passada do compositor e cantor, Seu jorge, no post começa se apresentando como um ex-roqueiro agora já amadurecido, e mais alguns jargões tendenciosos e cheios de preconceito implícito típicos de um militante esquerdista. Afinal para ele crescer e amadurecer só foi possível após deixar de ouvir metal. - Para mim o amadurecimento veio quando passei a ter que pagar minhas contas - tudo para no final fazer apologia à musica que acha que preserva a "negritude" e a cultura do negro.

É o mesmo pensamento de quem acha que filho de pobre em comunidade só deve ter curso musical que o leve a aprender a "bater lata".

Eu espero que leiam se tiverem algum estômago para que minha conclusão a seguir faça o sentido esperado.

Notem que em qualquer debate onde o esquerdista estiver ele vai querer dar as cartas, ele vai querer que sigamos pelas regras dele. Ocorre que TODO esquerdista, toda pessoa que possui ideias coletivistas se considera acima do bem do mal, se julga intelectualmente, e mesmo moralmente superior

O texto inteiro é uma enorme cagação de regras. Como não tenho a menor preocupação com a estética posso usar esse termo, pois ele é o que melhor define como a imprensa comum e a especializada vem atuando.

Voltando ao chorume em forma de texto opinativo. No ponto em que o autor questiona a proporção de negros no rock nacional, nós podemos afirmar usando a lógica que que se negros são uma minoria, então o rock está representado em número compatível com essa minoria na cena mais mainstream. Já que o Rock nacional no seu auge foi o mais puro e comercial mainstream.

Mas se olharmos pro underground, ontem e hoje, os negros e pardos estão muito mais representados no público e nas bandas. Aqueles que estão na rua e nos points e vêem isso. Então o lugar do negro é no rock sim. Ele está no lugar certo, no underground longe do mainstream, longe do politicamente correto (o novo mainstream) representando sua "negritude" fazendo o que lhe convém como bem quer e tocando um som criado por negros, e não o que alguns hipsters engajados que provavelmente só visitaram um morro pra fazer trabalho de faculdade ou para comprar baseado, acha que ele deve fazer. (agora estou me dando ao luxo de fazer os meus julgamentos com base nos meus preconceitos - e nunca disse que não os tinha).

Lamentavelmente a merda que o Phill Anselmo fez esta servindo para levantar esse tipo agenda esquerdista que quer propagar como o rock deve ser, e o lugar onde o negro deve ou não estar.

Não faltam exemplo de negros que fogem do lugar comum pretendido por intelectuais branquinhos de DCE cheios de boas intenções. essas ovelhas desgarradas são costumeiramente execrados. Cito como exemplo o jovem Fernando Holyday do MBL (Movimento Brasil Livre) que frequentemente sofre ataques da militância que supostamente diz defender os direitos de pessoas como ele. Vejam artistas como o Lobão, sempre polêmico. Sempre do "lado errado" da história.

Ninguém aqui é tolo o bastante de dizer que não há correntes racistas e nazistas dentro rock. Existem e são frequentemente rechaçados. Da mesma forma que existem correntes do rock que defendem comunismo, mesmo ignorando suas mortes contabilizadas em centenas de milhões ao longo da história; da mesma forma que o Rock e metal possui bandas nazistas, de esquerda, conservadoras, libertárias, anarquistas, satanistas, religiosas. Eu entendi depois de tantos anos que essa sempre foi a verdadeira diversidade a que o rock se propôs a difundir.

O rock e principalmente o metal por origem sempre tiveram o intuito de desagradar as convenções e verdades absolutas do mundo. Se o rock e o metal tivessem que possuir alguma ideologia politica esta deveria ser o anarquismo, mas o rock pode ser QUALQUER COISA que um musico e um ouvinte quem tocar ou ouvir. Mas ele sempre irá desagradar o mainstream social e as convenções impostas.



"O rock é racista" é o novo "o rock é do diabo". Só prova que os defensores da moral e dos bons costumes mudaram de vestimenta, de cara, nome e de discurso. Mas o pensamento inquisidor, desqualificador e cagador de regras continua lá.

Dizem por ai que o Diabo é o pai do Rock, outros dizem que ele é o pai da mentira. Do rock, pra mim o pai é Little Richard (negro, alias). Já se ele é o pai da mentira, a mãe com certeza é a esquerda.

Eu já sinto saudades quando eram os crentes mais fervorosos que se sentiam incomodados com minhas camisas de banda. Espero que as pessoas do meio metálico não acreditem nesse conto do vigário esquerdista.

domingo, 31 de janeiro de 2016

O Racismo de Phil e a agenda politica da imprensa especializada (Os anos 90 voltaram)


Não quero me alongar muito sobre o caso (ao terminar de escrever percebi que me alonguei, portanto é textão). Todos da cena metálica ao redor do mundo tomaram conhecimento de mais um vexame protagonizado por Phillip Anselmo, (ex-Pantera, Superjoint Ritual, Down) o controverso vocalista aprontou outra em um evento em homenagem a Dimebag Darrell morto em 2004 num atentado, onde muita gente inclusive o irmão de Darrel, Vinnie Paul (baterista do Pantera) culpa Anselmo por várias declarações na imprensa contra Darrell que motivaram o assassino Nathan Gale, um militar com problemas emocionais e fá do Pantera.

Phill sempre foi um desajustado sempre sofreu acusações de pertencer a grupos de skinheads (era o único careca da banda), Trocou as drogas onde quase morreu por overdose em mais de uma vez, pelas bebidas. Pantera que já era acusado de ser um banda racista por fazerem uso da bandeira confederada (lembro que Phill é de Nova Orleans, não de Dallas de onde surgiu o Pantera).

Para alguns (principalmente por aqui) a bandeira confederada representa o racismo, quando para a maioria os sulistas que a usam representa somente o orgulho de ser sulista e a luta por sua liberdade e sesseção (ainda que sua luta por separação envolvesse uma questão errada como o uso do trabalho escravo não foi o único motivo pela guerra). Sempre se vincula a bandeira confederada à Klu Klux Klan, que a maioria não sabe foi criada por membros do partido democrata, que hoje representa nos EUA a esquerda americana e são os principais detratores da bandeira confederada.

Aqui no Brasil temos exemplos de orgulho separatista pelos vários movimentos separatistas que ocorreram durante o império. O principal deles do Sul do Brasil, mas todo separatista é um racista? Lembro que a bandeira do estado de Minas Gerais é a bandeira da inconfidência mineira.

Pergunto de novo. Todo separatista é racista?


1997 é logo ali

O fato é que 30 anos depois Phil é acusado de novo de ser racista. Nossa sociedade convencionou, felizmente, que o racismo é execrável. Acho que Phill merece o puxão de orelhas público que está recebendo da comunidade metal em todo mundo.

Mas me permitam fazer o papel de advogado do Diabo para após chegar a conclusão de onde estou querendo chegar com toda essa polêmica alimentada pela imprensa. Eu não acredito, de coração que Phill Anselmo seja racista. É sabido que Phil faz ou fez, parte de algum grupo 'White Power' em Nova Orleans. O cara fez uma piada (ou provocação a alguém) interna que foi mal interpretada. Ele já afirmou varias vezes que não é racista, estou dando o benefício da dúvida a ele pois temos no YouTube a vontade documentos registrados do cara fazendo jans com todo mundo. Inclusive temos disponível uma apresentação dele tocando com o Living Color. (https://www.youtube.com/watch?v=52Vkbf-z8eg) a menos que ele seja um fingido de proporções sociopáticas, um racista genuinamente orgulhoso por ser branco não subiria ao palco para tocar com afro-americanos. Minha opinião que espero não estar redondamente enganado.

Tudo no final as contas vai girar no que as pessoas querem acreditar. Não no que é verdade. E Phil deu margem pra isso. Por isso, o Troféu Asshole deste blog, que estava guardado há um bom tempo, vai pra você Phill, mas ainda gostamos de você.

Mas essas merdas que Phill fala bêbado, ao meu ver, causou indiretamente a morte de um amigo. Ou aprende que ele é uma pessoa publica e se assume se realmente é racista ou entende que o que ele fala tem efeito em cabeças fracas tipo a do cara que foi encher o Darrell de bala.

Por outro lado vejo pessoas criticando Phill o chamando de racista, mas alguns desses são fãs de Burzum. Parabéns para vocês, não consigo separar as coisas dessa forma estranha como conseguem fazer.

A imprensa ideológica

O site metal Sucks num trabalho de jornalismo investigativo inédito na história da imprensa especializada (percebam o meu sarcasmo aqui) foi atrás da garrafa que Phill estava consumindo nos bastidores do Dimebash. Descobriram que não era vinho branco mas sim vodka com batida de limão. Em seguida Phill arrega e pede desculpas por ter sido um grande idiota. Mas deixa implícito que rolou algum atrito nos bastidores referente a morte de Darrell. E que o sieg heil era uma piada interna sobre o que rolou.

Em seguida a namorada de Dimebag, Rita Haney faz uma declaração pública confirmando a existência do vinho branco ao mesmo tempo que critica o gesto de Phill e perdoa seu pedido de desculpas.

A imprensa especializada está aproveitando o caso para cagar regras sobre o metal. Como se o gênero fosse uma coisa fofa unanime que prega amor, tolerância cantarolando as ideias de John Lennon de mãos dadas. Não é, e nem deve ser. Não a toa existem diversos tipos de bandas e artistas que propagam todo tipo de ideia. Boa ou ruim de esquerda ou de direita. Temos algumas histórias de assassinatos, rixas de gangue e outros momentos nada amorosos. Fica claro que a imprensa especializada segue a mesma linha progressista ditadora de regras louca para achar alguém para ser crucificado em prol do cumprimento dessa agenda querendo impor um pensamento único e ideologicamente ligado com as supostas convicções desse pensamento.

Heavy Metal sempre foi um meio de desajustados. Alguns se ajustaram com a idade, outros não. Mas o Heavy metal sempre flertou a com escuridão da alma humana, com os seus piores aspectos, muitas vezes refletido no comportamento dos artistas.

Se alguém considera realmente que ele seja racista é simples. Parem de consumir tudo que ele produzir e parem de dar pageviews a matérias relacionadas a ele. Eu quando não aprovo a conduta de um artista o boicoto. Um exemplo disso é que eu não consumo nada produzido por bandas que exaltam assassinos como Che Guevara - que era racista, e não faltam declarações do próprio que comprovam isso - e ditaduras como Cuba como faz o Rage Against the Machine.

Até aqui a atuação da imprensa especializada, principalmente a brasileira, tem sido de total sensacionalismo com o caso pendendo somente na criação de um monstro para combater, quando ela, se quisesse poderia atacar artistas do meio que assumidamente possuem o comportamento o qual querem condenar, ou apoiam irrestritamente governos que praticam aquilo que dizem condenar. Não o fazem por ideologia.

Algumas pequenas considerações:



- Robb Flyn, frontman do Machine Head gravou um video fazendo duras criticas a Phill e ao Pantera como um todo por esse ato de racismo. O Pantera era comporto por quatro pessoas, atribuir mancha ao legado da banda por conta da atitude de um membro, ainda mais depois de banda ter terminado é um erro. Porém, Flynn tem um histórico, e tem uma passagem no mínimo incoerente pra quem diz se incomodar tanto com um sinal de "Sieg Heil". Quando ao comprar o apartamento havia uma clausula dizendo que o imóvel não poderia pertencer a um negro. Ele comprou o apartamento assim mesmo.

- Flynn não demonstrou aversão ou desconforto ao posar nessa foto do Gary Holt (Exodus) e Jeff Hanneman (R.I.P) ex-slayer, brincadeira ou não Hanneman era outro que vivia sofrendo acusações de ser nazista. Mesmo dividindo palco com um cubano e um chileno.

- Rita Haney, ex de Darrell também fez um comentário sobre a postura de Robb insinuando existir mais coisas nos bastidores do que veio a público.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O "Direito de Não Ser Ofendido" é Uma Receita para o Totalitarismo



A Pepsi está de parabéns pelo seu novo comercial. Mostra que esta, pelo menos, não se vendeu ao discurso politicamente correto.

O mais divertido - ou mais triste - é ver o chororô nos comentários, de gente reclamando que a Pepsi estaria "fazendo o desfavor de ridicularizar vários movimentos que lutam por seus direitos". Ainda assim, a maioria esmagadora são comentários positivos, mostrando como os politicamente corretos nada mais são que uma minoria histérica que se acha no direito de impor sua visão e seus valores sobre toda uma sociedade discordante.

O problema com esse discurso que defende o "direito" de não ser ofendido é que uma ofensa é algo totalmente subjetivo e que depende muito mais dos valores da pessoa do que da ação em si. Por exemplo, tenho uma amiga que, quando fica irritada comigo, já me manda até tomar no cu se for o caso. Não ligo a mínima. Por outro lado, conheço uma pessoa que se sentiu extremamente ofendida só porque eu disse uma vez "vá se ferrar" do tanto que ela me irritou. 

De minha parte, francamente odiaria ter o direito de não ser ofendido. Em primeiro lugar porque praticamente nada me ofende. Em segundo lugar porque isso é garantia de que irão mentir pra mim toda vez que tiverem medo de me desagradar. Na URSS, o único que efetivamente tinha esse direito era Stalin, porque qualquer um que o ofendesse correria o risco de ter sua cabeça literalmente cortada. 

Praticamente qualquer coisa pode ofender qualquer pessoa. Um religioso pode se sentir ofendido ao ver 2 gays se beijando. Um muçulmano pode se ofender se você o convidar para um churrasco e servir carne de porco. O direito de não ser ofendido é completamente incompatível com a liberdade. Levado ao pé da letra, uma pessoa que se sentisse ofendida com o beijo gay na novela poderia demandar a censura da mesma. O mesmo vale para livros, filmes ou qualquer tipo de arte. Demandar o direito de não ser ofendido é, em última instância, querer obrigar todos os outros a usarem uma linguagem excessivamente diplomática, artificial até, apenas para não incomodar sensibilidades exageradas. Significaria criar uma legislação baseada em meros caprichos, e não em critérios objetivos. É criar uma casta de intocáveis e incriticáveis, que poderiam mandar qualquer um calar a boca simplesmente ao se fazer de vítimas reclamando que se sentiram ofendidas. 

Enfim, é uma pauta altamente autoritária que só serve para que pessoas infantis, hipersensíveis, narcisistas e egocêntricas possam se sentir bem consigo mesmas. A defesa do direito de ofender nada tem a ver com ser "bonito" insultar, desrespeitar ou fazer piadas machistas e racistas, mas sim porque a negação deste direito se torna a negação da própria liberdade. Em nome das "minorias oprimidas", o politicamente correto silenciará a todos.

domingo, 2 de agosto de 2015

Métodos de doutrinação ideológica

Algumas técnicas de doutrinação são bastante sutis. O doutrinado precisa, antes de tudo, acreditar que está sendo educado. Aqui, tento explorar 3 técnicas de doutrinação bastante usadas.

Primeiro método: extrapolar os limites do conhecimento do aluno e do professor e estimular a exposição de emoções e preconceitos
Uma dessas técnicas consiste em extrapolar a função do professor, fazendo-o ir além de sua função e de suas capacidades. Por exemplo, no livro de "história" doutrinário do MEC, podemos ver perguntas no estilo "Cuba teria alcançado o mesmo nível de desenvolvimento que tem hoje se fosse um país capitalista, aberto aos investimentos dos EUA?" ou "Nos tempos atuais, de globalização, os investimentos de empresas norte-americanas poderiam ser encarados como saudáveis parcerias?"

Mesmo ignorando a propaganda descarada do regime cubano, estas são perguntas de economia, e não de história. Qualquer resposta minimamente coerente e razoável iria requerer, no mínimo, conhecimentos básicos de economia, que permitissem que os alunos compreendessem pelo menos qual a função e o propósito do investimento. Conhecimento este não apenas sistematicamente negado aos alunos, mas que também estão além das capacidades e competências de qualquer professor de história, ou do que deveria ser exigido do cargo. Lembro-me claramente, na minha época de escola, de ter ouvido repetidas vezes que devemos ser "empreendedores", ainda que professor nenhum jamais tenha explicado o que é empreendedorismo, qual sua importância e qual sua função.
Sendo assim, independentemente de qual resposta o livro ou o professor dê como correta, isso não passará de mero preconceito, ainda que disfarçado de conhecimento genuíno ou de uma "análise crítica de mundo".

Da mesma forma que os professores doutrinadores vão além do que deveria ser de sua competência, os alunos vítimas dessas técnicas também são estimulados a irem além do que lhes deveria ser exigido.

Não há nenhuma razão, por exemplo, para crer que o público geral deva entender detalhes sobre a administração de uma empresa multibilionária e compreender todas as idiossincrasias no processo de tomada de decisões administrativas que levam um empresário a oferecer salários milionários para executivos e CEOs. Entretanto, esse desconhecimento não impede o público de expressar sua indignação e até mesmo revolta moral contra os salários "abusivos" pagos a tais profissionais. O que é inaceitável é que tal atitude - de externar emoções em detrimento de um conhecimento de causa - encontrem eco nas salas de aula.

Isto é reforçado com a ideia de que os alunos devem ter opinião sobre tudo. Claro que devemos ter opiniões próprias e não ser só mais uma maria-vai-com-as-outras. Mas isso não significa que precisamos ter opinião sobre tudo, principalmente sobre assuntos que demandam um alto grau de conhecimento especializado e/ou experiência pessoal. Nesses casos, ter uma "opinião" é a exata antítese do conhecimento.

Ninguém acharia razoável pedir, por exemplo, que um aluno escreva sobre a melhor maneira de se gerir uma concessionária ou de se treinar um atleta profissional, muito menos para opinarem sobre procedimentos médicos ou veterinários. O motivo é muito simples: são questões que exigem um alto grau de conhecimento específico, e que vai muito além do conhecimento e da vivência de qualquer aluno de 1º ou 2º grau. Ainda assim, espera-se que opinem sobre questões como política econômica, ideologia política e relações internacionais, uma tremenda contradição.

O mais triste é ver este tipo de coisa sendo encarado como "reflexões críticas". O resultado é igualmente claro e assustador: alunos semianalfabetos, ou completos analfabetos funcionais, que dizem ser "críticos do sistema" e acreditam que assim estão "pensando com a própria cabeça".

Resumindo: esta técnica consiste em pura manipulação retórica, incapacitando o aluno de perceber que o que está sendo estimulado é a exposição de preconceitos e emoções, ainda que disfarçados como se fossem conhecimento genuíno ou "pensamento crítico".

Segundo Método: incapacitar os alunos de fazerem conexões lógicas de causa e consequência

Thomas Sowell disse uma vez que "fatos não falam por si sós. Eles falam contra ou a favor de teorias concorrentes. Fatos isolados são meras curiosidades". Isto fica bastante claro ao percebermos como certas visões são apresentadas aos alunos como sendo axiomáticas ou auto-evidentes, e não como hipóteses a serem provadas através de argumentos. Isso isenta o doutrinador de ter que demonstrar qualquer relação de causa e efeito quanto às ideias que quer incutir na mente de suas vítimas.

Muito do trabalho de doutrinação é feito não a partir do que se diz, mas também do que não se diz. Isto pode levar a conclusões apressadas e completamente equivocadas. Por exemplo, são citadas diversas estatísticas que dizem que os homens ganham mais do que as mulheres. Entretanto, a manipulação retórica transforma aqui homens e mulheres em meras categorias estatísticas. Há uma diferença enorme entre dizer que homens e mulheres - como categorias estatísticas, e não como indivíduos isolados - ganham salários diferentes por tomarem decisões profissionais de uma maneira diferente, e afirmar que homens ganham mais por fazerem o mesmo trabalho. (Dica de leitura: em "Economic Facts & Fallacies", Thomas Sowell explora esta questão, entre muitas outras, com muito mais profundidade, sem versão em português)

Um aluno pode passar sua vida acadêmica inteira sem jamais ouvir questionamentos que façam esta distinção e sem ouvir qualquer explicação alternativa além da que afirma que o que explica tal diferença é a discriminação e que, se há uma redução nessa diferença, é mérito do feminismo por reduzir o nível de discriminação. Da mesma forma, Getúlio Vargas é comumente retratado como um grande estadista e é comemorada a criação das leis trabalhistas e da CLT como se essas explicassem a melhoria das condições de vida dos trabalhadores, sem jamais ser feito nenhum estudo comparativo sobre melhoria das condições de vida dos trabalhadores em países com leis trabalhistas rígidas versus melhoria das condições de vida dos trabalhadores em países com leis trabalhistas mais flexíveis ou mesmo inexistentes. É olhado para o fato de países de 3º mundo receberem investimento estrangeiro de países de 1º mundo, e então conclui-se que a riqueza dos países que investem causa a pobreza dos países que recebem estes investimentos (normalmente sob o discurso do "imperialismo" norte-americano). Estes são apenas alguns dos muitos casos onde simplesmente são apontados fatos aleatórios e se conclui que o primeiro é consequência do outro, sem que seja fornecida qualquer explicação causal e sem que os alunos sequer tomem conhecimento de que há visões conflitantes e explicações alternativas.

Outra característica deste método é a prevalência da teoria em detrimento da experiência prática, que é sumariamente ignorada ou mesmo desprezada. Por exemplo, é falado muito sobre a exploração do trabalhador, mas nunca é estimulado que as crianças sequer perguntem aos seus próprios pais se estes se sentem explorados por seus empregadores. Diz-se que as mulheres são discriminadas e ganham menos por fazer o mesmo serviço, mas nunca é dada uma chance de resposta ao empregador ou mesmo apresentado um único depoimento de uma mulher que tenha alegado discriminação salarial. Em uma prova recente do ENEM, a maioria (se não todas) as redações que tiraram nota máxima defendiam sérias restrições ou proibições à publicidade infantil, retratando-a como se esta tivesse um poder quase que sobre-humano quanto a seu poder de influência sobre as mentes das crianças, mas sem haver nenhuma menção à própria experiência pessoal.

Um caso onde isto fica bastante óbvio são em discussões sobre a maioridade penal, onde muitos assumem como auto-evidente a premissa de que mais educação necessariamente irá levar a uma redução da criminalidade, sem que jamais seja explicada qualquer ligação entre as 2 coisas. O mesmo é válido para discursos que assumem como axiomático que o sistema de saúde público fará os ricos pagarem pelo tratamento dos pobres. Tais ligações não são nem lógicas nem autoevidentes, como mostrado aqui e aqui.

Claro, pode-se concordar ou discordar destes argumentos. O que está em questão aqui não são os méritos ou deméritos de uma visão em particular, mas sim a capacidade dos alunos de relacionar causa e consequência ou de formular contra-argumentos lógicos e coerentes.

Intencional ou não, a perversidade deste método é clara: consiste em destruir a capacidade dos alunos de fazer conexões lógicas de causa e efeito. O resultado são professores e alunos que repetem, feito papagaios, discursos do tipo "Se A, então B", mas completamente incapazes de explicar o COMO e o PORQUÊ. Ou que, no mínimo, acabam propagando diversas (e perigosas) falácias econômicas. Como foi devidamente apontado por Joel Pinheiro da Fonseca em seu artigo Nota Máxima para o Clichê Ideológico: "Adolescentes terminam o ensino médio sem nem mesmo terem noções rudimentares de oferta e demanda, mas familiarizados com o conceito de mais-valia e cheios de certezas sobre os males do sistema econômico "neoliberal" e com ojeriza à ideia de lucro". Lembro-me perfeitamente de ter visto uma vez, por acaso, uma lista com quase 200 nomes de autores críticos do marxismo e socialismo, dos quais eu pude reconhecer cerca de uma dúzia. Nenhum destes nomes me fora sequer mencionado em toda a minha vida acadêmica.

Claro que não há necessidade de entendermos a causa de todas as coisas, visto que não somos oniscientes e que o conhecimento humano é imperfeito. Nesses casos, nossa única alternativa é confiar na experiência. O que é inaceitável é que visões completamente equivocadas sejam transmitidas não como uma explicação possível, mas sim como uma verdade incontestável, à revelia da experiência de milhões de pessoas.

Terceiro método: confundir a distinção entre moral e política

Outra forma de doutrinação que pode passar despercebida é a tentativa de unir moral e política como se fossem uma coisa só. Isso pode ser feito através de perguntas aparentemente inocentes, do tipo "você concorda com a política X dos EUA" ou ao pedirem para os alunos opinarem sobre questões como o "imperalismo" ou o "neoliberalismo".

Fica claro que a intenção desse tipo de pergunta não é realmente que os alunos expressem uma opinião, mas sim manipulá-los para que CONDENEM os inimigos políticos do doutrinador. A imagem a seguir, tirada do livro "Nova História Crítica", ilustra perfeitamente esta questão. Neste caso em particular, é completamente ignorado, por exemplo, o fato de que tais situações de fome só afetam países socialistas ou pouco capitalistas, assim como o fato de que todas as mercadorias que atravessam fronteiras são importadas pelo local de origem. Isso pode incluir desde produtos alimentícios e de vestuário até livros acadêmicos, medicamentos, chips de computador, matérias-primas como carvão, ferro, cobre e petróleo, tecnologias diversas, etc. O mercado de luxo é apenas uma pequena fração, sendo também ignorado o fato de que mesmo o mercado de luxo acaba sendo fonte de renda e de geração de empregos para milhares de pessoas. Esse tipo de imagem não passa de pura desonestidade intelectual e manipulação retórica e cuja refutação requer alguns conhecimentos básicos de economia (que são sistematicamente negados para os alunos, como apontei anteriormente) para que não se caia em falácias comuns. Neste caso, a falácia do jogo de soma-zero, que considera a riqueza como um bolo fixo a ser dividido e que acredita que a riqueza de alguns causa a pobreza de outros.



Entre todos os métodos de doutrinação, este é, em minha opinião, o mais monstruoso e covarde. Em primeiro lugar porque se aproveita da ingenuidade e falta de experiência das crianças, que dificilmente irão perceber que estão sendo emocionalmente manipuladas. Em segundo lugar porque intenciona fazer a vítima incorporar valores políticos - tais como o antiamericanismo e o anticapitalismo - em seu código moral. Em outras palavras: não se espera que o aluno simplesmente entenda o mundo, mas que dê uma avaliação MORAL para o mesmo, após ter sido apresentada uma única versão dos fatos, completamente distorcida e enviesada. Se bem sucedida, tal técnica é de difícil desconstrução, uma vez que tende a fazer com que o doutrinado considere, de imediato, posições contrárias não como uma diferença de perspectiva, mas como uma séria falha moral e de caráter, sem nem ao menos terem seus argumentos respondidos ou sequer ouvidos.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Humilhação em cima de humilhação...

Morreu na última semana um Policial Civil de Brasília que participava dos Jogos 'World Police and Fires Games', que está sendo realizado nos EUA.

Carlos Silva estava em um pelotão de ciclismo quando um ciclista caiu e os que vinham atrás bateram uns nos outros provocando a queda de muita gente. Com a queda o policial brasileiro bateu com a cabeça numa mureta e não resistiu aos ferimentos.

Aguardando a saída do corpo do hospital houve um cerimonial e vários policiais locais compareceram, inclusive o Chefe de Polícia, e prestaram homenagens ao policial brasileiro falecido, dando tratamento de herói, mesmo sendo ele um estrangeiro.

Disseram ser inacreditável existir uma Delegação representando o seu País sem o custeio das passagens e diárias. O Chefe de Polícia achou estranho a Presidente Dilma não ter comentado, durante sua visita aos Estados Unidos, que tinha uma Delegação de Policiais representando o seu País nos jogos.

Após o acidente um representante da embaixada brasileira nos EUA foi destacado para acompanhar o caso, mas informou que o traslado do corpo seria de responsabilidade dos familiares, pois o Governo brasileiro, por meio do Itamaraty , não arcaria com as despesas, mesmo o ciclistas tendo falecido em competição representando o Brasil.



Autoridades americanas prestando homenagens ao policial brasileiro. Seu corpo foi escoltado até o aeroporto pelos policiais e bombeiros da cidade. 

As noticias dão conta que o translado do corpo vai ser bancado pela Polícia Americana.

Só a título de informação, Presidente Obama enviou uma mensagem de condolências para a Presidente Dilma pela morte do Agente...

Mais uma humilhação feita pelo nosso próprio governo, o mesmo que fez de tudo para ajudar um traficante preso na Indonésia.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

As crônicas de um mineiro no Rio de Janeiro

Essa cidade é, de fato, um caso único em todo o mundo.

Por João Luis Jr

"Três coisas que aconteceram comigo nesses meus seis anos no Rio de Janeiro e que talvez não tenham ligação direta com o fato de eu estar no Rio de Janeiro mas eu vou sempre associar com o fato de que eu tava no Rio de Janeiro".

- O ano era 2009, eu era apenas um garoto de óculos recém-chegado do interior e, após me apresentar no meu emprego novo, ali na região da cidade nova, fui pegar, sozinho, meu primeiro ônibus em direção à rodoviária, na intenção de voltar pra juiz de fora e dizer pra minha mãe que tava tudo bem, confirmado, eu ia mudar de cidade, o beliche era todo do Júlio agora. “é muito fácil”, me disseram. “o ônibus pra rodoviária tá escrito rodoviária nele, ele vai te deixar na rodoviária”, me disseram. veio o ônibus, nele tava escrito rodoviária. eu entrei. munido daquela desconfiança praticamente genética que habita o corpo do cidadão mineiro, eu, mesmo vendo que na frente dizia rodoviária, mesmo vendo que do lado dizia rodoviária, mesmo vendo que dentro dizia rodoviária, perguntei pro motorista “esse ônibus vai pra rodoviária?”. ele falou “não”. eu imaginei que fosse ironia, mas na cara dele não se lia ironia, e ele tava me esperando descer. aí eu falei “não? mas aqui diz rodoviária”. aí ele falou “tá falando sério?”. eu falei “tô”. aí ele saiu do ônibus, olhou lá fora e falou “PUTAQUEPARIU, CARALHO” e voltou pra dentro do ônibus. “PUTA MERDA, ele repetiu”. e aí ele gritou lá pra trás “AGORA TAMOS INDO PRA RODOVIÁRIA, PRA RODOVIÁRIA”. no caminho pra rodoviária o ônibus bateu de leve numa kombi mas chegamos bem. eu até hoje prefiro andar de metrô no rio de janeiro.

- Aí o ano já era 2014 e eu tinha decidido fazer meus próprios picolés de coco. não queria comprar picolé de coco, não queria comprar sorvete de coco, eu queria fazer meus picolés. e também não queria usar leite de coco, essência de coco, eu queria viver a experiência de comprar o coco, usar a saborosa polpa do coco, bater essa polpa do coco com leite e açúcar, fazer meus próprios picolés. pra isso eu fui no hortifruti, comprei dois cocos e fui ali, animado, satisfeito, chego até mesmo a dizer, jubiloso, pra casa. chegando lá notei que eu não tinha onde quebrar o coco. não dava pra quebrar na pia, não dava pra quebrar no chão, tentei segurar com uma mão e bater com a outra usando um martelo, depois uma faca, apenas me cortei, o martelo quebrou um prato, não tava legal. saí com o coco. perguntei pro porteiro onde no prédio eu podia quebrar um coco e ele me olhou como se eu fosse um locatário de pijama segurando um coco, uma faca, meio sujo de sangue, perguntando onde poderia quebrar um coco. me sugeriu quebrar o coco na rua. eu saí, fui pra rua. caminhei com o coco pela minha rua, segurando um saco plástico, até achar um beco mais escondido. olhei pros lados, confirmei que eu estava sozinho. coloquei o coco no saco plástico. atirei o coco no chão. uma vez. duas vezes. antes que eu atirasse a terceira uma senhora apareceu na janela gritando TIRO, TIRO, TIRO e um porteiro surgiu na minha frente e algumas pessoas falaram em chamar a polícia. relatei isso pra minha namorada e ela me disse que é possível achar coco fresco ralado pra vender, ela não entendeu por que eu tentei resolver isso assim.

- Acho que isso faz um tempinho. eu tava esperando pra atravessar a rua saindo do metrô, do trabalho pra casa, quando o sinal ficou verde pros pedestres. um carro, mesmo diante do sinal vermelho pra ele, foi acelerando até parar exatamente em cima da faixa. eu, já mal-humorado após um dia cansativo e lembrando que todo dia é dia de ironia no meu coração, resolvi bater palmas acintosamente pro cara que estava estacionado em cima da faixa enquanto passava na frente do carro. aí ele abriu a porta dele e saiu correndo atrás de mim segurando o que parecia ser um pedaço de madeira, deixando o carro pra trás, aberto no meio da rua, com o sinal verde pra ele. eu corri dele mais ou menos até a praia e fiquei lá esperando uns 20 minutos pra ter certeza que ele tinha ido embora, quando eu aí voltei correndo pra casa e tentei não sair até o dia seguinte. 

Babilônia maravilhosa... até parece.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Pensamentos sagazes: Um pais de tolos


Certa vez o falecido Tim Maia enumerou motivos para explicar o porque o Brasil nunca daria certo. sendo um dele o "pobre de direita". Me desculpe Tim, mas eu posso enumerar motivos piores.

Vejamos, o Brasil é o pais em que:

- Puta se apaixona;
- Traficante é viciado;
- A esquerda é caviar;
- Negro é racista;
- Gay se veste de Che Guevara;
- Se mistura socialismo e liberdade;
- Onde artista socialista defende direito a propriedade intelectual;
- Politico do partido comunista é dono de restaurante;
- Anarquista defende o estado;
- A vitima é a culpada;
- O bandido é a vitima;
- Menor pode: Votar mas não pode ser preso caso mate alguém.

E ainda tem gente que se incomoda por existir pobre de direita e roqueiro conservador. Como são tolos...



terça-feira, 2 de junho de 2015

O Estado Babá não tem limites ou "Legalizem o Cloreto de Sódio!"

Restaurantes do ES são proibidos de deixar sal em mesas a partir de julho.
(Globo.com)


Uma lei estadual que proíbe que bares, restaurantes e lanchonetes mantenham saleiros e sachês nas mesas começa a valer no mês de julho. A intenção é evitar o consumo excessivo de sal. O sal só poderá ser levado à mesa se o cliente pedir. A lei estadual já foi sancionada, e em caso de descumprimento, os donos dos estabelecimentos serão multados em mais de R$ 1,3 mil.

O Sindicato dos Restaurantes e Bares do Espírito Santo (Sindibares) disse que apoia medidas contra hipertensão, mas alguns comerciantes acreditam que a lei vai prejudicar o atendimento. Mas enquanto a lei não entra em vigor, o saleiro e os sachês continuam na mesa.

O gerente de restaurante Sandro Oliveira, acredita que o sal na mesa gera mais comodidade ao cliente. "Eu já coloco o sal para a comodidade do cliente, fica mais fácil para nós trabalharmos", disse o gerente.


Sim, você leu isso corretamente. A mais nova medida do 'Estado Babá' quer evitar consumo excessivo, que pode prejudicar a saúde da população inepta a cuidar de sí própria e de assumir os riscos de suas decisões e hábitos alimentares.

Quando nós dizemos que o estado babá não tem limites e que ele está mais próximo de um polvo cheio de tentáculos do que de uma ave que quer por seus protegidos debaixo de suas asas não estamos exagerando.

Chegamos ao ponto em que um video humorístico feito pelo nosso colaborador João Carpalhau do seu extinto grupo de humor "Os Camaradas", ganha ares de veracidade.

Então, nós perguntamos. Você é contra ou a favor da liberação do Cloreto de Sódio?



Só levando no humor mesmo.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Eu vim do inferno para lhes contar que mesmo lá, existem anjos



Aos que não estão familiarizados com a Cidade de Duque de Caxias, este é o Bairro chamado de Parque Beira-mar. De onde surgiu um dos maiores traficantes da história do pais. E que creio eu, todos vocês já tenham ouvido falar de seu mais "ilustre" morador.

Segundo toda a esquerda militante brasileira, a pobreza, a falta de estrutura familiar e a falta de educação leva o individuo ao crime.

Eu posso dizer que discordo desta tese tomando esta faixa de terra como exemplo. Pois digamos, eu conheço algumas pessoas que vivem ou viveram lá. alguns cometeram deslizes na vida, desses alguns tiveram um fim precoce, outros se redimiram e hoje vivem suas vidas de forma justa. Mas a IMENSA maioria das pessoas, mesmo com essas caraterísticas usadas pela esquerda para justificar o crime, nunca se perderam e vivem uma vida honesta e simples dentro de suas possibilidades. Muitos eu vi saírem de lá com a força de seu trabalho e competência. Outros prosperaram lá mesmo.

Então eu posso afirmar que para cada Fernandinho Beira-mar existem centenas de pessoas que vieram do mesmo buraco e ESCOLHERAM não ir para o crime. Preferiram acordar cedo, encarar ônibus cheio para trabalhar 8 horas em outra cidade e ainda estudar à noite para só voltar pra casa tarde da noite, correndo sim riscos à mercê daqueles que decidiram ir para outro caminho (e mesmo esses demonstravam algum respeito por essas pessoas que decidiram pelo caminho mais difícil, sim ser marginal é o caminho mais fácil acredite nisso ou não).

Então é por essas centenas de pessoas para cada "Beira-mar", que eu demonstro minha indignação quando vejo gente supostamente inteligente e letrada reproduzir uma falácia imoral e ofensiva a essas pessoas que são honestas, que trabalham, que estudam. Gente que tinha tudo para dar errado, mas preferiram peitar o que o mundo espera delas (ser um bandido) e seguir em frente, mesmo com um mundo inteiro contra, principalmente o estado a quem os falsos defensores dos "oprimidos" idolatram.

(Eu vivi e fui criado lá, por 17 anos da minha vida. Mas eu não sou um exemplo. Talvez eu tenha tido um pouco mais de oportunidade que meus amigos de infância e vizinhos. Eu tive uma mãe - semi-analfabeta - que nunca quis nada do estado, sempre lutou ela pra ter o que queria e me dar o que podia. E se não dei certo culpo unicamente minhas escolhas. Mas eu agradeço por ter tido a oportunidade de ver a verdade que supostos intelectuais arrogantes com suas poses e fotos degustando vinho, populistas, burocratas de carreira, idolatras do estado e pretensos detentores da virtude nunca conhecerão).

Então quando um 'justiceiro social' diz que a "pobreza leva à criminalidade" eles está indiretamente matando uma dessas pessoas que lutam para viver dignamente.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Opinião: "O "politicamente correto" fará estragos a nossa sociedade e com a mente de seus adeptos"




O "Politicamente Correto", um monstro que começa a devorar seus criadores



Para entender a questão, primeiro vamos ao show de horrores contido no relato abaixo, que poderia perfeitamente ser chamado de "O curioso caso de Luisa/Helena/Heloisa/Luis":

Lua Sophie 4 May at 11:49 · LESBOFOBIA E SILENCIAMENTO DE MULHERES NO EME. Algumas moças já fizeram relatos ao voltarem do EME ontem a noite, eu cheguei tão exausta psicologicamente que não consegui escrever sobre, mas vamos lá.

O EME deveria ser um espaço acolhedor e seguro para as mulheres que lá estavam presentes, eu imaginei que seria um espaço trans-inclusivo, e foi. Havia um homem, que vive como homem, que é lido como homem socialmente, e que usava barba até chegar no evento, e que decidiu, após chegar no evento que era mulher-trans e lésbica. Quando eu cheguei ao evento, eu não vi essa pessoa, algumas mulheres me procuraram dizendo "tem um homem aqui! isso é absurdo" até que eu o vi. Ao chegar lá, ele tirou a barba, e decidiu que o nome dele era Helena, depois parece que ele não gostou do nome e mudou o nome pra Luisa, depois pra Heloisa, e enfim, as amigas dele o chamavam de Luis. Muitas mulheres lésbicas que estavam comigo estavam desconfortáveis com a situação, depois descobrimos que a saia que ele usava era de uma moça do próprio alojamento que havia emprestado, pois fora dali, Luisa/Helena/Heloisa/Luis não usava saia, nem batom, fora dali Luisa/Helena/Heloisa/Luis era um homem branco, classe média, universitário que namorava uma menina, que estava presente no evento, porem até então não sabiamos que esse homem se dizia lésbica, as coisas foram aparecendo conforme o tempo foi passando la dentro.

Muitas mulheres com que eu tive contato lá dentro, expuseram seu desconforto, mas tinham MEDO de falarem qualquer coisa e parecerem preconceituosas, algumas se sentiram culpadas por se sentirem desconfortáveis dentro do banheiro aonde 1.000 mulheres tomavam banho e trocavam de roupa e deveriam se sentir seguras, porque Luisa/Helena/Heloisa/Luis estava lá dentro, tomando banho com elas, trocando de roupa com elas. Mulheres heterossexuais também se sentiram invadidas e expostas, mulheres lésbicas se sentiram coagidas, e ridicularizadas com aquela situação. Durante o evento eu e algumas feministas radicais discutimos o quão problemático era aquilo.

Eu queria ressaltar, que ao chegarmos no evento, eu e minha noiva estávamos arrumando nossas coisas, e uma moça da organização do EME veio até ela, supondo que ela era trans - o que eu achei absurdo, ela não é obrigada a performar feminilidade, ela é lésbica, ela NÃO é trans- e disse que havia um banheiro EXCLUSIVO para trans, e explicou pra ela como ela faria pra usa-lo. Haviam cerca de 10 pessoas trans no evento, inclusive um "homem-trans" que nasceu como mulher, foi socializado como mulher, e corria risco de ser estuprada tanto quanto as outras mulheres do evento, e essas pessoas usaram o banheiro exclusivo para elas, pessoas aparentemente transicionadas, enquanto Luisa/Helena/Luis o homem que estava com uma saia emprestada de uma das companheiras do evento, e que fez a barba somente ao chegar ao evento, insistia em usar o mesmo banheiro e alojamento que as outras mulheres do evento (por que será né?) enfim.

Ouve um sarau na noite de sabado 2/05/2015 aonde esse homem estava presente, e de repente quando vimos ele estava beijando uma mulher lá dentro, não foi um selinho, não foi um simples beijo, ele estava beijando ela loucamente, aquilo foi desesperador para A MAIORIA DAS MULHERES, mulheres que eu nem conhecia se revoltaram, mulheres que estavam no mesmo alojamento, que trocaram de roupa na frente desse homem, se sentiram invadidas, nós lésbicas, e feministas radicais tentamos intervir de forma pacífica, cantando alto, pra que todas soubessem que aquilo não iria passar em branco, e Luisa/Helena/Heloisa/Luis, RIU da nossa cara, quando isso aconteceu, rolou um conflito, e algumas moças vieram conversar conosco, não quiseram nos ouvir, disseram que ele sofria mais que todas nós, que ele era "lesbica" e que a gente devia parar com o preconteito e transfobia, mulheres lésbicas se desesperaram, choraram, gritaram com toda força que aquilo ali era lesbofobia, que dizer que existe falo-lésbico é cultura de estupro, é discurso que propaga a violência, que estavamos nos sentindo com medo, coagidas, não quiseram ouvir, não quiseram ouvir !!! Afinal, um homem que decidiu se identificar como mulher dentro do evento, sofria mais que todas nós.

Durante esse conflito dentro do Sarau, VARIAS, VARIAS, VARIAS mulheres vieram até nós, lésbicas,feministas radicais, feministas partidárias, feministas anarquistas, feministas que seguem correntes divergentes ao feminismo radical prestar apoio, dizer que tambem não concordavam com aquilo,, e quando vimos eramos cerca de 50 mulheres expondo o medo e o desconforto com esse homem. 50 mulheres mostraram sua indignação com aquilo, a maioria era lésbica, 50 MULHERES FORAM IGNORADAS E SILENCIADAS.

Uma moça foi ameaçada no banheiro, por outra mulher que estava defendendo Luisa/Helena/Heloisa/Luis. Uma mulher negra e lésbica foi chamada de desumana. Mandaram eu, e mais algumas compas lésbicas "irmos tomar no cú".

Conseguimos nos organizar politicamente, fomos pra fora do sarau, e fizemos uma plenária, expomos o quanto estávamos coagidas ali dentro, expomos que nos sentimos invadidas e decidimos que faríamos uma intervenção no dia seguinte, domingo 03/05/2015. Chamamos a organização do evento, e uma das organizadoras nos disse que teríamos um espaço pra falar, que queria por escrito um texto, pautando o desconforto daquelas mulheres, para que ela pudesse levar pra mesa do EME, e que nós teríamos local de fala.

Nós ficamos a madrugada inteira discutindo, e tendo cuidado em como elaboraríamos esse texto, durante a madrugada algumas meninas foram dormir, eu, Andressa e Fernanda ficamos até as 7 da manhã concluindo os textos, fizemos um texto geral, que englobava todas as mulheres, e fizemos um texto falando sobre a lesbofobia e a cultura de estupro que tava rolando. Nós não dormimos, nós estávamos exaustas, mas não podíamos deixar que aquilo passasse em branco, que mais uma vez lésbicas fossem silenciadas e agredidas num espaço que deveria ser feminista. De manhã, todas nós nos reunimos de novo, revisamos os textos de forma coletiva, procuramos a organização pra mostrar, conforme o combinado, e mais uma vez prometeram um local de fala para nós.

Depois de toda a organização ler os textos, decidiram que supostamente não teria mais plenária, os ônibus das companheiras envolvidas na nossa auto-organização, decidiram sair mais cedo. Fomos silenciadas, mais uma vez. 50 mulheres que tiveram coragem de expor seu medo, foram silenciadas, sendo a maioria lésbica, eu tenho certeza que haviam mais mulheres desconfortáveis e não tinham coragem de falar. Chegaram relatos até nós de mulheres que não estavam conosco, mas que pediram "pelo amor de deus" pra que não falássemos nada, porque não queriam ser vistas como preconceituosas.

O medo é a arma do patriarcado, UM homem, silenciou 50 mulheres, precisou de UM homem, pra que 50 mulheres, a maioria sendo lésbica se sentisse com medo, e tivesse a necessidade de nos organizarmos num evento para que ele fosse retirado de lá, 50 mulheres unidas, não conseguiram tirar UM HOMEM de um espaço FEMINISTA. UM homem, colocou a vida e a segurança de 1.000 mulheres em risco.

Colocar a culpa da situação no patriarcado é tão ridículo que fico quase sem palavras para expor o ridículo desse pensamento. Não, minha cara, isso não é culpa do patriarcado. É o monstro que vocês ajudaram a criar e alimentar mostrando suas garras. Que monstro? O politicamente correto. A forma em especial que esse monstro apareceu foi no delírio de achar que ninguém nasce homem ou mulher, que o que conta é somente como a pessoa se identifica. Não tenho nada contra pessoas transexuais e as trato de acordo com o sexo que se identificam, mas o faço por uma questão de respeito e cortesia, e não por princípio. Não tenho sequer um único argumento contra quem quer trata-las por seu sexo biológico. Se o sujeito nasceu como Luís e fez tratamento para ter corpo de mulher e quer ser chamado de Bianca, e ser tratado no masculino o incomoda tanto, ele pode simplesmente escolher NÃO se associar com pessoas que o chamam de “ele” e se associar apenas com pessoas que o tratam por “ela”. Certamente é o que eu faria se fosse transexual.

Somos todos pessoas imperfeitas e temos nossos vícios e nossas virtudes. Mas o politicamente correto criou uma verdadeira caça às bruxas contra o que considera vício. Vemo-nos obrigados a fazer nosso “marketing moral” para nos mostrarmos como pessoas modernas e “sem preconceitos”, de “intenções puras”, sob o risco de sermos marginalizados pelo próprio movimento que se diz defensor dos oprimidos. Pior ainda: o mau caratismo é tamanho que o politicamente correto criou um vocabulário próprio, digno de uma distopia orwelliana.

O politicamente correto é uma praga justamente por causa de seu caráter autoritário e delirante. Delirante por criar uma falsa ideia de virtude. Totalitário por querer transformar a todos em pessoas “virtuosas” de acordo com seu próprio padrão de virtude, marginalizando todas as outras no processo.

Na distopia descrita por Orwell, novilíngua é o idioma artificial criado pelo partido para esvaziar as palavras de seu sentido original, de forma que elas só passassem a significar o que o partido quer que signifiquem, com o propósito de impedir o pensamento. A situação é tão ridícula que hoje qualquer coisa pode ser acusada de “racismo”, até mesmo a letra de uma música por uma frase tão inocente como “nega do cabelo duro, qual é o pente que te penteia”. Claro que o racismo é algo abjeto, mas se antes ele tinha um significado claro e preciso, hoje a palavra vem sendo lentamente esvaziada de seu sentido original, podendo significar qualquer coisa, desde que isso dê uma justificativa para que o politicamente correto possa lançar suas garras inquisidoras contra qualquer um que se oponha à ele. Preconceito é outra palavra que vem sendo deturpada da mesma maneira e para o mesmo propósito.

E por que todo esse medo relatado? Porque na visão doentia do politicamente correto, ser acusado de racismo ou de preconceito é pior do que ser acusado de nazista ou de pedófilo. Inversão completa de prioridades e de senso de proporções.

E não me venham com esse papo de “respeitar as diferenças”. Respeito não é moeda de troca e muito menos um direito. É difícil pensar em algo tão abominável quanto ser obrigado a respeito algo que se considera abjeto. Isso, porém, é completamente diferente de um homem simplesmente se vestir de mulher e se declarar mulher e fazer com que qualquer um que não concorde seja taxado de preconceituoso.

Este episódio é apenas uma amostra do estrago que o politicamente correto pode fazer com a nossa sociedade e com a mente de seus adeptos.

sábado, 2 de maio de 2015

Professores: Sobre o acontecido no Paraná, em Goiânia e o quebra-quebra em Valparaíso. A raiz da questão.


Todos sabem o que ocorreu na última semana em Curitiba, portanto me permitirei não repetir os fatos jornalísticos de conhecimento de todos.
Combinado? Obrigado.

É muito triste, para não dizer frustrante. Quando eu vejo amigos, pessoas ponderadas, cultas caindo neste tipo de armadilha da forma mais passional possível sem conseguir refletir sobre os vários aspectos que envolvem a questão. É óbvio que ninguém deve achar bonito ou normal que professores sejam agredidos pela policia por protestarem por algo que influência diretamente em suas vidas, pela escolha que fizeram e investiram todo seu tempo, estudo e anos de esforço - Experimente mexer na previdência dos militares, da própria policia e bombeiros e vocês verão o que acontece, o código militar vai para as cucuias e eles que não tem direito constitucional a greve irão por as autoridades de cócoras - ter que ficar alardeando isso para provar sua idoneidade, seu bom caráter é um reflexo direto daquilo que eu vivo dizendo neste blog quando afirmo que a esquerda conseguiu, graças a uma direita boçal, conquistar o monopólio das boas intenções, do bom-mocismo. E isso já cria um enorme entrave a qualquer um que queira expor pontos em meio a uma discussão tratada passionalmente. Então vamos separar as coisas:

- É completamente ditatorial que um governo feche as portas do palácio onde será votada uma medida que influencia diretamente na vida e no futuro de pessoas que desejam assistir a votação e protestar se sentirem-se prejudicadas. Todos concordam com isso? Ok.

Vamos ao segundo ponto.




 Gleisi Hoffmann foi candidata a governadora do Paraná em 2013. Que convenente, não? 


- O governo federal que vive uma crise profunda e histórica de aprovação assim como seu partido o PT, objeto maior da ira crescente do povo; devem muito ao governador do Paraná Beto Richa (PSDB) pela condução desastrosa dos acontecimentos e pela atuação lamentável da PM, porém isso não diminui os motivos e atos ocultos que levaram a esses fatos lamentáveis. A ponto de que igual violência ocorrida em Goiânia (prefeitura comandada pelo PT) fosse praticamente ignorada pela imprensa e pretensos formadores de opinião. – O PT o governo federal e toda a esquerda brasileira agradecem imensamente pela sua ajuda tresloucada, governador.

Aí você, garoto juvenil, pergunta: – Mas, mas...  Por que a esquerda brasileira seu coxinha ‘sith’ fascista?

Para ilustrar isso melhor é preciso voltar no tempo e entender melhor esses fatos e onde quero chegar, meu pequeno ‘padawan’ aloprado:

[Em são Paulo desde as manifestações de 2013 o governo do Estado vem sendo testado por grupos como MPL, sabidamente formado por militantes e filiados a partidos como o PSOL, PSB, PC do B , PSTU e genéricos. Houveram casos de pessoas feridas brutalmente por balas de borracha e bombas de efeito moral, viraram noticia e geraram revoltas contra policia e contra o governo. No Rio houve inclusive mortes causadas pelo tumulto nos protestos como um senhor atropelado por um carro na Avenida Rio Branco ao fugir da correria de um dos confrontos. Mas nenhum caso foi tão emblemático quanto o caso do cinegrafista Santiago Andrade. O problema é que quem causou a morte de Santiago não foi a PM, foram black blocs. O caso repercutiu mal a ponto de enfraquecer as manifestações iniciadas em 2013 logo no começo de 2014. A opinião pública se voltou contra encapuçados e arruaceiros antes defendidos quando vídeos da ‘mídia ninja’ surgiam para defendê-los de quando ocorriam confrontos com a PM].

Voltando a Curitiba não faltam vídeos e fotos mostrando uma outra faceta: Haviam sindicalistas, militantes de partido politico, políticos de oposição ao governo do estado e black blocs, no meio da multidão de professores e alunos.

Esse foi o grande erro dos professores que foram protestar. E explico:

Existem imagens que COMPROVAM que os encapuçados partiram pra cima da PM enquanto os professores gritavam “sem violência” e provocaram a reação raivosa da policia. Os ‘bravos’ encapuçados fugiram pro meio da multidão para trazer a policia para cima dos professores. Isso meus queridos faz parte da “tática black bloc”. Professores e outros participantes que filmavam a multidão e identificaram encapuçados e sindicalistas foram EXPULSOS do protesto. [ler depoimento ao final do artigo]


Volto a dizer que a esquerda brasileira conseguiu, com enorme êxito reivindicar para si e monopolizar os movimentos sociais, a revolta, a luta trabalhista e a indignação. A esquerda conseguiu adquirir a imagem de ética, bem intencionada. Porém, com 13 anos de escândalos de corrupção do governo petista, símbolo maior da esquerda brasileira e da luta trabalhista a imagem da esquerda no Brasil caiu na vala comum da imagem que se tem dos políticos brasileiros e daquilo que é visto como “direita”, na verdade um bando de proto-salvadores da nação populistas influenciados por Getúlio Vargas, ídolo maior dessa gente (mesmo de muito esquerdista/trabalhista). Desde o escândalo do mensalão a esquerda tem feito das tripas coração para se desvincilhar a imagem negativa do PT, dissidentes largaram o partido e fundaram o seu próprio (PSOL), este vem tendo certo êxito em recuperar a imagem boazinha da esquerda a ponto de iludir muita gente. O caso de Santiago Andrade, a atuação caricata de Jean Wyllys no congresso, e mesmo algumas atuações seletivas de seu garoto propaganda: Marcelo Freixo; além do surgimento dos primeiros casos de corrupção em prefeituras do partido arranharam um pouco essa imagem do PSOL, a quem eu chamo carinhosamente de o PT do futuro.

O método de atuação dos Black Blocs no protesto no Paraná, não foi nenhuma novidade, pode ser verificada em manuais que ensinam a tática e confirmam tudo aquilo que eu vivo dizendo. A esquerda brasileira precisa desesperadamente de mártires, mesmo que a custa de cadáveres para renascer e se desvincular da imagem que o PT atraiu para todo o movimento. Porém, se há algo de bom nessa história é compreender que entre as "pessoas normais" há uma sensação diferente. A grande vantagem de não ser um libertário ou um rato de DCE, é possuir vida social. Você consegue conversar com pessoas dos mais variados tipos, classes e cabeças. O que eu noto é que entre as pessoas normais - e não gente metida a intelectual com crise existencial - é que a maioria entende que havia gente infiltrada na manifestação e que estes sim provocaram a policia.
Video: http://www.politicanarede.com/2015/05/eder-borges-denuncia-como-o-pt-usou-cut.html

A divulgação desses fatos pode inverter o jogo de novo contra o governo e a militância esquerdista. Mas se tem uma coisa na qual essa gente é craque é em relativizar e justificar o injustificável.

http://www.politicanarede.com/2015/04/alunos-denunciam-comunistas-infiltrados.html


A conclusão que eu chego é que hoje os professores, e toda a nossa sociedade, são vitimas de um cão raivoso que alimentaram por anos com doutrinação ideológica marxista e com a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire. Isso fica evidente quando percebo em pessoas de bom nível intelectual a incapacidade de avaliar o caso com a razão. Se deixando levar pela emoção sem analise dos fatos e dos detalhes. Mas talvez a culpa nem seja deles.

O karma existe

A melhor coisa que os professores poderiam fazer para si é se livrar do poder os sindicatos, de partidos políticos no seu movimento, que volto a dizer é legitimo. E começar para ontem uma luta por uma mudança completa na estrutura da educação brasileira. Pois o PM que atira bala de borracha e bomba em algum momento foi educado por eles.

Uma das coisas que a pedagogia do oprimido causou foi eliminar da cabeça do aluno que o professor é seu mestre baseando-a no dialogo entre “educadores” e “educandos”.

3) «Sem ele [o diálogo], não há comunicação e sem esta não há verdadeira educação. A que, operando a superação da contradição educador-educandos, se instaura como situação gnosiológica, em que os sujeitos incidem seu ato cognoscente sobre o objeto cognoscível que os mediatiza.»

A perda da autoridade do professor é fator principal na multiplicação de casos de agressões a professores em sala de aula e ao mais novo absurdo:

[Fonte: Globo.com ] Alunos promoveram um quebra-quebra na Escola Municipal Caic Tancredo de Almeida Neves, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Imagens feitas pelos próprios estudantes foram divulgadas em redes sociais e mostram correria e gritaria nos corredores do colégio. Segundo eles, o motivo da confusão foi a insatisfação com a direção da instituição de ensino.
http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/04/alunos-protestam-contra-direcao-e-destroem-escola-em-go-veja-video.html

É isso ai, alunos do 6º ao 9º destruíram sua própria escola para protestar contra a direção, considerada por eles “rígida demais”. E pela pedagogia de Paulo isso é justificado. Como a opressão é uma violência, qualquer violência cometida pelos oprimidos contra os opressores é sempre uma reação justificada. “Quem inaugura a tirania não são os tiranizados, mas os tiranos. Quem inaugura o ódio não são os odiados, mas os que primeiro odiaram. Quem inaugura a negação dos homens não são os que tiveram a sua humanidade negada, mas as que a negaram, negando também a sua.” Paulo Freire considera justificada violência e a tirania como resposta a uma tirania anterior e o ódio como resposta a um ódio anterior. E nega a humanidade de quem ele resolver chamar de opressores.

Nisso chegamos ao ponto da criminalidade juvenil crescente e dos movimentos sociais sempre exigindo “mais estado”, “mais direitos”, “pobre rouba porque não tem”. E de novo eu coloco na conta de Paulo Freire de toda a esquerda brasileira. “Mas, o que ocorre, ainda quando a superação da contradição se faça em termos autênticos, com a instalação de uma nova situação concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se libertam, é que os opressores de ontem não se reconheçam em libertação. Pelo contrário, vão sentir-se como se realmente estivessem sendo oprimidos. É que, para eles, “formados” na experiência de opressores, tudo o que não seja o seu direito antigo de oprimir, significa opressão a eles. Vão sentir-se, agora, na nova situação, como oprimidos porque, se antes podiam comer, vestir, calçar, educar-se, passear, ouvir Beethoven, enquanto milhões não comiam, não calçavam, não vestiam, não estudavam nem tampouco passeavam, quanto mais podiam ouvir Beethoven, qualquer restrição a tudo isto, em nome do direito de todos, lhes parece uma profunda violência a seu direito de pessoa. Direito de pessoa que, na situação anterior, não respeitavam nos milhões de pessoas que sofriam e morriam de fome, de dor, de tristeza, de desesperança.".

Se você for capaz de ler e compreender o conteúdo deste trecho terá entendido toda a base do coitadísmo da esquerda brasileira, ensinado na escola como método pedagógico. Seu filho irá aprender isso no atual modelo de ensino.


Mudar o sistema educacional, eliminar a metodologia de ensino atual baseado na ‘pedagogia do oprimido’. É essencial. As universidades tem que formar acadêmicos e não militantes; O segundo grau tem que formar pessoas preparadas para o mercado e para avançar para o ensino superior, não doutrinar e formar militantes analfabetos funcionais; O primeiro grau tem que formar adolescentes capazes de ler, escrever interpretar textos e de realizar todas as operações aritméticas, noções de moral e cívica e programas de saúde, técnicas comerciais. O mínimo para ingressar no mercado de trabalho se precisar ainda jovem.

Isso muito por baixo, é uma impressão mínima que tenho, pois não sou acadêmico muito menos professor. Sou apenas um cara que escreve textos para “peão entender” (isto segundo um intelectual canhoto).


Atualizado 03/05/2015 Depoimento de Ageu Ferreira, presente na manifestação:


"Os psicopatas vermelhos do PR, apoiados pela CUT e APP, inflamavam no percurso na av.Cândido de Abreu até praça Nsa Sra de Salete, o discurso 'EU TÔ NA LUTA'. Em cima de um caminhão de som a cabo eleitoral de Dilma dizia que nem na marra o projeto do gov. Seria aprovado.
Conforme chegavam próximo da Assembléia,um grupo encapuzado com aproximadamente 30 pessoas entraram no meio da manifestação com madeiras e bombas caseiras, mesmo sendo repudiados por alguns professores eles prosseguiram e espalhavam-se no meio do povo. Neste momento eu e meu colega Marcos, que filmava e fotografava tudo, fomos avistados pelos tais e nosso equipamento foi subtraído pelos mesmos, e tivemos que deixar o local por questões de segurança. Avisamos a polícia de imediato, mas eles se dispersavam no meio da multidão, são covardes, ficando difícil a identificação, porém neste dia 13 foram apreendidos. Antes do confronto a Gleise e o Requião estiveram no local como incentivo ao protesto, saindo os mesmos do local, os lunáticos começaram a atacar a PM com pedras, madeiras, cestos de lixo e bombas caseiras arremessadas em algumas vezes do meio da multidão. Já havia um grande n° de pessoas aguardando a chegada dos demais manifestantes, tudo corria naturalmente e na paz, todos respeitavam as delimitações da polícia, mas o segundo bloco trazia o carro de som usando o seu mantra de guerra "EU TÔ NA LUTA", era neste que concentravam-se os black blocs. Era visível para qualquer leigo que toda a armação política estava preparada, só precisava do destaque da mídia. No iniciar o confronto eles dispersaram-se pro meio do povo, onde vimos que muitas vítimas foram acometidas por lesões de balas de borracha. Eu estava neste momento na prefeitura de Curitiba,próximo da assembléia, com intuito de proteger-me do gás, que era forte e das balas de borrachas,mas o que vi, parecia um grande corredor de UTI, vários feridos e atordoados. A PM USOU APENAS A FORÇA NECESSÁRIA para reprimir os ativistas radicais da esquerda, o que diz a imprensa em muitas ocasiões, não é verdade, pois a tal estava somente na praça aguardando a chegada dos demais, ninguém noticiou a infiltração dos bostas, Requião e Gleisy, e a presidente regional incentivando o confronto,entendi que aqui vai ser difícil os vermelhos impôr sua visão".

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)