Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Wilson Agostinho: Humaniza Redes, "vai pra Cuba!" e o crime de "PT-fobia"



Todos já sabem que o tal “Humaniza Redes” é jogada de marketing saída da cabeça do João Santana. Ou assemelhado. Resulta em bem concebida forma de censura a todos que não amam o PT, o petismo, o governo petista, a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Portanto, é violência disfarçada. É a “criminalização” do antipetismo. As organizações, personalidades e práticas políticas construídas em torno do partido da estrela, na cabeça dos que conceberam o "Humaniza Redes", devem ser objeto de devoção e reverência nacional. Saudados com “Hasta la vitoria, siempre!”.

A expressão “Vai pra Cuba!”, aliás, tem sido apontada como sólido indício de "ódio" contra o PT. Entretanto, poucas coisas são tão ansiosamente desejadas por qualquer petista, da base ao topo da pirâmide partidária, quanto uma excursão a Cuba. Viajar a Havana, com ou sem a companhia de Lula, já foi prêmio disputado pela militância. Toda visita à ilha de Fidel Castro constitui ato litúrgico, uma espécie de "batismo de fogo" simbólico com alguns chegando a fazer peregrinações periódicas à ilha, de onde retornam como quem transpôs os umbrais do "paraíso" socialista.

Portanto, todo petista que se preze deveria responder a um “Vai pra Cuba!” com um “Se Deus quiser!”, principalmente porque a expressão poderia ser substituída por coisa muito mais "desagradável" e "ofensiva", tipo “Vai pra Miami!” ou “Vai pra Nova Iorque!”. Mas isso sim, seria coisa de gente mal-humorada, "intolerante", do tipo que se irrita com o Mensalão, o Petrolão, os sucessivos escândalos, as mordomias, as “pedaladas”, a irresponsabilidade fiscal, as mentiras e mistificações, as explicações esfarrapadas, a carestia, a inflação, o aumento de impostos e o crescente desemprego. Para ficar no que se sabe.

Ódio não é um sentimento que se deva cultivar. Por isso, sugiro um programa “Harmonize PT”, para acabar com a semeadura de ódio que o partido, há anos, semeia onde quer que a imaginação humana possa vislumbrar uma fissura em grupos sociais. Foi por esse caminho que o PT foi jogando os brasileiros uns contra os outros até darem conta do que estava acontecendo.

Mas se o ódio faz mal, tampouco seria benéfica e respeitável a passividade tolerante que o petismo apreciaria neste momento. O fiapo de democracia que nos resta está sustentado nos movimentos de rua e nas redes sociais porque as instituições... bem, as instituições estão com a vida ganha. E o país tem um governo petista com uma oposição tucana. Pode haver infortúnio maior?

domingo, 11 de janeiro de 2015

Wilson Agostinho: DILMA NÃO É CHARLIE...




Dilma Rousseff condenou o ataque à redação do jornal satírico Charlie Hebdo em Paris nesta quarta-feira: “Esse ato de barbárie, além das lastimáveis perdas humanas, é um inaceitável ataque a um valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa.”

Essa liberdade de imprensa é o mesmo valor fundamental que o governo Dilma ataca no Brasil por meio do novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que assumiu a pasta para tocar a censura travestida de regulação da mídia.

É o mesmo valor fundamental que os militantes petistas da União da Juventude Socialista, insuflados pelas acusações de Dilma em rede nacional contra VEJA, atacaram ao depredar e pichar a sede da Editora Abril, que publica a revista, após a revelação de que a presidente e seu antecessor sabiam de tudo do Petrolão.

É o mesmo valor fundamental que o então ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Thomas Traumann, atacou quando pressionou o SBT a calar a apresentadora – e crítica do governo – Rachel Sheherazade em pleno ano eleitoral.

É o mesmo valor fundamental que Lula atacou ao tentar expulsar do Brasil o repórter americano Larry Rother por revelar seus hábitos etílicos. É o mesmo valor fundamental que o PT ataca diariamente ao patrocinar com dinheiro público os blogs sujos (alguns com nome de ‘revista’ ou ‘portal’) para difamar veículos e jornalistas independentes. Os ataques petistas à liberdade de imprensa são movidos pela mesma intolerância à divergência, à crítica, à sátira que move os terroristas islâmicos, guardadas as diferenças de método e grau de criminalidade com que a colocam em prática.

Os franceses hoje estão nas praças, nas ruas, nas redações e nas redes sociais levantando cartazes com a frase “Je suis Charlie”, em homenagem aos doze mortos no escritório do jornal e em defesa do “valor fundamental das sociedades democráticas – a liberdade de imprensa”.

Mas Dilma não é Charlie. Dilma é a União da Juventude Socialista.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O marco civil da internet foi aprovado no congresso e no Senado, deem adeus à internet que vocês conhecem

Originalmente postado em 27/03 - É chato ficar repostando material requentado mas muito pouco, ou quase nada de novo eu tenho a dizer.


"A ânsia de salvar a humanidade é quase sempre uma desculpa para a ânsia de governá-la.". - H.L. Mencken



Na última terça feira, 26/03 foi aprovado no congresso o projeto do Marco Civil da Internet (PLC: 2126-2011). É uma bandeira antiga deste blog a defesa da liberdade de expressão que a internet permite. Nos posicionamos contra a qualquer tentativa de qualquer governo de controlar a internet. Lamentavelmente perdemos essa batalha.

O Marco Civil da Internet foi aprovado com a participação direta de quase TODOS OS PARTIDOS, inclusive os de "oposição" - somente o PPS votou contra. Apenas um asno não percebe que tem algo muito errado quando todos os partidos concordam em algo. E que geralmente isto é para o NOSSO prejuízo.

O que eles chamam de Marco Civil é uma tentativa de fazer com que o estado se agigante para dentro da internet.

Pra aprovar o Marco Civil, o Governo foi obrigado a ceder às mudanças no texto original propostas pelo "AI 5" de Eduardo Cunha mas, ficaram brechas.

A lei tem passagens claramente vagas e extensamente subjetivas para que no futuro ela seja interpretada como convir ao estado.

E antes que digam que os pontos polêmicos seriam vetados eu os informo que não foram. Deixaram na mão do senado aprovar o projeto com ou sem os pontos mais controversos.

Para aqueles que ainda não entenderam o por que da polêmica, seguem informações mais mastigadas sobre o projeto.

Fonte: Liberzone

O § 1º do art. 9º dá poder de regulamentação da internet para os Decretos, e o § 3º do mesmo artigo afirma que “é vedado bloquear, monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos pacotes de dados”. Parece até piada, uma vez que essa regra se aplicaria apenas aos prestadores de serviços, já que o Governo brasileiro não perderá a oportunidade de bloquear, monitorar, filtrar e analisar todo o conteúdo disponível para determinar o que seria mais “isonômico”.

O artigo 9º do Projeto de Lei trata da polêmica “neutralidade da rede”, porém, se você ler com atenção os detalhes desse texto normativo, poderá concluir o seguinte:

Ao determinar o dever de tratamento isonômico das empresas de transmissão, comutação e roteamento, com base em pacotes de dados, conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação, o regulador implica necessariamente em afirmar que é possível um órgão estatal obter todo o conhecimento disponível acerca desses termos que envolvem um grande grau de conhecimento técnico, para julgar, utilizando um grande número de funcionários e dinheiro público, o que seria de fato esse tratamento isonômico (sem levar em consideração as distinções entre isonomia material e formal). Além de afirmar que é capaz de julgar o que é e não é isonômico, garante o monopólio desse julgamento; só a sua regulação pode afirmar qual serviço é isonômico, e pior e mais preocupante: declara expressamente que apenas a isonomia é justa! Isso impede que um consumidor contrate um serviço sabendo não ser isonômico, mas que ache justo.

O § 2º utiliza uma série de termos subjetivos como “indispensável”, “agir com proporcionalidade”, “abster-se de praticar condutas anticoncorrenciais” para aumentar o alcance do seu poder, flexibilizar as normas quando necessário para o “interesse público” e abrir possibilidades para promulgação de mais algumas centenas de leis, decretos, regulamentos e contendas judiciais.

Esses tipos de medidas para defender a “neutralidade” ferem totalmente o princípio da liberdade contratual, o qual determina o direito do cidadão contratar, desde que de forma consensual e com um objeto lícito, escolher seu co-contratante e estabelecer livremente o conteúdo do contrato.

A liberdade não precisa de leis para ser garantida. Qualquer projeto de lei que promete garantir a liberdade tem como o objetivo exatamente o contrário. Eu mesmo não caio nesses discursos demagógicos como o Marco Civil e não confio em absolutamente nada que vem do estado. O texto é bonitinho e convence muitos leigos, mas pode abrir caminho para futuras regulamentações.

“Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação; III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.”

Não são necessários nem 5 minutos assistindo à TV ou ouvindo o rádio para perceber que o Poder Governamental e suas regulamentações não são capazes de respeitar nem o conjunto de normas mais importantes do país, nem quando são criadas com a justificação de que será em prol da população.



ANATEL

Em 1997, quando a Anatel foi criada, a internet ainda estava dando os seus primeiros passos para se popularizar no Brasil e, por isso, não era considerada como uma atividade de telecomunicação, ficando fora do alcance da agência. Agora, isso pode mudar, já que a agência pode se tornar o órgão regulador da internet no Brasil.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, operadoras de telefonia querem acabar com a desregulamentação da rede, deixando-a sob a vigilância da Agência Nacional de Telecomunicações.

No momento, a internet não é controlada por nenhuma órgão, apenas sendo regida pelo Comitê Gestor da Internet, ligado ao NIC.br, uma entidade sem fins lucrativos. As empresas de telecomunicação querem tirar do NIC.br a administração de nomes e números de IP no país.

Existe um impasse em relação à migração de tecnologia da internet, do modelo de protocolo IPv4 para IPv6, para ampliar o número de endereços e suportar novas conexões. Enquanto o Comitê incentiva a migração, as empresas de telecomunicações reclamam da dificuldade em conseguir domínios da versão antiga. Para as companhias, um órgão que pudesse cuidar da internet poderia conduzir melhor a situação.

Para Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br, "deixar a internet nas mãos da Anatel pode engessar a rede, “minando a inovação, o empreendedorismo e a competitividade nacional, além dos riscos de controle sobre usuários e provedores de conteúdo”.

Se o estado quisesse realmente tornar a internet livre e acessível aos pobres bastasse ele não meter o dedo ou melhor, que reduzisse impostos de tudo que leva ao funcionamento e serviços de internet.

Revogue as leis, feche a Anatel, deixe as provedoras livres e deixe o caminho aberto para provedoras futuras. Simples assim. O tal Marco Civil não passa de mais um projeto que visa controlar o que praticamente é o único ambiente livre que nós temos.

O projeto ainda será votado pelo Senado, mas não tenho dúvida alguma de que será aprovado. Deem adeus à internet que vocês conhecem. O AI 5 digital está aprovado em pleno ano de eleitoral.

Nenhum "Black bloc anarquista" irá às ruas para protestar. Porque são todos pelegos esquerdistas a favor do marco.

E ainda tem filho da p... dizendo que não estamos numa ditadura disfarçada de democracia.

Vou começar um limpa nas minhas redes sociais.

Atualizado 23/04/2014 Como temíamos o "Marx Civil" foi aprovado pelo Senado por todos os partidos. Com direito a uma cena pastelão entre os imundos "Aócio Neves" e "Lidenbeergh Farinha" fingindo uma briga nas tribunas do Senado.

"A real briga entre PSDB e PT é para que um não leve sozinho o crédito pelas leis e ações liberticidas e/ou paternalistas. Desarmamento, bolsa-família, Plano Nacional dos Direitos Humanos e, agora, marco estatal da Internet." Por Bene Barbosa, presidente do MVB

Façam-me o favor...

Apenas uma única vez o governo tinha se apressado tanto para aprovar um projeto. Era o estatuto do desarmamento...

Como mostra essa matéria do site O Implicante:  Brecha no Marco Civil permite que empresas cobrem por acesso diferenciado, invalidando a tal "neutralidade da rede".

O tal "lado bom" da lei aprovada, portanto, é inócuo. Já o lado ruim será bem eficaz.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Marco Civil da Internet: VOTE NÃO!

O site Vote na Web disponibilizou uma pesquisa sobre o projeto do Marco Civil da Internet (PLC: 2126-2011). É uma bandeira antiga deste blog a defesa da liberdade de expressão que a internet permite. Nos posicionamos contra a qualquer tentativa de qualquer governo de controlar a internet. Vote NÃO!!!



http://www.votenaweb.com.br/projetos/plc-2126-2011#_=_

O que eles chamam de Marco Civil é uma tentativa de fazer com que o estado se agigante para dentro da internet.

A lei tem passagens claramente vagas e extensamente subjetivas para que no futuro ela seja interpretada como convir ao estado.


Mais: Controle da internet: Anatel pode se tornar órgão regulador da internet http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/08/controle-da-internet-anatel-pode-se.html

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Brasil é um dos que mais censuram o google

Fonte: Google e AnonymousBrasil


Detalhamento por período de relatório

A maioria dos pedidos de remoção vindas do Brasil são por difamação (denuncias de corrupção) e violações às lei eleitorais brasileiras.

As solicitações de remoção de conteúdo do Google feitas pelo Brasil podem ser vistas aqui.
http://www.google.com/transparencyreport/removals/government/BR/



Parabéns ao Brasil pelo dia mundial da liberdade de imprensa

terça-feira, 23 de abril de 2013

Enquanto se comenta atentado em Boston congresso americano aprova medida que viola informações de usuários de internet



Enquanto toda a mídia mundial comentava e até lamentava o atentado em Boston o congresso americano aprovou um conjunto de leis que compõe a CISPA (medida criada pelo governo dos EUA que entre tantas ações, prevê esta por exemplo: Que as empresas (qualquer empresa) poderão coletar informações de um usuário (qualquer usuário, em qualquer lugar do mundo) e enviá-las para o governo americano ou setores privados interessados em "coibir crimes online.").

Em resumo, o governo americano pode se tornar o "Grande Irmão", monitorando e coletando toda e qualquer informação que qualquer um compartilha na internet, de modo a combater a pirataria e outros crimes. Seu e-mail, aquela foto em uma festa, uma imagem com copyright compartilhada, tudo seria monitorado e catalogado.

Há motivos para se preocupar

Ano passado ela também foi aprovada pelo Congresso mas morreu no Senado; o problema é que desta vez o número de democratas apoiando a Lei mais que dobrou (92 contra 42 em 2012), num claro desafio à Casa Branca, que ameaçou vetá-la se ela passar. O CISPA foi ajustada de lá para cá, mas não é surpresa que as correções não protegem de forma alguma a privacidade individual. O problema é que isso é um aviso que no fim a política e o dinheiro prevalecem os interesses de liberdade individual, os democratas não parecem ser são os santos que as pessoas e a mídia tupiniquim pintam comparados ao republicanos, e Obama não tem tanto controle assim sobre seu partido.

Lembrando que entre as empresas, Google e Facebook permanecem em cima do muro, mas a IBM apóia a CISPA.


Fonte: http://techcrunch.com/2013/04/18/one-year-later-twice-as-many-democrats-vote-for-cybersecurity-bill-and-defy-obama/

terça-feira, 26 de março de 2013

Ser tolerante com quem costuma ser intolerante, não é tolerância. É omissão!


Tentáculos:  Como o White Metal e a politica podem servir ao propósito de charlatões da fé?

No Brasil nos últimos anos o movimento evangélico tem ganhado força politica deixando claro que há um projeto de poder, com participação cada vez maior na política do país. E estão dispostos a tudo para tornar o pais numa "teocracia" e a legislar direitos civis - de cristãos e não cristãos - com base no seu livro sagrado. Até de negociar asquerosamente com o governo suas posições éticas em troca de benefícios (quem não se lembra do caso Pallocci x Kit Gay? Independente da minha opinião ao tal kit - sou contra - preferindo deixar um corrupto, quase comprovado, sair ileso de investigações em troca da não votação de algo que dificilmente seria aprovado).

Os deputados evangélicos estão mirando cargos em comissões que têm poder de barrar os temas mais sensíveis aos interesses da igreja. Marco Feliciano é só uma parte dos planos (embora para o governo seja apenas uma cortina de fumaça para ocultar seus próprios 'problemas', leia-se: Genoíno, Dirceu e aliados como Maluf). Com toda a pressão que tem ocorrido é provável que Feliciano caía, mas isso em nada mudará a tendência de mais candidatos dessa bancada alcançarem mais cadeiras no futuro e obterem mais poder em comissões e até ministérios.

Para ficar mais claro. Esses Parlamentares têm conquistado assentos em comissões que discutem direitos dos homossexuais (são contra a união civil entre homossexuais e defendem a 'cura gay') e que tratam de temas polêmicos como aborto e drogas, além de liberação de concessões de rádios e de aluguel de horário na TV (quem aqui mora em uma cidade em que no mínimo três das maiores rádios locais estão nas mãos igrejas? Experimente então contabilizar a quantidade de rádios comunitárias, ou piratas, nas mãos de seitas neopentecostais).


E nós?

E nós o que temos com isso? A expansão territorial destas seitas vem aumentando até dentro de nossa comunidade. São várias as igrejas que aceitam bangers, que por algum motivo pessoal fraquejaram na vida (vícios, depressão, problemas familiares) e se entregaram a essas pilantras da fé que estão os convertendo em suas novas ovelha$. É claro que existem suas exceções, mas a regra tem sido o oposto negativo.

A ideia de um rock cristão com intuito de converter e "domesticar" as pessoas me causa aflição. Principalmente vindo de uma crença que historicamente nunca respeitou a liberdade de expressão e em várias passagens da história desrespeitou direitos humanos mais básicos. Assim como suas versões genéricas: Islã, Judaísmo ortodoxo etc...
Como um exemplo atual sobre a noção de liberdade que religiosos costumam ter (um exemplo extremo lógico, mas deve ser levado em conta): No Irã há uma teocracia Islâmica, lá você pode ser preso e em último caso até morto por simplesmente usar uma camisa do Slayer.

O movimento White metal tem crescido nas nossas fuças com o incentivo de algumas denominações neopentecostais e carismáticas; aliado a isso a conivência de produtores mais interessados em lucrar com a bilheteria certa (devido a alta fidelidade deste público). Poucas são as bandas que se recusam a tocar no mesmo palco. - Deixo claro que não defendo censura, sou radicalmente contra isso, todo artista tem o direito de se manifestar e exibir sua arte, porém seria melhor que o fizessem longe do nosso reduto ou pelo menos fizessem seus eventos próprios - O que eu proponho é um boicote, não é preciso sair de casa para ir a porta de uma casa de show protestar contra este estilo, apenas não vá. E se for, que é um direito seu, saiba protestar.

Não sei se os senhores têm acompanhado com clareza a politica nacional, eu imagino que não que não, mas entre nossos deputados, existe um grupo que diga de passagem se dizem pastores de igrejas neopentecostais evangélicas; que entre outros projetos visando os interesses das lideranças dessas igrejas, estão querendo aprovar a todo custo uma lei na qual enquadra os gays como "doentes" e que todos os gays devem ser "tratados", em uma espécie de clinica. Independente do querer ou não do individuo. Isso não e religião, não é amor ao próximo, não é caridade, não é ser patriota contra uma "ditadura gay", isto senhores; é quase nazismo.
É só uma questão de tempo para sermos atacados de alguma forma nos nossos direitos. Eis um exemplo (Clique no link).



Ser tolerante com quem costuma ser intolerante, não é tolerância. É omissão!

Estado Laico? Só em sonho, o artigo 19 da nossa constituição parece que vem sendo ignorado há muito tempo. Até dinheiro público algumas dessas seitas recebem para realizar seus eventos. Não há interesse no combate à corrupção ou o bem do país. Só importam os interesses obscuros das lideranças dessas igrejas.

Enquanto isso, muitos de nós fugimos da politica como o Diabo corre da cruz (perdoem a analogia, mas não resisti). Não se trata apenas de buscar espaço e uma representação. Falo de ter um olhar critico sobre a situação deste país e dos riscos que podemos correr com o aumento de poder dessas seitas. Enquanto nosso governo brinca de fazer socialismo, tenta criar regulação de mídias, faz vistas grossas a concessões públicas para pessoas ligadas à igrejas e mantém partidos declaradamente evangélicos como aliados. Estamos quietos vendo esses grupos crescendo e aos poucos minando direitos e liberdades civis. Já existe um projeto para ser votado que permite a entidades religiosas questionar leis. É só mais um passo.

Essas bancadas ainda são a minoria no congresso, mas podem (e querem) eleger um presidente um dia. Assim como as bandas de White metal são minoria. E eu possivelmente terei a sorte de não viver para ver este país se tornar uma teocracia nem ver o gênero e estilo de vida que tanto amo amordaçado reprimido ou "pacificado". Eu tenho pena das gerações futuras se uma mudança na mentalidade do povo, nós inclusive, não ocorrer logo.

Mais sobre o assunto:


- Entidades religiosas vão poder questionar leis, prevê emenda
http://www.paulopes.com.br/2013/03/entidades-religiosas-vao-poder-questionar-leis-preve-emenda.html#.UVMsQxw3tIt

- Primeiras intenções: Teocracia ou "Jesuscracia"http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/03/primeiras-intencoes.html

 - Bancada evangélica tenta criar brecha que pode levar o Brasil a uma teocraciahttp://shogunidades.blogspot.com.br/2011/11/bancada-evangelica-tenta-criar-brecha.html

 - Diretora diz a aluno de 8 anos que "rockeiros" sacrificam animais e têm pacto com SATANÁShttp://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/diretora-diz-aluno-de-8-anos-que.html

- Projeto de lei visa que empresas ligadas a igrejas evangélicas não precisem pagar qualquer impostohttp://shogunidades.blogspot.com.br/2011/07/projeto-de-lei-visa-que-empresas.html


- Em cidade do Mato Grosso do Sul, evangélicos prometem acabar com o rockhttp://shogunidades.blogspot.com.br/2012/05/eis-um-exemplo-que-nos-aguardara-num.html

domingo, 3 de março de 2013

"Che Guevara não gostava de rock" - Relatos históricos sobre a proibição e Censura ao rock: PT 2

Publicado Originalmente em 01/09/11


"Aqueles que escolherem o próprio caminho" (como deixar o cabelo crescer e ouvir música imperialista ianque) serão denunciados como "dejetos" e "delinquentes".

Continuando a série onde apresento casos históricos de censura prévia ou Proibição completa do Rock em diversos países com sistemas políticos diferentes.
Ontem contei o caso mais notório de censura à artistas do Rock e derivados chegando até ao pop. Ocorrido nos anos 80 nos EUA. justamente o berço do Rock 'n Roll.

Se ontem meti o malho nas senhoras donas de casa aterrorizadas com musicas que falavam de masturbação, sexo e violência (na cabeça delas) e preocupadas com o fim dos valores da família cristã Americana de direita. Hoje vou desmistificar a relação entre o Rock e a Esquerda Socialista/Comunista.

Não sei exatamente o porque; mas há entre os jovens, e muitos tios velhos marxistas, uma falsa ilusão de que o Rock e o socialismo caminham juntos. Erro crasso.

Há um total desconhecimento, proposital ou não, acerca dos fatos que torna injusta uma analise histórica. Ainda hoje jovens e revolucionários maconheiros de DCE misturam o idealismo do Rock com a cegueira quase religiosa das utopias marxistas.

O que dizer dos roqueiros paga-pau do Socialismo e do Comunismo que desfilam orgulhosos com camisas estampando a clássica foto de Che Guevara? Músicos como Santana Rage Against the Machine gostam de associar sua imagem à de Che. Mal sabem eles (ou fingem que não) que Cuba proibiu o rock entre 64 e 66, declarando os Beatles, por exemplo, agentes do imperialismo capitalista.

Será que ainda o fariam se soubessem que a primeira ordem oficial de Che ao tomar a cidade de Santa Clara foi banir a bebida, o jogo e os bailes como "frivolidades burguesas"? O próprio neto de Che, Canek Sánchez Guevara, não escapou da perseguição. O guitarrista sofreu nas garras do regime policialesco que seu avô ajudou a criar, e preferiu fugir de Cuba. Homossexuais também foram vítimas de perseguição e acabaram em campos de trabalho forçado. Em meados dos anos 60, o crime de se parecer com um "roqueiro" ou ter um comportamento efeminado fez com que a polícia secreta cubana retirasse das ruas e parques de Cuba milhares de jovens e os jogassem em campos de concentração que tinham os dizeres "O Trabalho Fará de Você um Homem" em seu portão principal, bem como homens com metralhadoras localizados estrategicamente em torres de observação.

Nota: Ato semelhante ocorreu no Brasil em 1957 quando Jânio Quadros, ainda governador de São Paulo, proibiu todos o bailes de rock no estado. Como curiosidade Jânio então presidente do Brasil em 1961 condecorou o ministro da Indústria e Comércio de Cuba, Ernesto "Che" Guevara com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Numa tentativa de aproximação com os países socialistas. Jânio não pode ser considerado socialista, mas sim um populista com forte atração pelo socialismo.
Aí você me diz: Ah, mas o Che era amigo de Johnn Lennon

Todos conhecem essa foto:


Pois eu te digo, é mentiraaaa...


Aí você me questiona de enovo - Ah mas o Audiolave já tocou em Cuba. E eu te pergunto. Audioslave? A banda do Tom Morello? Aquele cara que viaja com o Rage Against the Machine exigindo (em contrato) voar de primeira classe? (A esquerda adora dizer que luta pela extinção da desigualdade socioeconômica, mas não renuncia as extravagâncias que, segundo ela própria, geram a desigualdade socioeconômica assim como não abre mão de bens de consumo produzidos graças e unicamente ao capitalismo).

Che e Fidel mandaram também fuzilar gays. Faz pouco tempo que Fidel "reconheceu o erro" - como se isso trouxesse as vidas dessas pessoas de volta -. Isso por acaso te responde por que o Audioslave tocou em Cuba?

Já ouviu falar em hipocrisia?

Então meu pequeno "comuna", entenda. Che Guevara não gostava de rock, se fosse vivo e fizesse parte do governo do seu país ele, no mínimo, mandaria você para a prisão por cultuar os valores do imperialismo Yankee.

Gorki Aguila com a camiseta que "homenageia" a Revolução Cubana de 1959; o ano do erro, diz a estampa

Quer usar uma camisa com a cara de alguem ligado a Cuba? Use uma com a foto do cubano Gorki Águila. Não sabe quem ele é? é obvio que não seu petista de bunda. E agradeça isso ao seu ídolo Fidel Castro.

Gorki Águila é um músico anarco-punk cubano dissidente, e vocalista da banda Porno para Ricardo conhecida por suas críticas ao governo autoritário de Fidel Castro.

Em 2003, Águila foi preso por porte de drogas depois que uma policial disfarçada de fã recebeu dele anfetaminas (Mas a esquerda não é a favor da liberação das drogas?). Águila argumentou que o episódio não passou de uma armadilha e uma tentativa de silenciá-lo. Solto depois de cumprir sua pena, Águila se tornou ainda mais crítico ao governo cubano, suas músicas se tornaram ainda mais politizadas. Em uma entrevista para a CNN em 2007, Águila afirmou que o "Comunismo é uma falha. Um erro total. Por favor, Esquerdistas do mundo - melhorem seu capitalismo". Em uma entrevista com anarquistas cubanos exilados o "Porno Para Ricardo" descreveu o anarquismo como sendo "muito sedutor".

Em Agosto de 2008, Águila foi preso pela polícia cubana pela acusação de "periculosidade" que permite que pessoas sejam detidas diante da intenção de cometer crimes. A condenação implica uma pena de um a quatro anos de prisão. Acusações de "estado de periculosidade" são comumente aplicados a pessoas alcoolizadas e comportamento antissocial.

Gorki sendo preso

Gorki Águila participou recentemente do documentário "Habana Blues", sobre a nova música independente e alternativa de Cuba.

Lá nos EUA durante os anos 80 éramos (e ainda somos) pervertidos. Poderíamos ser processados ter um selinho escroto nas capas dos CDs e até presos. Já em Cuba somos agentes do imperialismo e acabamos presos. Roqueiro só se f...

"Camaradas" Censuraram o Rock

Na União Soviética e no Leste Europeu não havia proibição oficial. Bandas locais eram permitidas, mas tinham de passar por censores. Discos de bandas estrangeiras simplesmente não eram lançados, mas o mercado negro proliferava.

A Hungria viu surgirem bandas cultuadas como Omega e Illes, enquanto a Tchecoslováquia ficou famosa pela Plastic People of the Universe que se tornou ícone na luta contra a ocupação Soviética.

Na China, o veto ao rock fez parte da Revolução Cultural (66-69). Entre os países islâmicos, a Indonésia proibiu o rock durante três décadas (60-90) e o Paquistão entre os 77 e 88. No Afeganistão sob o talibã, qualquer tipo de música, exceto seus cânticos devocionais, foi proscrito entre 94 e 2001.

O Heavy metal, dado a extremismo, é ainda mais rechaçado em países islâmicos como o Irã; onde artistas do gênero são expulsos de seu país.

Direita e esquerda, já tiveram, ou ainda tem, problemas com o rock; por seu DNA contestador e transgressor. De fato o único sistema em que o Rock se identifica é o Anarquismo, talvez o Libertarismo também se adaptasse perfeitamente.

Em contra partida na Europa o metal tem sido usado por grupos fascistas extremistas e neonazistas; o NSBM: National Socialist Black Metal. para difundir suas ideias de racismo, xenofobia e intolerância. Mas isto é outro assunto.

Aos fãs de Rock comunistas e socialistas sugiro que façam "Rock Socialista", sem Rock. Pois rock é coisa de Yankee imperialista. Ou continuem ignorando este fato e sejam felizes com sua total incoerência.

Encerro este post dedicando uma frase de Paul Stanley aos defensores de utopias Marxistas Petistas, proibicionistas em geral e sonhadores derivados :

"Não importa o que façamos, cada um terá uma visão diferente. É fantástico como as pessoas sempre têm idéias melhores... para elas. Só que elas precisam saber se suas idéias são melhores para todo mundo." (Paul Stanley)







Fontes:

Sites
Blogs
http://abibliadorock.blogspot.com/2011/07/vocacao-politica.html
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260


Mais sobre: Censurado! - Relatos históricos sobre a proibição e Censura do rock: Parte 1
 http://shogunidades.blogspot.com.br/2011/08/rock-proibidao-relatos-historicos-sobre.html


 - Em 12/04/13 - Tivemos este Artigo publicado no Site Whiplash
Che Guevara, Cuba, China: a proibição e Censura ao rock
ttp://whiplash.net/materias/biografias/177334.html

sábado, 2 de março de 2013

Censurado! - Relatos históricos sobre a proibição e Censura do rock: Parte 1 - PMRC


Postado originalmente em: 29 de agosto de 2011


Ao longo da história o Rock já sofreu tentativas de proibições ou censura prévia em vários países, inclusive, em seu país de origem. O caso mais famoso e notório de tentativas de censura ocorreu nos Estados Unidos.

A história da Parents Music Resource Center (PMRC): Quando a direita americana tentou proibir o Rock.


Na metade dos anos Oitenta, surgiu uma guerra contra o Rock e Heavy Metal, o pivô disso tudo foi uma organização chamada PMRC. Formada por esposas de influentes políticos de Washington, esse grupo causou uma verdadeira polêmica no mundo da música.

Seriedade e responsabilidade ou apenas uma ideia sem fundamentos criada por mulheres sem muito conteúdo e sem ter nada melhor para fazer e de políticos emergentes em busca de um trampolim nas suas carreiras?

Vamos à história:


Em uma manhã de Dezembro de 1984, Tipper Gore, esposa do, então senador Al Gore ouvia junto com sua filha a trilha sonora do filme “Purple Rain”. Uma das músicas contida nesta compilação era “Darling Nikki”, do músico Prince e ao ouvir a canção, Gore ficou chocada com as referências a masturbação que esta continha. Ela então começou a assistir diversos vídeos de rock com sua filha, incluindo “Hot for Teacher” do Van Halen, “Rock You Like a Hurricane” do SCORPIONS e “Looks that Kill” do Motley Crüe.

Ela falou com várias de suas amigas para alertá-las sobre o fato, destacando-se Susan Baker, Pan Howar e Sally Nevius, esposas, respectivamente, do Secretário do Tesouro, James Baker, do Corretor Imobiliário de Washington, Raymond Howar e do presidente do Conselho Civil de Washington, John Nevius. Juntas elas formaram a PMRC (Parents Music Resource Center), cujo objetivo era alertar o público sobre “a crescente tendência na música a respeito das letras que são sexualmente explícitas, excessivamente violentas, ou glorificam o uso de drogas e álcool”.

Resumindo: A moçoila, hoje uma tia, não tinha nada mais pra fazer além de ver clipes do Prince e pensar em masturbação. Safada!

A PMRC atribuía ao Rock o aumento das taxas de estupro e suicídio. Argumentavam que há uma estreita ligação entre o conteúdo das músicas e o suicídio de jovens. Para provar isso, usaram as músicas “Suicide Solution”, de Ozzy Osbourne, “Don’t fear the reaper”, do Blue Oster Cult e “Shoot to Thrill”, do AC/DC.

“Suicide Solution” foi composta em homenagem a Bon Scott, que morreu devido ao excesso de bebida, “solução”, na música, se refere à solução líquida, no caso, a bebida alcoólica. “Don’t Fear the Reaper” aparentemente apenas fala sobre não temer a morte. “Shoot to Thrill” demonstra ser uma música sobre mulheres e sexo; atirar é usado apenas como metáfora. Essas interpretações errôneas demonstram a ”seriedade” da PMRC.

A ofensiva das "Desperate housewives" da direita.

A primeira ação da PMRC foi mandar uma carta oficial à RIAA (Recording Industry Association of America), assinada por 20 esposas de influentes políticos e homens de negócio de Washington. A carta sugeria que a indústria musical adotasse medidas voluntárias para desenvolver diretrizes e/ou um sistema de avaliação similar àqueles do sistema de classificação de filmes da MPAA. Obviamente ouve resistência da RIAA, e, com o intento de pressioná-los, era necessário que a PMRC buscasse destaque na mídia. Para isso o grupo publicou na Washington Post uma lista com seis exigências de Tipper Gore e Susan Baker.

1 – Imprimir Letras nas capas dos álbuns.

2 – Manter capas explícitas embaixo das prateleiras.

3 – Estabelecer um sistema de classificação similar àquele dos filmes.

4 – Estabelecer um sistema de classificação para vídeos.

5 – Reavaliar o contrato de músicos que empregam violência e conteúdo sexual explícito nos palcos.

6 – Estabelecer uma vigilância da mídia por cidadãos e gravadoras, que pressionaria meios radiodifusores a não levar ao ar “talentos-questionáveis”.

Esses fatos levaram à remoção de músicas e revistas de Rock de lojas americanas, incluindo o Wal-mart, J.C. Penney, Sears e Fred Meyer.

Em agosto de 1985, 19 gravadoras aceitaram colocar a etiqueta “Parental Advisory: Explicity Lyrics” (Aviso aos pais, letras explícitas) nos álbuns para alertar sobre o conteúdo das letras. Porém antes que os rótulos pudessem ser colocados, o senado concordou em realizar uma audiência do então chamado “porn-rock”. Isto começou no dia 19 de setembro, quando representante da PMRC, três músicos, e os senadores Paula Hawkins e Al Gore testemunharam ante o Comitê do Senado sobre Comércio, Ciência e Transporte sobre “o assunto relacionado ao conteúdo de certas gravações sonoras e sugestões que embalagens de gravações sejam rotuladas para fornecer um aviso a potenciais consumidores de sexualidade explícita ou outro conteúdo potencialmente ofensivo”.

A defesa

Os músicos Frank Zappa, John Denver e Dee Snider, vocalista do Twisted Sister, depuseram contra a PMRC. A bancada da PMRC esperava que Denver, músico de Folk Rock, ficasse do lado deles, mas ele testemunhou contra a censura, dizendo ser “fortemente contra a censura de qualquer tipo em nossa sociedade ou em qualquer lugar do mundo”, isso lhe deu destaque na audição.

Frank Zappa e Dee Snider defenderam suas músicas e criticaram fortemente a PMRC. Segue um trecho das criticas de Zappa.

Frank Zappa

“A proposta da PMRC é uma peça de estupidez concebida de forma doente que falha em fornecer reais benefícios às crianças, infringe as liberdades civis das pessoas que não são crianças, e promete manter a corte ocupada por anos, lidando com os problemas de interpretação e de execução ao molde da proposta.”

“O estabelecimento de um sistema de classificação, voluntário ou de outra forma, abre a porta para uma exibição sem fim de controles de qualidade morais baseadas em ‘Coisas que certos Cristãos não gostam’. O que acontece se a próxima leva de esposas de Washington exige um grande ‘J’ amarelo em todo material escrito e interpretado por judeus, a fim de salvar crianças indefesas da exposição à ‘oculta doutrina Sionista’?”

“A PMRC forjou uma besta mítica, e forma uma tramóia por exigir ‘normas de procedimento do consumidor’ para impedi-lo de convidar suas crianças para dentro de suas paredes de açúcar (N.T.: Música de Sheena Easton, que ficou na lista das “Quinze Imundas”; paredes de açúcar seria uma referência às bordas da vagina). O próximo passo é a adoção de uma ‘idade legal, de acordo com a PMRC, para compreensão da excitação vaginal?’ Muitas pessoas nessa sala iriam orgulhosamente apoiar tal legislação, mas, antes de eles começarem a traçar suas idéias, eu os incito a considerar estes fatos:”
(1) Não há evidência científica conclusiva para apoiar a idéia que a exposição a qualquer tipo de música ira causar o ouvinte a cometer um crime ou condenar sua alma ao inferno.

(2) Masturbação não é ilegal. Se não é ilegal fazê-lo, porque seria ilegal cantar sobre isso?

(3) Nenhuma evidência médica de palmas cabeludas, verrugas ou cegueira têm sido ligada à masturbação ou excitação vaginal, nem tem sido provado que ouvir referências a qualquer um dos assuntos transforma o ouvinte em uma deficiência social.

(4) A execução de uma legislação antimasturbação poderia se provar custosa e consumidora de tempo.

(5) Não há espaço o suficiente em prisões para prender todas as crianças que o fazem.

“A proposta da PMRC é mais ofensiva em seu ‘tom moral’. Ela parece forçar um conjunto de valores religiosos implícitos em suas vítimas. O Irã tem um governo religioso. Bom para eles. Eu gosto de ter a capital dos Estados Unidos em Washington, D.C., apesar dos recentes esforços para movê-la para Lynchburg, VA.”

Dee Snider: A respeito da acusação da música “Under the Blade” fazer referência ao sadomasoquismo, servidão e estupro.

“A Sra. Gore disse que uma de minhas músicas, ‘Under the Blade’, encoraja ao sadomasoquismo, servidão e estupro. As letras que ela citou não têm absolutamente nada relacionado com estes assuntos. Ao contrário, as letras em questão são sobre cirurgia e o medo que ela causa nas pessoas. Como o criador de ‘Under the Blade’, eu posso dizer categoricamente que... o único sadomasoquismo, servidão e estupro nesta música estão na cabeça da Sra. Gore.” - Comentario do blog: Tomou heim papuda? sua safadenha... -

A respeito da música “We’re Not Gonna Take it” ser classificado como incitante de violência e ser incluída na lista das “Quinze Imundas”

“Você notará nas letras na sua frente que não há absolutamente violência de qualquer tipo cantada sobre ou implícita em qualquer lugar na canção. Agora, me ocorre que a PMRC pode haver confundido nosso vídeo para a música com o significado das letras.”

“Não é segredo que os vídeos freqüentemente descrevem histórias completamente não relacionadas com as letras da música que eles acompanham. O vídeo para ‘We’re not gonna take it’ foi simplesmente feito para ser um desenho com atores humanos representando variações dos desenhos de ‘Papa-léguas e Coiote’, cada acrobacia foi selecionado de minha extensa coleção de desenhos.”


A respeito da acusação de garotos usarem camisetas do Twisted Sister com desenhos de mulheres algemadas e em posições de sadomasoquismo. 

“Isso é uma mentira completa. Nós não apenas nunca vendemos uma camiseta desse tipo; nós temos sempre levados grandes dores para nos mantermos limpos de sexismo em nosso merchandising, álbuns, palcos, show e vida pessoal. Além disso, nós temos sempre promovido a crença de que o rock ‘n’ roll não deveria ser sexista, mas deveria satisfazer a homens e mulher igualmente.”


“Eu sinto que uma acusação desse tipo é irresponsável, danosa à nossa reputação, e caluniosa. Eu desafio a Sra. Gore a produzir tal camiseta para dar razão à sua crítica. Eu estou cansado de encontrar garotos na rua que me dizem que não podem tocar nossos álbuns mais por causa das informações enganosas têm sido fornecidas a seus pais pela PMRC na TV e nos jornais.”

“A beleza da literatura, poesia, e música é que eles deixam espaço para sua audiência colocar sua própria imaginação, experiências, e sonhos em palavras. Os exemplos que eu citei antes mostraram clara evidência da música do Twisted Sister sendo mal-interpretada e injustamente julgada por adultos supostamente bem informados.”

No dia 1º de Novembro, de 1985, antes de a audiência acabar a RIAA aceitou colocar o adesivo “Parental Advisory: Explicit Lyrics” nos álbuns. Os rótulos eram genéricos, diferentemente da idéia original de se colocar um rótulo para cada tipo de letra explícita.

- Um fato curioso foi o de que o álbum “Jazz from Hell”, de Frank Zappa, mesmo sendo um álbum completamente instrumental, recebeu o adesivo.

- Houve várias reações a essa etiqueta, que ficou conhecida como “Tipper Sticker”, que traduzido ficaria aproximadamente como “Adesivo Tipper”, em referência a Tipper Gore, algumas lojas evitavam vender álbuns e outras limitavam a venda.

- Em 1987 foi fundado "Pais a Favor do Rock e o Rap", um grupo de direitos civis para protestar contra o PMRC.

Muitos políticos fazem suas carreiras criando verdadeiras cruzadas contra algum inimigo da sociedade geralmente oculto ou quem sabe um "inimigo da família", "da moral e dos bons costumes".

Nessa cruzada, Al Gore e sua esposa perderam , mas anos depois ele criou outro monstro para usar de trampolim e obteve grande sucesso. Mas isso é outra história...


"Proibido para menores"

Filme baseado nos fatos ocorridos no ano de 1986, quando três músicos que não tinham nada em comum: Frank Zappa (Griffin Dunne), John Denver (Tim Guinnee) e Dee Snider (Twisted Sister) resolveram enfrentar os tribunais para salvar o rock da censura. Contra eles estava o Centro Musical dos Pais, uma associação de esposas de senadores lideradas por Tipper Gore (Mariel Hemingway), que queriam censurar certas canções para proteger os filhos do que elas consideravam letras explícitas demais para a juventude americana. O filme mostra o modo utilizado para proibir o rock nos EUA

Dee Snider interpretou a sí mesmo no filme.


Encerro este post com uma frase do próprio Dee Snider: "O verdadeiro propósito do Heavy Metal é libertar os jovens do poder opressivo dos pais, dos políticos e dos religiosos".

Wikipedia

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Era o que faltava: Advogados ligados ao PT querem proibir uso da palavra 'mensalão'

Um grupo de advogados ligados ao PT quer impedir que a imprensa use a palavra "mensalão" na cobertura do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Os advogados querem que a imprensa empregue o termo "Ação Penal 470", a denominação oficial do caso.

"Queremos equilíbrio na cobertura. O termo mensalão pressupõe um juízo de valor equivocado", disse o coordenador jurídico do PT Marco Aurélio de Carvalho, um dos integrantes do grupo.

"À imprensa cabe não a defesa de teses, mas explicar o que está acontecendo no processo", completou ele.

Primeiro, o grupo vai contatar os veículos de mídia para fazer o pedido de mudança. Caso não seja atendido, vai recorrer à Justiça.

O advogado disse que a atitude não representa um desejo da direção do PT. A presidência do partido confirmou que a iniciativa não foi decidida pela legenda.

Fonte: FALHA de São Paulo

Comentário: Os déspotas petistas estão frenéticos. Usam seus advogados como escudo ao tirar deles a autoria da ideia mas não fazem a mínima questão de esconder seus desejos mais totalitários. Como essa gente gosta de uma censura, como gostam de uma proibição.

Não gostam que falem em MENSALÃO? Então anotem aí: Mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão, mensalão...

Se não gostaram, ME PROCESSEM.

Mais Censura:

Lei da mordaça na internet é ressuscitada na câmara
http://shogunidades.blogspot.com/2010/10/lei-da-mordaca-na-internet-e.html

Entenda o porque a privacidade na na web pode estar acabando no Brasil
http://shogunidades.blogspot.com/2011/08/entenda-o-porque-privacidade-na-na-web.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Facebook não é palanque, mas informar-se e informar é obrigação!


O novo mimimi das redes sociais é dizer o que devemos ou não publicar em nossa time line.

E com a chegada das eleições municipais surgem imagens tentando despolitizar o facebook.

É no mínimo idiota tal atitude, se levarmos em conta que foi a mobilização na internet que levou a movimentos importantíssimos este ano em paises como o Egito.

A chamada Primavera árabe, não teria acontecido não fosse pelo papel crucial das redes sociais como Twitter e Facebook. Então porque esta diferença de pensamentos em um pais em crise moral; onde neste  momento em Brasília está sendo julgado o "Mensalão", onde sabemos que está sendo assada mais um pizza histórica; num momento onde estamos tão necessitados de participação politica e ética?

É engraçado que os internautas brasileiros sabem publicar bobagens de todo tipo e até informações mentirosas. Mas quando se fala de campanha politica aparecem essas ideias absurdas.

O que os internautas que compartilham este tipo de bobagem não se dão conta é de que fazem parte de uma parte de uma minoria da população que tem acesso à informações privilegiadas, livres de todo tipo de filtros de interesses. Basta procurar, basta saber "espremer o suco" e compreender a informação.

Você que está lendo isso é um privilegiado e está jogando no lixo a sua liberdade de se informar livremente.

Enquanto isso existem vários projetos para serem votados que se colocados em prática irão tirar toda a sua liberdade de dizer as bobagens que costuma dizer, de baixar seu filme, musicas e até de obter NOTICIAS.

Quem tem acesso à internet tem a OBRIGAÇÃO de discutir aprofundar-se e divulgar informação a aqueles que dependem de informações em sua maioria, barradas ou retalhadas pela mídia.

Não estou com isso dizendo que você deva aceitar spam eleitoral na sua timeline. Se isso ocorrer existem as configurações de privacidade. Que obviamente exigem um pouco mais de inteligência do que apenas clicar num link de "compartilhar".

Quer votar nulo? Vote nulo, e eu defendo este tipo de voto, mas pelo menos saiba para que serve um voto nulo. Não quer ver campanha politica na sua timeline. Exclua então o dito cujo ou altere suas configurações de privacidade.

Você pode até não querer tomar parte do debate, é um direito seu ser um bundão alienado. Mas não seja tolo de dizer o que pode ou não pode ser discutido ou divulgado na internet. Possivelmente muito do que você compartilha ou diz não deve ter utilidade alguma e nem deve interessar e ser relevante para a vida de ninguém.

Já a política da qual você quer fugir, essa quando interfere na sua vida, invariavelmente é para pior.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Em cidade do Mato Grosso do Sul, evangélicos prometem acabar com o rock




Absurdo!

Foi realizada na manhã desta terça-feira (8) no município de Andradina (Ou Nova Andradina), interior de Mato Grosso do Sul, uma mobilização por parte da comunidade evangélica visando coibir na região o estilo musical, segundo eles, ofensivo e pesado demais. Os manifestantes se reuniram em frente à prefeitura para que o movimento fosse reconhecido.

O pastor Evandro, organizador da mobilização, alega que com a coibição do estilo musical na cidade, o índice de violência irá cair. “A maioria dos casos registrados de violência aqui são em shows de rock e nós entendemos que isso não é saudável para os jovens como é, por exemplo, a música gospel”, afirma o pastor.

A proposta é impedir que aconteçam festivais de música na região e gradualmente, segundo Evandro, intimidar que novas bandas surjam. “O rock nunca adicionou nada para essa cidade e faz parte do plano de Cristo que ele não exista mais aqui”, diz o pastor. Uma revolta nas redes sociais aconteceu por conta dessa atitude e cerca de 500 jovens do município estão organizando uma mobilização para mostrar que estilo musical não define caráter. “Tanto o rock como qualquer outro tipo de música representa a cultura de uma região e o que ele que fazer é uma espécie de ditadura”, afirma André Souto, vocalista e guitarrista de uma renomada banda na região.

A reunião dos evangélicos com o prefeito acontecerá dia 17 de maio.

Eis uma pequena demonstração do que nos aguarda num futuro onde os evangélicos consigam eleger um presidente e tiverem maioria no congresso. E esses canalhas ainda tem a audácia de se dizerem perseguidos.

É aquela velha tática de acusar seu detrator de fazer aquilo que você sempre faz.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sua Liberdade está sendo caçada II: Índia cria censura religiosa no google e Facebook

A Índia acaba de abrir um precedente muito perigoso sobre censura a conteúdos considerados ofensivos contra religiões.

Visto como alguns posts no facebook tem sofrido retaliações de religiosos, 
e até censura devido a denuncias, não estranhem se isso começar a acontecer por aqui.




O GLOBO - No final de 2011, o ministro de Informações e Telecomunicações da Índa, Kapil Sibal, pediu que empresas de redes sociais fizessem o bloqueio de conteúdo considerado ofensivo em suas plataformas, gerando polêmica entre os internautas. Nesta semana, o pedido teve efeito: Google e Facebook foram obrigados a apagar conteúdo que ofendia o sentimento religioso de comunidades indianas após ação judicial. As duas estão entre as 21 empresas solicitadas a desenvolver um mecanismo de bloqueio a conteúdo considerado como censurável, depois que um cidadão indiano as levou à Justiça por seus sites postarem imagens considerados ofensivas aos hinduístas, muçulmanos e cristãos.
Uma fonte disse ao "Wall Street Journal" nesta segunda-feira que a Google removeu conteúdo de seu serviço de busca, do site de vídeos YouTube e da plataforma de blogs Blogger depois de receber uma ordem judicial.

O Juiz Mukesh Kumar, de um tribunal de Nova Delhi, disse que o material inclui imagens de figuras religiosas e só foi removido das páginas da Google na Índia. O mesmo conteúdo ainda está acessível em outros países com domínios diferente dos indianos (google.co.in) para acesso aos serviços.
A decisão do juiz segue uma ação movida por Aljaz Arshad Qasmi, um cidadão indiano, que alegou que o conteúdo dos site era ofensivo e poderia causar agitação entre as comunidades religiosas do país.
Em um comunicado, a Google disse apenas que a retirada de sites, vídeos e blogs está "em conformidade com a política de longa data da companhia em responder às ordens judiciais", sem dar qualquer detalhe sobre que tipo de conteúdo foi apagado.

"Nossa equipe de revisão estudou esse conteúdo e desativou conteúdo nos domínios locais de busca, YouTube e Blogger", anunciou Paroma Chaudhry, porta-voz da companhia americana.
O tribunal indiano também emitiu mandados para a Yahoo e o Facebook para que apagassem conteúdo ofensivo de seus sites. Mas as duas empresas se recusaram a comentar ou confirmar que o fizeram.
Uma nova legislação que entrou em vigor na Índia no final do ano passado exige as empresas de internet removam conteúdo ofensivo dentro de 36 horas a contar da notificação de um tribunal - incluindo o conteúdo que seja "nocivo" ou "etnicamente questionável", diz o jornal.

Na semana passada, o Blogger anunciou uma nova arquitetura de domínios em seu sistema que permite a remoção de conteúdo local, sem envolver outras regiões, similar ao sistema anunciado pelo Twitter em janeiro.

Indiano quer remoção de conteúdo regularmente

O caso despertou temores de censura no país onde a democracia é sua principal bandeira, os Estados Unidos. No mês passado, as empresas americanas anunciaram que não seria possível bloquear o conteúdo. Situação que foi revertida.

Chaudhry, da Google, se recusou a comentar quanto ao material removido desde então e um representante do Facebook só informou que a companhia divulgaria um comunicado mais tarde.
Um tribunal de primeira instância em Nova Delhi instruiu as empresas na segunda-feira a relatar por escrito as medidas tomadas para bloquear o conteúdo ofensivo, e que submetessem seus relatórios à Justiça em 15 dias.

Google, Facebook, Yahoo e Microsoft apelaram à alta corte de Nova Delhi contra um processo criminal apresentado pelo hinduísta. Um processo civil contra elas também foi aberto em um tribunal de primeira instância por um muçulmano.

- Se as empresas de fato removeram conteúdo, deveriam criar mecanismos para fazê-lo regularmente, em lugar de esperar por um processo judicial em cada caso - disse Vinay Raj, o queixoso hinduísta, à Reuters.

Menos de 10% do 1,2 bilhão de habitantes da Índia têm acesso à internet, mas isso ainda assim a torna o terceiro maior mercado mundial de web, atrás da China e Estados Unidos.

O número de usuários do país deve triplicar e chegar a 300 milhões, em três anos.

Nota: O Google e o Facebook aceitarão tudo numa boa, eles querem é lucro; e ninguém é doido de perder 300 milhões de usuários.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Mingau de Aço: O FIM DA INTERNET LIVRE: ACTA NA EUROPA


Mingau de Aço: O FIM DA INTERNET LIVRE: ACTA NA EUROPA:

Outro processo cruel de censura na Internet está em votação na Europa, o ACTA, que pode ter efeitos ainda mais devastadores que o SOPA e o PIPA norte-americanos. É algo para nos preocuparmos, e os europeus já se manifestam contra essa arbitrariedade.

O FIM DA INTERNET LIVRE: ACTA SERÁ ASSINADO HOJE


Saiba mais




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Coluna de João Carpalhau - Censura: Por Trás do Facebook


Moralismo e censura são coisas que não combinam com redes sociais. O mundo já anda muito careta e contaminado pela hipocrisia, não é de hoje que venho percebendo que o Facebook se mostra uma invenção a imagem e semelhança de seu criador. Entretanto, acredito que as pessoas podem evoluir e romper as barreiras de suas limitações moralmente patéticas, mas e se a questão não fosse meramente moral?
O Facebook é uma das maiores redes sociais da internet e vem ganhando restrições cada vez maiores em relação a divulgação de links, imagens e até opiniões. Se quer ter certeza do que estou falando, basta fazer uma busca e ver as várias situações de censura, por aqui adianto alguns casos.

Censuraram a foto de Robert Mapplethorpe que ilustra a capa de um dos álbuns da banda Scissor Sisters. Qual o problema com a bunda de um homem?


Posteriormente os caras do Facebook censuraram a foto de uma boneca de porcelana com as tetas de fora.

Ainda vale citar o caso dos bloqueios de perfis por razão de ordem política que em Portugal gerou esta página: http://www.causes.com/causes/521398-censura-no-facebook/about

E como se não bastasse, também censuraram a opinião dos Cubanos. O site CUBA DEBATE http://www.cubadebate.cu/ teve sua página de vídeos retirada do You Tube e logo em seguida os moralistas do Facebook fizeram o mesmo.


Outros Casos:


Só pra finalizar... A ilustração abaixo é do quadro “A Origem do Mundo”, pintado em 1886 pelo francês Gustave Courbet. O Facebook excluiu o perfil do artista dinamarquês Frode Steinicke por postar esta imagem. Notem que estou falando de uma pintura datada dos mil e oitocentos...


Desde domingo venho tentando postar links das minhas tirinhas diárias no Facebook e também já estou bloqueado e olha que sou café pequeno. Mas quer saber realmente o motivo de tudo isso? Quer saber por que tanta preocupação com o que se diz ou se deixa de dizer?
Nas palavras do filosofo Paulo Ghiraldelli Jr. “NÃO É O FACE QUE CENSURA, ELE APENAS SEGUE A ORDEM DA DENÚNCIA. E A DENÚNCIA, É CLARO, VEM DE GRUPOS MENOS ESCOLARIZADOS, MAIS CONSERVADORES, EM GERAL RELIGIOSOS. TUDO ISSO PARA O FACEBOOK ENTRAR NA CHINA E OUTROS LUGARES SEM LIBERDADE. ESTAMOS FINANCIANDO O FACEBOOK PARA ELE COLABORAR COM O TOTALITARISMO”.
Quando no inicio do texto me referi ao criador do Facebook, a coisa da imagem e semelhança, a relação “criador x criatura”, era exatamente disso que eu falava. A moralidade facebooketeira, não passa de uma tentativa da empresa do senhor Mark Suckerberg de vender o mundo a imagem e semelhança de sua hipocrisia.
É preciso abrir os olhos...

Com os melhores cumprimentos,
Carpalhau

(João Carpalhau é cartunista, designer e membro do grupo de humor os Camaradas)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Foi dado inicio ao processo de CENSURA no Brasil: Projeto do governo que cria o marco civil da internet começa a tramitar na Câmara




A Câmara recebeu, nesta quarta-feira, o Projeto de Lei 2126/11, do Executivo, que cria o marco regulatório da internet. A proposta chega no momento em que a Casa discute o PL 84/99, que tipifica os crimes cibernéticos. Durante um seminário sobre o tema na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, parlamentares e especialistas defenderam que primeiro seja discutido o marco civil que traça princípios, direitos e deveres dos usuários, antes que seja votado o projeto que criminaliza certos procedimentos.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que é coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação, defendeu a retirada do PL 84/99. “É uma oportunidade de se retomar a discussão em outro patamar. Esse projeto estabelece restrições muito profundas, o que pode comprometer o caráter democrático da internet”, afirmou.

O relator do projeto, deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), criticou os que defendem que as ações na internet só devem ser criminalizadas depois de ser votado o marco civil enviado pelo Executivo. “Essa justificativa não é verdadeira porque nós já tivemos a legislação penal do meio ambiente aprovada sem um marco civil. Não vejo nenhuma incompatibilidade com o projeto de tipificação de crimes. “

Com relação à possibilidade de retirada do projeto do qual é relator, Azeredo, foi enfático. “Nós já temos uma discussão de doze anos. A Câmara já aprovou esse projeto. Não me parece que seja bom para o País você atrasar todo o processo outra vez”.

O representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Guilherme Varella, entregou aos parlamentares um abaixo-assinado com mais de 350 mil assinaturas de pessoas contrárias à aprovação da proposta. Para ele, o texto é insuficiente para combater os crimes cibernéticos, extrapola o caráter criminal e alcança ações cotidianas dos consumidores que passarão a ser consideradas crimes, e citou um exemplo. “Uma pessoa que compre um celular bloqueado de fábrica, quando ela desbloqueá-lo, que hoje é um direito do consumidor, estará cometendo um crime, com pena de até três anos de prisão.”

O Projeto de Lei 84/99 foi aprovado pela Câmara em 2003, mas foi alterado no Senado e retornou à Casa em 2008. Já o projeto do Executivo, que começou a tramitar hoje na Câmara, tem regime de urgência, simultaneamente, nas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.


Comentário:
Hoje é só um projetinho bunda, amanhã pode ser tarde demais para protestar...

Saiba mais:

Lei da mordaça na internet é ressuscitada na câmara
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Entenda o porque a privacidade na na web pode estar acabando no Brasil
http://shogunidades.blogspot.com/2011/08/entenda-o-porque-privacidade-na-na-web.html

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Entenda o porque a privacidade na na web pode estar acabando no Brasil

Fonte: Blog do Partido Pirata

A ANATEL (Agência de Nacional de Telecomunicações) anuncia um novo regulamento para os provedores de Internet que impõe a retenção obrigatória dos logs de IP por 3 anos, para provedores de Internet maiores, e, 2 anos, em caso de pequenos provedores. Este novas regras subjugam o Congresso Nacional e da Constituição da República Federativa do Brasil, art. 5°, inciso X, onde está a garantia da inviolabilidade do direito à privacidade. Logs de IP são nada menos que um histórico de navegação e acesso a conteúdo dos usuários da internet e que pode ser retido pelos provedores de internet. Quando os logs são retidos no provedor, por força de lei, acontece uma vigilância em massa das atividades dos usuários da Internet.

Iniciativas de retenção de dados remontam de investigações parlamentares sobre pedofilia em 2008 (a CPI da pedofilia) e as tentativas de controlar o anonimato em blogs (a maioria contra políticos ou contra figuras públicas). Há um importante projeto legislativo iniciado em 1999 e reescrito em 2003, na tentativa de criar penalidades sobre crimes na web, que inclui a retenção obrigatória dos logs de acesso por IP nos provedores por 3 anos também. Retenção de dados foi incluído no projeto quando ele foi reescrito por interesses dos bancos que financiam o senador Eduardo Azeredo (hoje deputado), utilizando a empresa intermediária para esconder o lobby. O objetivo do projeto de Azeredo é adaptar a lei local para a ratificação da Convenção de Budapeste sobre o Cibercrime, que só foi adotada por uma minoria de países, dado os seus conflitos com direitos fundamentais e intenções duvidosas.

Em 2008, um grupo de ativistas ligados a redes sociais começaram na web e movimento em oposição ao projeto do senador Azeredo para tornar conscientes muitas pessoas sobre esse projeto de lei: O movimento Mega-não. Este projeto se tornou da oposição quando o presidente Lula estava no governo em 2003 (e hoje, quando a presidente Dilma faz parte do governo também). Talvez porque a mobilização on-line fez bastante barulho, O Ministério da Justiça (o governo) iniciou um novo projeto chamado "Marco Civil da Internet" com a participação on-line em sua escrita (era possível enviar comentários). Mas este projecto inclui a retenção de dados nos mesmos termos do projeto do senador Azeredo, mas por um período de 6 meses. "O marco civil" pretende ser uma tentativa de legislar sobre o cyberspaço com "direitos e deveres" impostos por força de lei e está em estágio inicial como iniciativa e o cenário não é bom (por exemplo, comparando o texto da proposta com a recente lei Aprovada no Chile que implementa os princípios da neutralidade da rede pelo ponto de vista do consumidor, ja que a proposta também pretende abordar "neutralidade da rede" ).

Agora, o projeto do senador Azeredo está em fase final, pronto para ser aprovado. Mas depende da assinatura da presidente. A mobilização contra o projeto provavelmente não irá impedir a sua aprovação. Mas isso não é tudo.

O Ministério Público, é que o corpo de magistrados independentes, trabalhando tanto a nível federal como estadual começou, desde a massificação do acesso à internet no Brasil (por volta de 2000), uma série de ações judiciais contra provedores e portais, como redes sociais assim como o Orkut, forçando-os a revelar informações de seus usuários. Isso por várias razões que vão de crimes de opinião (contra a honra dos indivíduos), à fraude e à pornografia infantil. Como resultado, eles criaram um termo legal (TAC - termo de ajustamento de conduta) que os ISPs precisam assinar forçando-os a gravar os logs de acesso por IP 3 anos para que os provedores e portais se tornem isentos de responsabilidade e não serem mais processados com freqüência (pelo Ministério Público). O Ministério Público, que atua em muitos casos a favor dos direitos dos cidadãos, agiram contra o povo criando um movimento legal para controlar a Internet. Esse movimento cresceu do nível estadual para o nível federal. Os maiores provedores de São Paulo e Rio de Janeiro, entre outros, registram a atividade de seus usuários nesse exato momento por determinaão do Ministério público. Não se iluda: Você já está sendo logado.

Então, hoje, a ANATEL justifica a sua nova regulamentação sobre retenção de logs com base em recomendações do Ministério Público. Mas a mídia só cobre os aspectos positivos deste novo regulamento como garantias de qualidade da conexão (que é muito ruim e cara no Brasil nos dias de hoje). A cobertura da mídia sobre este novo regulamento da ANATEL é igual a cobertura em torno do "Marco Civil da Internet": A grande mídia cobre apenas aspectos positivos, eles abordam apenas a história oficial que é contada pelos departamentos de relações públicas do governo.

Então, é hora de repensar como o direito à privacidade é importante. É hora de dar um basta nesse movimento orquestrado por àqueles que simplesmente tem medo da Internet. A vigiância pela retenção massiva de logs de ip foi rejeitada na Alemanha, na Suíça e em outros países, pois claramente entra em conflito com os direitos fundamentais da privacidade e da liberdade de expressão (sem correr o risco de represálias). Vamos lutar pelo nosso direito à privacidade: Diga não a vigilância massiva da atividade na web, diga não a retenção de logs de IP. Talvez hoje em dia você não tema muito isso, mas o futuro pode ser muito mais sombrio que o discurso oficial prega.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)