Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quinta-feira, 23 de maio de 2019

Game of Thrones: Porque muitos não gostaram do Final? Parte 1 A Teoria dos Jogos em Game of Thrones.


Game of Thrones, Teoria de Jogos e desconhecimento básico de política. Porque muitos não gostaram do Final? 

Parte 1 A Teoria dos Jogos em Game of Thrones.

A insatisfação de boa parcela dos fãs de GOT revela uma verdade muita clara se trouxermos para nossa realidade cotidiana de como as pessoas desconhecem o básico sobre política.

Game of Thrones apesar dos zumbis de gelo, lobos gigantes e dragões sempre foi um ensaio sobre teoria dos jogos e política numa roupagem fantástica medieval. A Teoria dos jogos pretende estudar os passos estratégicos de um individuo quando o resultado depende das escolhas e movimentos de terceiros. Sejam adversários, concorrentes ou mesmo amigos, amantes e familiares.
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Contém SPOILERS diversos de toda a série.
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A historia logo de cara nos apresenta o Rei Robert Baratheon, o mais velho da casa Baratheon, o rei bêbado e incompetente sem aspirações políticas que só chegou ao trono após uma revolta por um coração partido ao ter sua paixão e noiva Lyanna Stark, da nobre família Stark do norte também conhecido como Winterfel, um dos 7 reinos/estados que constituem o reino de 'Westeros' roubada por Rheagar Targaryen, a família real de Westeros, herdeiro do trono de ferro. Após destruir a casa Targaryen e depo-los do trono, torna-se rei e faz alianças com a Casa Lannister - mais rica do reino a quem Robert vivia pedindo empréstimos, o que aumentava cada vez mais o poder dos Lannisters sobre seu reinado - casa-se com uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos - Cersei Lannister, que sempre almejou o poder, ser rainha mas tinha como grande calcanhar de Aquiles ser amante do próprio irmão Jayme. A descoberta desse romance incestuoso pela "mão" do Rei é o que dá inicio a toda trama política.

Do outro lado do oceano e longe dos 7 reinos unificados temos a jovem Daenerys Targaryen, sobrevivente do massacre de sua casa criada em exílio em outro continente com seu irmão - Lembrando que Robert sabendo da existência de uma Targaryen ainda viva postulando ao seu trono e querendo vingança pela destruição de sua família, tentou mata-la algumas vezes - É provável que sua trajetória até antes de cruzar o mar fosse a mesma independente de Robert ser morto pela própria esposa, querendo usar seu filho como um avatar de rei enquanto ela joga os dados. E todo o desenrolar do jogo em Westeros.

Da outra ponta de Westeros temos os Starks, enfurecidos com a morte de seu pai Ned Stark, melhor amigo de Robert e convidado pelo mesmo para ser sua nova "mão", após esse também descobrir o adultério incestuoso da Rainha e que seus três filhos herdeiros do trono na verdade são todos bastardos filhos de seu irmão, portanto, ilegítimos.

Passam se 6 temporadas. Chegamos a oitava e última temporada com três personagens centrais postulando ao trono. Duas querem a coroa um, o único legítimo herdeiro ao trono, não.

Temos Cercei Lannister, odiada mas temida a típica tirana sem escrúpulos capaz de usar o próprio povo como escudo sem se importar com as consequências somente para manter o poder.

Jon Snow, o "herói" da trama filho legitimo de Rheagar Targaryen e Lyanna Stark e verdadeiro herdeiro do trono, criado como bastardo de Ned Stark que prometeu a sua irmã protege-lo da fúria de Robert Baratheon; porém, este total desapegado do poder e demonstrando ao longo da serie que seria outro rei incompetente (justo, porém sem tino para a política). Muito mais um herói preocupado somente em salvar as pessoas e símbolo capaz de unificar pessoas do que um governante e jogador.

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 E temos Daenerys Targaryen com desejo de poder e vingança com um exercito numeroso e a maior arma de guerra apresentada na serie: Dragões. Porém, adotando um discurso libertador do povo mesclado a um direito quase divino ao trono. A "Nascida na tormenta", "a não queimada", "quebradora de correntes" em vários pontos da série demonstrou ser a personificação de um déspota esclarecido. E após chegar a Westeros se apaixonar por Jon Snow, herói de guerra e querido por nortenhos e selvagens, e após perceber que estava isolada e perdendo seus leais amigos, vendo a legitimidade ao trono ir literalmente, pro saco apos Jon "sabe de nada, inocente" Snow ter lhe contado a verdade sobre sua recém descoberta origem e rejeitada pelo amado percebeu o óbvio, para um ditador prepotente e egocêntrico. Nunca seria amada pelo povo que desejava dominar. Nem mesmo com todo seu discurso libertador da opressão dos mestres. E para ser respeitada teria que ser temida. E literalmente dizima toda a população de Porto Real, inclusive mulheres e crianças, com seu dragão, Drogon. Terminou morta por Jon após esse finalmente entender que sua rainha era uma genocida com um discurso bonitinho. E que ela faria o mesmo com seu povo e família no Norte.

Daenerys poderia perfeitamente assumir a real identidade de Snow, casar se com ele (algo normal entre os Targaryen) e ela reinar absoluta o usando como avatar. Coisa que Cersei fez com seus dois filhos. A arrogância de Daenerys foi seu fim. Por arrogância, prepotência e, talvez loucura; preferiu tomar o poder pelo medo.

Ao matar Daenerys Jon se tornou um pária. E torna-lo rei ou mesmo liberta-lo criaria outra guerra, talvez ainda mais sangrenta em Westeros.

Nenhum dos três poderia ganhar o jogo. Essa era a realidade. Todos tinham seus calcanhares de Aquiles e em algum momento do jogo cometeram erros crassos ou foram levados a loucura. O desenrolar dos fatos e das decisões erradas levaram a esse fim.

Não à toa o dragão "Drogon", numa perfeita metáfora entende o que ninguém mais tinha entendido. O inimigo, o alvo de disputa era o trono de ferro, símbolo de todas aquelas tragédias que culminou na morte de sua dona, ou mãe; e ele o destrói derretendo-o com suas chamas.
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No final, escolher Bran Stark, o "Corvo de três olhos" para rei foi a decisão mais sábia, muito embora possam dizer que Bran manipulou todas as peças do jogo, um detalhe me faz crer que não. Apesar de quase onisciente, Brandon não sabia que Jon Snow era filho legítimo de Rheagar e Lyanna e real herdeiro. Isso na minha opinião invalida a teoria de que o corvo foi o maior jogador da série; Ignorando essa tese, pra mim, quem melhor jogou o jogo foi Sansa Stark que aprendeu bem com Baelish ("Mindinho", um dos melhores jogadores da trama) e com Cersei - seus "mentores" - e terminou coroada a "Rainha do norte", dizendo na cara de todos que o norte não se ajoelharia a Kings Landing nem mesmo para um Stark.


Assim Ned Stark, o pai morto na primeira temporada, viu dois filhos terminarem reis. E um sobrinho heroi virar "lider comunitário" dos selvagens. O "Rei além da muralha" num prêmio de consolação com cara de final feliz pra quem nunca quis ser rei.
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Fim dos spoilers
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Isso é teoria dos jogos. A maioria das pessoas desconhece esse ramo da ciência e matemática. Assim como desconhecem politica e fazem as escolhas dos seus eleitos pelos motivos mais passionais, irracionais e as vezes mais canalhas possíveis.

Mas isso é outro assunto. E merece um post a parte só pra ele.

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  Era melhor ter deixado ele ganhar...

terça-feira, 21 de maio de 2019

THANOS, O VILÃO DO BAIXO LEBLON



Thanos é o vilão do momento. A essa altura do sucesso do filme Vingadores e de todo o rebuliço nos últimos anos com os filmes da Marvel Studios, ele não só não precisa de apresentações, como (acho que posso dizer sem medo de errar por excesso) entrou para o hall dos maiores vilões do cinema. Está entre os maiores porque, de certa forma, ele é mais real do que pensamos, vejamos por quê.
O que o move é o seu desejo de equilibrar o universo. Thanos considera que as criaturas que vivem nos mundos habitados (estamos falando de uma narrativa criada para os quadrinhos, não esqueçamos) destroem seus recursos, povoam de forma desordenada levando até ao próprio extermínio, ele acredita que todo o universo vai deixar de existir se algo não for feito. E ele faz. Reúne as Joias do Infinito e com elas reequilibra as coisas dizimando metade de todos os seres do universo, pois acredita que, reduzindo as populações pela metade, a que sobrar ficará grata por ter mais terras e possibilidades de sobrevivência. Ele se vê como alguém inevitável e acredita que está fazendo o bem.
O problema é que ele desconsidera alguns fatores relevantes para pôr seu plano utópico em prática: a resistência desses povos para preservar os seus, o desejo de lutar para desfazer tudo e trazer de volta quem perderam e ainda, desconsidera as condições populacionais que permitiram a esses mundos evoluírem. Sua visão malthusiana faz com que ele não perceba que com metade das populações, perde-se também metade da força produtiva, metade da mão-de-obra e metade dos consumidores, isso gera escassez, carestia e uma vida muito pior do que antes e os sobreviventes lutarão para restaurar o que tinham porque, por pior que pudesse parecer, era o seu mundo.
Não satisfeito com a rebelião, por achar que foram ingratos, que a lembrança do mundo como era faz com que não aceitem o futuro maravilhoso e perfeito que os aguardam, Thanos toma a decisão drástica de destruir todos e então criar novos habitantes para esses mundos, criar os povos ideais, que não possuem quaisquer lembranças do mundo anterior e que serão gratos pelo porvir nessa realidade idílica, a materialização do Éden. No fundo, ele não é mal, ele só quer equilibrar a realidade e finalizado seu projeto – não importando quantos morrerão para que esse equilíbrio chegue – irá para o seu jardim, cuidar de sua vida, sua horta e viver em paz.
Olhando assim, parece coisa de quadrinhos, esse vilão que tem o plano perfeito, mas que destruirá tudo e todos, que precisa ser detido e todos torcemos para que os heróis vençam esse mal absoluto, todos queremos que no fim, seu projeto de poder falhe, ninguém em sã consciência apoiaria um ser assim. Ninguém fica ao lado do vilão. Não fica?
Fica. O desejo de Thanos, a reengenharia social, o alarmismo como justificativa à criação da sociedade perfeita amparando o Homem Ideal, o Homem do Futuro, não é um discurso inventado, muito pelo contrário, ele foi largamente (e ainda é) aplicado desde o início do Século XX, sempre promovido por líderes abnegados que lutavam por uma causa nobre e em nome desse futuro glorioso e utópico. Esse plano de Thanos já foi chamado de vários nomes: Revolução Bolchevique, Nazismo, Fascismo, Revolução Cultural, Revolução Cubana, mais recentemente, Bolivarianismo e Thanos já teve diversos nomes também: Lênin, Trotsky, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel e mais recentemente, Maduro.
E o mais assustador disso tudo é que diferentemente do que esperaríamos que fosse o comportamento das pessoas diante de uma personagem assim, muitas apoiam os Thanos da vida real. Os mesmos que aplaudem o Capitão América quando este grita “Vingadores, avante” para derrotar o grande vilão, esse símbolo do mal no mundo (ou nos mundos), são os mesmos que apoiam os tiranos reais, são os mesmos que, a despeito de todas as mortes e genocídios promovidos por esses déspotas, ainda há aqueles que bradam com orgulho seus ideais e ainda sonham com o grande líder cor violeta que irá dizimar todos os que impedem que o futuro glorioso chegue. Os mesmos que aplaudem os Vingadores, lutam para colocar no poder um Thanos para chamar de seu e que provavelmente emergirá nas hortinhas orgânicas ou bares de cerveja artesanal da Vila Madalena ou do Baixo Leblon, com sua pele arroxeada e um coque samurai.

sábado, 20 de janeiro de 2018

SOBRE MITOS, ELEIÇÕES E DEJA VÚ

Em 2002, Lula era vendido como o paladino da ética e tinha uma militância que beirava o messianismo. O tempo passou e hoje sabemos o crápula que ele é.

Em 2017/18, Bolsonaro é vendido como o paladino da moral e retidão e tem uma militância que beira o messianismo (com trocadilho, por favor). Seus defensores o tomam por honesto por não ter seu nome envolvido na Lava Jato (apesar de ter sido do PP à época e o partido ter sido o que recebeu mais dinheiro de propina), mas vejamos algumas coisas:

Para alguém apontado como reto e moralmente impoluto, é no mínimo incoerente que use auxílio-moradia mesmo tendo residência fixa em Brasília e assumidamente diga que usava o dinheiro (palavras suas) pra comer gente (algo duplamente amoral, mas defendido por seu séquito como algo aceitável, mesmo que feito com dinheiro público).

Alguém tão ético não poderia também manter funcionários fantasmas em seu gabinete enquanto os mesmos residem em outra cidade e exercem funções particulares em sua propriedade particular... não é o caso de Jair, que mantém em seu gabinete em Brasília o pagamento de seu caseiro e esposa.

O fato dele não aparecer em 70% das sessões, mesmo nas que preside, diz mais sobre sua nulidade como deputado do que um possível boicote defendido por seus fiéis.

Como disse antes, ele não passa de um político comum alçado à condição de Dom Sebastião da vez por um séquito de estatólatras que querem um ditador pra chamar de seu e não diferem em nada de petistas e demais comunistas.

O tempo, no caso deste, também passará.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Editorial: Chega de Messianismo

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto
Capa do Jornal Extra (o mais descaradamente esquerdista da grande mídia do Rio) Lula se corrompeu "pelo dinheiro dos ricos".

Antes ele era "puro" e foi a "elite capitalista" que o corrompeu? Não, isso é apenas uma desculpa esfarrapada para assumir o crime ao mesmo tempo tirando o peso da culpa dos ombros do "grande líder". É o bom e velho "duplipensar" de Orwell sendo bem usado por jornalistas mais comprometidos com uma ideologia que com a noticia.

Isso também é fruto do messianismo presente neste pais desde Vargas e que é um eterno câncer que não conseguimos eliminar da mente do Brasileiro. Prova disso que se fosse candidato a presidente Lula teria como maiores adversários outros dois políticos banhados desse messianismo Varguista populista: Ciro e Bolsonaro.
E isso precisa acabar, pro bem do pais o Brasil precisa parar de crer em messias e precisa compreender que todo humano é corruptível e que nenhum ideal é perfeito, principalmente aqueles que pregam uma sociedade perfeita.

Ideias como o socialismo, comunismo, até anarquismo (o qual eu admiro) não sobrevivem sem uma ótica Rousseana de que "todo mundo é bom", não é. O teste da REALIDADE sempre puseram essas ideias em terra quando colocadas em prática. Se pessoas não são boas, não será um estado formado por pessoas que será bom. Mas um estado mínimo, com uma força reguladora externa (seja a monarquia ou o parlamentarismo) livre da figura messiânica do presidente cheio de poderes será incapaz de conceder trocas de favores e benesses a "amigos do Rei" e consequentemente pode ser o melhor sistema para nosso pais extremamente corruptível e "Gersoniano".

Se liberais, conservadores e demais ramos da direita perceberem que essa narrativa do "se corrompeu pelo dinheiro dos ricos" é benéfica para defender o estado minimo e sobretudo os conservadores abandonarem o messianismo, essa narrativa pode ser bem usada contra aqueles que acham que um estado inchado e cheio de poderes é o sistema ideal, mesmo com provas irrefutáveis que isso deu certo em nenhum lugar onde foi implantado.

A esquerda não sobrevive sem o messianismo da pureza do socialismo e da sociedade ideal. E conservadores precisam também para de idolatrar "mitos".

sexta-feira, 21 de abril de 2017

REVOLUÇÃO DOS BICHOS – QUANDO ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS QUE OS OUTROS


Por: Kleryston Negreiros

Uma frase marcou essas duas últimas semanas e foi dita por Emílio Odebrecht em sua delação premiada. Ele disse (parafraseando o General Golbery) que Lula era um bom vivant, que gostava do que é luxuoso e refinado. Fiquei com essa frase na cabeça e lembrei de mais uma obra de Orwell (tão premonitório), mais precisamente seu final: Revolução dos Bichos, inspiração do décimo álbum da banda Pink Floyd (Animals) e dessa semana na série Livros Para Ouvir.

Publicado em 1945, a obra é uma fábula de contornos políticos e que critica regimes totalitários em geral e duramente o de Stálin e o comunismo em particular. No livro, os porcos Napoleão e Bola de Neve – respectivamente Stálin e Trotsky – lideram os demais animais da fazenda onde vivem numa revolução que expulsa os humanos. Tendo sete diretrizes de teor igualitário (1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; 2. Qualquer coisa que ande sobre quatro patas, ou tenha asas, é amigo; 3. Nenhum animal usará roupas; 4. Nenhum animal dormirá em cama; 5. Nenhum animal beberá álcool; 6. Nenhum animal matará outro animal; 7. Todos os animais são iguais) no começo, com o passar do tempo, descamba para uma ditadura totalitária controlada por Napoleão – tendo, inclusive, ordenado a morte do Bola de Neve – e os demais porcos, seus aliados e mantendo os outros animais na mesma condição de miséria e dominação, num estado pior do que na época dos humanos enquanto eles passam a viver no luxo e conforto da sede da fazenda, descumprindo as próprias ordens.

No fim da narrativa, os porcos já estão negociando com os humanos, mudam as diretrizes para apenas uma (o título da coluna) e – como é percebido pelos outros animais – passam a andar em duas patas, vestir-se com as roupas dos humanos e a negociar com eles. A última cena do livro descreve a semelhança entre os porcos e humanos, não sendo possível diferenciá-los uns dos outros.


E foi nisso que pensei ao ouvir a fala do patriarca da empresa. Lula e o PT são os porcos da narrativa. Eles passaram trinta anos defendo a ética, alegando uma luta pelos trabalhadores e mais pobres, defendendo os interesses dos mais fracos contra os patrões, grandes vilões do país e responsáveis pela miséria do povo. Foram eles que se levantaram nos anos de 1970 para falar em nome de todos os operários e em nome de cada trabalhador desse país que lutava para sustentar suas famílias. E muitos acreditaram nele. Eu acreditei nele. Cresci vivendo o sonho do grande partido que lutava pelos mais pobres e sendo eu filho de retirantes aqui no Rio de Janeiro, fui seduzido por eles. Como eu, muitos acreditaram e lutaram por esse sonho. Nós, os crédulos, pobres sonhadores, aqueles que buscavam uma vida mais digna, éramos os animais da fazenda, a grande massa de manobra, os idiotas úteis (como diria o Velho Major, porco que inspirou Napoleão e baseado em Lênin).


E assim como os porcos, eles traíram aqueles que diziam defender. O mesmo que levantava a voz contra empresários e patrões sentava à mesa deles para se regalar com eles. Lula, o homem mais impoluto do Brasil, que se dizia o grande defensor dos trabalhadores, traía a todos desde sempre. Vendeu companheiros de luta que acreditaram nele, recebia uma mesada vultosa daqueles que jurara combater e com o passar dos anos, ficou cada vez mais difícil diferenciá-lo dos donos de empreiteiras, banqueiros ou megaempresários. Assim como Napoleão, foi capaz até de mandar matar aqueles que se puseram no caminho do seu projeto de poder. E como os porcos, ele hoje age como se seguisse o lema da fazenda: “Todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”. Coloca-se acima da lei e sai por aí soltando bravatas e desafiando a justiça. A sua megalomania é paralela ao do personagem principal do romance de Orwell, sua gana por poder é incontrolável e diabólica e assim como os porcos do livro, é capaz de chafurdar na lama e na sarjeta para conseguir chegar onde quer.

Pink Floyd - Pigs (Three different Ones)


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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ECOS DE FAUSTO E A HECATOMBE BRAISLEIRA


Por Kleryston Negreiros

O que você seria capaz de fazer para ter o que deseja? Até onde iria? E o que desperta seu desejo? Poder, conhecimento, riqueza, o amor de uma bela mulher? Ou tudo isso junto? Esse é o questionamento que faço hoje, recorrendo à Goethe e sua obra-prima, Fausto, ao ver os últimos acontecimentos no Brasil, mais precisamente na política brasileira. Sou acompanhado nessa reflexão das bandas Agalloch (e sua Faustian Echoes) e Moonspell (com as canções Mephisto e Herr Speiegelmann), músicas essas inspiradas na obra para falar da obra e do que pensei a respeito.

Na obra, Deus e o Diabo apostam para ver se é possível corromper a alma do homem mais virtuoso da Terra. Esse homem é Fausto. Sábio, senhor de diversas ciências e de notório e vasto conhecimento, ele não se satisfaz com o conhecimento que possui e deseja fervorosamente mais conhecimento e melhor aparência, haja vista que já é um idoso e o tempo e a mocidade não são mais seus companheiros.

E para ter o que ele quer, mais tempo para conhecer mais e mais, para dominar mais ainda tudo que a humanidade produziu, Fausto faz um pacto com o mal, vende sua alma a Mefistófeles, demônio que lhe proporciona uma nova juventude para mais aprender. Para saciar seu desejo, Fausto é capaz de perder sua alma, para alcançar aquilo que deseja fervorosamente, ele se corrompe e se deixa seduzir pelo mal.

Mesmo ao se apaixonar por uma jovem virtuosa e fervorosa, que tem sua vida destruída por se envolver com o protagonista, Fausto não busca a redenção. Mesmo que a jovem, aos pés da morte entregando sua alma a Deus, Fausto não abre mão daquilo que tanto desejou, mesmo que isso o leve ao inferno. Não importa, ele conseguiu seu intento, mesmo custando sua alma.

E foi isso que pensei ao acompanhar as últimas notícias sobre a Lava-jato. Ao ver os nomes e a quanto tempo caciques, governantes, principais líderes políticos e todos os ex-presidentes vivos desde a redemocratização (não excluindo o atual) estão envolvidos com um esquema complexo em bem detalhado perpetrado por esses e a empresa Odebrecht desde a década de 1970 e principalmente desde a redemocratização.
Penso em Fausto quando percebo que nomes diversos e com variadas biografias, que provavelmente tiveram formação moral sólida (como o Alckmin, católico notório e praticante) ou outros nem tão devotos assim, foram capazes de vender seu nome, suas reputações, abriram mão de seus princípios por um desejo de poder, por um projeto de controlar vidas e enriquecer o máximo possível.

Penso na família Odebrecht, que buscou a riqueza desmedida e incalculável e para isso corrompeu duas gerações, pais e filhos, aliou-se aos tipos mais espúrios e canalhas, criaram um complexo sistema de roubo e negociatas ilegais em nome do desejo decrescimento da empresa, de poder e de caminho livre para o seu plano de prosperidade e eternização do seu patrimônio.

E quando penso em Margarida, aquela que teve sua vida destruída, que perdeu mãe, irmão, a própria vida, por conta do desejo desenfreado de Fausto. Margarida somos todos nós. Todos aqueles que tiveram suas vidas destruídas ou dificultadas devido aos serviços não prestados ou prestados precariamente, por todo o dinheiro desviado que poderia ajudar a quem realmente precisa, por todos os acachapantes impostos que nos arrancam quase tudo, como Mefisto arrancou a alma de Fausto, e impede que o país cresça, que as pessoas possam buscar uma melhora honesta e digna para si e faz com que sejamos jogados à nossa própria sorte.

Emílio e Marcelo Odebrecht venderam sua alma em nome de riqueza e prestígio. Lula, Dilma, FHC, Sarney e todos os demais que se corromperam, venderam suas almas em nome de um poder perpétuo. Assim como Fausto, foram às portas do Inferno em nome de seus desejos mais mundanos. Ao oposto de Jó, deixaram-se corromper pelo Mal que há entre nós. E nós, os indivíduo que batalhamos por nossa sobrevivência, que não abrimos mão de nossas almas e consciências, que esperamos a redenção no fim, assistimos assustados à hecatombe que assolou o país e o sacrifício da nação no altar da corrupção.


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Kleryston Negreiros é professor e administra o blog Professor, Me Indica um Livro? 

terça-feira, 28 de março de 2017

Novo Colunista: Samora De Miranda Teodoro "O ato (falho) de Ciro"

Apresento no Shogunidades um novo colunista, para reforçar com brilhantismo a equipe deste blog.
Com vocês a estréia de Samora De Miranda Teodoro

"O ato (falho) de Ciro"

Se uma imagem vale mais do que palavras, como diz o ditado, imagine um vídeo! Nele vemos Ciro Gomes fazendo o que faz de melhor: fanfarronice!

Afirma ter dado conselhos a ex-Presidente para evitar o impedimento. Ironiza ex-aliados políticos. Invoca participação na elaboração da Constituição (esse é o maior mistério! Ciro Gomes não foi deputado constituinte, mas diz que "rascunhou" os contornos da Constituição).

Contudo, o que merece toda a atenção é a sua afirmação sobre a necessidade dos políticos partirem para o confronto contra o Poder Judiciário e Ministério Público.

Nesse particular, ganha relevo a frase: "Esse Moro resolveu prender um blogueiro (sic). Ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele toda na bala, se não tiver cometido nada errado."
É um show de equívocos sem fim. Em primeiro lugar, o "blogueiro" foi conduzido coercitivamente a prestar depoimento. É diferente de prisão.

Em segundo lugar, me impressiona o fato de um pretendente ao cargo máximo da nação afirmar sem qualquer destemor a intenção deliberada de não só descumprir eventual decisão judicial, como evitá-la através do uso de violência. Nesse sentido, vale dizer que Ciro efetuaria disparos contra policiais federais, uma vez que estes exercem a função de polícia judiciária da Justiça Federal. Se efetivasse o que afirmou, já vislumbro condutas que o enquadrariam em dois ou três crimes.

Se não bastasse isso, me chamou a atenção a expressão "se não tiver cometido nada errado". Ou seja, incumbiria a ele aferir a própria conduta e não aquele a quem a Constituição conferiu o exercício da função, isto é, o Poder Judiciário. Ciro Gomes é o único legitimado a avaliar suas próprias ações. Constituição e leis são para os outros não para o integrante do "clã Gomes".

Político que iniciou sua carreira no partido da ditadura militar (Arena), depois vestiu a plumagem de "tucano moderno" (PSDB), candidato franco-atirador pelo PPS. Mais adiante tornou-se socialista conduzido pelo finado Eduardo Campos (PSB), sendo que ao final brigou com aquele e bandeou-se para o minúsculo (PROS). Por fim, filiou-se ao PDT para candidatar-se a Presidência em 2018. Ou seja, sua atual encarnação é o neobrizolismo.

Todavia, por suas declarações fica evidente a real "pele" de Ciro Gomes. Não passa de mais um "Coroné" nordestino. Daqueles que lemos em livros de Jorge Amado ou assistimos em novelas globais. Banco o "machão" e desafia as leis e as instituições. Sequer passou pela cabeça do entrevistado que eventual decisão desfavorável pode ser impugnada por meio de recurso ou até mesmo habeas corpus. Não, a solução é atirar contra policiais que cumpririam decisão judicial.



PS: É espantoso que diante de tudo isso, o "jornalista" Luis Nassif aquiesça com tudo e não contradite o entrevistado. Mas o que esperar da blogosfera financiada com dinheiro do PT...

PS2: Creio que a esquerda entrará em parafusos. Afinal, um dos seus próceres defende o uso de armas de fogo! Mas a esquerda não é desarmamentista? Escolha de sofia: optar pela defesa de Ciro ou pela defesa do desarmamento?

sexta-feira, 24 de março de 2017

Rafael Andreazza Daros: Por que virei à direita?

Sim, eu sei. Já existe um livro com o mesmo título deste artigo. Não quero plagiá-lo, mas me pareceu apenas o título mais apropriado para este ensaio.

Tendo já flertado no passado com algumas ideias de esquerda, talvez alguns pudessem se perguntar porque a critico tanto hoje. Alguns podem até dizer que o faço por conveniência e que não mantenho contato com esquerdistas por medo do contraditório e que busco apenas viés de confirmação para as minhas ideias.

Entretanto, digo por experiência própria que simplesmente não vale a pena debater com esquerdistas. Tivessem eles bons argumentos, talvez mantivesse alguns em meus círculos de relacionamentos para confrontar minhas ideias. Mas tudo que consegui até hoje foram apenas desapontamentos.

Podem até me chamar de radical de direita se quiserem. Não me importo. A questão é que o motivo de ter abandonado toda e qualquer simpatia pela esquerda é um só: a absoluta mediocridade intelectual da esquerda.

O esquerdista típico não debate com você, apenas despeja juízos de valor sobre a sua posição baseados na posição dele. Se o assunto é a reforma da previdência, ele não tentará provar que as análises sobre a insustentabilidade da previdência estão erradas, apenas se limitará a dizer que quem é a favor da reforma está a favor do capitalista malvadão e quer tirar o dinheiro do trabalhador. Mostre a eles este vídeo com argumentos mostrando que o boicote a países que exploram a mão-de-obra infantil apenas piora a situação dessas crianças e será acusado de ser um sociopata ou estar a serviço dos interesses dos empresários.

Até hoje, eu NUNCA vi um esquerdista capaz de fazer uma argumentação sólida e pautar seus argumentos em evidências. Você pode discutir com vários deles sobre desarmamento sem que nenhum deles traga um único dado empírico sobre algum país que tenha visto sua criminalidade despencar depois de desarmar a população. Ou sobre algum país que tenha visto o padrão de vida do trabalhador decair por ter legalizado a terceirização. Talvez o exemplo mais emblemático seja este artigo culpando o neoliberalismo por todos os males do mundo. Uma verdadeira obra-prima no que se refere ao uso da retórica em detrimento dos fatos.

Como exemplo, há 2 passagens do texto em especial que me chamaram a atenção. A primeira é quando o autor fala que a cobrança de juros é uma forma ilegítima de renda que apenas transfere renda dos pobres para os ricos. Em momento algum ele sequer pareceu ver a necessidade de se perguntar por que então as pessoas contraem dívidas se sabem que vão precisar pagar juros, ou do fato delas pegarem empréstimos porque têm urgências financeiras e não podem esperar poupar o bastante. Tampouco o autor parece levar em consideração a hipótese de que os bancos simplesmente iriam à falência ou se negariam a conceder empréstimos se fossem impossibilitados de cobrar juros. E, quando tais questões são levantadas por economistas e intelectuais "de direita", jamais os esquerdistas se focam em mostrar algum erro de análise ou fato equivocado. No máximo, pegam citações fora de contexto e interpretadas da forma mais porca possível para que possam denegrir a imagem do autor como se tratasse de um lunático ou um mau caráter cujas ideias nem merecessem resposta.

O comportamento padrão do esquerdista não é rebater o argumento, mas simplesmente desmerecer a fonte como se não fosse digna de crédito algum, ou então atacar espantalhos através de alguma ampliação indevida, extrapolando vícios individuais como se fossem vícios da sociedade (um ato racista isolado jamais é visto como um ato racista isolado, mas sim como uma prova de que "a sociedade" é racista e precisa ser "consertada" através do poder redentor do estado). Já debati com uma esquerdista que simplesmente se negou a ler um link que enviei que expunha melhor a minha posição simplesmente por se tratar de um colunista da Veja. Outros, quando apresentados a um fato novo ao qual não davam crédito, simplesmente perguntavam em tom de deboche: "leu na Veja né?". Outro, novamente ao ser apresentado a um texto que explanava melhor a minha posição, simplesmente acusou o texto de ser "burguês e comportado", seja lá o que isso queira dizer. Outras 2 simplesmente acusaram certos autores liberais de serem um fascista e um racista, mas tampouco foram capazes de justificar a alegação ou de sequer citar algum pensamento do autor em questão que pudessem levar alguém a crer que nutrem algum apreço pelo fascismo ou pelo racismo (a primeira simplesmente mencionou que "ouviu falar" que o autor era fascista e aparentemente aceitou tal alegação como fato consumado sem sequer perguntar o motivo).

Um conhecido meu disse ter percebido como a esquerda quase nunca cita fontes primárias. Há outra passagem no texto sobre o neoliberalismo que mostra isso, quando ele afirma que "O consumo e o crescimento econômico são os motores da destruição do meio ambiente". Uma rápida consulta no google é capaz de refutar isto. Se fosse verdade, então os lugares mais devastados deveriam ser aqueles onde há mais crescimento econômico e mais consumo. Entretanto, dos 10 lugares mais poluídos do mundo, nenhum deles está em países desenvolvidos. Os países mais desenvolvidos da lista são Rússia e Argentina.

Na visão da esquerda, TUDO que acontecesse de ruim no mundo é culpa de alguém que quer efetivamente promover o mal, e nada parece ser deixado ao fruto do acaso ou de forças fora de nosso controle. Por exemplo, se uma vacina mata 10 crianças e salva outras 1000, então os esquerdistas irão acusar a indústria farmacêutica de só se importar com o lucro e não ligar a mínima para as vidas humanas. Se um petroleiro naufraga causando um desastre ambiental, então a culpa é do capitalismo ou da "ganância" dos empresários, apesar do fato de que o desastre tenha causado prejuízo a todos os envolvidos e sem nenhuma consideração à mera possibilidade de existir ou não alguma tecnologia de navegação 100% à prova de acidentes, ou ao fato de que usar meios alternativos de transporte possam causar ainda mais impacto ambiental no longo prazo por dispensarem mais recursos para serem transportados. Toda a retórica esquerdista se baseia em criticar a realidade em prol de uma utopia imaginária: enquanto o capitalismo é criticado por situações lamentáveis que ainda persistem - mesmo que sejam mais acentuadas em países socialistas ou com agendas claramente anticapitalistas - o socialismo é julgado por sua retórica, jamais por fatos.

A visão de esquerda parece se basear em uma busca quase quixotesca por heróis para se admirar e vilões para se odiar. Quase sem exceção, a sociedade ocidental é a vilã, não raro como se esta fosse a fonte de todos os vícios e de toda a maldade no mundo. Um comentário que vi esses dias sobre essa questão ilustra muito bem essa visão por beirar o absurdo. Reproduzo abaixo:

Este pensamento é velho: Se não fosse este trabalho ‘escravo’ os asiáticos estariam em uma situação pior. O cara do vídeo mostra, eu até já li o livro do Krugman. Por tras (tão atrás disto que ninguém lembra) existem dois sistemas de valores que um dia estavam em conflito, agora um domina. Os asiáticos estavam muito bem (obrigado) treinando tai chi chuam e comendo peixe cru, quando chegaram os ocidentais e falaram: vcs não são civilizados, tem um padrão de vida baixo e etc. Mas pelos valores orientais não estava tão ruim. Conversa vai conversa vem, o capitalismo criou um novo mercado consumidor, mão de obra e fonte de matéria prima. Algum tempo depois temos escravos modernos, pobreza, criminalidade alta, prostituição de crianças e toda uma rede de ideologia para que ninguém faça a pergunta proibida: sem os valores ocidentais sobre os quais o capitalismo está assentado os asiáticos não estariam melhor? Pq que tenho que consumir tanto?
Parece uma historia que teve com uns povos que moravam na ‘américa’
Em outras palavras, o que o sujeito está dizendo, implicitamente, é que o oriente era praticamente uma sociedade utópica até que os selvagens ocidentais trouxeram todos os males que afligem o continente. O fato do ocidente ter sido a primeira sociedade na história a condenar e abolir a escravidão parece ser algo de uma realidade paralela, assim como o fato dos povos orientais também terem cometido diversas atrocidades, sendo a China comunista e a Coreia do Norte os exemplos mais notáveis. Será que ele acredita, como deixa transparecer, que sequer existia pobreza no Oriente antes da chegada dos "ocidentais malvadões"?

Para qualquer um que se interesse pelo mundo intelectual e preze pelo rigor e pela honestidade intelectual, e que não seja mau caráter nem tenha rabo preso com alguma visão de mundo ou partido político, a superioridade intelectual da direita é gritante. É praticamente impossível ler autores como Sowell, Mises, Hayek e Dalrymple - entre tantos outros - , e continuar sendo um esquerdista. Eu pelo menos não conheço nenhuma exceção a esta regra. Muitos dos maiores nomes de intelectuais liberais e conservadores são, eles próprios, ex-esquerdistas.

Nelson Rodrigues disse uma vez que não há ninguém mais bobo do que o esquerdista sincero porque ele não sabe nada e apenas repete o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer. Mas mesmo isto me parece uma visão condescendente demais na minha opinião. Como não tenho rabo preso com nenhuma sensibilidade politicamente correta, vou um pouco além: não suporto a esquerda porque o esquerdista padrão é um boçal.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O BRASIL PRECISA VOLTAR ÀS RUAS!!!

Por: Wilson Agostinho

A corrupção é um vício hospedado no homem desde a sua gênese - a Bíblia conta a história de Adão e Eva, uma Serpente e uma Fruta Proibida. Ela habita a mente humana ombreando com a inveja, com a gula, com a avareza e com suas outras quatro irmãs e se torna um pecado quando, pela força da tentação, ultrapassa a barreira das virtudes.

Assim como as bactérias que habitam o corpo humano e que, ao encontrarem ambiente propício, vencem as defesas do organismo e se transferem ao comportamento dos anticorpos, multiplicam-se e colocam em risco a vida do hospedeiro, a corrupção pode tomar conta de uma parcela significativa do organismo estatal e comprometer a vida de toda uma nação, como ocorre hoje no Brasil.

O Partido dos Trabalhadores - em meio a tantos desserviços prestados ao País, graças à ganância e à soberba com que assaltou o erário - tornou evidentes os efeitos e, principalmente, a abrangência da corrupção que contamina a nossa classe política e dirigente. "Antibióticos" com o potencial de Sérgio Moro e de Deltan Dallagnol e um time especial de Juízes, Procuradores e Policiais Federais, juntamente com a população indignada, no papel de "anticorpos", entraram em ação e passaram a combater o mal. O primeiro resultado da reação foi o impeachment da “presidenta” Dilma Rousseff e a evacuação do PT pela saída dos fundos da história.

Hoje, graças às primeiras prisões e às muitas delações premiadas, os corruptos - como bactérias mutantes - tomam medidas para tornarem-se imunes ao tratamento que irá tirá-los de circulação e que eliminará o caldo de cultura que lhes dá vida: A Operação Lava-jato e as 10 Medidas Contra a Corrupção. Buscam aperfeiçoar seus mecanismos de autodefesa e, tanto no Congresso como no Governo Federal, o instinto de sobrevivência transforma-se em desaforo e caradurismo para fazer face à reação popular e ao tratamento judicial, abusando da paciência do povo e da competência dos operadores da lei.

A indicação para o STF de um jurista cuja isenção de julgamento é, no mínimo, duvidosa e a colocação de amigos ao abrigo do privilégio de foro - atitudes conhecidas e abomináveis, praticadas anteriormente pelo execrado Partido dos Trabalhadores -, põem em xeque a competência do governante para levar a bom termo o mandato que lhe foi confiado por sucessão constitucional, sob aplausos da esperança popular.

Uma reunião realizada na intimidade de uma embarcação entre o candidato a ministro e parte de seus avaliadores autoriza supor a construção de conchavos ao arrepio do interesse do direito, da vontade e da necessidade nacionais. A composição majoritária e a entrega da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a um grupo de políticos relacionados com crimes de corrupção e caixa dois é uma forma insolente de zombar da paciência da população. Não menos sintomática foram as eleições para as presidências da Câmara e do Senado!

O Presidente e o Congresso perderam a cerimônia e estão reagindo às consequências dos ilícitos de que são suspeitos com práticas que a eles se somam. Estão merecendo um alerta oportuno e veemente da vontade popular, nos moldes que lograram frustrar o plano petista de poder e que atribuíram ao atual presidente Michel Temer a tarefa de completar o mandato em curso dentro da lei e da ordem e que mostraram ao mundo que o povo brasileiro acordou e que está atento aos seus interesses.

Porém, aqui faço uma pergunta: onde estão os movimentos de rua nesse momento? Estão quietos demais! Se omitiram? Se acovardaram? Estão vendo todo esse descalabro parados, amuados? Ou querem reforçar o discurso da esquerda de que tais multidões foram reunidas "apenas" para retirar o PT do poder, enquanto os engenheiros que faziam as engrenagens da máquina corrupta do governo lulopetista funcionar, continuam em seus postos? Se cansaram? Estão esperando mais o quê para voltarem às ruas e retomar a pauta de reivindicações para darmos um fim a essa cleptocracia?

Com a palavra e a iniciativa, os líderes e os coordenadores dos grupos patrióticos que protagonizaram históricas manifestações de rua e a abertura das vias de acesso para o novo e árduo recomeço da Nação brasileira!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Porque eu não voto em Bolsonaro para presidente

A campanha do deputado Jair Bolsonaro (PSC RJ) à presidência do Brasil tem tido um enorme crescimento, apesar de as pesquisas recentes - que devem ser vistas com muita desconfiança - apontarem Lula como o primeiro na preferência dos eleitores pesquisados. O candidato é popular entre jovens nas mídias sociais e entre os defensores da ideia de intervenção militar; esses na maioria, pessoas acima dos 45 anos.

Bolsonaro é visto como a única opção da direita no pleito de 2018, que promete ser um verdadeiro show de horrores em 50 tons de vermelho se verificarmos quem são os demais possíveis presidenciáveis: O já mencionado Lula; os tucanos Aécio Neves, José Serra ou Geral Alckmin - cujo os dois últimos cogita-se nas internas a troca de partido para o PMDB, muito mais provavelmente Serra; temos a "garota melancia" Marina Silva; e o rei dos sofismas Ciro Gomes. Isto os com mais intenções voto nas pesquisas. Dá vontade de beber ao ver esses nomes, certo? Porém, irei me ater ao nome da "única opção da direita", que é o que me interessa aqui.

Já mencionei outras vezes como eu não acredito no discurso liberal que Bolsonaro e seu partido, PSC, vem utilizando desde as eleições de 2014 pra cá quando lançaram o lamentável Pastor Everaldo como candidato à presidência. Bolsonaro em toda a sua vida pública sempre se demonstrou estatista e pouco afeito às ideias liberais sempre se opondo a privatizações e sendo árduo defensor dos governos militares do Brasil todos altamente positivistas e estatistas.

Tenho vários motivos para não jogar meu voto fora com Bolsonaro em 2018 e vou enumerar aqui alguns dos principais deles

Militância virulenta

A militância de Bolsonaro, no caso seus eleitores, não me parecem muito diferentes dos eleitores petistas. Sempre que veem seu mito ser atacado, ou minimamente criticado respondem às criticas com ataques ou argumentos falaciosos (isso não resumem sua retórica a memes). Você consegue imaginar eleitores do Bolsonaro assumindo algum tipo de culpa ou erro cometido pelo candidato? Alias já viram isso acontecendo em episódios onde claramente o deputado se saiu mal no jogo politico como no caso da cusparada de Jean Wyllys?

Não viu e não verá. Eleitores de Bolsonaro nada mais são que petistas de sinal trocado, e jamais admitirão erros ou falhas de seu "mito" e relativizarão seus atos da forma mais vergonhosa que um petista faria para proteger Lula.


Falta de traquejo para articulação e guerra politica

Há uma pergunta que tenho feito a eleitores do Bolsonaro ou apenas pessoas que o considerem uma opção viável anti PT e cujo as respostas tem variado entre o pífio à patética crença que força o item anterior, que é a seguinte:

Bolsonaro tem vários projetos realmente úteis para a defesa do cidadão e para coibir crimes hediondos como estupro. Mas porque esses projetos do deputado nunca passam, ou sequer são votados? Será que é somente porque o congresso é composto de comunistas e ladrões ou porque o deputado possui um poder nulo de articulação politica? Como um candidato que demonstra não ter nenhum traquejo para articulação, negociação poderia ser um bom presidente?

Pensem, os Bolsonaros estão acostumados a fazer quizumba, ataques e criticas mesmo a aqueles que não são seus opositores apenas por receberem alguma critica, como o MBL por exemplo. Que tipo de dialogo Bolsonaro teria para conseguir aprovar seus projetos num congresso, onde tudo indica, ele não terá a maioria, mas sim forte oposição?

E por favor não respondam: Bolsonaro irá indicar alguém para fazer esse trabalho. Não sugeriam que você está defendendo voto num avatar que não irá pessoalmente cuidar dessas negociações que são difíceis e complexas. Foi exatamente isso que fez Dilma cair (pra nossa sorte).

Caso contrário espero que tenham bons nomes para a próxima legislatura e que estejam alinhados quase que subservientemente a Bolsonaro, para votar os projetos que ele irá demandar ao congresso, que não emitam criticas já que o mesmo (principalmente seus filhos) não lidam bem com a menor critica que se faça (O pai curiosamente talvez lide melhor).

Não preciso mencionar a atuação pífia de Bolsonaro no episódio da cusparada que sofreu de Jean Wyllys em pleno congresso e de como ridiculamente caiu num "conto da Rosário" e conseguiu virar réu num processo absurdo apenas por não pensar antes de falar. Só isso demonstra como Bolsonaro é pouco hábil para travar uma guerra politica.


Gestão

Em tempos de João Dória em alta, fica a pergunta: qual a experiência de Bolsonaro como gestor? O que ele já geriu na vida? Ele está apto para o cargo de presidente? Ok que o Brasil elegeu uma mulher que faliu loja de R$ 1,99 e todos vimos a catástrofe que isso nos causou. Não seria o caso de Bolsonaro tentar um vôo mais baixo? Lembrando que com toda a minha pouca afinidade e simpatia ao deputado, acho que sua ausência na câmara federal será um prejuízo ao equilíbrio politico devido o contraponto que ele faz a politicos como Jean e Maria do Rosário.


"Fenômeno Trump"

Temos caído na ideia comum de comparar Donald Trump com Bolsonaro. A própria imprensa brasileira tem feito isso - e o deputado vem se utilizando de alguns artifícios de campanha usado pelo presidente eleito para associar sua imagem a esse fenômeno.

Considero um erro, visto que o "presidente laranja" nunca foi politico e Bolsonaro tem seguidos mandatos. Hoja há um sentimento de insatisfação com políticos em geral e foi isso que levou Trump à vitória dentro de seu partido que o rejeitava até a campanha presidencial contra Hillary. Até hoje a imprensa não anotou a placa do caminhão que os atropelou, e considero um erro cair numa comparação feita por esta mesma imprensa que não entendeu absolutamente nada do que aconteceu.
 De igual mesmo os dois só tem a língua.

O fenômeno pode ser parecido, mas Trump não é politico, ele é ao menos empresario e gestor. Ele sabe pelo menos delegar as pessoas certas para assumir pastas e cargos estratégicos. e principalmente ele entende a guerra politica. Ele sabe ao menos atacar frames usados por adversários. Bolsonaro se limita a "mitar na internet" (o que seria uma lacração invertida) criando picuinhas.

E por último e não menos importante...

Este vídeo




Preciso desenhar e explicar o tamanho da gravidade desse discurso?

Bolsonaro se apresentou como liberal e eu o ataquei como sendo apenas um "liberal de ocasião". Discurso ensaiado por modismo politico. Nós liberais ainda teremos que lidar muito com estatólatras, teocratas populistas e todo tipo de escória politica querendo tirar uma casquinha.

Os liberais sempre defenderão a menor minoria de todas, o indivíduo, e sempre farão oposição a discursos que defendam a imposição da vontade da "maioria" (na verdade, do estado) sobre os demais, como esse de Jair Bolsonaro.

Eu não posso apoiar que uma minoria se imponha para a maioria, da mesma forma que não posso apoiar que uma maioria se imponha para uma minoria para que elas "se adaptem ou desapareçam". Aqui neste vídeo Bolsonaro comprovou o quanto é anti-liberal e acaba por dar argumento à esquerda que o chama de fascista, autoritário e homofóbico. Não tem como defende-lo disso.

Eu não pretendo jogar meu voto no lixo.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pacote anti-corrupção: A lista dos traídores

Câmara aprova e 'desconfigura' pacote anticorrupção, durante a madrugada.

Confira a lista dos políticos + partidos que votaram SIM:

Alberto Fraga DEM-DF
Alexandre Leite DEM-SP
Claudio Cajado DEM-BA
Efraim Filho DEM-PB
Elmar Nascimento DEM-BA
Felipe Maia DEM-RN
Francisco Floriano DEM-RJ
Hélio Leite DEM-PA
Jorge Tadeu Mudalen DEM-SP
José Carlos Aleluia DEM-BA
Juscelino Filho DEM-MA
Marcelo Aguiar DEM-SP
Misael Varella DEM-MG
Missionário José Olimpio DEM-SP
Paulo Azi DEM-BA
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM-TO
Sóstenes Cavalcante DEM-RJ
Afonso Motta PDT-RS
André Figueiredo PDT-CE
Assis do Couto PDT-PR
Carlos Eduardo Cadoca PDT-PE
Dagoberto PDT-MS
Félix Mendonça Júnior PDT-BA
Flávia Morais PDT-GO
Hissa Abrahão PDT-AM
Leônidas Cristino PDT-CE
Mário Heringer PDT-MG
Pompeo de Mattos PDT-RS
Ronaldo Lessa PDT-AL
Sergio Vidigal PDT-ES
Weverton Rocha PDT-MA
Erivelton Santana PEN-BA
Junior Marreca PEN-MA
Augusto Coutinho Rede-PE
Aureo Rede-RJ
Benjamin Maranhão Rede-PB
Genecias Noronha Rede-CE
Laudivio Carvalho Rede-MG
Lucas Vergilio Rede-GO
Paulo Pereira da Silva Rede-SP
Zé Silva Rede-MG
Uldurico Junior PV-BA
Ademir Camilo PTN-MG
Aluisio Mendes PTN-MA
Antônio Jácome PTN-RN
Bacelar PTN-BA
Carlos Henrique Gaguim PTN-TO
Dr. Sinval Malheiros PTN-SP
Francisco Chapadinha PTN-PA
Jozi Araújo PTN-AP
Luiz Carlos Ramos PTN-RJ
Ricardo Teobaldo PTN-PE
Luis Tibé PTdoB-MG
Rosinha da Adefal PTdoB-AL
Silvio Costa PTdoB-PE
Adalberto Cavalcanti PTB-PE
Arnon Bezerra PTB-CE
Benito Gama PTB-BA
Cristiane Brasil PTB-RJ
Deley PTB-RJ
Jorge Côrte Real PTB-PE
Jovair Arantes PTB-GO
Nilton Capixaba PTB-RO
Pedro Fernandes PTB-MA
Sérgio Moraes PTB-RS
Wilson Filho PTB-PB
Zeca Cavalcanti PTB-PE
Alberto Filho PMDB-MA
Alceu Moreira PMDB-RS
Altineu Côrtes PMDB-RJ
André Amaral PMDB-PB
Aníbal Gomes PMDB-CE
Baleia Rossi PMDB-SP
Carlos Bezerra PMDB-MT
Carlos Marun PMDB-MS
Celso Jacob PMDB-RJ
Celso Pansera PMDB-RJ
Cícero Almeida PMDB-AL
Daniel Vilela PMDB-GO
Darcísio Perondi PMDB-RS
Elcione Barbalho PMDB-PA
Fábio RamalhoPMDB-MG
Fabio Reis PMDB-SE
Flaviano Melo PMDB-AC
Jarbas Vasconcelos PMDB-PE
Jéssica Sales PMDB-AC
João Arruda PMDB-PR
João Marcelo Souza PMDB-MA
Jones Martins PMDB-RS
José Priante PMDB-PA
Kaio Maniçoba PMDB-PE
Leonardo Quintão PMDB-MG
Lucio Mosquini PMDB-RO
Lucio Vieira Lima PMDB-BA
Manoel Junior PMDB-PB
Marcos Rotta PMDB-AM
Marinha Raupp PMDB-RO
Mauro Lopes PMDB-MG
Mauro Mariani PMDB-SC
Mauro Pereira PMDB-RS
Moses Rodrigues PMDB-CE
Newton Cardoso Jr PMDB-MG
Osmar Serraglio PMDB-PR
Pedro Paulo PMDB-RJ
Rodrigo Pacheco PMDB-MG
Rogério Peninha Mendonça PMDB-SC
Ronaldo Benedet PMDB-SC
Saraiva Felipe PMDB-MG
Soraya Santos PMDB-RJ
Valdir Colatto PMDB-SC
Valtenir Pereira PMDB-MT
Vitor Valim PMDB-CE
Walter Alves PMDB-RN
Erivelton Santana PHS-BA
Junior Marreca PHS-MA
Átila Lins PSD-AM
Diego Andrade PSD-MG
Domingos Neto PSD-CE
Edmar Arruda PSD-PR
Evandro Roman PSD-PR
Expedito Netto PSD-RO
Fábio Mitidieri PSD-SE
Fernando Torres PSD-BA
Herculano Passos PSD-SP
Heuler Cruvinel PSD-GO
Indio da Costa PSD-RJ
Irajá Abreu PSD-TO
Jefferson Campos PSD-SP
José Nunes PSD-BA
Júlio Cesar PSD-PI
Marcos Montes PSD-MG
Marcos Reategui PSD-AP
Paulo Magalhães PSD-BA
Raquel Muniz PSD-MG
Tampinha PSD-MT
Rolde de Oliveira PSC-RJ
Gilberto Nascimento PSC-SP
Irmão Lazaro PSC-BA
Júlia Marinho PSC-PA
Takayama PSC-PR
Adilton Sachetti PSB-MT
Átila Lira PSB-PI
César Messias PSB-AC
Creuza Pereira PSB-PE
Danilo Cabral PSB-PE
Danilo Forte PSB-CE
Heráclito Fortes PSB-PI
Hugo Leal PSB-RJ
João Fernando Coutinho PSB-PE
José Reinaldo PSB-MA
Keiko Ota PSB-SP
Marinaldo Rosendo PSB-PE
Rafael Motta PSB-RN
Rodrigo Martins PSB-PI
Tadeu Alencar PSB-PE
Tereza Cristina PSB-MS
Alan Rick PRB-AC
Antonio Bulhões PRB-SP
Beto Mansur PRB-SP
Carlos Gomes PRB-RS
César Halum PRB-TO
Cleber Verde PRB-MA
Jhonatan de Jesus PRB-RR
João Campos PRB-GO
Jony Marcos PRB-SE
Lindomar Garçon PRB-RO
Márcio Marinho PRB-BA
Ricardo Bentinho PRB-SP
Roberto Alves PRB-SP
Roberto Sales PRB-RJ
Ronaldo Martins PRB-CE
Rosangela Gomes PRB-RJ
Silas Câmara PRB-AM
Tia Eron PRB-BA
Vinicius Carvalho PRB-SP
Adelson Barreto PR-SE
Aelton Freitas PR-MG
Alexandre Valle PR-RJ
Alfredo Nascimento PR-AM
Cabo Sabino PR-CE
Capitão Augusto PR-SP
Clarissa Garotinho PR-RJ
Delegado Edson Moreira PR-MG
Giacobo PR-PR
Giovani Cherini PR-RS
Gorete Pereira PR-CE
João Carlos Bacelar PR-BA
Jorginho Mello PR-SC
José Carlos Araújo PR-BA
Laerte Bessa PR-DF
Lúcio Vale PR-PA
Magda Mofatto PR-GO
Marcelo Álvaro Antônio PR-MG
Marcio Alvino PR-SP
Miguel Lombardi PR-SP
Milton Monti PR-SP
Paulo Feijó PR-RJ
Paulo Freire PR-SP
Remídio Monai PR-RR
Silas Freire PR-PI
Tiririca PR-SP
Vicentinho Júnior PR-TO
Wellington Roberto PR-PB
Zenaide Maia PR-RN
Aguinaldo Ribeiro PP-PB
André Abdon PP-AP
André Fufuca PP-MA
Arthur Lira PP-AL
Beto Rosado PP-RN
Beto Salame PP-PA
Cacá Leão PP-BA
Dilceu Sperafico PP-PR
Dimas Fabiano PP-MG
Eduardo da Fonte PP-PE
Ezequiel Fonseca PP-MT
Fausto Pinato PP-SP
Fernando Monteiro PP-PE
Franklin Lima PP-MG
Hiran Gonçalves PP-RR
Iracema Portella PP-PI
Julio Lopes PP-RJ
Lázaro Botelho PP-TO
Luis Carlos Heinze PP-RS
Luiz Fernando Faria PP-MG
Macedo PP-CE
Maia Filho PP-PI
Mário Negromonte Jr. PP-BA
Nelson Meurer PP-PR
Odelmo Leão PP-MG
Renato Molling PP-RS
Renzo Braz PP-MG
Roberto Balestra PP-GO
Roberto Britto PP-BA
Ronaldo Carletto PP-BA
Rôney Nemer PP-DF
Simão Sessim PP-RJ
Toninho Pinheiro PP-MG
Waldir Maranhão PP-MA
Bonifácio de Andrada PSDB-MG
Caio Narcio PSDB-MG
Geraldo Resende PSDB-MS
Giuseppe Vecci PSDB-GO
Marco Tebaldi PSDB-SC
Nelson Marchezan Junior PSDB-RS
Nilson Pinto PSDB-PA
Raimundo Gomes de Matos PSDB-CE
Rodrigo de Castro PSDB-MG
Rogério Marinho PSDB-RN
Alfredo Kaefer PSL-PR
Dâmina Pereira PSL-MG
Adelmo Carneiro Leão PT-MG
Afonso Florence PT-BA
Ana Perugini PT-SP
Angelim PT-AC
Arlindo Chinaglia PT-SP
Assis Carvalho PT-PI
Benedita da Silva PT-RJ
Beto Faro PT-PA
Bohn Gass PT-RS
Caetano PT-BA
Carlos Zarattini PT-SP
Chico D Angelo PT-RJ
Enio Verri PT-PR
Erika Kokay PT-DF
Fabiano Horta PT-RJ
Gabriel Guimarães PT-MG
Givaldo Vieira PT-ES
Helder Salomão PT-ES
Henrique Fontana PT-RS
João Daniel PT-SE
Jorge Solla PT-BA
José Airton Cirilo PT-CE
José Guimarães PT-CE
José Mentor PT-SP
Leo de Brito PT-AC
Leonardo Monteiro PT-MG
Luiz Couto PT-PB
Luiz Sérgio PT-RJ
Luizianne Lins PT-CE
Marco Maia PT-RS
Marcon PT-RS
Margarida Salomão PT-MG
Maria do Rosário PT-RS
Moema Gramacho PT-BA
Nelson Pellegrino PT-BA
Nilto Tatto PT-SP
Padre João PT-MG
Patrus Ananias PT-MG
Paulão PT-AL
Paulo Pimenta PT-RS
Paulo Teixeira PT-SP
Pedro Uczai PT-SC
Pepe Vargas PT-RS
Reginaldo Lopes PT-MG
Ságuas Moraes PT-MT
Valmir Assunção PT-BA
Valmir Prascidelli PT-SP
Vander Loubet PT-MS
Vicente Candido PT-SP
Vicentinho PT-SP
Waldenor Pereira PT-BA
Zé Geraldo PT-PA
Zeca Dirceu PT-PR
Zeca do Pt PT-MS
Arthur Oliveira Maia PPS-BA
Alice Portugal PCdoB-BA
Angela Albino PCdoB-SC
Chico Lopes PCdoB-CE
Daniel Almeida PCdoB-BA
Jandira Feghali PCdoB-RJ
Moisés Diniz PCdoB-AC
Orlando Silva PCdoB-SP

O dia após a comoção II: Ratos tramando na surdina

Hoje essa manhã não é digna de merecer um "bom dia", não por culpa dela. mas por culpa do que os covardes eleitos pelo povo fizeram ontem, na calada da noite e em meio a comoção nacional.

Enquanto o pais estava de luto, deputados, senadores, ministros do supremo e terroristas de esquerda se aproveitaram da comoção nacional pela tragédia com o time da Chapecoense, para na calada da noite, por debaixo dos panos irem em busca de seus próprios interesses e pautas.

Deputados derrubam criminalização do enriquecimento ilícito e a recompensa para quem denunciar crimes e aprovaram punição a juízes e integrantes do Ministério Público

Por 313 votos a favor e 132 votos contra, a Câmara dos Deputados aprovou, às 01:23 da manhã desta quarta (29), uma emenda às “10 medidas contra a corrupção” (aprovadas por 450 votos a favor e 1 contrário) que define a previsão de “crimes de responsabilidade” para juízes e membros do Ministério Público.

A ampla votação dos deputados a favor da medida não tem a preocupação de garantir que todos sejam atingidos pela lei. O foco da medida é permitir que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da operação Lava Jato que aterroriza centenas de políticos possam ser colocados no banco dos réus, praticamente acabando com a Lava Jato.

Uma das maiores defensoras da aprovação da medida durante a sessão foi Clarissa Garotinho, filha de Anthony Garotinho, que chegou a ser preso na semana passada pela acusação de compra de votos em campanhas eleitorais.

Bullying aos familiares, ataques virtuais e pessoais aos deputados e até agressões estarão moralmente liberadas a partir de agora depois do que fizeram, ontem na câmara.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Wilson Agostinho: Por que a esquerda chama de nazista qualquer um que se oponha a ela?



Por que os esquerdistas vivem chamando os outros de "fascistas"? Já vi esse rótulo colado nas figuras mais díspares: cristãos, liberais, conservadores, maçons, militares latino-americanos, anarquistas, social-democratas, muçulmanos - todo mundo. Nem judeus escapam: Menachem Begin e Arthur Koestler levaram essa carimbada umas dúzias de vezes.

De onde vem essa mania, essa necessidade compulsiva de dar a cada desavença, por mais mesquinha e estapafúrdia, o ar de um épico "combate antifascista"?

Detesto conjeturas psicológicas. Prefiro o método genético do velho Aristóteles. Em quase cem por cento dos casos, contar como as coisas começaram já basta para a plena elucidação de causas e motivos.

Até o princípio dos anos 30, os comunistas não ligavam muito para fascismo ou nazismo. Papai Stalin ensinava-lhes desde 1924 que esses movimentos eram apenas a "radicalização suicida da ideologia capitalista", prenunciando o "fim" do "império burguês" e a "vitória final" do socialismo. "O nazismo", dizia-se, "é o navio quebra-gelo da revolução." De repente, em 1933, partindo de Moscou sob o comando de Karl Radek, uma onda de antifascismo varreu a Europa sob a forma de livros, reportagens, congressos, passeatas, filmes, peças de teatro. Intelectuais independentes apareciam nos palanques ao lado dos poetas oficiais do Partido. Manifestos antinazistas traziam as assinaturas de estrelas do cinema.

Entre essas duas épocas, algo aconteceu. Adolf Hitler, eleito chanceler, preparava-se para grandes conquistas que requeriam o poder absoluto. Ansioso de eliminar concorrentes, e não podendo abusar do apoio recalcitrante do exército alemão, recorreu à ajuda da instituição que, no mundo, era a mais informada sobre movimentos subversivos: o serviço secreto soviético. A colaboração começou logo após a eleição de Hitler. Em troca da ajuda militar alemã, vital para o Exército Vermelho, Hitler era informado de cada passo de seus inimigos internos. O sucesso da "Noite das Longas Facas" de 1934 inspirou Stalin a fazer operação idêntica no Partido soviético: tal foi a origem do Grande Expurgo de 1936, no qual o serviço secreto alemão, já disciplinado por Hitler, retribuiu os favores soviéticos, descobrindo e forjando provas contra quem Stalin desejasse incriminar. O famoso pacto Ribentropp-Molotov foi somente a oficialização exterior de uma colaboração que já era bem ativa fazia pelo menos SEIS ANOS.

A onda mundial de histrionismo antifascista foi inventada por Karl Radek, em primeiro lugar, como vasta operação diversionista. Apenas um truque para jogar areia nos olhos dos antifascistas ocidentais, para que não percebessem a colaboração secreta, então cada vez mais intensa, entre a URSS e a Alemanha nazista, colaboração da qual o próprio Radek, no auge da campanha em carta confidencial a um amigo, confessava: "O que ali digo (contra o fascismo) é uma coisa. A realidade é bem outra. Ninguém nos daria o que a Alemanha nos dá. Quem imagina que vamos romper com a Alemanha é um idiota."(Cit. em Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54.)

De Paris a Hollywood, idiotas pululavam entre os escritores e artistas. Arregimentá-los como "companheiros de viagem", criando a cultura do comunismo chique que até hoje dá o tom nos meios pedantes em países periféricos, foi o segundo objetivo da operação. Eram pessoas importantes, formadoras de opinião, que conservavam sua identidade exterior de "independentes", ao mesmo tempo que serviam obedientemente ao comunismo porque suas vidas eram controladas através de suborno, envolvimento e chantagem. Um exemplo entre centenas: André Gide, que era homossexual, durante anos não teve um companheiro de cama que não fosse plantado ali pela espionagem soviética. Quando se recusou a colaborar, a sujeira colecionada nos arquivos despencou em cima dele. Por análogos procedimentos, a espionagem soviética colocou a seu serviço André Malraux, Ernest Hemingway, Sinclair Lewis, John dos Passos e muitos outros, como também atores e atrizes de Hollywood, que, além do glamour, garantiam para Moscou um regular fluxo de dólares, moeda indispensável nas operações internacionais. O controle dos intelectuais era feito diretamente por agentes soviéticos, em geral à margem dos partidos comunistas locais, que por isto foram pegos de surpresa pelo pacto de 1939.

A terceira finalidade do "antifascismo" foi recrutar espiões nas altas esferas intelectuais. Alguns dos mais célebres agentes soviéticos, como Kim Philby, Guy Burgess, Alger Hiss e Sir Anthony Blunt, entraram para o serviço por meio da campanha. Conforme o combinado com Hitler, nenhum dos então recrutados foi usado contra a Alemanha nazista, mas todos contra os governos antinazistas ocidentais.

Comunistas, espiões e "companheiros de viagem" carregam pesada culpa pela mais sórdida fraude já montada por uma parceria de tiranos. Em suas mais notórias expressões, toda a cultura antifascista da época, o espírito do "Front Popular", matriz do antifascismo cabotino que ainda subsiste no Brasil, foi a colaboração consciente com uma farsa, sem a qual as tiranias de Hitler e Stalin não teriam sobrevivido a suas oposições internas; sem a qual portanto não teria havido nem Longas Facas, nem Grande Expurgo, nem Holocausto. O “Front Popular” foi um antifascismo de fachada inventado por Stalin para encobrir a ajuda que a URSS estava dando ao rearmamento do Exército alemão. Serviu também para desmoralizar a direita francesa, então a única voz (com a honrosa exceção do isolado e inaudível general de Gaulle) que defendia o fortalecimento militar da nação para fazer face à iminente agressão nazista, enquanto a esquerda e o centro queriam -— e obtiveram — o desmantelamento das Forças Armadas. Graças à campanha “antifascista”, Hitler pôde assim esmagar a França sem dificuldade, precisamente aliás conforme os cálculos de Stalin, que planejava usar os nazistas como pontas-de-lança para um ataque devastador às democracias ocidentais.

Desde a abertura dos Arquivos de Moscou que todo esse episódio está bem esclarecido. Mas o esforço conjunto de intelectuais, professores, jornalistas e idiotas úteis à serviço da ideologia socialista foi muito eficiente em ocultar da população uma descoberta histórica que ameaçava neutralizar o apelo hipnótico de um adorado mito stalinista.

Neurose, dizia um velho amigo meu, é uma mentira esquecida na qual você ainda acredita. A compulsão comunista de exibir "antifascismo" xingando os outros de "fascistas" revela o clássico ritual neurótico de exorcismo projetivo, no qual o doente se desidentifica artificialmente de suas culpas jogando-as sobre um bode expiatório. Nos velhos, é hipocrisia consciente. Nos jovens, é absorção simiesca de um sintoma ancestral que acaba por neurotizá-los retroativamente, fazendo deles os guardiães inconscientes de um segredo macabro.

Por isso, amigos, quando um esquerdista chamar qualquer um de vocês de "fascista", não se rebaixe tentando explicar que não é. Ninguém neste mundo deve satisfações a um colaborador de Hitler.


Bibliografia:

Stephen Koch, Double Lives. Spies and Writers iin the Secret Soviet War of Ideas Against the West, New Yorkm The Free Press, 1994, p. 54

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

“Fronteiras Abertas” é eufemismo para ausência de segurança



Comecemos com um pequeno exercício de lógica. Estamos de volta à Roma Antiga. Do lado de fora das fronteiras, povos bárbaros e sem nenhum senso de decência, prontos a saquearem nossas cidades, roubarem nossa comida, estuprarem nossas mulheres e escravizarem todos os sobreviventes. Você agora é o imperador de Roma. Que medida tomaria? Colocaria mais exércitos nas fronteiras ou abriria os portões para que eles pudessem entrar sem nenhuma resistência?

Se os antigos romanos tivessem a mesma mentalidade que nós, temo que muitos optariam pela segunda opção, tal o nível de leviandade e falência intelectual com a qual muitas questões substantivas são tratadas hoje. O erro? Tratar imigrantes de forma abstrata, como se fossem pessoas abstratas vivendo em um mundo abstrato. Isso significa agrupar, como se fossem um único grupo homogêneo, povos potencialmente hostis de povos que querem apenas fugir de governos e culturas opressoras para que possam trabalhar e viver uma vida honesta sem serem incomodados.

Importar imigrantes não é apenas importar números. Significa também importar valores, costumes e modos de vida. Até mesmo imigrantes com pouca educação e habilidades conseguem prosperar em poucas gerações quando eles trazem consigo uma bagagem cultural que favoreça a prosperidade. Na Grã-Bretanha, não é incomum que filhos de indianos sejam mais letrados que filhos de outras minorias que estudam nas mesmas escolas. Imigrantes judeus e asiáticos também têm prosperado praticamente em qualquer lugar onde se assentam.

Enquanto é verdade que muitos imigrantes engrandeceram e contribuíram para a prosperidade de muitos lugares onde se assentaram, isto não é uma regra universal. Em muitos casos, apenas contribuíram para a desordem social. O fato mais óbvio, e completamente ignorado, é que mudar as pessoas de localização não muda seu comportamento. Quando o furacão Katrina devastou Nova Orleans, centenas de milhares de americanos foram realocados para Houston. Acontece que o índice de criminalidade em Nova Orleans era quase o quádruplo do índice de Houston. O resultado foi uma explosão da criminalidade nesta última. Já na Suécia, imigrantes do Oriente Médio apenas elevaram os gastos com programas de bem-estar social. De 1976 a 1999, o porcentual de pessoas que usaram esses serviços aumentou de 6% a 41%, sendo que apenas 7% da população nativa e de imigrantes europeus utilizava esse serviço, contra 44% dos imigrantes do Oriente Médio o usam. O índice desproporcional de crimes cometidos por imigrantes também fez com que a proporção de imigrantes nas prisões chegasse a ser 5 vezes maior que sua proporção na população geral. Após começar a receber refugiados recentemente, a Suécia se tornou o país com a maior taxa de estupros na Europa, embora possa haver controvérsias devido à forma com que esses crimes são relatados e computados (mais sobre esse assunto neste link). A histeria e o sentimentalismo parecem ter contaminado o debate público a tal ponto que, em alguns casos, até mesmo relações consensuais são tratadas como estupro. Em outras, denúncias graves não são sequer apuradas por medo do escracho da opinião pública.

Hoje, não é politicamente correto sequer falar sobre esses assuntos. Se temos uma certeza, é a de que qualquer um que tentar alertar dos perigos será facilmente acusado de racismo ou xenofobia por palpiteiros irresponsáveis que não sofrem as consequências das políticas que defendem.

Fronteiras não existem sem motivo. Elas existem para garantir a segurança dos cidadãos que nela residem e para garantir a continuidade das instituições e da cultura deste povo. Aqueles que defendem um mundo “sem fronteiras” frequentemente imaginam um mundo que permita o livre trânsito de pessoas pacíficas e decentes, mas esquecem de seu corolário, que é o livre trânsito de terroristas, criminosos e de pessoas que buscam apenas uma forma de parasitar sobre a riqueza de lugares mais prósperos. Imigrantes, estes, que podem até mesmo subverter as instituições políticas e culturais para benefício próprio se lhes for dada uma oportunidade. Por exemplo, circula na internet um vídeo de uma política alemã dizendo que em poucos anos os alemães serão uma minoria em seu próprio país e deixando claro aos "direitistas" que isso é uma coisa boa... deixando implícito que aqueles que querem apenas preservar a cultura de sua terra natal só são contra imigrantes por serem intolerantes ou devido a alguma tara política.

Claro, isso não significa que devamos fechar as fronteiras para todos os imigrantes. Mas a solução frequentemente proposta – de abrir completamente as fronteiras – não é uma alternativa viável, exceto pelo ponto de vista da pura retórica e de políticos oportunistas, pois significa passagem livre para qualquer grupo de desordeiros que vise apenas causar o caos nos lugares que os acolhem. O primeiro dever de um governo é zelar pela segurança de seus cidadãos, não apostar suas vidas pelo benefício de forasteiros desconhecidos.

*Agradecimentos especiais a Thomas Sowell e Theodore Dalrymple pelos dados e análises, sem os quais este artigo não seria possível. Este artigo é uma pequena compilação das análises de Sowell acrescidas de algumas conclusões e comentários pessoais. Leia mais sobre as controvérsias sobre imigração nestes links:









"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)