Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

O meio termo é o único caminho


     Quando você vive num país como o Brasil, tentar se identificar com algum espectro politico é, literalmente, assinar um atestado de insanidade. A civilização é algo que ainda não chegou no Brasil, um dia talvez chegue, mas não virá tão cedo.

O dano causado a todos que se consideram direitistas pelos acontecimentos de ontem (8/01) em Brasilia serão permanentes. Sugiro que repensem suas posições e abracem o meio termo como modo de vida, pois tanto direita quanto esquerda nesse pais ainda estão na fase anal da infância.

Em tempo preciso dizer; Bolsonaro é um fenômeno que precisará ser estudado no futuro. Como um quadrúpede, vagabundo, obtuso e desqualificado conseguiu transformar tante gente supostamente inteligente em zumbis boçais?

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pacote anti-corrupção: A lista dos traídores

Câmara aprova e 'desconfigura' pacote anticorrupção, durante a madrugada.

Confira a lista dos políticos + partidos que votaram SIM:

Alberto Fraga DEM-DF
Alexandre Leite DEM-SP
Claudio Cajado DEM-BA
Efraim Filho DEM-PB
Elmar Nascimento DEM-BA
Felipe Maia DEM-RN
Francisco Floriano DEM-RJ
Hélio Leite DEM-PA
Jorge Tadeu Mudalen DEM-SP
José Carlos Aleluia DEM-BA
Juscelino Filho DEM-MA
Marcelo Aguiar DEM-SP
Misael Varella DEM-MG
Missionário José Olimpio DEM-SP
Paulo Azi DEM-BA
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM-TO
Sóstenes Cavalcante DEM-RJ
Afonso Motta PDT-RS
André Figueiredo PDT-CE
Assis do Couto PDT-PR
Carlos Eduardo Cadoca PDT-PE
Dagoberto PDT-MS
Félix Mendonça Júnior PDT-BA
Flávia Morais PDT-GO
Hissa Abrahão PDT-AM
Leônidas Cristino PDT-CE
Mário Heringer PDT-MG
Pompeo de Mattos PDT-RS
Ronaldo Lessa PDT-AL
Sergio Vidigal PDT-ES
Weverton Rocha PDT-MA
Erivelton Santana PEN-BA
Junior Marreca PEN-MA
Augusto Coutinho Rede-PE
Aureo Rede-RJ
Benjamin Maranhão Rede-PB
Genecias Noronha Rede-CE
Laudivio Carvalho Rede-MG
Lucas Vergilio Rede-GO
Paulo Pereira da Silva Rede-SP
Zé Silva Rede-MG
Uldurico Junior PV-BA
Ademir Camilo PTN-MG
Aluisio Mendes PTN-MA
Antônio Jácome PTN-RN
Bacelar PTN-BA
Carlos Henrique Gaguim PTN-TO
Dr. Sinval Malheiros PTN-SP
Francisco Chapadinha PTN-PA
Jozi Araújo PTN-AP
Luiz Carlos Ramos PTN-RJ
Ricardo Teobaldo PTN-PE
Luis Tibé PTdoB-MG
Rosinha da Adefal PTdoB-AL
Silvio Costa PTdoB-PE
Adalberto Cavalcanti PTB-PE
Arnon Bezerra PTB-CE
Benito Gama PTB-BA
Cristiane Brasil PTB-RJ
Deley PTB-RJ
Jorge Côrte Real PTB-PE
Jovair Arantes PTB-GO
Nilton Capixaba PTB-RO
Pedro Fernandes PTB-MA
Sérgio Moraes PTB-RS
Wilson Filho PTB-PB
Zeca Cavalcanti PTB-PE
Alberto Filho PMDB-MA
Alceu Moreira PMDB-RS
Altineu Côrtes PMDB-RJ
André Amaral PMDB-PB
Aníbal Gomes PMDB-CE
Baleia Rossi PMDB-SP
Carlos Bezerra PMDB-MT
Carlos Marun PMDB-MS
Celso Jacob PMDB-RJ
Celso Pansera PMDB-RJ
Cícero Almeida PMDB-AL
Daniel Vilela PMDB-GO
Darcísio Perondi PMDB-RS
Elcione Barbalho PMDB-PA
Fábio RamalhoPMDB-MG
Fabio Reis PMDB-SE
Flaviano Melo PMDB-AC
Jarbas Vasconcelos PMDB-PE
Jéssica Sales PMDB-AC
João Arruda PMDB-PR
João Marcelo Souza PMDB-MA
Jones Martins PMDB-RS
José Priante PMDB-PA
Kaio Maniçoba PMDB-PE
Leonardo Quintão PMDB-MG
Lucio Mosquini PMDB-RO
Lucio Vieira Lima PMDB-BA
Manoel Junior PMDB-PB
Marcos Rotta PMDB-AM
Marinha Raupp PMDB-RO
Mauro Lopes PMDB-MG
Mauro Mariani PMDB-SC
Mauro Pereira PMDB-RS
Moses Rodrigues PMDB-CE
Newton Cardoso Jr PMDB-MG
Osmar Serraglio PMDB-PR
Pedro Paulo PMDB-RJ
Rodrigo Pacheco PMDB-MG
Rogério Peninha Mendonça PMDB-SC
Ronaldo Benedet PMDB-SC
Saraiva Felipe PMDB-MG
Soraya Santos PMDB-RJ
Valdir Colatto PMDB-SC
Valtenir Pereira PMDB-MT
Vitor Valim PMDB-CE
Walter Alves PMDB-RN
Erivelton Santana PHS-BA
Junior Marreca PHS-MA
Átila Lins PSD-AM
Diego Andrade PSD-MG
Domingos Neto PSD-CE
Edmar Arruda PSD-PR
Evandro Roman PSD-PR
Expedito Netto PSD-RO
Fábio Mitidieri PSD-SE
Fernando Torres PSD-BA
Herculano Passos PSD-SP
Heuler Cruvinel PSD-GO
Indio da Costa PSD-RJ
Irajá Abreu PSD-TO
Jefferson Campos PSD-SP
José Nunes PSD-BA
Júlio Cesar PSD-PI
Marcos Montes PSD-MG
Marcos Reategui PSD-AP
Paulo Magalhães PSD-BA
Raquel Muniz PSD-MG
Tampinha PSD-MT
Rolde de Oliveira PSC-RJ
Gilberto Nascimento PSC-SP
Irmão Lazaro PSC-BA
Júlia Marinho PSC-PA
Takayama PSC-PR
Adilton Sachetti PSB-MT
Átila Lira PSB-PI
César Messias PSB-AC
Creuza Pereira PSB-PE
Danilo Cabral PSB-PE
Danilo Forte PSB-CE
Heráclito Fortes PSB-PI
Hugo Leal PSB-RJ
João Fernando Coutinho PSB-PE
José Reinaldo PSB-MA
Keiko Ota PSB-SP
Marinaldo Rosendo PSB-PE
Rafael Motta PSB-RN
Rodrigo Martins PSB-PI
Tadeu Alencar PSB-PE
Tereza Cristina PSB-MS
Alan Rick PRB-AC
Antonio Bulhões PRB-SP
Beto Mansur PRB-SP
Carlos Gomes PRB-RS
César Halum PRB-TO
Cleber Verde PRB-MA
Jhonatan de Jesus PRB-RR
João Campos PRB-GO
Jony Marcos PRB-SE
Lindomar Garçon PRB-RO
Márcio Marinho PRB-BA
Ricardo Bentinho PRB-SP
Roberto Alves PRB-SP
Roberto Sales PRB-RJ
Ronaldo Martins PRB-CE
Rosangela Gomes PRB-RJ
Silas Câmara PRB-AM
Tia Eron PRB-BA
Vinicius Carvalho PRB-SP
Adelson Barreto PR-SE
Aelton Freitas PR-MG
Alexandre Valle PR-RJ
Alfredo Nascimento PR-AM
Cabo Sabino PR-CE
Capitão Augusto PR-SP
Clarissa Garotinho PR-RJ
Delegado Edson Moreira PR-MG
Giacobo PR-PR
Giovani Cherini PR-RS
Gorete Pereira PR-CE
João Carlos Bacelar PR-BA
Jorginho Mello PR-SC
José Carlos Araújo PR-BA
Laerte Bessa PR-DF
Lúcio Vale PR-PA
Magda Mofatto PR-GO
Marcelo Álvaro Antônio PR-MG
Marcio Alvino PR-SP
Miguel Lombardi PR-SP
Milton Monti PR-SP
Paulo Feijó PR-RJ
Paulo Freire PR-SP
Remídio Monai PR-RR
Silas Freire PR-PI
Tiririca PR-SP
Vicentinho Júnior PR-TO
Wellington Roberto PR-PB
Zenaide Maia PR-RN
Aguinaldo Ribeiro PP-PB
André Abdon PP-AP
André Fufuca PP-MA
Arthur Lira PP-AL
Beto Rosado PP-RN
Beto Salame PP-PA
Cacá Leão PP-BA
Dilceu Sperafico PP-PR
Dimas Fabiano PP-MG
Eduardo da Fonte PP-PE
Ezequiel Fonseca PP-MT
Fausto Pinato PP-SP
Fernando Monteiro PP-PE
Franklin Lima PP-MG
Hiran Gonçalves PP-RR
Iracema Portella PP-PI
Julio Lopes PP-RJ
Lázaro Botelho PP-TO
Luis Carlos Heinze PP-RS
Luiz Fernando Faria PP-MG
Macedo PP-CE
Maia Filho PP-PI
Mário Negromonte Jr. PP-BA
Nelson Meurer PP-PR
Odelmo Leão PP-MG
Renato Molling PP-RS
Renzo Braz PP-MG
Roberto Balestra PP-GO
Roberto Britto PP-BA
Ronaldo Carletto PP-BA
Rôney Nemer PP-DF
Simão Sessim PP-RJ
Toninho Pinheiro PP-MG
Waldir Maranhão PP-MA
Bonifácio de Andrada PSDB-MG
Caio Narcio PSDB-MG
Geraldo Resende PSDB-MS
Giuseppe Vecci PSDB-GO
Marco Tebaldi PSDB-SC
Nelson Marchezan Junior PSDB-RS
Nilson Pinto PSDB-PA
Raimundo Gomes de Matos PSDB-CE
Rodrigo de Castro PSDB-MG
Rogério Marinho PSDB-RN
Alfredo Kaefer PSL-PR
Dâmina Pereira PSL-MG
Adelmo Carneiro Leão PT-MG
Afonso Florence PT-BA
Ana Perugini PT-SP
Angelim PT-AC
Arlindo Chinaglia PT-SP
Assis Carvalho PT-PI
Benedita da Silva PT-RJ
Beto Faro PT-PA
Bohn Gass PT-RS
Caetano PT-BA
Carlos Zarattini PT-SP
Chico D Angelo PT-RJ
Enio Verri PT-PR
Erika Kokay PT-DF
Fabiano Horta PT-RJ
Gabriel Guimarães PT-MG
Givaldo Vieira PT-ES
Helder Salomão PT-ES
Henrique Fontana PT-RS
João Daniel PT-SE
Jorge Solla PT-BA
José Airton Cirilo PT-CE
José Guimarães PT-CE
José Mentor PT-SP
Leo de Brito PT-AC
Leonardo Monteiro PT-MG
Luiz Couto PT-PB
Luiz Sérgio PT-RJ
Luizianne Lins PT-CE
Marco Maia PT-RS
Marcon PT-RS
Margarida Salomão PT-MG
Maria do Rosário PT-RS
Moema Gramacho PT-BA
Nelson Pellegrino PT-BA
Nilto Tatto PT-SP
Padre João PT-MG
Patrus Ananias PT-MG
Paulão PT-AL
Paulo Pimenta PT-RS
Paulo Teixeira PT-SP
Pedro Uczai PT-SC
Pepe Vargas PT-RS
Reginaldo Lopes PT-MG
Ságuas Moraes PT-MT
Valmir Assunção PT-BA
Valmir Prascidelli PT-SP
Vander Loubet PT-MS
Vicente Candido PT-SP
Vicentinho PT-SP
Waldenor Pereira PT-BA
Zé Geraldo PT-PA
Zeca Dirceu PT-PR
Zeca do Pt PT-MS
Arthur Oliveira Maia PPS-BA
Alice Portugal PCdoB-BA
Angela Albino PCdoB-SC
Chico Lopes PCdoB-CE
Daniel Almeida PCdoB-BA
Jandira Feghali PCdoB-RJ
Moisés Diniz PCdoB-AC
Orlando Silva PCdoB-SP

O dia após a comoção II: Ratos tramando na surdina

Hoje essa manhã não é digna de merecer um "bom dia", não por culpa dela. mas por culpa do que os covardes eleitos pelo povo fizeram ontem, na calada da noite e em meio a comoção nacional.

Enquanto o pais estava de luto, deputados, senadores, ministros do supremo e terroristas de esquerda se aproveitaram da comoção nacional pela tragédia com o time da Chapecoense, para na calada da noite, por debaixo dos panos irem em busca de seus próprios interesses e pautas.

Deputados derrubam criminalização do enriquecimento ilícito e a recompensa para quem denunciar crimes e aprovaram punição a juízes e integrantes do Ministério Público

Por 313 votos a favor e 132 votos contra, a Câmara dos Deputados aprovou, às 01:23 da manhã desta quarta (29), uma emenda às “10 medidas contra a corrupção” (aprovadas por 450 votos a favor e 1 contrário) que define a previsão de “crimes de responsabilidade” para juízes e membros do Ministério Público.

A ampla votação dos deputados a favor da medida não tem a preocupação de garantir que todos sejam atingidos pela lei. O foco da medida é permitir que Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e demais membros da operação Lava Jato que aterroriza centenas de políticos possam ser colocados no banco dos réus, praticamente acabando com a Lava Jato.

Uma das maiores defensoras da aprovação da medida durante a sessão foi Clarissa Garotinho, filha de Anthony Garotinho, que chegou a ser preso na semana passada pela acusação de compra de votos em campanhas eleitorais.

Bullying aos familiares, ataques virtuais e pessoais aos deputados e até agressões estarão moralmente liberadas a partir de agora depois do que fizeram, ontem na câmara.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Editorial: Para mim chega!



A bancada do piçol, o PT do amanhã, comemora seu triunfo


Com a proposta da redução da maioridade para crimes hediondos sendo rejeitada no congresso pela falta de 5 votos (todos do PSDB a suposta oposição ao PT e PMDB) eu a partir de hoje estou abandonando qualquer tipo de militância ou movimentação por este pais - Vão votar outra proposta de redução muito pior do que essa, que seria a original que foi modificada para agradar justamente à bancada do PSDB, e que deve ser rejeitada também.

Link: Lista dos deputados não bolivarianos que votaram contra a maioridade penal

Para mim não é novidade. Já avisei inúmeras vezes que PT e PSDB são farinha do mesmo saco.

O congresso deu um recado muito claro ao Brasil, mais um de tantos. Se você é vagabundo, ladrão, malandro, estuprador, assassino. Venha para o Brasil. Aqui é o seu lugar. Nossos presídios são pocilgas medievais que não recuperam ninguém, mas nossos políticos estão dedicados a te manter neles o menor tempo possível em nome dos direitos humanos. Assim não é preciso reformar, melhorar nem construir mais. E sobra bastante para aumento de salários de parlamentares e juízes. E ainda daremos passagem de graça para seus parentes irem te visitar na sua curta estadia.

Se você for menor. Tá liberado, tá tudo liberado. Você pode fazer o que bem entender: Roubar, matar e estuprar e ainda tirar sarro de todos quando for passar uma temporada curta em relação a gravidade do que fez em uma de nossas unidades sócio-educacionais que assim como nossas escolas não educam. No Brasil não é costume ensinar as pessoas a assumirem suas responsabilidade, aqui a culpa é sempre dos outros. Nossos políticos não estão interessados em mudar nada disso, em nenhum aspecto.



Aqui nós te daremos condições para você passar a perna no outro roubando luz, agua, telefone e até TV a cabo com uma justificativa sócio-econômica-coitadista que deixará qualquer um metido a honesto (como ele ousa pagar por um serviço sem usar um gato?) tão desconcertado que nem terá coragem de te criticar e vai continuar pagando pelo dobro do preço por um serviço para tapar o buraco das operadoras que tem prejuízo com você que os usa quase de graça.

O partido que está no poder, seus aliados e mesmo sua oposição são os legítimos representantes desse estilo de vida único no mundo.

Agora se você não concorda com isso, melhor ir embora. Talvez no dia em que todos vocês forem embora isso aqui mude. Pois não vai ter quem trabalhe pra sustentar ladrão, não vai ter gado para ser abatido, nem ovelhas para os lobos. Ai os que ficarem ou se matarão ou terão que ocupar o seu lugar de otário.

Qualquer pessoa com a cabeça em ordem e um pouquinho de caráter deveria se esforçar em sair aqui o mais rápido possível. Já os nacionalistas? Esses quero que se explodam e vivam nessa lama da qual querem se orgulhar, esses idiotas úteis.

Eu como não posso sair daqui. Terei uma mudança de postura. Vou me limitar a dizer "eu avisei" a cada nova merda ocorrida, pois eu realmente avisei. Vou cuidar da minha saúde (sou cardíaco e diabético) e fortalecer meu corpo e talvez até me armar ilegalmente. Não vão faltar parlamentares que me defendam. Pois já ficou claro que no Brasil o crime compensa.

A partir de agora qualquer noticia ruim vinda do congresso será comemorada por mim, não porque sou masoquista e sim porque enquanto essa qualidade de políticos estiver no poder qualquer coisa boa só servirá para maquiar a cara imunda dessa república de ladrões.

Se meus colaboradores e colunistas desejarem continuar postando criticas ao governo e à politica nacional sejam bem-vindos a manter a espirito deste blog vivo. Serei grato.

Da minha parte as criticas continuarão existindo, mas serão direcionadas à raiz do problema do Brasil: O brasileiro. Isso enquanto não puder dar tchau de vez para esse pais de tolos.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Paralisia do Expectador: Porque o brasileiro é tão acomodado para protestar?

Ideia do artigo extraído deste texto http://espacosevolutivo.wordpress.com/2013/04/02/12-grandes-defeitos-do-brasileiro/
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG79639-6014-492,00.html

O brasileiro é um povo curioso. É fácil você encontrar alguém reclamando do pais, da politica, de preços. Mas é raro vermos protestos nas ruas, que não sejam de cunho politiqueiro controlado por algum partido qualquer, o povo não vai às ruas. Tudo tem se limitado a estudantes guiados por alguma entidade com interesses naquele protesto, mesmo que seja mera oposição cega.

Vivemos, atualmente, em um país onde além do Executivo, Legislativo e Judiciário, existem outros poderes (banqueiros, ONGs, pirataria, narcotráfico, milícias, bicheiros etc.) todos envolvidos e protegidos por algumas autoridades corruptas e parte da imprensa tendenciosa e comprada.

A explicação para o excesso de reclamação e para a falta de reação do povo já virou estudo aqui no Brasil. O resultado não apresentou nenhuma novidade: Não é hábito do brasileiro protestar no cotidiano. E parece pior, o brasileiro além de não protestar ACEITA passivamente decisões e mudanças com as quais ELE NÃO CONCORDA. Não há a menor resistência contra abusos como aumento de preços de transportes, taxas, benefícios exorbitantes a parlamentares, leis claramente autoritárias nem mesmo gastos absurdos com obras que em nada melhorarão a vida do povo. Nada disso parece ser o suficiente para causar uma revolta geral.

A pergunta que faz este blogueiro sofrer é. Por que, o Brasileiro se comporta como mero expectador e comentarista de um enredo no qual ele é o protagonista, por que?



A síndrome do Messias e a Paralisia do Expectador

A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna. “Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e consequentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado.

Basicamente funciona assim: Estamos em um ônibus que possui 4 assentos destinados a idosos, deficientes físicos  gestantes e mulheres com bebê de colo (se você imaginou isso com a voz da gravação do metro, parabéns! Somos dois). Nos quatro assentos estão pessoas que não são estão nesse grupo descrito. O ônibus está cheio. Entram no coletivo 2 suas senhoras bem idosas. A entrada delas causa uma revolta interna em cada um dos passageiros que estão de pé e nos que estão nos assentos não preferenciais. Mas ninguém se manifesta, porque "tem 4 lugares destinados a essas senhoras e a obrigação de levantar é de um desses 4" e os 4 pensam assim "Não preciso me levantar tem mais 3 ali que poderiam fazer isso -Esses folgados!". E nenhum dos 4 se levanta, eis que algum passageiro se revolta e cede seu lugar a uma das 2 senhoras. Um dos que estão em pé resolve brigar com os 4 folgados. Um deles se levanta e cede o lugar a outra senhora. Problema resolvido? Não! A questão é que precisou que alguém se manifestasse antes, para que a revolta e em seguida a providência fosse tomada.

Isso meus caros eu chamo de "Síndrome do Messias". O brasileiro parece ser incapaz de tomar uma atitude sem que antes ela tenha sido tomada ou iniciada por alguém. O Brasileiro parece necessitar de alguém que faça por ele o que ele não consegue fazer por si só. É como viver eternamente a espera de um salvador, que vai resolver todos os problemas, como nunca antes na história desse pais...

E quando faz normalmente essa atitude vem aliada a um grande egoísmo. O brasileiro não se enxerga como um povo. Ele se vê como parte de um grupo dentro de um total de pessoas que formam o povo. E esse grupo o qual pertence torna os seus interesses mais importantes que os interesses dos outros grupos.

- Não a toa temos representantes de grupos religiosos, gays, negros etc... buscando leis ou benefícios específicos a cada grupo, esquecendo-se de outras causas que merecem maior ou igual importância -

Normalmente o brasileiro faz vistas grossas a pequenos pecados como furar a fila do banco. E quando reclama é porque ele se sente pessoalmente prejudicado por estar atrasado e aquela pessoa entrando na sua frente significa mais espera. O normal é não discutir "para não arranjar briga" quando acontece algum protesto ele acontece porque alguém se sentiu ofendido e ai os demais resolvem protestar também, não houve uma união. O brasileiro só tem hábito de reclamar por assuntos que em nada irão mudar a sua vida.

Deixa que eu deixo ou "Difusão da responsabilidade"

Quantas vezes você deixou de fazer algo esperando que alguém o fizesse? Quando, na sala de aula, o professor pergunta se todos entenderam, é raro alguém levantar a mão dizendo que está com dúvidas. Ninguém quer se destacar

O exemplo do ônibus que dei antes também se aplica perfeitamente aqui.

E quantas vezes achou que seus amigos e/ou colegas eram apáticos porque incapazes de fazer-lhe um favor?
Provavelmente você já passou por isso. Pediu algum favor a vários amigos através de email, onde cada destinatário podia ver a lista dos outros que receberam a mesma mensagem. O mais provável de acontecer nesse caso é cada um recolher-se à sua inércia, porque imagina que alguém resolverá o seu problema. É uma aplicação online do velho ditado "cachorro com dois donos morre de fome". Mas esse não é um problema moderno e muito menos ocorre apenas em casos triviais. Até porque cachorro sem dono algum também pode morrer de fome.

Ocorrido nos EUA Em 1964 um bárbaro crime chocou os moradores da região metropolitana de Nova Iorque:

Catherine Susan Genovese foi atacada por Winston Moseley quando chegava em casa, no Queens, na madrugada do dia 13 de março, sendo apunhalada duas vezes pelas costas. Seus gritos espantaram momentaneamente o agressor que chegou a entrar em seu carro e ir embora. Mesmo ferida, ela tentou chegar em casa. Minutos depois Moseley voltou, procurou por ela e, ao encontrá-la, tornou a esfaqueá-la. Enquanto agonizava, foi estuprada e US$ 49,00 foram roubados de sua bolsa. Ferimentos em suas mãos mostraram que ela lutou por sua vida durante agonizantes 35 minutos, gritando desesperadamente por socorro. Quando finalmente a polícia chegou, dois minutos após ter sido chamada, era tarde demais. Kitty, como era conhecida por seus amigos, morreu a caminho do hospital, aos 28 anos de idade. Apesar de toda a brutalidade do assassinato, foi um outro detalhe que teve avassaladora repercussão na mídia: do seu primeiro grito até o momento em que perdeu os sentidos, Kitty Genovese gritou por socorro e implorou por ajuda por mais de meia hora, em frente a diversos prédios residenciais - inclusive ao que ela própria morava. Nada menos que 38 pessoas presenciaram o ataque em algum momento, de alguma forma, segundo seus próprios depoimentos mais tarde. Mas ninguém chamou a polícia.
Ou seja bastava que uma das 38 pessoas que a ouviu gritar no primeiro instante saísse de casa. Que o bandido com medo tinha fugido. voltou quando constatou que ninguém veio socorre-la. Contou com a impunidade e com a omissão daquela vizinhança.

Comete-se muitos crimes e abusos aqui no Brasil graças a esses fatores: Omissão e impunidade, inclusive mais um favor que irei listar a seguir:

Não vai dar em nada!

O “não vai dar em nada” é um discurso comum entre os “não-reclamantes”. O estudante de Artes Plásticas Solano Guedes, de 25 anos, diz que evita se envolver em qualquer situação pública. “Sou omisso, sim, como todo brasileiro. Já vi brigas na rua, gente tentando arrombar carro. Mas nunca denuncio. É uma mistura de medo e falta de credibilidade nas autoridades”, afirma.

Mesmo quem sofre uma série de prejuízos não abre a boca. É o caso da professora carioca Maria Luzia Boulier, de 58 anos. Ela já comprou uma enciclopédia em que faltava um volume; pagou compras no cartão de crédito que jamais fez; e adquiriu, pela internet, uma esteira ergométrica defeituosa. Maria Luzia reclamou apenas neste último caso. Durante alguns dias, ligou para a empresa. Não obteve resposta. Foi ao Procon, mas, depois de uma espera de 40 minutos, desistiu de dar queixa.

Voltando ao exemplo do crime contra Catherine Suzan Gennovese em 1964:

As explicações da época - negação de afeto, banalização da violência, indiferença, agressividade contida, despersonalização dos habitantes das metrópoles - não satisfizeram os jovens Bibb Latané e John Darley. Como psicólogos e pesquisadores eles acreditavam mais no poder da situação em que a pessoa se encontra do que na sua personalidade. Buscaram entender, então, quais as condições necessárias para que pessoas comuns ignorem pedidos de ajuda - explícitos ou implícitos - e adormeçam sua compaixão, no que se convencionou chamar de Efeito do Espectador (bystander effect) ou Apatia do Espectador (bystander apathy).

(Desse mal eu não morro. Com meus artigos e denuncias eu já provoquei a prisão de um arrombador de carros http://shogunidades.blogspot.com.br/2010/07/apos-denuncia-choque-prende-homem-que.html E estou movendo dois processos um contra a Oi e outros contra a Sky)

A Cultura do Silêncio

A apatia diante de um escândalo público também é frequente no Brasil. Nas décadas de 80 e 90, o contador brasiliense Honório Bispo saiu às ruas para lutar pelas Diretas Já e pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Caso que apenas se concretizou pelo massivo uso da imprensa. Estudiosos acreditam que o Impeachment nunca aconteceria se a mídia não colocasse no ar o ataque massivo ao presidente: 10 das 24 horas de programação das emissoras nas semanas anteriores ao ato divulgavam a ideia das Diretas Já e Impeachment.

Um estudo da UnB constatou que a “cultura do silêncio” também acontece em outros países. “Portugal, Espanha e parte da Itália são coletivistas como o Brasil”, afirma o psicólogo. Em nações mais individualistas, como em certos países europeus e a vizinha Argentina, o que conta é o que cada um pensa. “As ações são baseadas na autorreferência”, diz o estudo. Nos centros de Buenos Aires e Paris, é comum ver marchas e protestos diários dos moradores.

A mídia pode agir como um desencadeador de reclamações, principalmente nas situações de política pública. “Se o cidadão vê na mídia o que ele tem vontade de falar, conclui que não está isolado”, afirma o pesquisador.

O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia a dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos.

Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo.

Apesar das explicações diversas sobre o comportamento passivo dos brasileiros, os estudiosos concordam num ponto: nas filas de espera, nos direitos do consumidor ou na fiscalização da democracia, é preciso agir individualmente e de acordo com a própria consciência. “Isso evita a chamada espiral do silêncio”, diz o pesquisador Iglesias. O primeiro passo para a mudança é abrir a boca.


Fontes:
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/difusao-de-responsabilidade/29147/
http://www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/deixa-que-eu-deixo-terceirizando-a-responsabilidade/44779/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Uma rara excessão naquilo que devia ser a regra

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 BIlhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

A postura não é de hoje: Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos.

“Esse foi um compromisso com meu eleitor. Não acho que seja correto que um deputado tenha direito a salários extras. Todo trabalhador recebe treze salários por ano. Portanto, nada mais lógico que um representante desse trabalhador também receba apenas treze salários por ano. É o justo.”

Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e os outros tantos "parasitas" poderiam seguir este exemplo?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Primeira (de muitas) Lei da Mordaça...

Já temos aprovado pela Câmara a primeira (de muitas que virão) do que considero um Ato institucional do "Totalitarismo-Light/Politicamente Correto" do Governo Petista no Brasil. Ao qual irei apelidar de "AI 5.1-2011 Petista".

Servidores servidores que facilitarem o acesso à informações ou jornalistas que divulgarem informações de investigação criminal sob sigilo poderão ser condenados e presos em penas previstas de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.

E uma legitima "Lei da Mordaça".


Agência Câmara
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira, 1º de junho, o Projeto de Lei 1947/07, que torna crime a violação e o vazamento de informações de investigação criminal sob sigilo. A matéria, de autoria do deputado Sandro Mabel (PR-GO), segue para votação em Plenário.
Pelo projeto (leia a íntegra aqui), o crime consiste na revelação ou divulgação de fato que esteja sob investigação, em qualquer tipo de procedimento oficial. Ficam sujeitos à lei não somente servidores que facilitarem o acesso à informação, mas também, por exemplo, o jornalista que divulgá-la. A pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão, além de multa.
A CCJ aprovou o substitutivo do relator do projeto, deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), que define o crime como “revelar ou divulgar fatos ou dados que estejam sendo objeto de investigação criminal sob sigilo”.
Segundo ele, a legislação brasileira carece de dispositivo para punir e desencorajar o descumprimento do sigilo. “O sigilo legal tem sua razão de ser pela própria natureza das investigações, no sentido de dar eficácia às ações investigativas até que se forme o convencimento da autoridade”, argumenta.
Ao defender seu voto, Maurício Quintella disse lamentar que esses dados sejam muitas vezes lançados à opinião pública com o intuito de macular a imagem do investigado. “O que nada tem a ver com as funções precípuas dos órgãos investigativos”, complementou.
O relator acrescenta que a sociedade brasileira tem assistido a uma “perigosa relação” entre autoridades e meios de comunicação de massa. “Muitas vezes, os danos são irreparáveis à honra e à intimidade, e quando a pessoa investigada é absolvida, estranhamente, este fato não desperta o mesmo interesse midiático”, avaliou.


Isso é só o começo. Aguardem, ainda tem a Lei da Mordaça na Internet.

"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)