Millor Fernandes:


Jornalismo, por princípio, é oposição – oposição a tudo, inclusive à oposição. Ninguém deve ficar acima de qualquer suspeita; para o jornalista, não existem santos.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Last in Line - antiga banda de Ronnie James Dio lança primeiro álbum


Em 1983, depois de já ter passado pelo Elf, Rainbow e Black Sabbath, Ronnis James Dio decidiu partir para a carreira solo e para isso juntou músicos de competência clara para tocar seus clássicos e novas composições: Vivan Campbell na guitarra, Jimmy Bain no baixo e Vinny Appice na bateria, a formação que gravou o debut Holy Diver (1983);  Claude Schnell entrou como tecladista para o álbum seguinte, The Last In Line (1984) e essa formação se manteve ainda em Sacred Heart (1985) e The Dio E.P. (1986).

Aos poucos a formação da banda de Dio foi mudando e após a morte do vocalista, em 2010, os membros "originais" resolveram se juntar ao vocalista Andrew Freeman para tocar covers do Dio ao vivo sob o nome de Last in Line.

LAST IN LINE

Antes do lançamento do primeiro disco Heavy Crown, Schnell abandonou o grupo fazendo com que a formação "mais" original, a que gravou Holy Diver, é que entrasse em estúdio com a produção de Jeff Pilson (ex-baixista de Dio também). O futuro da banda ainda é incerto devido ao repentino falecimento de Jimmy Bain em meio à divulgação disco novo em uma turnê com o Def Leppard.

Musicalmente, Heavy Crown obviamente tenta resgatar aquela sonoridade clássica dos primeiros discos de Dio, e isso fica evidente em faixas como Devil In Me, com aqueles riffs característicos de Campbell. Martyr faz o papel daquelas composições mais rápidas à lá We Rock.

Algumas outras boas canções como I Am Revolution, Starmaker e Orange Glow fazem o disco soar bom (apenas isso) de maneira geral; mas dada a expectativa criada em torno da ex-banda de Dio se reunir, acaba sendo um pouco decepcionante ao término das 12 faixas. Talvez se o disco fosse mais curto, com 8 ou 9 canções, a audição seria mais prazerosa.


6.0

domingo, 31 de janeiro de 2016

O Racismo de Phil e a agenda politica da imprensa especializada (Os anos 90 voltaram)


Não quero me alongar muito sobre o caso (ao terminar de escrever percebi que me alonguei, portanto é textão). Todos da cena metálica ao redor do mundo tomaram conhecimento de mais um vexame protagonizado por Phillip Anselmo, (ex-Pantera, Superjoint Ritual, Down) o controverso vocalista aprontou outra em um evento em homenagem a Dimebag Darrell morto em 2004 num atentado, onde muita gente inclusive o irmão de Darrel, Vinnie Paul (baterista do Pantera) culpa Anselmo por várias declarações na imprensa contra Darrell que motivaram o assassino Nathan Gale, um militar com problemas emocionais e fá do Pantera.

Phill sempre foi um desajustado sempre sofreu acusações de pertencer a grupos de skinheads (era o único careca da banda), Trocou as drogas onde quase morreu por overdose em mais de uma vez, pelas bebidas. Pantera que já era acusado de ser um banda racista por fazerem uso da bandeira confederada (lembro que Phill é de Nova Orleans, não de Dallas de onde surgiu o Pantera).

Para alguns (principalmente por aqui) a bandeira confederada representa o racismo, quando para a maioria os sulistas que a usam representa somente o orgulho de ser sulista e a luta por sua liberdade e sesseção (ainda que sua luta por separação envolvesse uma questão errada como o uso do trabalho escravo não foi o único motivo pela guerra). Sempre se vincula a bandeira confederada à Klu Klux Klan, que a maioria não sabe foi criada por membros do partido democrata, que hoje representa nos EUA a esquerda americana e são os principais detratores da bandeira confederada.

Aqui no Brasil temos exemplos de orgulho separatista pelos vários movimentos separatistas que ocorreram durante o império. O principal deles do Sul do Brasil, mas todo separatista é um racista? Lembro que a bandeira do estado de Minas Gerais é a bandeira da inconfidência mineira.

Pergunto de novo. Todo separatista é racista?


1997 é logo ali

O fato é que 30 anos depois Phil é acusado de novo de ser racista. Nossa sociedade convencionou, felizmente, que o racismo é execrável. Acho que Phill merece o puxão de orelhas público que está recebendo da comunidade metal em todo mundo.

Mas me permitam fazer o papel de advogado do Diabo para após chegar a conclusão de onde estou querendo chegar com toda essa polêmica alimentada pela imprensa. Eu não acredito, de coração que Phill Anselmo seja racista. É sabido que Phil faz ou fez, parte de algum grupo 'White Power' em Nova Orleans. O cara fez uma piada (ou provocação a alguém) interna que foi mal interpretada. Ele já afirmou varias vezes que não é racista, estou dando o benefício da dúvida a ele pois temos no YouTube a vontade documentos registrados do cara fazendo jans com todo mundo. Inclusive temos disponível uma apresentação dele tocando com o Living Color. (https://www.youtube.com/watch?v=52Vkbf-z8eg) a menos que ele seja um fingido de proporções sociopáticas, um racista genuinamente orgulhoso por ser branco não subiria ao palco para tocar com afro-americanos. Minha opinião que espero não estar redondamente enganado.

Tudo no final as contas vai girar no que as pessoas querem acreditar. Não no que é verdade. E Phil deu margem pra isso. Por isso, o Troféu Asshole deste blog, que estava guardado há um bom tempo, vai pra você Phill, mas ainda gostamos de você.

Mas essas merdas que Phill fala bêbado, ao meu ver, causou indiretamente a morte de um amigo. Ou aprende que ele é uma pessoa publica e se assume se realmente é racista ou entende que o que ele fala tem efeito em cabeças fracas tipo a do cara que foi encher o Darrell de bala.

Por outro lado vejo pessoas criticando Phill o chamando de racista, mas alguns desses são fãs de Burzum. Parabéns para vocês, não consigo separar as coisas dessa forma estranha como conseguem fazer.

A imprensa ideológica

O site metal Sucks num trabalho de jornalismo investigativo inédito na história da imprensa especializada (percebam o meu sarcasmo aqui) foi atrás da garrafa que Phill estava consumindo nos bastidores do Dimebash. Descobriram que não era vinho branco mas sim vodka com batida de limão. Em seguida Phill arrega e pede desculpas por ter sido um grande idiota. Mas deixa implícito que rolou algum atrito nos bastidores referente a morte de Darrell. E que o sieg heil era uma piada interna sobre o que rolou.

Em seguida a namorada de Dimebag, Rita Haney faz uma declaração pública confirmando a existência do vinho branco ao mesmo tempo que critica o gesto de Phill e perdoa seu pedido de desculpas.

A imprensa especializada está aproveitando o caso para cagar regras sobre o metal. Como se o gênero fosse uma coisa fofa unanime que prega amor, tolerância cantarolando as ideias de John Lennon de mãos dadas. Não é, e nem deve ser. Não a toa existem diversos tipos de bandas e artistas que propagam todo tipo de ideia. Boa ou ruim de esquerda ou de direita. Temos algumas histórias de assassinatos, rixas de gangue e outros momentos nada amorosos. Fica claro que a imprensa especializada segue a mesma linha progressista ditadora de regras louca para achar alguém para ser crucificado em prol do cumprimento dessa agenda querendo impor um pensamento único e ideologicamente ligado com as supostas convicções desse pensamento.

Heavy Metal sempre foi um meio de desajustados. Alguns se ajustaram com a idade, outros não. Mas o Heavy metal sempre flertou a com escuridão da alma humana, com os seus piores aspectos, muitas vezes refletido no comportamento dos artistas.

Se alguém considera realmente que ele seja racista é simples. Parem de consumir tudo que ele produzir e parem de dar pageviews a matérias relacionadas a ele. Eu quando não aprovo a conduta de um artista o boicoto. Um exemplo disso é que eu não consumo nada produzido por bandas que exaltam assassinos como Che Guevara - que era racista, e não faltam declarações do próprio que comprovam isso - e ditaduras como Cuba como faz o Rage Against the Machine.

Até aqui a atuação da imprensa especializada, principalmente a brasileira, tem sido de total sensacionalismo com o caso pendendo somente na criação de um monstro para combater, quando ela, se quisesse poderia atacar artistas do meio que assumidamente possuem o comportamento o qual querem condenar, ou apoiam irrestritamente governos que praticam aquilo que dizem condenar. Não o fazem por ideologia.

Algumas pequenas considerações:



- Robb Flyn, frontman do Machine Head gravou um video fazendo duras criticas a Phill e ao Pantera como um todo por esse ato de racismo. O Pantera era comporto por quatro pessoas, atribuir mancha ao legado da banda por conta da atitude de um membro, ainda mais depois de banda ter terminado é um erro. Porém, Flynn tem um histórico, e tem uma passagem no mínimo incoerente pra quem diz se incomodar tanto com um sinal de "Sieg Heil". Quando ao comprar o apartamento havia uma clausula dizendo que o imóvel não poderia pertencer a um negro. Ele comprou o apartamento assim mesmo.

- Flynn não demonstrou aversão ou desconforto ao posar nessa foto do Gary Holt (Exodus) e Jeff Hanneman (R.I.P) ex-slayer, brincadeira ou não Hanneman era outro que vivia sofrendo acusações de ser nazista. Mesmo dividindo palco com um cubano e um chileno.

- Rita Haney, ex de Darrell também fez um comentário sobre a postura de Robb insinuando existir mais coisas nos bastidores do que veio a público.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Dream Theater ousa com disco duplo e distópico

Resenha de fã é complicada... como diz o professor Regis Tadeu, todo fã é um idiota. Eu sou fã do Dream Theater, logo sou idiota? Tentarei não ser... 

Eis que o quinteto de metal progressivo lança seu novo álbum, The Astonishing, o terceiro consecutivo com a atual formação (James LaBrie no vocal, John Petrucci na guitarra, John Myung no baixo, Jordan Rudess nos teclados e Mike Mangini na bateria) e que foi mais uma vez produzido por John Petrucci, que desta vez além da produção cuidou das letras do trabalho, que é o primeiro disco conceitual do Dream Theater em quase quinze anos. The Astonishing é duplo e possui uma quantidade enorme de faixas, são 20 no primeiro cd e mais 14 no segundo. Fica impossível fazer uma resenha do tipo "faixa a faixa" até mesmo porque um disco dessa magnitude merece algumas boas e focadas audições antes de qualquer coisa. 



A história é interessante - apesar de um pouco clichê -, trata-se de uma distopia que se passa em 2285 onde a música não é mais praticada por seres humanos e somente por máquinas, e um grupo de rebeldes tenta derrubar o Grande Império do Norte, que controla o lugar. Ao longo das 34 faixas em pouco mais de 2 horas você escuta as aventuras de personagens como Gabriel, Evangeline, Arhys, Imperador Nafaryus, Faythe, entre outros.
Quando a lista de canções do álbum foi totalmente divulgada eu imaginei que ao menos umas 15 dessas 34 faixas seriam aqueles prelúdios e interlúdios que duram menos ou pouco mais de 1 minuto e que geralmente são passagens instrumentais climáticas ou diálogos, mas para a minha absoluta surpresa, das 34 faixas apenas umas 5 tem essas características. O restante são canções completas mesmo; nada de grandes suítes desta vez. A canção mais longa tem 7 minutos e 40 segundos. 
Musicalmente tem a melhor sonoridade dos discos com Mike Mangini, o bumbo está mais nítido aqui e a timbragem dos demais instrumentos está melhor também. Ficou claro ao ouvir o disco de cabo a rabo que Jordan Rudess teve um papel importante na composição e falar da execução é chover no molhado, Rudess é de fato um dos grandes tecladistas da história; John Myung dispensa maiores comentários, o cara é um monstro; o já citado Mike mangini teve uma performance absurda e está muito mais solto dentro da banda e eu já o imagino fazendo aquelas caretas engraçadas tocando alguns temas desse disco ao vivo; deixo para o final os dois destaques individuais: James LaBrie fez um disco perfeito. Além de interpretar todos os personagens (é bom lembrar que isso aqui é uma ópera rock, com diversos personagens, teoricamente parecido com o que faz o Avantasia com 10 vocalistas diferentes, por exemplo), LaBrie não exagerou nas notas altas como tem costume e gravou um disco absolutamente correto. E John Petrucci... o grande idealizador da história, do conceito, o produtor e líder. Um monstro sagrado do instrumento (calma, fã! calma!) fez em The Astonishing alguns dos seus riffs e solos mais marcantes da carreira.
Como eu já escrevi, impossível aqui comentar faixa a faixa, o que digo é: se você gosta da banda, gosta de rock e metal progressivo, tire um tempo e escute o disco do início ao fim. 
A minha favorita? Our New World. Um hard rock melódico com um riff delicioso, as linhas de bateria são excelentes (old school, estilo Portnoy) e um refrão marcante. 
Outros destaques: a instrumental Dystopian Overture é um show à parte, com seus altos e baixos e clima circense. The Gift Of Music foi uma ótima escolha para primeiro single e The Answer é tão linda que dá até pena que ela não tenha nem 2 minutos. Eu gostei dessa abordagem mais circense também em Lord Nafaryus. As melodias iniciais the A Savior in the Square são emocionantes. A New Beginning também é um dos destaques do disco 1.
No disco 2 tem a já citada Our New World, a faixa que dá nome ao álbum, o segundo single Moment of Betrayal, a pesada The Walking Shadow e a emocionante Losing Faythe.
Meu lado fã daria uma nota 9 porque, como nem tudo é perfeito, 34 faixas é MUITA coisa e uma ou outra canção sempre acaba não sendo tão empolgante assim; nada que tire os méritos da história, dos músicos ou que arruine o andamento do disco. Meu lado blogueiro dá nota 9 também, pelos mesmos motivos.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Os melhores do ano de 2014 do Metal/Rock escolhidos pela equipe do Shogunidades

2014

A equipe e os colaboradores do Shogunidades escolheu os melhores discos do ano de 2014, como fazemos tradicionalmente desde 2010. Falar sobre a qualidade dos lançamentos do metal/rock nos últimos já está se tornando clichê e as votações tem se tornado cada vez mais difíceis, embora o vencedor deste ano tenha nadado de braçada na votação. Um dos motivos que mais me alegram nessa seleção é a inédita variedade de gêneros representados nesta lista final.




Na décima quarta posição temos um triplo empate:

14 - Machine Head - Bloodstone & Diamonds
(Groove metal, Thrash metal, Metalcore)



"Blodstone & Diamonds" do Machine Head era um dos discos mais esperados do ano e por este motivo seu lançamento acabou dividindo muitas opiniões. Não foram poucos os que acharam o disco a decepção do ano e também não foram poucos os que o adoraram. Por isso ele acabou na 14ª quarta posição empatado com outros dois discos:

Opeth - "Pale Communion"
(Metal Progressivo/Doom)

Transatlantic - “Kaleidoscope”
(Rock progressivo)



13 - Flying Colors “Second Nature”
(Rock pregressivo, Hard rock)

O Flying Colors chegou ao seu segundo disco. Outro supergrupo que tem o baterista Mike Portnoy em sua formação, junto com Steve Morse (guitarra), Neal Morse (teclados), Dave LaRue (baixo) e o vocalista Casey McPherson. A intenção era juntar uma galera barra pesada do rock progressivo com um vocalista de pop/rock para conseguir o meio termo entre as coisas. O debut de 2012 já foi um dos grandes trabalhos daquele ano e a banda repete a dose agora. Destaques: Open Up Your Eyes, Mask Machine e A Place In Your World. [Carlos Henrique - Colaborador e editor do blog: That Rock music blog]


12 - Slash Featuring Myles Kennedy & The Conspirators - “World on Fire”
(Hard rock)


Slash está em uma ótima fase. Após o aclamado Apocalyptic Love (2012), o ex-guitarrista do Guns n’ Roses vem com World on Fire, novamente acompanhado pelo vocalista Myles Kennedy e pela banda de apoio The Conspirators. Eu sou um crítico forte em relação a discos com uma grande quantidade de faixas, mas abro uma exceção ao Slash; no disco anterior foram 15 faixas e neste novo são 17! E em nenhum momento a peteca cai ou bate um cansaço e vontade de ouvir outra coisa. A criatividade do cara está em alta com grandes riffs, solos e melodias, e Myles se destacou com belos refrãos e uma apresentação correta em todo o disco, como na incrível Too Far Gone. Destaques: World on Fire, Automatic Overdrive, Bent to Fly, 30 Years to Life, Safari Inn e Shadow Life. [Carlos Henrique - Colaborador e editor do blog: That Rock music blog]


11 - Accept - "Blind Rage"
(Heavy Metal, Tradicional, Power)


O Accept, desde de "Blood of Nations" vem numa produção de petardos invejável. Que tiram quaisquer resquícios de saudades até do mais fanático fã da era de Udo Dirkschneider nos vocais. Eu particularmente não sinto saudades. [MV Shogun]

10 - Ratos de Porão - "Século Sinistro"
(Punk, Hardcore)
Quer saber a quantas anda o mundo nos últimos cinco anos? Ouve o novo do Ratos, melhor do que qualquer site de notícias [Rafael Cavalcanti]


9 - Mastodon - "Once More ‘Round the Sun”
(Metal Progressivo, Stoner, Sludge)

Esses caras do Mastodon... acho que não resta dúvida alguma que eles são uma das cinco maiores bandas da atualidade. A cada disco que lançam a qualidade é ainda maior. Vira até clichê falar dos caras. Seu StonerProg continua com o selo máximo de qualidade. Sem mais. Destaques: The Motherload, Tread Lightly, High Road e Chimes at Midnight. [Carlos Henrique - Colaborador e editor do blog: That Rock music blog]

8 - Grand Magus - "Triumph And Power"
(Heavy/Doom)



7 - Overkill - "White Devil Armory"
(Thrash metal)

O Overkill vem mantendo a sua média de bons discos. "White Devil Armory" é Thrash metal impiedosamente tocado do inicio ao fim, sem delongas e sem firulas com mais uma atuação impecável de seu vocalista, Bobby Blitz. "Armorist" é uma das musicas do ano! [MV. Shogun]

6 - Project46 - "Que Seja Feita a Nossa Vontade"
(Metalcore, hardcore, death)
A banda paulistana segue sem freio em um segundo trabalho de tirar o chapéu. [Rafael Cavalcanti]



5 - Cavalera Conspiracy - "Pandemonium"
(Metalcore, Death, Thrash metal)

Max & Igor continuam desafiadores em um álbum sem concessões à melodia ou estéticas mais rebuscadas [Rafael Cavalcanti]


4 - Killer Be Killed - "Killer Be Killed"
Varios (Metalcore, Thrash metal)

Confesso que na primeira ouvida achei o disco meio confuso, por duas razões: primeiro o lance de ter três caras dividindo os vocais, de início me senti um pouco perdido; segundo porque o álbum apresenta em alguns momentos uma modernidade que eu não esperava. Sinceramente, quando foi anunciado o projeto, para mim viria uma das coisas mais brutais que o metal produziria este ano, e de repente me deparei com melodias que soam como as atuais bandas do chamado metalcore americano.
Foi uma estreia com o pé direito. Dificilmente veremos esses caras tocando ao vivo ou fazendo longas turnês (talvez um show aqui, outro ali...), mas fica a esperança de que isso não acabe neste primeiro álbum (como aconteceu com o Nailbomb, de Max, por exemplo, mas isso é outra história).[Carlos Henrique]


3 - SepticFlesh - Titan
(Death Metal, Technical Death metal)


Os caras simplesmente lançam um disco duplo de qualidade, técnica e peso tão absurdos. Que seria uma ofensa eles não estarem nessa lista.




2 - Exodus - Blood In, Blood Out
(Thrash metal)


Talvez a surpresa do ano. O nem tanto. Muito se falou sobre a saída do bom vocalista Rob Dukes (que deu nova cara e injetou sangue novo e adrenalina nas apresentações da banda ao vivo) e do retorno de Steve Zetro Souza, que tinha saído da banda de maneira não muito amigável. [MV. Shogun]

Disparado o melhor álbum e melhor surpresa de 2014 já que não sou fã do vocal do Zetro. Mas eu gosto do vocal do Mustaine, quero ter razão como, né? Então vá lá! [Rafael Cavalcante]



E o campeão:

1 - Behemoth - The Satanist
(Black, Death metal)

O trio liderado por Adam ‘Nergal’ Darski (vocal e guitarra), que é acompanhado por Tomasz ‘Orion’ Wróblewski (baixo e voz) e Zbigniew Robert ‘Inferno’ Prominski (bateria), retorna com um trabalho inédito cerca de cinco anos após “Evangelion”, de 2009; durante esse tempo a banda foi pega de guarda baixa com um diagnóstico de leucemia no líder Nergal, que o fez passar por um forte tratamento até a sua cura, o que serviu de grande inspiração para a composição deste álbum.

Extremamente bem composto e com uma produção excelente, “The Satanist” dá uma aula de brutalidade sem precisar se render à clichês para soar extremo e impactante.





O metal extremo tem um público grande e fiel e um número tão grande quanto de bandas que são aguardadas com discos novos ano após ano. Do mainstream (se é que podemos usar este termo em um gênero como esse) ao underground, 2014 prometeu, e cumpriu, mais uma vez com uma chuva de grandes lançamentos em todos os subgêneros da música extrema.

No calendário do metal extremo, 2014 é o ano do Behemoth! [Carlos Henrique]


Quase chegaram:

Judas Priest - Redeemer of Souls
Prostitute Disfigurement - From Crotch To Crown
Vallenfyre - Splinters
Midnight - No Mercy for Mayhem
Hirax - Immortal Legacy
AC/DC - Rock Or Bust
Blues Pills - Blues Pills
Hatriot - "Dawn of the New Centurion"
Autopsy - "Tourniquets, Hacksaws & Graves"
Evergrey - Hymns for the Broken
Primal Fear - Delivering the Black

As decepções do ano

Arch enemy - War eternal
In Flames - sirens charm
Iced Earth – Plagues of Babylon
Judas Priest – Redeemer of Souls

As listas de cada um:

MV Shogun [Editor do blog]

1 Exodus - Blood In, Blood Out (2014)
2 Behemoth - The Satanist (2014)
3 Accept - Blind Rage (2014)
4 Overkill - White Devil Armory (2014)
5 Hatriot - Dawn Of The New Centurion (2014)
6 Project46 - Que Seja Feita A Nossa Vontade (2014)
7 Outloud - Let's Get Serious (2014)
8 Cavalera Conspiracy - Pandemonium (2014)
9 Primal Fear - Delivering the Black (2014)
10 Evergrey - Hymns for the Broken (2014)

Quase

Machine Head - Bloodstone & Diamonds (2014)
Sanctuary - The Year The Sun Died (2014)
The Haunted - Exit Wounds (2014)
Agressor - Demise Of Life (2014)
Korzus - Legion (2014)

As decepções: Iced Earth, Arch Enemy, In Flames
Rafael Cavalcanti

1. Exodus - "Blood In Blood Out" 
2. Behemoth - "The Satanist"
3. Obituary - "Inked In Blood"
4. Project 46 - "Que Seja Feita a Nossa
Vontade"
5. Madball - "Hardcore Lives!"
6. Cavalera Conspiracy - Pandemonium
7. Autopsy - "Tourniquets, Hacksaws &
Graves"
8. Triptykon - "Melana Chamasta"
9. Ratos de Porão - "Século Sinistro"
10. Cannibal Corpse - "A Skeleton Domain"

quase:
Killer Be Killed
Hatriot - "Dawn of the New Centurion"
The Haunted

Decepções do ano: 
Machine Head com "Bloodstone & Diamonds"
At The Gates - "At War With Reality"

Carlos Henrique

1: “The Satanist” – Behemoth
2: “Kaleidoscope” – Transatlantic
3: “Bloodstone & Diamonds” – Machine Head
4: “Pandemonium” – Cavalera Conspiracy
5: “Pale Communion” – Opeth
6: “Once More ‘Round the Sun” – Mastodon
7: “Voyage” – The Vintage Caravan ****
8: “World on Fire” – Slash Featuring Myles Kennedy & The
Conspirators
9: “Second Nature” – Flying Colors
10: “Blues Pills” – Blues Pills 

**** esse disco foi lançado na Islândia em 2012, mas somente
em 2014 a Nuclear Blast remixou e lançou “no mundo todo”. Se isso burlar as regras, considere o primeiro das menções o substituindo na lista principal.

As 5 menções:
“Killer be Killed” – Killer be Killed
“For the Journey” – Threshold
“Cantigas de Roda” – Raimundos
“ShutUp&Jam!” – Ted Nugent
“Circus Pandemonium” – A.C.T.

Surpresa positiva do ano: “The Hunting Party” – Linkin Park.
Jamais imaginei que destacaria um disco desses caras numa lista de melhores do ano minha.

Surpresa negativa do ano: “Siren Charms” – In Flames. Eu sempre curti todas as mudanças de sonoridade dos caras, mas dessa vez não rolou.

Léo Spellman

1 - Blues Pills - Blues Pills
2 - Rival Sons - Great Western Valkyrie
3 - Behemoth - The Satanist
4 - Exodus - Blood In, Blood Out
5 - Black Label Society - Catacombs Of The Black Vatican
6 - Killer Be Killed – Killer Be Killed 
7 - Grand Magus - Triumph And Power
8 - Project46 - Que Seja Feita A Nossa Vontade 
9 - AC/DC - Rock Or Bust 
10 - Mastodon - Once More´Round The Sun

Menções Honrosas:
- Triptykon - Melana Chasmata
- Unisonic - Light Of Dawn 
- Hatriot - Dawn Of The New Centurion
- Gus G - I Am The Fire

Revelações:
- Blues Pills - Blues Pills
- Crobot - Something Supernatural 

Decepções: 
1 - Pink Floyd - The Endless River

Rodrigo Almeida

1 - Behemoth - The Satanist
2 - The Oath - The Oath
3 - Mastodon - Once More Round The Sun
4 - Hirax - Immortal Legacy
5 - Septic Flesh - Titan
6 - Midnight - No Mercy for Mayhem
7 - Miasthenia - Legados do Inframundo
8 - Speedbreaker - Built For Speed
9 - Ratos de Porão - Século Sinistro
10 - Autopsy - Tourniquets...

Menções Honrosas:
1) Orange Goblin - Back From the Abyss
2) Cemitério - Cemitério
3) Korzus - Legion
4) Necrobiotic - Death Metal Machine
5)Soturnus - of Everything that Hurts...

Augusto Mendes

1. Behemoth - The Satanist
2. Septic Flesh - Titan
3. At The Gates - At War WIth Reality 
4. Vallenfyre - Splinters
5. Prostitute Disfigurement - From Crotch To Crown
6. Illdisposed - With the Lost Souls on Our Side
7. Opeth - Pale Communion 
8. Orange Goblin - Back From The Abyss
9. Wolfmother - New Crown
10. Overkill - White Devil Armory 

Mençoes honrosas:

Bloodbath - Grand Morbid Funeral 
Diocletian - Gesundrian
Machine Head - Bloodstone & Diamonds
Accept - Blind Rage
Mastodon - Once More 'Round The Sun

As decepções: 

Exodus - Blood In, Blood Out
In Flames - Siren Charms (Bosta x100)
Decapitated - Blood Mantra (Duas faixas salvam)


Pablo Rodrigo:

1 Exodus - Blood In, Blood Out 
2 Behemoth - The Satanist 
3 Overkill - White Devil Armory 
4 Machine Head - Bloodstone
5 Korzus - Legion 
6 Valenfyre - Splinters
7 Accept - Blind Rage
8 Hirax - Immortal Legacy
9 Septic Flesh - Titan
10 Hatriot - Dawn Of New Centurion


quinta-feira, 29 de maio de 2014

O heavy metal como exemplo de empreendedorismo


Heavy metal como indicador de riqueza

Publicado também no Site Whiplash em 25/07




Não faço ideia do porque publiquei essa foto. Apenas achei legal...


Fonte: Superinteressante

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, disse uma vez que heavy metal é a “ópera da classe operária”. E tudo indicava que os fãs das bandas de rock pesado eram mesmo, em sua maioria, homens de classe média baixa. Mas não é o que parece. Dá uma olhada nesse mapa que mostra a quantidade de bandas de metal a cada 100 mil habitantes:

Pois é, os “pobres” países da Escandinávia têm a maior concentração de bandas de rock pesado per capita. Alguns cientistas acreditam que os dias frios e cinzentos daquela região combinam com o clima do heavy metal. 

Mas, por não acreditar 100% nessa teoria, o pesquisador Richard Florida, da Universidade de Toronto, decidiu investigar as conexões entre o heavy metal e fatores sociais e econômicos. E, bem, segundo ele, a proliferação de bandas desse estilo é mais forte em países com PIB maior, com níveis altos de criatividade, empreendedorismo e diplomas universitários. 

“Pode parecer estranho, mas o heavy metal não surge na escória da alienação e desespero, e sim no solo argiloso da prosperidade pós-industrial”, diz Florida. “Faz todo sentindo: enquanto novas formas musicais podem nascer em grupos marginalizados, são as sociedades mais avançadas e ricas que detêm a mídia e as empresas de entretenimento que promovem os gêneros musicais. E os jovens ricos têm bastante tempo de lazer e dinheiro para comprar esses produtos”, completa. 



Na rubrica "Single Best Chart", a Bloomberg mostra a concentração de bandas de "heavy metal" nos países mais ricos.

E aí, dá para dizer que agora heavy metal é coisa de burguês?

Riqueza + Empreendedorismo

A pesquisa aponta que o gênero tem menos influência nos lugares pós-industriais devastados, mas continua a ser incrivelmente popular nos países escandinavos conhecidos por sua riqueza relativa, robustas redes de segurança social e incrivelmente alta qualidade de vida. Agora se heavy metal é, ou não, coisa de burguês isso pode ser questionado, especialmente no Brasil.

No começo entre os anos 70 e 80 o heavy metal foi "trazido" para cá por jovens de classe média ( filhos de embaixadores, funcionários públicos e de executivos internacionais) que tinham poder aquisitivo para comprar LPs importados. Porém, foi nas camadas mais baixas que o metal brasileiro floresceu com instrumentos velhos e gravações de baixíssima qualidade, cópias de fitas cassetes. Assim surgiram Sepultura, Dorsal, Sarcofago etc... - eu mesmo tive mais contato ás "novidades" do gênero graças a um amigo de infância que viveu no Japão e voltou ao Brasil nos anos 90, onde pude fazer minhas cópias de fitas k7 de seus Cd's.

O Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. Heavy metal sempre foi tido por muitos como por essência, som dos excluídos. E por ser excluído eu entendo que torna-se vital o ato de "se virar" e a ideia do "faça você mesmo".

A atenção pública no apoio a eventos financiados pelo estado - como comprova a matéria do R7: "Funkeiros ganharam R$ 138 mil para cantar na Virada Cultural" é quase inexistente. Na última virada cultural de SP não foram poucas as criticas pela ausência de artistas nacionais de rock mais pesado no evento, contando apenas com o Ira! (O evento controu com a presença internacional do Uriah Heep, mantendo a tradição que já trouxe ao evento Misfits e Suicidal Tendencies). Ao contrário de edições anteriores que contou com pelo menos um ou dois artistas brasileiros - um "oásis" perdido no meio do deserto cultural popularesco - para o publico tão acostumado a ser ignorado pela mídia e por secretarias de cultura de todo país.

(PS: No Rio em uma das edições do 'Viradão Carioca' houve um palco que contou com um sjow do Korzus além de outras bandas, num caso raro que não é a regra e sim a exceção).

O mesmo pode-se dizer de projetos culturais que se limitam a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas aí já acredito que talvez a coisa dependa mais da vontade de músicos do nosso meio, profissionais ou não, de participar de tais projetos.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. O que torna a coisa mais acessível para quem tem pouca grana. O fato também é que se no Metal no Brasil não há apelo popular. curiosamente sua forma mais pura de existência, o underground, sobrevive no subúrbio das cidades e bairros de classe mais baixa nos grandes centros do país. Como a foto abaixo que ilustra bem a situação:

Foto: Luciano Paz - Tomarock

A foto tirada em Duque de Caxias, Baixada Fluminense-RJ (e cidade onde fui criado) mostra a convivência tranquila entre bangers de uma ponta da rua em um evento underground conhecido como 'Tomarock', e um bar onde tocam apenas grupos de pagode. Eventos como esse ocorrem aos montes na região, cito o 'Piabetá rock' e o 'Cruzada Metal'. Assim como ouros que ocorrem no subúrbio carioca. Eventos e boa vontade para realiza-los existe.

Mas nem só de boa vontade se vive. Num pais que idolatra a carreira pública como única fonte de sucesso profissional; que criminaliza socialmente o lucro e sucesso  - Quantas vezes você já viu alguém metendo o malho num produtor por ele ganhar dinheiro com evento (isso quando acontece dele ganhar) sob a alegação que metal faz porque gosta? - dificulta a vida daquele que quer empreender e viver da sua própria conta e riscos. Não é incomum aparecer algum punk reclamando do custo de 20,00 R$ no ingresso daquela banda sueca lendária. Possivelmente porque este individuo muito não sabe o quanto custa caro realizar qualquer tipo de evento minimante organizado - assim como a maioria brasileira, não faz ideia de onde vem o dinheiro dos "beneficios" sociais e trabalhistas que recebe - respeitando leis e normas altamente complicadas, principalmente com uma banda do exterior, sem precisar molhar a mão de algum PM afim de engrossar o seu soldo por fora por saber que o evento está ilegal. Ou atendendo a reclamações de alguma vizinhança que não se importe com o pagodão comendo solto a noite inteira, mas se sente incomodada com os roqueiros fazendo barulho. E infelizmente eventos de metal/rock não contam com o apoio da Regina Cazé de deputados do PSOL e muito menos com alguma data declarando seu 'deti metal' de cada dia cultura popular.

Particularmente eu até prefiro que as coisas se mantenham assim, detestaria ver o heavy metal virando moeda politica e levantando bandeira para pedidos de "mais estado". Melhor assim, "mais metal e menos estado"...

Você pode criticar - como eu eu critico por um motivo distinto - mas foi o empreendedorismo que deu ao pais a segunda maior banda de sucesso internacional (ainda que fazendo uso escuso de um forte monopólio midiático como uma famosa revista especializada, meu motivo de critica).

O mesmo se pode dizer das tão faladas 'panelas' que a maioria dos músicos reclamam, e que eu mesmo como assessor de imprensa já senti na pele das dificuldades de que alguém envolvido no seu trabalho não ter um bom relacionamento com um produtor ou musico A ou B podem lhe causar. Ainda assim não se pode tirar o mérito de quem criou essa "panela". Então ou você tem três opções: Crie a sua e entre no mercado para competir fazendo um trabalho melhor; Tente entrar naquela que já existe e desfrute das suas benesses;  Ou pode ficar amargurado xingando a tudo e todos e praguejando o mundo pelo seu insucesso.

Se ter e administrar a sua banda jã são gestos de empreendedorismo. Ser produtor sem contar com verba pública é algo ainda mais louvável. Embora eu respeite muito aqueles que conseguem algum financiamento pela lei Rouanet, dada a burocracia e a dificuldade quase acadêmica para se elaborar um projeto pedindo o financiamento para eventos de rock.

Finalizando; por esta analise você pode até discordar da pesquisa de Richard Flórida, talvez ela até possa servir como uma explicação da indigência cultural da nossa nação a ponto de se pagar 38 mil, por um show da Valeska Popozuda (mérito dela que conseguiu se colocar neste patamar e azar nosso por algum governante achar conveniente este valor para um artista popularesco consagrado para se apresentar em um evento chamado "Virada cultural").

Mas se em dois pontos pesquisa se mostra muito correta no que se refere ao Brasil:  É que sim, a riqueza o trouxe para cá. Mas é o Empreendedorismo, principalmente dos mais pobres, que o mantém vivo.


Fontes: 
Superinteressante - http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/tag/heavy-metal/





Eventos:
Tomarock (Duque de Caxias/RJ)https://www.facebook.com/pages/Tomarock/219707451383388

Piabetá Rock (Piabetá - Duque de Caxias)https://www.facebook.com/piabeta.rock

Cruzada Metal (Nova Iguaçú/RJ)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Equipe do Shogunidades elege os 5 Melhores álbuns de Tributo do Heavy Metal


Como todos devem saber, neste ano de 2014 foi lançado pela revista Rock Hard "This is your life" um dos discos mais aguardados do ano, por se tratar de uma homenagem póstuma a Ronnie James Dio, falecido em 2010. Aproveitando a boa repercussão do disco, nós que adoramos uma lista, decidimos pegar uma lista dos lançamentos mais proeminentes do gênero para dela eleger os 5 maiores tributos a artistas ou bandas de Metal de todos os tempos.


Confira abaixo o resultado da votação:



5º Lugar: Holy Dio: Tribute to Ronnie James Dio  



Lançado também pela revista Rock Hard em Parceira da Century Media Records, em 2000, este tributo conta com uma versão dupla. Algumas faixas deste tributo também estão na nova homenagem lançada neste ano.

Track list
Disc one:
"Don't Talk to Strangers" - Blind Guardian
"Kill the King" - Primal Fear
"Egypt (The Chains Are On)" - Doro
"Children of the Sea" - Jag Panzer
"Sign of the Southern Cross" - Fates Warning
"Rainbow Eyes" - Catch the Rainbow
"Long Live Rock 'n' Roll" - Gamma Ray
"Country Girl" - Dan Swanö/Peter Tägtgren
"Gates of Babylon" - Yngwie Malmsteen

Disc two:

"We Rock" - Grave Digger
"Man on the Silver Mountain" - HammerFall
"Holy Diver" - Holy Mother
"Kill the King" - Stratovarius
"Still I'm Sad" - Axel Rudi Pell
"Heaven and Hell" - Enola Gay
"Neon Knights" - Steel Prophet
"Shame on the Night" - Solitude Aeturnus
"The Last in Line" - Tenacious D
"The Temple of the King" - Angel Dust






4º Lugar: A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal



A Tribute to Judas Priest: Legends of Metal Vol.I. II são dois albuns. lançados também em um volume único (CD duplo), ambos lançados em 1997. Nele inclui-se várias bandas que definitivamente são legendarias no metal, como Helloween , Overkill , Saxon , Kreator, Blind Guardian , Mercyful Fate e Testament.

Algumas faixas do tributo já tinham sido lançadas anteriormente pelas bandas.

Track list (Volume 1)

"The Hellion/Electric Eye" (Helloween)
"Saints in Hell" (Fates Warning)
"Victim of Changes" (Gamma Ray)
"Sinner" (Devin Townsend)
"The Ripper" (Mercyful Fate)
"Jawbreaker" (Rage)
"Night Crawler" (Radakka)
"Burnin' Up" (Doom Squad)
"A Touch of Evil" (Lion's Share)
"Rapid Fire" (Testament)
"Metal Gods" (U.D.O.)
"You've Got Another Thing Comin'" (Saxon)

Track list (Volume 2)

"The Ripper" (Iced Earth)
"Beyond the Realms of Death" (Blind Guardian)
"The Sentinel" (Heavens Gate)
"Love Bites" (Nevermore)
"Exciter" (Gamma Ray)
"Dissident Aggressor" (Forbidden)
"Painkiller" (Angra)
"Tyrant" (Overkill)
"Grinder" (Kreator)
"Dreamer Deceiver" (Skyclad)
"Bloodstone" (Stratovarius)
"Screaming for Vengeance" (Virgin Steele)
"Night Comes Down" (Leviathan)








3º Lugar: Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy



Lançado pela Eagle Records em 2000, "Bat Head Soup: A Tribute to Ozzy" contava por diversos nomes do cenário heavy metal mundial, que formaram verdadeiros 'Dream Teams do metal' em tributo a Ozzy Osbourne.  Ou vai dizer que uma formação que conte com Tim "Ripper" Owens; Yngwie Malmsteen; Tim Bogert; Tommy Aldridge e Derek Sherinian, isso só pra citar a primeira faixa do disco, não é uma seleção do metal? 


Track list:

1 "Mr. Crowley" 
(Tim "Ripper" Owens / Yngwie Malmsteen / Tim Bogert / Tommy Aldridge / Derek Sherinian)
2 "Over The Mountain"
(Mark Slaughter / Brad Gillis / Gary Moon / Eric Singer / Paul Taylor)
3 "Desire"
(Lemmy Kilmister / Richie Kotzen / Tony Franklin / Vinnie Colaiuta)
4 "Crazy Train" (5'15")
(Dee Snider / Doug Aldrich / Tony Levin / Jason Bonham)
5 "Goodbye To Romance" (5'39")
(Lisa Loeb / Dweezil Zappa / Michael Porcaro / Stephen Ferrone / Michael Sherwood)
6 "Hellraiser"
(Joe Lynn Turner / Steve Lukather / Billy Sherwood / Jay Schellen / Paul Taylor)
7 "Shot In The Dark"
(Jeff Scott Soto / Bruce Kulick / Ricky Phillips / Pat Torpey / Derek Sherinian)
8 "Children Of The Grave"
(Jeff Martin / Paul Gilbert / John Alderete / Scott Travis)
9 "Paranoid"
(Vince Neil / George Lynch / Stu Hamm / Gregg Bissonette)
10 "Suicide Solution"
(Adam Paskowitz / Peter Perdichizzi / James Book / Nick Lucero)
11 "I Don't Know"
(Jack Blades / Reb Beach / Jeff Pilson / Bobby Blotzer / Paul Taylor)







2º Lugar: A Call to Irons - Tribute to Iron Maiden




Lançado em 1998, pela Dwell Records este é sem dúvidas o mais surpreendente de todos os tributos já feitos. "A Call to Irons" reúne bandas de Power Metal como o Steel Prophet, progressivo com o Opheth (com uma linda versão de "Remenber Tomorrow"), Doom metal com o Solitute Aeturns e até ícones do Death/black metal como: Vital Remains ("The Trooper" a minha favorita do disco), Absu.

A Call to Irons teve um segundo volume em 1999 mas sem o mesmo brilho do primeiro volume. Posteriormente A Call to Irons foi lançado como CD duplo reunindo os dois volumes.

Vol 1 - Track list

"Ides of March/Purgatory" (Steel Prophet) - 5:27
"Powerslave" (Ancient Wisdom) - 5:54
"The Trooper" (Vital Remains) - 4:06
"Genghis Khan" (Angel Corpse) - 3:27
"Hallowed Be Thy Name" (Solitude Aeturnus) - 7:34
"Phantom of the Opera" (New Eden) - 6:35
"Remember Tomorrow" (Opeth) - 5:01
"To Tame a Land" (Morgion) - 10:06
"Strange World" (Evoken) - 7:00
"Rime of the Ancient Mariner" (Opera IX) - 13:03
"Transylvania" (Absu) - 3:42






1º Lugar: Nativity in Black: A Tribute to Black Sabbath (1994)




Nativity in black - Tribute to Black Sabbath não é só o melhor tributo já feito aos pais do heavy metal. Também é o melhor tributo de todos os tempos.

Imagine a coisa. Estamos em 1994, numa época em que as coisas não iam muito bem no cenário do heavy metal mundial aí alguém resolve reunir algumas das bandas mais famosas da época para gravar um tributo ao Black Sabbath... Foda!


Um segundo volume foi lançado em 2000 seguindo a mesma fórmula de convocar as bandas mais conhecidas da época. Onde temos pérolas como o Pantera executando "Eletric Funeral" e o vacilo de por Busta Rhymes executando, no mal sentido, "Iron Man". Tem quem goste mas eu achei uma m...

Track list

1 "After Forever" — Biohazard
2 "Children of the Grave" — White Zombie
3 "Paranoid" — Megadeth
4 "Supernaut" — 1000 Homo DJs & Al Jourgensen
5 "Iron Man" — Ozzy Osbourne & Therapy?
6 "Lord of This World" — Corrosion of Conformity
7 "Symptom of the Universe" — Sepultura
8 "The Wizard" — Bullring Brummies
10 "Sabbath Bloody Sabbath" — Bruce Dickinson & Godspeed
11 "N.I.B." — Ugly Kid Joe
12 "War Pigs (Live)" — Faith No More
13 "Black Sabbath" — Type O Negative
14 "Solitude" — Cathedral (Somente na Versão Européia)




Curiosidades sobre o álbum de 1994: 

- O nome Nativity in black vem do suposto significado da música "N.I.B.".

- A banda Bullring Brummies que faz o cover da música The Wizard no 1º Disco, é composta por ninguem menos que Geezer Butler e Bill Ward, Rob Halford (vocalista) do Judas Priest, Scott "Wino" Weinrich (guitarrista) do Obsessed, Brian Tilse (guitarrista) do Fight e Jimmy Wood (guitarrista) do Harmônica.


Menções honrosas:

Sepultural feast - Tribute to Sepultura
We're a Happy Family: A Tribute to Ramones
Numbers of the Beast - Tribute to Iron Maiden (Feito nos mesmos moldes de "Bat Head Soup")

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Headbanger - O que você está disposto a fazer para mudar algo no seu mundo? (Prepare-se para a guerra de verdade II)



Diego Frazão Torquato tocando violino no funeral do seu professor. O professor foi responsável por tirar crianças da violência por meio da música no Rio de Janeiro.


Diego Frazão Torquato, conhecido como Diego do Violino morreu em 2010. Desde muito pequeno, Diego conviveu com doenças, como a meningite. Segundo aqueles que conviveram com o menino, apesar da saúde fraca e da dura vida convivendo com a violência cotidiana disso, não perdeu o entusiasmo para a música. Diego ficou internacionalmente conhecido por esta foto em que chorou ao tocar no funeral de seu professor. Diego participou das oficinas do grupo em Parada de Lucas e se tornou a estrela da orquestra de cordas do Afroreggae. Sem dúvidas a musica teve um papel importante na vida desse menino e, não fosse sua saúde fraca, quem sabe até onde ele poderia chegar?

Esse professor se pudesse de alguma forma ter acesso a um video do compacto dos melhores momentos de sua pós vida, certamente ficaria feliz ao ver essa imagem. Ao ver a diferença que fez na vida de alguém.

Nos dias de hoje, com tanto acesso a tecnologia é fácil baixar musica, conhecer novos artistas e bandas antigas pouco conhecidas. Mas para tudo na vida é preciso de um inicio. Ninguem vira fã do Cannibal Corpse por si só. É preciso que alguém apresente o artista. Eu não tenho dúvida que muitos de nós compartilhamos com outras pessoas nossa musica e temos prazer em ceder material para aqueles que nada tem para ouvir em casa ou simplesmente pouco conhece sobre Metal/Rock. Posso afirmar que eu já "converti" muita gente "pro nosso lado" e já salvei muita criança do mal gosto musical dos pais.

Entre os bangers eu sempre vejo muita reclamação, até fundamentada, sobre o tipo de musica e cultura absorvida entre os mais pobres. Até quem vive nessas comunidades se sente incomodado. Já vi até figura do underground carioca reclamando não só do mal gosto comportamental, mas defendendo até um "clareamento étnico" dentro do underground carioca. Isso num estado em que a imensa maioria da população é mestiça (Como essa declaração deplorável tem alguns anos eu torço que para essa ideia tenha mudado).
O ponto que eu quero chegar é que eu gostaria muito de ver músicos de nossos gênero agindo mais com as mãos na massa ensinando musica, do que reclamando e digitando nas redes sociais sobre o mal gosto alheio. Seria muito interessante se pessoas que saibam tocar, cedessem um pouquinho do seu tempo indo ensinar musica para crianças sem acesso a boa musica, que, por questões culturais e imposição midiática - Eu afirmo que o Funk, o Pagode, o Brega e toda musica de qualidade duvidosa é imposta ao pobre e favelado. Faz alguns anos o "funk" tornou-se a camisa-de-força do povo pobre usando um termo que li pela internet e achei muito apropriado. O povo carioca virou refém do "funk" carioca. E falo isso com propriedade por experiência própria. Até o samba, virou de certa forma, refém dos funqueiros e dos trejeitos do R&B americano - Já o favelado, este não está na favela porque quer. É porque ele não consegue comprar um apartamento (dizem que hoje ele consegue). Da mesma forma a "musica brega" e todos os seus derivados - inclusive o "funk" carioca - escravizam o povo, num semi-fascismo cultural, comandado por empresários do entretenimento dos mais diversos, desde os do interior do país até os das grandes corporações de mídia do Sudeste.

Eu tenho profundo ódio de projetos culturais que se limitem a apenas ensinar filho de pobre a "bater lata", como se pobre a favelado não tivesse capacidade para aprender outra coisa ou se interessar por outros gêneros musicais. Mas tenho mais raiva ainda de quem tem conhecimento e se nega a ensinar, ou compartilhar.

Sempre se reclama da falta de espaços para tocar, da ausência de publico nos eventos. Sempre reclama do mal gosto alheio, da falta de educação alheia. Eu te pergunto, você estaria disposto a dar um pouco do seu tempo (in)útil indo dar aulas de musica? A melhor forma de mudar toda uma cultura é passando cultura. A melhor forma de aumentar o público interessado é aumentando pessoas interessadas em consumir cultural e economicamente dessa cultura. Por que não subir um morro pra dar aula de Heavy Metal para filho de favelado? Por que não ensinar nossa musica, nossa cultura e nossos valores?

Eu já disse uma vez que o Heavy Metal surgiu na feia e cinzenta cidade de Birminghan, em um bairro operário, por filhos de operários. (De novo, não estou convocando ninguém a se filiar ao PCO, nunca, Jamais ever!). Heavy metal é por essência, som dos excluídos. Mas será que estamos fazendo jus às nossas raízes?

Talvez usar um pouco do seu tempo (in)útil passando conhecimento e arte faça mais a diferença que apoiar idiotas (in)uteis que vestem uma máscara e saem por ai quebrando o que vê pela frente.


O que você está disposto a fazer para mudar algo, nem que seja a vida de um único menino? Eu infelizmente não sei tocar, nem tenho muito conhecimento técnico para passar, mas no pouco que sei; e no muito material que tenho, se um dia na minha cremação (já deixo avisado que quero ser cremado) se existir uma criança chorando por mim, por tudo de positivo que eu pude passar pra ele. Minha vida inútil, teria valido a pena. Pelo menos eu "socializo minha empada cultural".


Então que tal levantar seu traseiro sujo e ir passar cultura a alguma criança? Que tal melhorar o mundo ajudando a formar pessoas melhores pra ele?


Faça como Jack Black, porra!





Também publicado no site Whiplash http://whiplash.net/materias/opinioes/192616.html



sábado, 16 de março de 2013

Filme “Death Metal Angola” fala de guerra e heavy metal



Nem só de Kuduro, vive a Angola. Como em qualquer outro país onde são escassos os recursos a grandes estúdios de gravação, a instrumentos musicais acessíveis e a meios de divulgação nos canais convencionais, há uma comunidade que, através da colaboração mútua, do faça-você-mesmo e do desejo de se expressar através da música, mantém acesa a chama. Hardcore, metal, rock e todas as subdivisões desses gêneros: há tudo isso em Angola, e é disso que trata “Death Metal Angola“, documentário de Jeremy Xido sobre a cena underground do rock angolano.

Filme “Death Metal Angola” fala de guerra e heavy metal

Sinopse:
Após anos em guerra, a Angola se tornou o centro do Heavy Metal no continente africano. O estilo Death Metal tem sido o mais adotado pela população, que afirma que a música ajuda a lidar com os traumas da guerra. Baseado nesta situação, o filme Death Metal Angola conta a história de dois angolanos que vivem em um orfanato, e organizam o primeiro festival nacional de rock do país.


O filme estreou em dezembro no Dubai International Film Festival

Assista ao Trailer do documentário:


Outras matérias





Fonte: Full Rock e Africo Poética



"Se a prudência da reserva e decoro indica o silenciar em algumas circunstâncias, em outras, uma prudência de uma ordem maior pode justificar a atitude de dizer o que pensamos." - (Edmund Burke)