Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Marco Civil da Internet: Viva à desobediência civil digital!

Preciso dizer que essa pataquada feita pela justiça brasileira contra o WhatsApp me deixou especialmente feliz e satisfeito. E o motivo não é nada nobre, confesso.

Desde 2010 quando a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) emitiu opinião favorável à aprovação do projeto de Lei Sobre Crimes de Informática (PL 84/99), também conhecida como “Lei Azeredo” que foi aprovada em 2013 com modificações drásticas que a tornaram inócua, mas que o conteúdo que foi retirado do projeto passou a fazer parte do se transformou no hoje conhecido Marco Civil da Internet (PL 2126/11), que eu e outros tantos viemos avisando que o projeto não passava de um A1-5 Digital.

Muita gente do setor chamou de lunático, de teólogo da conspiração quem era contra, mas o fato é que essas pessoas jamais tinham parado para estudar pontos chaves do projeto que se tornou lei - que eram dúbios - e de procurar orientação jurídica sobre ele.

O § 1º do art. 9º no Marco Civil dá poder de regulamentação da internet para os Decretos, e o § 3º do mesmo artigo afirma que “é vedado bloquear, monitorar, filtrar ou analisar o conteúdo dos pacotes de dados”. Parece até piada, uma vez que essa regra se aplicaria apenas aos prestadores de serviços, já que o Governo brasileiro não perderá a oportunidade de bloquear, monitorar, filtrar e analisar todo o conteúdo disponível para determinar o que seria mais “isonômico”.

Pois bem, hoje colocada em prática uma decisão de um juiz proferida no começo da semana usando o Marco Civil como base comprovou o que avisamos. O Marco Civil da Internet é um instrumento de Censura.

Independente de a empresa estar certa ou errada sobre informar dados de seus usuários. E isto abre um novo precedente. E é possível afirmar que qualquer juiz tem amparo legal para prejudicar a vida de milhares de usuários e derrubar qualquer sistema.

Principalmente se lembrarmos que existem lobby de setores loucos para barrar serviços como o Netflix, Uber, Air BNB e o próprio WhatsApp.

Vale também lembrar a competência e prontidão do estado em derrubar PONTUALMENTE no horário definido um serviço em todo pais numa eficiência jamais vista, enquanto não consegue barrar ligações de traficantes de dentro dos presídios do pais.

O precedente está inaugurado e durou até que alguém da justiça tivesse o bom senso de derruba-lo, muito mais pela má repercussão e pelo fato de que os usuários em todo o pais compartilharam meios de burlar o bloqueio. Esse bom senso pode não existir no futuro.

E viva à desobediência civil digital!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Impeachment: Chegou a hora de fazer pressão.

Quem vai votar pelo impeachment de Dilma será a mesma câmara de deputados que aprovou suas contas, mesmo cientes de que havia um rombo astronômico nessas contas.

Então amiguinho, se você é a favor do impeachment é hora de lembrar em quem você votou para deputado federal e começar a perturbar sua vida através de e-mails.

Descubram onde seu deputado reside e envie bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.
O seu candidato não foi eleito? Não tem problema. Você tem o direito de cobrar QUALQUER POLITICO. Fique a vontade para escolher um.

Esses caras precisam sentir o ferro em sua vida pública e particular. Senão vão continuar vendidos.

Organize ou vá a uma mega manifestação nacional, de preferência ainda este ano. Se vir um intervencionista pedindo a volta dos militares, cuspa nele e garanta que isso seja visto e filmado. Eles devem ser tratados igual ou pior a petistas, pois eles atrapalham ao servir de papel de idiota para a mídia vendida.

E vocês que estão mais próximos de Brasilia hora de se juntar e ir lá no congresso num dia de votação qualquer fazer pressão.

Não funcionando descubram onde ficam as residências oficiais de cada um. Deixem bilhetes, recados, faixas, cartazes. Dizendo que você EXIGE que ele vote a favor do impeachment.

Se você ainda não entendeu, nós somos a MAIORIA.

Não há nada que um politico mais tema que perder votos e consequentemente a chance de se reeleger.

No segundo turno das eleições de 2014 10% dos eleitores votaram em BRANCO e 21% se ABSTEVE de votar. Ou seja, não compareceu para votar.

Significa dizer que 31% dos eleitores rejeitaram os DOIS candidatos (36 milhões de brasileiros).

Somados aos 51 milhões de votos que Aécio Neves teve (48% dos votos válidos), podemos dizer que dos votos apurados: 112 milhões que votaram mais os 30 milhões que se recusaram a participar da "festa da democracia", 87 milhões de brasileiros REJEITARAM Dilma como presidente por um segundo mandato.

Isso não é pouco. São 87 milhões de pessoas insatisfeitas contra 54 milhões dos que escolheram Dilma, sem mencionar aqueles que se arrependeram após este primeiro ano desastroso.

Em uma democracia em que uma minoria elege uma presidente que fraudou dados, escondeu informações de uma crise gigantesca causada por má gestão dela própria  para ser reeleita, que mentiu mais ainda dizendo não fazer coisas que fez tão logo assumiu o cargo. Vamos permitir que essa pessoa consiga concluir seu mandato a custa de crimes contra responsabilidade fiscal?



E querem nos fazer crer que devemos respeitar esse tipo de democracia?

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Desobediência civil aplicada: O Exemplo da Espanha

Publicado em: 23 de out de 2013



"Nenhuma lei deve ser obedecida ser for injusta, nenhuma regra deve ser obedecida se desprezar a virtude, nenhum regime político deve ser obedecido se for tirânico e assassino".(Sócrates)


Como vocês sabem gosto de falar sobre Desobediência Civil, eu falei muito o assunto no começo do blog e, após dar um tempo no assunto, estou tornando a aborda-lo aqui. Pois nas manifestações do Brasil os militontos resolveram clamar pela desobediência civil para justificar seus atos.

Desobediência civil é um método de oposição e resistência pacífica ou violenta a um poder político (seja o Estado ou não), geralmente visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão.

Nos protestos ocorridos na Espanha, em maio de 2011, chamaram a atenção do mundo pelo contexto e ineditismo em um pais considerado rico. E é esse exemplo que quero usar rapidamente para falar sobre o Conceito de Desobediência Cívil e fazer um paralelo com o que ocorre no Brasil, onde manifestações completamente irrelevantes ao bem comum da sociedade, pois só favoreceriam uma parcela mínima e que pedem liberação de atos que hoje são considerados crimes, cinicamente transformadas em "manifestação pela liberdade de expressão". Para piorar muitas dessas manifestações pediam intervenção maior do Estado em setores onde o Estado já intervém e em nada são eficientes, além de subsídios em serviços ou itens desnecessários (0,20 R$).

Na Espanha, em protestos que duraram seis dias - e desafiaram um veto a manifestações em vésperas de eleições -, os manifestantes pediam empregos, melhores condições de vida, um sistema democrático mais justo e mudanças nos planos de austeridade do governo socialista espanhol.

"Eles querem nos deixar sem saúde pública, sem educação pública, metade de nossos jovens está desempregada, eles aumentaram a idade para a aposentadoria também", disse à BBC a manifestante Natividad Garcia.

O principal foco de protestos na praça Puerta del Sol, em Madri, que chegou a abrigar cerca de 30 mil manifestantes. Foram realizadas marchas também em cidades como Barcelona, Valência, Sevilha e Bilbao, mas segundo os jornais, sem relatos de confrontos com a polícia.

É neste momento que eu uso este exemplo do que é a desobediência civil, quando um veto à manifestações em véspera de eleições foi solenemente ignorado pela população insatisfeita com o governo.

Um dos aspectos jurídicos do principio de Desobediência Civil prega o seguinte:

Ele tem lugar quando as instituições públicas não estão cumprindo seu fiel papel e quando não existem outros remédios legais possíveis que garantam o exercício de direitos naturais, como a vida, a liberdade e a integridade física.

Além da Desobediência Civil, também são exemplos de resistência o Direto de Greve (para proteger os direitos homogêneos dos trabalhadores) e o Direito de Revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando a mesma é ofendida), quando você observa que a maioria do povo tem intenção de re-eleger o atual governo então algo está muito errado, e que, talvez; a voz das ruas não represente a voz do povo.


No Brasil é frustrante a forma como o cidadão em geral permite ser tratado como gado. Desconhece por completo qualquer noção de direitos civis, não recorre por eles e pior. Não reage a atos de abuso dos governantes e contra a corrupção. E quando reage o faz de forma completamente deturpada.

Uma mínima parcela da população, supostamente politizada, tem ido às ruas se mobilizando em prol de temas menos importantes como: Redução do preço de passagens (Sem questionar o péssimo serviço que é entregue), a liberação da venda e consumo da maconha, tentar derrubar um governo eleito no primeiro turno por uma maioria esmagadora da população do estado, ou pior: Pedidos de maior intervenção do estado em áreas que ele já atua de forma bem débil.

Fora os que se alienam à sua fé a participam de manifestações religiosas e INÚTEIS como a Marcha Para Jesus.

Nossos governantes, no fundo, devem agradecer todos os dias pelo cidadão brasileiro ser tão alienado a ponto de desconhecer a força do que sua totalidade unida poderia fazer contra uma força repressora, ineficaz e corrupta. Devem agradecer mais ainda que a suposta parcela politizada é estupida demais para realizar manifestações mais inteligentes. Agem como saudosistas do movimento estudantil dos anos 60 e 70 e deturpam tudo em prol da sua agenda politica e de seus partidos.

Enquanto na Espanha manifestantes foram ás ruas por direito social, como emprego; aqui no pais do carnaval, os militantes vão às ruas para depredar patrimônio público e particular pedindo por mais intervenção do estado em serviços onde ele tem falhado em servir.

A verdade é que o objetivo dos black blocs é o esvaziamento das manifestações autônomas e populares e, mais do que isso, de suas bandeiras. Expulsaram da rua os gritos contra a corrupção, as exigências por um melhor serviço público e menos impostos.

'O melhor governo é o que não governa. Quando os homens estiverem devidamente preparados, terão esse governo” (Henry David Thoreau)

A desobediência civil coletiva pode acordar o país

Publicado em: 2 de abr de 2013


"Nenhuma lei deve ser obedecida ser for injusta, nenhuma regra deve ser obedecida se desprezar a virtude, nenhum regime político deve ser obedecido se for tirânico e assassino".(Sócrates)


Por: Paulo Peres Tribuna da Imprensa

Vivemos, atualmente, em um país onde além do Executivo, Legislativo e Judiciário, existem outros poderes (banqueiros, ONGs, pirataria, narcotráfico, milícias, bicheiros etc.) todos envolvidos e protegidos por algumas autoridades corruptas e parte da imprensa manipulada.

Caso o instituto da desobediência civil fosse colocado em prática pela maioria da população, certamente, iria obrigar as autoridades passarem a se incomodar mais com a opinião pública. A desobediência civil é um dos mais eficazes instrumentos de defesa da cidadania.

“Em face do tirano ou de atos tirânicos, a resposta da sociedade civil deve ser a desobediência coletiva. Gandhi deu um grande exemplo de exercício da desobediência civil. A Índia, fraca e indefesa, pela desobediência civil dobrou o orgulho do Império britânico. Depois, nos Estados Unidos, Luther King, com os instrumentos da desobediência civil, enfrentou o racismo odioso e derrubou as leis de segregação racial”, explica João Baptista Herkenhoff, magistrado e professor da Faculdade Estácio de Sá de Vila Velha (ES).

Segundo o magistrado, “a desobediência civil é sempre apropriada quando a luta individual é impotente para vencer a injustiça e o arbítrio. Cabe, não só quando se defendem princípios como os que alimentaram a ação de Gandhi e de Luther King. Ali, onde se despreze a cidadania, onde se violem os direitos humanos, onde o Estado se pretenda onipotente, ali tem pertinência a desobediência civil”.

Mas tudo exige organização. Diante de um determinado caso concreto de abuso, será preciso que entidades civis e líderes sociais conclamem o povo para coletivamente desobedecer, segundo Herkenhoff. “Para que esta reflexão não fique no ar, vamos exemplificar com a hipótese de multas de trânsito lavradas atabalhoadamente, fato que ocorre de Norte a Sul do país. O cidadão é notificado de que avançou um sinal, ou estacionou em local proibido, ou cometeu outra transgressão, após ter transcorrido alguns meses do fato supostamente ilegal. Como pode alguém se lembrar de fatos dessa natureza, já passado tão longo tempo?”

As autoridades devem saber que, as pessoas lutam pela vida, enfrentam filas, sofrem danos nos seus veículos por omissão dos poderes públicos (buracos nas ruas e estradas). “As pessoas não têm como única preocupação na vida as relações com departamentos de Trânsito. E o que dizer dos motoristas profissionais, trabalhadores que prestam um serviço público da maior relevância, ganhando o pão com o suor do rosto, diante desse quadro? São os maiores prejudicados, surrupiados na sua modesta renda por força de sucessivas multas que não podem ser verificadas. A notificação deveria ser feita 24 ou 48 horas após a transgressão”, salienta o magistrado e professor.

Só assim seria possível ao cidadão constatar se realmente cometeu a infração, ou se a multa foi abusiva, ressalta João Baptista Herkenhoff, lembrando que muitos dos controles são hoje eletrônicos. E quem garante que os controles eletrônicos são perfeitos? As multas, como têm sido sobejamente aplicadas, ferem o “direito de defesa” e agridem o “princípio do contraditório”, fundamentos do regime constitucional. Traem a lisura, a confiança e a honestidade que devem vigorar nas relações do poder público com o cidadão. Configuram uma situação que justifica e aconselha a desobediência civil. Mas isso é o mínimo, num país com tantos problemas administrativos e tamanha corrupção.

Nota do Blog: Não é de hoje que abordo esse tema no "Shogunidades". É realmente frustrante como o cidadão brasileiro desconhece por completo qualquer noção de direitos civis, não recorre por eles e pior, não reage. Permite ser tratado como gado, com desdém das autoridades, omisso e calado contra descaso, a incompetência e a má vontade dos governantes.

A Desobediência Civil: Conceito

Publicado em: 15 de abr de 2009



Desobediência civil
é um método de oposição e resistência pacífica ou violenta a um poder político (seja o Estado ou não), geralmente visto como opressor pelos desobedientes. É um conceito formulado originalmente por Henry David Thoreau e aplicado com sucesso por Mahatma Gandhi no processo de independência da Índia e do Paquistão.

A idéia predominante abrangida pelo ensaio era de auto-aprovação e de como alguém pode estar em boas condições morais enquanto "escraviza ou faz sofrer um outro homem"; então não precisamos lutar fisicamente contra o governo, mas sim não apoiá-lo nem deixar que ele o apóie estando você contra ele.

O autor americano Henry David Thoreau foi o pioneiro a estabelecer a teoria relativa dessa prática em seu ensaio de 1849, originalmente intitulado "Resistência ao Governo Civil", que mais tarde reintitulou "Desobediência Civil".

Vale ressaltar, no entanto, que antes de Thoreau, existiram outros que, através de teorias próprias mas acessórias a outras teses principais, também esposaram atos que demonstram atos de desobediência civil, como faz Antígona, na peça Grega de Sófocles. Também outros teóricos, em especial do Iluminismo trataram de possibilidades de desobediência quando apresentavam suas obras de cunho político e jurídico acerca da formação do Estado e da submissão do povo a este, como Hobbes, Rousseau, Locke e Kant.

Muitos dos que praticam a desobediência civil o fazem desprovidos de crença religiosa e o clero frequentemente participa ou lidera ações de desobediência civil. Por exemplo: os irmãos Berrigan nos Estados unidos, são padres que já foram diversas vezes presos em atos de desobediência civil em manifestações contra a guerra.

Buscando uma forma ativa de resistência, aqueles que praticam a desobediência civil escolhem deliberadamente por quebrar certas leis, seja formando piquetes pacíficos ou ocupando ilegalmente algum prédio. Fazem isso na expectativa de que serão presos, ou até mesmo atacados pela autoridade. Existem métodos já estudados de como reagir a ataques e tentativas de prisão, de maneira que possam fazê-lo sem resistência, passivamente, sem problemas para as autoridades.

Aspectos jurídicos

A Desobediência Civil, de acordo com alguns teóricos juristas brasileiros e estrangeiros, como Maria Garcia, Machado Paupério e Nelson Nery da Costa, é uma das formas de expressão do Direito de Resistência, sendo esta uma espécie de Direito de Exceção que, embora tenha cunho jurídico, não necessita de leis para garanti-lo, uma vez que se trata de um meio de garantir outros direitos básicos. Ele tem lugar quando as instituições públicas não estão cumprindo seu fiel papel e quando não existem outros remédios legais possíveis que garantam o exercício de direitos naturais, como a vida, a liberdade e a integridade física.

Além da Desobediência Civil, também são exemplos de resistência o Direto de Greve (para proteger os direitos homogêneos dos trabalhadores) e o Direito de Revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando a mesma é ofendida).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Gigante Acordou, mas ainda tropeça no próprio sono.



São Paulo e Rio anunciam redução das tarifas do transporte público

Em São Paulo, passagens de ônibus, metrô e trens voltarão a custar R$ 3. Tarifa de ônibus baixou de R$ 2,95 para R$ 2,75 no Rio.

Conseguiram abaixar as passagens?

Que ótimo! Vão tirar dinheiro da saúde ou da educação para compensar isso. Nunca do cartel das empresas de ônibus, que vão continuar prestando o mesmo serviço porco de sempre. Na pior das hipóteses vão criar ou aumentar imposto para isso. Parabéns pela conquista, que na minha opinião, é inútil.

O gigante acordou, mas parece que ainda está sonado e remelento.

Não adianta nada protestar e ir contra o "sistema" ou qualquer coisa sem uma contra-proposta. E a única proposta de vocês é pedir mais interferência do estado que já não consegue cuidar do básico.

Antes que digam: "Pelo menos nós fizemos alguma coisa. E você fez o que?" Eu respondo. Avisei o tempo inteiro que iria ser inútil.

CNN

A CNN, maior rede de jornalismo da TV americana e mundial, fez uma reportagem especial sobre os verdadeiros motivos por trás dos protestos ocorridos em várias cidades do Brasil.

O Brasil está vivenciando atualmente um amplo colapso de sua infraestrutura. Há problemas com portos, aeroportos, transporte público, saúde e educação. O Brasil não é um país pobre e os impostos são extremamente altos. Os brasileiros não veem motivo para terem uma infraestrutura tão ruim quando há tanta riqueza e tantos impostos altos. Nas capitais estaduais as pessoas chegam a gastar 4 horas por dia no tráfego, seja em seus carros ou em transportes públicos lotados e de má qualidade.  

A CNN entendeu. Só faltam os Brasileiros

Aguardemos qual vai ser a próxima pauta.


Vandalismo

Não é por 0,20

"A Dilma foi contra a ditadura. Foi presa. Procura lá na ficha dela os roubos que ela fez. Por que a gente não pode fazer isso?", disse. De acordo com ele, a tarifa é apenas a "faísca" de tudo que vem acontecendo. Entre os partidários do quebra-quebra como instrumento político, há punks e pichadores, entre outros grupos. Os gritos de guerra deles são "Sem moralismo, sem moralismo" e "Se não quebrar não vai rolar".

http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,vai-ter-mais-diz-manifestante-que-participou-de-quebra-quebra,1044357,0.htm

Vamo pra rua fazer o certo

https://www.facebook.com/photo.php?v=472645819491752
Pobre menino, nem sabe o que está dizendo, coitado. Esse é fruto do PT

Que Brasil lindo vocês estão construindo. Só que eu não quero viver nele. Posso vandalizar o mundinho perfeito de vocês quando terminarem de construí-lo?

Ferre quem te Ferra

O lado bom dessa história é que alguns pensam da mesma forma que eu e decidiram ir perturbar a vida dos governantes:




Tá nas redes: manifestantes marcam protesto em frente à casa de Cabral
http://m.jb.com.br/rio/noticias/2013/06/18/ta-nas-redes-manifestantes-marcam-protesto-em-frente-a-casa-de-cabral/

sexta-feira, 14 de junho de 2013

V de Vinagre: Uma revolução temperada de estupidez



A trolagem do dia nas redes sociais fica por conta da patética tentativa de Policia Militar prender quem esteja portando uma garrafa de vinagre sob a alegação de que ele serve para proteger contra o uso do gás lacrimogênio.

Percebam o nível de imbecilidade das autoridades deste pais. Eles devem pensar pela seguinte lógica: "Nós vamos repreender seu manifesto com uso de bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. Por gentileza pedimos que aceite a bordoada, não se defenda nem use de nenhum item para se proteger. Principalmente itens que possam ser adquiridos em supermercados".


É mais uma piada pronta desses "jênios" que governam o país. Somos de fato uma Idiocracia.

Só falta reprimirem a venda e o consumo do vinagre nas saladas e no preparo de frango em todo o Brasil. Eu já me sinto um criminoso.

Quem sabe não rolem Marchas pela "legalização do vinagre"? Já imagino os gritos do povo: "Ei, policia, vinagre é uma delícia!", "Um por todos e todos pelo vinagre" ou "Vinagre Power". Se rolar, eu estou dentro.

Agora, falando sério.

Como eu escrevi ante ontem os protestos começaram errado, na minha opinião pelo motivo errado (na verdade contra um motivo final não contra o causador). O debate não pode ficar só no aumento das passagens. Nenhuma palavra foi dada nestes protestos contra a PEC 37, por exemplo.

Você pode entender melhor isso lendo aqui, aqui e aqui.

Mas a repercussão dos protestos tomou uma proporção que pode no final acabar servindo pra discutir outros aspectos mais importantes que mereciam maior atenção e levam, a por exemplo: o aumento das passagens.

Gastos com a copa e olimpíadas comeram soltos, FIFA e COI se sobrepondo a constituição, farra com dinheiro público em elefantes brancos; enquanto isso quem reclamava era rotulado de reacionário, urubólogo ou negativista por ser contra o "progresso" que o governo estaria promovendo no país.

Minha intenção não é desestimular ninguém a protestar, quer protestar contra o aumento das passagens, proteste. Apenas tenha em mente que o buraco é muito mais embaixo, e que as passagens caras x má qualidade do serviço prestado é apenas uma consequência do tipo de governo irresponsável e com projeto de poder de um grupo de políticos e empresários que vem sendo praticado no Brasil.

Afirmo a todos os amigos, querem ir se manifestar? Vão, mas se notarem a presença de mais bandeiras de partido que de faixas de protesto, apenas criticas um determinado partido ou a um tema de menor importância. Voltem para casa pois o nosso problema não é só um, e nem só um partido, mas sim todos eles. Não permitam que definam ou direcionem a sua insatisfação ao interesse deles.

Não deixem que te digam pelo que deve se revoltar. A revolta e os motivos são seus, só seus. Mas podem ser iguais aos de muitos outros.

Continuo não concordando muito com os métodos e a exigência inicial: Redução das passagens ou custo 0. Mas só me resta apoiar e torcer para que o verdadeiro debate seja colocado em evidência algum dia: Um estado inchado, caro, ineficiente, incompetente e opressor.


Ou o Vem pra rua é um: "Junte-se a nós voluntariamente e manifeste-se também pelo que quiser!" ou será apenas um: "Junte-se a nós, que somos estatistas fanáticos e socialistas, por uma causa que ninguém especificou qual é, e talvez tenha o risco de contribuir para uma manifestação em prol de algo de que você discorda e cuja solução pode ser muito pior que o problema, senão vou considerá-lo um acomodado egoísta que quer que as coisas continuem ruins!



Mais sobre: Carta aos Revolucionários / Ou como realizar um protesto http://shogunidades.blogspot.com.br/2013/06/carta-aos-revolucionarios-ou-como.html

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Artista de rua dá lição de moral em policiais militares de SP

Eu já disse uma vez aqui que onde houver desrespeito aos direitos humanos fatalmente teremos um policial militar envolvido. Vejam o vídeo e comprovem.



Não é a toa que sempre veremos manifestações de militantes de esquerda ganhar razão mesmo quando estiverem errados. A policia mal preparada sempre dará razão a eles.

Uma pena que eles não agirão como este artista, que consciente de seus direitos, deu um tapa na cara sem mão nesses animais de farda.

Em tempo: Avisem ao "puliça" que orelhão da telefônica não é patrimônio público, pois a Telefônica é empresa privada que tem uma concessão pública.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Showmício de Cabral na cinelândia é atrapalhado por grupo do Ocupa Rio

Essa é mais uma noticia que você não lerá no Globo e demais midias lambe botas:

No dia 10/11 o des-governador Sérgio Cabral organizou um showmício na Cinelândia para defender a destinação dos recursos do pré-sal do Rio para o seu estado e a Ocupa Rio, localizada no mesmo lugar, temia ser varrida pela repressão.

O pessoal da ocupação agiu de forma pacífica, dando um show de desobediência civil, levantando a grande faixa "ESTE GOVERNO NÃO NOS REPRESENTA" e sentando ou deitando no chão em momentos críticos.

Em determinado momento, eles se dirigiram ao palco com os gritos de "NÃO, NÃO! NÃO NOS REPRESENTA!!!", "FESTA NÃO, PARTICIPAÇÃO" e "FORA CABRAL" etc etc., conseguiram contagiar a platéia, formando uma grande voz, ao ponto que nenhum representante político teve a coragem de subir ao palco e a imprensa, coitada, esta não sabia para onde apontar suas obedientes câmeras.

Celebridades como Regina Casé, Xuxa etc. ficaram sem saber onde enfiar a cara, pois ninguém lá embaixo as escutava. A voz do povo era mais alta! "Queremos ser ouvidos", gritava a multidão. O Lulu Santos teve que cantar com uma batida de funk super alta atrás, porque só com o seu violãozinho não haveria como superar o coro dos manifestantes.

Mas o mais impressionante é que a ação do #OcupaRio, mesmo sem liderança alguma, se auto-coordenou de maneira quase inacreditável por todos, como um verdadeiro cardume... por exemplo, por diversas vezes, a galera sentava no meio do ato e começava a ler em voz alta (utilizando o recurso de microfone humano - onde um fala uma frase e todos repetem logo em seguida) o seguinte texto:

Sérgio Cabral

Nós do povo!
Cansamos de ouvir!
E queremos falar!
Injustiça é:
640 para guarda municipal
760 para professor
960 para bombeiro
17000 para o governador

Injustiça é milícia!
Corrupção na polícia!
Injustiça é o Rio desigual!
Onde gente morre em fila de hospital!
Injustiça não é só no petróleo!
Injustiça está debaixo dos nossos olhos!

Sérgio Cabral!
Nós do povo!
Cansamos de ouvir!
E queremos falar!
Ocupar a praça!
Ocupar o Rio!
Ocupar o mundo!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Policiais civis proibidos de usarem fitas vermelhas em solidariedade aos Bombeiros presos



RIO - Delegados da Polícia Civil do Rio foram orientados, na manhã desta quinta-feira, a punir policiais civis que forem flagrados usando fitas vermelhas em solidariedade aos 439 bombeiros militares que estão presos em Niterói por terem participado da invasão do QG do Corpo de Bombeiros. A determinação chegou por telefone às delegacias regionais da Polícia Civil no estado.

Comentário: Até mesmo policiais civis, que não estão subordinados ao código militar ele manda calar. Definitivamente o Gov. do estado do Rio desconhece o sentido de democracia e liberdade de expressão. Como se jã não bastasse ter 'queimado' a imagem do BOPE com a população, ao ordenar o ataque contra os manifestantes, ele insiste em manter essa postura fascista e babaca, bem do tipo de criança mimada que ele é.

Ele só reconhece a liberdade dos maconheiros de fazer apologia às drogas em marchas inúteis. Talvez porque também curta um "beq," quem sabe?

E aquele que se diz defensor dos militares fracos e oprimidos, Jair Bolsonaro, o que tem a dizer sobre a prisão dos 439 bombeiros?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Desobediência civil aplicada Pt1: Poder da massas

Publicado originalmente em 16/04/09

Recentemente vimos em todos os jornais um caso aqui no Rio de violência contra passageiros de trem partindo de funcionários da Supervia. Funcionários que, em tese, deveriam garantir uma melhor segurança e auxiliar no embarque dos vagões dos passageiros; que pagaram passagem para ,entre outras coisas, ir trabalhar.

Vimos cenas de agressões e derrespeito dignas do embarque dos judeus alemães rumo aos campos de concentração nazistas; onde lá posteriormente seriam exterminados.

É neste momento que eu emprego o uso da desobediência civil. É frustrante como o cidadão em geral permite ser tratado como gado. Desconhece por completo qualquer noção de direitos civis, não recorre por eles e pior. Não reage a atos de abuso como esse.

Mal sabe ele em toda sua ignorância que ele tem direito de defender-se mesmo que de forma agressiva.

Um dos aspectos juridicos do principio de Desobediência Civil prega o seguinte:

Ele tem lugar quando as instituições públicas não estão cumprindo seu fiel papel e quando não existem outros remédios legais possíveis que garantam o exercício de direitos naturais, como a vida, a liberdade e a integridade física.

Não prego a violência como resposta a violência como solução, até por que havia entre os agentes um policial fardado e armado. Que alias foi conivente com as agressões. Normal vindo de um PM. Onde há abuso aos direitos civis, truculência contra um cidadão possivelmente terá um policial militar envolvido.

Continuando, não prego que houvesse de fato uma reação violenta pois havendo um policial armado fatalmente terminaria em tragédia, e as baixas seriam do nosso lado. Digo nosso lado pois me julgo parte de uma frente civil.

Além da Desobediência Civil, também são exemplos de resistência o Direto de Greve (para proteger os direitos homogêneos dos trabalhadores) e o Direito de Revolução (para resguardar o direito do povo exercer a sua soberania quando a mesma é ofendida).


Mas digamos que se toda aquela gente percebesse de que eles eram a maioria contra 4 agentes e um PM? Os funcionários da Supervia no fundo deviam agradecer por serem apenas demitidos e pelo cidadão brasileiro ser tão alienado a ponto de desconhecer a força da sua totalidade unida contra uma força repressora.

O video abaixo fala por mim.


"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)