Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

AINDA ACREDITO

Farei 41 anos em março.  Boa parte desse tempo passei acreditando e vendo políticos e empresários se safando da justiça, fazendo uso de poder e dinheiro pra saírem impunes. Esse era o praxe e a frase de Orwell fazia todo o sentido: todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros.

Mas o que estamos vendo nos últimos anos é a aplicação, ainda que com alguma dificuldade, a materialização do império das leis. O que temos visto é a prisão de grandes empresários, vimos um senador da República e um deputado federal presos, vimos os 3 últimos governadores do segundo maior Estado da federação presos estando um deles encarcerado há mais de 1 ano e ontem assistimos (alguns embevecidos) à condenação de um ex-presidente da República, mas não um qualquer, mas, o mais popular desde Getúlio Vargas.

Muitos estão desesperançosos com as constantes notícias de corrupção e violência, este sintoma crônico do primeiro, porém, ao presenciarmos um colegiado agindo como agiu, quando ouvimos de um desembargador mostrando que ninguém está acima da lei, podemos voltar a acreditar que há chances de melhorias pro país.

Não sou um utópico, sei que há muito o que se fazer e combater. Melhor que muitos, sei quão nefasta é a doutrinação ideológica na formação de docentes e demais profissionais que atuam como formadores de opinião e fomentadores de cultura, há uma guerra cultural e ideológica acontecendo e que está ligada diretamente ao modo como pensa essa população. Entretanto, cresce o número de pessoas que não compram mais isso, é cada vez maior o número de jovens descontentes e que não aceitam essa doutrinação e essa vitória de ontem é uma injeção de ânimo naqueles que acreditam que as coisas podem mudar pra melhor. Ainda tenho esperança.

domingo, 5 de novembro de 2017

SOBRE O TEMA DE REDAÇÃO DO ENEM

Nós, professores de Linguagens, passamos o ano todo instruindo nossos alunos a se manterem atualizados sobre os mais variados temas. Instruímos aos discentes a lerem jornais e acompanharem os noticiários para que possam falar dos possíveis temas, que se espera, a banca do ENEM possa colocar como tema de Redação, algo que seja possível de ser desenvolvido por estudantes de nível médio.
Mas o que acontece é que os organizadores do concurso optam por temas cada vez mais absurdamente específicos. O desse ano, sobre a formação educacional de surdos, é algo específico a educadores, um assunto discutido na academia e não numa sala de aula de ensino médio.
Isso é um absurdo, considerando o nível educacional no país como um todo e a insistente escolha de temas que fogem completamente ao universo de um aluno nessa fase.
O pior é que vão aparecer vários professores que legitimarão esse absurdo com argumentos totalmente fora da realidade e sem a coragem de denunciar esse absurdo que só impede o ingresso aos bancos acadêmicos aqueles que mais precisam se aprimorar.

Professor Kleryston Negreiros

sábado, 14 de outubro de 2017

Shogunidades em outras mídias


Por M.V Shogun, editor e criado do blog Shogunidades

Fundei esse blog em 2009 como um meio de me expressar sobre os mais variados assuntos. Por vários momentos essa página passou por mudanças. De nome, de foco de missão, ganhamos colunistas, e eu tive a oportunidade de aumentar o alcance das minhas publicações e opiniões pessoais.

Abaixo relaciono alguns artigos que escrevi originalmente neste blog, mas que foram veiculados em outras páginas:

Headbanger: o que você está disposto a fazer para mudar algo?

- Em 21/11/13 - Site: Whiplash
http://whiplash.net/materias/opinioes/192616.html
Artigo Original - http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/11/headbanger-o-que-voce-esta-disposto.html

Metallica: petição pede troca do hino por "And Justice For All"
 - Em 17/04/2013 - Site Whiplash

http://whiplash.net/materias/news_828/177722-metallica.html
Matéria original - http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/04/peticao-pede-substituicao-do-hino.html

Headbanger: prepare sua mente para a guerra de verdade
- Em 22/03/13 - Site: Whiplash

http://whiplash.net/materias/opinioes/175921.html
Artigo Original - http://shogunidades.blogspot.com.br/2012/11/headbanger-prepare-sua-mente-para.html

Che Guevara, Cuba, China: a proibição e Censura ao rock
 - Em 12/04/13 - Site Whiplash

http://whiplash.net/materias/biografias/177334.html
Artigo Original - http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/che-guevara-nao-gostava-de-rock-relatos.html

Internauta reclama de desordem e falta de fiscalização na Rua da Glória, Zona Sul do Rio
- Em - 26/07/2010 - Site: O Globo
http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/07/26/internauta-reclama-de-desordem-falta-de-fiscalizacao-na-rua-da-gloria-zona-sul-do-rio-917238972.asp
Artigo original: http://shogunidades.blogspot.com.br/2010/07/choque-de-ordem-na-gloria-isso-nao.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Porque eu não voto em Bolsonaro para presidente

A campanha do deputado Jair Bolsonaro (PSC RJ) à presidência do Brasil tem tido um enorme crescimento, apesar de as pesquisas recentes - que devem ser vistas com muita desconfiança - apontarem Lula como o primeiro na preferência dos eleitores pesquisados. O candidato é popular entre jovens nas mídias sociais e entre os defensores da ideia de intervenção militar; esses na maioria, pessoas acima dos 45 anos.

Bolsonaro é visto como a única opção da direita no pleito de 2018, que promete ser um verdadeiro show de horrores em 50 tons de vermelho se verificarmos quem são os demais possíveis presidenciáveis: O já mencionado Lula; os tucanos Aécio Neves, José Serra ou Geral Alckmin - cujo os dois últimos cogita-se nas internas a troca de partido para o PMDB, muito mais provavelmente Serra; temos a "garota melancia" Marina Silva; e o rei dos sofismas Ciro Gomes. Isto os com mais intenções voto nas pesquisas. Dá vontade de beber ao ver esses nomes, certo? Porém, irei me ater ao nome da "única opção da direita", que é o que me interessa aqui.

Já mencionei outras vezes como eu não acredito no discurso liberal que Bolsonaro e seu partido, PSC, vem utilizando desde as eleições de 2014 pra cá quando lançaram o lamentável Pastor Everaldo como candidato à presidência. Bolsonaro em toda a sua vida pública sempre se demonstrou estatista e pouco afeito às ideias liberais sempre se opondo a privatizações e sendo árduo defensor dos governos militares do Brasil todos altamente positivistas e estatistas.

Tenho vários motivos para não jogar meu voto fora com Bolsonaro em 2018 e vou enumerar aqui alguns dos principais deles

Militância virulenta

A militância de Bolsonaro, no caso seus eleitores, não me parecem muito diferentes dos eleitores petistas. Sempre que veem seu mito ser atacado, ou minimamente criticado respondem às criticas com ataques ou argumentos falaciosos (isso não resumem sua retórica a memes). Você consegue imaginar eleitores do Bolsonaro assumindo algum tipo de culpa ou erro cometido pelo candidato? Alias já viram isso acontecendo em episódios onde claramente o deputado se saiu mal no jogo politico como no caso da cusparada de Jean Wyllys?

Não viu e não verá. Eleitores de Bolsonaro nada mais são que petistas de sinal trocado, e jamais admitirão erros ou falhas de seu "mito" e relativizarão seus atos da forma mais vergonhosa que um petista faria para proteger Lula.


Falta de traquejo para articulação e guerra politica

Há uma pergunta que tenho feito a eleitores do Bolsonaro ou apenas pessoas que o considerem uma opção viável anti PT e cujo as respostas tem variado entre o pífio à patética crença que força o item anterior, que é a seguinte:

Bolsonaro tem vários projetos realmente úteis para a defesa do cidadão e para coibir crimes hediondos como estupro. Mas porque esses projetos do deputado nunca passam, ou sequer são votados? Será que é somente porque o congresso é composto de comunistas e ladrões ou porque o deputado possui um poder nulo de articulação politica? Como um candidato que demonstra não ter nenhum traquejo para articulação, negociação poderia ser um bom presidente?

Pensem, os Bolsonaros estão acostumados a fazer quizumba, ataques e criticas mesmo a aqueles que não são seus opositores apenas por receberem alguma critica, como o MBL por exemplo. Que tipo de dialogo Bolsonaro teria para conseguir aprovar seus projetos num congresso, onde tudo indica, ele não terá a maioria, mas sim forte oposição?

E por favor não respondam: Bolsonaro irá indicar alguém para fazer esse trabalho. Não sugeriam que você está defendendo voto num avatar que não irá pessoalmente cuidar dessas negociações que são difíceis e complexas. Foi exatamente isso que fez Dilma cair (pra nossa sorte).

Caso contrário espero que tenham bons nomes para a próxima legislatura e que estejam alinhados quase que subservientemente a Bolsonaro, para votar os projetos que ele irá demandar ao congresso, que não emitam criticas já que o mesmo (principalmente seus filhos) não lidam bem com a menor critica que se faça (O pai curiosamente talvez lide melhor).

Não preciso mencionar a atuação pífia de Bolsonaro no episódio da cusparada que sofreu de Jean Wyllys em pleno congresso e de como ridiculamente caiu num "conto da Rosário" e conseguiu virar réu num processo absurdo apenas por não pensar antes de falar. Só isso demonstra como Bolsonaro é pouco hábil para travar uma guerra politica.


Gestão

Em tempos de João Dória em alta, fica a pergunta: qual a experiência de Bolsonaro como gestor? O que ele já geriu na vida? Ele está apto para o cargo de presidente? Ok que o Brasil elegeu uma mulher que faliu loja de R$ 1,99 e todos vimos a catástrofe que isso nos causou. Não seria o caso de Bolsonaro tentar um vôo mais baixo? Lembrando que com toda a minha pouca afinidade e simpatia ao deputado, acho que sua ausência na câmara federal será um prejuízo ao equilíbrio politico devido o contraponto que ele faz a politicos como Jean e Maria do Rosário.


"Fenômeno Trump"

Temos caído na ideia comum de comparar Donald Trump com Bolsonaro. A própria imprensa brasileira tem feito isso - e o deputado vem se utilizando de alguns artifícios de campanha usado pelo presidente eleito para associar sua imagem a esse fenômeno.

Considero um erro, visto que o "presidente laranja" nunca foi politico e Bolsonaro tem seguidos mandatos. Hoja há um sentimento de insatisfação com políticos em geral e foi isso que levou Trump à vitória dentro de seu partido que o rejeitava até a campanha presidencial contra Hillary. Até hoje a imprensa não anotou a placa do caminhão que os atropelou, e considero um erro cair numa comparação feita por esta mesma imprensa que não entendeu absolutamente nada do que aconteceu.
 De igual mesmo os dois só tem a língua.

O fenômeno pode ser parecido, mas Trump não é politico, ele é ao menos empresario e gestor. Ele sabe pelo menos delegar as pessoas certas para assumir pastas e cargos estratégicos. e principalmente ele entende a guerra politica. Ele sabe ao menos atacar frames usados por adversários. Bolsonaro se limita a "mitar na internet" (o que seria uma lacração invertida) criando picuinhas.

E por último e não menos importante...

Este vídeo




Preciso desenhar e explicar o tamanho da gravidade desse discurso?

Bolsonaro se apresentou como liberal e eu o ataquei como sendo apenas um "liberal de ocasião". Discurso ensaiado por modismo politico. Nós liberais ainda teremos que lidar muito com estatólatras, teocratas populistas e todo tipo de escória politica querendo tirar uma casquinha.

Os liberais sempre defenderão a menor minoria de todas, o indivíduo, e sempre farão oposição a discursos que defendam a imposição da vontade da "maioria" (na verdade, do estado) sobre os demais, como esse de Jair Bolsonaro.

Eu não posso apoiar que uma minoria se imponha para a maioria, da mesma forma que não posso apoiar que uma maioria se imponha para uma minoria para que elas "se adaptem ou desapareçam". Aqui neste vídeo Bolsonaro comprovou o quanto é anti-liberal e acaba por dar argumento à esquerda que o chama de fascista, autoritário e homofóbico. Não tem como defende-lo disso.

Eu não pretendo jogar meu voto no lixo.

domingo, 10 de julho de 2016

Conservadorismo Não é Crime



Em poucos lugares há tanta falta de bom senso quanto o meio intelectual.

Não que haja algo de surpreendente nisto. Em “Intelectuais e Sociedade”, Thomas Sowell dá o diagnóstico. Profissionais como médicos e engenheiros ganham notoriedade ao fazer apenas o que todos os outros fazem, mas com excelência. Já no mundo intelectual, os que ganham notoriedade são os que vêm com algo novo, que fogem ao status quo, que creem ter pensado algo que ninguém mais pensou. Ainda segundo ele, diz-se que muitos criticam a falta de bom senso dos intelectuais, mas que isso não lhes é nenhum atrativo. Como, afinal, poderiam os intelectuais demonstrar sua sapiência superior ao concordar com todo mundo? George Orwell ironizou uma vez essa presunção ao dizer que há ideias tão absurdas que apenas um intelectual poderia acreditar nelas.

Em nenhum outro lugar tal tendência se mostra tão óbvia quanto ao tratamento dado por nossa mídia ao “conservadorismo”. Quando vejo alguém na mídia atribuir a culpa de uma tragédia a uma suposta “onda conservadora” ou ter calafrios à mera menção do conservadorismo, já sei estar diante de um pulha ou de um embusteiro.

Ser conservador não é ser reacionário e querer parar no tempo. É reconhecer que as ideias têm consequências. Ideias são boas ou ruins de acordo com suas consequências. Pouco importa se essas ideias surgiram na última década, no último século ou se sempre acompanharam a humanidade.

Qualquer pessoa que não esteja delirando em seu submundo intelectual particular e esteja mais atento à realidade concreta seria capaz de perceber tal delírio. O povo é conservador por natureza. Se perguntados sobre o que creem ser o maior problema na educação da geração atual, a maioria esmagadora dos pais diriam que é a falta de respeito e de limites. Será que esses intelectuais que vociferam contra a “onda conservadora” diriam que o respeito aos mais velhos (e principalmente aos pais) é um preconceito infundado ou apenas mais uma ideia ultrapassada?

Implícito a essa mentalidade anticonservadora parece estar a noção de que tudo que é novo é bom – por ser novo. É como se dissessem que as novas gerações são tão sábias e racionais que não devem nada e não têm nada a aprender com a sabedoria e a experiência de seus antepassados. Como se todo o progresso e prosperidade, assim como o conhecimento e os valores e instituições que tornaram isso possível, fossem apenas uma dádiva de Deus, e não o resultado dos esforços incansáveis das gerações anteriores. O desdém e o desprezo pelo passado talvez seja uma das maiores formas de ingratidão no mundo de hoje.

Como já disse uma vez o filósofo britânico Roger Scruton, a mentalidade conservadora surge de um entendimento compartilhado por qualquer pessoa madura: de que as coisas valiosas são dificilmente construídas, mas facilmente destruídas. Todo bom conservador não é avesso a mudanças, mas entende que há valores, instituições, conhecimento, hábitos, costumes e tradições benéficos que devem e merecem ser conservados e transmitidos às gerações futuras. Os clássicos não são chamados de clássicos à toa. São clássicos justamente porque sua mensagem é atemporal e capaz de transmitir alguma sabedoria para toda a humanidade, e não apenas para a sociedade de sua época. Por que outra razão ainda haveríamos de estudar filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles? A educação é um processo conservador por natureza, pois estamos apenas conservando e transmitindo às novas gerações o conhecimento acumulado por nossos antepassados.

Mas nada disso parece ter importância para os nossos intelectuais, para quem o “conservadorismo” se torna apenas um bode expiatório, colocando-o como sinônimo de tudo que há de mais abjeto no mundo, como o racismo. Aparentemente, para tais mentes simplórias os conservadores não querem manter o que há de bom, mas apenas o que há de mau, como se conservadorismo significasse perseverar apenas no vício, nunca na virtude.

Já passou da hora de mandarmos às favas toda essa retórica anticonservadora, que nada têm feito além de obscurecer o debate e marginalizar aqueles que creem que muitas das soluções antigas para os problemas da humanidade continuam sendo as melhores soluções disponíveis. A humanidade não é um gigantesco laboratório em que se possa ignorar toda a sabedoria do passado apenas para que um pequeno punhado de seres “ungidos” possam se sentir bem consigo mesmos ao encontrar alguma solução milagrosa para esses problemas, mas que frequentemente só tornam as coisas piores. A busca dessa fórmula mágica já causou demasiados estragos para que continue a ser perseguida impunemente.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

31/03 - O dia que nunca acaba.

Ontem dia 31/03 foi aniversário do golpe, ou revolução de 64 - chame como lhe convier - imposta pelos militares.

Não vou me estender na questão histórica aqui, já disse neste blog algumas vezes que a situação do Brasil era a de dois grupos brigando entre sí para impor uma ditadura.

Venceram os militares.

Não viramos uma Cuba graças a eles, mas não nos livramos da ameaça das ideias mofadas vermelhas também pela inabilidade deles em lidar ideologicamente e intelectualmente com a esquerda.

- Permitiram a infiltração do marxismo e gramscismo nos centros acadêmicos, num projeto que já havia começado anos entes do contra-golpe.

- Inábeis em lidar com os centros acadêmicos impuseram censura ao pais e deram argumentação mais que suficiente para que qualquer um possa critica-los.

- Ampliaram a atuação do estado aprovando algumas das reformas de base pretendida por João Goulard e deixaram o pais um campo próspero para o estatismo de esquerda que viria após a "abertura".

- Foram inábeis com a economia deixando o pais num buraco econômico sem precedentes até então, antes do atual causado por Dilma.

- E o pior, torturaram, mataram e criaram falsos mártires. Mártires que não cansam de bradar sobre a liberdade que temos em critica-los graças a sua luta. Liberdade esta que nunca pretenderam nos dar.

O que nos leva aos fatos ocorridos ontem, dia 31/03/2016.

Ontem ao invés das comemorações dos militares pela lembrança da data o que vimos foi uma manifestação nacional organizada pelas centrais sindicais e partidos de esquerda a favor do mandato do Dilma Roussef e e de Lula. Artistas, políticos e militantes famosos discursaram "a favor da democracia", mas é preciso frisar que esse democracia a que eles defendem não é a democracia onde a maioria decide o que quer no pais. A "democracia" defendida por essas siglas é a democracia onde eles decidem o que é melhor para o pais sobre a visão deles. É a democracia que só vale quando eles estão no poder.

Ontem o que ocorreu no pais foi a manifestação daqueles favoráveis ao execrável decreto 8.243 que ressuscitava os "soviets" da antiga União Soviética. Decreto esse que foi derrubado pelo congresso num raro momento de lucidez da classe parlamentar prostituída.

A "democracia" defendida por essa gente é a democracia onde o voto popular só tem validade quando elege um dos seus. E seu mandato passa vigorar como decisão divina, qualquer tentativa de retirar do poder um governante aleito por apenas 38% da população apta para votar é classificado como golpe, mesmo que seja a vontade da maioria da população - eleitores dessa candidatura arrependidos, inclusive. Quando a "democracia" elege um mandato não pertencente a essa 'nata ungida' o mandato pode e deve ser derrubado, pois é impopular. Não a toa, o partido dos trabalhadores ao longo de toda a sua história fez 50 (CINQUENTA) pedidos de impeachment a outros governantes.

O Partido dos Trabalhadores escolheu como data de sua manifestação contra aquilo que chamam de golpe, o 31/03. Se a intenção era de usar o simbolismo da data para dizer que "não vai ter golpe", devo dizer que se há algum simbolismo é de que a manutenção de um governo sem moral, que assume publicamente via twitter oficial do palácio do planalto que cometeu o mesmo crime cometido por outros governo, os quais o partido não hesitou em pedir cassação em 50 oportunidades fica claro quem é o golpista.

Os militares podem ter vencido em 64, mas nos 21 anos que estiveram no poder não foram capazes de deixar o Brasil livre daqueles que ainda querem dar o seu golpe. Gente que insiste em esfregar na nossa cara a sua "luta" por democracia. A democracia deles, onde a 'voz do povo' só vale quando o eleito é um deles.

É só mais um motivo para eu odiar o governo militar, não bastasse todo o estrago que fizeram a economia do pais, ao estrangular a liberdade econômica e inchar o estado. Criaram esses mártires sujos que não cansam de esfregar na nossa cara a suposta divida que dizem termos com eles.

E eu sempre tive vontade de cuspir na cara de quem faz isso, pois eu nunca pedi pra esses caras lutarem, não por liberdade - eles nunca quiseram isso; o que eles queriam é nos transformar numa Cuba, nas palavras deles "vamos fazer Cuba" - nunca pedi para assaltar bancos, explodir bombas e enfrentar um governo, militar que só foi posto no poder por um golpe porque do outro lado também haviam golpistas.

Estamos vivenciando um golpe, do golpe sobre o golpe.

terça-feira, 1 de março de 2016

Opinião: Bolsonaro e os liberais de ocasião

Estou avisando dois anos antes. A conversão do Bolsonaro ao liberalismo é questão de oportunidade e ocasião.

- Bolsonaro, viúva de 64, SEMPRE FOI ESTATISTA. Sempre defendeu os militares.
- Bolsonaro sempre se posicionou contra a privatizações;
- Bolsonaro já chegou a indicar Aldo Rebelo para ministro da defesa em 2002; O que é uma mudança de postura bem radical, principalmente de alguém que conhecia o passado de Rebelo como comunista.
- Sua imagem e sua atuação no mínimo, desastrada, na maioria dos embates que se envolve é depreciativa aos liberais, principalmente pela divulgação gratuita que dá a políticos ainda mais caricatos e nocivos como Maria do Rosário e Jean Wyllys.
- Bolsonaro não é liberal. Ele é conservador estatista que está adotando um discurso liberal de ocasião.

Do mesmo jeito que o tal pastor Everaldo, que se orgulhava de ter criado o "cheque cidadão" nas eleições de 2014, de liberal só tinha o texto do site e programa de governo; este escrito por um liberal de verdade. Já o pastor nada sabe de liberalismo.

Vários políticos que nunca foram liberais e nada entendem de liberalismo percebendo essa nova demanda da população por menos estado e mais liberdade econômica vão aparecer.

Michel Temer e o PMDB ao que parece que já querem embarcar nessa.

Entendo que muitos considerem o voto no Bolsonaro por pura falta de opções, já que votar nulo não adianta nada como provou as eleições de 2014 onde o voto de apenas 38% da população elegeu a presidAntA, mas que saibam bem no que estão votando para não reclamar depois.

Posso até acabar votando em Bolsonaro, mas eu é que não ponho minha mão no fogo por ele.

sábado, 31 de outubro de 2015

CONSIDERAÇÕES SOBRE O MENINO-FURACÃO DE MACAÉ

Esses dias, escrevi em minha TL como os defensores de ideias "progressistas" usam a metonímia a seu favor. Disse que tomam a parte pelo todo (metonímia) e a transformam nesse todo descontextualizando do pensamento original e o deturpando.

Pois bem, o caso do vídeo do aluno furacão de Macaé é um bom exemplo disso. Não importa o que o garoto fez ou a sensação de mãos atadas dos professores (falarei de seu vitimismo em outro momento), todos estão relativizando o que foi feito e condenando os profissionais porque eles... filmaram a cena. Tudo é perdoado e passam a mão na cabeça do menino simplesmente porque o vídeo foi divulgado.

Pensem, qual o maior erro na filmagem? Qual o maior mal aí? A conduta do garoto e a impotência dos docentes (quem trabalha com educação e não é hipócrita ou cínico sabe que temos as mão atadas muitas vezes sim) ou a filmagem em si, divulgada como um apelo pra algo ser feito? Isso é que é tomar a parte (filmagem) pelo todo (a cena em si), tudo pra justificar chororô e discursos militantes.

E com essa distorção, muitos são levados a interpretar erroneamente o caso ou por perder a capacidade de olhar o panorama mais completo, haja vista que a prática é constante e torna-se um hábito pensar apenas na parte exposta, ou por leviandade daqueles que tiram proveito das distorções pra promover uma agenda destruidora de valores e princípio em nome de algo maior e mais nefasto.

domingo, 25 de outubro de 2015

Considerações sobre a prova do ENEM

Não pretendo falar aqui sobre doutrinação na prova do ENEM. Até porque vi a segunda parte da prova há pouco e não vi nada de especial. Ao menos, nada escancarado que prove o nível de doutrinação da mesma, desconsiderado o tema da redação.

Entretanto, outra coisa me chamou a atenção. Quase que sem exceção, são questões compridas, com enunciado extenso e ocupando por vezes metade da página, ou mesmo uma página inteira. E são 120 questões, a serem resolvidas em 5 horas, sem intervalos.

Em outras palavras, são 5 horas em que os estudantes ficam de cabeça baixada e enfrentando um estresse tremendo, e isso descontando pressões pessoais ou familiares para passar na prova. Os alunos são expostos a um nível altíssimo de estresse, maior do que a maioria deles enfrentaria em qualquer ambiente de trabalho ou em qualquer outra situação cotidiana. O suficiente para fazer, creio eu, com que alguns cheguem no meio da prova já nem se importando tanto se as respostas estão corretas, mas sim em terminar a prova de uma vez. A prova parece projetada não para testar o conhecimento real dos alunos, mas sim sua resistência ao estresse levando-os ao limite da exaustão mental.

Mais do que o mero conteúdo dos testes, parece-me necessário mudar a forma com que os estudantes são avaliados.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SEM O ESTADO, QUEM VAI EDUCAR OS MAIS POBRES?

Vi uma matéria interessante agora há pouco no Jornal Hoje. A celebração de 20 anos de uma escola, numa região pobre do interior de SP ou MG (não vi bem).

O que chamou minha atenção foi o fato de que a escola era a melhor da região (uma periferia) e totalmente gerida pela iniciativa de indivíduos.

A escola é mantida com trabalho voluntário e sem qualquer ajuda do governo. Vejam bem, totalmente mantida pela iniciativa individual, com gestão austera e totalmente livre de qualquer amarra governamental.

Aí vão perguntar: qual a mensalidade. Eu respondo: não há.

Percebam: é um ensino gratuito pras famílias carentes, de qualidade e gerido por indivíduos. Temos aí o sonho de consumo das esquerdas, mas que não teve qualquer interferência dela o que faz cair por terra seu discurso humanitário já que são pessoas comuns que usam suas rendas oriundas dos seus trabalhos pra serem solidárias.

Usem esse exemplo quando seu amigo vermelho vier falar sobre quem vai educar os mais pobres se privatizar a educação.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A Era das Fobias

Por: Rafael Andreazza Daros

Recebi respostas indignadas ao texto do meu colega Kleryston Negreiros por sua postagem para o Shogunidades fazendo uma análise do termo homofobia (que pode ser lida neste link). Na crítica em questão, a indignação foi por uma diferença de perspectiva. Enquanto que eu entendi que a esquerda inventou o termo para capitalizar politicamente, esta pessoa não se conformou porque estaríamos polarizando a discussão ao chamar os esquerdistas de idiotas simplesmente por usarem um termo de uma forma que não concordamos. Ou, nas palavras dela: "Dane-se como chamam a Homofobia. Ela é um problema, ela existe. Eu não sou esquerdista e quero que haja um combate a esse tipo de preconceito, assim como ao racismo e assim com a qualquer outro tipo de preconceito.(...) a Homofobia existe independentemente de orientação política. Se algumas pessoas da esquerda usam esse termo de forma que você não concorda é uma coisa... mas isso não é invenção de esquerda... é uma realidade". É uma crítica válida e digna de consideração. Pretendo aqui explicar de uma maneira mais clara qual o perigo destes neologismos esquerdistas.

Preconceito de todas as formas existe e sempre existiu. Dos mais diversos tipos: contra ateus, contra praticantes de religiões não-oficiais, contra estrangeiros, contra negros, etc. Não pretendo minimizar aqui o sofrimento individual sofrido por preconceitos específicos. Mas alguns fatores devem ser levados em consideração.

O primeiro é a diferença entre preconceito e discriminação. Embora tal distinção raramente seja feita, são 2 coisas completamente diferentes, e uma não necessariamente leva a outra. Preconceito é uma reação emocional, uma aversão a determinados grupos ou comportamentos. Discriminação é a prática de se selecionar indivíduos a dedo ou separá-los por grupos, independente do critério de seleção, e então aplicar um tratamento diferenciado para cada parte. Mas, em resumo, o importante a ressaltar aqui é que o preconceito é uma REAÇÃO EMOCIONAL, ao passo que a discriminação implica em uma AÇÃO NO MUNDO REAL. Esta distinção é de extrema relevância.


Uma das falhas lógicas ao se falar de preconceito é assumir que o preconceito necessariamente leva ao comportamento discriminatório. Mas, apesar de ser contra-intuitivo, pode haver preconceito sem discriminação e discriminação sem preconceito. Como bem notado pelo economista Thomas Sowell, o que é realmente importante na questão são os CUSTOS da discriminação. Um vendedor racista, principalmente em épocas de crise, não pode se dar ao luxo de perder receita ao discriminar consumidores negros e atender somente aos brancos. Da mesma maneira, um empreendedor não pode se dar ao luxo de pagar mais caro por seus insumos caso tenha preconceito contra aquele fornecedor mais barato e eficiente. Pelo menos, não sem arriscar a sobrevivência financeira de seu próprio negócio.

Do lado oposto, como pode haver discriminação sem preconceito? Sowell ainda nos dá um exemplo. Em lugares onde características indesejáveis são maiores em determinados grupos raciais ou étnicos (como criminalidade e índice de violência), usar tal característica para discriminar possíveis clientes ou sócios é uma maneira de baixo custo para diminuir os riscos desta transação, principalmente quando os métodos alternativos são menos precisos e mais custosos. Assim como há custos para uma discriminação irracional, também há o custo da informação. Em situações onde a informação é cara e adquiri-la levaria mais tempo do que o que se tem disponível, é necessário apelar para métodos menos precisos de se separar o joio do trigo entre os possíveis candidatos. Um empregado recém-formado pode ser tão bom quanto um com anos de experiência, mas o custo de conhecer tal candidato suficientemente bem antes de se tomar tal decisão tem seu custo em tempo e em dinheiro de que as empresas não dispõem. Para isto serve a seleção por currículo. Da mesma maneira, também há casos nos EUA onde taxistas negros evitam pegar passageiros negros após o entardecer. Esta prática é perfeitamente justificada e compreensível em lugares onde a taxa de criminalidade entre os negros é mais alta do que entre não-negros: o taxista não tem como verificar os antecedentes criminais de cada passageiro.

E o que isto tem a ver com homofobia? É aí que entre o perigo destes neologismos. Tais termos, quase que invariavelmente, buscam ofuscar ou mesmo destruir esta distinção. Note que, como o próprio termo "fobia" sugere medo, que por sua vez pode levar ao ódio, deixa-se subentendido que o sujeito que tem preconceito contra gays obviamente nutre alguma espécie de ódio contra os mesmos. 
Há diversos graus de preconceito, que podem ir desde o cara que simplesmente "tem nojo" de gays ou não quer amizade com eles até o sujeito que quer ver todos os gays mortos simplesmente por serem gays. Esta distinção praticamente nunca é feita pelos veículos da mídia, que usam e abusam de termos como "crimes de homofobia" ou "assassinato por homofobia". Isto tende a criar uma conexão que não existe na realidade, como se o preconceito contra gays necessariamente fosse levar ao comportamento discriminatório e mesmo violento.

Resumindo: uma vez que o termo "homofobia" pode ser usado indiscriminadamente para qualificar desde um preconceito bobo até o ódio aos gays, a manipulação retórica aqui é capaz de criar uma equivalência moral entre um sujeito que tem um simples preconceito - que pode ou não se traduzir em uma ação discriminatória real - ao sujeito que, de fato, violenta os gays simplesmente por serem gays. Desta forma, uma pessoa agindo de pura má-fé pode facilmente degradar seu oponente à uma espécie de escória moral, como se o sujeito que simplesmente"tem nojo" de gays, logo homofóbico, nutrisse necessariamente ódio por eles e tivesse propensão a violentá-los. Ou ainda pior: detratar um oponente político simplesmente por sua discordância a alguma pauta que trate dos direitos dos homossexuais. Um exemplo nos foi dado em um discurso recente do pastor Marco Feliciano, que relatou ter sido chamado de homofóbico simplesmente por dizer que casamento era apenas entre homem e mulher. Ou como o nosso caro deputado Jean Wyllys, ao afirmar que o Brasil "é um dos países mais homofóbicos do mundo". Como se todos os gays assassinados no Brasil tivessem morrido simplesmente por serem gays! A propósito, nosso país é tão homofóbico que permite até casamento e parada gay né seu Jean Wyllys? Parece que a histeria se tornou a regra para muitas pessoas, que veem discriminação, racismo e preconceito em todo canto, tornando-os incapazes de dialogar ou julgar a realidade de forma mais isenta. Simplesmente se fecham em suas redomas ideológicas e ignoram as evidências. E o pior é que eles ainda fazem a cabeça de muita gente.

De qualquer forma, a estratégia aqui me parece clara: exagerar o potencial destrutivo de um mero preconceito - que pode ou não se traduzir em uma ação real - para então declarar que "algo deve ser feito contra essa barbárie", quase sempre envolvendo restrições de liberdade e mais poder para políticos populistas e demagogos que buscam apoio e influência ao posarem de salvadores das "minorias oprimidas".


Ainda não está convencido? Bom, também há preconceito contra ateus e cristãos, - principalmente em países que não desfrutam da tolerância religiosa do ocidente - que são não apenas discriminados, mas até perseguidos em diversos lugares do mundo. Por que nunca se fala de uma suposta "cristofobia" ou "ateofobia"? Ou a nova moda no ocidente: "islamofobia". Claro que nem todos os muçulmanos são terroristas e há muita gente de bem entre eles. Mas, uma vez considerado o problema do terrorismo islâmico, não se pode dizer que este preconceito seja de todo infundado. Preste atenção à mídia e veja se não retratam a suposta onda de "islamofobia" como sendo um bando de gente que odeia os muçulmanos e que acham que todos são terroristas, e não como pessoas que simplesmente temem o aumento do terrorismo com a expansão recente do islamismo na Europa. Claro, também existe a hipótese da suposta "onda de islamofobia" ser apenas um recurso para desmoralizar adversários políticos.

Enfim, o recado está dado. Esperemos os próximos capítulos, pois apenas o tempo dirá quem está com a razão. De qualquer forma, o padrão me parece claro: sempre que vierem com um novo "qualquercoisofobia", fique de olho se logo em seguida não haverá uma onda vitimista de gente alegando ter sido vítima desta nova "fobia". Mas não se preocupe, pois não faltarão almas caridosas e benevolentes para defender as novas "minorias oprimidas" dos "fanáticos e intolerantes de plantão".

Afinal, o que é um revolucionário?

Poucas figuras são tão abjetas, tão desprezíveis, tão arrogantes e tão autoritárias quanto o revolucionário de esquerda.

Agora há pouco, navegando na internet, me deparei com uma imagem de uma "revolucionária" pichando as paredes da universidade, sob a desculpa de defender os "trabalhadores" da "opressão". Adivinha quem terá que limpar esta bagunça?

O mesmo vale para outro caso de feministas escrevendo sobre o "empoderamento" da mulher para a moça da faxina. De certo esperam que a faxineira, que precisa ganhar o pão de cada dia, vá ler algo assim, largar o pano e ir para a rua protestar por um "mundo melhor".

Bom, poderíamos nos perguntar, quem sabe esses revolucionários percebam que estão agindo errado e prejudicando as pessoas que querem ajudar, e percebam que há outras maneiras de fazê-lo? Errado! Eles não pensam duas vezes antes de lutar pelos supostos "oprimidos", e o fazem em nome de toda uma classe social, "raça" ou o escambau a quatro. As massas, coitadas, não são tão iluminadas quanto o revolucionário, e cabe a este mostrar-lhes a luz da razão para que vejam o quanto são oprimidos. Os que não compactuam de sua visão não passam de alienados que devem ser guiados para o "caminho certo" de um mundo perfeito e sem opressão, feito cãezinhos amestrados.

Bom, então talvez eles percebam o quanto a realidade é complexa e vejam que tem que agir com cautela? Errado de novo. Questionar seus métodos seria questionar a própria luta e a própria revolução. Ele precisa da luta assim como um peixe precisa de água. Ele não pode duvidar de si próprio.O revolucionário se crê um messias salvador do universo, capaz de moldar a sociedade como um ceramista é capaz de moldar o barro. Questionar seus métodos significa questionar sua pureza e, no limite, a própria revolução. O revolucionário não tem tempo para perder com autocrítica, dúvidas, angústias ou complicações da realidade. Está ocupado demais melhorando o mundo.

Império da lei? Direitos? Tradições e instituições? Tudo isso são preconceitos burgueses e perpetuadores da opressão, obstáculos a serem superados e criados por seres inferiores. O revolucionário não faz parte dessa ralé, pois sabe como criar um mundo perfeito e fazer um trabalho melhor do que todos os homens que já pisaram na Terra. Quer desempenhar o papel de deus: ao invés de mudar as instituições, busca mudar os próprios homens. Todos aqueles que não concordam com ele são opressores. O revolucionário é aquele, como já disse uma vez nosso ilustre Nelson Rodrigues, que ama a humanidade, mas detesta seu semelhante. E se houver revolucionários de quem discorda? Isso simplesmente não existe para ele. Quem é contra seu projeto de mundo é um inimigo, um opressor, um fascista, um defensor do status quo. O único resultado aceitável é o mundo perfeito de seus sonhos delirantes.

Mas, afinal, o que é um revolucionário? Um lunático? Um esquizofrênico? Um narcisista maníaco? Não meu caro, o buraco é bem mais embaixo.

O revolucionário é aquele ser incapaz de enxergar que o mundo lá fora vai muito além do seu próprio ego.




domingo, 18 de outubro de 2015

HABET VERBUM POTESTATEM

A frase que dá título a este texto, traduzindo do Latim, significa: A palavra tem poder. Esse é o nosso traço distintivo de outros animais, o uso da palavra, é o que nos proporcionou o primeiro grande salto evolutivo e tecnológico. Tanto é verdade que os maiores líderes no decorrer da História eram grandes oradores. Quem domina a palavra, domina as ideias e quem domina as ideias, domina os povos.

E foi pensando nisso que fiz algumas observações acerca de duas palavras muito usadas pela esquerda e seus intelectuais. Palavras essas que fingem um uso humanitário ou de luta por igualdade, mas no fim, revelam-se unicamente criadas para criar medo, confusão, pensamento contraditório e a nefasta intenção de dominar, como ensina a velha cartilha de doutrinação esquerdista quanto ao uso do duplipensar. Vejamos quais são.

A primeira delas é a palavra HOMOFOBIA:

A palavra fobia tem origem grega e significa "medo".

O prefixo homo tem a mesma origem e significa "igual".

O seu significado literal, partindo de seus elementos estruturais seria algo como “medo de semelhantes”, ou seja, seria alguém que teria medo de pessoas do mesmo sexo. O que é muito diferente da intenção de seu uso que é designar alguém que tem repúdio ou aversão (diferente de medo) a homossexuais.

Percebam a incoerência e como no fundo o seu uso é apenas para criar contradições em nosso pensamento e nublar o raciocínio:

O termo que era usado pra designar homossexuais na antiguidade (origem desses prefixos) era em grego arsenokoitês e em latim scortator.
Já a palavra que designa ódio ou repulsa em grego é misio, daí por exemplo misoginia ser ódio ou repulsa às mulheres (ginio).

Notem que nem os termos latinos ou gregos (formadores do nosso léxico) apresentam qualquer semelhança com os termos adotados, nem para os homossexuais, nem para o sentido de aversão ou repúdio. Ou seja, usam uma palavra sem qualquer sentido e com isso colocam o sentido que quiserem com as piores intenções.

A outra palavra é um neologismo: EMPODERAMENTO.

A palavra em si é apenas isso: uma palavra. Um substantivo abstrato que paira no âmbito das ideias. Meu problema é com os responsáveis por sua natividade e uso e que provoca em mim, apreciador da lógica linguística um desconforto concreto. Vejamos por quê.

Primeiro, analisarei a palavra. EMPODERAMENTO seria algo como tomar o poder. Seria uma apropriação do verbo Apoderar-se acrescido do sufixo MENTO pra indicar uma ação.

Tomar o poder. Daí vem meu desconforto. Vejam. Para alguém ou algum grupo tomar o poder, deve haver alguém subjugando e alguém ou grupo subjugado, não há nivelamento, não há equilíbrio de forças, logo, não há igualdade.

Porém, os usuários corriqueiros desse termo são os que mais pregam igualdade: feministas, grupos antirracismo, movimentos LGBTUVXZ e afins. Qual a coerência e lógica de exigirem igualdade lutando por tomar o poder?



Portanto, vejam como o uso ou criação de palavras podem esconder intenções muito mais malignas e criadas para fazer pensar ou travar o pensamento. Esses são dois perfeitos exemplos da prática o duplipensar tão perigosos em nossos dias.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A ONU virou um clubinho de adolescentes?




Ridículo!! ONU lança um vídeo propagandístico que mais parece um trabalho escolar feito por crianças da 4ª série

É realmente incrível e de dar asco para qualquer pessoa minimamente inteligente a atitude da ONU. A primeira pergunta que deve ser feita é: o que a ONU pretende alcançar com este vídeo? Ou: o que eles realmente têm feito a fim de alcançar estes objetivos?

Nada disso é sequer mencionado. Estivesse a ONU fazendo um bom serviço mundo afora e sendo difamada, talvez tal vídeo fizesse algum sentido. Só que não!! A ONU é uma das organizações mundiais mais privilegiadas do mundo: consegue gozar de grande aprovação ou prestígio mesmo sem jamais precisar apresentar realizações concretas. Quando se tem tal nível de credibilidade, não se justifica qualquer gasto com propaganda.

Note que o vídeo todo não passa de um grande "wishful thinking", isto é, a ideia de achar que basta desejar fortemente alguma coisa que esta coisa se realizará. Mas desejar é algo que até mesmo uma criança no pré-primário pode fazer. Ou será que eles encontraram uma lâmpada de Aladdin e estão discutindo o que fazer com ela? Mas, se fosse o caso, não seria mais lógico simplesmente pedir o que querem? Ou precisam da sanção do resto do mundo para pedir o fim da pobreza e da violência?

Nestas horas, lembro-me do Pondé, quando ele diz que a virtude é silenciosa. Se o verdadeiro objetivo da ONU fosse melhorar a condição de vida das pessoas, não estaria aí alardeando intenções, mas sim demonstrando resultados. De fato, mesmo nessa situação só se justificaria tal propaganda caso houvessem ameaças à dissolução da mesma. Fosse a ONU uma organização realmente humanitária, estaria por aí fazendo o que deve ser feito, e não agindo feito crianças brigando por atenção, onde levar os créditos é mais importante do que um trabalho bem feito. Quer uma prova? Salvo casos acompanhados de pedidos de doação, quantas propagandas de organizações filantrópicas e humanitárias você tem visto por aí?

Ou talvez eu tenha entendido errado. Talvez a intenção deles não seja realmente melhorar o mundo, mas sim criar um grupo de pessoas que se sentem especiais, como anjos lutando contra tudo o que há de errado no mundo. Ah, agora faz todo o sentido.

Para quem tiver um mínimo de bom senso e for capaz de enxergar além das aparências, este vídeo é mais do que revelador sobre o que a ONU realmente se tornou: uma gigantesca sessão de terapia de auto-ajuda para crianças mimadas que têm problemas de autoestima e querem algum motivo para se sentirem especiais.

O vídeo em questão pode ser visto neste link

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O abismo educacional não tem fundo


A educação brasileira alcançou esses dias um novo nível de mediocridade. Como diz o velho ditado, nada é tão ruim que não possa piorar.

E por quê? Por isto: “Professores do Pedro II adotam termo 'alunxs' para se referir a estudantes sem definir gênero”. Já faz algum tempo que feministas e outros histéricos de plantão vêm defendendo a abolição da designação de gênero na escrita. Sendo assim, “alunos” passariam a ser escrito como “alunxs”, “amigos” como “amigxs” e por aí vai, sob a desculpa estapafúrdia de que colocar o “x” no lugar do “o” e do “a” seria “gênero neutro”, já que a nossa língua é “machista”. 

Fosse isso uma prática comum só a poucos histéricos e bitolados seria uma coisa. Mas quando se vê esse tipo de prática invadindo as escolas, é a certeza de que o abismo educacional não tem fundo mesmo. Já estamos na rabeira em todos os rankings de educação e, ao invés de discutir como melhorar isto, agora nossos supostos educadores preferem ficar envolvidos com picuinhas mesquinhas como ideologia de gênero e implicar até com um mero artigo ortográfico. Nem mesmo a língua portuguesa escapa das garras dos nossos “reformadores sociais” que, como diria Bastiat, já fariam uma grande ajuda reformando a si mesmos antes de tentar reformar qualquer outra coisa.
  
Não que tal atitude me cause surpresa, muito pelo contrário. Como já disse o professor José Monir Nasser neste vídeo, educação não é a mesma coisa que ensino. De acordo com ele, o ensino nada mais é do que um método de distribuição de encargos sociais. Para isto, basta ver a quantidade de vagas de emprego e de concursos públicos que exigem, por exemplo, segundo grau completo, mesmo quando as competências necessárias para tal cargo vão apenas um pouco além de saber ler e escrever. Afinal, qual outro sentido haveria em exigir diploma de segundo grau para prestar concurso para policial de trânsito, bombeiro ou similares? 

Desta maneira, dado os incentivos do processo educacional, não me admira nada que o ensino brasileiro há tempos tenha deixado de se importar com o real aprendizado dos alunos e tenha virado uma pura briga de egos. O que é inadmissível é o nível de mesquinharia que isto chegou. Agora, os professores nem sequer precisam fingir que ensinam, mas têm tempo de sobra para perder com suas taras teóricas e ainda passa-las aos alunos. Pior: tudo isso bancado com o dinheiro de nossos impostos. 

Depois desta, começo a pensar que o corte de verbas para a “educação” talvez tenha sido a decisão mais sensata de nossa presidente durante todo o seu mandato.

 


"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)